quinta-feira, julho 9, 2026

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Produção de soja e milho cai na Argentina



No milho, a semeadura avançou para 98,3% da área



A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja
A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja – Foto: Expodireto Cotrijal

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a semeadura da soja na Argentina está 99,2% concluída, restando apenas áreas no norte agrícola. Apesar das chuvas recentes em Córdoba, sul de Santa Fé e Entre Ríos, as precipitações no norte de Buenos Aires foram irregulares. A condição de cultivo Normal/Boa caiu 5,6 pontos percentuais, enquanto a condição hídrica Adequada/Ótima recuou 5 pontos. 

A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja de primeira no Núcleo Sul e Centro-Leste de Entre Ríos, além da soja de segunda no Núcleo Sul e no Norte de La Pampa-Oeste de Buenos Aires. Com isso, a projeção de produção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 49,6 milhões de toneladas.  

No milho, a semeadura avançou para 98,3% da área, com um progresso semanal de 3,2 pontos percentuais. A escassez de chuvas desde dezembro prejudicou a umidade do solo e limitou o potencial produtivo. As áreas mais afetadas estão no centro-leste agrícola, especialmente no Núcleo Sul e no oeste de Buenos Aires. 

Enquanto os milhos precoces semeados em setembro escaparam da estiagem, aqueles plantados entre outubro e novembro enfrentaram seu período crítico sob seca severa. Já os cultivos implantados em dezembro e janeiro mostram sinais de estresse hídrico, mas podem se recuperar caso as chuvas retornem. A estimativa de produção caiu para 49 milhões de toneladas, uma redução de 1 milhão de toneladas.  

A colheita do girassol atingiu 4,7% da área, com rendimento médio de 19,7 qq/ha. A falta de chuvas reduziu a condição hídrica Adequada/Ótima para 45%, queda de 10 pontos percentuais na semana. A condição Normal/Excelente caiu 8 pontos, com piora no Sudoeste de Buenos Aires-Sul de La Pampa e no Sudeste de Buenos Aires.

 





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China firma acordo para comprar 1,5 milhão de toneladas de soja brasileira certificada



Um acordo de cooperação estratégica para o fornecimento de 1,5 milhão de toneladas de soja certificada como sustentável do Brasil para a China foi assinado pela Cofco International, a China Mengniu Dairy e a Sheng Mu Organic Dairy neste domingo (2).

O contrato foi firmado durante evento no novo terminal de exportação da Cofco, no Porto de Santos, em São Paulo.

A soja será verificada por terceiros como livres de desmatamento e conversão (DCF) desde 31 de dezembro de 2020, com auditorias nas fazendas garantindo gestão sustentável da água, conservação da biodiversidade e padrões éticos de trabalho.

A Mengniu, uma das maiores produtoras de leite do mundo, juntamente com a Sheng Mu, pretendem receber esses volumes sob um sistema de cadeia de custódia de balanço de massa entre 2025 e 2030, intermediado pela Cofco.

“Este acordo reflete a crescente demanda da China por commodities sustentáveis – beneficiando o setor agrícola brasileiro e seus produtores”, afirmou Luiz Noto, CEO da Cofco International Brasil.

“O Brasil tem avançado significativamente em sustentabilidade, e acordos como este reforçam essas iniciativas ao mesmo tempo em que criam novas oportunidades para os produtores.”

A cooperação assinada neste domingo dá continuidade a embarques anteriores para a China, desenvolvidos no âmbito da Green Value Chain Taskforce (Grupo de Trabalho de Cadeia de Valor Verde, em tradução livre) – uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial.

De acordo com Noto, a Cofco International está comprometida em eliminar o desmatamento de suas cadeias globais de suprimento de soja e milho até este ano de 2025.



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Soja valorizou até 11% em janeiro; possível redução de oferta deve elevar ainda mais os preços


O mercado brasileiro de soja começou o ano de 2025 com disparada nos preços domésticos, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Assim, com referenciais melhores, os produtores aproveitaram os momentos de pico para negociar, melhorando o ritmo da comercialização. No entanto, a queda do dólar frente ao real no final de janeiro limitou uma melhora mais consistente.

Variação de preços ao longo do mês

Veja como os preços da soja começaram e terminaram janeiro nas principais praças de comercialização do país. Os destaques vão para as valorizações de até R$ 13 a saca em Passo Fundo (+10,8%) e Paranaguá (+11%):

  • Passo Fundo (RS): cresceu de R$ 120 para R$ 133
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 109 para R$ 121
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 105 para R$ 113
  • Porto de Paranaguá: passou de R$ 118 para R$ 131

Soja na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em março, os mais negociados, apresentaram valorização de 0,92% no período.

No fechamento de sexta-feira (31), o bushel era negociado a US$ 10,42 1/4. No pico do mês, a soja bateu nos melhores patamares desde outubro.

A recuperação em Chicago iniciou após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início do mês e que apresentou um quadro de oferta e demanda daquele país mais ajustado.

A recuperação se consolidou com os problemas climáticos na América do Sul, que estão comprometendo o desenvolvimento das lavouras na Argentina e em parte do Brasil.

“Importante ressaltar que, em geral, o cenário ainda é de ampla oferta. No entanto, o clima seco persistente no cinturão produtor argentino já está obrigando entidades a revisar para baixo a safra 2024/25”, diz avaliação da consultoria Safras & Mercado.

No Brasil, a estiagem também vai comprometer a safra gaúcha. Em Mato Grosso e em partes de outros estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste, o problema é o excesso de chuvas, atrapalhando a colheita, que iniciou com atrasos.

Quanto aos preços, o quadro só não foi melhor para a soja brasileira em janeiro devido ao câmbio. “O dólar comercial perdeu 5,28% em janeiro, se estabilizando na casa de R$ 5,85. Mesmo que abaixo dos até R$ 6,30 atingidos no final do ano passado, o patamar ainda dá muita competitividade para a oleaginosa brasileira no exterior”, finaliza a análise.



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Você viu? China proíbe a importação de carne e animais devido a surtos de doenças



A China, maior importadora mundial de carne, anunciou a proibição da importação de ovinos, caprinos, aves e animais de dedos pares provenientes de países africanos, asiáticos e europeus, devido a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa. Essa foi uma das reportagens mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.

A medida inclui tanto produtos processados quanto não processados e foi implementada após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar dados sobre os surtos em diversos países, de acordo com informações da Reuters.

Os comunicados da Administração Geral de Alfândegas da China, datados de 21 de janeiro, detalham os países afetados:

  • Gana;
  • Somália;
  • Catar;
  • Congo;
  • Nigéria;
  • Tanzânia;
  • Egito;
  • Bulgária;
  • Timor-Leste; e
  • Eritreia

Além disso, a China suspendeu a importação de ovinos, caprinos e seus produtos da Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh, citando especificamente surtos de varíola ovina e caprina.

A restrição também foi estendida à Alemanha, com a suspensão da importação de animais de dedos pares e produtos relacionados, após a detecção de febre aftosa no país.



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Peixes ornamentais e produtos lácteos: dois países abrem novos mercados ao Brasil



A Arábia Suadita e a Turquia abriram novos mercados para os produtos agropecuários do brasileiros, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Em relação aos arábes, as autoridades sanitárias do país aprovaram o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para a importação de peixes ornamentais do Brasil.

Em 2024, os embarques agropecuários nacionais para aquele país somaram mais de US$ 2,7 bilhões, com destaque para carnes, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações, além de complexo soja, informa a pasta.

Já a Turquia autorizou o Brasil a exportar hemoderivados e produtos lácteos não destinados ao consumo humano. De acordo com o Mapa, os turcos importaram do Brasil mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários no ano passado.

Os destaques dessas compras foram para complexo soja, fibras e produtos têxteis, café, carnes, produtos florestais e animais vivos (exceto pescados).

Agora, com esses dois anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 20 aberturas de mercado em 2025, em um total de 320 novas oportunidades desde o início de 2023.



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Segunda safra 2024/25 de milho deve crescer 20,6% em MS, diz Aprosoja



A produção de milho segunda safra 2024/25 em Mato Grosso do Sul deve atingir 10,2 milhões de toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativas do Projeto Siga-MS, executado pela Aprosoja do estado.

A área destinada ao cereal deve alcançar 2,2 milhões de hectares, aumento de 0,1% ante 2023/24, com produtividade média esperada de 80,8 sacas por hectare, alta de 20,5% na comparação anual.

O plantio já começou nas lavouras sul-matogrossenses. A região sul é a mais adiantada, com cerca de 6% da área prevista semeada. A região centro já plantou 3,5% e a norte, 0,3%.

Segundo a estimativa, a área plantada está 0,7 ponto porcentual acima do registrado em igual período da safra passada.

“O melhor período para a semeadura do milho no estado de Mato Grosso do Sul geralmente é entre meados de janeiro e março. Esse período é crucial para garantir que o milho tenha condições climáticas adequadas para o desenvolvimento, especialmente em relação à disponibilidade de chuva e à temperatura”, disse em nota o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.



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Ana Maria Braga é picada por escorpião em sua fazenda no interior de São Paulo



A apresentadora Ana Maria Braga, de 75 anos, precisou ser hospitalizada às pressas nesse sábado (1) após ser picada por um escorpião em sua fazenda, em Botucatu, no interior de São Paulo.

A artista da Rede Globo fazia uma caminhada em sua propriedade quando pisou no aracnídeo e recebeu a ferroada. Assim, foi encaminhada ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas do município.

Ela ficou internada e recebeu os cuidados necessários para esse tipo de acidente. Apesar de casos do tipo demandarem cuidados imediatos, a assessoria de imprensa da apresentadora divulgou que Ana Maria passa bem e já está em casa.

“Na noite de ontem, Ana Maria Braga sofreu um incidente ao pisar em um escorpião. Imediatamente, procurou atendimento médico e recebeu os cuidados necessários. Está bem e em casa”, afirmaram, em comunicado.

Horas antes de ter sido picada, a apresentadora havia gravado um vídeo em sua fazenda, mostrando o amor que tem pelo lugar. “Ah, como eu amo essa fazenda. Tem lugares que a gente se sente bem, né? Aqui eu até respiro diferente. Vem fazer um tour comigo pelo pomar da Fazenda Primavera. Nada mais lindo do que ver a vida brotar da terra”, afirmou ela.

Apesar do susto, os assessores da artista afirmaram que ela apresentará normalmente o programa Mais Você nesta segunda-feira (3).



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Nova frente fria traz chuva superior a 100 mm e alerta de temporais durante a semana



A primeira semana de fevereiro intensifica o tempo típico do verão com chuva forte e calorão em grande parte do país. No Sul e no Sudeste, a chegada de uma nova frente fria traz precipitações ainda mais fortes do que as que afetaram as duas regiões nos últimos dias. Confira:

Sul

Não chove na maior parte do Rio Grande do Sul e o calorão continua na Fronteira Oeste gaúcha. Risco de chuva moderada no litoral norte e na serra do estado.

Chove em forma de pancadas em Santa Catarina. Risco de temporais no leste e litoral do Paraná. O tempo começa a virar na região a partir de quarta-feira (5) com o avanço de uma nova frente fria levando chuva e temporais para quase todas as áreas do Sul.

Em cinco dias, o volume de chuva deve chegar a aproximadamente 100 mm nas faixas lestes catarinenses e paranaenses, o que pode causar alagamentos e transtornos nos trabalhos em campo. No Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e oeste do Paraná o acumulado da semana varia entre 30 mm e 50 mm.

A tendência é que o mês de fevereiro seja chuvoso em todos os estados, o que pode ajudar no enchimento de grãos de algumas lavouras, especialmente em Santa Catarina e no Paraná, mas também pode trazer impactos devido ao excesso de umidade.

Sudeste

A semana ainda começa instável com frente fria se deslocando na altura do Sudeste. Chove a qualquer momento em São Paulo e no Triângulo de sul de Minas Gerais com risco alto de temporais, em volumes que podem chegar a 100 mm, o que deve gerar estado de atenção. Não chove no nordeste mineiro e nem no Espírito Santo.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais, semana mais ensolarada, com chuva acumulada de até 15mm. O produtor deve aproveitar a janela de tempo firme para realizar o manejo do solo e o tratamento fitossanitário, principalmente nas lavouras de café da região.

Centro-Oeste

Não chove no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, mas as pancadas continuam nas demais áreas do estado. Dia de sol, temperaturas altas em Campo Grande e chuva à tarde, típico do verão. Tempo mais instável no centro-leste e norte de Mato Grosso e no estado de
Goiás.

Semana ainda chuvosa em território mato-grossense e em Goiás com acumulados superiores a 100 mm em cinco dias, o que continuará atrasando a colheita da soja e a semeadura do algodão e do milho segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, na porção sul, leste e nordeste do
estado, a chuva da semana gira em torno de 50 mm, mantendo a boa umidade do solo
sem prejudicar os trabalhos em campo.

Já na porção oeste e noroeste do estado, a chuva deve variar entre 10 e 20 mm, o que ainda ajuda na reposição hídrica do solo e alivia o calorão na região.

Nordeste

Muitas nuvens e chuva a qualquer momento no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Chove em forma de pancadas com risco para raios no litoral maranhense e no Ceará. Pancadas mais irregulares com moderada intensidade nos litorais do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia.

Em cinco dias a chuva é mais volumosa no estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, centro norte do Maranhão e centro norte do Piauí com 80 mm, o que prejudica os trabalhos em campo nestas regiões que o solo se encontra com excesso de umidade. No sul maranhense, centro sul do Piauí, leste e oeste da Bahia, o acumulado da semana é de, aproximadamente, 20 mm.

Na porção central do território baiano, a semana é mais seca, pois a chuva acumulada não deve chegar a 5 mm, provocando estresse hídrico nas lavouras de sequeiro.

Norte

O tempo fica mais ensolarado pela manhã em Manaus, mas chove forte à tarde. Pancadas a qualquer momento no sul do Amazonas, no Pará, Tocantins, Amapá e em Rondônia, com risco alto de temporais.

Semana chuvosa nos estados do Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas com volume superior a 100 mm em cinco dias, prejudicando os trabalhos de campo em todas as regiões. Porém, em Tocantins, a chuva deve dar uma trégua nos próximos dias, com acumulado previsto entre 20 mm e 30 mm.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa agronômica avança no extremo norte de Mato Grosso



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo
Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo – Foto: Pixabay

Produtores do extremo norte de Mato Grosso já podem acessar novos dados de pesquisa e serviços agronômicos oferecidos pela Fundação Mato Grosso (Fundação MT). A instituição instalou uma vitrine de cultivares no município de Alta Floresta, onde foram semeadas 61 cultivares de soja de 19 empresas. A colheita nos próximos 40 dias fornecerá informações inéditas sobre a adaptação das variedades às condições locais, marcadas por baixa altitude e alta proximidade com a linha do Equador.  

A pesquisadora Daniela Dalla Costa destaca que a diversidade genética permite avaliar a adaptação das cultivares ao clima da região. Estudos preliminares indicam uma menor incidência de mancha-alvo em comparação a outras áreas do estado. Além disso, a Fundação MT tem conduzido experimentos sem aplicação de fungicidas para entender a resistência das variedades a doenças como a podridão dos grãos.  

“Além de compreender o comportamento das variedades, o estudo fornece informações cruciais para o posicionamento de materiais genéticos, beneficiando diretamente os produtores locais. Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo mais eficientes e sustentáveis”, comenta.

Além da pesquisa, a Fundação MT oferece suporte técnico aos produtores, incluindo diagnóstico de solo e nematoides, consultoria agronômica e capacitações. Segundo Douglas Coradini, head de serviços da instituição, o objetivo é promover uma agricultura mais eficiente e adaptada à realidade local, garantindo inovação e sustentabilidade ao setor.

“Apesar da alta pressão de doenças, observamos uma menor incidência de mancha-alvo na região em comparação a outras localidades do estado, como por exemplo na região de Campo Novo do Parecis, no oeste mato-grossense”, destaca Dalla Costa.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Complexo soja intensifica perdas em Chicago nesta 6ª feira com baixas de…


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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago vêm intensificando suas perdas no pregão desta sexta-feira (3), acompanhando a nova despencada do farelo de mais de 3%. O mercado do derivado pressiona ainda mais os preços do grão que, perto de 12h55 (horário de Brasília), recuavam entre 15,75 e 20,75 pontos, levando o janeiro a US$ 9,83 e o maio a US$ 10,05 por bushel. 

As baixas entre as cotações do farelo se dão, em parte, pela melhora que alguns modelos climáticos sinalizam para a Argentina nos próximos dias, como explica o time da Agrinvest Commodities. “O modelo EC (europeu) começou a mostrar alguma melhora de clima para a parte central da Argentina”. 

No entanto, esse recuo também vem como um ajuste diante das altas dos últimos dias. Ainda segundo a Agrinvest, “o farelo de soja subiu mais de 10% em relação às mínimas de dezembro do ano passado. Nos últimos cinco anos, o derivado emplatou quatro anos de rally nesta época. Destes quatro, apenas dois o rally se estendeu até o final de maio. Nesse ano, os fundamentos não são muito firmes. Os prêmios do farelo mostram ainda que não há falta de produto”. 

Assim, perto de 13h15, o contrato março/25 – que é o mais negociado agora – tinha US$ 309,90 por tonelada curta, perdendo 3,13%. O óleo também completava o movimento negativo do complexo, recuando mais de 1% entre as principais posições, com o março valendo 39,70 cents de dólar por libra-peso. 

O mercado continua sem grandes novidades e ainda frente a fundamentos baixistas. O ano de 2025 começa com os traders ainda muito atentos à safra recorde que se desenvolve no Brasil, às condições de clima na América do Sul e às expectativas sobre o governo Trump II, com Donald Trump tomando posse no dia 20 e colocando ainda mais incertezas sobre suas relações com a China, maior importadora global de commodities. 

Hoje, os números da demanda também pesaram. Os dados trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram vendas semanais para exportação abaixo das expectativas do mercado, com 484,7 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas. Todavia, em toda temporada, os EUA já comprometeram 40,171,4 milhões de toneladas de soja, acima do mesmo período do ano passado, quando eram pouco mais de 36 milhões. O USDA projeta as exportações totais dos EUA nesta temporada em 49,67 milhões de toneladas. 

Além disso, o cenário geopolítico mais amplo também está no radar do mercado, com conflitos em andamento, protecionismo crescente, e a China dando sinais de que segue focada em manter seu crescimento “ao redor dos 5%” neste ano.





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