quinta-feira, julho 9, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

preços sobem e elevam custos para produtores


O mercado de fertilizantes iniciou 2025 em forte movimento de alta, pressionando os custos dos produtores rurais brasileiros. Segundo o relatório mais recente do Itaú BBA, a Ureia foi um dos produtos que mais subiu em janeiro, registrando alta de 14,5%, chegando a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. A valorização reflete a menor oferta global do produto, especialmente devido à redução da produção iraniana e ao aumento do custo do gás natural.

A demanda internacional também tem impactado o mercado. O leilão de compra de fertilizantes realizado pela Índia no fim de janeiro trouxe preços acima dos US$ 420 por tonelada, intensificando a pressão sobre os valores praticados mundialmente. Além disso, os Estados Unidos e a Europa entraram na fase de reposição de estoques, o que deve manter a tendência de alta dos nitrogenados nos próximos meses.

No segmento de potássicos, o preço do KCl (Cloreto de potássio) subiu 3,4% no mês, alcançando US$ 305 por tonelada, refletindo um maior equilíbrio entre oferta e demanda após meses de excesso no mercado europeu. Já os fosfatados, como o map (fosfato monoamônico), seguem estáveis em US$ 635 por tonelada, mas a oferta restrita tem levado produtores a buscarem alternativas mais baratas.

Outro fator relevante para a dinâmica do mercado de fertilizantes é a valorização do milho nos EUA. Com preços mais elevados do cereal, há uma expectativa de que os agricultores norte-americanos ampliem a área plantada, o que pode resultar em um aumento no consumo de nitrogenados e reforçar a pressão sobre os preços internacionais.

No Brasil, a relação de troca entre fertilizantes e grãos tem se mantido próxima às médias históricas, mas a recente queda da soja no mercado internacional prejudicou a competitividade da cultura em relação ao MAP. Para o milho, os indicadores de troca seguem elevados, acima da média dos últimos cinco anos, segundo o Itaú BBA.

A taxa de câmbio também influenciou o cenário, com o real se valorizando 6% em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8 por dólar. Apesar do câmbio mais favorável, o custo dos insumos continua pressionado, exigindo um planejamento cuidadoso por parte dos produtores para garantir a viabilidade da safra.





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Brasil propõe união de seis países para melhorar remuneração ao produtor de cacau



Costa do Marfim, Gana, Equador, Camarões, Nigéria e Brasil são, atualmente, os seis países que mais produzem cacau no mundo. Para o presidente da Agência de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, essas nações precisam se unir para remunerar o elo mais fraco de uma indústria bilionária: o produtor.

Por isso, durante a missão África Ocidental, que passou pela Nigéria, Gana e Costa do Marfim e ainda irá ao Senegal, Viana fez a proposta ao presidente ganense, John Mahama, de formação do grupo. A ação brasileira foi promovida pelo Itamaraty com o apoio da ApexBrasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e uma referência de qualidade na produção. Junto com a Costa do Marfim, representam 60% da oferta mundial de cacau, mas esses países juntos ficam com apenas 6% da renda do setor. Uma organização dos maiores produtores pode ajudar a aumentar a renda daqueles que estão na base da cadeia de produção”, destaca o presidente da Agência.

Segundo Viana, a iniciativa não visa o antagonismo com os que industrializam o cacau, mas é voltada a uma melhor remuneração aos países que produzem o fruto. “Certamente isso vai melhorar a vida dos produtores, dos agricultores que produzem cacau”, disse.

O presidente da entidade lembra que a produção brasileira de cacau já chegou a atingir cerca de 400 mil toneladas, o suficiente para inserir o país entre os quatro maiores, mas também já chegou a recuar para 50 mil. Atualmente, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está sinalizada em 296 mil toneladas. Tal alavancagem leva à estimativa de que o país esteja no pódio dos maiores colhedores do fruto futuramente.

“Eu posso afirmar, como técnico, que, pela tecnologia desenvolvida, em algumas décadas, o Brasil vai estar entre os três maiores produtores de cacau do mundo, mas queremos fazer isso junto com a África, transferindo tecnologia, melhorando também a qualidade do cacau que produzimos, e fazendo o processamento do produto”.

Experiência brasileira

O Brasil é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau e ocupa posição privilegiada por ter grande representatividade em toda a cadeia de valor, sendo exportador de derivados de cacau e chocolate.

No país, mais de 90% da produção está localizada no Pará e na Bahia, com destaque para a expansão da cacauicultura para regiões baianas não tradicionais no cultivo, principalmente no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias.

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e produtor de cacau, Moisés Schmidt, participa da Missão África Ocidental e comenta que, no cerrado baiano, a cacauicultura se destaca pela precocidade e produtividade.

“Nós temos na região a Bio Brasil, que é considerado o maior viveiro hoje de cacau do Brasil e do mundo. Neste ano, nós estamos produzindo 3 milhões e 500 mil mudas e até 2027 vamos produzir 10 milhões de mudas ao ano. Do ponto de vista de dimensão da produção, são cerca de 400 hectares de cacau. Hoje, já estamos nas primeiras colheitas com uma produção média de 3.500 quilos de cacau por hectare. Então, viemos mostrar nossas soluções, para uma eventual exportação de tecnologia para gerar maior produtividade”, afirmou.

No setor de cacau, além da Aiba, participam da missão o Instituto Arapyaú e o Centro de Inovação do Cacau. Os representantes do setor fizeram visitas técnicas a fazendas produtoras de cacau e de reuniões com representantes do Conselho do Cacau em Gana e do Conselho do Cacau e do Café na Costa do Marfim.

Desafios à produção de cacau

O representante do Instituto Arapyaú na missão, Ricardo Gomes, conta que durante as visitas técnicas em Gana e na Costa do Marfim, três temas centrais tiveram destaque:

  • Os desafios climáticos que afetam a cultura do cacau e a importância de sistemas produtivos mais resilientes, como os agroflorestais;
  • A queda na produção dos países africanos que desabastecem o mercado global e abrem espaço para o Brasil investir em tecnologia e expansão sustentável do cacau;
  • A necessidade de fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a financiamento e fomentar a inovação para impulsionar o setor.

Já de acordo com o diretor do Centro de Inovação do Cacau, Cristiano Villela, a necessidade de remunerar melhor aqueles na base da cadeia produtiva também esteve no centro dos debates.

“Vimos grande similares com a produção no Brasil, mas uma diferença fundamental é a questão da remuneração. Os produtores africanos recebem a um preço chega a [apenas] 40% do valor de bolsa”, afirmou.

Dando seguimento à agenda de cooperação da Missão, a ApexBrasil definiu um plano de trabalho com o Centro de Promoção de Investimentos da Costa do Marfim (CEPICI), que deve tocar temas como o processamento de alimentos, agregação de valor a produtos agrícolas, capacitação técnica, produção de medicamentos e cooperação para enfrentamento de doenças tropicais.



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Governo vai lançar Plano de Escoamento da Safra 2024/2025



O governo federal lança nesta quarta-feira (5), às 10h30, o Plano de Escoamento da Safra 2024/2025, que reúne as principais iniciativas para aprimorar a logística e a infraestrutura no país. O objetivo é garantir o escoamento eficiente da safra de grãos, que aponta para um volume recorde.

O anúncio será feito em conjunto pelos ministros Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, dos Transportes, Renan Filho, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O evento ocorrerá no auditório do Ministério dos Transportes e contará com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de representantes de órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção da safra registre um crescimento recorde de 8,3% em relação à temporada anterior, totalizando 322,47 milhões de toneladas de grãos, especialmente soja e milho – um aumento de 24,62 milhões de toneladas em comparação com 2023/2024. Caso a previsão se confirme, esse será o maior volume já registrado na história.

O conjunto de ações a ser anunciado integra o Novo PAC e prevê a entrega e retomada de obras, além de concessões e melhorias estratégicas nas principais rotas de escoamento, garantindo impacto direto na economia brasileira e no mercado internacional.



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O excesso de umidade e as consequências para a soja



A instabilidade no clima nas lavouras do extremo norte de Mato Grosso tem gerado dificuldades não só para a colheita da soja, mas também para o cultivo do milho na segunda safra. O excesso de umidade, junto às chuvas volumosas e atípicas, afeta diretamente a produção agrícola na região do Xingu. Enquanto a soja se aproxima da colheita, o risco de perdas e o atraso na janela de plantio do milho preocupam os produtores.

A colheita da soja tem enfrentado desafios devido à falta de sol e ao prolongado período de chuvas. De acordo com um dos produtores da região, que cultivou aproximadamente 4.000 hectares de soja em Marcelândia, a situação está crítica. Mesmo após o esforço para secar a soja, há perdas de peso de cerca de 20% nos grãos, o que impacta diretamente na qualidade e no rendimento da produção.

Além disso, o plantio do milho na janela ideal também está comprometido. O clima instável dificulta a programação do milho safrinha, uma cultura essencial para a continuidade das operações agrícolas na região. Com o atraso na colheita da soja, a janela de plantio do milho fica cada vez mais apertada, o que aumenta o risco de não conseguir plantar a tempo.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura do milho no estado de Mato Grosso está atrasada em relação ao ano passado. Até o momento, foram cultivados 6,26% dos 6,83 milhões de hectares previstos para a safra 2024/2025. No mesmo período do ciclo passado, 28,66% da área já havia sido plantada. A escassez de tempo para o cultivo e os riscos de condições climáticas adversas complicam ainda mais a situação, que pode resultar em uma produção menor do que a estimada.

Em Mato Grosso, maior produtor de milho do Brasil, a expectativa é de uma produção de 45,8 milhões de toneladas para a safra 2024/2025. No entanto, com o atraso nas lavouras e o clima instável, a produção pode ser impactada, afetando tanto os produtores quanto a economia do estado. A redução da área plantada e o risco de perdas na soja são reflexos de um ano atípico, onde o clima tem mostrado sua força e gerado incertezas para o futuro da agricultura na regiã



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AgroNewsPolítica & Agro

Ureia dispara 14,5% e encarece custo da lavoura



Alta da ureia ocorre em um momento crítico para o planejamento da safra




Foto: Canva

O mercado de fertilizantes iniciou o ano com forte alta nos preços, trazendo desafios para os produtores rurais brasileiros. Segundo relatório do Itaú BBA, a Ureia — um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados no país — registrou um aumento de 14,5% em janeiro, sendo negociada a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. O movimento de alta deve continuar nos próximos meses, impulsionado por restrições na oferta global e maior demanda internacional.

De acordo com o levantamento, um dos principais fatores para a valorização da ureia é a redução da produção no Irã, grande fornecedor do insumo. A queda se deve à escassez de matéria-prima, agravada pelo aumento do preço do gás natural — essencial para a fabricação do fertilizante. Além disso, os leilões de compra realizados pela Índia, um dos maiores consumidores mundiais, vêm apresentando ofertas acima de US$ 420 por tonelada, ampliando a pressão sobre o mercado.

Outro elemento que reforça a tendência de alta é a entrada dos Estados Unidos e da Europa no período de compra de fertilizantes. Com a expectativa de um aumento na área plantada de milho nos EUA, o consumo de nitrogenados deve crescer, elevando ainda mais a demanda pelo insumo.

Impacto para os produtores brasileiros

No Brasil, a alta da ureia ocorre em um momento crítico para o planejamento da safra. A relação de troca para os fertilizantes nitrogenados segue elevada, o que pode comprometer a rentabilidade de culturas que dependem fortemente desse insumo, como o milho.

Apesar da valorização de 6% do real frente ao dólar em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8/USD, o custo da ureia segue pressionado, exigindo estratégias mais cautelosas na compra de insumos por parte dos agricultores.





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Feira do Cerrado 2025 aposta em inovação e resiliência climática



A Feira do Cerrado 2025 começa nesta quarta-feira (5), em Monte Carmelo (MG), reunindo cafeicultores e produtores de grãos do cerrado mineiro em busca de soluções inovadoras para aumentar a produtividade e enfrentar os desafios climáticos. Com o tema “Agricultura e Mudanças Climáticas: Resiliência e Oportunidades”, o evento, promovido pela Cooxupé, segue até quinta-feira (6).

Infraestrutura e oportunidades

Em sua 10ª edição, a feira espera receber mais de 4 mil visitantes em um espaço de 50 mil m², sendo 11 mil m² cobertos. O evento contará com 65 expositores em 85 estandes, apresentando mais de 12 mil produtos, incluindo máquinas, implementos, equipamentos e insumos voltados principalmente à produção cafeeira.

“Este evento é uma grande oportunidade para nossos cooperados acessarem novas tecnologias e alternativas para uma produção agrícola mais sustentável”, destaca Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé.

Novidades e soluções tecnológicas

Entre as atrações desta edição está o Espaço Novas Culturas, dedicado ao cultivo de milho e soja, além da demonstração de drones de pulverização agrícola. A Cooxupé anunciou recentemente sua entrada no mercado de cereais em sociedade com a empresa Agrobom.

A feira também apresentará o lançamento de uma usina compacta para produção de biochar, tecnologia que captura carbono e reduz a emissão de gases de efeito estufa.

Outras novidades incluem:

  • Guindastes com extensões hidráulicas e capacidade de até 30 toneladas
  • Inovações em pulverização agrícola com peças técnicas em cerâmica
  • Espaços exclusivos da Cooxupé para serviços financeiros, seguros, cafés especiais e boas práticas agrícolas

Negociações e condições especiais

A feira contará com o Centro de Negócios, oferecendo suporte total aos produtores, com opções de financiamento e a Operação Barter, modalidade que permite ao cafeicultor utilizar café como moeda de troca para aquisição de equipamentos e insumos.

Serviço

  • Núcleo da Cooxupé – Rodovia MG 190, km 3, Monte Carmelo (MG)
  • Data: 5 e 6 de fevereiro de 2025
  • Horário: Das 08h às 18h
  • Entrada e estacionamento gratuitos



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PRF apreende mais de 3 mil peixes ornamentais em Mato Grosso



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 3 mil peixes ornamentais em Sorriso (MT) na última sexta-feira (31). Os animais eram transportados ilegalmente em sacos plásticos e seriam levados para São Paulo.

O flagrante ocorreu durante fiscalização de um veículo na BR-163. Os agentes encontraram cerca de 3,5 mil peixes ornamentais silvestres, retirados de rios amazônicos, armazenados em aproximadamente 20 sacos plásticos.

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Apesar de apresentar uma carteira de pescador, o motorista não possuía nenhum documento que comprovasse a origem legal dos peixes.

Vale ressaltar que Mato Grosso estava em período de defeso da pesca, quando a atividade é proibida para garantir a reprodução das espécies e a preservação ambiental. A restrição acabou no dia 31 de janeiro, mesmo dia da ocorrência.

Os peixes seriam levados para São Paulo e o pescador receberia US$ 2 por unidade, o que, segundo a PRF, caracteriza crime de biopirataria. Segundo os policiais, o condutor do veículo já havia sido preso anteriormente pela Polícia Rodoviária Federal por um crime ambiental parecido.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil em Sorriso (MT).



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avanço da Embrapa impulsiona aquicultura



Pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) alcançaram um marco na reprodução artificial do pirarucu (Arapaima gigas), espécie amazônica valorizada pela gastronomia e moda. Pela primeira vez, foi possível coletar e analisar o sêmen do peixe, passo essencial para consolidar um protocolo de reprodução em cativeiro e garantir oferta contínua de alevinos.

O avanço é fruto de nove anos de pesquisa no âmbito do projeto internacional Aquavitae e já traz impactos para piscicultores. Com a técnica de sexagem por canulação, produtores aumentaram a taxa de reprodução de duas para até sete por casal ao ano.

A pesquisa descreve pela primeira vez as células espermáticas da espécie. Os pesquisadores da Embrapa desenvolveram métodos para identificar o sexo e coletar sêmen do peixe, feitos que não eram factíveis há poucos anos.

O método já permitiu que piscicultor obtivesse até sete reproduções por ano, em vez de duas, após a adoção da técnica.

O próximo desafio dos cientistas é aprimorar a fertilização artificial e desenvolver um método de criopreservação do sêmen, possibilitando maior controle reprodutivo da espécie. Ainda no âmbito da Criopreservação, os pesquisadores pretendem avançar com a domesticação completa do pirarucu.

O estudo foi publicado na revista científica Fishes e representa um avanço para a aquicultura sustentável no Brasil.

*Com informações da Agência Embrapa de Notícias



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Trump revoga a decisão de taxar produtos canadenses por 30 dias



Assim como no caso do México, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar por 30 dias a taxação de 25% sobre produtos canadenses. Em ambos, o entendimento envolveu promessas dos vizinhos de reforçar a vigilância na fronteira para coibir o tráfico de drogas e a imigração ilegal.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que o país vai destinar US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões) para a segurança na região e que indicará um “Czar do Fentanil” para combater o narcotráfico.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se comprometeu a enviar 10 mil soldados para a divisa com os EUA. Trump disse que os agentes mexicanos seriam deslocados “para interromper o fluxo de fentanil e de migrantes ilegais”.

China x EUA

Os Estados Unidos mantiveram a tarifa de 10% sobre itens da chineses, mas Trump disse que conversará com o presidente Xi Jinping.



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China retalia EUA impondo taxas sobre produtos americanos e com investigação sobre Google



A China retaliou contra novas tarifas dos Estados Unidos impondo suas próprias taxas sobre produtos americanos e iniciando uma investigação antitruste contra o Google, aumentando as preocupações com uma possível intensificação da guerra comercial.

Além disso, Pequim adicionou diversos metais a sua lista de controle de exportação, destacando a dependência global de materiais chineses.

As medidas foram uma resposta aos 10% adicionais de tarifas anunciados pelo presidente Donald Trump sobre produtos chineses, sob a justificativa de que a China não impediu a entrada ilegal de fentanil nos EUA. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

As novas tarifas chinesas incluem uma taxa de 15% sobre as importações de carvão e gás natural liquefeito dos EUA, além do aumento de impostos sobre petróleo bruto, maquinário agrícola e veículos. As tarifas entram em vigor em 10 de fevereiro.

China anuncia investigação antitruste contra Google

Paralelamente, o órgão regulador da China anunciou uma investigação antitruste contra o Google, sem fornecer detalhes sobre os motivos da investigação. Apesar de seus serviços para consumidores estarem bloqueados na China desde 2010, o Google mantém operações limitadas no país, principalmente em publicidade e no sistema Android.

Os mercados asiáticos reagiram negativamente às medidas chinesas, reduzindo ganhos anteriores. Investidores acompanham de perto as tensões comerciais, que podem impactar o crescimento econômico da China e de outros exportadores asiáticos.

Pequim está preparando sua proposta inicial para negociações com os EUA, que incluiria a restauração de um acordo comercial assinado em 2020, mas nunca implementado.

Além disso, a China entrou com um processo contra as novas tarifas dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC), acusando Washington de unilateralismo e protecionismo.

Outra medida tomada por Pequim foi a inclusão das empresas americanas PVH (dona da Calvin Klein e Tommy Hilfiger) e Illumina em uma lista de entidades não confiáveis. O governo chinês acusou a PVH de discriminar empresas chinesas, especialmente por um suposto boicote a produtos de algodão de Xinjiang, uma região alvo de sanções dos EUA devido a alegações de violações de direitos humanos. A China nega as acusações e defende suas políticas como medidas contra o terrorismo.

Por fim, o Ministério do Comércio da China impôs novos controles sobre a exportação de metais essenciais para setores como aeroespacial e militar, incluindo tungstênio, telúrio, bismuto, molibdênio e índio. Esses produtos agora precisarão de aprovação do governo chinês antes de serem exportados. No entanto, o impacto dessas restrições sobre as vendas para os EUA ainda não foi especificado.



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