quinta-feira, julho 9, 2026

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Passarela da Soja será realizada em março no Oeste da Bahia



Dando sequência ao calendário de eventos do agronegócio, a ‘Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas’, teve data confirmada pela Fundação Bahia, entidade organizadora do evento, para o dia 8 de março, sábado, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

O evento é um dos mais aguardados pela cadeia produtiva agrícola regional e de todo o Matopiba, e acontecerá no Campo Experimental da Fundação Bahia.

Em sua última edição, realizada em 2024, a Passarela contou com público de mais de 1.500 pessoas, divididas entre produtores, técnicos de campo, agrônomos, pesquisadores, empresários, consultores, gerentes de fazenda, estudantes e outros profissionais ligados ao agro.

De acordo com a organização, para este ano, a expectativa é de superar os números da edição anterior.

“A Passarela é um marco no nosso calendário agrícola porque sempre contribui informando e levando conhecimento aos nossos produtores. Este ano não será diferente. Temas técnicos importantes no cenário nacional serão abordados, além de termos também demonstrações de inovação e tecnologia através de nossos parceiros”, conta o presidente da instituição e produtor, Ademar Marçal.

Passarela da inovação

A Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas contará com uma grande estrutura onde será ministrado o painel central e estarão presentes os estandes de empresas parceiras.

Um de seus diferenciais é a Vitrine Tecnológica, espaço dedicado à demonstração de cultivares em campo.

As culturas da soja – carro-chefe do Oeste baiano – e do milho, são os destaques do evento, seguidas por culturas de sucessão.

O nome dos palestrantes e a programação oficial do evento ainda não foram divulgados. O encontro voltado para a demonstração de tendências e inovação acontece no Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), equipamento mantido pela Fundação BA.

O campo possui 140 hectares voltados para o desenvolvimento da agricultura regional e abriga áreas experimentais das mais diversas culturas.


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Rio Grande do Sul registra a maior temperatura desde o começo do século 20



A onda de calor que atua no Rio Grande do Sul – e também no Paraguai, norte e leste da Argentina e Uruguai – elevou ainda mais as temperaturas no estado nesta terça-feira (4).

No município de Quaraí, na fronteira com o Uruguai, a temperatura chegou a 43,8 °C. Pelos registros históricos, essa é a maior temperatura já registrada no território gaúcho desde o começo do século 20, quando começaram as medições regulares pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O recorde anterior de maior temperatura no Rio Grande do Sul era de 42,9 °C, em Uruguaiana, no dia 27 de fevereiro de 2022. O novo recorde ainda precisa ser oficialmente validado pelo Inmet.

Calor também na capital

A tarde desta terça-feira também foi a mais quente do ano até agora em Porto Alegre, na capital do estado. A temperatura máxima atingiu 37,3 °C.

A sensação térmica às 16 horas, quando ocorreu a maior alta dos termômetros, era de 38 graus. O recorde anterior havia sido em 17 de janeiro, com 35,7 °C.



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Demanda interna por milho cresce e exportações diminuem quase 30%



Em 2023, o Brasil foi o país que mais exportou milho no mundo, com 55,9 milhões de toneladas, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Naquele ano, a produção nacional foi de, aproximadamente, 125 milhões de toneladas.

Já em 2024, foram 39,8 milhões de toneladas embarcadas, queda de 28,8% nas vendas em comparação ao ano anterior, em uma safra de 115 milhões de toneladas.

No entanto, conforme o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, o decréscimo de comercialização internacional do cereal não se deve ao ciclo menor, mas à demanda interna.

De acordo com ele, o aumento de produção e embarques do complexo carne brasileiro (bovina, suína e de aves) aumentou a necessidade interna de milho, o que fez o Brasil racionalizar as vendas.

A respeito da proteína bovina, por exemplo, o país registrou recordes sucessivos mês a mês em 2024. Com isso, foram 2,89 milhões de toneladas vendidas internacionalmente, incremento de 26% ante 2023.

“Outro fator são as usinas de etanol, que já demandam cerca de 25 milhões de toneladas de milho para esmagamento para a produção de biocombustível”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho cai, trigo sobe e soja oscila


A soja apresentou leve oscilação nos mercados internacionais nesta segunda-feira, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 1,25, sendo negociado a US$ 1.057,00. O mercado reflete o adiamento, por pelo menos um mês, da imposição de tarifas de 25% sobre as importações do México e Canadá, decisão tomada pelos EUA. 

Entretanto, o impacto da medida foi atenuado pela queda no valor do óleo de soja, devido à possibilidade de o óleo de canola canadense continuar a ser importado. Além disso, a tensão entre EUA e China, com a ameaça de tarifas de até 15% sobre produtos norte-americanos, segue gerando pressão. No Brasil, a colheita da soja avança lentamente, com 8% da área já concluída, um progresso superior aos 3,2% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 14% do ano passado, com Mato Grosso apresentando os maiores atrasos.

No milho, o cenário é de leve alta, com o contrato de março da CBOT subindo US$ 1,25, alcançando US$ 490,00. A expectativa positiva vem do adiamento das tarifas de 25% sobre as importações do México, principal comprador mundial de milho. Além disso, as condições climáticas adversas na Argentina e o atraso na safra de milho safrinha no Brasil influenciam o preço. A Conab reportou um avanço de 5,3% na semeadura da safrinha, um progresso inferior aos 19,8% registrados no ano passado. A primeira colheita da safra também está atrás, com 10,5% da área já colhida, comparado aos 13,8% em 2024.

No trigo, os preços caem nos mercados internacionais, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 3,75, negociado a US$ 563,00. A situação do trigo nos EUA melhora, com 50% da safra de inverno do Kansas sendo classificada como boa a excelente, superando as expectativas após os danos causados pela onda de frio recente. No entanto, os acordos comerciais com México e Canadá, principais compradores de trigo dos EUA, ajudam a limitar as perdas.





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Aprosoja Mato Grosso completa 20 anos; confira a trajetória



Nesta terça-feira (4), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemora 20 anos de atuação em defesa dos interesses dos produtores rurais do estado e do Brasil. A celebração será realizada nesta sexta-feira (7), na Abertura Nacional da Colheita da Soja, em Santa Carmem (MT). Para participar, acesse o link.

Com 32 núcleos regionais e mais de 8.900 associados, a associação tem se expandido e se fortalecido ao longo das duas décadas, sempre focando nas necessidades de seus membros e no crescimento do agronegócio mato-grossense.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destaca a importância da entidade para o setor. “Ao longo desses 20 anos, a Aprosoja MT se consolidou como uma referência no Brasil, promovendo avanços em áreas como logística, sustentabilidade e segurança jurídica. Nosso papel de defender os produtores, investir em inovação e contribuir para políticas públicas estratégicas tem sido essencial para o fortalecimento do agronegócio”, afirmou Beber.

A Aprosoja MT, criada com o objetivo de representar e defender os produtores de soja e milho de Mato Grosso, iniciou sua trajetória com desafios. O primeiro presidente da entidade, José Rogério Salles, relembra a importância da adesão dos produtores nas reuniões iniciais para formar uma associação forte, que logo se tornaria a principal voz do setor. Ao longo dos anos, a associação expandiu sua atuação e se tornou referência nacional, com influência política, contribuindo para o avanço do setor agrícola mato-grossense no Brasil e no exterior.

A associação também se destaca por sua atuação em sustentabilidade, tecnologia e inovação. O programa Soja Legal, por exemplo, foi criado para promover boas práticas agrícolas e preservar o meio ambiente, consolidando Mato Grosso como referência em produção sustentável.

A Aprosoja MT também criou os Centros Tecnológicos Aprosoja (CTECNO), que têm sido essenciais para melhorar a produtividade e rentabilidade das lavouras de soja e milho, oferecendo aos produtores oportunidades de capacitação e troca de experiências.

Além das questões agrícolas, a Aprosoja MT tem se empenhado em ações sociais que impactam a comunidade. Programas como o Agrosolidário já beneficiaram mais de 80 instituições, com doações de alimentos e apoio a projetos culturais e esportivos. O projeto Futuro em Campo, por sua vez, aproxima crianças e professores da realidade rural, conscientizando sobre a importância do agronegócio no Brasil.

Por fim, a associação também promove a campanha Armazém para Todos, que tem o compromisso de aumentar a capacidade de armazenagem nas propriedades rurais, é um exemplo do comprometimento da entidade com o fortalecimento da produção e a garantia de segurança alimentar.



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Cooxupé entra no mercado de soja e milho em sociedade com Agrobom



A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) anunciou oficialmente sua entrada no mercado de cereais, firmando sociedade com a Agrobom, empresa especializada na comercialização de grãos no Sul de Minas Gerais. Desta forma, a cooperativa amplia seus negócios para o recebimento, comercialização e exportação de soja e milho, fortalecendo sua presença no agronegócio brasileiro e global.

Com mais de 90 anos de história no cooperativismo e 67 anos atuando no setor cafeeiro, a Cooxupé já exporta café para 50 países em cinco continentes.

O jornalista Antônio Pétrin esteve em Guaxupé, no Sul de Minas, onde entrevistou produtores cooperados, o sócio-fundador da Agrobom, Paulo Castelli, e o vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião, sobre essa novidade.

Sobre a Cooxupé

Com mais de 20 mil cooperados em 340 municípios, a cooperativa é a maior exportadora brasileira de café arábica – em 2023, comercializou 4,5 milhões de sacas, sendo 3,6 milhões exportadas – e atua no Sul e Cerrado de Minas, Média Mogiana (SP) e Matas de Minas. A Cooxupé possui o protocolo Gerações, alinhado às práticas sustentáveis da agenda ESG.

Sobre a Agrobom

Fundada em 2006, a Agrobom nasceu da necessidade de atender a crescente demanda de produtores da região Sul de Minas. A empresa expandiu sua atuação para exportação de cereais em 2007 e, hoje, atende mais de 60 municípios. Sua história está ligada à família Castelli, referência na produção de soja no Brasil.



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Com cinco mortes confirmadas, SP intensifica vacinação contra a febre amarela



Desde o ano passado, o governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Saúde, intensifica as ações de vigilância contra a febre amarela diante do aumento de casos da doença no estado de São Paulo.

Segundo o governo, nove casos foram confirmados em humanos, sendo um importado, além de cinco mortes. Quatro ocorrências têm como local provável de infecção o município de Socorro, dois ocorreram em Joanópolis, um em Tuiuti, um outro segue em investigação e, no caso importado, a contaminação aconteceu em Minas Gerais. Todos os pacientes não estavam vacinados.

“Estamos ampliando as ações para reforçar a importância da imunização, que é a principal forma de prevenção. A doença tem um comportamento sazonal e as ações de vigilância já vinham sendo intensificadas desde o final do ano passado”, explica Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD/SES).

Casos pelo país

O Ministério da Saúde emitiu um alerta recente informando que a febre amarela já foi detectada em quinze cidades brasileiras, provenientes em outros três estados: Minas Gerais, Roraima e Tocantins.

Tudo sobre a febre amarela:

Quais os sintomas da febre amarela?

  • Os sintomas iniciais da febre amarela são: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga, e fraqueza.

Como a febre amarela é transmitida?

  • A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados pelo vírus e apresenta dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.
  • Os primatas não humanos atuam como hospedeiros amplificadores do vírus e também são vítimas da doença, assim como os seres humanos, que, nesse ciclo, são considerados hospedeiros acidentais. No ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo Aedes aegypti, caso esteja infectado. No entanto, não há registros de febre amarela urbana no Brasil desde 1940.

Onde tomar a vacina da febre amarela?

  • A vacina contra a febre amarela integra o calendário de vacinação e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. A conscientização da população sobre a importância da imunização de rotina é uma medida essencial para prevenir casos graves e proteger a saúde.

Quem pode tomar a vacina da febre amarela?

  • Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda que todas as pessoas não imunizadas em São Paulo recebam a vacina. Vale lembrar que, desde 2020, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela para crianças menores de 5 anos de idade em duas doses: a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos. Para pessoas a partir dos 5 anos, a vacina é dose única.

A vacina causa reações?

  • Assim como outros imunizantes, a vacina pode causar reações leves, como dor no local da aplicação, febre, dor de cabeça e dor muscular.

Quem tem alergia a ovo pode se imunizar?

  • Apenas os indivíduos com formas graves de alergia ao ovo, como urticária e reações anafiláticas, não devem receber as vacinas que possuem esse componente. É importante consultar um médico, pois só ele pode definir se há contraindicação à vacinação.

A vacina de febre amarela tem validade?

  • A vacina contra a febre amarela protege por toda a vida! Se tiver dúvidas sobre sua imunização ou não encontrar registro da vacinação, procure uma UBS para orientação.

Qual o tratamento da febre amarela?

  • O tratamento da febre amarela é apenas sintomático, com assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso. Nas formas graves da doença, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. A automedicação deve ser evitada, já que o uso de medicamentos sem prescrição médica pode agravar a doença.

Para que serve o Certificado Internacional de febre amarela?

  • O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é o documento que comprova a vacina da febre amarela. Ele é necessário porque alguns países exigem a vacinação e comprovação para a entrada em seu território.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualiza regularmente em seu portal os países que exigem o documento. A validade do CIVP de febre amarela inicia-se 10 dias após a data de vacinação e se estende por toda a vida. Você só precisa tirá-lo apenas uma vez.

*Com informações da Agência de Notícias do Governo de São Paulo



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Trump e presidente da China devem conversar hoje, mas suspensão de tarifas não está confirmada



Assessor de comércio da Casa Branca, Peter Navarro confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá uma conversa telefônica com o presidente da China, Xi Jinping, nesta terça-feira (3). Questionado se os dois podem acertar uma pausa nas tarifas anunciadas no final de semana, como ocorreu com México e Canadá, Navarro se esquivou.: “Cabe ao chefe decidir”, respondeu, durante evento organizado pelo politico.

Navarro reforçou a mensagem do governo de que o país “não está em guerra comercial”, e sim em “guerra às drogas”.

Segundo ele, o objetivo é garantir a segurança das fronteiras e parar o fluxo de fentanil em direção aos EUA. “Estamos estudando os danos causados pelo déficit comercial de US$ 1 trilhão”, ressaltou.

O assessor disse ainda que os cartéis mexicanos estão avançando rapidamente no Canadá. De acordo com ele, tanto Canadá quanto México concordaram em “começar um diálogo” sobre a questão.

Sobre a possibilidade de uma tarifa universal a importações, Navarro disse que a opção ainda está na mesa.



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AgroNewsPolítica & Agro

preços sobem e elevam custos para produtores


O mercado de fertilizantes iniciou 2025 em forte movimento de alta, pressionando os custos dos produtores rurais brasileiros. Segundo o relatório mais recente do Itaú BBA, a Ureia foi um dos produtos que mais subiu em janeiro, registrando alta de 14,5%, chegando a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. A valorização reflete a menor oferta global do produto, especialmente devido à redução da produção iraniana e ao aumento do custo do gás natural.

A demanda internacional também tem impactado o mercado. O leilão de compra de fertilizantes realizado pela Índia no fim de janeiro trouxe preços acima dos US$ 420 por tonelada, intensificando a pressão sobre os valores praticados mundialmente. Além disso, os Estados Unidos e a Europa entraram na fase de reposição de estoques, o que deve manter a tendência de alta dos nitrogenados nos próximos meses.

No segmento de potássicos, o preço do KCl (Cloreto de potássio) subiu 3,4% no mês, alcançando US$ 305 por tonelada, refletindo um maior equilíbrio entre oferta e demanda após meses de excesso no mercado europeu. Já os fosfatados, como o map (fosfato monoamônico), seguem estáveis em US$ 635 por tonelada, mas a oferta restrita tem levado produtores a buscarem alternativas mais baratas.

Outro fator relevante para a dinâmica do mercado de fertilizantes é a valorização do milho nos EUA. Com preços mais elevados do cereal, há uma expectativa de que os agricultores norte-americanos ampliem a área plantada, o que pode resultar em um aumento no consumo de nitrogenados e reforçar a pressão sobre os preços internacionais.

No Brasil, a relação de troca entre fertilizantes e grãos tem se mantido próxima às médias históricas, mas a recente queda da soja no mercado internacional prejudicou a competitividade da cultura em relação ao MAP. Para o milho, os indicadores de troca seguem elevados, acima da média dos últimos cinco anos, segundo o Itaú BBA.

A taxa de câmbio também influenciou o cenário, com o real se valorizando 6% em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8 por dólar. Apesar do câmbio mais favorável, o custo dos insumos continua pressionado, exigindo um planejamento cuidadoso por parte dos produtores para garantir a viabilidade da safra.





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Brasil propõe união de seis países para melhorar remuneração ao produtor de cacau



Costa do Marfim, Gana, Equador, Camarões, Nigéria e Brasil são, atualmente, os seis países que mais produzem cacau no mundo. Para o presidente da Agência de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, essas nações precisam se unir para remunerar o elo mais fraco de uma indústria bilionária: o produtor.

Por isso, durante a missão África Ocidental, que passou pela Nigéria, Gana e Costa do Marfim e ainda irá ao Senegal, Viana fez a proposta ao presidente ganense, John Mahama, de formação do grupo. A ação brasileira foi promovida pelo Itamaraty com o apoio da ApexBrasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e uma referência de qualidade na produção. Junto com a Costa do Marfim, representam 60% da oferta mundial de cacau, mas esses países juntos ficam com apenas 6% da renda do setor. Uma organização dos maiores produtores pode ajudar a aumentar a renda daqueles que estão na base da cadeia de produção”, destaca o presidente da Agência.

Segundo Viana, a iniciativa não visa o antagonismo com os que industrializam o cacau, mas é voltada a uma melhor remuneração aos países que produzem o fruto. “Certamente isso vai melhorar a vida dos produtores, dos agricultores que produzem cacau”, disse.

O presidente da entidade lembra que a produção brasileira de cacau já chegou a atingir cerca de 400 mil toneladas, o suficiente para inserir o país entre os quatro maiores, mas também já chegou a recuar para 50 mil. Atualmente, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está sinalizada em 296 mil toneladas. Tal alavancagem leva à estimativa de que o país esteja no pódio dos maiores colhedores do fruto futuramente.

“Eu posso afirmar, como técnico, que, pela tecnologia desenvolvida, em algumas décadas, o Brasil vai estar entre os três maiores produtores de cacau do mundo, mas queremos fazer isso junto com a África, transferindo tecnologia, melhorando também a qualidade do cacau que produzimos, e fazendo o processamento do produto”.

Experiência brasileira

O Brasil é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau e ocupa posição privilegiada por ter grande representatividade em toda a cadeia de valor, sendo exportador de derivados de cacau e chocolate.

No país, mais de 90% da produção está localizada no Pará e na Bahia, com destaque para a expansão da cacauicultura para regiões baianas não tradicionais no cultivo, principalmente no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias.

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e produtor de cacau, Moisés Schmidt, participa da Missão África Ocidental e comenta que, no cerrado baiano, a cacauicultura se destaca pela precocidade e produtividade.

“Nós temos na região a Bio Brasil, que é considerado o maior viveiro hoje de cacau do Brasil e do mundo. Neste ano, nós estamos produzindo 3 milhões e 500 mil mudas e até 2027 vamos produzir 10 milhões de mudas ao ano. Do ponto de vista de dimensão da produção, são cerca de 400 hectares de cacau. Hoje, já estamos nas primeiras colheitas com uma produção média de 3.500 quilos de cacau por hectare. Então, viemos mostrar nossas soluções, para uma eventual exportação de tecnologia para gerar maior produtividade”, afirmou.

No setor de cacau, além da Aiba, participam da missão o Instituto Arapyaú e o Centro de Inovação do Cacau. Os representantes do setor fizeram visitas técnicas a fazendas produtoras de cacau e de reuniões com representantes do Conselho do Cacau em Gana e do Conselho do Cacau e do Café na Costa do Marfim.

Desafios à produção de cacau

O representante do Instituto Arapyaú na missão, Ricardo Gomes, conta que durante as visitas técnicas em Gana e na Costa do Marfim, três temas centrais tiveram destaque:

  • Os desafios climáticos que afetam a cultura do cacau e a importância de sistemas produtivos mais resilientes, como os agroflorestais;
  • A queda na produção dos países africanos que desabastecem o mercado global e abrem espaço para o Brasil investir em tecnologia e expansão sustentável do cacau;
  • A necessidade de fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a financiamento e fomentar a inovação para impulsionar o setor.

Já de acordo com o diretor do Centro de Inovação do Cacau, Cristiano Villela, a necessidade de remunerar melhor aqueles na base da cadeia produtiva também esteve no centro dos debates.

“Vimos grande similares com a produção no Brasil, mas uma diferença fundamental é a questão da remuneração. Os produtores africanos recebem a um preço chega a [apenas] 40% do valor de bolsa”, afirmou.

Dando seguimento à agenda de cooperação da Missão, a ApexBrasil definiu um plano de trabalho com o Centro de Promoção de Investimentos da Costa do Marfim (CEPICI), que deve tocar temas como o processamento de alimentos, agregação de valor a produtos agrícolas, capacitação técnica, produção de medicamentos e cooperação para enfrentamento de doenças tropicais.



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