quinta-feira, julho 9, 2026

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onda de calor faz estado superar 43 °C e persiste nos próximos dias


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu novo alerta de grande perigo por conta de onda de calor para o Rio Grande do Sul. Há risco de as temperaturas, que chegaram a ultrapassar 40 °C em algumas localidades (veja mais abaixo), ficarem 5 °C acima da média até a próxima segunda-feira (10) em boa parte do estado, o que pode ocasionar problemas de saúde.

Área sob alerta de grande perigo por conta de onda de calor no Rio Grande do Sul. Fonte: Climatempo

O Rio Grande do Sul enfrentou mais uma tarde extremamente quente nesta quarta-feira (5). Em alguns locais, segundo a Climatempo, a temperatura voltou a superar a marca de 40 °C, fazendo do estado o local mais quente do Brasil, repetindo a condição dos últimos dias. Na terça-feira (4), o município de Quaraí, na fronteira com o Uruguai, atingiu 43,8°C, a maior temperatura registrada no estado desde o início do século XX e a mais alta do Brasil em 2025 até o momento.

10 maiores temperaturas no Brasil no dia 5 de fevereiro (até 16h)

  • Quaraí (RS): 42 °C
  • Santiago (RS): 40,3 °C
  • Uruguaiana (RS): 40,1 °C
  • São Vicente do Sul (RS): 39,1 °C
  • Dom Pedrito (RS): 38,9 °C
  • Teutônia (RS): 38,8 °C
  • Santa Maria (RS): 38,8 °C
  • Bagé (RS): 38,5 °C
  • São Gabriel (RS): 38,3 °C
  • Campo Bom (RS): 38,2 °C
  • Santana do Livramento (RS): 38 °C

A onda de calor que atinge o sul do Brasil e parte da América do Sul tem mantido as temperaturas elevadas, afetando também Paraguai, Uruguai e o norte da Argentina. Segundo a previsão meteorológica, o calor deve persistir nos próximos dias, podendo levar a novos recordes em cidades como Porto Alegre.

Calor extremo em Mato Grosso do Sul e Paraná

A onda de calor também afeta áreas próximas à fronteira do Paraguai nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Na terça-feira, Porto Murtinho (MS) registrou 38,5 °C, enquanto Baixo Iguaçu (PR) atingiu 37,1 °C na terça-feira.

Temperaturas elevadas no Sudeste

No Sudeste, o calor intenso atinge o Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de partes do norte e leste de Minas Gerais. Diferentemente do Sul, as altas temperaturas na região são resultado da baixa nebulosidade, pouca chuva e ausência de massas de ar frio de origem polar.

Na cidade do Rio de Janeiro, os termômetros marcaram 37,2 °C, enquanto Alfredo Chaves (ES) registrou 36,5 °C. Em Muriaé (MG), a máxima foi de 36,1 °C. Não há previsão de passagem de frente fria pelo Sudeste nas próximas 48 horas, o que pode manter o calor elevado nos próximos dias.

Fonte: Climatempo



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Haddad entrega ao presidente da Câmara prioridades do governo nos próximos anos



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou, nesta quarta-feira (5), ao
presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos), a agenda econômica do governo federal com as prioridades para o biênio de 2025 e 2026.

“Trouxemos uma pauta com 25 iniciativas, das quais 15 ainda dependem do Legislativo, oito projetos que já estão tramitando, e sete que serão encaminhados nas próximas semanas. São projetos estratégicos, estamos falando de projetos que vão ter impacto em algum mercado, em algum setor da economia importante”, destacou o ministro.

Após a reunião, Haddad e Motta, em declaração à imprensa, destacaram a importância da parceria entre Legislativo e Executivo para o cumprimento da agenda apresentada hoje.

“O Brasil tem um grande desafio econômico para o ano de 2025 e nada melhor do que essa cooperação entre o poder Executivo e o poder Legislativo para que a agenda aqui seja priorizada e possamos entregar o melhor para a sociedade brasileira”, afirmou o presidente da Câmara.

A lista de prioridades apresentada se divide em três temas: estabilidade macroeconômica, melhoria do ambiente de negócios e plano de transformação ecológica. Entre os tópicos estão:

  • Plano Safra e Renovagro – aprimoramento dos critérios de sustentabilidade para melhoria das condições de crédito para práticas agrícolas sustentáveis e regularização do cadastro ambiental, além de assistência técnica. As resoluções já foram expedidas pelo Conselho Monetário Nacional e novas medidas de aprimoramento nos próximos Planos Safra
  • Fortalecimento do arcabouço fiscal, para assegurar expansão sustentável do PIB, desemprego e inflação baixos e estabilidade da dívida.
  • Reforma tributária sobre a renda, com isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e criação de alíquota sobre rendimentos altos.
  • Avanço na implantação do mercado de carbono (governança e decreto regulamentador) – Criação do mercado regulado no Brasil, com teto de emissões e mecanismo de precificação
  • Estruturação do Fundo Internacional das Florestas – criação de fundo global cujos rendimentos sejam repassados a países que preservam suas florestas tropicais.

Além disso foi apresentado a Limitação dos supersalários, o aprimoramento da governança na Lei de Falências e a reforma da previdência dos militares.

*Com informações da Agência Gov



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Ministério da Agricultura entrega 51 máquinas agrícolas a Pernambuco



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, entre segunda-feira e terça-feira (3 e 4), 51 equipamentos agrícolas a municípios de Pernambuco. A ação ocorreu na Superintendência de Agricultura e Pecuária de Recife (SFA-PE).

A ação, que contou com a participação e parceria do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), beneficiou 23 municípios, sendo 12 prefeituras e 11 associações.

Entre os equipamentos entregues, estavam tratores, retroescavadeiras e motoniveladoras que foram adquiridos com recursos provenientes de realocações e sobras orçamentárias de diversas fontes da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024.

“Vários municípios estão sendo agraciados com máquinas e equipamentos, fruto do trabalho realizado pelo Governo Federal. Estamos aqui entregando não só apenas máquinas, mas estamos nutrindo produção e o desejo para o melhor do nosso estado e nosso povo”, destacou o superintendente da SFA-PE, Flávio Sotero.



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Ministério estima que 1,250 bilhão de t de produtos agropecuários escoam por portos e rodovias



O Ministério da Agricultura estima que 1,250 bilhão de toneladas de produtos agropecuários circulam pelos portos e rodovias nacionais. O número foi apresentado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em evento conjunto com as pastas da infraestrutura para apresentação das medidas para escoamento da safra de grãos 2025.

A perspectiva de movimentação inclui a previsão de safra recorde de grãos em 2024/25 estimada em 322,25 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carnes e açúcar do País.

No evento, Fávaro defendeu a eficiência da infraestrutura nacional, afirmando que a logística brasileira é competitiva.

“Se a nossa infraestrutura não fosse tão eficiente, não estaríamos abrindo tantos mercados e exportando. Temos competitividade na infraestrutura”, disse.

Entre as medidas que serão adotadas pela pasta para acelerar o escoamento da produção, Fávaro citou a ampliação dos certificados eletrônicos para movimentação de cargas agropecuárias, como é feito hoje com o Certificado Sanitário Nacional (CSN) digital para trânsito interno de produtos de origem animal. “Isso será acelerado. Para carnes, temos 80 mil certificados eletrônicos sendo emitidos”, pontuou Fávaro.

Outra prioridade da pasta será o chamamento de novos auditores fiscais federais agropecuários, em concurso já aprovado, para atuação nos portos brasileiros. “Para não termos barreiras e as exportações acontecerem”, afirmou.



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Áreas de soja do RS enfrentam calor severo; colheita segue atrasada



A colheita da soja no Brasil segue enfrentando atrasos. Até o momento, apenas 8% das lavouras foram colhidas, muito abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado. A principal razão para esse atraso tem sido a falta de chuva e o calor intenso, fatores que afetam diretamente a produtividade das lavouras, principalmente no Rio Grande do Sul.

Nesta segunda-feira (3), Quaraí, cidade localizada no extremo sul do estado, registrou uma temperatura recorde de 42,5°C, a maior já registrada no Brasil em 2025, superando até os 42,4°C do dia 23 de janeiro, também em Quaraí.

O meteorologista do Canal Rural explicou que a chuva continua atrapalhando muito os trabalhos no campo. Arthur Müller detalhou que, apesar disso, a tendência para esta semana é que haja uma aceleração nas operações, com alguns estados começando a avançar na colheita.

Desafios para a soja

A colheita no Brasil segue atrasada. No Mato Grosso, por exemplo, a colheita alcançou apenas 15 a 16% da área plantada, o que também representa um atraso em relação ao ano passado. Em contrapartida, o estado da Bahia tem avançado mais rapidamente, especialmente em áreas irrigadas, onde a ausência de chuvas não impacta tanto a colheita.

No cenário meteorológico, a previsão é que as chuvas continuem afetando a produtividade das lavouras, especialmente no Centro-Oeste e Norte do país. A chuva intensa no Mato Grosso do Sul deve continuar nas próximas semanas, mas a boa notícia é que o tempo mais seco deverá predominar nas regiões Sul, ajudando a acelerar a colheita no Paraná e em Minas Gerais.

Calor extremo e suas consequências

O calor extremo registrado no sul do país tem sido um dos principais fatores dificultando o avanço da colheita. A previsão é que as temperaturas continuem elevadas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as máximas podem ultrapassar os 40°C até quinta-feira. Contudo, uma frente fria deve se aproximar do estado, trazendo chuvas e aliviando o calor intenso.

Previsão para as próximas semanas

Nos próximos 30 dias, o cenário deve continuar com chuvas volumosas no norte do Brasil, especialmente no Matopiba. Já no Sul as chuvas devem se tornar mais frequentes, embora cheguem mais tarde para o Rio Grande do Sul. Para os estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as chuvas devem seguir a tendência de volumes moderados, enquanto São Paulo e Minas Gerais terão períodos de maior estabilidade climática.

A expectativa é que, mesmo com o tempo ainda instável, a colheita da soja ganhe ritmo nas próximas semanas, especialmente com a previsão de uma janela de tempo seco na parte final de fevereiro.



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Importações predatórias atingem indústria química


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) alertou sobre a crise enfrentada pelo setor químico nacional devido às importações predatórias, especialmente dos Estados Unidos e da Ásia. Em 2024, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, o segundo maior valor da série histórica, atrás apenas dos US$ 80,3 bilhões de 2022. 

O volume importado cresceu 11,5% em relação a 2023, totalizando 65,3 milhões de toneladas, com destaque para os 41,1 milhões de toneladas de intermediários de fertilizantes. Esses insumos poderiam ser produzidos no Brasil se houvesse maior oferta de gás a preços competitivos. Esse cenário resultou no aumento da capacidade ociosa da indústria nacional, afetando a competitividade do setor. 

O crescimento das importações impactou a produção local, especialmente em resinas e elastômeros (32,4%), orgânicos (14,3%), inorgânicos (9,1%) e outros químicos industriais (9,3%). Os produtos chegaram ao Brasil com preços 6,3% menores que no ano anterior, prejudicando a indústria e levando ao fechamento de fábricas estratégicas. A Ásia foi a principal origem das importações, representando 31% do total, com um déficit comercial de US$ 18 bilhões. 

Apesar das dificuldades, as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 4,3%, totalizando US$ 15,2 bilhões. O déficit comercial do setor foi de US$ 48,7 bilhões, uma redução em relação ao recorde de US$ 63 bilhões de 2022, graças aos preços baixos dos produtos importados. O Brasil teve saldo positivo apenas com Mercosul e Aladi, enquanto enfrentou déficits com a União Europeia, Nafta e Ásia.

   





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Governo lança plano de escoamento da Safra 2024/25 com R$ 7,15 bi em investimentos


Com a expectativa de que a colheita de grãos da safra 2024/2025 seja a maior da história do Brasil, o governo federal apresentou, hoje (5), um plano para o escoamento da produção, que deve crescer 8,3%, alcançando um total de 322,47 milhões de toneladas de grãos.

Para garantir eficiência no grande fluxo, os ministérios de Portos e Aeroportos (MPOR), dos Transportes e da Agricultura e Pecuária apresentaram o plano para reforçar a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária do país.

O governo federal vai investir R$ 7,15 bilhões em medidas. A cifra inclui investimentos públicos previstos pelo MPor e considera valores previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025.

O ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a importância da iniciativa para o escoamento da safra.

“A gente não dá a dimensão e o valor da força brasileira, da força de empresários, da produção agrícola, da infraestrutura, de construção de obra, de empresários que acreditam em concessões, empresários que acreditam no crescimento desse país e estão fazendo as coisas acontecerem. O resultado disso é o crescimento da economia, é o crescimento das oportunidades” disse.

De acordo com o Ministério dos Transportes, apenas no ano passado, os corredores do agro receberam R$ 3,6 bilhões em melhorias nas rotas por onde passaram cerca de 298 milhões de toneladas de alimentos como arroz, feijão, soja e milho.

“O Brasil cresce em exportação porque tem infraestrutura de qualidade. E esse é um desafio nosso, porque a safra vai aumentar ainda mais”, afirmou o ministro Renan Filho, durante o evento de lançamento.

Ministro dos Transportes Renan FilhoMinistro dos Transportes Renan Filho

O investimento do Ministério dos Transportes em 2025 vai alcançar R$ 4,5 bilhões e deve ser aplicado para reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado agrícola internacional. As obras estarão integradas ao Novo PAC e as melhorias estarão concentradas no Arco Norte e o Corredor Sul e Sudeste, vias importantes para o agronegócio brasileiro.

“O centro gravitacional da produção agrícola mudou, saiu do Sul e migrou para o Mato Grosso, a infraestrutura precisou toda ser deslocada”, comentou o ministro dos Transportes.

Portos

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, salientou que os portos brasileiros desempenham um papel essencial na economia do país, sendo as principais vias de entrada e saída do comércio exterior.

Ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa FilhoMinistro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho
Ministro Silvio Costa Filho durante o lançamento do Plano Safra

Entre as iniciativas, destacam-se projetos voltados para a melhoria da infraestrutura logística na região Norte, como a implantação de um terminal de cargas, e um projeto para recuperação do cais flutuante do Porto de Porto Velho (RO). Também haverá a ampliação e modernização do cais.

Silvio Costa Filho também falou sobre a implantação de um terminal de cargas e ampliação do terminal da Cargill Agrícola S.A no Porto-Cidade de Santarém (PA).

*Com informações do Ministério dos Transportes e de Portos e Aeroportos



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Brasil vai aplicar reciprocidade em caso de taxação dos Estados Unidos, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (5), que, em uma eventual taxação do governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, vai aplicar o princípio da reciprocidade. “É lógico. O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”, disse em entrevista a rádios de Minas Gerais.

O presidente norte-americano, Donald Trump, vem prometendo aplicar tarifas abrangentes a diversos países com superávit comercial com os Estados Unidos, como a China e até a parceiros mais próximos como México e Canadá.

Contudo, o Brasil vive situação oposta, tem déficit comercial, ou seja, comprou mais do que vendeu aos estadunidenses, e ainda não foi taxado diretamente, mas deve receber reflexos da guerra de tarifas.

Lula lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para qualquer produto importado. “Para nós, o que seria importante seria o Estados Unidos baixarem a taxa, e nós baixarmos a taxação. Mas se ele, ou qualquer país, aumentar a taxa de imposto para o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade, nós iremos taxar eles também”, disse.

Tal situação, para o presidente, é simples e democrática e não envolve questões ideológicas. “O que eu acho é que o mundo está precisando de paz, de serenidade”, acrescentou o presidente, defendendo que “a diplomacia volte a funcionar” e que a harmonia entre os países seja restabelecida.

Brasil pode ser beneficiado

Para o presidente da Câmara Brasil-China, Charles Tang, Donald Trump fará um acordo comercial com o presidente da China, Xi Jinping. “O Trump não é de guerra, ele quer os Estados Unidos em primeiro lugar. Essas tarifas que ele está colocando foi o que ele prometeu fazer na campanha dele e o povo norte-americano o elegeu para ele fazer essa guerra comercial”, considera.

De acordo com Tang, no governo do ex-presidente Joe Biden, os Estados Unidos “provocou” a China e, agora, Trump transformará essa atmosfera de crise entre os dois gigantes em uma época de maior pacificação. “Então essas tarifas que os Estados Unidos impõe à China só beneficiam o Brasil. O Brasil vai conseguir vender sem tarifas e a China vai conseguir comprar
pelo preço norte-americano”.

Para Lula, os Estados Unidos estão se isolando do mundo, mas também precisam de boas relações com outros países. “Nenhum país, por mais importante que seja, pode brigar com todo mundo o todo tempo”, disse.

Segundo o presidente, Trump precisa entender a importância do grupo econômico de países emergentes. “O Brics significa praticamente metade da população mundial, significa quase metade do comércio exterior nesse mundo e nós temos o direito de discutir a criação de uma forma de comercialização em que a gente não dependa só do dólar. Não foi o mundo que decidiu que o dólar seria a moeda [oficial das transações comerciais], foi os Estados Unidos”.

Lula também alertou que não se deve ter preocupação com as “bravatas” do presidente Donald Trump, já que “ninguém pode viver de bravata a vida inteira”. “É importante que a gente comece a selecionar as coisas sérias para que a gente possa discutir”, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tensões comerciais e seus efeitos


A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre medidas de reciprocidade, caso Donald Trump aumente as tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre os impactos de uma possível guerra comercial entre os dois países. Se confirmada, a disputa pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, elevando custos para consumidores e exportadores.

Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tributário, alerta para as consequências dessa escalada de tensões. Segundo ele, se os EUA aumentarem as tarifas e o Brasil reagir da mesma forma, a relação entre os países pode se deteriorar a ponto de uma guerra comercial. 

“Caso os Estados Unidos realmente aumentem tarifas para produtos do Brasil, e o governo brasileiro reaja da mesma forma, a relação entre os dois países pode se deteriorar a ponto de caracterizar uma guerra comercial. O grande questionamento aqui é: quem sai perdendo?”, analisa o tributarista.

As ações de Trump geraram questionamentos sobre a violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que busca garantir um comércio internacional justo. Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, pode ser contestado na OMC, mas medidas protecionistas, mesmo contestadas, afetam o comércio global.

“Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, ele pode ser questionado no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Isso já aconteceu antes, e os EUA foram derrotados em disputas anteriores. No entanto, medidas protecionistas, mesmo que contestadas, acabam impactando o comércio global”, explica Censoni Filho.

Se a guerra comercial avançar, os efeitos serão sentidos pelo consumidor. Aumento de tarifas sobre produtos como trigo pode elevar o preço do pão, por exemplo, além de reduzir a oferta de certos itens no mercado. Censoni Filho ressalta que os desdobramentos dessa disputa podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor final. “Os desdobramentos podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor que faz compras no supermercado”, conclui.

 





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Brasil deve exportar até 11 milhões de toneladas de soja em fevereiro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte entre 8,3 milhões e 11,2 milhões de toneladas de soja em fevereiro, segundo seu boletim semanal. Em janeiro, os embarques da oleaginosa somaram 1,1 milhão de toneladas, enquanto em fevereiro de 2024 foram 9,6 milhões de toneladas.

Milho, farelo de soja e trigo

Milho: previsão de 1,02 milhão de toneladas, contra 3,1 milhões em janeiro e 794 mil em fevereiro de 2024.
Farelo de soja: exportações devem somar 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 1,6 milhão de toneladas de janeiro, mas acima das 1,4 milhão de fevereiro de 2024.
Trigo: projeção de 478,2 mil toneladas, ante 657,9 mil toneladas em janeiro e 538,4 mil toneladas no mesmo mês do ano passado.

Desempenho semanal

Na semana entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro, os embarques foram:

  • Milho: 499,5 mil toneladas
  • Soja: 230,7 mil toneladas
  • Farelo de soja: 728,1 mil toneladas
  • Trigo: 234 mil toneladas

Para a semana de 2 a 8 de fevereiro, com base no line-up dos portos, a Anec projeta:

  • Milho: 601,1 mil toneladas
  • Soja: 2,36 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: 456,8 mil toneladas
  • Trigo: 176,9 mil toneladas



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