Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a leve alta do dólar para R$ 5,79, após 12 quedas seguidas. O Ibovespa subiu 0,31%, impulsionado por bancos, Vale e Embraer.
Nos EUA, dados mistos mostraram PMI de serviços abaixo do esperado e criação de empregos acima das previsões.
Hoje, atenção para falas de Galípolo e indicadores na Europa e nos EUA, enquanto o mercado se prepara para o Payroll amanhã.
A chuva se espalha pelo Rio Grande do Sul, mas o calorão não dará trégua. No Centro-Oeste, temporais à vista. Veja a previsão para as cinco regiões do país:
Sul
Na quinta-feira, o sistema de baixa pressão se desloca pelo oceano, fortalecendo as instabilidades sobre toda a Região Sul. No Rio Grande do Sul, a chuva se espalha pelas regiões central, norte, oeste, metropolitana e em todo o litoral. São pancadas que vêm principalmente à tarde e com força, mas, mesmo assim, as temperaturas seguem muito altas, com a região de Uruguaiana registrando até 38 graus. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva continua em todas as regiões. Tem previsão para altos volumes na região oeste paranaense e norte catarinense. A sensação será de tempo bem abafado nas capitais Florianópolis e Curitiba.
Sudeste
O calor e a alta umidade continuam formando nuvens carregadas sobre as regiões oeste, central, litoral sul e também região metropolitana de São Paulo. São pancadas que acontecem à tarde, bem típicas da estação. No entanto, ainda pode vir com forte intensidade. Na capital paulista, as temperaturas já voltam a subir e a chuva vem bem isolada, enquanto em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória, o tempo segue bem ensolarado e também sem chuva em grande parte dos estados dessas respectivas capitais.
Centro-Oeste
Os ventos que sopram da Região Norte em direção à Região Sul trazem muita chuva para o oeste e sul de Mato Grosso e para todo o estado de Mato Grosso do Sul. São temporais que acontecem a qualquer momento, mas com mais força à tarde. As capitais Campo Grande e Cuiabá estão na rota dos temporais. Em Brasília e em Goiânia, dia mais ensolarado e não há previsão de chuva em grande parte de Goiás.
Nordeste
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) se aproxima da costa brasileira, favorecendo o aumento da chuva entre os estados do Maranhão e Rio Grande do Norte. Toda a faixa litorânea segue com risco para temporais. Já entre as capitais João Pessoa, na Paraíba, e Recife, em Pernambuco, a previsão é de chuva também a qualquer momento, mas por conta dos ventos que só sopram do oceano em direção ao continente. Na Bahia e no interior do Piauí e do Maranhão, o tempo segue mais ensolarado e com temperaturas altas.
Norte
A chuva continua com força sobre Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia, enquanto grande parte do Tocantins, leste do Pará e sul do Amapá terão um dia mais ensolarado e abafado, com as máximas em elevação. Onde chove, há risco para temporais, inclusive nas capitais de Manaus e Boa Vista.
O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) em reais avançou 1,14% em janeiro, na comparação com dezembro, informou a autarquia. A alta foi puxada pelo índice de energia, com alta de 3,33%. O índice de agropecuária subiu 1,15%, enquanto o de metais caiu 1,08% na passagem de dezembro para janeiro.
O IC-Br representa a média mensal dos preços, em reais, de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil.
O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%).
Em dólares, o índice agregado subiu 2,34% em janeiro, com altas de 2,36% para a agropecuária, de 0,08% para os metais e de 4,56% para a energia.
O IC-Br em reais acumulou alta de 39,69% em 12 meses até janeiro. Os preços em reais das commodities agropecuárias subiram de 41,25%, os metais aumentaram 41,89%, e a energia subiu 28,65% no período.
A imagem do cavalo Caramelo, ilhado no telhado de uma casa em Canoas, no Rio Grande do Sul, em maio do ano passado, comoveu o país e foi um símbolo do sofrimento também dos animais em cenários de desastres.
A cena foi lembrada na tarde desta quarta-feira (5), por deputados em plenário, antes de aprovarem o Projeto de Lei 2.950/19, que institui uma política de proteção e resgate de animais afetados por acidentes, emergências e desastres.
Com a aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto será agora apreciado no Senado. Na prática, a ideia é promover acolhimento e manejo de animais resgatados em cenários críticos, como o das chuvas do ano passado no Rio Grande do Sul.
A legislação tem a finalidade de obrigar setores que desenvolvem atividades que podem degradar o meio ambiente a adotar medidas de proteção aos animais.
O projeto também prevê a aplicação das penas previstas na Lei dos Crimes Ambientais ao empreendedor que descumprir as medidas de proteção. A punição indicada é detenção de três meses a um ano, além de multa para quem pratica atos de abuso ou maus-tratos, fere ou mutila animais.
No plenário, o relator da matéria, deputado Marcelo Queiroz (PP-RJ), destacou que os desastres podem atingir espécies ameaçadas de extinção e até gerar perda de fontes de renda de comunidades que dependem de animais de produção.
Além disso, Queiroz lembrou que a perda de um animal de estimação pode agravar o trauma psicológico causado pela tragédia ambiental.
Por isso, o deputado defendeu a tipificação do crime para os responsáveis pelos desastres. “As propostas merecem ser acolhidas tendo em vista que se coadunam com os princípios constitucionais que regem proteção da fauna”, afirmou.
Consenso entre partidos
A proposta ganhou apoio e discursos favoráveis de parlamentares de diferentes partidos. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), por exemplo, enfatizou que os desastres, chamados de “naturais”, são provocados, na verdade, pela ação humana “na forma de ocupação da terra, pela ambição e pela ganância”.
Na mesma linha, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) lembrou que, no passado, não havia a devida consideração aos animais. “É fundamental esse apoio de segurança para a vida dos animais, que hoje convivem tanto na vida de todos nós”, afirmou.
O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) recordou que há uma estimativa de que, em Brumadinho, Minas Gerais, pelo menos 20 mil animais morreram soterrados no rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, em 2019. “A mesma situação, em 2020, no Pantanal, foram 17 milhões de animais mortos [durante as queimadas]”, acrescentou.
O preço do café deve continuar subindo nas próximas semanas, pelo menos até a safra deste ano, que começa a ser colhida por volta de abril ou maio. A afirmação é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
A principal causa do aumento nos preços são os eventos climáticos, que influenciam na safra do grão. O aumento do consumo em todo o mundo e a chegada de um novo mercado consumidor global, a China, também influenciam.
Segundo a entidade, esse impacto sobre os preços deve se manter por mais dois ou três meses. Depois, deve vir um momento de arrefecimento no valor do produto, com uma certa estabilização. No entanto, a queda de preços só deverá acontecer a partir da safra do próximo ano, estima a associação.
O aumento no preço do café vem sendo observado desde novembro do ano passado. E não é um fenômeno apenas no Brasil, que é o principal exportador mundial, representando quase 40% da produção global, seguido pelo Vietnã (em torno de 17%) e pela Colômbia.
Quebras de safra de café
Em 2020, a safra brasileira bateu recordes, mas os anos seguintes foram ruins para a lavoura, influenciado pelo clima. Em 2021, houve uma geada que dizimou quase 20% da safra de arábica. Em 2022, ela não conseguiu se recuperar – no geral, a safra demora dois anos para que isso ocorra, explicou a Abic.
Já em 2023, a lavoura sofreu os efeitos do El Niño [fenômeno que afeta o clima em todo o planeta], com um período longo de estiagem e altas temperaturas. E, no ano passado, o fenômeno que atuou foi o La Niña, que trouxe chuvas alongadas.
“Isso é muito ruim para a lavoura”, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso, acrescentando que a safra que será colhida neste ano será ligeiramente menor que a do ano passado.
“Esse acúmulo de quatro anos de problemas climáticos e o crescimento da demanda global dão a explicação dessa escalada de preços no café”, ressaltou.
Com todos esses problemas climáticos afetando a lavoura, os produtores precisaram aumentar os gastos para a produção. Com isso, o custo da matéria-prima subiu. A indústria, informou a Abic, teve aumentos superiores a 200% e teve que repassar parte disso, em torno de 38%, ao consumidor.
Todos esses fatores conjugados acabaram contribuindo para a alta dos preços da commodity nas bolsas internacionais, o que também traz reflexos para o bolso do consumidor. Na Bolsa de Nova York, os principais contratos de café arábica atingiram os valores mais altos da história. Nesta quarta (5), por exemplo, a cotação voltou a subir e batia recorde, chegando US$ 3,97 a libra-peso.
“Em relação a esse recorde, que está quase chegando a US$ 4 a libra-peso, muito se atribuiu a uma potencialização dessa oferta curta. É uma entrada forte de fundos que gera um número histórico, mas que é potencialmente importante para a reflexão de todo o setor. Esse momento é ganho para todos? É uma situação que cabe a todos nós refletir”, disse Cardoso.
“Essa escalada em algum momento vai parar, mas não se sabe quando. Essa é a pergunta que todos nós fazemos”.
Estimativas para a atual safra
Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa
A Abic espera que a safra deste ano, que começa a ser colhida em abril, ajude a estabilizar os preços do café. O setor também tem uma grande expectativa para o ciclo do ano que vem, que pode bater o recorde de 2020, ajudando a ampliar a oferta e diminuir os preços do produto.
Enquanto isso não ocorre, o consumidor ainda deve sofrer com o aumento no café já que a indústria ainda tem repasses a fazer pelo seu alto custo.
“Em relação à matéria-prima, devemos ter ainda alguma volatilidade adicional até a chegada da safra, que deve tensionar por conta de uma oferta muito curta. A partir da chegada dessa safra, entendemos que haverá alguma estabilidade. E quando tivermos finalizado a colheita, portanto, com um olhar para 2026, esperamos ter uma grande safra, possivelmente superior a 2020, quando tivemos safra recorde”, informou Cardoso.
“Com relação ao consumidor, teremos algum aumento adicional, afinal, tivemos aumentos superiores a 180% para a indústria, que absorveu esse aumento e repassou parte disso para os mercados, chegando a 37% para os consumidores. Então, parte desse aumento será transferido para os varejistas e, consequentemente, aos consumidores”, explicou.
Dados do setor
O consumo da bebida no Brasil entre novembro de 2023 e outubro de 2024 cresceu 1,11% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Abic nesta quarta-feira (5).
O Brasil, que é o maior produtor e exportador do produto, é também o segundo maior consumidor mundial de café, tendo consumido 21,916 milhões de sacas em 2024, o que significou 4,1 milhões de sacas a menos do que é consumido pelo país que está na liderança desse ranking, os Estados Unidos.
Os dados do setor também informaram que o brasileiro consome, em média, 1.430 xícaras/ano de café.
O faturamento da indústria de café torrado no mercado interno somou R$ 36,82 bilhões no ano passado, uma variação de 60,85% quando comparado a 2023. A alteração ocorre devido ao aumento do preço do café na gôndola. No mercado externo, o faturamento foi de R$ 134 milhões.
Os cafés especiais sofreram um aumento de 9,80%, quando comparado o período de janeiro e dezembro de 2024. Já a categoria de cafés Gourmets registrou um aumento de 16,17%; os cafés Superiores, de 34,38%; e os cafés Tradicionais e Extrafortes, tiveram aumento de 39,36%. Os cafés em cápsula também registraram um aumento nos preços (2,07%).
Nos últimos quatro anos, a matéria-prima aumentou 224%, e o café no varejo aumentou 110%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 37,4%, um aumento maior que a média da cesta básica (2,7%).
No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, não há praticamente indicações para soja disponível no porto, apenas para fábricas, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 28/02 – para fábrica), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 28/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 123,00 por saca para o produtor”, comenta.
Enquanto isso, Santa Catarina tenta manter a competitividade. “O mercado global de soja continua pressionado por uma oferta elevada e pela volatilidade dos preços, e o principal desafio para Santa Catarina será manter a competitividade das exportações nesse cenário. As indicações de preços no porto de São Francisco estão em 132,29 para entrega em fevereiro e pagamento em 28/03 até 141,00 para entrega em junho com pagamento em 30/07”, completa.
No Paraná, a perda da qualidade preocupa o produtor. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 132,14 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 123,34 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 122,72 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, indica.
Sem mudanças de panorama, a situação segue complicada em Mato Grosso do Sul. “As regiões mais a sudoeste, centro e sul enfrentam mais dificuldades climáticas e por essa razão marcam o lado mais fraco em termos de produtividade. Na média, o Siga-MS estima 51,7 sacas. Em Dourados, o spot da soja ficou em 114,83 Campo Grande a 114,83, Maracaju a 114,83, Chapadão do Sul a 115,36 e Sidrolândia a 115,89”, informa.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou novamente em alta com atrasos no Brasil, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O milho na B3 voltou a subir com influência da alta em Chicago, mas principalmente devido aos atrasos no início da safra no Brasil”, comenta.
“A colheita da primeira safra de milho, que normalmente começa a tirar a pressão do comprador, está em 10,5% da área apta, ante 6,3% no relatório anterior e 13,8% no ano passado, segundo a Conab. Para o milho safrinha o plantio progride lentamente, com apenas 5,3% a área planejada já semeada, ante 1,4% da semana passada e 19,8% do ano anterior. O atraso do plantio da safrinha está diretamente relacionado com o atraso a colheita da soja, o que pode reduzir a janela de plantio ideal. Para a soja o atraso é de 6 pontos percentuais, com 8% colhido, ante 3,2% da semana anterior e 14% do ano passado. Mesmo com a grande capacidade de recuperação, que o produtor brasileiro mostrou no plantio da soja, para o milho safrinha alguns estados já relataram a dificuldade de acesso a sementes de ciclo curto”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 76,62 apresentando alta de R$ 0,98 no dia, alta de R$ 1,78 na semana; maio/25 fechou a R$ 76,53, baixa de R$ 1,16 no dia, alta e R$ 1,72 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 71,84, alta de R$ 0,35 no dia e alta de R$ 0,94 na semana”, indica.
Em Chicago, o milho fechou em alta com pausa nas tarifas e boa demanda. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,18 % ou $ 5,75 cents/bushel a $ 494,50. A cotação para maio, fechou em alta de 1,00 % ou $ 5,00 cents/bushel a $ 504,75”, conclui.
A BASF revelou ao Agrolink que se prepara para lançar comercialmente, ainda neste ano de 2025, um inseticida que deve ampliar significativamente sua presença neste segmento do mercado brasileiro. A nova solução, Efficon, terá como alvos principais a cigarrinha (Dalbulus maidis) e mosca-branca (bemisia tabaci), pragas que vêm causando prejuízos milionários aos cultivos do milho, algodão e soja nos últimos anos.
A aprovação do registro do produto formulado, contendo o novo ingrediente ativo Axalion® (Dimpropiridaz), ocorreu em dezembro de 2024. A molécula é um lançamento global da empresa. Na América Latina, o mercado brasileiro será o primeiro a receber a ferramenta, que será lançada para a cultura do milho ainda neste ano.
O foco de controle do novo inseticida são os insetos vetores, transmissores de doenças, considerados os maiores problemas da agricultura brasileira atual, pois até então não existiam ferramentas eficazes de controle. Os prejuízos em produtividade do milho causados pela cigarrinha em áreas com alta incidência da praga pode ser acima de 70%, segundo pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
A nova solução também recebeu registro para outras culturas de hortifruti (citros, melão, batata, tomate, cebola, entre outros). Para as demais culturas, o lançamento comercial deve ocorrer nos próximos anos.
AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA
A brasileira Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) havia aprovado a avaliação toxicológica do inseticida dimpropyridaz ainda no ano de 2023. O ingrediente ativo é a base do Efficon, que agora recebeu autorização para venda comercial no Brasil após a expedição de registro pelo Ministério da Agricultura.
As piridazinas pirazolcarboxamidas (PPCs) são uma nova classe de inseticidas descoberta e otimizada na BASF. Dimpropyridaz é o primeiro PPC a ser submetido a registro e controla muitas espécies de pulgões, mosca-branca e outros insetos.
Conforme se observa na literatura, a tioamida picolínica, o “hit” original ativo apenas em pulgões, foi o ponto de partida para um programa de síntese que rendeu PPCs com espectro expandido, incluindo moscas-brancas e outros insetos sugadores perfurantes, levando à seleção de dimpropyridaz para comercialização.
De acordo com informações de cientistas da empresa, os PPCs são uma nova classe de inseticidas moduladores de órgãos cordotonais com um modo de ação diferente dos grupos IRAC 9 e 29. Os PPCs contendo um ligante de amida secundário são significativamente mais ativos do que suas versões correspondentes de amida terciária em ensaios “ex vivo”.
A ativação por estiramento de órgãos cordotonais envolve processos de mecanotransdução e amplificação, com influxo de Ca2+ através de canais Nan-Iav TRPV levando à geração de potencial de ação.
O dimpropiridaz atua independentemente do alvo da flonicamida, diminuindo os níveis de cálcio nos órgãos cordotonais e, assim, interrompendo a função do órgão cordotonal. A inibição ocorre em um local a montante dos TRPVs e é independente do TRPV, fornecendo um novo modo de ação para o gerenciamento da resistência.
No mercado de milho do Rio Grande do Sul, o destaque é a colheita que segue no estado em ritmo forte, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços de compra da indústria: Santa Rosa R$ 70,00 Ijuí R$ 70,00 Não Me Toque R$ 71,00 Marau R$ 71,00 Gaurama R$ 71,00 Arroio do Meio R$ 72,00 Lajeado R$ 72,00 Frederico R$ 72,00 Montenegro R$ 73,00 Armazenadores, vão vendendo, na medida que o produtor vende. Pedidas variam de R$ 71,00 a R$ 73,00 interior, fevereiro cheio. Exportação, com a elevação em Chicago, indicou R$ 78,80 sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março”, comenta.
A colheita em SC está atrasada, mas com boa produtividade. A Conab indica avanço lento, com 4,2% da área colhida até 2 de fevereiro. No mercado, a EPAGRI aponta queda de 1,79% nos preços ao produtor, com leve retração em janeiro. Já na Bolsa de Chicago, contratos de março/2025 indicam alta. Nos portos, os preços variam entre R$ 72,00 e R$ 72,50, conforme prazos de entrega e pagamento.
No Paraná, o destaque fica para o atrasado, tanto da colheita, quanto do plantio. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 72,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 73,00 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.
O plantio do milho safrinha em MS está levemente atrasado, com 5% da área semeada. A comercialização da safra 2024 atingiu 77%, abaixo do ritmo de 2024. A saca valorizou 0,99% em janeiro, chegando a R$ 63,56, acumulando alta de 35,65% em relação a 2024. No mercado físico, preços variam entre R$ 60,00 e R$ 65,99, com altas em algumas regiões.
Mercado trabalha com ajustes técnicos após fortes altas
Às 12h20 (horário de Brasília), os preços do café continuavam trabalhando com quedas moderadas nas bolsas internacionais.
Em NY, o arábica registrava baixa de 495 pontos no valor de 321,90 cents/lbp no vencimento de março/25, um recuo de 415 pontos cotado por 317,95 cents/lbp no de maio/25, uma baixa de 410 pontos no valor de 312,05 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 470 pontos no valor de 305,10 cents/lbp no de setembro/25.
A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica.
O robusta trabalhava com ganho de US$ 34 no valor de US$ 5.155/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 9 no valor de US$ 5.047/tonelada no de março/25, uma baixa de US$ 15 negociado por US$ 4.962/tonelada no de maio/25, e um recuo de US$ 15 no valor de US$ 4.877/tonelada no de julho/25.
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