quinta-feira, julho 9, 2026

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Temendo perdas de 50% na soja, produtores do RS pedem prorrogação do Pronaf e Pronamp



Os produtores do Rio Grande do Sul vem, mais uma vez, enfrentando dificuldades climáticas que colocam em risco a safra de grãos. No estado, o número de decretos de emergência motivados pela estiagem cresce a cada dia e as altas temperaturas têm impactado a qualidade das lavouras.

Soma-se a isso o volume de dívidas dos produtores com prorrogações de crédito de temporadas anteriores e o custeio do plantio atual, ações que já somam R$ 28,4 bilhões.

De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, se o calorão que afeta o estado persistir por dias consecutivos, a perda na soja pode ultrapassar os 50%.

“Isso é menos renda para o produtor, menos renda aos municípios, para o estado e para o país, menos venda de produtos que vai refletir no emprego de muitas pessoas da cidade que tem emprego por conta do agricultor lá na ponta, então isso vai retrair o estado”.

Proagro em queda

Segundo a Fetag-RS, as contratações do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) vem caindo consideravelmente e um dos motivos é a burocracia para acessar o recurso.

Em 2022 foram 163 mil contratos, já nesta safra, uma queda de quase 20%, somando 129 mil. Sem o seguro rural, além da lavoura ficar descoberta em casos de perdas, o produtor também fica de fora de políticas importantes para a atividade, como assistência técnica e garantia de renda mínima.

Além disso, fica impossibilitado de contratar financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Pelo menos sete resoluções do Conselho Monetário Nacional vem barrando o acesso a esses recursos desde 2023, como a necessidade de obter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o aumento do desconto em lavouras plantadas fora do zoneamento agrícola.

Assim, a Fetag trabalha em oito frentes junto com o governo federal:

  1. Prorrogação automática das operações de crédito rural do Pronaf e ao Pronamp por 120 dias;
  2. Revogação de todas as resoluções que limitam e reduzem a cobertura do Proagro;
  3. Contagem dos anos para o teto de corte de acesso ao Proagro a partir da data da publicação da resolução CMN de 2023;
  4. Implementação do desenrola rural com previsão de rebate e prorrogação
  5. Implementação de securitização das operações de crédito para pagar em até 12 anos com até dois anos de carência, e juros de 4% para o Pronaf e de 4% e 6% para Pronamp;
  6. Recursos do BNDES para atender os agricultores ligados as cooperativas e cerealistas que não foram atendidos em 2024;
  7. Efetivação do fundo de catástrofes para amparar os agricultores frente a extremos climáticos;
  8. Anistia das parcelas do Programa troca-troca de milho e forrageiras.
    “Estamos indo na contramão. Enquanto o agricultor precisa da política melhorada para ajudar, o governo Lula criou o Proagro Mais e agora está tirando o Proagro Mais, então nós precisamos convencer a equipe econômica que não é esse o caminho”, afirma o presidente da Fetag-RS.

Proposta da Aprosoja

A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Rio Grande do Sul (Aprosoja RS) propôs, juntamente com os produtores do estado, uma securitização de pelo menos 20 anos, com dois de carência nos mesmos moldes da já feita nos anos 2000. A proposta será protocolada pelo senador Luiz Carlos Heinze.

“Se não alongarmos [a securitização] o setor agrário do Rio Grande do Sul fatalmente vai paralisar ou vai demorar muito para se reerguer”, diz o presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth.

O diretor da Associação de Produtores Rurais do RS (Aper) enfatiza que o pedido não é pelo cancelamento da dívida. “Não estamos pedindo o não pagamento, estamos pedindo uma condição que dê para o produtor honrar e se manter na atividade. É muito importante que os entes governamentais enxerguem esse pedido”.

Pelo estado, produtores acumulam perdas sem volta na lavoura e dívidas vencidas calculadas em mais de 100 sacas por hectare.



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Acordo poderá impulsionar agricultura irrigada na Bahia


Foi assinado nesta quarta-feira (5), em Brasília (DF), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), de Minas e Energia (MME) e da Integração e do Desenvolvimento Regional, considerado um avanço estratégico para o fortalecimento da agricultura irrigada no Brasil.

De acordo com o Mapa, o pacto visa superar desafios como infraestrutura energética insuficiente e a necessidade de maior adoção de tecnologias sustentáveis, alinhadas ao Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), em consonância com a Política Nacional de Irrigação (Lei nº 12.787/2013).

No evento, o setor agropecuário baiano esteve representado pela presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, e pelo diretor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Marcel Sander, reforçando o compromisso do estado com a ampliação sustentável da irrigação.

A Bahia, que recentemente se tornou o maior polo de irrigação do país, se destaca na produção agrícola e na utilização da irrigação responsável como ferramenta para aumento da produtividade, poderá se beneficiar diretamente da iniciativa.

Com um potencial significativo para expandir as áreas irrigadas, a expectativa é de que a medida contribua para maior eficiência no uso da água e da energia, além da geração de empregos e fortalecimento da segurança alimentar.

“Este ACT que assinamos demonstra que o governo tem uma estratégia clara para crescer, desenvolver e gerar oportunidades para o bem de toda a população brasileira. Vamos expandir a agricultura irrigada no Brasil de forma sustentável, promovendo inclusão socioeconômica e segurança energética”, ressaltou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Agricultura irrigada e segurança energética: pacto assinado pelo governo federal impulsiona setor no Brasil e na BahiaAgricultura irrigada e segurança energética: pacto assinado pelo governo federal impulsiona setor no Brasil e na Bahia
Foto: Divulgação/ Mapa

Mesmo em missão oficial na África Ocidental, onde acompanha uma agenda estratégica ao lado da ApexBrasil, do Itamaraty e do Ministério da Agricultura, o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, ressaltou a importância do acordo firmado.

“Esse pacto representa um avanço fundamental para a irrigação e a segurança energética do país, e certamente terá impacto positivo para a agricultura baiana. A integração entre esses setores é essencial para o desenvolvimento sustentável da nossa produção”, afirmou.

Expansão da agricultura irrigada

No Brasil, atualmente, 8,5 milhões de hectares são utilizados para irrigação. De acordo com o Mapa, condição muito abaixo do potencial de 54 milhões de hectares.

A expansão da agricultura irrigada é vista como uma ferramenta estratégica para o aumento da produtividade agrícola, com a possibilidade de cultivar até três safras anuais na mesma área.

O Mapa informou que a ampliação do setor também traz benefícios socioeconômicos, como a criação de até 1,2 empregos por hectare irrigado e a melhoria da renda dos produtores rurais.

Além disso, durante o evento também foi lançada, a Aliança pelo Desenvolvimento Energético dos Polos e dos Projetos de Irrigação do Brasil, entre os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa); da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR); e o Ministério de Minas e Energia (MME).

‘Vamos levar nossa energia de forma ainda mais robusta às lavouras e incentivar os agricultores a irrigarem suas culturas de maneira mais eficaz, aproveitando melhor a água e a luz do sol para aumentar a produtividade no campo”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.


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CNA acredita em redução de custos logísticos e início da Ferrogrão em 2025



A produção agrícola do Brasil deve crescer 8,3% na safra 2024/25, atingindo 322,4 milhões de toneladas, um recorde histórico, conforme estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para dar conta da distribuição logística dessa quantidade de grãos, o governo federal lançou na última quarta-feira (5) um plano para reforçar a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária do país.

Assim, serão investidos R$ 7,15 bilhões em medidasque visam fortalecer a competitividade do Brasil no mercado agrícola internacional. As obras estarão integradas ao Novo PAC e as melhorias estarão concentradas no Arco Norte e no Corredor Sul e Sudeste.

Para a assessora técnica da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) Elisangela Pereira Lopes, o privilégio que o país tem dado historicamente ao transporte rodoviário encarece os custos logísticos.

“Quando se pensa em um planejamento mais voltado para aumentar a oferta de rios navegáveis no país para o transporte de cargas e também para aumentar a oferta
de linhas férreas destinadas ao agronegócio, isso induz em uma redução expressiva do custo de transporte”.

Elisangela listou as ações prioritários para a CNA, como os corredores de exportação:

  • A conclusão dos 33 km da BR 163 que conecta Santarém a Miritituba, ambos no Pará;
  • Atenção à BR 242 que conecta o oeste da Bahia aos portos de Salvador;
  • O corredor da BR 158, que liga Mato Grosso ao Pará;

“Também temos a Ferrogrão que, embora não tenha sido mencionada no plano do governo, temos uma expectativa otimista de que esse projeto saia do papel ainda este ano”.



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Essas são as preocupações do mercado da soja


Temperaturas extremas e estiagem seguem sendo o principal desafio do mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços no porto: Não há indicações. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 134,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 134,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja 2024/2025 em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, totalizando 2,91 milhões de toneladas. Apesar disso, as exportações caíram 5,7% em volume e 23% em receita, devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado segue pressionado pela alta oferta e volatilidade dos preços. No porto de São Francisco, os valores variam de R$ 132,29/t em fevereiro a R$ 141,00/t em junho.

Perda de qualidade da soja no Paraná é o que preocupa o produtor. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 134,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 124,50 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,16 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

Sem mudanças de panorama, situação segue complicada no Mato Grosso do Sul. “A produção esperada é de 14,932 milhões de toneladas, 14,3% maior do que na safra anterior, com um rendimento médio de 3.450 kg/ha, frente aos 3.060 kg/ha colhidos em 2023/24. Em Dourados, o spot da soja ficou em 116,03, Campo Grande a 116,03, Maracaju a 116,03, Chapadão do Sul a 115,21 e Sidrolândia a 116,03”, indica.

O custo de produção da soja em Mato Grosso segue em alta, com custeio estimado em R$ 4.004,99/ha para a safra 2025/2026, um aumento de 3,92% desde novembro de 2024, segundo o Imea. A alta foi puxada pelos insumos, como sementes (+6,58%), fertilizantes (+5,07%) e defensivos (+2,08%). O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 2,95%, chegando a R$ 5.582,04/ha. O Ponto de Equilíbrio foi calculado em R$ 96,29/saca, e apesar do preço da soja ter ficado 11,31% acima desse valor até dezembro, a recente desvalorização preocupa os produtores. Em Mato Grosso, os preços variam entre R$ 108,57 e R$ 117,49 por saca.

 





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Audiência discute concessão inédita da Hidrovia do Rio Paraguai



O Brasil poderá contar com a primeira concessão hidroviária do país, referente à Hidrovia do Rio Paraguai. Se aprovada, a previsão é de um aumento expressivo na movimentação de cargas, podendo atingir entre 25 e 30 milhões de toneladas anuais até 2030.

A hidrovia cobre um trecho de 600 km entre Corumbá e Porto Murtinho, no sul de Mato Grosso do Sul. O projeto prevê um investimento inicial de R$ 63,9 milhões nos primeiros cinco anos, focado na infraestrutura e segurança da navegação.

A audiência pública para discutir a iniciativa ocorreu nesta terça-feira (6), na sede da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em Brasília, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor).

Segundo o Mpor, o modal hidroviário tem custo inferior ao do transporte rodoviário e ferroviário, sendo uma alternativa sustentável para a exportação de grãos, minérios e outros produtos.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a importância do projeto:

“Essa hidrovia será fundamental para avançarmos no escoamento inédito de ferro no Brasil, além de ampliar o transporte de outros insumos. Também representa um atrativo estratégico para a região.”

A concessão, com duração de 15 anos e possibilidade de prorrogação, visa melhorar a logística de transporte, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a eficiência no escoamento da produção local.

O modelo pode servir de referência para outras concessões hidroviárias, impulsionando investimentos privados e reduzindo custos logísticos para o agronegócio e a indústria.

Próximos passos da concessão:

Consulta Pública: 1º trimestre
Envio ao TCU: 2º trimestre
Leilão: 4º trimestre



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A expectativa de safra recorde de soja na Bahia



A Bahia, principal estado produtor de soja do Matopiba, vive um momento promissor para a safra. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras de sequeiro, com chuvas regulares que contribuem para o bom crescimento das plantas.

No entanto, os sojicultores do estado permanecem atentos ao controle de pragas e doenças, que podem impactar a produtividade. Nas áreas irrigadas, onde o plantio começou mais cedo, a colheita já está em andamento e os resultados são positivos.

A Fazenda dos Irmãos Gross, localizada em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, tem vivido a constante presença de chuvas, o que tem sido fundamental para o bom desenvolvimento das lavouras de soja. Com 1.900 hectares de soja, sendo 1.600 irrigados, a fazenda colhe frutos de um clima mais favorável em comparação a outras regiões do país.

Nessas áreas irrigadas, a colheita precisou ser paralisada em alguns momentos devido à chuva, mas, por outro lado, a água acumulada tem beneficiado as lavouras de sequeiro, que estão em fase de enchimento dos grãos.

Produtividade da soja

A produtividade na fazenda já supera o desempenho do ciclo passado, o que se deve, em grande parte, ao monitoramento constante e ao controle fitossanitário. Segundo a diretora financeira da propriedade, a antecipação do plantio foi uma estratégia essencial. Isso permitiu que o plantio da segunda safra fosse adiantado, o que só foi possível graças ao plano de controle fitossanitário da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba) e da ADAB Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que visa proteger as lavouras contra pragas e doenças.

No entanto, a Aiba esclarece que a presença dos esporos não significa que a doença já tenha se instalado nas lavouras. O controle eficaz e constante do clima e da umidade tem contribuído para a contenção da ferrugem asiática, e o mofo branco também segue sob controle, devido às ações preventivas dos produtores.

O bom resultado no controle dessas doenças é uma prova do trabalho conjunto entre os produtores e as entidades responsáveis pelo monitoramento. O presidente da IBA destaca que a colaboração entre todos tem sido fundamental para manter a doença sob controle e garantir a qualidade da safra. A expectativa é de que a Bahia colha, em média, 67 sacas de soja por hectare.



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SP manterá isenção de ICMS para bovinos puros de origem, diz ABCZ



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu manter a isenção do ICMS na venda de bovinos puros de origem (PO) do estado. Em nota, a associação afirmou que o decreto garantindo a continuidade do benefício será publicado ainda hoje.

A ABCZ relatou que recebeu a confirmação em conversa entre o governador e o presidente da associação, Gabriel Garcia Cid.

“O governador Tarcísio definiu que o estado de São Paulo mantenha os incentivos tributários para comercialização de matrizes e reprodutores puros de origem no estado. São Paulo é um grande exportador de genética, reconhecido nacionalmente e internacionalmente, e esse setor cresceu muito devido a esse benefício”, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, na nota.

A decisão ocorre um dia após a ABCZ enviar ofício ao governador solicitando a prorrogação da isenção, que não havia sido renovada na revisão dos benefícios fiscais do plano São Paulo na Direção Certa.

“O melhoramento genético, garantido pelo devido registro genealógico, é essencial para a manutenção de linhagens saudáveis, atendendo padrões de qualidade nacionais e internacionais e assegurando a segurança sanitária dos alimentos”, ressaltou, na nota, Garcia Cid.



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Inmet publica alerta de perigo a dois estados por onda de calor


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou nesta quinta-feira (6) aviso de perigo para onda de calor em áreas ao leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (veja mapa abaixo).

O alerta se refere ao próximo sábado (8), com início às 11h e se estende até segunda-feira (10), com fim às 16h, mas tem chances de durar até quinta-feira (13). De acordo com o órgão, a temperatura estará 5°C acima da média.

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Foto: Reprodução

De acordo com o Inmet, as áreas mais afetadas são: Grande Florianópolis, Região Metropolitana de Porto Alegre, sul catarinense, sudeste rio-grandense, Vale do Itajaí, nordeste rio-grandense e o norte catarinense.



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Milho fecha em alta com disputa


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta com disputa entre fábricas e portos, segundo informações da TF Agroeconômica. “O milho segue firme a tendência de alta na B3. Os dados da Anec podem parecer contraditórios com a alta, mas refletem bem o momento do milho brasileiro”, comenta.

“A ANEC estimou, neste meio de semana, as exportações brasileiras de milho em 1,03 milhão de toneladas para fevereiro, ante 3,15 milhões em janeiro e 724.065 toneladas no mesmo mês de 2024. Ou seja, mesmo em um momento de redução de embarques de milho, dado a prioridade da exportação da soja, o Brasil deve comercializar mais milho que em 2024, onde a demanda externa foi mais forte que a atual. Ao longo de 2024 o mercado interno absorveu grande parte do milho produzido.Os portos e a indústria estão disputando o grão ainda estocado ou recém-colhido, o que tem dado bons valores para a bolsa e o mercado físico”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 77,95 apresentando alta de R$ 1,33 no dia, alta de R$ 2,21 na semana; maio/25 fechou a R$ 77,28, alta de R$ 0,75 no dia, alta e R$ 1,72 na semana; o vencimento julho/25fechou a R$ 72,34, alta de R$ 0,50 no dia e alta de R$ 1,22 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com falta de acordo entre China e EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,25 % ou $ -1,25 cents/bushel a $ 493,25. A cotação para maio, fechou estável a $ 504,75. As cotações do cereal sofreram pressão do ajuste da soja e do trigo neste meio de semana. O impasse entre a Casa Branca e o Governo chinês sobre as tarifas também pesou sobre os preços”, conclui.

 





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Missão brasileira fortalece mercados sustentáveis na Alemanha



Uma equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do maior evento do setor de frutas e hortaliças frescas do mundo, a Fruit Logistica 2025. Além de cumprir agenda de reuniões com autoridades alemãs e representantes do setor produtivo, o objetivo da viagem foi fortalecer as relações bilaterais, ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado internacional e reforçar a imagem do Brasil como referência em sustentabilidade agropecuária.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e se destaca pela qualidade e diversidade de seus produtos. O Mapa destacou o compromisso dos produtores do país com a inovação e as boas práticas agrícolas.

Cerca de 50 empresas do setor estiveram presentes no evento, sob coordenação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas)

Encontros

A delegação realizou uma reunião com a diretora-geral do Ministério da Agricultura da Alemanha, Swantje Nilsson. A conversa abordou temas como a cooperação comercial entre os dois países, o Acordo Mercosul-União Europeia, o recente foco de febre aftosa e as práticas sustentáveis adotadas pelo Brasil.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, palestrou na 18ª Conferência Latino-Americana da Economia Alemã. Durante a apresentação, ele detalhou oportunidades de negócios para investidores alemães e destacou iniciativas brasileiras, como o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) e a Lei do Biocombustível do Futuro.

Regulamentação

A delegação brasileira também participou de um encontro sobre o Regulamento Europeu de Cadeias Livres de Desmatamento (EUDR), com representantes dos setores de carne bovina, soja e café.

A Alemanha, maior compradora do café brasileiro na Europa, tem papel fundamental no comércio do produto, o que reforça a importância do diálogo sobre as regulamentações ambientais e o fortalecimento das exportações nacionais.

Na mídia

Por fim, a missão brasileira realizou uma coletiva com a imprensa alemã, destacando os avanços na redução do desmatamento, as práticas sustentáveis da agropecuária nacional e o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos ao mundo.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária



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