quarta-feira, julho 8, 2026

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Exclusivo! Secretário do Mapa fala sobre novos mercados e desafios com Trump



Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua, abordou as incertezas sobre novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e as oportunidades geradas por uma possível guerra comercial entre a maior economia do mundo e a China.

Soja e mercado chinês

Um dos temas centrais foi a suspensão da importação de soja de cinco empresas brasileiras pela China, ocorrida em janeiro. Segundo Rua, a situação envolve apenas cinco unidades produtivas entre mais de 1.700 habilitadas a exportar para o país asiático.

“É um problema pequeno no contexto do comércio internacional. Já estamos trabalhando junto às unidades notificadas pela autoridade chinesa”, afirmou. Ele prevê que a situação será resolvida até março.

Expansão de mercados

Rua ressaltou o trabalho do governo na abertura de novos mercados, citando a recente habilitação do Quênia para importar carne bovina brasileira. O secretário reforçou que, além da busca por novas oportunidades externas, o mercado doméstico continua sendo uma prioridade, já que responde por 70% do consumo da produção nacional.

“A ampliação das exportações é essencial, mas sem esquecer da demanda interna”, destacou.

Tarifas dos EUA e relação comercial

Sobre as tarifas do governo Trump, Rua afirmou que ainda há muita especulação e destacou que os produtos brasileiros são, em sua maioria, complementares aos americanos, sem concorrência direta.

“O Brasil quer manter uma relação próxima com os Estados Unidos, um dos nossos principais compradores de produtos agropecuários”, disse.

Oportunidades para o agro brasileiro

O secretário enfatizou que o Brasil está pronto para negociar com mercados estratégicos, destacando a solidez, a segurança e a sustentabilidade da produção nacional.

“O Brasil é um parceiro confiável e estável, capaz de fornecer alimentos com qualidade e sustentabilidade para atender às demandas globais”, concluiu.

Confira a entrevista completa no vídeo a seguir:



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Onda de calor se prolonga pelo país



Uma onda de calor que atinge o Sul do Brasil desde o início de fevereiro continuará na região por mais alguns dias. O fenômeno é o causador de temperaturas altas, com a previsão de que as máximas continuem a superar os 40°C no Rio Grande do Sul. Com informações do canal de comunicação Climatempo, essa onda de calor se estenderá até pelo menos o dia 12, próxima quarta-feira.

As áreas mais afetadas incluem, também, Santa Catarina e do Paraná, com destaque para as regiões oeste, centro e sul de Santa Catarina, e o sudoeste e sul do Paraná. Essas áreas também estão em alerta, com a previsão de temperaturas excepcionais para os próximos dias. A intensidade do calor tem sido notável, com a sensação térmica frequentemente muito mais alta devido ao calor seco e à baixa umidade do ar.

Além disso, o impacto da onda de calor não se limita ao Brasil. O Paraguai, o Uruguai, o norte e o centro-oeste da Argentina também estão sendo severamente atingidos, com algumas regiões chegando a temperaturas recordes de até 46° C nos últimos dias. O serviço nacional de meteorologia da Argentina já emitiu um alerta para a continuidade dessa onda de calor em várias regiões do país, destacando os riscos associados à saúde e ao meio ambiente.

Esse fenômeno climático, que afeta uma grande área da América do Sul, está sendo monitorado de perto, pois pode gerar impactos, como o aumento do risco de incêndios, danos à agricultura e dificuldades no abastecimento de água em algumas regiões. A recomendação das autoridades meteorológicas é que a população tome cuidados especiais para evitar complicações de saúde, como desidratação e insolação, além de evitar exposição prolongada ao sol.

A expectativa é de que o calor persista por mais alguns dias, até que o sistema de alta pressão que vem provocando esse clima de verão intenso comece a perder força. Até lá, o alerta continua sendo reforçado, e é importante que as pessoas sigam as orientações para se proteger desse calor extremo.



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Mosca-dos-chifres causa prejuízos de R$ 15 bi ao ano à pecuária; saiba como controlar o parasita



A mosca-dos-chifres é uma praga que causa prejuízos diretos à pecuária brasileira, com impactos financeiros da ordem de R$ 15 bilhões ao ano.

De acordo com o médico-veterinário Felipe Pivoto, temperaturas acima de 25 °C e umidade relativa do ar superior a 80% são condições favoráveis ao aparecimento do parasita.

Segundo ele, a maior frequência de chuva acelera significativamente o ciclo do parasita, possibilitando mais de 30 gerações da praga durante o período de um ano.

“Isso acontece porque a umidade do ar evita a dessecação do ovo no ambiente, gerando maior eclosão das larvas e, consequentemente, o desenvolvimento da pupa da mosca”, destaca.

Por outro lado, em ambientes que sofrem com a estiagem, como o Rio Grande do Sul nos últimos anos, a infestação ambiental do parasita é menor. Pivoto destaca que o agente causador da tristesa parasitária bovina é um exemplo de doença transmitida pela mosca-dos-chifres.

“Esse parasita também prejudica muito a questão de bem-estar animal que, consequentemente, traz prejuízo na questão de consumo alimentar e, assim, no ganho de peso médio diário dos animais”, afirma o médico-veterinário.

Medidas de controle à mosca-dos-chifres

Pivoto destaca que o controle do parasita depende muito de cada região do país e, também, da realidade de cada fazenda. No entanto, os brincos mosquicidas são o que há de mais efetivo e com ação prolongada atualmente.

“Existem no mercado vários brincos mosquicidas e, além deles, também temos produtos injetáveis à base de lactonas que vão agir principalmente a nível de bolo fecal, evitando o desenvolvimento desse parasita. Há também os produtos por via purol à base de piretroides e organos fosforados que também vão ser efetivos no controle da mosca”.

Segundo ele, a diferença é a durabilidade de cada produto, sendo que a ação do brinco mosquicida é de longo período, com até 210 dias de eficácia.

“Os produtos por via purol, principalmente à base de piretroides, têm intervalo muito curto de proteção, de quatro ou cinco dias, mas, muitas vezes, são ferramentas fundamentais para serem associadas ao uso de brinco mosquicida para se alcançar uma efetividade próxima de 100%”.



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Conhece o perifíton? Pois saiba que ele traz benefícios para produção sustentável de peixes e hortaliças



Na última semana, o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, apresentou mais um episódio da série “Pós em Ação!”. O destaque foi o estudo de Daiane Mompean Romera, mestra em Aquicultura e Pesca, sobre o uso do perifíton como biofiltro e fonte de alimento em sistemas de recirculação aquícola (RAS) e aquaponia desacoplada.

O perifíton é um conjunto de microrganismos que se desenvolve naturalmente em superfícies submersas e contribui tanto para a filtragem da água quanto para a alimentação dos peixes.

Alternativa sustentável para sistemas de aquicultura

Os sistemas RAS são amplamente utilizados na piscicultura por permitirem economia de água e maior controle da produção. Quando associados ao cultivo de hortaliças sem solo, surge a aquaponia, em que a água rica em nutrientes dos tanques de peixes irriga as plantas. Na modalidade desacoplada, o fluxo de água entre os compartimentos é controlado separadamente, garantindo melhor gestão dos parâmetros de qualidade hídrica.

Uma das principais demandas desses sistemas é a manutenção da qualidade da água. Normalmente, isso é feito por biofiltros comerciais, que podem ser onerosos. O estudo de Romera propõe uma solução natural: o perifíton, que age tanto na filtragem da água quanto para a alimentação dos peixes.

Resultados promissores na produção de tilápias e hortaliças

A pesquisa comparou dois sistemas de criação de tilápias-do-nilo (Oreochromis niloticus): um tradicional, com filtros biológicos comerciais, e outro utilizando substratos para crescimento do perifíton diretamente no tanque dos peixes. Paralelamente, cinco cultivares de alface foram cultivadas em aquaponia para avaliar a absorção de nutrientes.

Os resultados demonstraram que o perifíton melhorou a ciclagem de nutrientes, reduziu o descarte de resíduos sólidos e serviu como complemento alimentar para os peixes, favorecendo seu desenvolvimento. Segundo a pesquisadora, as plantas cultivadas no sistema com perifíton apresentaram crescimento superior e melhor absorção de micronutrientes.

O estudo reforça o potencial do perifíton como uma alternativa viável e sustentável para a aquicultura e a produção integrada de alimentos, trazendo benefícios tanto para o meio ambiente quanto para os produtores.



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encontro marca mais uma temporada do Soja Brasil!



O estado de Mato Grosso foi palco, nesta sexta-feira (7), da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que marcou o início da 13ª temporada do programa Soja Brasil. Com o encontro de mais de mil pessoas, a celebração reuniu produtores de soja de todo o Brasil em uma grande troca de informações sobre o setor.

Durante o encontro, diversos temas de relevância para o setor foram discutidos, com destaque para os desafios e as oportunidades do mercado da soja, a sustentabilidade na produção e os avanços em biocombustíveis.

O público teve a oportunidade de acompanhar debates enriquecedores, como a análise macroeconomia de Marcos Fava Neves, professor da USP, o ‘Dr. Agro’, que traçou um cenário para o futuro da soja, destacando a importância do desenvolvimento e da inovação no campo.

O primeiro painel foi dedicado à sustentabilidade na produção, com foco na COP 30, que acontecerá em novembro, Belém do Pará, enfatizando a necessidade de novos acordos internacionais para garantir um futuro mais sustentável. Já o segundo painel abordou a produção de alimentos e os biocombustíveis, discutindo temas como o aumento da mistura de etanol e o crescente mercado de combustíveis sustentáveis.

A edição deste ano da Abertura Nacional da Colheita da Soja é ainda mais especial, pois comemora os 20 anos da soja em Mato Grosso. O estado, líder na produção de soja no Brasil, espera superar a marca de 44 milhões de toneladas nesta safra, representando mais de 26% da produção nacional. A colheita simbólica nas lavouras reafirmou a importância do trabalho árduo e da dedicação dos produtores rurais, que continuam a impulsionar o agronegócio brasileiro.

Assista aos programas Soja Brasil através deste link.



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Solo mais ácido diminui capim invasor e ajuda a restaurar vegetação do Cerrado



Em estudo publicado na revista Restoration Ecology, um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta um caminho promissor para a restauração do Cerrado.

Por meio de um experimento realizado no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, os autores demonstraram como, diferentemente do que fazem algumas iniciativas de restauração convencionais, não se deve adicionar nutrientes ao solo quando se trata do Cerrado, pelo contrário.

Em uma área em restauração dentro do parque, os pesquisadores analisaram o crescimento de gramíneas invasoras e de espécies nativas depois da aplicação de sulfato ferroso, que torna o solo mais ácido e diminui a disponibilidade de nutrientes. Nos locais em que o mineral foi aplicado, reduziu-se em quase 71% a ocorrência de invasoras, sem que houvesse prejuízo para as nativas.

“As plantas do Cerrado têm uma baixa demanda nutricional, são de crescimento lento. Enquanto as gramíneas invasoras crescem rápido e demandam muitos nutrientes. O sulfato ferroso devolve ao solo a condição mais próxima da original, favorecendo as nativas e dificultando o crescimento das invasoras”, explica Demétrius Lira Martins, que conduziu o trabalho durante seu pós-doutorado no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, com apoio da Fapesp.

A área de 50 hectares passou a ser restaurada em 2016, após cerca de 30 anos como pastagem. Quatro anos depois de retirado o capim exótico, feita a preparação do solo e a semeadura de espécies nativas, o local foi novamente tomado pelas gramíneas africanas.

Em 2021, a restauração foi retomada. Desta vez, foi estabelecido o experimento para verificar o efeito da acidificação do solo na contenção do capim exótico. Os pesquisadores demarcaram 14 blocos de 100 metros quadrados (m2). Em cada um deles, separaram quatro blocos menores, de 1 m2 cada, separados em 10 metros de distância entre si.

Em metade desses blocos, foi aplicado sulfato ferroso no solo antes da semeadura de gramíneas e arbustos nativos. Após quatro meses da última aplicação, foram coletadas e pesadas amostras das plantas que cresceram em cada quadrado, tanto nativas quanto exóticas.

Ao comparar os blocos, observou-se uma redução de 70,7% na biomassa das espécies invasoras onde foi realizada a acidificação, sem que houvesse prejuízo às espécies nativas. 

“A acidificação aumentou os níveis de alumínio no solo, que é tóxico para plantas convencionais. Mas as espécies nativas lidam muito bem com isso. Não é à toa que a primeira coisa que se faz após desmatar uma área de Cerrado para lavoura ou pastagem é fazer a calagem [aplicação de calcário], que diminui a disponibilidade de alumínio e aumenta de outros nutrientes”, conta Martins.

No alto, bloco experimental em início de implementação e que teve o solo acidificado ficou livre de capim invasor, com nativas retornando lentamente.
Na outra foto, local que não recebeu o sulfato ferroso tomado pelas espécies africanas (fotos: Demétrius Lira Martins)

Estratégias

O estudo integra o projeto “Restaurando ecossistemas neotropicais secos: seria a composição funcional das plantas a chave para o sucesso?”, apoiado pela Fapesp e coordenado por Rafael Silva Oliveira, professor do IB-Unicamp.

A estratégia apresentada agora se soma a outras desenvolvidas pelo grupo. Em trabalho anterior, também apoiado pela FAPESP, os pesquisadores mostraram como uma maior diversidade de espécies nativas funciona como forma de conter gramíneas invasoras (leia mais em: agencia.fapesp.br/50773).

No caso da acidificação, os pesquisadores ressalvam que o sulfato ferroso é apenas um dos compostos que podem realizar essa função. Experimentos no hemisfério Norte, por exemplo, usaram enxofre para o mesmo fim. Mas para realizar algo em grande escala no futuro é preciso antes avaliar o melhor custo-benefício.

“Em tese, qualquer substrato ácido pode servir. Uma das opções poderia ser o resíduo do processamento da cana-de-açúcar, que é abundante e barato. Por sua vez, a cama de frango descartada [serragem ou outro material usado no chão de granjas] é bastante ácida, mas contém muito nitrogênio, que favorece as invasoras. É preciso avaliar os possíveis impactos de cada opção e a viabilidade financeira”, pontua o pesquisador.

Ainda segundo Martins, outro fator a ser levado em conta em futuros trabalhos de restauração é a comunidade microbiana do solo, algo ainda pouco conhecido quando se trata do Cerrado.

“Os microrganismos do solo são a base da ciclagem de nutrientes. Por isso, formas de trazer de volta os originais do Cerrado são fundamentais para restaurar esse bioma tão ameaçado”, encerra.



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Agrosolidário promove bem-estar e saúde para crianças



Desde 2012, o Programa Agrosolidário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) impacta positivamente a vida e a saúde de centenas de crianças e adolescentes em Jaciara, com o oferecimento de uma alimentação saudável e rica em proteínas. Uma das instituições beneficiadas ao longo dos 15 anos do programa é o Lar Recanto Feliz Rosa Deolídia Martins (Casa Transitória), que serve a bebida de soja no café da manhã dos atendidos.

A bebida de soja, rica em vitaminas e nutrientes essenciais para o crescimento, tem sido fundamental para a saúde e bem-estar das crianças, como explica Micheli Souza Alves, cuidadora do Lar. “As crianças estão mais dispostas e animadas. A bebida tem sido um complemento nutricional valioso. Agradecemos muito por essa parceria que faz toda a diferença em nossas vidas”, afirmou.

O programa e o benefício à saúde

O Agrosolidário é uma iniciativa que reconhece a importância de uma alimentação saudável, especialmente para aqueles que enfrentam desafios em suas vidas desde a infância. As crianças atendidas pela instituição, que muitas vezes vêm de situações difíceis, recebem não só a bebida de soja, mas também o carinho e a atenção necessários para seu desenvolvimento.

A coordenadora do Lar Recanto Feliz, Edineia de Fátima Danieli Tissiani, destaca a importância de garantir uma alimentação balanceada e cuidados psicológicos para as crianças e adolescentes. “A soja é uma excelente fonte de proteína. Quando não conseguimos fornecer carne, a proteína da soja é essencial para o desenvolvimento deles. Agradecemos imensamente à Aprosoja MT pela continuidade dessa parceria”, explicou Edineia.

Além da alimentação, o Lar oferece um ambiente acolhedor, com atenção integral às necessidades das crianças. A parceria com o Agrosolidário tem sido uma das bases para garantir que esses jovens se sintam cuidados, acolhidos e amparados.



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vem muita chuva por aí e até granizo!



A semana entre os dias 10 e 14 de fevereiro será marcada por instabilidades em boa parte do país. O avanço de uma frente fria no Sul provocará chuvas volumosas e risco de temporais, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica as chuvas no Norte e em parte do Nordeste.

Confira os detalhes da previsão para todas as regiões na próxima semana, de acordo com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

A semana começa com tempo estável no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e grande parte do Paraná, com temperaturas elevadas. No entanto, a partir de terça-feira (11), uma nova frente fria avança pelo território gaúcho, trazendo temporais, possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h.

O sistema se desloca para Santa Catarina e Paraná, aumentando o risco de queda de árvores, corte de energia elétrica e danos às estruturas agrícolas.

O acumulado de chuva nos próximos cinco dias pode ultrapassar 100 mm no Rio Grande do Sul, ajudando a reverter a estiagem no estado, e no sul de Santa Catarina.

Sudeste

A instabilidade começa a se afastar da região, com chuvas isoladas no litoral norte do Espírito Santo e na região central de São Paulo. Grande parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro terá dias mais quentes e secos, favorecendo a maturação e colheita das lavouras de verão.

No entanto, o Triângulo Mineiro e parte de São Paulo estarão sob influência de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), provocando temporais com chuva intensa, granizo e ventos de até 70 km/h.

O acumulado pode superar 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e prejuízos no campo.

Centro-Oeste

O calor e a umidade favorecem pancadas de chuva em Mato Grosso, Goiás e norte de Mato Grosso do Sul, com alerta de temporais em Cuiabá (MT). Já em Campo Grande (MS), o tempo será mais ensolarado.

A partir da terça-feira, as chuvas retornam com força a Mato Grosso, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul, podendo acumular mais de 100 mm, o que pode atrapalhar a colheita da soja.

No centro-norte de Goiás e sul e oeste de Mato Grosso do Sul, os acumulados ficarão entre 30 e 50 mm, favorecendo a umidade do solo e reduzindo o estresse térmico do gado em confinamento.

Nordeste

As chuvas ficam concentradas no Maranhão, norte do Piauí e entre o litoral norte da Bahia e Alagoas, sem previsão de grandes volumes. O sertão nordestino segue com tempo seco e quente.

A Zona de Convergência Intertropical intensifica as chuvas no norte do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com acumulados acima de 100 mm e risco de alagamentos e deslizamentos.

No restante do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, os volumes devem ficar próximos de 50 mm, beneficiando as lavouras.

Já no centro-leste da Bahia, a restrição hídrica continua, e a tendência é de chuva mais volumosa apenas na última semana de fevereiro.

Norte

O calor e a alta umidade favorecem a formação de nuvens carregadas em todos os estados da região. Há previsão de temporais em Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Macapá, com chuvas volumosas no Pará e no oeste e norte do Tocantins.

Em grande parte da região, os acumulados podem superar 150 mm, prejudicando os trabalhos no campo, especialmente no Pará e em Rondônia.

No Tocantins, os volumes ficarão na casa de 50 mm, o que permite a retomada das atividades agrícolas nos próximos dias.



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presente despretensioso ganha cultivo e mercado internacional


Exportar é a vontade de muitos produtores rurais, mas alcançar esse objetivo exige esforço, qualificação e dedicação. 

No interior de São Paulo, na cidade de Itu, Renato Brando e Eliana Monteiro conseguiram alcançar este marco. Eles transformaram o cultivo de pitaias em um negócio rentável que rompeu as fronteiras brasileiras.

Parte da produção de pitaia, também conhecida como fruta do dragão, é destinada ao mercado internacional. A história do casal começou quando Renato presenteou Eliana com uma muda da planta. Ela ficou encantada com a beleza da flor e da fruta. 

Eliana e Renato sempre trabalharam no segmento de indústria química. A vida na capital paulista sempre foi puxada e, visando o futuro, começaram a planejar o que fariam quando chegasse o momento de se aposentar. 

Com uma conexão natural com o campo, decidiram trocar a vida urbana pelo cultivo de pitaias a partir do presente que Renato deu à Eliana. Antes mesmo de iniciar o plantio, o casal visitou uma plantação já estruturada. Adquiriram mudas e começaram o cultivo da fruta exótica. 

“No início, fizemos tudo de forma improvisada, sem análise de solo ou preparo adequado. Não conhecíamos o controle de pragas, o que atrasou o crescimento”, lembrou Renato.

Aos poucos, o casal foi buscando conhecimento com outros produtores rurais, além de qualificação especializada. 

“Fizemos cursos no Sebrae e no Senar, que nos ensinaram sobre gestão, manejo e finanças. Esses conhecimentos foram essenciais para estruturar nosso negócio e buscar a certificação necessária para exportar”, afirmou Eliana.

Com o tempo e qualificação, o casal dominou o cultivo e a gestão de negócios.

“Até o quarto, quinto ano, a produtividade foi somente para manutenção dos custos que nós tínhamos com adubo, mão de obra e o manejo”,  disse a produtora.

Eliana ainda contou que já está no sétimo ano de cultivo e percebeu que, apenas em 2023, a atividade se tornou realmente lucrativa. 

“Em 2023, nós produzimos 23 toneladas. Em 2024, cerca de 30 toneladas de pitaia. Para a gente, não é só a parte financeira, mas também saber que o nosso produto é um alimento para o consumidor”, afirmou a produtora.  

Em uma plantação de pitaias uma mulher, um homem com cesta de pitaia e no fundo um cachorroEm uma plantação de pitaias uma mulher, um homem com cesta de pitaia e no fundo um cachorro
Foto: divulgação

Os produtores afirmaram que o network (rede de contatos, em português) também foi um divisor de águas para chegar ao mercado internacional.

“Um dia um rapaz veio trazer adubo e disse que conhecia um exportador. Começou aí, uma conversa para a gente exportar. Não fazemos isso direto, porque não estamos preparados, quem sabe no futuro, mas através de parceiros, a gente manda as nossas pitaias para América do Norte e Europa”, disse Renato. 

A primeira exportação ficará para sempre guardada na memória do casal, porque a separação das frutas exigiu cuidado redobrado. 

“Precisam ser perfeitas! Casca sem marcas, cor intensa e peso ideal. Não foi fácil, mas conseguimos”, contou Renato.

Além do mercado internacional, os produtores vendem para estabelecimentos locais, como mercados, quitandas ou diretamente ao consumidor. Para Renato, ser produtor rural é mais do que um trabalho. Se tornou um estilo de vida.

“É conviver com a natureza, cuidar da terra e viver com propósito”, relatou.

Eliana complementa dizendo que a fruta transformou a vida do casal.

“Produzir algo que alimenta outras pessoas é uma realização.”

A parceria sólida do casal une paixão, qualificação e rentabilidade.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer conhecer mais sobre a história do Renato e da Eliana? Então assista ao Porteira Aberta Empreender no dia 13/02, quinta-feira, às 17h45. Entre os assuntos que serão abordados estão, exportação, fairtrade e muito mais.

 O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 13 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

CanaisCanais
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30

Acesse aqui e confira outros temas abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica. 



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