quarta-feira, julho 8, 2026

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Até quando o La Niña deve durar e quais impactos ele ainda pode causar no Brasil?



O planeta já está sob o efeito do La Niña, conforme anunciado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) em janeiro deste ano.

O fenômeno climático caracteriza-se pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, cabem as perguntas: como ele impacta o Brasil e até quando deve durar?

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Danielle Ferreira, explica que, em anos de La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de períodos longos sem precipitações.

No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.

“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, afirma a meteorologista.

Até quando o La Niña vai durar?

Para os próximos meses (primeiro trimestre de 2025), são esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e chuvas mais concentradas nas Regiões Norte, Centro-Oeste e áreas do norte e oeste da Região Nordeste, conforme Danielle.

A forma como tem impactado as regiões brasileiros leva à resposta da segunda pergunta. A profissional do Inmet conta que os modelos climáticos da NOAA apontam que o La Niña tem 59% de probabilidade de persistir durante os meses de fevereiro, março e abril deste ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão reage com boas vendas



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta
O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta – Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE) relatou ontem um bom volume de vendas por parte de produtores e empacotadores, o que trouxe mais otimismo ao mercado. No Noroeste de Minas, os melhores lotes foram comercializados a R$ 225, dentro da margem de oscilação, com qualidade entre 8 e 8,5. O feijão-preto manteve estabilidade. 

Segundo o IBRAFE, o mercado de feijão tem momentos de alta e baixa, mas também períodos de estagnação, especialmente quando referências antigas, como as de São Paulo, deixam de refletir a realidade. Além disso, alertam para a influência de informações manipuladas em redes sociais.

O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta e incentiva críticas construtivas para aprimorar sua precisão. A entidade reforça que o uso de dados confiáveis evita distorções e especulações prejudiciais ao setor. Um dos maiores empacotadores do Brasil confirmou que as vendas de janeiro ficaram dentro do esperado para o período, indicando um mercado equilibrado, apesar dos desafios.

A entidade também ressaltou que a comercialização de feijão a preços entre R$ 180 e R$ 200 impõe cortes significativos nas margens, tornando a operação mais apertada para produtores e comerciantes. Isso reforça a necessidade de eficiência e estratégias para minimizar impactos financeiros no setor.

Por fim, o IBRAFE informou que buscará ampliar as exportações do feijão brasileiro, com um representante embarcando para a Índia na próxima semana para fomentar negociações. Durante esse período, os comentários da entidade poderão ser mais limitados.

 





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Exportação de carne de frango cresce 9,4% e atinge 443 mil t, recorde para o mês



O Brasil exportou 443 mil toneladas de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) em janeiro. O volume é recorde para o mês na série histórica. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e representam um aumento de 9,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 404,9 mil toneladas.

O faturamento também cresceu, para US$ 826,4 milhões, avanço de 20,9% na comparação anual, frente aos US$ 683,6 milhões registrados em janeiro de 2024. A China manteve a posição de principal destino da carne de frango brasileira, com 44,3 mil toneladas importadas no mês, aumento de 15% em relação a janeiro de 2024.

Os Emirados Árabes Unidos foram o segundo maior comprador, com 38,9 mil toneladas (volume estável), seguidos pela Arábia Saudita (31,8 mil toneladas, -9%), Japão (28,1 mil toneladas, -30%), África do Sul (27,5 mil toneladas, -14%), União Europeia (22 mil toneladas, +41%), Filipinas (20,4 mil toneladas, +39%), Coreia do Sul (14,6 mil toneladas, +14%), Iraque (14,6 mil toneladas, +4%) e Cingapura (14,1 mil toneladas, +20%).

“A China, as Filipinas e outros mercados têm mantido fluxo relevante positivo de importações do produto brasileiro, reforçando perspectivas positivas quanto ao comportamento destes mercados ao longo do ano. Para o próximo mês são esperados resultados positivos de outros mercados com avanços recentes, como é o caso do México, com a renovação do programa de segurança alimentar que influenciou positivamente a compra de produtos brasileiros”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, na nota.

Entre os Estados exportadores, o Paraná liderou os embarques, com 180,7 mil toneladas (+8,9%), seguido por Santa Catarina, com 94,2 mil toneladas (+3,9%), Rio Grande do Sul, com 58,2 mil toneladas (+7,2%), São Paulo, com 26,1 mil toneladas (+11,2%) e Goiás, com 23,4 mil toneladas (+21,1%).



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Haddad diz que governo vai esperar decisão concreta sobre taxação do aço para se manifestar



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou comentar o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que irá impor tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, o que afetaria o Brasil. Questionado pela imprensa sobre quais ações o Executivo brasileiro adotaria em resposta, Haddad respondeu que o governo tomou a decisão de só se manifestar “oportunamente”, com base em decisões concretas, e não em anúncios que, na avaliação do ministro, podem ser mal interpretados ou revistos.

“Então o governo vai aguardar decisão oficialmente antes de qualquer manifestação”, disse o ministro da Fazenda a jornalistas.

Perguntado então se não haveria nada previsto sobre a taxação de big techs norte-americanas, Haddad voltou a dizer que vai aguardar a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, depois de as medidas dos EUA serem efetivamente implementadas.



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Pequenos produtores rurais ampliam negócios com exportação


Pequenos produtores rurais podem e devem exportar os seus produtos. Essa é uma realidade possível com a ajuda do Sebrae, que viabiliza e capacita, e de Trading Companies (Empresas Comerciais Exportadoras), que atuam como intermediárias para a exportação. 

Em 2024, as exportações do agronegócio brasileiro registraram o total de US$ 164,4 bilhões. Os dados são do  levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Comércio Exterior (Siscomex).

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apesar do montante ter diminuído 1,3% em relação à 2023, este é o segundo maior valor da série histórica registrada pela pasta.

Números que podem ser dilatados com o interesse de pequenos empreendedores rurais em acessar o mercado internacional.

A equipe do Porteira Aberta Empreender conversou com Márcio de Carvalho, consultor de Comércio Exterior do Sebrae-SP, para entender como micro e pequenos produtores rurais podem romper fronteiras para exportar seus produtos. 

Homem com o microfone na mãoHomem com o microfone na mão
Márcio de Carvalho, consultor de comércio exterior do Sebrae-SP. Foto: divulgação Sebrae/SP

Entre as principais dicas estão: 

  •  Buscar a capacitação adequada para se certificar dos requisitos necessários para iniciar a preparação para a exportação;
  • Mapear as oportunidades para seus produtos com base em critérios objetivos como entender quais países têm maior volume de oferta; 
  • Investir na adequação de produto e buscar certificações internacionais;
  • Participar de feiras e eventos internacionais de promoção comercial.

Qualificação 

No Sebrae há cursos online e gratuitos, em formato EAD, com propostas iniciais sobre o assunto. Além disso, auxilia na preparação para a exportação de produtos rurais desde a viabilização de ferramentas e programas que irão melhorar a produtividade até a  busca de novos mercados. 

“Por exemplo, o Sebrae já auxiliou, nos últimos anos, produtores do Vale do Ribeira e da Baixada Santista a exportarem suas produções de bananas desidratadas. Esses clientes passaram por capacitações especializadas”, conta Carvalho. 

O especialista ainda informa que essa iniciativa faz parte do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), fruto de parceria entre o Sebrae e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 

O Peiex é curso gratuito e capacita empresas brasileiras a iniciarem suas exportações de forma segura e planejada. Todos os setores, incluindo o agronegócio, a indústria de transformação e serviços podem participar. 

Além do diagnóstico empresarial e treinamento em comércio exterior, o programa também oferece planos personalizados para acessar mercados internacionais, incluindo oportunidades no e-commerce.

“Produtos provenientes do campo possuem grandes oportunidades e demandas externas, mas que devem ser acompanhadas pela observância de requisitos técnicos e atendimento de certificações que devem ser direcionados”, finaliza o consultor de comércio exterior do Sebrae-SP.

Fairtrade

Pequenos produtores de limão Taiti, no Jaíba,  norte de Minas Gerais, aderiram ao modelo de comercialização internacional com garantia de preço justo. Conhecida como Fairtrade (preço justo, em português), a certificação conquistada pelos produtores, com a ajuda do Sebrae, abriu portas para países da Europa e Emirados Árabes.

A operação já existe há oito anos e, de 2017 até o terceiro trimestre de 2024, o volume da exportação da fruta cresceu em 400%, passando de 192 toneladas para 820. 

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer saber mais sobre exportação e suas modalidades, como a Fairtrade? 

Então assista ao Porteira Aberta Empreender no dia 13/02, quinta-feira, às 17h45. Você também pode conferir na playlist do programa, no YouTube.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 13 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira outros temas abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica. 



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mercado financeiro projeta inflação em 5,58%; PIB fica em 2,03



O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5,58%, ante os 5,51% da semana passada.

O boletim também trouxe nova redução na projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para 2025. Agora, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 2,03% para 2025, ante os 2,04% da semana anterior.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o boletim mostra uma projeção de crescimento do PIB de 1,7%. Já para 2027, a projeção é que o PIB fique em 1,96% e que, em 2028, a projeção de expansão da economia seja de 2%.

Em relação à inflação, o Focus, projeta um índice de 4,3% para 2026, ante os 4,28, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de um IPCA de 3,9% e, de 3,78% em 2028.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada, de 15%, para 2025, a mesma das últimas quatro semanas. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta.

O Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos mes, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,75. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$5,93 e para 2028, a projeção é de R$ 5,99.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia otimiza plantio de algodão



Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado



Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado
Produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado – Foto: Canva

O sucesso na produção de algodão depende de um planejamento eficiente, que abranja todas as etapas da cadeia produtiva. Do plantio da semente ao beneficiamento da pluma, cada fase exige controle rigoroso para garantir alta produtividade e qualidade final.

A empresa Flux Agro divulgou na rede social LinkedIn informações sobre o uso de tecnologia para otimizar o plantio de algodão no Mato Grosso. A solução apresentada é o Módulo Algodão do Software Agrotis, que permite planejar e gerenciar toda a cadeia produtiva, desde o plantio da semente até o beneficiamento da pluma, garantindo mais eficiência e rastreabilidade no processo.

Com essa ferramenta, segundo a empresa desenvolvedora, os produtores podem estruturar um planejamento estratégico detalhado, monitorar o desenvolvimento da lavoura em tempo real e gerenciar insumos com precisão. Além disso, a tecnologia assegura rastreabilidade completa das operações, proporcionando mais controle e transparência em cada etapa da produção.

Outro diferencial do Módulo Algodão é a possibilidade de planejar a colheita no momento ideal e integrar a logística para otimizar o beneficiamento da pluma, fazendo com que tudo seja mais otimizado. Esse acompanhamento minucioso contribui para um melhor aproveitamento da safra e maior competitividade no mercado.

“É época de plantio de algodão no Mato Grosso! E para você que quer garantir uma safra de sucesso, temos uma solução completa: o Módulo Algodão do Software Agrotis. Do plantio à pluma perfeita, conte conosco para elevar sua produção de algodão a um novo patamar”, escreveu.

 





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indicador volta a fechar acima de R$ 76/saca



Os preços do milho seguem avançando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Na última semana, o Indicador Esalq/BM&FBovespa (base Campinas – SP) voltou a fechar acima dos R$ 76/saca de 60 kg, o que não era observado desde abril de 2023.

Segundo o Centro de Pesquisas, preocupações relacionadas a atrasos da colheita da safra verão e da semeadura da segunda temporada, sobretudo no Centro-Oeste brasileiro, têm mantido parte dos vendedores afastada dos negócios no mercado spot, à espera de novas valorizações.

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Além disso, conforme explicam pesquisadores, agentes indicam que a prioridade vem sendo a colheita e a entrega dos lotes de soja, o que tem deixado as vendas de milho em segundo plano e os fretes encarecidos. 

Do lado da demanda, consumidores se mostram interessados em adquirir novos lotes, mas encontram dificuldades, diante dos preços maiores pedidos por vendedores, ainda de acordo com o Cepea.

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com chuvas irregulares na América do Sul, preços reagem



Levantamentos do Cepea mostram que os preços da soja reagiram no mercado brasileiro na semana passada, influenciados por chuvas irregulares na América do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem deixando vendedores em atenção e afastados do spot nacional.

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Além disso, incertezas sobre a relação comercial entre os Estados Unidos e a China reforçam o movimento de alta no Brasil – o apetite chinês pela soja brasileira pode crescer nos próximos meses. 

Por outro lado, ainda conforme o Centro de Pesquisas, a elevação no preço doméstico foi limitada pela queda do dólar, que deixa as commodities norte-americanas mais atrativas aos importadores em detrimento das brasileiras. O aumento no frete rodoviário no Brasil (que diminui o valor recebido pelos produtores) também limitou as altas no spot nacional. 

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preço do milho sobe e atinge maior patamar desde 2023



Os preços do milho seguem em alta na maioria das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). Na última semana, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) superou os R$ 76 por saca de 60 kg, nível não registrado desde abril de 2023.

A valorização reflete atrasos na colheita da safra de verão e na semeadura da segunda safra, principalmente no Centro-Oeste, reduzindo a oferta no mercado spot. Além disso, produtores priorizam a colheita e entrega da soja, postergando a comercialização do milho.

Do lado da demanda, compradores enfrentam dificuldades para fechar negócios, devido aos preços elevados e ao encarecimento dos fretes, fator que também pressiona as cotações.



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