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Segundo dados do InfoMoney divulgados nesta segunda-feira (10), apesar das recentes ameaças dos Estados Unidos de impor novas tarifas de importação, o dólar fechou a segunda-feira em leve baixa frente ao real. O movimento reflete a cautela do mercado diante da política comercial norte-americana e a atuação de exportadores brasileiros, que venderam moeda quando as cotações superaram os R$ 5,80.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,12%, cotado a R$ 5,7859. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana já registra uma desvalorização de 6,36%.
Na B3, às 17h05, o contrato de dólar futuro para março, o mais negociado atualmente, apresentava recuo de 0,41%, sendo cotado a R$ 5,8065.
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A Coopavel lançou uma promoção inédita para os produtores que fizerem compra de insumos da pecuária, agrícolas ou de máquinas com a cooperativa. Eles podem ganhar um kit completo de drone para pulverização. Trata-se de um DJI Agras T50, que já inclui misturador de cauda, gerador de energia, com dispersor sólido, bico atomizador extra e três baterias. O valor de comercialização varia de R$ 220 mil a R$ 240 mil durante a feira. A promoção foi lançada nesta segunda-feira (10), primeiro dia da 37ª edição do Show Rural Coopavel.
Segundo o supervisor do Departamento Técnico Agronômico da Coopavel, Anderson Granville, a cada R$ 4 mil de compra de insumos, tanto pecuária, como agrícola ou máquinas, o produtor ganha um número da sorte. Se for sócio ele aumenta as possibilidades de ganho, pois receberá um número da sorte em dobro.
“Estamos com condições especiais em insumos com possibilidade de troca por soja, por milho. Temos uma lista de condições especiais para o período do Show Rural. Essa é uma grande oportunidade para o pessoal escolher fazer a compra de insumos de qualidade, com tecnologia de inovação, produtos para a safra de verão do ano que vem e ainda estar concorrendo a um drone que vai otimizar ainda mais a operação dele na propriedade”, salienta Anderson.
Essa é a primeira vez que a Coopavel sorteia um drone pulverizador, alvo do desejo de muitos produtores ainda. “A Agridrones e a Coopavel firmaram essa parceria que vai revolucionar a agricultura no Estado do Paraná. Nós, aqui no Show Rural Coopavel, teremos condições especiais para que cooperados e não cooperados também possam adquirir o seu drone. O compromisso é de levar a mais alta tecnologia em drones agrícolas para o produtor, além de ter uma mudança na propriedade com produtividade e sustentabilidade”, presidente da Agridrones Solutions, Valdicimar de Assis Mattusoch. O ganhador do drone será divulgado no dia 26 de março.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta de 0,83% do Ibovespa, impulsionada pelo setor metálico, enquanto o dólar caiu 0,13%.
A Moody’s alertou sobre impactos da política dos EUA em bancos multilaterais.
Hoje, o foco está no IPCA de janeiro, que deve desacelerar para 4,53% em 12 meses, com alívio nos bens industriais, mas pressão de alimentos e transportes.
A estiagem que afetava parte da Região Sul, especialmente o território gaúcho, vai sair de cena, pelo menos durante o dia de hoje. Confira a previsão para todo o país:
Sul
A aproximação de uma nova frente fria pelo Rio Grande do Sul provoca pancadas de chuva na campanha, sul e leste do estado, que podem vir na forma de temporal. No Paraná, pancadas isoladas, assim como no sul e norte catarinense. No interior gaúcho e oeste catarinense, predomínio de tempo firme. A onda de calor vai seguir atuando, mantendo as temperaturas elevadas nos três estados do Sul.
Sudeste
Dia de sol entre algumas variações de nebulosidade sobre a Região. A partir da tarde, a combinação de calor e umidade favorece para pancadas isoladas com raios, mas que podem ser fortes pelo interior de São Paulo e no sul e Triângulo mineiros. No Espírito Santo, chuva isolada na metade norte do estado, enquanto no Rio de Janeiro e centro-norte de Minas Gerais o predomínio é de tempo firme.
Centro-Oeste
O tempo segue instável e com pancadas de chuva, especialmente a partir da tarde em grande parte da Região. Na metade norte de Mato Grosso, o dia fica mais nublado e pode chover a qualquer hora com alguns temporais. Em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Goiás, chove forte com raios, enquanto no Distrito Federal as pancadas são mais irregulares e com menor intensidade. As temperaturas permanecem elevadas e o tempo fica abafado na Região.
Nordeste
Na costa norte do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) estimula a formação de nuvens carregadas e pancadas de chuva que podem ser fortes desde o Rio Grande do Norte até o Maranhão. Por outro lado, na costa leste, a infiltração marítima favorece para chuva isolada. No interior da Bahia e no sertão nordestino, predomínio de sol e calor.
Norte
Previsão de pancadas de chuva a qualquer momento em toda a Região, com chance para temporais no Acre, Amazonas, Pará e oeste do Tocantins. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical favorece chuva forte e condição para temporal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (10) uma sobretaxa de 25% sobre o aço e alumínio de todos os países que exportam ao país em relação aos 10% que havia imposto em 2018, em seu primeiro governo.
O mandatário da Casa Branca já havia sinalizado, durante a campanha, que lançaria mão de tais expedientes contra os países que, em suas palavras, querem prejudicar os Estados Unidos.
O Brasil é a segunda nação que mais vende tais commodities minerais aos norte-americanos. Em 2024, recorde histórico das vendas nacionais, foram computados mais de US$ 6 bilhões em comercialização ao país, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Ao todo, o país da América do Norte compra 48% do ferro e do aço exportados pelo Brasil.
‘Pé de igualdade’ no aço e no alumínio
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Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a sobretaxa anunciada trará impactos negativos, considerando que as exportações desses produtos para o mercado norte-americano são expressivas para a economia brasileira.
A entidade pondera, por outro lado, que, por se tratar de uma taxação aplicada a todas as economias e não exclusivamente ao Brasil, o cenário colocaria os países em condições de concorrência mais equilibradas.
O presidente da Federação, Flávio Roscoe, afirma que a expectativa é de que o Brasil não seja prejudicado de forma significativa nas sobretaxas sobre o alumínio e o aço.
“Assim como ocorreu no primeiro mandato de Donald Trump, entendemos que, mesmo com a adoção de sanções, o Brasil poderá obter algumas concessões. Grande parte das nossas exportações são de produtos semi-elaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas a companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, afirma.
Princípio da reciprocidade
Em entrevista a rádios mineiras na última quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado que, em uma eventual taxação do governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, aplicaria o princípio da reciprocidade.
Lula lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para qualquer produto importado. “Para nós, o que seria importante seria os Estados Unidos baixarem a taxa, e nós baixarmos a taxação. Mas se ele, ou qualquer país, aumentar a taxa de imposto para o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade, nós iremos taxar eles também”, disse.
Tal situação, para o presidente, é simples e democrática e não envolve questões ideológicas.
Contudo, seguindo a linha do presidente, a ordem no governo brasileiro é a de usar o “pragmatismo e a serenidade” para dar uma resposta. O Itamaraty não quer aumentar a crise, mas também já sinalizou que não vai se silenciar.
O portal UOL revelou no sábado (8) que uma lista de produtos e setores começou a ser desenhada para uma eventual retaliação. Neste rol, um dos segmentos aventados seria o de produtos digitais.
O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços mais baixos nas principais regiões, com destaque para os estados de Goiás e São Paulo.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o movimento de queda reduz expressivamente o diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso.
“As escalas de abate em São Paulo apresentam alguns avanços; resta ainda saber o impacto das vendas de carne durante a primeira quinzena do mês. A exportações ainda apresentam desempenho satisfatório na primeira semana de fevereiro; este é um importante elemento a ser considerado”.
São Paulo: R$ 325,25 (R$ 329,10 na sexta-feira passada)
Goiás: R$ 303,57 (R$ 306,25 anteriormente)
Minas Gerais: R$ 313,53 (R$ 314,71 na última sexta)
Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 (estável)
Mato Grosso: R$ 320,74 (R$ 322,42 no dia 7)
Mercado atacadista
O mercado atacadista se depara com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços durante a primeira quinzena do mês.
O quarto traseiro segue precificado a R$ 25,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,80 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,7844 para venda e a R$ 5,7824 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7631 e a máxima de R$ 5,8241.
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De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), as baixas precipitações em janeiro e as altas temperaturas já refletem possível quebra na safra de noz-pecã no estado.
Na região de Santa Maria, os impactos climáticos começam a preocupar os produtores. Em Cachoeira do Sul, os pomares sem irrigação e em solos arenosos apresentam um abortamento floral significativo, afetando 30% das áreas cultivadas. Até o momento, a estimativa média de quebra na produção do município é de 15%.
A falta de chuvas e o forte calor podem agravar ainda mais as perdas, tornando essencial o monitoramento climático e o uso de técnicas que minimizem os danos nas lavouras.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou, nesta sexta-feira (3), as vendas senanais de trigo 2024/25 em 140,6 mil toneladas. O volume ficou aquém das expectativas do mercado de 200 mil a 500 mil toneladas e a Coreia do Sul se destacou como principal destino do grão norte-americano.
Assim, em todo ano comercial, o país já comprometeu 16,904,9 milhões de toneladas. O total é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando pouco mais de 15 milhões de toneladas já haviam sindo comprometidas. O USDA estima que as exportações somem 23,13 milhões de toneladas.
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As grandes distribuidoras de combustíveis do país consideram pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP), um “waiver”, espécie de dispensa temporária, do cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel B vendido a varejistas.
Segundo fontes do setor, a petição administrativa à ANP seria feita pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues.
O documento está pronto e aguarda aprovação final das presidências das empresas associadas. Contudo, não há reunião agendada para tratar do tema nesta segunda-feira (10).
O Sindicom reúne hoje Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes.
Qual a razão do pedido?
O pedido de “waiver” por parte das grandes empresas do setor vem em resposta a uma suposta escalada das fraudes ligadas ao alto preço do biodiesel que, em dezembro, superou o do combustível fóssil em R$ 2,70 por litro, diferença que ficou comumente acima dos R$ 2,30 ao longo do ano.
Ao não realizar a mistura, empresas regionais obtêm vantagem de até R$ 0,37 por litro em cima de empresas que observam a regra, calcula o Instituto Combustível Legal (ICL), um think tank setorial financiado por algumas das empresas reclamantes.
Hoje o mandato do biodiesel está em 14% da mistura do diesel, o que deve passar a 15% a partir de março e aumentar em 1 ponto porcentual por ano até 2030, conforme previsão em lei.
A movimentação feita agora, portanto, também se antecipa ao aumento previsto em 1º de março, cujo efeito prático é tornar o descumprimento do mandato ainda mais vantajoso financeiramente.
Movimento de pressão
Executivos do setor enxergam o pedido mais como um “movimento de pressão” por maior fiscalização, visto que, dificilmente, a ANP concordaria em suspender o mandato do biodiesel.
Formalmente, a ideia é que o pedido de interrupção do cumprimento da mistura valha até que a agência demonstre capacidade de fiscalizar o setor.
Eles ressaltam que, nos últimos meses de 2024, o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis feito pela ANP chegou a ser interrompido por falta de verba.
“Chegamos a uma situação limite. Se há número tão grande de ‘players’ atuando de forma irregular, é preciso rever essa fiscalização. E até lá, que se suspenda a exigência. Pelo menos até que o xerife (ANP) tenha condições de fiscalizar”, diz uma fonte.
O mercado brasileiro de soja teve um dia de movimentação fraca nesta segunda-feira, com poucas negociações e apenas lotes pontuais sendo comercializados. Os preços apresentaram variações mistas. A indústria segue apontando preços atrativos para o curto prazo, mas os produtores ainda mantêm suas pedidas altas. Para pagamentos alongados, há mais ofertas disponíveis no mercado.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): Aumento de R$ 132,00 para R$ 133,00
Região das Missões (RS): Aumento de R$ 133,00 para R$ 134,00
Porto de Rio Grande (RS): Estabilizou em R$ 132,00
Cascavel (PR): Sem alteração, permaneceu em R$ 124,00
Porto de Paranaguá (PR): Aumento de R$ 131,00 para R$ 132,00
Rondonópolis (MT): Aumento de R$ 112,00 para R$ 113,00
Dourados (MS): Queda de R$ 118,00 para R$ 117,00
Rio Verde (GO): Aumento de R$ 112,00 para R$ 114,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam de forma mista, perto da estabilidade. A movimentação no mercado foi influenciada pela expectativa do relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo acompanhamento de questões como sobretaxas impostas pelos EUA e o clima na Argentina.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, o que gerou receio de retaliações que poderiam impactar produtos agrícolas americanos
Argentina
Previsões climáticas para a Argentina indicam chuvas que podem aliviar o estresse hídrico e minimizar os prejuízos na safra. O USDA deverá manter poucas alterações em suas estimativas, aumentando a previsão para a safra do Brasil para 170 milhões de toneladas e reduzindo a de Argentina para 50,6 milhões de toneladas.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,49 1/2 por bushel (sem alteração), enquanto a posição maio teve cotação de US$ 10,65 1/2 por bushel, também sem alteração. Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,29%, a US$ 300,50 por tonelada, e no óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,73 centavos de dólar, com baixa de 0,22 centavo ou 0,47%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou com queda de 0,12%, negociado a R$ 5,7844 para venda e a R$ 5,7824 para compra. Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,7631 e R$ 5,8241.