quarta-feira, julho 8, 2026

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Valor do frete para o transporte de milho e soja oscila nas principais rotas do país



Uma pesquisa elaborada pela Safras & Mercado indica que os preços dos fretes da soja e do milho oscilaram nas principais rotas de escoamento do Brasil na semana terminada em 12 de fevereiro.

Onde caiu

O frete entre Cascavel e Paranaguá caiu de R$ 165,00 para R$ 160,00 por tonelada. Entre Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada teve estabilidade em R$ 490,00. De Rondonópolis (MT) a Paranaguá, os preços continuaram em R$ 380,00.

Aumentou

O preço subiu no trajeto entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, de R$ 300,00 para R$ 355,00. Entre Uberlândia (MG) e o cais santista, os preços tiveram elevação de R$ 200,00 para R$ 235,00.

O Rio Grande do Sul também sofreu com altas; entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete subiu de R$ 135,00 para R$ 145,00 por tonelada.



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AgroNewsPolítica & Agro

economizar na lavoura pode sair caro?


A alta nos custos de produção tem levado muitos produtores rurais a buscarem formas de economizar. No entanto, cortar investimentos em defensivos, fertilizantes e outros insumos essenciais pode comprometer seriamente a produtividade da lavoura.

“Hoje, quando olhamos para os preços de defensivos, fertilizantes e sementes, percebemos que houve uma queda em relação às últimas safras. No entanto, outros custos, como mão de obra, diesel e captação de crédito, aumentaram significativamente”, explica João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara.

Com a pressão financeira, alguns produtores tentam reduzir despesas eliminando aplicações de inseticidas, fungicidas ou fertilizantes, o que pode resultar em um impacto negativo na produção. O especialista alerta que a produtividade deve ser a prioridade para garantir a viabilidade econômica da lavoura.

“Muitas vezes, o produtor economiza onde não deveria. Se ele corta defensivos ou não faz o controle adequado de pragas, doenças e plantas daninhas, o prejuízo pode ser muito maior do que a economia inicial”, destaca.

O uso de produtos com ação rápida e residual é um fator-chave para garantir o controle efetivo de pragas e doenças na lavoura. Tomás cita o exemplo do percevejo, uma praga comum na soja, que pode causar grandes danos caso não seja controlada de maneira eficiente.

“Se um inseticida demora três dias para agir, nesse período a praga continua atacando a lavoura e colocando ovos, o que gera uma nova infestação”. 

O especialista reforça que, mesmo diante da alta dos custos, é fundamental que o produtor mantenha o foco na produção e adote estratégias eficientes para proteger sua lavoura. Investir em tecnologias de manejo e controle de pragas pode ser a melhor forma de garantir uma safra produtiva e rentável.

“No final das contas, o que realmente importa para o produtor é o retorno financeiro. E esse retorno só vem com produtividade. Reduzir custos de forma errada pode parecer vantajoso no curto prazo, mas pode comprometer a rentabilidade da lavoura no final da safra”, conclui Tomás.





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inflação nos EUA e serviços no Brasil são destaques do mercado hoje; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta de 0,76% do Ibovespa, impulsionado pelo varejo, enquanto o dólar caiu 0,31%, a R$ 5,76.

O IPCA de janeiro subiu 0,16%, com pressão de alimentos e transportes, mas a queda na energia elétrica aliviou o índice.

Nos EUA, Trump confirmou tarifas sobre aço e alumínio, elevando os Treasuries.

Hoje, atenção ao CPI americano e à PMS no Brasil, que deve indicar alta de 3,2% no setor de serviços em 2024.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Vetos aos Fiagros serão derrubados no Congresso Nacional, diz FPA



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) realizou, nesta terça-feira (11), a primeira reunião-almoço de 2025 com parlamentares e representantes do setor produtivo para discutir temas que impactam diretamente a agropecuária brasileira.

Entre os assuntos em pauta estavam o veto do presidente da República aos Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros), no âmbito da Reforma Tributária, e a inflação dos alimentos.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) defendeu a importância desses fundos para o agronegócio, destacando que mais de 600 mil brasileiros já investem nos Fiagros, com um ticket médio de R$ 15 mil.

“O valor investido já ultrapassa os R$ 40 bilhões, e a taxação comprometeria o funcionamento desses fundos, afetando diretamente o financiamento da produção agropecuária”, afirmou.

O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, também se posicionou contra o veto presidencial e garantiu que a FPA trabalhará para derrubá-lo no Congresso Nacional.

“Não podemos permitir que a taxação prejudique fundos essenciais para o financiamento do setor. O governo precisa dar um sinal claro de que não pretende tributar os Fiagros”, ressaltou.

Segundo o deputado, a manutenção do veto compromete um instrumento financeiro estratégico para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil. “Estamos falando de uma nova forma de financiamento do setor agropecuário. Esse veto não era necessário, e um acordo sem mudanças significativas seria apenas ‘chover no molhado’. Na próxima sessão do Congresso, vamos atuar para derrubar os vetos aos fundos”, afirmou.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também criticou a decisão do governo: “O Fiagro foi criado de forma muito inteligente e para ajudar. Colocar qualquer tipo de tributação nisso significa que o cidadão terá que pagar imposto para participar. Não faz sentido tributar uma transação desse tipo”.

Seguro rural

A FPA também abordou a situação do Seguro Rural. Lupion alertou que o corte no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que oferece seguro para o setor agrícola, afetou cerca de 40% dos beneficiários na cadeia produtiva do país.

“O governo federal ainda não encontrou uma solução eficaz para garantir a continuidade do crédito e do seguro para os produtores, que precisam de alternativas para financiar a próxima safra”, afirmou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também demonstrou preocupação com a situação e defendeu a necessidade de mudanças legislativas a médio prazo. “Precisamos garantir que o produtor tenha acesso ao crédito e ao seguro, pois, sem isso, não será possível manter a produção e a competitividade do Brasil no mercado global”, concluiu Lupion.



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Milho fecha misto na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou de forma mista com relatório norte-americano com pouca variação, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações da B3 caíram para as posições mais curtas e subiram levemente para as mais longas. A queda acompanhou Chicago e as poucas alterações no relatório americano de oferta e demanda”, comenta.

“Para o Brasil o USDA reduziu a colheita e as exportações de 127 para 126 e de 47 para 46 milhões de toneladas, respectivamente. A Conab trabalha com números menores desde janeiro e lança o seu novo relatório nesta quinta-feira. As cotações mais longas subiram levemente apenas para ajustes na perspectiva de preço pós-colheita”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 78,57 apresentando baixa de R$ -0,70 no dia, alta de R$ 1,95 na semana; maio/25 fechou a R$ 77,50, baixa de R$ -0,60 no dia, alta e R$ 0,97 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 72,78, baixa de R$ -0,07 no dia e alta de R$ 0,94 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho acabou fechando em baixa. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,53 % ou $ -7,50 cents/bushel a $ 484,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,29 % ou $ -6,50 cents/bushel a $ 498,00”, informa.

“Assim como na soja, o milho não conseguiu sustentar os pequenos ganhos logo após o relatório de oferta e demanda do USDA. Os cortes para o Brasil e a Argentina foram considerados modestos, quase não alterando o saldo exportável do ano. Já a Importação por parte da China caiu de 13 para 10 milhões de toneladas segundo o relatório WASDE. O Ministério da Agricultura da China manteve suas estimativas para a produção de milho do país em 2024/25, em 294.907.000 de toneladas”, conclui.

 





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oferta de fêmeas impacta mercado; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais baixos nas principais regiões do país.

“A oferta de fêmeas, em especial no Norte, é surpreendente e sem dúvida é um dos principais elementos de pressão neste momento”, diz o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, em São Paulo, os frigoríficos seguem testando patamares de preços mais baixos, encontrando alguma relutância dos produtores.

“Por outro lado, a boa demanda por exportação ainda é um ponto importante de suporte, com o Brasil ainda exportando volumes expressivos de carne bovina”.

  • São Paulo: R$ 319,25 (R$ 325,25 ontem)
  • Goiás: R$ 301,25 (R$ 303,57 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 312,94 (R$ 313,53 na segunda)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,16 (R$ 312,95 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 320,82 (R$ 320,74)

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados, mas o viés ainda é de alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale destacar que a preferência da população ainda recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 25,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,7672 para venda e a R$ 5,7652 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7574 e a máxima de R$ 5,8064.



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Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA



Os preços da soja ficaram mistos no Brasil nesta terça-feira. O atraso na entrada da safra nova tem criado uma disputa entre a indústria doméstica e o mercado de exportação. Em algumas regiões, no interior, a indústria paga acima da paridade de exportação, o que facilita a realização de negócios. Nos portos, o dia foi travado, com as tradings sem espaço para negociar.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço se estabilizou em R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço permaneceu em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 114,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça com perdas predominantes. O aguardado relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe surpresas e, mesmo com corte nos estoques mundiais e na safra argentina, o quadro ainda é de amplo abastecimento.

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USDA

A frustração com o USDA, a perspectiva de chuvas na Argentina e a preocupação com possíveis retaliações envolvendo produtos agrícolas americanos após Donald Trump ter confirmado sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio compuseram um cenário de pressão.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,366 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 118,82 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 50,7 bushels por acre. Os números são os mesmos indicados em fevereiro.

Os estoques finais estão projetados em 380 milhões de bushels ou 10,34 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 382 milhões de bushels ou 10,39 milhões de toneladas. O USDA manteve a projeção de janeiro.

O USDA manteve a previsão de esmagamento em 2,410 bilhões de bushels. Para as exportações, também não houve mudança e a previsão permanece em 1,825 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 420,76 milhões de toneladas. Em janeiro, o número era de 424,26 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,97 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 124,34 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 128,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. O mercado esperava um aumento na atual temporada para 170 milhões de toneladas.

Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi reduzida de 52 milhões de toneladas para 49 milhões de toneladas. O mercado apostava em 50,6 milhões de toneladas.

As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar ou 0,57% a US$ 10,43 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,60 1/4 por bushel, perda de 5,25 centavos ou 0,49%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,29% a US$ 296,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,13 centavos de dólar, com baixa de 0,40 centavo ou 0,87%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,29%, negociado a R$ 5,7672 para venda e a R$ 5,7652 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7574 e a máxima de R$ 5,8064.



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Brasil exportou menos café em janeiro, mas receita foi 60% maior


O Brasil exportou 3,977 milhões de sacas de 60 kg de café em janeiro de 2025, redução de 1,6% em relação aos 4,042 milhões de sacas apurados no primeiro mês do ano passado, conforme relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Porém, em receita, há incremento de 59,9% no mesmo intervalo comparativo, com o ingresso de divisas saltando de US$ 823 milhões para os atuais US$ 1,316 bilhão.

“Por estarmos em período de entressafra no Brasil e continuarmos enfrentando intensos gargalos logísticos, podemos considerar como boa a performance das exportações, em janeiro, quando comparadas com o mesmo período de 2024. Já o incremento na receita cambial, na casa dos 60%, ratifica o efeito das altas dos preços que já vem desde longo período”, analisa o presidente da entidade, Márcio Ferreira.

Tipos de café

Em janeiro, o café arábica, com a emissão de 3,278 milhões de sacas ao exterior, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil. Esse volume equivale a 82,4% do total embarcado, mesmo implicando leve queda de 0,3% frente a janeiro de 2024, mostra o relatório do Cecafé.

Na sequência, vieram os cafés canéforas (conilon + robusta), apesar de recuo de 28,9 pontos percentuais na comparação anual. No primeiro mês deste ano, o país remeteu 328.074 sacas ao exterior dessa espécie, o que gerou uma representatividade de 8,3% nas exportações totais.

Completam a lista os segmentos do café solúvel, com 365.598 sacas, avanço de 24,8% e 9,2% do total, e do produto torrado e moído, com 4.968 sacas (+156,6% e 0,1% de representatividade).

“Os cafés industrializados puxaram a fila do bom desempenho em janeiro. Todavia, não podemos deixar de notar a redução no volume dos canéforas, que foi motivada, principalmente, pelo fato de o café concorrente do Vietnã, desde a entrada da safra, em novembro, ter se tornado bem mais competitivo em termos de preço. Esse movimento deve continuar nos próximos meses, no mínimo, até a colheita da safra nacional de conilon e robusta, em maio”, comenta Ferreira.

Ele analisa, ainda, a leve redução no volume de arábica remetido ao exterior. “Também é possível notar outras origens mais competitivas do que o Brasil, em especial no que se refere a cafés naturais finos e aos de peneiras maiores em relação aos nossos cafés semi-lavado ou cereja descascado. Essa tendência, quando falamos em volume, deve permanecer, similar ao que prevejo aos canéforas, até a entrada da próxima safra de arábica brasileira”, completa.

Principais destinos

Entre os principais destinos do café brasileiro no mês passado, destacam-se:

  • Estados Unidos: importação de 713.348 sacas, 17,9% do total (+3,1% na comparação com janeiro de 2024)
  • Alemanha: 457.569 sacas, 11,5% de representatividade (-35%)
  • Itália: 262.809 sacas (+31,2%);
  • Japão: 247.840 sacas (+15,5%); e
  • Bélgica: 206.283 sacas (-50,4%).

Mesmo com os cafés vietnamitas e indonésios mais competitivos que os canéforas nacionais em janeiro, o Brasil ainda ampliou seus embarques de café verde para ambos os destinos asiáticos, em 387,2% (51.963 sacas) e 95,3% (37.562 sacas), respectivamente.

“As exportações para Vietnã e Indonésia são de contratos fechados em meados do ano passado, quando nossos conilon e robusta eram mais competitivos. Esses cafés, em verdade, já deveriam ter saído de nosso país se não fossem, principalmente, os gargalos logísticos nos portos brasileiros, que impediram o embarque de 1,8 milhão de sacas em 2024 devido a constantes atrasos de navios e alterações de escalas”, afirma Ferreira.

Também para esses destinos, a tendência é de redução nos próximos meses, diz o presidente do Cecafé.

Cafés diferenciados

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O relatório da entidade mostra que os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 25,4% das exportações totais brasileiras no mês passado, com a remessa de 1,012 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 24,5% superior ao registrado em janeiro de 2024.

A um preço médio de US$ 388,35 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 393 milhões, o que correspondeu a 29,9% do obtido com todos os embarques de café no primeiro mês deste ano. No comparativo anual, o valor foi 113,1% maior do que o registrado em janeiro de 2024.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, os Estados Unidos também ficaram na liderança, com a compra de 206.657 sacas, o equivalente a 20,4% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, apareceram:

  • Bélgica: 135.216 sacas e representatividade de 13,4%;
  • Alemanha: 134.749 sacas (13,3%);
  • Japão: 67.181 sacas (6,6%); e
  • Holanda (Países Baixos): 57.869 sacas (5,7%)

A respeito dos portos que mais embarcam o café nacional, o Porto de Santos permaneceu como o principal exportador dos cafés do Brasil em janeiro, com 2,996 milhões de sacas e representatividade de 75,3% no total.

Na sequência, apareceram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 21% dos embarques ao remeter 834.220 sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 35.995 sacas e teve representatividade de 0,9%.

Safra 24/25

Cultura de Café ArábicaCultura de Café Arábica
Foto: Gilberto Marques

As exportações brasileiras de café, no acumulado de julho de 2024 a janeiro de 2025, totalizaram 30,147 milhões de sacas, gerando o ingresso de US$ 8,522 bilhões no país, mostra o relatório do Cecafé.

Na comparação com o primeiro septimestre da temporada 2023/24, foram registrados crescimentos de 11,3% em volume e 60,3% em receita cambial.

Os dois desempenhos são os maiores da história para esse intervalo de sete meses de um ano safra cafeeiro no Brasil e foram impulsionados pelos recordes alcançados, em sacas e dólares, com os embarques de café verde e industrializado, principalmente o produto solúvel.



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Colheita do feijão avança, mas estiagem afeta qualidade


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), a colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está em fase final nas regiões que adotam o cultivo em duas safras. A produtividade segue variável, dependendo do uso de insumos e das condições climáticas durante o ciclo produtivo.

Os grãos colhidos nas lavouras mais precoces apresentam peso e qualidade adequados, garantindo boa aceitação no mercado. No entanto, a qualidade dos grãos colhidos recentemente caiu significativamente, afetando a rentabilidade dos produtores. A produtividade média alcançada no estado está estimada em 1.600 kg por hectare.

Na região de Ijuí, 86% da área já foi colhida, mas a produtividade das lavouras de sequeiro caiu, resultando em grãos com tegumento enrugado, tamanho reduzido e coloração pálida. Além disso, a umidade extremamente baixa dos grãos tem dificultado a colheita, exigindo cuidados adicionais para evitar perdas. O rendimento médio ficou em 1.900 kg/ha.

Já na região de Pelotas, o ciclo produtivo ainda está em andamento. Atualmente, 8% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 20% no enchimento de grãos, 19% em maturação e 43% já foram colhidos. A produtividade varia entre 1.200 e 1.500 kg/ha, com algumas áreas alcançando 1.800 kg/ha.

Em Santa Maria, as lavouras semeadas mais cedo (70% da área) tiveram bons resultados, enquanto as demais foram fortemente impactadas pela estiagem, comprometendo a produção.

Na região de Soledade, onde a colheita já foi concluída, a produtividade média ficou em 1.500 kg/ha, e a qualidade do produto foi considerada satisfatória.

Nos Campos de Cima da Serra, onde a semeadura ocorre mais tarde (final de dezembro e início de janeiro), as lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e floração. A sanidade das plantas é adequada, e os produtores realizam pulverizações para o controle de pragas e doenças.





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USDA mantém estimativas para a safra do Brasil



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de fevereiro, com atualizações importantes sobre a safra de soja para 2024/25. A projeção mundial foi ajustada para 420,76 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para a temporada 2023/24, a estimativa permanece em 394,97 milhões de toneladas.

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Os estoques finais para 2024/25 também sofreram um corte, passando de 128,4 milhões de toneladas para 124,34 milhões, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões. Para 2023/24, os estoques estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Em relação à produção brasileira, o USDA manteve a previsão para 2023/24 em 153 milhões de toneladas e a estimativa para 2024/25 foi confirmada em 169 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, esperava um aumento para 170 milhões de toneladas na temporada atual.

Soja na Argentina

Para a Argentina, a projeção de safra de 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Contudo, a previsão para 2024/25 foi revista para baixo, de 52 milhões para 49 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 50,6 milhões do mercado.

Importações chinesas

As importações chinesas de soja foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2023/24, enquanto para a próxima temporada a previsão é de 109 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao mês anterior.

Estados Unidos

O relatório de fevereiro do USDA também trouxe atualizações sobre a soja nos Estados Unidos, sem grandes mudanças em relação à previsão de janeiro. A produção de soja para a safra 2024/25 é estimada em 4,366 bilhões de bushels (equivalente a 118,82 milhões de toneladas), com produtividade projetada em 50,7 bushels por acre.

Os estoques finais para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa de 382 milhões de bushels (10,39 milhões de toneladas) do mercado. O USDA manteve as estimativas de esmagamento e exportações, que permanecem em 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhões de bushels, respectivamente.



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