quarta-feira, julho 8, 2026

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Acordo com BNDES permitirá à Conab expandir capacidade operacional sem novos aportes



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, nesta quarta-feira (12), um acordo para a desmobilização de imóveis não utilizados pela estatal, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento de grãos no país.

A iniciativa permitirá um incremento de 33% na capacidade operacional da Conab, elevando a capacidade de estocagem de 900 mil para 1,2 milhão de toneladas.

O acordo prevê a venda de nove imóveis, incluindo oito armazéns desativados e um pavimento comercial, que atualmente geram custos de manutenção sem atender às necessidades logísticas da companhia, segundo a Conab. Os bens estão avaliados em aproximadamente R$ 175 milhões.

Os recursos obtidos com a negociação serão reinvestidos na modernização das estruturas de armazenamento da Conab em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Melhoria operacional e redução de custos

O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou que a parceria oferece uma solução mais rápida e financeiramente segura para fortalecer a infraestrutura da estatal.

“Temos a necessidade de ampliar nossa capacidade operacional e encontramos uma alternativa que valoriza os ativos da companhia. A ampliação da capacidade de armazenamento garantirá melhores condições para a gestão dos estoques reguladores e para o suporte ao setor agropecuário”, afirmou.

A modelagem de negócios será conduzida pelo BNDES, que buscará viabilizar parcerias público-privadas para a desmobilização dos ativos.

“É um projeto de valorização de ativos e aumento de investimentos da Conab”, ressaltou o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa.

O contrato entre as instituições terá validade de 36 meses, podendo ser prorrogado até o limite de 60 meses. Além da ampliação da capacidade de armazenamento, o acordo visa reduzir custos operacionais, otimizar a logística da estatal e garantir a continuidade das ações públicas desempenhadas pela Conab.

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, disse que a parceria representa um avanço na estruturação financeira da Conab sem necessidade de recursos orçamentários.

“Estamos promovendo um fortalecimento da Conab por meio de um modelo que equaciona as finanças da estatal e permite a expansão dos serviços prestados ao setor agrícola”, destacou.

Além do presidente da Conab e do ministro do MDA, participaram do evento diretores da estatal, executivos do BNDES e representantes da Embrapa. O plano de modernização dos armazéns integra uma estratégia mais ampla de aprimoramento da logística de armazenamento no país, garantindo maior eficiência na regulação dos estoques e no suporte ao escoamento da produção agropecuária.



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Paraná e Mato Grosso do Sul anunciam parceria em infraestrutura logística para o agro



Uma parceria para investimentos no agronegócio entre os governos do Paraná e de Mato Grosso do Sul, estados que fazem divisa, foi anunciada nesta quarta-feira (12) durante o Show Rural Coopavel 2025, em Cascavel, município do oeste paranaense.

A aliança estratégica de investimentos no setor visa a infraestrutura e as alternativas logísticas entre os territórios. Agora, junto com a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Sistema Ocepar), as duas unidades federativas devem alinhar o pacote orçamentário para essa demanda.

De acordo com o secretário do Planejamento do Paraná, Guto Silva, a parceria ultrapassa a questão logística, sendo também direcionada à educação de crédito das cooperativas.

“Isso significa menos custo na produção e esse recurso significa dinheiro no bolso do produtor. Estamos muito felizes em poder avançar com esse tipo de parceria, de diálogo para que a gente consiga acompanhar com os governos estaduais essa evolução produtiva que ambos os estados têm vivenciado”.

Segundo ele, o aumento da produção agropecuária e da atividade econômica como um todo naturalmente aumentam a demanda por mais infraestrutura. “Quando a gente fala de infraestrutura, não estamos pensando apenas em rodovia; tem a ferroviária, tem gás, tem a questão da eletrificação […]”

Já o consultor de empresas Valter Campagnolo ressaltou que o Brasil precisa desse tipo de parceria. “O nosso estado do Paraná e também os vizinhos, como Mato Grosso do Sul, nós precisamos nos unir em torno dessas causas, tanto para o fluxo dos produtos, das safras, quanto para toda a logística e todo o desenvolvimento. As divisas entre os estados não deveriam ser empecilho para qualquer desenvolvimento”.



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veja os preços médios da arroba pelo Brasil


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais baixos nas principais regiões do país. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o surpreendente avanço da oferta de fêmeas pode ser atribuído como principal justificativa para o movimento.

“Até mesmo em Mato Grosso, um mercado que até então contava com certa acomodação dos preços, já são evidenciadas tentativas de compra em patamares mais baixos. Ao mesmo tempo, os frigoríficos se deparam com avanço de suas escalas de abate e devem continuar exercendo pressão sobre o mercado”, disse.

  • São Paulo: R$ 318,98
  • Goiás: R$ 300,36
  • Minas Gerais: R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,14
  • Mato Grosso: R$ 319,96

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados. No entanto, o viés ainda é de alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale destacar que a preferência da população ainda recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, disse Iglesias.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 25,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,7627 para venda e a R$ 5,7607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7432 e a máxima de R$ 5,7877.



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Quebra de safra de noz-pecã no RS pode chegar a 40% em 2025



A safra de noz-pecã do Rio Grande do Sul pode ter quebra de 40% da safra, estima o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

A projeção é de que sejam colhidos entre quatro a cinco mil toneladas. “Após perdas devido às enchentes de maio, logo após a abertura oficial da colheita, os produtores de pecã enfrentam outro desafio: forte calor e chuvas insuficientes”, diz a entidade em nota.

No comunicado, o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, conta que a entidade busca um regime tributário diferenciado para a pecã, “a exemplo do que foi conquistado pelos produtores de oliveiras e azeites de oliva e que passou a valer a partir de janeiro deste ano, com redução de 12% para 4% no ICMS”.

“O argumento do instituto é de que este tratamento tributário incentivaria os produtores a ingressarem na formalidade e traria mais competitividade à pecã frente a outras nozes e castanhas, bem como maior ingresso de receitas, com o aumento do consumo”, disse o IBPecan.

Maior produtor de noz-pecã do Brasil

Conforme a entidade, durante a reunião, Wallauer teria defendido a adoção de sistemas de irrigação, lembrando que é o quarto ano com estiagem no território gaúcho. A demanda será levada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural e Irrigação (Seapi).

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pecã do Brasil, com mais de 80% da produção nacional. O estado sedia mais de 90% da indústria de beneficiamento, recebendo a produção gaúcha, catarinense e paranaense.

“A estimativa é de 10,5 mil hectares plantados por pouco mais de 2 mil produtores, a maioria composta por agricultores familiares. Além de abastecerem o mercado interno, o excedente da produção é exportado para Ásia, Oriente Médio, Europa, Canadá e Estados Unidos”, informa a entidade.



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Poucos negócios; confira onde os preços da soja caíram no Brasil



O mercado brasileiro de soja movimentou lotes pequenos nesta quarta-feira (12). Além disso, de acordo com a Safras & Mercado, houve indicação de negócios nos portos, mas com entrega e pagamentos alongados.

Na indústria, da mesma forma, os volumes foram pouco expressivos. Os preços, neste caso, ficaram firmes. Informações da consultoria afirmam que quem tem necessidade de originar acaba pagando mais caro, acima da paridade de exportação.

No geral, os preços caíram no dia, porém, ficaram nominais. A Bolsa de Chicago caiu, o que contribuiu com a retração doméstica. Os prêmios um pouco melhores impediram quedas mais expressivas no mercado físico.

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A Safras explica que há muitos contratos em execução. Os produtores estão focados na colheita. Assim, a comercialização deve ser em menores volumes em fevereiro.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 112,00 para R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo retorno das chuvas na Argentina, aliviando o estresse hídrico e, ao menos, estancando a perda no potencial produtivo.

USDA

Os agentes também se mostraram decepcionados com o relatório divulgado na terça pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sem grandes alterações e confirmando uma ampla oferta mundial da oleaginosa.

Os dados também informam que os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25 estão projetados pelo USDA em 380 milhões de bushels ou 10,34 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 382 milhões de bushels ou 10,39 milhões de toneladas. O USDA manteve a projeção de janeiro.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 420,76 milhões de toneladas. Em janeiro, o número era de 424,26 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,97 milhões de toneladas.

Além disso, os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 124,34 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 128,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. O mercado esperava um aumento na atual temporada para 170 milhões de toneladas.

Argentina

Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi reduzida de 52 milhões de toneladas para 49 milhões de toneladas. O mercado apostava em 50,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar ou 1,5% a US$ 10,27 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,45 3/4 por bushel, perda de 14,50 centavos ou 1,36%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,84% a US$ 294,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,66 centavos de dólar, com baixa de 0,47 centavo ou 1,01%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, negociado a R$ 5,7627 para venda e a R$ 5,7607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7432 e a máxima de R$ 5,7877.



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Meia tonelada de defensivos agrícolas proibidos no Brasil é apreedida



Ação coordenada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil apreendeu 500 kg de defensivos agrícolas de origem estrangeira com entrada irregular no país.

A operação ocorreu na BR-163, no perímetro urbano do município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

A abordagem foi realizada em uma caminhonete Fiat Strada, onde os agentes identificaram sacos rotulados como fertilizantes.

No entanto, ao verificarem o conteúdo, constataram que se tratava dos defensivos sem registro de uso no Brasil.

O uso desse tipo de produto representa um grave risco à saúde pública e ao meio ambiente, devido à falta de certificação e à proibição de sua importação.

O condutor, o veículo e a carga foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil em Lucas do Rio Verde para os procedimentos cabíveis.



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‘Fico orgulhoso em representar minha instituição e o trabalho respeitado que fazemos’, diz Julio Cezar Franchini



O prêmio Personagem Soja Brasil de hoje conta a história de Julio Cezar Franchini, pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja. Natural de Londrina, no Paraná, Julio dedica suas pesquisas aos desafios de produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos, com um trabalho focado na inovação e desenvolvimento de práticas agrícolas mais eficientes.

Filho de um mineiro e uma paulista que se mudaram para o Paraná na década de 50 para trabalhar com café, Julio cresceu em um ambiente onde a educação era valorizada, apesar das dificuldades da época. Seus pais, com pouca formação escolar, sempre enfatizaram a importância do estudo e, mesmo com as dificuldades no meio do caminho, garantiram a oportunidade de aprendizado para o filho. O apoio possibilitou que ele se tornasse um pesquisador de destaque na Embrapa, com grande orgulho de representar a instituição e a ciência brasileira.

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Em relação à pesquisa no Brasil, Julio afirma que as portas estão abertas, com muitas oportunidades pela frente. Ele destaca que diversos grupos de pesquisa estão se fortalecendo em diferentes regiões do país, o que promete ampliar as perspectivas para a agricultura nacional. A colaboração entre equipes com habilidades interdisciplinares é essencial para o avanço da pesquisa, gerando resultados práticos e sustentáveis para o setor.

Durante dez anos, Julio trabalhou no Mato Grosso, onde enfrentou um grande desafio: o nematoide das lesões radiculares, o Pratylenchus. Na época, o problema era uma novidade, e o grupo de pesquisa teve que atuar intensamente para entender a doença e desenvolver estratégias eficazes.

A solução envolveu a criação de um manejo integrado, que inclui a correção da acidez do solo e a diversificação de culturas. Julio também ressaltou o papel fundamental da agricultura digital, que tem o poder de otimizar o uso dos sistemas de produção e tornar as práticas agrícolas mais eficientes.

Dentro de sua área de atuação, o grupo de Julio desenvolveu o DRES, uma metodologia de diagnóstico rápido da estrutura do solo. Essa ferramenta inovadora permite uma análise visual e participativa diretamente no campo, junto ao produtor, para avaliar a qualidade da estrutura do solo e auxiliar na implementação de práticas mais eficazes.

No âmbito pessoal, Julio compartilhou com orgulho que seu filho, de 10 anos, já expressa o desejo de seguir seus passos e tornar-se pesquisador da Embrapa. Esse desejo reflete o impacto da pesquisa na vida de Julio e sua família, além da esperança de que a paixão pela ciência seja transmitida às novas gerações, mantendo vivo o legado de dedicação à inovação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Onda de calor deve acabar?


A onda de calor que atinge a região Centro-Sul do Brasil está com os dias contados. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, a chegada de uma frente fria deve amenizar as temperaturas extremas registradas nos últimos dias. No entanto, o alívio será gradual e virá acompanhado de chuvas intensas e risco de tempestades, especialmente no Sul do país.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas continuam elevadas, podendo alcançar 40°C no Rio Grande do Sul e 33 a 35°C no litoral de Santa Catarina até quarta-feira (12). De acordo com Rodrigues, os primeiros sinais da frente fria já começaram a ser observados no sul gaúcho na tarde desta terça-feira. “Os primeiros sinais da influência dessa nova frente fria, já vem sendo registrados ao sul do Rio Grande do Sul na tarde desta terça-feira. A expectativa é de que o sistema avance pelo sudeste do estado durante a quarta-feira, promovendo chuvas expressivas, com acumulados de até 40 mm no decorrer do dia.”, explica Rodrigues.

Entretanto, antes da chegada do ar mais frio, a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná ainda sentirão as termperaturas elevadas devido ao efeito pré-frontal, quando o ar quente se acumula antes da chegada de uma frente fria.

Segundo Rodrigues, na quinta-feira (13), a frente fria deverá provocar chuvas bem distribuídas no Rio Grande do Sul, litoral catarinense e litoral paranaense, com acumulados pontuais de até 30 mm em cidades como Criciúma e Jaraguá do Sul (SC). Além disso, o sistema pode influenciar as condições de chuva em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ainda que de forma mais isolada.

A redução nas temperaturas deve ser mais evidente na quinta-feira, com os termômetros tendo marcas entre os 25 e 28°C em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em algumas áreas, como oeste gaúcho e Vale do Itajaí, os termômetros ainda podem registrar marcas acima dos 30°C, mas sem o calor extremo registrado nos últimos dias. “Essa frente fria traz um alívio para a onda de calor, mas não significa que as temperaturas estarão baixas. Em algumas regiões, a queda será menos expressiva”, destaca Rodrigues.

Na sexta-feira (14), o sistema de chuva se desloca para o oceano, deixando apenas instabilidades residuais no norte de Santa Catarina, leste do Paraná e sudeste de São Paulo. Com isso, uma nova massa de ar seco voltará a influenciar o tempo no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

Essa mudança trará novas elevações de temperatura durante o final de semana, porém, segundo Rodrigues, os valores não devem atingir os recordes observados no primeiro decênio de fevereiro. “Essas temperaturas mais elevadas do final de semana, aliadas ao processo de formação de uma segunda frente fria, devem contribuir também para a formação de nuvens de tempestade na região sul”, alerta o meteorologista.

O risco de chuvas acima dos 50 mm será maior na região de São Borja (RS), além da possibilidade de granizo e vendavais, podendo causar danos às lavouras.

Embora a redução no calor e as chuvas, previstas com mais frequência nos próximos dias, as condições das lavouras já foram severamente afetadas. De acordo com Rodrigues, a cultura da soja no Rio Grande do Sul foi uma das mais afetadas, já que se encontra entre o desenvolvimento vegetativo ao enchimento de grãos, passando pela floração num período de restrição hídrica e estresse térmico.





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Produtor de cafés especiais amplia produtividade com uso de remineralizador


Um dos principais produtores de cafés especiais da Bahia, o agricultor Idimar Paes viu sua produção crescer consideravelmente nos últimos anos, com o uso de remineralizador, um insumo mineral extraído de rochas vulcânicas.

Ele cultiva 25 hectares de cinco variedades do café arábica, em Barra do Choça, no Planalto baiano, e há algum tempo apostou na tecnologia para manejo e preparação do solo na propriedade.

O remineralizador, foi o produto escolhido e já vem rendendo bons frutos para o agricultor. Idimar decidiu iniciar o uso após a indicação de um consultor agronômico.

“Apostei nesta substância pois ela prometia uma modificação do solo, um aumento de sua eficiência. Como defendo o uso de produtos naturais, resolvi testar”, conta Idimar, que possui a propriedade há 30 anos e acredita em uma agricultura regenerativa e de menos impacto ao meio ambiente.

Em três anos de uso do produto, Idimar viu o crescimento da sua produtividade acontecer através de um solo mais fértil e preparado.

Ele colhe de 600 a 700 sacas de cafés em cada ciclo na produção sequeiro, o que inclui em média até 60 kg por hectare.

“Começamos a disponibilizar no solo alguns nutrientes que não estavam disponíveis, produtos que a planta não absorvia antes. Isso fez toda a diferença”, afirma o produtor de café.

O remineralizador

O remineralizador de solo é um material de origem mineral extraído de rochas vulcânicas que altera os índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes para as plantas.

O produto também promove a melhoria das propriedades físico-químicas e da atividade biológica do solo, resultando em alta produtividade e performance para as mais variadas culturas.

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Foto: Divulgação

Além disso, é produzido a partir de rocha granulito, registrado no Ministério da Agricultura e possui todas as certificações de qualidade.

Gestor comercial da Vulcano Agrominerais, empresa responsável pela produção do remineralizador, Stéfano Lima, conta que o produto produzido por eles já é utilizado em 12 estados brasileiros e mais de 30 culturas.

“Além do café, já observamos bons resultados do Vulcano em culturas como a cana-de-açúcar e os grãos em geral, principalmente no Nordeste, região onde estão a maior parte das nossas áreas de aplicação”, afirma.

Benefícios

Ao todo, o produto já foi utilizado em mais de 8 mil hectares pelo país. “São hectares de solo remineralizado que agora se tornaram mais férteis e propícios ao desenvolvimento a longo prazo”, finaliza Stéfano.

As áreas que utilizam o remineralizador no Brasil estão localizadas principalmente nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Cidades como Neópolis (SE) e Petrolina (PE), além do oeste baiano em geral, são algumas das que mais se destacam.

Ainda de acordo com o produtor baiano, a grande vantagem do produto é a diminuição da adubação química.

“Com os custos de produção muito altos que nós temos hoje em dia, este é um produto que você consegue ainda um preço razoável”, defende Idimar Paes.


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