terça-feira, julho 7, 2026

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Frente fria traz chuva de 100 mm e onda de calor supera 40°C: a semana promete! Confira



A semana entre 17 e 21 de fevereiro será marcada por chuvas intensas nas regiões Sul e Norte , além de uma onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e uma frente fria estacionária influenciam as condições climáticas nas diferentes regiões do país.

Confira a previsão do tempo para o período, com dados da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

Uma frente fria continua atuando sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando chuvas acima de 100 mm e temporais ao longo da semana. Os volumes elevados ajudam a repor a umidade do solo e a recuperar as lavouras, mas inviabilizam os trabalhos em campo.

No sul do Paraná, a chuva pode acumular 50 mm, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras. No norte do estado, os volumes serão menores, em torno de 20 mm, reduzindo o estresse hídrico das plantações. Há previsão de rajadas de vento superiores a 70 km/h e queda de granizo, com risco de danos a estruturas.

Sudeste

A onda de calor persiste na região, com temperaturas acima de 40 °C no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais.

As pancadas de chuva serão passageiras e isoladas, com 20 a 30 mm no sul de São Paulo e regiões próximas ao Paraná, podendo vir acompanhadas de rajadas de vento de até 50 km/h.

No nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de trovoadas no fim da tarde, favorecendo a umidade para os cafezais. No restante da região, o tempo seco acelera os trabalhos em campo, mas exige atenção com a baixa umidade do ar, inferior a 30%.

Centro-Oeste

A semana será quente e seca em Goiás, centro-norte de Mato Grosso do Sul e leste de Mato Grosso, com chuvas de apenas 5 a 10 mm, favorecendo a colheita da soja e o plantio do milho safrinha.

No oeste de Mato Grosso, a precipitação será maior, entre 60 e 70 mm, desacelerando as operações agrícolas. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva retorna com 50 mm, e há risco de rajadas de vento intensas.

Apesar das chuvas irregulares, a semeadura da safra de algodão 2024/2025 será finalizada em Mato Grosso e Goiás.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas intensas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, com acumulados superiores a 70 mm. A umidade favorece o desenvolvimento das lavouras, mas prejudica a semeadura do algodão no Maranhão.

Nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia, pancadas de chuva de 10 a 20 mm devem melhorar as condições para os produtores. No restante da Bahia, o tempo firme favorece a realização dos tratos culturais.

Norte

A ZCIT também mantém chuvas fortes no Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, com volumes acima de 100 mm.

Os altos acumulados dificultam a semeadura da safra de verão, além de aumentar os riscos de doenças fúngicas nas lavouras e proliferação de parasitas no gado em confinamento. Apesar do volume de chuva, os níveis dos rios seguem abaixo do esperado para o período, mas ainda garantem a navegação fluvial.



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produtores familiares quadruplicam produtividade de robustas amazônicos


O cultivo de variedades de café clonal conhecidas como robustas amazônicos, associado a outras tecnologias recomendadas pela Embrapa, tem possibilitado lavouras mais produtivas e grãos de qualidade em propriedades rurais familiares da Amazônia.

Produtores do Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima têm conseguido quadruplicar a produção, em relação a cultivos seminais, saindo de uma produtividade de 20 a 30 sacas de 60 quilos de café em grãos por hectare para até 120 sacas. Esse resultado garante mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais.

Os cafés robustas amazônicos são cultivados há décadas na Amazônia e, nos últimos dez anos, ganharam visibilidade no mercado e a preferência dos cafeicultores da região. A atividade iniciou com agricultores de Rondônia e se expandiu entre produtores de outros estados, que passaram a renovar antigos cafezais seminais e implantaram novos plantios com variedades clonais.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre Aureny Lunz, os cafés seminais apresentam alta variabilidade genética, fator que limita a produção e torna a cultura pouco competitiva.

“Já os cafés clonais robustas amazônicos, além de altamente produtivos, proporcionam maturação uniforme, essencial para obtenção de grãos de qualidade, e o uso de variedades precoces ou tardias permite planejar a colheita. Esses materiais genéticos, aliados a tecnologias de manejo, conferem à cafeicultura expressiva capacidade de gerar renda e agregar valor à produção familiar e elevam o potencial de transformação da cultura, ainda mais visível na vida de pequenos produtores”, destaca.

Salto na produtividade

De acordo com Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia, a cafeicultura na Amazônia evoluiu de um modelo quase extrativista para uma produção tecnológica sustentável. A atual média de produção de estados como Acre (45 sacas por hectare) e Rondônia (52 sacas), em nada lembra a produtividade de um passado recente, que raramente superava 10 sacas por hectare.

“Alcançamos avanços significativos na cultura e dispomos de tecnologias que possibilitam aproveitar todo o potencial agronômico dos clones de cafés robustas amazônicos e elevar a produção. Por isso, é comum encontrar propriedades familiares com produtividade de 120 a 150 sacas de café por hectare e algumas lavouras superam 200 sacas”, ressalta o pesquisador.

O agricultor Wanderlei de Lara, morador de Acrelândia, principal polo de produção de café do Acre, plantou os primeiros clones de robustas amazônicos em 2016, depois de conhecer, junto a outros produtores, a experiência de cafeicultores de Nova Brasilândia, em Rondônia. Ele conta que esses cafés possibilitaram um salto na produtividade, resultado da qualidade genética dos materiais clonais e adoção de práticas adequadas de manejo e irrigação das lavouras.

“Saímos de 20 sacas de 60 quilos, com os cafés seminais, para 100 sacas por hectare. Na safra de 2024 produzimos 120 sacas por hectare, comercializadas entre R$ 1.200 e R$ 1.300, cada”, relata o produtor, informando que o retorno econômico na atividade possibilitou modernizar a produção e a infraestrutura da propriedade.

“Hoje, vendemos o nosso café todo torrado e moído, pronto para ser embalado. Minha família tem melhores condições de trabalho e uma vida mais confortável, graças à cafeicultura clonal”, enfatiza Lara, que também investe na produção de café fermentado, produto vendido pelo dobro do preço do café em coco.

Negócio familiar rentável

No Juruá, uma das regionais do Acre, o café é cultivado há mais de duas décadas, mas a produção ganhou força a partir de 2021, com a criação da Cooperativa dos Cafeicultores do Vale do Juruá (Coopercafé), iniciativa que reúne 92 produtores familiares e incentiva o uso de clones robustas amazônicos em pequenas propriedades.

Na propriedade do agricultor Romualdo da Silva, em Mâncio Lima (AC), a produção chama a atenção pelo vigor do cafezal e os resultados alcançados possibilitaram a criação do café Vô Raimundo, já disponível em mercados locais.

“Somente com o uso de clones adequados, manejo nutricional baseado nas necessidades das plantas e um sistema de irrigação eficiente, a cultura evoluiu. Produzimos 120 sacas de grãos em uma área de 1,2 hectares, um desempenho produtivo excelente. Com o apoio da cooperativa, adequamos a propriedade para um processo de produção que vai do campo à xícara e transformamos a atividade em um negócio familiar rentável. Ver o nosso café nas prateleiras de supermercados é a realização de um sonho”, declara o agricultor.

Para a agrônoma da Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), Michelma Lima, a cafeicultura é uma atividade em expansão na Amazônia, processo fruto de investimentos em tecnologias.

“No Acre, o aumento da área cultivada e da eficiência produtiva na cafeicultura é prioridade do programa de fortalecimento da produção agrícola do estado. Além de excelentes ganhos no rendimento dos cafezais, o acesso dos produtores a clones adaptados à região e à assistência técnica continuada reduz custos na produção”, avalia.

Café robusta amazônicoCafé robusta amazônico
Foto: Rafael Rocha/Embrapa

Cafeicultura gera turismo rural sustentável

Outro exemplo de como a cafeicultura tem ajudado a transformar a produção familiar e a vida no campo é a família Bento, de Cacoal (RO), que mantém uma produtividade de 100 sacas de café por hectare, desempenho que gera renda para cinco famílias no Sítio Rio Limão.

O trabalho compartilhado e os investimentos em tecnologias de cultivo e para melhoria da qualidade dos grãos tornaram a propriedade uma referência em cafés robustas amazônicos de excelência e em turismo rural sustentável na Amazônia.

O produtor Ronaldo Bento afirma que a colheita no tempo certo e os processos de secagem e fermentação bem orientados, além de procedimentos adequados no armazenamento, transformaram o perfil sensorial dos grãos, resultando em um café especial, premiado em concursos estaduais e nacionais. A qualidade e notoriedade do produto chamou a atenção de turistas e, nos últimos cinco anos, a propriedade já recebeu visitantes de mais de 20 países.

“Atendemos cerca de dois mil turistas por mês, que buscam conhecer as lavouras e o processo produtivo e degustam um típico café colonial. Vendemos uma média de 200 quilos de café por semana, somente na propriedade. Cada embalagem com 500 gramas de café comum ou 250 gramas de café gourmet custa 25 reais. Além disso, nosso café abastece mercados locais e de outros estados. Produzir café está no nosso sangue. Não imagino minha família em outra atividade”, enfatiza Bento.

Café indígena

Os cafés robustas amazônicos também são cultivados em diferentes terras indígenas e se destacam como vitrine da sociobioeconomia amazônica. Em Rondônia, o “Projeto Tribos”, iniciativa do Grupo 3 Corações, apoiada pela Embrapa, implementa um modelo de produção sustentável que gera renda para cerca de 150 famílias, de oito etnias que habitam as terras indígenas Sete de Setembro e Rio Branco.

“O trabalho se baseia na transferência de tecnologias que preconizam a preservação das florestas, o protagonismo indígena e a qualidade da produção. Entre os resultados alcançados está um café especial, produzido por uma família Suruí, avaliado com nota 100, máxima pontuação atribuída a cafés robustas em premiações, no mundo”, explica o pesquisador Enrique Alves.

Em Roraima, a produção de robustas amazônicos envolve agricultores de diferentes municípios, incluindo indígenas da comunidade Kauwê, na Terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Pacaraima, onde os primeiros cafezais foram implantados em 2020, com apoio da Embrapa.

Idauto Pedrosa Lima cultiva 10 variedades desses cafés, com a participação de toda a família, e o rigor na atividade, especialmente na colheita, seleção e torra dos grãos, resultou em um café indígena com qualidade aprovada por consumidores de diversas partes do mundo.

“Testamos a bebida com a comunidade e a aceitação foi muito positiva. A partir desse resultado, buscamos um nome e uma identidade visual que refletissem a sua origem e batizamos o produto de Café Uyonpa (‘café família’ na língua Macuxi). A produção é vendida para turistas que visitam a Terra Indígena e pela internet e gera uma renda média mensal de R$ 4 mil. Queremos expandir o cultivo e aprimorar ainda mais a produção porque acreditamos que com a cafeicultura podemos melhorar a vida da família e garantir um futuro próspero para filhos e netos”, declara o agricultor.

O analista da Embrapa Roraima, Lourenço Cruz, que acompanha as atividades na Terra Indígena, considera o apoio às famílias indígenas essencial para viabilizar uma atividade econômica sustentável. “Os produtores são comprometidos com a produção de café de qualidade e já estão gerando renda para suas famílias. O projeto tem potencial para ser replicado em outras comunidades indígenas de Roraima”, afirma.

Aproveitamento de áreas degradadas

Segundo o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental (AM) Edson Barcelos, o cultivo de cafés clonais no Amazonas começou há pouco mais de uma década e tem se tornado uma alternativa para o aproveitamento e conversão de áreas alteradas em espaços produtivos.

“A cafeicultura é uma importante atividade econômica para dez municípios amazonenses; a maioria dos cultivos tem até dois hectares e predominam clones Robustas Amazônicos”, destaca.

No município de Silves (AM), a atividade teve início, a partir de 2015, com Unidades de Referência Tecnológica (URTs) implantadas com apoio da Embrapa, na área da Associação Solidariedade Amazonas (ASA), na estrada da Várzea.

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A família Lins, uma das primeiras a aderir à parceria, passou a colher dez vezes o que produzia com o café seminal. Além de boa produtividade e qualidade diferenciada, a atividade, realizada somente em áreas de capoeira, permite conservar a floresta em pé.

Conciliar produção de qualidade e conservação ambiental rendeu à família o prêmio Florada Premiada, na categoria Campeãs Regionais Canéfora, em 2024. Para a matriarca Maria Karimel Lins (a dona Vanda), a conquista é resultado do conhecimento adquirido em capacitações sobre diferentes aspectos da cafeicultura.

“Melhoramos procedimentos de colheita, pós-colheita e os cuidados para manutenção da qualidade dos grãos”, relata a produtora, que acredita que a premiação pode inspirar outros agricultores a valorizar a qualidade e o meio ambiente na produção de café.



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Musk anuncia novo chatbot de IA e promete ser o ‘mais inteligente do mundo’



O bilionário dono da Tesla, Elon Musk, disse neste domingo (16) que lançará a terceira geração de seu chatbot de inteligência artificial (IA), o Grok 3, na segunda-feira (17).

Em publicação no X, rede social de sua propriedade, ele prometeu que a ferramenta será a “mais inteligente do mundo”.

O anúncio acontece em uma crescente concorrência de empresas no mercado de tecnologia, também de olho no ChatGPT, da Open IA, e na chinesa DeepSeek.

Na última semana, também na China, o Baidu afirmou que planeja disponibilizar seu chatbot de IA, Ernie Bot, gratuitamente para usuários de desktop e dispositivos móveis.





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Tarifas de Trump e os impactos na economia mundial



O anúncio de novas tarifas de importação por Donald Trump reacendeu preocupações sobre o protecionismo americano e seus efeitos no comércio global. Entre as medidas, destaque para as taxações sobre aço e alumínio, que podem afetar diversos países, incluindo o Brasil. Mas até que ponto essas políticas realmente representam uma nova guerra comercial?

Embora algumas análises apontem que as tarifas são uma estratégia para pressionar a China, o economista Caio Augusto Rodrigues, do Terraço Econômico, avalia que o impacto no país asiático é indireto.

“Os maiores exportadores de aço e alumínio para os Estados Unidos são Canadá, México e Brasil. Além disso, esses produtos são insumos para a indústria, não bens manufaturados. Isso afetaria bem mais a China”, explica.

Rodrigues lembra que, no primeiro mandato de Trump, tarifas semelhantes entraram em vigor, mas perderam força pouco tempo depois. “Por pressão da própria indústria americana, essas tarifas de 25% foram suavizadas em questão de meses”, afirma.

Nova guerra comercial?

O uso de tarifas por Donald Trump reflete uma estratégia central de sua política comercial, a exemplo das “tarifas recíprocas” anunciadas na última quinta-feira (13). A ideia é impor taxas equivalentes às aplicadas por outros países sobre produtos americanos, como é o caso do etanol brasileiro.

Para o economista, o histórico de Trump sugere que as tarifas funcionam como ferramenta de negociação, em vez de um movimento para uma guerra comercial propriamente dita.

“Baseando-se na gestão anterior de Trump, é mais provável que isso sirva para renegociar acordos e tentar posicionar os EUA em situação mais favorável do que necessariamente uma guerra comercial”, avalia.

Ele também destaca a mudança no tom do discurso do presidente dos Estados Unidos, visto que anteriormente a promessa previa pelo menos 100% de tributação, mas o percentual diminuiu. “Esse começo de Trump II parece ter um certo desespero por entregar promessas mais do que realmente colocar questões relevantes na mesa”.

Efeitos para o Brasil

O Brasil, que tem a China e os Estados Unidos como seus principais parceiros comerciais, precisa adotar uma postura equilibrada para evitar prejuízos. 

“A melhor pedida para o Brasil é agir como o país da diplomacia dos tempos da criação da ONU: baixar a temperatura, falar em união e cooperação com os parceiros”, sugere.

O setor de commodities pode sentir os reflexos da disputa, seja pela queda nos preços devido à menor demanda externa, seja pelo aumento das exportações caso um dos parceiros decida ampliar suas compras. No entanto, Rodrigues alerta para os riscos de uma dependência excessiva de um único mercado.

“Independente de qual seja o parceiro, é sempre melhor diversificar. Aumentar a dependência é aumentar risco”, ressalta o economista.

Impacto global e no consumidor

Com o aumento dos custos de insumos produtivos, os consumidores americanos podem pagar mais caro por itens manufaturados, mesmo que produzidos internamente.

“Só trazer a indústria do mundo todo para a América não será suficiente, porque eles não conseguem produzir todo esse insumo internamente”, explica.

O efeito cascata tende a encarecer produtos ao redor do mundo, atingindo também o Brasil. “O comércio global começa a dar uma reduzida ao passo que seus custos aumentam, o que significa que o mundo inteiro vai acabar pagando mais caro em itens diversos”.

Sobre a postura protecionista do presidente dos Estados Unidos, Rodrigues acredita que dificilmente se manterá no longo prazo.

“Os EUA avançaram muito mais do pós-Segunda Guerra para cá com presença internacional do que com isolacionismo, então é difícil imaginar que essas tarifas amplas como são anunciadas ficarão para sempre”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cozinha Solidária recebe cestas para famílias carentes



A iniciativa faz parte de um esforço governamental




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), realizou, na quinta-feira (13), a entrega de 120 cestas de alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar em Santa Catarina.

Os alimentos serão destinados à Cozinha Solidária do projeto “Além dos Olhos”, no município de São José (SC), que utilizará os produtos para abastecer ações sociais em Florianópolis e São José durante um período de oito semanas.

A iniciativa faz parte de um esforço governamental para garantir o direito à alimentação em regiões afetadas por emergências, como as fortes chuvas que atingiram Santa Catarina em janeiro deste ano.

A Conab é responsável pela aquisição e distribuição dos alimentos, enquanto a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS) identifica as comunidades beneficiadas. Entre os principais públicos atendidos estão povos indígenas, comunidades tradicionais e populações em vulnerabilidade social.





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Tecnologia identifica uso de plástico na agricultura e sugere sistema de logística reversa


Uma das técnicas mais eficientes na agricultura para proteger plantações, melhorar a produtividade e reduzir a aplicação de agroquímicos é o uso da plasticultura em diferentes culturas.

Por isso, produtos plásticos têm sido empregados em larga escala no campo já há algumas décadas. Esse material, porém, ao mesmo tempo que impulsiona a produção agrícola, sem o manejo adequado representa um desafio ambiental de grandes proporções.

Esse cenário levou um grupo de pesquisadores do Centro de Engenharia da Plasticultura (CEP), apoiado pela Fapesp e pela Braskem, a desenvolver um sistema de sensoriamento remoto para detectar áreas agrícolas que adotam a plasticultura no manejo.

A solução usa aprendizado de máquina (machine learning) em séries temporais de imagens de satélite para detectar áreas com plástico agrícola, com precisão próxima de 100%.

Detecção de mulching

Um dos principais focos da pesquisa é a detecção de mulching, uma técnica que usa filme de polietiileno para reduzir o crescimento de plantas daninhas, controlar a umidade e a temperatura do solo. Com ela, a plantação tem o que precisa na medida certa: luminosidade, água e nutrientes.

Por outro lado, o mulching, que deve ser trocado a cada nova safra, pode contribuir para a poluição plástica agrícola. O método usa menos plástico que as estufas, mas tem potencial de poluição ambiental maior.

“A estufa, por sua vez, é mantida por quatro ou cinco anos. Além disso, o mulching fica em contato direto com a terra e, se manejado de forma incorreta, pode deixar pedaços”, explica o engenheiro agrícola ambiental do CEP, Marlon Fernandes de Souza.

Segundo o pesquisador, em alguns locais, o material usado na agricultura está se tornando um grande problema, principalmente pelo descarte inadequado após o uso. “Nosso projeto busca determinar a quantidade de resíduo produzida e propor soluções para gerenciá-lo de maneira sustentável.”

Antes do estudo, não existia um levantamento preciso sobre as áreas que usam mulching no Brasil – nem mesmo a indústria tem esses dados. “O primeiro passo foi descobrir onde o plástico é utilizado e em que quantidade”, conta.

Segundo ele, até então, as informações eram fragmentadas. “Com imagens de satélite, conseguimos delimitar essas áreas e obter dados com precisão próxima a 100%.”

Sustentabilidade agrícola

Estufas onde são criadas as mudas da Mahogany Roraima

Pesquisas com o uso de imagens de satélite para detectar plásticos são mais comuns em áreas marinhas. “Depois do aquecimento global, que ainda não resolvemos, muitos consideram que o maior problema ambiental da atualidade é a poluição plástica”, lembra Souza.

O projeto, ao se dedicar a ambientes agrícolas, representa uma possibilidade de ajudar a mudar a forma como o segmento lida com esse tipo de material.

Na avaliação do pesquisador, o estudo conduzido pelo CEP e publicado na revista científica Environmental Science and Pollution Research representa um passo importante para a promoção da circularidade de plásticos na agricultura brasileira.

“Como oferece uma metodologia confiável para o mapeamento de resíduos plásticos agrícolas, pode ajudar a minimizar os impactos da degradação no meio ambiente.”

Logística reversa

Um dos maiores desafios globais do manejo adequado do plástico usado na agricultura é a falta de infraestrutura para o recolhimento e a reciclagem do material, especialmente em regiões remotas.

“Em algumas localidades, a instalação mais próxima está a mais de mil quilômetros de distância, o que torna a logística reversa inviável economicamente.”

O grupo do CEP não recolhe os descartes identificados, mas o levantamento feito pelos pesquisadores permite analisar a viabilidade de instalar sistemas de logística reversa.

A partir dos resultados, é possível avaliar se a criação de usinas de reciclagem regionais é viável ou se é melhor estabelecer um sistema de transporte para levar os resíduos até centros de reciclagem mais distantes.

A ausência de um sistema estruturado de coleta e reciclagem de plástico agrícola tem levado muitos produtores a adotarem soluções improvisadas. “Infelizmente, ainda há muitos produtores que mantêm pilhas enormes de resíduos porque não sabem o que fazer com eles. Em alguns casos, o material permanece acumulado por anos, já que ninguém pode recolhê-lo.”

Problema aos pequenos produtores

Estufa, fruta, hortaliçaEstufa, fruta, hortaliça
Foto: Pixabay

Isso é mais comum entre pequenos produtores, que não têm poder de negociação nem volume de descarte suficiente para atrair recicladores interessados em recolher o material.

“A maioria dos grandes produtores consegue negociar a coleta com empresas recicladoras, mas os pequenos não têm essa vantagem. Eles, então, acumulam grandes volumes de plástico sem saber como destiná-los corretamente.”

A pesquisa pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas e sistemas de gestão de resíduos mais eficientes. Uma das opções é a criação de um modelo de logística reversa semelhante ao Sistema Campo Limpo, que recolhe embalagens vazias de defensivos agrícolas. Nesse sistema, os produtores devolvem as embalagens vazias quando vão comprar novos produtos.

Assim, o ideal seria criar um sistema semelhante para os filmes plásticos agrícolas. “A implementação desse tipo de solução requer a criação de políticas públicas e o envolvimento de toda a cadeia de valor. Nossa pesquisa tem o objetivo de fornecer as informações necessárias para que esse tipo de iniciativa seja viável”, explica.

Falta de legislação

A falta de legislação específica para o manejo do plástico é uma preocupação crescente na agricultura. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) discute códigos de conduta voluntários para a gestão do plástico no segmento.

Mesmo assim, o futuro ainda é incerto. “Até dez anos atrás praticamente não havia pesquisas semelhantes. Hoje, há debates sobre melhores práticas e recomendações, mas ainda não há regulamentação clara para a prática.”

Souza destaca que o objetivo do projeto é buscar soluções para que o uso do plástico na agricultura traga benefícios sem causar danos ao meio ambiente.

“O objetivo é encontrar maneiras de utilizar esse material de forma que não cause problemas ambientais. Essa discussão está acontecendo agora: neste ano, houve várias conferências das Nações Unidas para tratar especificamente desse tema.”

O artigo Remote sensing detection of plastic-mulched farmland using a temporal approach in machine learning: case study in tomato crops pode ser lido aqui.

Sob supervisão de Victor Faverin
 



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Show Rural Coopavel 2025 bate recorde de público e vendas



A 38ª edição do Show Rural Coopavel já tem data marcada




Foto: Aline Merladete

A 37ª edição do Show Rural Coopavel entrou para a história ao registrar números impressionantes. O evento, realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro, em Cascavel (PR), recebeu um público recorde de 407.094 visitantes e movimentou R$ 7,05 bilhões, superando em quase R$ 1 bilhão a edição anterior.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que celebrou o sucesso da feira e agradeceu aos envolvidos. “Estamos muito felizes com o resultado e só temos a agradecer a todos que fazem este grande evento acontecer”, afirmou.

Com 600 expositores do Brasil e do exterior, o Show Rural reafirmou sua posição como um dos maiores eventos do setor agropecuário do país, apresentando inovações e tecnologias voltadas para o agronegócio.

O quinto e último dia de evento recebeu 58.404 visitantes, ultrapassando a marca do ano passado, quando 58.216 pessoas passaram pelo parque tecnológico da Coopavel. O recorde geral de público também superou a melhor marca anterior, registrada em 2024, que havia reunido 391.316 pessoas.

Além do crescimento no número de visitantes, a movimentação financeira de R$ 7,05 bilhões superou os R$ 6,1 bilhões de 2024, consolidando a feira como um motor do agronegócio nacional.

A 38ª edição do Show Rural Coopavel já tem data marcada: o evento acontecerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026.





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Gosta de moda de viola? Aqui vai uma lista das 15 mais aclamadas



Domingo é bom para dar aquele vistoriada com calma na fazenda, mas também é perfeito para desanuviar a cabeça, juntar a família e ouvir moda de viola. Além de emocionar o ouvinte, essa expressão artística tão brasileira quanto apaixonante tem a característica de contar histórias.

São “causos” que envolvem saga de boiadeiros e lavradores, o mundo do campo e, também, histórias de amor, em sua maioria trágicas. O gênero tem origem sertaneja e mistura toadas, cururus, guarânias, cateretês, emboladas, marchas e valsas.

Sem a pretensão de eleger as melhores, aqui vai uma lista das 15, digamos, mais aclamadas:

  • Caboclo na cidade – Chitãozinho e Xororó

  • Rei do Gado – Tião Carreiro e Pardinho

  • Tristeza do Jeca – Tonico e Tinoco

  • Menino da porteira – Sérgio Reis

  • Chico Mineiro – Tonico e Tinoco

  • Rancho fundo – Chitãozinho e Xororó



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produtores otimistas, mas irrigação preocupa



Escassez de água ameaça lavouras de arroz




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), a safra de arroz no Rio Grande do Sul apresenta cenários distintos entre as regiões. Enquanto Pelotas mantém boas condições para o cultivo, com 57% das áreas em fase vegetativa, 28% em floração e 15% em enchimento de grãos, outras regiões enfrentam desafios com a irrigação devido à falta de chuvas.

A produtividade média na região de Pelotas está estimada entre 9 mil e 10 mil kg/ha, sem relatos de escassez de água ou dificuldades na irrigação. No entanto, em Santa Maria, os baixos níveis de mananciais e açudes já impactam o manejo da irrigação por inundação, afetando as lavouras que dependem de arroios e sangas, com possíveis perdas no rendimento.

Situação crítica em Santa Rosa e manejo racional em Soledade

Na região de Santa Rosa, a disponibilidade de água para irrigação é considerada crítica, e os produtores aguardam as chuvas previstas para decidir se será necessário o bombeamento de água dos córregos.

Já em Soledade, a estratégia adotada é o uso racional da água para garantir o suprimento ao longo do ciclo. Em algumas propriedades, a irrigação foi temporariamente suspensa, sendo complementada com a água da chuva. Apesar da escassez hídrica, as lavouras mantêm sanidade e bom estado nutricional.

A comercialização da saca de 50 quilos segue acompanhada pela Emater/RS-Ascar, com preços médios monitorados semanalmente.





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Temporais virão seguidos de muito sol em 3 regiões; veja a previsão de hoje



Não chovia, no Sul, agora caem temporais. As precipitações não davam folga para o Sudeste, agora faz tempo firme. Confira a dinâmica do tempo deste domingo (16) para as cinco regiões brasileiras:

Sul

Os temporais continuam sobre o Rio Grande do Sul e a chuva pode ocorrer em vários períodos na Serra e na região da Grande Porto Alegre. Tempo mais instável com risco de chuva forte no centro-oeste e sul de Santa Catarina e no sul do Paraná.

Sudeste

Tempo aberto, sem previsão de chuva na maior parte da Região. Alguns núcleos mais isolados podem ocorrer na Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, em parte do litoral norte de São Paulo e no Triângulo mineiro. Não chove no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Centro-Oeste

Pancadas mais irregulares, sol e muito calor em Mato Grosso do Sul e em Goiás. Nesses estados, a maior parte da chuva se concentra entre os períodos da tarde e da noite. Chove com risco de temporais no centro-norte e leste de Mato Grosso.

Nordeste

Pancadas moderadas a forte no leste e litoral da Bahia. Chuva moderada desde Aracaju a Natal. Risco alto para pancadas fortes entre Maranhão, Piauí e o litoral do Ceará.

Norte

O risco de temporal continua elevado em grande parte da região. Dia instável com muita nebulosidade e pancadas fortes no Amazonas, Pará, Tocantins, Acre, Amapá e em Rondônia. Em Roraima, o sol tende a aparecer mais e as pancadas se concentram entre tarde e noite.



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