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Foto: Canva
O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um cenário positivo para o algodão nos estados do Tocantins e Piauí.
No Tocantins, 90% da área prevista já foi semeada, confirmando a tendência de expansão em relação à safra anterior. As chuvas regulares vêm favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras, além de permitir a realização de tratos culturais essenciais, como fertilização e controle fitossanitário.
No Piauí, a primeira safra, cultivada em sequeiro, já foi totalmente implantada e apresenta boas condições vegetativas. Enquanto isso, as áreas de segunda safra estão em fase de preparação e semeadura, com apoio da irrigação suplementar quando necessário.
Com o avanço da produção em áreas irrigadas, a expectativa é de um aumento expressivo na área cultivada em relação ao ciclo anterior. Apesar de desafios pontuais relacionados a solo, clima e sanidade, a projeção para a safra é otimista, com boa produtividade esperada.
A onda de calor que já atinge diversas regiões do Brasil deve se intensificar nos próximos dias, elevando as temperaturas para acima de 40 ºC em estados do Sudeste, Centro-Oeste, Sul e parte do Nordeste. No Rio de Janeiro, os termômetros podem superar os 41,8ºC, enquanto em Mato Grosso do Sul, máximas acima dos 40 ºC já foram registradas.
Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a massa de ar quente e seco, associada a uma alta pressão atmosférica, inibe a formação de nuvens e dificulta a ocorrência de chuvas volumosas.
No interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, a onda de calor deve persistir até 23 de fevereiro, aumentando os impactos na agricultura e na população.
Impactos na produção agrícola
O calor intenso e a baixa umidade do solo preocupam produtores rurais, pois podem comprometer a produtividade dos grãos, especialmente em áreas onde a fase de desenvolvimento das lavouras ainda não foi concluída. Em regiões como o sul de Mato Grosso e o centro-norte de Goiás, a falta de chuvas significativas agrava o estresse térmico das plantas, reduzindo a qualidade das colheitas.
No interior da Bahia e Pernambuco, as temperaturas acima de 34 ºC e a demora para a chegada de chuvas volumosas reforçam a necessidade de monitoramento das condições climáticas, especialmente para culturas dependentes de boa umidade no solo.
Fonte: Climatempo
Previsão por regiões
Sudeste
A alta pressão predomina e mantém as temperaturas elevadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No interior paulista e no Triângulo Mineiro, as máximas podem ultrapassar 40 ºC.
A partir do fim de semana, uma frente fria pode amenizar o calor no sul de São Paulo, trazendo chuvas volumosas. No entanto, em Minas Gerais e Espírito Santo, a onda de calor deve persistir até 23 de fevereiro.
Centro-Oeste
As temperaturas seguem elevadas, com máximas acima de 36 ºC em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
A partir de quarta-feira (21), pancadas de chuva podem amenizar o calor no sul de Mato Grosso do Sul, enquanto no centro-norte de Goiás e sul de Mato Grosso, o calor continuará intenso.
Nordeste
O interior da Bahia e de Pernambuco permanece sob calor intenso, com máximas superiores a 34 ºC. A chegada de chuvas mais significativas está prevista apenas para a última semana de fevereiro, trazendo alívio temporário para as regiões mais secas.
No Piauí, Tocantins e Maranhão, as chuvas começam a aumentar ao longo da semana.
Sul
O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão sob alerta para temporais, com possibilidade de queda de granizo e ventos acima de 100 km/h.
A chegada de frentes frias pode reduzir as temperaturas em algumas áreas, mas o calor deve retornar ao Rio Grande do Sul ao longo da semana.
Norte
O Amazonas e Rondônia enfrentam chuvas intensas, com acumulados acima de 300 mm, prejudicando a logística e os trabalhos no campo. Enquanto isso, o calor continua no Acre e Roraima, mantendo condições de estresse térmico para os produtores rurais.
Tendências para os próximos dias
A expectativa é que a onda de calor se mantenha até 23 de fevereiro, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. A partir do fim do mês, chuvas mais volumosas devem amenizar as temperaturas no interior de São Paulo, sul de Goiás e Mato Grosso do Sul.
No entanto, a previsão indica que, a partir de abril, as chuvas devem diminuir, marcando a transição para um período mais seco em diversas regiões.
O azeite de oliva é um dos produtos agropecuários mais fraudados do mundo. Com a quebra de safra em Portugal e Espanha em 2024, os países que mais produzem o óleo vegetal, os preços tiveram grande alta nos supermercados, o que, por sua vez, intensificou a adulteração.
Pensando nisso, uma inovação desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) alia sensoriamento em micro-ondas e inteligência artificial para quantificar até 5% de adulterantes em azeite de oliva extravirgem.
De acordo com o pesquisador Júlio Alarcon, autor da dissertação que detalha o estudo, o método é capaz de identificar óleos de soja, milho, girassol e canola com precisão de 99,2%.
Segundo ele, trata-se de uma solução mais acessível e prática em comparação às técnicas tradicionais, como ressonância magnética nuclear. Além de garantir menor custo, o sistema apresenta potencial para aplicação em larga escala na indústria e no mercado consumidor por permitir a fabricação de dispositivos portáteis.
“Nosso objetivo foi criar uma tecnologia acessível e eficiente para detectar adulterações em azeite de oliva, algo que, com os métodos tradicionais, exige equipamentos caros e pessoal especializado. Com o sensor planar em micro-ondas, conseguimos identificar adulterantes como óleo de soja e canola com alta precisão, além de quantificar os níveis de adulteração de forma prática e portátil.”.
Atuação em amostras de azeite
Alarcon detalha que o sensor desenvolvido opera a partir da análise da permissividade eletromagnética das amostras de azeite, ou seja, como o material reage à presença de um campo elétrico e influencia a interação entre cargas elétricas no seu interior.
Assim, em conjunto com redes neurais artificiais, o sistema é capaz de detectar não apenas a presença de adulterantes, mas também qual é o adulterante e sua quantidade, com margem de erro inferior a 2%.
Tecnologia de micro-ondas
Foto: Reprodução/ Arquivo do pesquisador
A base do sistema desenvolvido está na tecnologia de micro-ondas, que utiliza frequências semelhantes às de sinais de Wi-Fi e celulares para analisar as propriedades do azeite. Um sensor planar, composto de tiras de cobre em uma placa, é inserido no material a ser analisado, emitindo sinais de micro-ondas e medindo a resposta eletromagnética do material analisado e previamente alocado.
“O sensor interage diretamente com o azeite, captando variações no ambiente que indicam a presença de adulterantes. É como uma espectrometria de micro-ondas, que detecta mudanças sutis nas propriedades do óleo”, destaca o pesquisador.
De acordo com ele, o funcionamento envolve a emissão de sinais eletromagnéticos por um lado do sensor e sua captação do outro. O sistema compara a entrada e a saída do sinal para identificar diferenças no perfil de permissividade do azeite puro em relação a misturas adulteradas.
“O sensor é imerso no óleo e detecta até mesmo alterações muito pequenas, graças à sensibilidade da tecnologia e ao refinamento das redes neurais que processam os dados”, detalha.
Para o pesquisador, além de sua eficiência, a tecnologia se destaca pela simplicidade. Com ajustes para torná-lo portátil, o sistema pode ser usado em laboratórios ou por profissionais do mercado de azeites.
“Nosso objetivo é que qualquer pessoa, com o mínimo de instrução, possa utilizar o sensor para identificar fraudes rapidamente”, afirma o pesquisador.
Redes neurais
O coautor do trabalho e pesquisador e professor no Grupo de Metamateriais: Microondas e Óptica (GMeta) do Departamento de Engenharia Elétrica e Computação da EESC,Vinicius Marrara Pepino, afirma que as redes neurais artificiais foram fundamentais para o sucesso da pesquisa.
Isso porque elas permitiram o processamento e a análise dos dados coletados pelo sensor de micro-ondas. Segundoe ele, essas redes são responsáveis por identificar padrões nos sinais captados, diferenciando os tipos de adulterantes e quantificando suas proporções.
“O sensor sozinho nos dá as informações brutas, mas é a rede neural que faz a mágica de transformar esses dados em resultados precisos, como identificar o tipo de óleo misturado e a porcentagem de adulteração”, conta.
Durante o desenvolvimento, os pesquisadores treinaram a rede neural com dados de 260 amostras, incluindo azeites puros e adulterados com óleos de soja, milho, girassol e canola. Para garantir precisão, foram aplicadas técnicas de pré-processamento que ajustaram os dados e minimizaram erros.
“Testamos diferentes configurações, desde redes mais simples, com duas camadas, até modelos mais complexos para encontrar o equilíbrio ideal entre eficiência e precisão”, detalha Pepino. “No final, conseguimos um sistema que atinge até 99% de acerto”, diz.
A rede neural utilizada foi configurada com perceptrons multicamada (MLP), “neurônios artificiais” que recebem, processam e transmitem informações, empregando arquiteturas com duas ou quatro características de entrada. Ela opera em um modelo no qual os dados fluem da camada de entrada para a saída e passam por uma ou mais camadas ocultas.
Esse modelo desenvolvido pode ser ajustado para detectar adulterações em outros produtos ou até mesmo para monitorar processos industriais. “A ideia é expandir o uso dessa tecnologia para diferentes aplicações, mantendo a simplicidade e a eficiência do sistema”, prospecta o pesquisador.
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil nos próximos dias indica condições favoráveis para algumas regiões, mas também desafios para outras. A frente fria que avançou no fim de semana trouxe chuvas ao Rio Grande do Sul, responsável por contribuir para a recuperação do déficit hídrico nas lavouras de soja.
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O que vem por aí?
Nos próximos dias, a chuva deve se deslocar para o Paraná e Santa Catarina, com previsão de mais de 80 mm de precipitação acumulada em 5 dias. Essa quantidade de chuva é uma excelente notícia para os produtores dessas regiões, que esperam melhorar as condições de solo e favorecer o desenvolvimento das culturas de soja.
Enquanto isso, no Sudeste, a onda de calor continua, o que favorece a maturação e a colheita da soja. No entanto, os produtores em Minas Gerais e São Paulo devem redobrar a atenção, pois as máximas podem ultrapassar os 36°C e chegar aos 40°C no interior paulista. A recomendação é de cuidados extras durante os trabalhos no campo, devido ao calor intenso.
Chuvas no Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste, as chuvas devem chegar ao sul de Mato Grosso do Sul, mas não serão suficientes para aliviar o calor extremo que atinge Goiás, o norte de Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso. Com previsão de 20 mm de chuva em 5 dias nessas áreas, a onda de calor persistirá, e as temperaturas devem continuar próximas aos 37°C a 38°C.
Na região Nordeste, a situação também é desigual. No Tocantins e no Maranhão, a previsão é de muita chuva, o que pode prejudicar as operações no campo. Por outro lado, no centro-sul do Piauí e na Bahia, as condições de trabalho devem seguir normalmente, sem grandes interrupções.
O tempo no Norte do país
Na região Norte, a chuva é esperada em Rondônia e no Pará, com destaque para áreas como São Félix do Xingu e Altamira, que podem registrar mais de 100 mm de precipitação nos próximos dias. No entanto, em locais como Paragominas e Santarém, a chuva será mais moderada, na casa de 50 mm em 5 dias, o que pode melhorar as condições para as operações no campo e viabilizar os trabalhos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou informativo sobre as condições de chuva e temperaturas para as cinco regiões do país entre esta segunda-feira (17) e a próxima (24). Confira:
Sul
A semana inicia com áreas de instabilidade em toda a Região Sul devido a atuação de um sistema frontal no oceano. Contudo, essa condição se afastará a partir de quarta-feira (19), permitindo que o tempo volte a ficar firme em grande parte do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no Paraná, a tendência é de pancadas de chuva ao longo da semana, com possibilidade de acumulados acima de 80 mm em algumas áreas (tons de vermelho no mapa abaixo).
Sudeste
A tendência é de tempo firme em grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de pancadas de chuvas no final da tarde, típicas de verão. Devido à combinação de calor e umidade, o mesmo ocorre no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Já em São Paulo, a semana inicia com tempo firme em grande parte do estado. Contudo, a passagem de um sistema frontal pelo oceano favorecerá instabilidades, principalmente na faixa leste do território. Os maiores acumulados de chuvas estão previstos para o sudeste paulista, com volumes acima de 60 mm.
Centro-Oeste
Foto: Reprodução Inmet
A combinação de calor e umidade mantém áreas de instabilidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste de Goiás, que favorecerão pancadas de chuvas ao longo da semana. Acumulados acima de 40 mm estão previstos para o noroeste mato-grossense, enquanto que no leste desse estado, em grande parte do Goiás e de Mato Grosso do Sul, a tendência é de redução das precipitações, com volumes abaixo de 40 mm.
Nordeste
A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorecerá a chuva no norte do Maranhão, do Piauí e do litoral do Ceará, com chuvas previstas acima de 80 mm. Na faixa leste da região, as precipitações poderão ocorrer em pontos isolados na forma de pancadas, com acumulados inferiores a 20 mm, enquanto na parte central da Bahia e de Pernambuco, a tendência é de tempo firme nos próximos dias.
Norte
As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade mantém as pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm na maior parte da região, com exceção de Roraima, onde as chuvas serão mais escassas, com volumes inferiores a 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm (tons de vermelho a rosa) no Acre, sudoeste e noroeste do Amazonas e faixa central e nordeste do Pará. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 100 mm no nordeste do Pará e em áreas do leste do Amapá.
Temperaturas da semana
Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte do Nordeste, com valores entre 28°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior.
Na Região Norte, as máximas estarão entre 26°C e 34°C em grande parte da região. No Centro-Oeste e Sudeste, a semana também inicia com os termômetros lá em cima, variando entre 28°C e 38°C em grande parte dos territórios, com tendência a permanecer assim ao longo da semana.
Enquanto isso, na Região Sul, as temperaturas permanecem elevadas no sudoeste do Rio Grande do Sul, com valores entre 30°C e 34°C. Contudo, a partir de sexta-feira (21), a tendência é de aumento em todo o estado, com possibilidade de formação de uma nova onda de calor, permitindo que os termômetros ultrapassem 38°C em algumas localidades.
Enquanto isso, em Santa Catarina e no sul do Paraná, as condições estarão mais amenas, entre 18°C e 26°C, mas com tendência de elevação a partir de quinta-feira (20).
O programa Agrosolidário, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) continua com a missão de oferecer suporte essencial a diversas instituições em Mato Grosso, incluindo a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Tapurah. A iniciativa fornece a bebida de soja, que tem se mostrado importante nutriente para a alimentação e saúde de muitas crianças e jovens atendidos por essas entidades.
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Na unidade de Tapurah, que oferece cuidados especiais a 96 alunos, a bebida de soja fortalece a nutrição e se revela um aliado importante no processo de desenvolvimento. A bebida tem sido muito bem aceita pelos alunos, sendo utilizada em diversas preparações, como sucos, mingaus e bolos. Para muitos, que enfrentam uma alimentação escassa em casa, ela representa uma fonte nutricional valiosa, contribuindo significativamente para o bem-estar e a saúde dos estudantes.
Além dos cuidados com a saúde física, a instituição também se dedica a proporcionar lições de vida e motivação aos alunos. O trabalho realizado ali ensina a valorizar a vida de maneira única, especialmente ao observar o sorriso de uma criança com limitações recebendo carinho e acolhimento.
O impacto positivo da bebida de soja é visível também nas famílias. Para os pais de alunos com necessidades específicas, como o autismo, o suplemento foi aceito com facilidade, trazendo benefícios para a alimentação dos filhos. Muitas vezes, os alunos são seletivos com os alimentos, mas a bebida de soja tem se mostrado uma alternativa importante e bem-vinda no cotidiano das famílias.
Professores que acompanham o desenvolvimento dos alunos também destacam o sucesso do programa. A bebida tem sido especialmente bem aceita pelos alunos, com destaque para a versão de banana. Além disso, as famílias se empenham em criar receitas como mousse e ganache, que têm sido sucesso entre todos, reforçando o impacto positivo do programa Agrosolidário na comunidade.
O relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que os estoques globais de milho caíram para 290,31 milhões de toneladas, redução de 3,03 milhões de toneladas ante a previsão de janeiro.
A produção global do cereal foi indicada em 1,212 bilhão, redução de duas milhões de toneladas motivada pelos cortes no Brasil e na Argentina que, agora, devem somar 126 e 50 milhões de toneladas, respectivamente.
O cenário de escassez global do grão tem trazido demanda para o mercado brasileiro, que registrou aumento de 10,7% nas exportações em relação ao mesmo período de 2024, podendo chegar próximo de 2 milhões de toneladas embarcadas em fevereiro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Já o plantio do milho avançou significativamente entre os dias 9 e 15 de fevereiro. Assim, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura da segunda safra teve incremento de 13% em comparação com a semana retrasada, com destaque para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins e Goiás.
A respeito dos preços, em Chicago, o cereal encerrou a semana cotado a US$ 4,96 por bushel, com alta de 1,85%. No Brasil, na B3, o contrato de milho para março de 2025 registrou alta significativa de 3,42%, encerrando a R$ 80,77 por saca.
Acompanhando esse movimento, no mercado físico, os patamares também foram positivos, trazendo melhores condições de negociação para os produtores.
E agora, o que esperar do milho na semana?
Análise da plataforma Grão Direto mostra os destaques desta semana que se inicia com base nos últimos acontecimentos. Confira:
Desafios e oportunidades da segunda safra brasileira: o USDA estima a produção de milho do Brasil em 2024/25 em 126 milhões de toneladas, com cerca de 70% desse volume vindo da segunda safra. O consumo doméstico está estimado em 87,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem alcançar 46 milhões de toneladas. Além disso, os estoques finais devem ficar em torno de 2,84 milhões de toneladas, resultando em um déficit aproximado de 5 milhões de toneladas. “Essa análise considera uma safra cheia, mas o atraso no plantio representa um risco, podendo, por outro lado, gerar boas oportunidades para os produtores brasileiros”, diz a Grão Direto.
Desenvolvimento da safra Argentina: assim como na soja, as condições de desenvolvimento da safra de milho na Argentina seguem preocupantes. Semana após semana, a qualidade das lavouras tem se deteriorado devido à falta de chuvas e ao excesso de calor. A Bolsa de Cereales reportou uma queda de 3% nas lavouras classificadas como boas ou excelentes, ficando abaixo dos 31% registrados no mesmo período do ano passado. “Os próximos dias serão decisivos, especialmente para as lavouras tardias que estão em fase de floração. Se as condições climáticas não melhorarem, novos cortes nas previsões de produção poderão ocorrer, agravando ainda mais a situação do país.”
Exportações norte-americanas aquecidas: o Relatório de Vendas de Exportação indicou que, na semana encerrada em 6 de fevereiro, as vendas líquidas de milho atingiram aproximadamente 1,65 milhão de toneladas para o ano de comercialização atual e cerca de 350 mil toneladas para 2026, somando um total de 2 milhões de toneladas. As vendas acumuladas representaram 74,6% da previsão do USDA para a safra 2024/2025, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 66,7%. “Para atingir a previsão do USDA, será necessário manter uma média de 537 mil toneladas embarcadas por semana nas próximas semanas, o que nesse cenário é bastante provável de acontecer.”
Para a Grão Direto, diante do cenário traçado acima, as cotações do milho podem continuar a ser impulsionadas, com as cotações permanecendo acima deR$ 80 por saca na B3.
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Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias – Foto: Sheila Flores
O Governo de São Paulo anunciou um plano para fortalecer o cooperativismo rural no Estado, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento nesta sexta-feira (7). A iniciativa, assinada pelo secretário Guilherme Piai, prevê a criação de uma Diretoria de Cooperativismo e Associativismo dentro da pasta, garantindo a participação ativa das cooperativas na formulação de políticas públicas. A medida atende a reivindicações antigas de produtores rurais e agroindústrias ligadas à Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp).
Outro destaque do plano é a inclusão das cooperativas de produtores e de crédito no Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A meta para 2025 é ampliar a aquisição de máquinas agrícolas por meio da linha de crédito Pró-Trator, que subsidia parte dos juros das operações de financiamento. O governo projeta um crescimento de 400% no valor da subvenção estadual em relação a 2024, com a expectativa de viabilizar a compra de mil máquinas ainda neste ano.
Além disso, foi anunciada a inclusão do café no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), com um processo de adesão simplificado para produtores cooperados, desenvolvido pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP). A cadeia produtiva do leite também será beneficiada pela continuidade do Hub do Leite e pela parceria com a Comevap, impactando cerca de 600 produtores com pesquisas aplicadas para melhoria da qualidade e competitividade do setor.
Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados, de acordo com a Ocesp. O modelo cooperativista permite maior acesso a insumos de qualidade, tecnologia avançada e assistência técnica, além de melhorar a comercialização da produção e fortalecer as comunidades rurais.
Uma proposta de nova legislação sobre a demarcação de terras indígenas, pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abre caminho para que seja autorizada a mineração em terras demarcadas.
O texto, que é discutido ao longo desta segunda-feira (17), em audiência no Supremo, e resulta de longo processo de conciliação iniciado em agosto do ano passado, com a participação de lideranças indígenas, representantes dos Três Poderes e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Mendes é relator de cinco ações sobre a tese do marco temporal, segundo a qual as terras indígenas (TIs) somente poderiam ser demarcadas em áreas efetivamente ocupadas no momento da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.
O gabinete de Mendes apresentou, na noite da última sexta-feira (14), a minuta de um projeto de lei para substituir a atual Lei 14.701/2023, que legalizou a tese do marco temporal e é questionada no Supremo pelas lideranças indígenas.
A proposta acatou sete sugestões feitas durante o processo de conciliação. Pelo texto, o direito dos indígenas sobre suas terras tradicionais “independe da existência de marco temporal” ou de conflito sobre a posse da terra existente no momento da promulgação da Constituição.
Sobre a exploração econômica das TIs, o projeto dedica três seções inteiras para regulamentar a lavra de recursos minerais em terras indígenas, que pela proposta deve ser realizada “no interesse nacional” e por prazo determinado. Seria necessária autorização pelo Congresso. A comunidade afetada ficaria com 50% do valor da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral.
O texto regulamenta ainda o “extrativismo mineral” pelas próprias comunidades tradicionais, que poderia ser autorizado por até cinco anos pelo Congresso Nacional.
Pouco consenso
De acordo com Mendes, trata-se de um texto que pretende ser consenso entre as partes envolvidas, sobretudo entre ruralistas e indígenas. Ele deu prazo até dia 24 de fevereiro, próxima segunda-feira, para encerrar os trabalhos da conciliação, que são coordenados por seu juiz auxiliar Diego Viegas Veras.
Na audiência desta segunda (17), contudo, pouco consenso foi demonstrado entre os presentes. Representantes dos indígenas e de outras entidades, incluindo da PGR, se disseram surpreendidos pela inclusão da exploração mineral como uma possiblidade após a demarcação das terras indígenas.
“Talvez fosse necessária uma apresentação daquilo que foi entendido aqui como consenso”, observou a procuradora Eliana Torelli, representante da PGR. “Essa questão de mineração é algo que precisa de debate bastante aprofundado, inclusive em questões técnicas, que escapam completamente a seara jurídica”, disse.
O deputado Pedro Lupion (PP-PR) também acusou a minuta de não contemplar uma solução consensual. O parlamentar reclamou que o texto em nada resolve o impasse em torno do marco temporal em si, ao mesmo tempo em que toca em questões adjacentes, que não estão na lei já aprovada pelo Congresso, como a exploração econômica das terras indígenas.
“Nossa preocupação é o direito de propriedade, é o direito dessa área, de pessoas que ocupam, há mais de 100 anos essas áreas, pessoas que contribuem para o país e que passam por um momento de insegurança completa”, afirmou Lupion. “Me causou muita estranheza simplesmente deixar en passant [de passagem] a questão do marco temporal”.
Por parte da União, os representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmaram não poder opinar sobre o texto por não ter tido tempo de debatê-lo com as próprias lideranças indígenas.
“Temos que lembrar que os povos indígenas de todas as regiões do país podem ser afetados por uma proposta que saia daqui desta reunião”, frisou Matheus Oliveira, representante da Funai. Ele afirmou que o órgão “não pode se posicionar por algo que não pôde discutir com os povos indígenas”.
A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, fez um pedido para que o prazo de discussão da proposta seja ampliado.
Entenda
A tese do marco temporal é questionada há décadas no Supremo, que em setembro de 2023, após diversas sessões de julgamento, decidiu pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação das terras indígenas.
Pouco depois, contudo, o Congresso aprovou uma nova lei para validar a tese do marco temporal. A nova legislação chegou a ser vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu como justificativa a própria decisão do Supremo, mas os vetos foram derrubados em dezembro.
A nova lei se tornou alvo de diversas contestações no Supremo, que foi provocado a reabrir os debates mesmo depois de já ter julgado em definitivo a questão, o que gerou um impasse com o Legislativo.
Relator do tema, Gilmar Mendes decidiu então abrir um processo de conciliação, no qual defendeu um “novo olhar” sobre a questão. A principal entidade representativa dos indígenas, a Associação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib), decidiu se retirar dos debates, alegando não haver garantias de proteção às comunidades tradicionais.
As exportações de açúcar e melaços pelos Brasil durante os primeiros dez dias úteis deste mês tiveram uma média diária 47,1% inferior à de fevereiro de 2024. Isso é o que mostra relatório divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Enquanto que fevereiro de 2024 teve uma média diária de exportações de açúcar e melaços de 158.125,2 toneladas, sendo que em todo o mês os embarques chegaram a 3.004.379,0 toneladas. No início do mês atual, a média é de 83.709,3 toneladas, com um total de 83.709,3 toneladas até o momento.
Diante de uma queda de 10,6% no preço, que passou de US$ 526,6/tonelada para US$ 471,0/tonelada em 2025. Por isso, houve uma redução de 52,7% na média de faturação, que caiu de US$ 83.263,7 mil para US$ 39.423,7 mil. Dessa maneira, até o momento, em dez dias úteis, o Brasil faturou US$ 394.236,8 mil com embarques de açúcar e melaços, sendo que em todo fevereiro de 2024, em 19 dias úteis, foram US$ 1.582.010,4 mil.
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