terça-feira, julho 7, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho pode manter preços acima de R$ 80


O mercado de milho no Brasil segue com perspectivas mistas para a safra 2024/25, segundo análise do especialista Grão Direto. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção total de 126 milhões de toneladas, com 70% desse volume vindo da segunda safra. O consumo interno deve atingir 87,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações são estimadas em 46 milhões de toneladas.

De acordo com análise do Grão Direto, apesar da expectativa de uma colheita cheia, o atraso no plantio pode representar riscos à produtividade. Por outro lado, essa incerteza pode gerar boas oportunidades para os produtores, caso a oferta global sofra impactos e os preços se valorizem.

Na Argentina, a situação climática segue preocupante, impactando negativamente a safra de milho. A falta de chuvas e o calor excessivo reduziram em 3% a área de lavouras classificadas como boas ou excelentes, de acordo com a Bolsa de Cereales. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 31%.

Os próximos dias serão decisivos, principalmente para as lavouras tardias que estão em fase de floração. Caso o clima seco persista, novas revisões para baixo na produção argentina podem ser anunciadas, o que pode fortalecer os preços do milho no mercado internacional.

Os números do Relatório de Vendas de Exportação mostram que, até 6 de fevereiro, os Estados Unidos venderam aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho, considerando os contratos para o ano comercial atual e o próximo. Esse volume já corresponde a 74,6% da previsão do USDA para a safra 2024/25, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 66,7%.

Para atingir a meta de exportação, os EUA precisam manter vendas médias de 537 mil toneladas por semana, o que, diante da demanda aquecida, parece factível. Com esse cenário, as cotações do milho podem continuar valorizadas, mantendo-se acima de R$ 80 por saca na B3.





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Novo indicador mostra média de preço do feijão para 6 estados


Produtores de feijão do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador diário do feijão, que disponibiliza a média de preços nos mercados destes estados.

A iniciativa é coordenada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema Faep. Os valores são publicados diariamente no site do Cepea.

O indicador abrange os preços da saca de 60 quilos dos feijões preto e carioca, levando em conta o tipo de produção em cada uma das seis unidades da federação. No Paraná, por exemplo, o foco será o feijão preto, já que o estado é responsável por 70% da produção nacional.

“Com as informações regionalizadas, o produtor pode planejar sua safra e seu negócio com mais clareza, entendendo os preços praticados em sua região. Isso facilita decisões sobre a venda, exportação e armazenagem do produto com mais confiança”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Microrregiões paranaenses

Para estruturar a metodologia do indicador, o Paraná foi dividido em quatro microrregiões homogêneas. Assim, o Cepea realizou um roteiro de reuniões presenciais nos sindicatos rurais de Castro, Clevelândia, Guarapuava, Mangueirinha, Pato Branco, Ponta Grossa e Prudentópolis, para coletar informações sobre as condições e os valores de negociação nas diferentes regiões.

“O Paraná contribuiu na etapa de caracterização do sistema de comercialização regional, fundamental para subsidiar a metodologia do indicador. Os sindicatos rurais se destacaram pela mobilização dos produtores”, resume a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Ana Paula Kowalski.

“No âmbito nacional, o Paraná liderou em participação de produtores rurais, que representaram quase dois terços da amostra”, complementa.

Segundo o pesquisador do Cepea e responsável pelo indicador, Lucilio Alves, com base na metodologia, o valor regional é obtido pela coleta diária de preços de negócio efetivos ou de ofertas de compra e venda.

“Diariamente, o Cepea faz o contato com os produtores rurais e agentes compradores para coletar informações. Esses valores passam por um tratamento estatístico para gerar a média de preços à vista, sem a incidência de ICMS. A divulgação de preços dá oportunidade para todos relatarem os parâmetros de negócios”, afirma.

Demanda antiga da cadeia do feijão

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Foto: Pixabay

A criação de um indicador de preços do feijão atende a uma antiga demanda da cadeia produtiva, que carecia de referência técnica para embasar as negociações de comercialização.

Para Tiago Galina, vice-presidente do Sindicato Rural de Clevelândia, no sudoeste do Paraná, o novo índice é uma iniciativa para retratar o preço do produto de forma mais fiel e de acordo com a realidade das regiões produtivas.

“Às vezes, dava muita diferença de preço nas negociações, deixando a gente em uma situação desfavorável. Agora o produtor paranaense terá mais embasamento para se planejar a longo prazo, com mais segurança”, avalia. “Esse indicador também chega em boa hora, pois percebemos um aumento do interesse comercial no feijão preto por outros países, o que valoriza o produto”, complementa.

Já Edimilson Rickli, presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis, na região Centro-Sul, a comercialização do feijão sempre enfrentou desafios pela falta de informações. “Com uma referência, ajuda na negociação, já que o produtor nunca determinava o preço. Agora, ele poderá verificar se a oferta do comprador está de acordo com a média”, aponta.

Os dirigentes também acreditam que informações regionalizadas podem embasar políticas públicas voltadas ao setor, promovendo a estruturação necessária para a cadeia produtiva. “Com a valorização do produto, começa a se intensificar pesquisas, novas cultivares adaptadas, para melhorar o mercado. A criação do indicador é um ótimo ponto de partida”, observa Galina.

Produtores devem participar do indicador

O pesquisador do Cepea destaca a importância de os produtores rurais participarem da iniciativa, fornecendo dados sobre suas negociações.

“Todos são convidados a contribuir, seja grande comprador ou pequeno produtor. Assim, reduzimos a assimetria de informações, que se torna pública e de fácil acesso, permitindo que todos ajustem seus planos de negócio conforme a realidade do mercado”, diz.

Segundo ele, com o tempo, isso também possibilitará ao poder público identificar alternativas e melhorias para fortalecer toda a cadeia produtiva.



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Plantio do algodão é prorrogado até 20 de fevereiro



O prazo para plantio do algodão na Bahia foi prorrogado, em caráter excepcional, pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), até a próxima quinta-feira, dia 20 de fevereiro.

A portaria de n.º 010 de 10 de fevereiro de 2025, foi publicada pela Adab atendendo ao pedido da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

A nova data para finalização da semeadura atende apenas os produtores de algodão irrigado da região Oeste do estado.

Com isso, os produtores tiveram uma janela de 10 dias para a conclusão das operações, uma vez que o data final estabelecia a finalização do plantio para o dia 10 de fevereiro.

Segundo a Abapa, a extensão excepcional do prazo é muito importante, diante das condições climáticas que provocaram atrasos na colheita da soja em algumas áreas.

Além disso, a entidade informou que essa decisão “reforça o compromisso da Abapa seus produtores, sempre em linha com a sustentabilidade e a segurança fitossanitária, pois o período do Vazio Sanitário continuará sendo rigorosamente respeitado.”, disse por meio de nota.


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Com preço do ovo de galinha em alta, Lula diz economizar comendo ovos de ema



Assim como boa parte dos alimentos, o ovo de galinha está caro! Pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) registrou o maior valor da série histórica: a caixa com 30 dúzias de ovos brancos do tipo extra em Bastos (SP), conhecida como a “Capital do Ovo”, teve uma variação nominal (sem descontar a inflação no período) de 51,38%.

Para minimizar o problema, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em tom de brincadeira, resolveu dar um exemplo para o brasileiro economizar.

“Eu estou comendo agora sabe o quê? Ovo de ema, que equivale a 12 ovos de galinha. Eu fui pesquisar se podia comer e eu posso comer, porque tenho 70 emas lá no Palácio da Alvorada e elas botam ovo do tamanho da cabeça de vocês”, disse durante um discurso no Amapá.

O Palácio da Alvorada é a residência oficial do Presidente da República e as aves ocupam os jardins do local desde sua construção, na década de 1960.

Fala gerou repercussão

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) fez uma representação, na última sexta-feira (14), contra Lula na Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando crime ambiental. Por e-mail, o órgão informou que a denúncia “aguarda alguns andamentos administrativos para que seja distribuída para um gabinete de procurador.”

A acusação está baseada na Lei Nº 9.605, que trata de crimes ambientais. A Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom) foi procurada para esclarecer algumas dúvidas como:

  • De que forma a criação de emas e outros animais no Palácio da Alvorada está juridicamente baseada
  • Se o Ibama autoriza o consumo de ovos de ema no local

Porém, até o momento da publicação, a Secom não se manifestou. Em caso de resposta, o texto será atualizado.



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Tarcísio elogia Lula por túnel Santos-Guarujá e anuncia data de leilão



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (18), ao falar sobre a reunião que teve com o petista para a definição do leilão do túnel Santos-Guarujá.

Ele informou que o pregão acontecerá em 1º de agosto. “É bom que se registre, houve muita sensibilidade do governo federal e quero agradecer publicamente”, disse.

O presidente e o governador conversaram na quarta-feira passada (12), em reunião fora das agendas de ambos. Tarcísio também não publicou o encontro em suas redes sociais, preferindo postar um vídeo cumprimentando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em almoço.

Após a reunião com o presidente da República, ficou decidido que o governo de São Paulo assumirá a condução do processo de concessão público-privada.

“Apresentamos uma proposta que iria acelerar o leilão do túnel Santos-Guarujá e o governo federal topou. O presidente da República deu ok. Hoje publicaram o convênio de delegação”, disse Tarcísio. “No dia 27, o presidente da República vai estar em Santos conosco para lançar o edital. Já tem data para o leilão, que é 1º de agosto. Estaremos na Bolsa para celebrar.”

Investimentos na Sabesp

Nesta terça-feira, o chefe do Executivo paulista anunciou R$ 7,5 bilhões de investimentos junto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para saneamento em nove municípios da Baixada Santista.

O aporte inclui as obras da travessia de água no Santos-Guarujá, que têm início agora e ampliará a capacidade de abastecimento no Guarujá.

Tarcísio aproveitou para ressaltar o processo de privatização da empresa, conduzido por ele. “Iniciamos uma jornada de R$ 7,5 bilhões que serão contratados e executados até 2029. No contrato anterior da Sabesp, não alcançávamos as pessoas das áreas irregulares. O novo contrato alcança e abraça a todos. Era impossível falar em praias limpas, saúde, coleta e tratamento de esgoto.”



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Marca Agro do Brasil quer fortalecer setor e aproximar campo e cidade



O agronegócio brasileiro, setor que deve movimentar quase R$ 1,3 trilhão em 2024, lançou a iniciativa “Marca Agro do Brasil” com o objetivo de fortalecer sua imagem e aproximar o campo da cidade. Com o apoio de autoridades, entidades do setor e da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agrícola (ABMRA), o projeto busca consolidar a reputação do Agro no Brasil e no exterior, evidenciando seu impacto econômico, tecnológico e sustentável.

A proposta nasceu a partir da pesquisa “Percepções sobre o Agro: O que pensa o Brasileiro”, que ouviu 4.215 pessoas em diferentes regiões do país.

O levantamento revelou que 70% da população têm uma visão positiva do setor, mas identificou que 30% dos entrevistados se dizem propensos a boicotar produtos agropecuários, sendo 51% desse grupo composto por jovens de 15 a 29 anos.

Estratégia de comunicação

O projeto “Marca Agro do Brasil” visa mudar a percepção pública sobre o setor, mostrando que o agro vai além da produção de alimentos e desempenha um papel fundamental na economia, inovação e sustentabilidade.

Para ampliar esse impacto, a iniciativa atuará em três pilares estratégicos:

  • Consistência: produção de conteúdos baseados em ciência e fontes oficiais;
  • Frequência: comunicação contínua e presente no dia a dia da população;
  • Sequência: informações transmitidas de forma gradual para facilitar a compreensão.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, destacou a necessidade de combater narrativas inverídicas sobre o setor. “A grande dificuldade do agro é a comunicação. Passamos o tempo todo combatendo informações erradas sobre o setor. Precisamos mostrar como o agronegócio impacta a vida de todos os brasileiros”, afirmou.

Fortalecimento da imagem do agro

A iniciativa tem o respaldo de diversas entidades do setor. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues celebrou o lançamento da marca e ressaltou a importância de unir esforços para melhorar a imagem do setor. “Essa iniciativa une o setor em prol do reconhecimento do Agro. Precisamos amar, respeitar e admirar o agronegócio, que fará do Brasil um campeão mundial na segurança alimentar”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também reforçou a importância da comunicação estratégica do setor. “O Agro cresceu muito nos últimos 50 anos, mas ainda há desafios na comunicação, pois falamos muito para dentro, para os produtores. Precisamos nos conectar com o meio urbano e mostrar o impacto social, ambiental e econômico do setor”, destacou.

Para o presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, a falta de uma política de comunicação estruturada prejudica o Agro. “Esse projeto é essencial para aproximar a imagem do agronegócio da realidade. Precisamos derrubar mitos e consolidar o Agro como um dos motores da economia nacional”, afirmou.

Plataforma online para ampliar alcance da iniciativa

Com o crescente interesse de empresas e associações em apoiar e patrocinar o projeto, a ABMRA lançou um site oficial que detalha a estrutura da iniciativa.

A plataforma disponibiliza o relatório completo da pesquisa “Percepções sobre o Agro”, além do plano comercial para patrocinadores interessados em fortalecer a comunicação do setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Acompanhamento de abate reduz perdas



“Muitos produtores não têm acesso a essas informações”



“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação"
“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação” – Foto: Pixabay

A alta do dólar no fim de 2024 tende a pressionar os custos da pecuária, mas a produção de carne bovina no Brasil segue firme, ainda que em ritmo mais moderado, segundo o Cepea. Dados do IBGE mostram que, até setembro do último ano, o volume de abates cresceu 19%, reforçando a resiliência do setor. Nesse cenário, otimizar a gestão da produção torna-se essencial para garantir rentabilidade.  

Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o acompanhamento técnico no abate, serviço oferecido pela Associação Novilho Precoce MS. Com a análise de dados como rendimento de carcaça, dentição e espessura de gordura, os pecuaristas podem corrigir falhas na produção e evitar prejuízos. 

O veterinário Wender Oshiro destaca que uma novilha pode perder até R$ 500 em valorização se não atingir o peso ou a cobertura de gordura ideais. Em 2023, 98% dos mais de 900 animais abatidos por sua cliente, Clarice Barbosa Yutes, atenderam aos padrões da associação, garantindo total bonificação.  

“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação, garantindo total bonificação. Conseguimos enxergar, com precisão, se é necessário investir em mais terminação, melhorar a alimentação ou ajustar a estratégia de venda”, afirma.

Segundo o superintendente da Novilho Precoce MS, Alexandre Guimarães, muitos produtores perdem dinheiro por falta de dados organizados. “Muitos produtores não têm acesso a essas informações de forma organizada e acabam perdendo dinheiro sem perceber. Com os dados detalhados do abate, conseguimos direcionar melhor as decisões do associado dentro da fazenda, garantindo um gado mais bem acabado e um retorno financeiro maior”, finaliza.

 





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quarta safra seguida de seca causa prejuízo de R$ 117 bi



Uma boa parte da safra gaúcha de soja não deve se recuperar, mesmo com as chuvas dos últimos dias. A passagem de uma frente fria trouxe apenas um pequeno alívio. Áreas plantadas mais cedo têm perdas médias de 40%, podendo ser maiores dependendo da região. A preocupação é grande entre os produtores que contabilizam a quarta safra de prejuízos.

A repórter Eliza Maliszewski foi até o município de Pantano Grande, na região central do Rio Grande do Sul, e acompanhou o drama dos produtores – desde janeiro choveu apenas um acumulado de 12 milímetros. A jornalista entrevistou alguns produtores, como Márcio Schaeffer, que plantou 850 hectares de soja. O produtor afirma que nenhuma área vai produzir 100%.

“Estava tudo certo com as lavouras plantadas em outubro, mas na hora de encher o grão, a seca nos tirou quase que o total da produção. Então nossa estimativa, que era de colher 50 a 60 por hectare, nem chegue perto disso. Vamos conseguir uma produção de 15 a 20 sacas por hectare”, disse o agricultor.

Faltou chuva em momentos importantes e os grãos de soja brotaram em diversos momentos. Na plantação é possível observar grãos secos, grãos verdes e grãos que foram recentemente germinados, comprometendo a produtividade da colheita.

Dados da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul mostram que de 2020 a 2024, as estiagens provocaram perdas de R$ 117 bilhões no estado. Indústria e serviços ligados ao setor tiveram perdas que ultrapassam os R$ 319 bilhões.

O gerente técnico da Cooperativa Tritícola Caçapavana (Cotrisul), Fábio Rosso, crê numa queda de 40% na produtividade. “As lavouras estão bastante sentidas, principalmente a soja plantada do cedo e de ciclo precoce.

Segundo Alencar Rugeri, assistente técnico em culturas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), a situação é complexa, pois as circunstâncias variam muito entre as lavouras.

“É muito difícil quantificar valores de estado, de região e de município. Nós temos quem perdeu lavouras inteiras e tem produtor que não perdeu nada no mesmo município por época de plantio, de cultivar, manejo de solo.

Ajuda

Para Fábio Rosso, o desejo é que o produtor colha algo e consiga pelo menos pagar as contas da safra. “A nossa expectativa é para frente agora. O que vai sair dos órgãos competentes para auxiliar as cooperativas e os produtores, se não o agricultor está com poder de barganha muito baixo e é complicadíssimo. A nossa esperança é que normalize daqui pra frente”, desabafou



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Exposição gratuita mostrará evolução da agricultura ao longo dos séculos


A exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação terá início na próxima quinta-feira (20), na Biblioteca São Paulo, localizada na capital paulista.

O objetivo é mostrar a evolução do agronegócio brasileiro, desde o uso da enxada às máquinas com inteligência artificial e tudo o que aconteceu no meio desta trajetória que transformou o setor responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A iniciativa é voltada a educadores, estudantes, pesquisadores, agricultores e o público em geral. A promessa é a de abordar os avanços da agricultura e da pecuária sob uma perspectiva inédita. Assim, dinâmicas interativas e imersivas, jogos e experiências táteis, além de um simulador de colheitadeira fazem parte das atrações.

História e interatividade

Exposição Tesouros da Terra 2Exposição Tesouros da Terra 2
Foto: Divulgação

A exposição inicia a partir da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil e os dispositivos interativos mostram a realidade do campo nos dias de hoje e histórias de agricultores rurais e de seus familiares que dedicam suas vidas em lavouras de soja, milho, trigo e outros cultivos.

Os avanços da biotecnologia e o trabalho de cientistas, agrônomos, bioquímicos, biotecnólogos e veterinários, destacando desde a pesquisa até a implementação de tecnologias no mercado, também são destaques da exposição.

A exposição estará sediada de 20 de fevereiro a 20 de abril em um espaço de, aproximadamente, 100 metros quadrados. Trata-se de uma iniciativa cultural idealizada e produzida pela Yabá Consultoria.

“Um dos desafios do agronegócio é aproximar a realidade do campo moderno das grandes cidades. Acredito que, por meio de vivências culturais e projetos temáticos, essa conexão pode ser fortalecida, permitindo que os jovens das capitais conheçam mais sobre o setor e sua importância para o país”, destaca a CEO da Yabá, Andrea Moreira.

Serviço

Exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação
Data: de 20 de fevereiro a 20 de abril
Local: Biblioteca São Paulo (Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana)



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adiamento do B15 compromete investimentos de todo o setor, critica Aprobio



O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniu nesta terça-feira (18) e decidiu adiar o calendário de evolução da mistura do biodiesel ao diesel fóssil estabelecido em dezembro de 2023. A medida, aprovada no Programa Combustível do Futuro, previa a adoção do teor de 15% (B15) a partir de 1 de março de 2025.

Agora, a mistura será mantida em 14% sem previsão de revisão, já que o tema será discutido na próxima reunião do Conselho, ainda sem data definida.

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) criticou o parecer, destacando repercussões negativas em toda a cadeia do setor.

“Parecia inconcebível ter uma quebra de compromisso estabelecido pelo país nesse processo de transição energética a partir da aprovação do Combustível do Futuro, mas uma visão equivocada do impacto da evolução da mistura de biodiesel na inflação vai comprometer o desempenho em toda a cadeia produtiva, colocando em risco altos volumes de investimentos anunciados”, disse o presidente da entidade, Francisco Turra.

Queda do preço do biodiesel

O setor destacou que o valor do biodiesel está em queda em função da redução do valor do óleo de soja e da desvalorização do dólar.

Assim, em nota, a Aprobio ressalta que não há nenhum vínculo entre o aumento do uso de biodiesel e o preço do óleo de soja, mas sim um impacto real da decisão nos planos de investimentos anunciados pelo setor produtivo, com reflexos para a agricultura familiar e para a competitividade dos preços de alimentos que dependem do farelo de soja para as rações animais.

“Não é possível afetar toda uma cadeia produtiva com 15 dias antes da decisão esperada de aumento de mistura. As empresas empenharam seus compromissos com aquisição de matéria-prima e prepararam a estrutura produtiva para uma ampliação de oferta em cerca de 7%, que, de uma hora para outra, é cancelada”, detalhou Turra.

De acordo com o presidente da Associação, este não é o primeiro desafio enfrentado pelo setor em 20 anos de história que, “mais uma vez, estará unido para reverter essa decisão em favor de um país mais saudável, reduzindo as condições de eventos climáticos extremos que tanto prejudicaram o país, com imensos prejuízos, e tantas vidas levaram.”



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