terça-feira, julho 7, 2026

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BNDES prevê até R$ 30 bilhões para concessões de rodovias em 2025



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê a aprovação de até R$ 30 bilhões para financiar concessões de rodovias em 2025. O valor superaria o recorde do banco para o setor que aconteceu no ano passado, quando foram aprovados R$ 23,5 bilhões. E continuar muito acima da média da série histórica, que é R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões por ano.

As estimativas para esse ano foram feitas pela diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco, Luciana Costa. Ela cita como principal motivo para esse aumento o mecanismo criado pelo Ministério dos Transportes para destravar os investimentos em estradas de rodagem.

“Havia muitas rodovias cujo prazo de concessão deveria ser estendido, tarifa reequilibrada e novos investimentos realizados”, diz Luciana. “Então, o ministro Renan Filho, ao invés de relicitar essas concessões, criou um instrumento em que essas concessões são otimizadas, com todos os players relevantes da mesa renegociando as novas condições da concessão. Com isso, o país consegue destravar entre R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões de investimentos”.

“O Brasil tem o maior volume de concessão rodoviária do mundo e um arcabouço regulatório seguro e eficaz, condições que atraem empresas e investidores locais e internacionais. Até o governo anterior, a média histórica de leilões era de 1,8 leilão por ano. No ano passado, foram feitos sete leilões e, em 2025, estão previstos 15 leilões, que devem mobilizar R$ 163 bilhões de investimentos, numa malha de quase 8,5 mil quilômetros”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Marcos

O BNDES destaca dois “marcos relevantes” da atuação do banco no setor rodoviário em 2024. Um é o financiamento da Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), trecho da BR-116 que liga as duas maiores cidades do país, com uma modelagem inovadora. O outro, publicação de uma carta aos investidores, que detalhou antecipadamente as condições de financiamento à futura concessionária da BR-381, em Minas Gerais. O leilão do ano passado foi bem-sucedido, depois de três tentativas frustradas desde 2012.

A área de infraestrutura do BNDES repetiu a estratégia da carta aos investidores hoje (18), para apoiar a concessão da Rota Agro Norte, trecho da BR-364 em Rondônia que liga a capital Porto Velho à cidade de Vilhena.

O documento mostra as condições de apoio financeiro do banco: financiamento (direto ou indireto não automático), a subscrição de debêntures e a prestação de garantia fidejussória. São financiáveis os trabalhos iniciais, recuperação, ampliação e melhorias no sistema rodoviário do sistema rodoviário, construção de praças de pedágio e outras instalações operacionais e de apoio ao usuário, aquisição de sistemas e equipamentos e investimentos socioambientais, entre outros itens. Não são financiáveis os gastos com desapropriação e equipamentos importados com similar nacional ou não credenciados na Finame – Agência Especial de Financiamento Industrial, empresa pública brasileira, subsidiária do BNDES.



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Conheça a maior feira de apicultura do mundo, Apimondia, na Dinamarca


A cidade de Copenhague, na Dinamarca, será palco global da apicultura. O país sediará a Apimondia 2025, a maior feira do setor do mundo, reunindo produtores, pesquisadores e empresários para discutir inovação, sustentabilidade e oportunidades de negócios no universo da apicultura.

O evento acontece a cada dois anos em diferentes países, promovendo a troca de conhecimento e incentivando boas práticas para o desenvolvimento do setor.

A edição dinamarquesa deste ano, promete apresentar as mais recentes tecnologias e produtos apícolas, além de reforçar a importância das abelhas para a biodiversidade e a economia.

O Sebrae-SP está com inscrições abertas para a Missão Empresarial Apimondia 2025, que levará até 20 empresários do ramo, produtores rurais e apicultores do Estado de São Paulo para o evento.

As inscrições podem ser feitas até 14 de março e a programação ocorrerá de 21 a 27 de setembro.

Na edição anterior da feira, em 2023, realizada no Chile, o Sebrae-SP esteve presente com uma delegação de 20 pessoas.

“É uma forma de criar laços com outros empresários e com o Sebrae, adquirir informações sobre novos mercados, produtos e tecnologias, divulgar a empresa e ainda verificar o potencial de seus produtos e serviços em novos mercados e gerar novos negócios”, destaca Márcio de Carvalho, consultor de comércio exterior do Sebrae-SP.

Além da feira, a programação contará seminários de abertura, visitas técnicas e três dias reservados para a Apimondia. No último dia, os empreendedores participarão do Hackthon de inovação, uma dinâmica para entender o que pode ser feito nos seus próprios negócios a partir das visitas e tendências conhecidas.

Evento Apimondia no Chile Evento Apimondia no Chile
Sebrae-SP esteve presente na edição anterior da feira, em 2023, realizada no Chile. Foto: Divulgação | Sebrae-SP

Expectativas para Apimondia 2025

A última edição da Apimondia que aconteceu no Chile reuniu muitos participantes. Para este ano, a expectativa é ainda maior, já que a Dinamarca se destaca como referência em sustentabilidade e inovação, dois pilares fundamentais para o futuro da apicultura.

A feira acontecerá de 23 a 27 de setembro, em Copenhague, e será uma grande vitrine para produtores que desejam conhecer e expandir sua atuação no mercado internacional, além de um espaço essencial para debater temas como preservação das abelhas e novos mercados para produtos apícolas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Como participar

Com uma programação diversificada e grandes oportunidades de negócios, a feira promete ser um marco para o setor, conectando especialistas e impulsionando o desenvolvimento sustentável da apicultura.

Os interessados em acompanhar o Sebrae-SP na Missão Empresarial Apimondia, podem preencher o formulário clicando aqui.

Ficou interessado e quer saber mais sobre sobre feiras e eventos para micro e pequenos produtores rurais? Acesse o site Canal Rural, Empreendedorismo, e fique por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia verde reduz impacto ambiental na lavoura



Máquinas com menor emissão de CO2


Foto: Divulgação

A busca por soluções sustentáveis no agronegócio tem levado ao desenvolvimento de máquinas agrícolas movidas a energia solar ou com menor emissão de carbono, proporcionando benefícios ambientais e econômicos para os produtores de feijão.

Fabricantes inovadores têm investido em implementos que reduzem o consumo de combustíveis fósseis, diminuindo a pegada de carbono e promovendo um cultivo mais sustentável. Entre as novidades estão tratores elétricos, semeadoras solares e pulverizadores com baixo consumo energético, que garantem eficiência sem comprometer o meio ambiente.

Além da redução de impactos ambientais, essas máquinas possibilitam economia significativa nos custos operacionais, já que a utilização de fontes renováveis reduz gastos com diesel e manutenção. Projetos de incentivo e parcerias com ONGs agrícolas também têm facilitado o acesso de pequenos e médios produtores a essas tecnologias.

A adoção dessas inovações no cultivo de feijão fortalece a sustentabilidade na agricultura, promovendo maior eficiência produtiva e preservação dos recursos naturais. O setor segue avançando com soluções que unem tecnologia, economia e respeito ao meio ambiente.





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o que movimenta o mercado hoje; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a valorização do real, impulsionada pelo leilão do BC e pelas commodities, levando o dólar a R$ 5,68 (-0,41%). O Ibovespa manteve os 128 mil pontos, com Petrobras e Vale em alta.

No exterior, a ata do Fed deve reforçar um tom mais rígido sobre juros, enquanto a guerra na Ucrânia segue sem avanços nas negociações.

No Brasil, o Senado analisa um projeto que pode impactar os gastos do governo.

Hoje, o mercado acompanha a decisão de juros na China e as reuniões do Banco Central.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frente fria gera pancadas fortes de chuva e alerta para capitais



Frente fria muda a circulação de ventos e afeta as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Nas demais áreas, a onda de calor provoca altas temperaturas e pancadas de chuva. Confira:

Sul

A frente fria se afasta em direção ao oceano, mas muda a circulação de ventos, o que mantém a entrada de umidade em direção ao continente, formando as nuvens carregadas entre o Paraná e Santa Catarina. Ainda tem alerta para as capitais Curitiba e Florianópolis, e chuva que acontece a qualquer momento do dia no Vale do Itajaí e no litoral paranaense. No Rio Grande do Sul, o tempo é estável em praticamente todas as regiões, com previsão de pancadas isoladas apenas no extremo noroeste e também na região serrana. Porto Alegre terá um dia ensolarado e com temperaturas em elevação.

Sudeste

A presença de uma frente fria afastada no oceano favorece a entrada de mais umidade em parte do Sudeste e, por conta disso, tem previsão para pancadas pontualmente fortes em praticamente todo o estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro. Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais seguem com o tempo estável e elevadas temperaturas. No Rio de Janeiro, as máximas podem chegar até os 37°C. Na capital paulista, dia quente, com termômetros marcando até 34°C e pancadas isoladas à tarde.

Centro-Oeste

Áreas de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso seguem em onda de calor, o que favorece um dia bem ensolarado, com temperaturas disparando à tarde e chuva muito isolada e passageira. A previsão é de pancadas apenas na metade sul de Mato Grosso do Sul e no norte e leste de Mato Grosso. Em Goiânia e em Brasília, o dia será bem ensolarado, com máximas passando facilmente dos 33°C.

Nordeste

Nesta quarta-feira, as instabilidades continuam concentradas nas áreas litorâneas do Nordeste. O encontro dos ventos dos dois continentes, chamado de Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), continua favorecendo a formação de nuvens bem carregadas entre São Luís (MA) e Natal (RN). Tem previsão de chuva em praticamente todo o estado do Maranhão, norte do Piauí e no Ceará. O Rio Grande do Norte tem alerta para temporais, principalmente na região metropolitana. Entre João Pessoa (PB) e Salvador (BA), a chuva é mais passageira e isolada, mas ainda pode vir com forte intensidade em alguns momentos. Já no sertão nordestino, o tempo continua ensolarado, com a temperatura disparando à tarde e com umidade um pouco mais baixa. Os índices ficam entre 25% e 30% nas horas mais quentes do dia.

Norte

O calor e a alta umidade continuam favorecendo a formação de instabilidades entre o Acre, Rondônia, Amazonas e o interior de Roraima. É uma chuva que acontece em vários momentos do dia, mas, mesmo assim, o tempo continua abafado, com as máximas chegando aos 32°C. Entre Pará e Amapá, é o encontro dos ventos dos dois continentes que formam as nuvens carregadas. Tem alerta para temporais em Belém (PA) e em Macapá (AP). No Tocantins a chuva é mais isolada e não tem previsão para altos volumes. O destaque é o calor.



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Dólar cai e fecha abaixo de R$5,70, menor valor do ano



Dólar recuou pelo segundo dia consecutivo


Foto: Pixabay

De acordo com os dados do InfoMoney, o dólar recuou pelo segundo dia consecutivo e encerrou esta terça-feira (18) no menor patamar do ano, cotado a R$5,6887 no mercado à vista. A desvalorização da moeda norte-americana foi influenciada pelo leilão de venda com recompra promovido pelo Banco Central e pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Rússia para um possível fim da guerra na Ucrânia.

O Banco Central realizou uma intervenção no câmbio, ofertando dólares ao mercado para conter a volatilidade da moeda. Paralelamente, declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, indicando um possível acordo com os EUA para resolver o conflito e reduzir barreiras diplomáticas, trouxeram otimismo aos investidores.

No acumulado de 2025, o dólar já registra uma queda de 7,93% frente ao real. Na B3, o contrato futuro da moeda para março fechou em R$5,6980, com queda de 0,45%.

Dólar comercial

• Compra: R$5,688

• Venda: R$5,688

Dólar turismo

• Compra: R$5,743

• Venda: R$5,923





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Nova cultivar de arroz para o ambiente irrigado subtropical


A apresentação acontecerá na quarta-feira, 20 de fevereiro, durante a 35ª Abertura da Colheita do Arroz, na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, com a presença dos chefes-Geral dessa Unidade, Waldyr Stumpf Júnior, e da Embrapa Arroz e Feijão, Elcio Guimarães, além da equipe de melhoramento genético da Empresa. A ação terá início às 11h, com o pesquisador José Colombari Filho, coordenador do programa de melhoramento genético de arroz da Embrapa, que trará ao público as características agronômicas e de mercado da cultivar. Os estados que compõem a Região subtropical do Cultivo somam-se agora a Goiás, Tocantins, Maranhão e Roraima, com indicação para adoção da BRS A709.

O momento da cultura do arroz irrigado no Brasil tem sido de bastante positividade, desde o lançamento dessa cultivar, em abril de 2024 (Assista ao vídeo de lançamento da Cultivar no YouTube). De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada, que já havia aumentado em 5% para a safra 2023/24, recebe agora incremento de 11,1%, com produção de que deve atingir 12,1 milhões de toneladas. Com a perspectiva de maior disponibilidade interna do grão e a demanda aquecida do mercado internacional pelo arroz brasileiro, somando-se à projeção de arrefecimento dos preços internos, pode-se imaginar um aumento das exportações do produto, que podem chegar a dois milhões de toneladas, segundo a Conab.

Com esse cenário tão favorável, a opção por uma cultivar que possa somar inúmeras virtudes e proporcionar os resultados planejados antes do cultivo, é um ponto de segurança para o produtor. E é esse o caso da BRS A709. Além da produtividade (potencial de 16.100kg), ela se destaca pelo rendimento estável de grãos inteiros (69%), com qualidade industrial e culinária premium. A cultivar tem ciclo medio (127dias), é tolerante a acamamento e, sobre sua reação às doenças, é moderadamente resistente à brusone nas panículas e folhas, mancha de grãos e mancha parda.

A chegada da BRS A709 fortalece, ainda mais, o portfólio de arroz irrigado da Embrapa, entregando ao mercado todas essas virtudes nela embarcadas, mas, especialmente, pela amplitude de adoção. Isso, porque abrange com segurança as principais áreas de produção no país, oferecendo ao produtor opção para evitar as principais doenças da cultura, que ocorrem de forma diferenciada, de Norte a Sul.

A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem por tema central: “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho: Uma visão de futuro”. O evento é realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), pela Embrapa e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS).

 





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Área de plantio de arroz aumenta no RS


O Instituto Rio Grande do arroz apresentou na manhã desta terça-feira (17) os dados da semeadura da safra 2024/2025. A divulgação ocorreu durante coletiva com jornalistas realizada no Auditório Frederico Costa durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita do arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão, com a presença do presidente da autarquia, Rodrigo Warlet Machado, da diretora técnica, Flávia Miyuki Tomita, do gerente da Assistência Técnica e Extensão Rural, Luiz Fernando Siqueira, da meteorologista, Jossana Cera, técnicos do Irga, autoridades e imprensa.

A área total semeada com arroz no Estado foi de 970.194 hectares, com um aumento de 7,8% em relação à safra passada (69.991 ha). Todas as regiões do Estado registraram aumento da área semeada: Fronteira Oeste 8,61%, Campanha 7,58%, Zona Sul 8,91%, Região Central 4,82%, Planície Costeira Externa 6,33% e Planície Costeira Externa 8,69%.

Entre as cultivares, a IRGA 424 RI segue liderando, com 54,47% do total. Outro cultivar do instituto, a IRGA 431 CL, com 7,57%. Ao todo, o Irga responde por 63,09% das cultivares semeadas no RS (612.095 ha).

Já a área plantada de soja é de 364.296 hectares, redução de 13,72% (57.914 há) em comparação ao último ano. As regiões que registraram redução foram: Fronteira Oeste -47,41%, Zona Sul -27,18%, Planície Costeira Externa -21,21%, Planície Costeira Interna -14,77%. Já a região da Campanha e Central registraram aumento, 0,21% e 100,63%, respectivamente.

De acordo com a diretora técnica, em safras anteriores as publicações dos levantamentos da semeadura encerravam em dezembro, no entanto, a safra 2024/2025, em função da reconstrução de algumas áreas atingidas pelas enchentes, a semeadura se entendeu no mês de dezembro, inclusive em janeiro em algumas regiões.

Os levantamentos foram encerrados no dia 6 de janeiro, mas muitos produtores, em especial da região Central, continuaram com o plantio.

Segundo o presidente do Irga, devido a capilaridade da autarquia e trabalho dos técnicos junto aos produtores, mesmo as áreas semeadas após o período de coleta de dados, foram consideradas no levantamento final da semeadura, tornando as informações precisas.

“Apesar das dificuldades enfrentadas no último ano, os produtores mostraram resiliência e capacidade de superar as dificuldades, demonstrando, mais uma vez, que os produtores gaúchos estão comprometidos em garantir o arroz no prato dos brasileiros”, afirma Tomita.





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CNPE aprova criação de operação para para combater fraudes na mistura do biodiesel ao diesel



O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (18), a criação de uma operação conjunta entre órgãos do governo federal para “combater fraudes na mistura obrigatória do biodiesel ao diesel”, hoje no patamar de 14%. Essa operação será coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

A ideia, segundo o Conselho, é aperfeiçoar os “instrumentos regulatórios e de fiscalização para assegurar a concorrência justa quanto à oferta de preços”.

Em coletiva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, citou que a pasta está trabalhando “muito fortemente” para que as distribuidoras façam a mistura “de forma adequada”.

“Há muitas denúncias, inclusive públicas, de que algumas não estão fazendo de forma adequada por deficiência de fiscalização, outras estão colocando menos do que deve, e outras não estão fazendo por fraude mesmo. Nós sabemos que há um grande trabalho hoje para combater o crime organizado, para combater qualquer tipo de fraude nesse setor tão sensível que é o setor do suprimento de combustível no Brasil”, disse ele, em coletiva de imprensa.

Biodiesel: adiamento do B15

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniu nesta terça-feira (18) e decidiu adiar o calendário de evolução da mistura do biodiesel ao diesel fóssil estabelecido em dezembro de 2023.

A medida, aprovada no Programa Combustível do Futuro, previa a adoção do teor de 15% (B15) a partir de 1 de março de 2025.

Na saída da reunião, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou que a expectativa da pasta é de que o cronograma de 15% de mistura de biodiesel ao óleo diesel possa ser retomado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), considerando a perspectiva de acomodação do preço do óleo de soja.

“Com o início da safra, o preço do óleo de soja já começou a cair, mas precisamos agir com cautela. O adiamento do B15 vai permitir a maior disponibilidade de óleo de soja no mercado, não havendo disputa com óleo de cozinha, e a queda do preço do óleo de soja”, disse.



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Produtor rural ameaçado por indígenas reacende prioridade da FPA por marco temporal



O embate entre indígenas e produtores rurais tem feito o município de Tamarana, no norte do Paraná, ser palco de ações violentas.

“Na última sexta-feira, foi terrível. Ficamos quase cinco horas lá [na propriedade] com quase 200 índios (sic) em volta da gente, dizendo que não iam me deixar plantar nada e que se eu entrasse com os tratores para executar o plantio do milho safrinha, iam tacar fogo nos tratores, nas edificações, com ameaças; estão lá circulando e perturbando a gente”, relato o produtor Eucler Alcântara Ferreira.

O advogado da família Rodolfo Ciciliato diz que nos últimos sete anos, já foram vários acordos e decisões judiciais, porém, sem efeito prático até agora.

“Depois de anos de batalha para conseguirmos uma decisão na esfera judicial, os órgãos policiais não cumprem a medida porque a Polícia Militar diz que não pode fazer nada sem o apoio Polícia Federal e a Polícia Federal fala que não pode fazer nada, que ela só responde pelos atos de inteligência, que o efetivo policial tem de ser da Polícia Militar. […] invasor, criminoso, tem de ser tratado da maneira que criminoso tem de ser tratado”, argumenta o profissional.

Marco temporal

O marco temporal dá direito aos povos indígenas de ocupar e disputar terras que já ocupavam até 5 de outubro de 1988, data em que foi promulgada a Constituição Federal. A tese já foi julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Contudo, a recente minuta do ministro da Suprema Corte Gilmar Mendes, que atua desde agosto de 2024 como mediador de uma comissão entre os produtores, parlamentares, Ministério Público e lideranças indígenas na tentativa de avançar nas negociações de maneira pacífica, não agradou a bancada do agronegócio.

Caso a discussão em torno do tema não avance, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, a decisão sairá do Congresso Nacional.

“Para a nossa surpresa, a minuta apresentada pelo gabinete do ministro Gilmar Mendes ignorou completamente a questão do marco temporal que, para nós, é inegociável; não vamos tergiversar nesse assunto. Mais de 370 parlamentares encaminharam nesse sentido, 80% do Congresso Nacional apoiou a tese do marco temporal tanto na votação dos projetos quanto também na derrubada do veto. Caso haja necessidade de votarmos mais uma vez nesse sentido, vamos reiterar esses votos e garantir o entendimento em relação a esse tema”.



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