terça-feira, julho 7, 2026

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Adesão do Brasil à Opep+ não é preferência a combustíveis fósseis, diz ministro da Agricultura



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a decisão do governo brasileiro de aderir ao Fórum de Diálogo da Opep+, grupo de países aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta terça-feira (18).

“A adesão à Opep+ não é preferência a combustíveis fósseis. É uma transição e nós não podemos abrir mão de participação da discussão de alto nível da produção, inclusive de petróleo, porque ele ainda é uma fonte de geração de energia muito relevante”, afirmou Fávaro a jornalistas. “Estar fora da Opep+ é estar fora da principal discussão”, acrescentou.

Questionado se a decisão é uma contradição em relação à agenda dos biocombustíveis, Fávaro negou haver divergência entre a política ambiental e de transição energética. “Seria contraditório retroceder ao B10 (10% de biodiesel na mistura do óleo diesel). O Brasil caminha a passos largos com a volta do presidente Lula e incentiva a produção de biocombustíveis”, observou o ministro.

A adesão do país à Opep+ é criticada por ambientalistas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Broca e bicho-mineiro exigem controle eficiente


O manejo de pragas e doenças é fundamental para garantir a qualidade e produtividade do café, segundo o engenheiro agrônomo e CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, Dr. Aldir Alves Teixeira. Entre os desafios enfrentados pelos cafeicultores, duas ameaças se destacam: a broca-do-café (Hypothenemus hampei) e o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella).

A broca-do-café é uma praga bastante prejudicial ao cafeeiro e ataca os frutos em qualquer estágio de maturação. As infestações da broca-do-café podem ser influenciadas por diversos fatores, tais como o clima, a colheita, o sombreamento, o espaçamento e a altitude. Níveis a partir de 30% de infestação são prejudiciais à produtividade e qualidade do café. Os machos da broca-do-café apresentam as mesmas características morfológicas das fêmeas, porém são menores com asas rudimentares e possuem o comportamento de não saírem dos frutos onde se originam. As fêmeas, após o acasalamento, perfuram a região da coroa, e ovipositam em câmaras feitas nas sementes. Após 4 a 10 dias da postura, nascem as larvas que passam a broquear as sementes degradando o interior dos frutos de café. O período larval é de 14 dias, o período de pupa é de 7 dias em média, sendo que o desenvolvimento completo dura de 27 a 30 dias. Os prejuízos causados pela broca-do-café afetam a classificação e o beneficiamento do mesmo, comprometendo a bebida do ponto de vista comercial.

“A forma mais adequada para acompanhar a infestação da broca-do-café e para a tomada de decisão dos métodos de controle a serem utilizados é fazer a amostragem mensal dessa praga no cafezal, principalmente até cerca de 70 dias antes da colheita. Outra sugestão é iniciar a amostragem quando os frutos estiverem na fase de chumbo e chumbões, período em que as sementes já estão formadas e, portanto, fase em que a broca perfura o fruto, podendo ovipositar no fruto”, explica o engenheiro agrônomo.

Já a mariposa do bicho-mineiro é bem pequena, apresentando 6,5 mm de envergadura, asas brancas na parte dorsal. Sua postura ocorre durante a noite, com média de 7 ovos, colocando um ovo por folha, e durante o dia permanece na parte inferior das folhas. Nas infestações, a lagarta penetra na folha e aloja-se entre as duas epidermes, começando a alimentar-se e a construir minas, daí o nome bicho-mineiro. A ocorrência do bicho-mineiro está condicionada a diversos fatores. Entre esses fatores destacam-se as condições climáticas, sendo que a precipitação pluvial e a umidade relativa do ar influenciam negativamente na população da praga, ao contrário da temperatura, que exerce influência positiva; também a presença ou ausência de inimigos naturais como parasitoides, predadores e patógenos e diferenças de espaçamentos favorecem as infestações dessa praga. As larvas do bicho-mineiro eclodem de 5 a 21 dias após a postura, e penetram nas folhas, ficando entre as duas epidermes e causando a destruição do parênquima, consequentemente causam diminuição da área fotossintética e provocam queda das folhas. O período larval desta praga dura de 9 a 40 dias, formando um casulo em forma de X, no baixeiro do cafeeiro. Já o período de pupa dura de 5 a 26 dias e os adultos sobrevivem em média cerca de 15 dias.

“A amostragem de bicho-mineiro em cafeeiros de até 3 anos de idade deve ser realizada quinzenalmente no início, quando os primeiros danos aparecem nas folhas. Neste caso, o controle do bicho-mineiro deve ser iniciado quando forem encontradas 30% ou mais de folhas minadas nos terços médio e superior das plantas de café”, orienta Dr. Aldir Alves Teixeira.





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Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras realiza posse de nova diretoria



O Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) , realizou nesta terça-feira (18), a cerimônia de posse da nova diretoria para o quadriênio 2025-2029. O encontro aconteceu na sede do sindicato, em Barreiras, no Oeste da Bahia, e reuniu associados, membros da equipe e lideranças do setor, para oficializar o início de um novo ciclo de gestão.

A produtora rural, Rosicleia do Rocio Flizicoski Cerrato, assume a presidência ao lado de David Marcelino Almeida Schmidt, que ocupa agora a vice-presidência da entidade.

Durante a cerimônia de posse, Schmidt apresentou a nova gestão as ações desenvolvidas nos últimos quatro anos, e destacou os avanços alcançados.

“Foram quatro anos desenvolvendo muitas ações para o Oeste, e neste novo mandato pretendemos trabalhar ainda mais, trazendo inovação em projetos e ações para impulsionar ainda mais o setor produtivo. ”, ressaltou David Schmidt, agora como vice-presidente do SPRB.

Cerrato em seu discurso pretende dar continuidade aos trabalhos que já são realizados pela instituição e também trazer novas ideias que irão impulsionar ainda mais a atuação de jovens sucessores.

Além da nova diretoria, o evento também destacou a presença da Diretoria Jovem do SPRB, uma iniciativa já da nova gestão no qual visa preparar e incentivar a sucessão no agronegócio.

A Diretoria Jovem tem como missão envolver os futuros líderes do setor, promovendo capacitações, intercâmbios e ações que permitam aos jovens entender e participar ativamente das decisões e desafios do campo.

Nova diretoria (2025-2029)

Presidente: Rosicleia do Rocio Flizicoski Cerrato

Vice-Presidente: David Marcelino Almeida Schmidt

1ª Secretária: Suzana Muterle Viccini

2ª Secretária: Luciane Oliveira Miller

1º Tesoureiro: Gill Arêas Machado

2º Tesoureiro: Ildo João Rambo

Conselho Fiscal

1º Conselheiro Fiscal Titular: José Maria de Albuquerque Júnior

2º Conselheiro Fiscal Titular: Erick Yuzo Ischida Mizote

3º Conselheiro Fiscal Titular: Pedro Ovídio Tassi

1º Conselheiro Fiscal Suplente: José Cláudio Oliveira

2º Conselheiro Fiscal Suplente: Antonio Balbino de Carvalho Neto

3º Conselheiro Fiscal Suplente: José Henrique Ribeiro Piau


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Exportações do café paulista aumentam quase 90% e impulsionam a balança comercial



Levantamento da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) indica que as exportações de café em janeiro de 2025 no estado de São Paulo aumentaram 82,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com isso, a produção de café impulsionou a balança comercial do agronegócio paulista, que manteve-se positiva com um superávit de US$ 1,64 bilhão. Ao todo, o setor exportou US$ 2,16 bilhões no primeiro mês de 2025.

As vendas de café para o exterior representaram 7,7% desse valor e registraram US$ 166,4 milhões. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Ao todo, 45,3% das exportações do estado vieram do agronegócio. Confira os principais produtos exportados por São Paulo em janeiro de 2025:

  • Complexo sucroalcooleiro: 27,8% de participação no agro paulista, com US$ 599,47 milhões (açúcar representando 89,3% e etanol 10,7%);
  • Sucos: 15,5% de participação, somando US$ 334,41 milhões (99,0% de suco de laranja);
  • Produtos florestais: 13,1% de participação, com US$ 282,39 milhões (58,6% de celulose e 33,7% de papel);
  • Carnes: 12,7% de participação, na ordem de US$ 274,09 milhões (82,4% carne bovina);
  • Café: 7,7% de participação, registrando US$ 166,43 milhões (71,1% de café verde e 25,3% de café solúvel).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, destacam-se as exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%).

Segundo o pesquisador do IEA-Apta, Alberto Ângelo, há previsão de aumentar as exportações do complexo sucroalcooleiro a partir de fevereiro. “Houve atraso no plantio no ano passado, provocado pela seca, portanto, a colheita deve se concentrar nos meses de fevereiro e março”.

Participação de SP no agronegócio brasileiro

As exportações paulistas representaram 19,6% do total brasileiro no agronegócio, deixando São Paulo em primeiro lugar entre os estados que mais enviam produtos do agro para outros países. Destaque para os grupos de sucos (88,2%), produtos alimentícios diversos (71,5%), produtos de origem vegetal (65,9%) e complexo sucroalcooleiro (54,4%), que mantiveram expressiva participação nas exportações brasileiras.



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Repórter do Canal Rural no RS é homenageada com a “Pá do Arroz”



Natural de Dom Feliciano (RS), Eliza é jornalista formada há 15 anos e especializada em TV e convergência digital. Filha de agricultores, trabalha com jornalismo especializado em agronegócio há quase uma década. Há dois anos e meio é repórter da afiliada Sul do Canal Rural.

“Fico imensamente honrada em fazer parte dos nomes reconhecidos neste ano. O trabalho do setor arrozeiro é fundamental para o abastecimento de alimentos no país e é desafiador. Nosso papel como imprensa de agronegócio é estar junto do produtor rural, levando informações de qualidade, com seriedade e colaborando no desenvolvimento do setor”, destaca.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Complexo portuário de Itajaí tem aumento em todos os índices em janeiro


Presidente da APS considera envolvimento com a comunidade portuária local, além de muito trabalho, como fatores que geraram bom desempenho

O Complexo Portuário de Itajaí registrou aumento em todos os índices de movimentação de cargas em janeiro de 2025, comparado ao mesmo mês do ano anterior. No total, somando área pública e terminais de uso privado, o aumento foi de 26%, com 1,27 milhão de toneladas em 2025 ante pouco mais de um milhão em janeiro de 2024.

De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), gestora da infraestrutura pública do Porto de Itajaí, os resultados refletem a integração entre a boa gestão pública e a eficiência do setor privado: “o crescimento em janeiro é resultado do bom entendimento entre a comunidade portuária de Itajaí e Navegantes, suas administrações municipais e a gestão pública técnica da APS-Itajaí”, destacou. “Nós abrimos a gestão à participação local, inclusive aproveitando os empregados que já estavam na casa, e isso vem permitindo grandes avanços na retomada da grandeza do Porto”, afirmou Pomini.

No cais público do Porto de Itajaí, o destaque foi a atracação de navios de cruzeiros. De 17 atracações em janeiro, 13 foram de navios de passageiros, duas de carga geral, uma de contêineres e uma de ro-ro (carga de veículos). Por isso é relevante a decisão da APS-Itajaí de permitir a movimentação terrestre de carga geral, visando ampliar o embarque e desembarque de cargueiros, sem deixar de atender os cruzeiros.

No cais público, a movimentação foi de 47,9 mil toneladas, aumento de 28% em relação a 2024, quando a movimentação foi de 37,4 mil toneladas. Diferentemente do complexo como um todo, o Porto de Itajaí tem maior movimentação de exportação que de importação. Somando área arrendada com área de uso comum, são 185,4 mil toneladas de carga exportadas contra 174,5 mil desembarcadas.

Totais do complexo

Dos 1,27 milhão de toneladas movimentadas em janeiro no complexo portuário, 54% foram do fluxo de desembarque (690,7 mil) e 46% de desembarque (581,6 mil). O aumento em relação a 2024 nos dois fluxos foi de cerca de 26%.

Na movimentação de contêineres, o aumento foi de 21%, com 117,8 mil TEU este ano ante 97 mil no primeiro mês do ano passado.

O Porto de Itajaí teve movimento de 359,9 mil toneladas e os terminais de uso privado 912,4 mil toneladas. O total de atracações em janeiro no complexo portuário foi de 102, aumento de 28% em relação a 2024, quando foram 80 atracações. Metade daquele número (51 atracações) foram de navios de longo curso.





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Butão vai importar carne bovina do Brasil



“Além disso, amplia a presença da carne bovina brasileira na Ásia e contribui para o aumento das exportações do agronegócio, impulsionando a economia nacional e gerando novos empregos no setor”, informa o Mapa.

O trabalho foi realizado de forma conjunta com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Desta forma, o agronegócio brasileiro alcança a 26ª abertura de mercado em 2025, totalizando 326 aberturas desde 2023.



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PGR denuncia Bolsonaro e mais 33 por tentativa de golpe



A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve outros militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

As acusações da procuradoria estão baseadas no inquérito da Polícia Federal (PF) que indiciou, em novembro do ano passado, o ex-presidente no âmbito do chamado inquérito do golpe, cujas investigações concluíram pela existência de uma trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.

Conspiração

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente e o general Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa com Bolsonaro – derrotada nas eleições de 2022, exerceram papel de liderança para realização de uma “trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas”.

“A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, o general Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e Independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, afirmou Gonet.

Gonet diz que a denúncia contra Bolsonaro narra os fatos cometidos por uma “organização criminosa estruturada” para impedir a concretização da vontade popular demonstrada com o resultado das eleições de 2022, quando Lula foi eleito presidente.

” O presidente da República [ Bolsonaro] adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Essa escalada ganhou impulso mais notável quando Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o mais forte contendor na disputa eleitoral de 2022, tornou-se elegível, em virtude da anulação de condenações criminais”, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadoras de alta velocidade otimizam plantio do trigo



O avanço tecnológico no setor tem permitido maior eficiência no plantio do trigo


Foto: Canva

O avanço tecnológico no setor agrícola tem permitido maior eficiência no plantio do trigo. As semeadoras de alta velocidade, equipadas com sistemas de precisão e automação, reduzem significativamente o tempo necessário para a semeadura, garantindo melhor aproveitamento das janelas climáticas e maior uniformidade na distribuição das sementes.

Com o uso dessas máquinas, os produtores podem aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais, já que o desempenho aprimorado permite cobrir grandes áreas em menos tempo, otimizando os recursos utilizados no plantio.

Os modelos mais modernos apresentam controle eletrônico de profundidade, sensores para ajuste automático da taxa de semeadura e menor compactação do solo, fatores que contribuem para o desenvolvimento uniforme das lavouras.

A adoção de semeadoras de última geração tem sido destaque em feiras do setor, onde fabricantes apresentam novos lançamentos com foco na agilidade e eficiência da semeadura. O investimento nessas máquinas pode representar um diferencial competitivo para produtores que buscam maior rentabilidade e sustentabilidade na produção de trigo.





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BNDES prevê até R$ 30 bilhões para concessões de rodovias em 2025



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê a aprovação de até R$ 30 bilhões para financiar concessões de rodovias em 2025. O valor superaria o recorde do banco para o setor que aconteceu no ano passado, quando foram aprovados R$ 23,5 bilhões. E continuar muito acima da média da série histórica, que é R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões por ano.

As estimativas para esse ano foram feitas pela diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco, Luciana Costa. Ela cita como principal motivo para esse aumento o mecanismo criado pelo Ministério dos Transportes para destravar os investimentos em estradas de rodagem.

“Havia muitas rodovias cujo prazo de concessão deveria ser estendido, tarifa reequilibrada e novos investimentos realizados”, diz Luciana. “Então, o ministro Renan Filho, ao invés de relicitar essas concessões, criou um instrumento em que essas concessões são otimizadas, com todos os players relevantes da mesa renegociando as novas condições da concessão. Com isso, o país consegue destravar entre R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões de investimentos”.

“O Brasil tem o maior volume de concessão rodoviária do mundo e um arcabouço regulatório seguro e eficaz, condições que atraem empresas e investidores locais e internacionais. Até o governo anterior, a média histórica de leilões era de 1,8 leilão por ano. No ano passado, foram feitos sete leilões e, em 2025, estão previstos 15 leilões, que devem mobilizar R$ 163 bilhões de investimentos, numa malha de quase 8,5 mil quilômetros”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Marcos

O BNDES destaca dois “marcos relevantes” da atuação do banco no setor rodoviário em 2024. Um é o financiamento da Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), trecho da BR-116 que liga as duas maiores cidades do país, com uma modelagem inovadora. O outro, publicação de uma carta aos investidores, que detalhou antecipadamente as condições de financiamento à futura concessionária da BR-381, em Minas Gerais. O leilão do ano passado foi bem-sucedido, depois de três tentativas frustradas desde 2012.

A área de infraestrutura do BNDES repetiu a estratégia da carta aos investidores hoje (18), para apoiar a concessão da Rota Agro Norte, trecho da BR-364 em Rondônia que liga a capital Porto Velho à cidade de Vilhena.

O documento mostra as condições de apoio financeiro do banco: financiamento (direto ou indireto não automático), a subscrição de debêntures e a prestação de garantia fidejussória. São financiáveis os trabalhos iniciais, recuperação, ampliação e melhorias no sistema rodoviário do sistema rodoviário, construção de praças de pedágio e outras instalações operacionais e de apoio ao usuário, aquisição de sistemas e equipamentos e investimentos socioambientais, entre outros itens. Não são financiáveis os gastos com desapropriação e equipamentos importados com similar nacional ou não credenciados na Finame – Agência Especial de Financiamento Industrial, empresa pública brasileira, subsidiária do BNDES.



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