terça-feira, julho 7, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar fecha em alta e volta a superar R$ 5,70



Moeda dos EUA avança apesar de dia sem grandes notícias


Foto: Pixabay

Segundo dados da análise do InfoMoney, o dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (14) em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,7258, após registrar na véspera o menor valor de fechamento do ano (R$ 5,6887). A valorização da moeda norte-americana ocorreu mesmo sem grandes notícias no cenário econômico, refletindo o viés positivo global para o dólar e as novas ameaças dos Estados Unidos de imposição de tarifas comerciais.

Na B3, às 17h04, o contrato futuro do dólar para março — o mais negociado no momento — subia 0,61%, para R$ 5,7345.

Apesar da valorização no dia, o dólar acumula queda de 7,33% em 2025, após um período de forte desvalorização no início do ano.

Dólar comercial:

Compra: R$ 5,725

Venda: R$ 5,725

Dólar turismo:

Compra: R$ 5,743

Venda: R$ 5,923





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Queda da arroba do boi poderia ser maior, diz analista. Veja as cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com queda nos preços. “Novamente precisa ser mencionado o papel da oferta de fêmeas nesse movimento de baixa, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate”, diz o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e contribuiu para a redução de patamares que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes.

“Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais contundentes.”

  • São Paulo: R$ 315,92 (R$ 317 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 305,82 (R$ 306,18 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,34 (R$ 306,02 na terça)
  • Mato Grosso: R$ 310,27 (R$ 312,43 ontem)

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. “No entanto, a perspectiva ainda é de queda dos preços no curto prazo, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês”, considera Iglesias.

Além disso, conforme o analista, o perfil de consumo traçado para o primeiro bimestre ainda aponta a preferência por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, do ovo e dos embutidos.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha segue a R$ 17,50 e o quarto traseiro ainda está a R$ 25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,7256 para venda e a R$ 5,7236 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6825 e a máxima de R$ 5,7325.



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Programa do Mapa doará máquinas agrícolas para regiões com baixo índice de mecanização



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) por meio da Portaria nº 775/25, publicada nesta quarta-feira (19).

A iniciativa tem como propósito a aquisição e doação de máquinas e equipamentos agrícolas em redes e parcerias com organizações públicas federais, estaduais, distritais e municipais, além de organizações privadas.

“Não restam dúvidas de que a produção de alimentos é a vocação do Brasil. E essa agropecuária, que é destaque no mundo e essencial para a nossa economia, também é um importante instrumento para a redução das desigualdades. Para isso, estamos impulsionando a modernização da produção com incentivo à mecanização, que permite práticas mais sustentáveis e eficazes, além do aumento da produtividade”, detalhou o ministro da pasta, Carlos Fávaro.

Regiões priorizadas

No programa, o Mapa esclarece que serão priorizadas as regiões com menor índice de mecanização agrícola e também menor participação competitiva na produção agropecuária, além de estados e municípios em situação de emergência ou calamidade pública.

“Para receber os bens, o beneficiário deverá apresentar diagnóstico que demonstre a demanda específica por máquinas e equipamentos, considerando o perfil agrícola da região, a extensão da área rural e a condição das estradas vicinais”, diz nota do Mapa.

Além disso, será firmado um termo de compromisso e de doação que assegure a utilização dos equipamentos exclusivamente para os objetivos do Promaq, garantindo que os equipamentos serão utilizados em conformidade com práticas agrícolas sustentáveis e com as normas ambientais.



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Cotação do “boi China” cai R$ 2,00/@ em São Paulo



Boi gordo tem queda de preço




Foto: Divulgação

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, a boa oferta de boiadas, especialmente de fêmeas de descarte, aliada ao baixo escoamento da carne bovina, resultou em uma pressão sobre os preços do mercado pecuário em São Paulo.

A cotação do boi gordo caiu R$ 1,00/@, enquanto o “boi China”, a vaca e a novilha registraram queda de R$ 2,00/@. As escalas de abate estão atendendo, em média, sete dias.

Mato Grosso

  • Região Norte: Oferta elevada de fêmeas para descarte, mas com baixa demanda. O preço do boi gordo caiu R$ 2,00/@, enquanto o valor da vaca e da novilha permaneceu estável.
  • Região Sudoeste: O mercado manteve estabilidade em todas as categorias.
  • Região de Cuiabá: Nenhuma variação nos preços foi registrada.
  • Região Sudeste: Com menor oferta de boiadas, mas escoamento lento, o mercado permaneceu equilibrado. O boi gordo e a vaca mantiveram os preços, enquanto a novilha caiu R$ 2,00/@.


Santa Catarina

O mercado manteve-se estável, com oferta moderada de bovinos e demanda pouco aquecida. Não houve variação de preços em nenhuma categoria. As escalas de abate na região atendem, em média, seis dias.





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Soja: produtores focados na colheita e lentidão no mercado do grão



O mercado brasileiro de soja teve ritmo lento nesta quarta-feira. Os preços apresentaram bastante volatilidade. Houve boas oportunidades de negócios nos portos, mas sem relatos de movimentos expressivos. Os produtores seguem focados na colheita e não aceitam os preços atuais.

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Preços da soja no país:

  • Passo Fundo (RS): preço manteve em R$ 130,00
  • Missões (RS): preço manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço manteve em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 124,50 para R$ 124,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 114,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 110,50 para R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa. Em dia volátil, um movimento de realização de lucros, acompanhando outros mercados, principalmente trigo e milho.

O avanço da colheita da maior safra da história do Brasil amplia a oferta e ajuda na pressão. A maior aversão ao risco, em meio às renovadas preocupações com a política comercial do novo governo Trump, adicionou pressão aos contratos.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,64%, a US$ 10,31 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,48 1/4 por bushel, perda de 7,25 centavos ou 0,68%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,30%, a US$ 294,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,30 centavos de dólar, com baixa de 1,00 centavo ou 2,11%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,65%, negociado a R$ 5,7256 para venda e a R$ 5,7236 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6825 e a máxima de R$ 5,7325.



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saiba o que esperar nas lavouras de soja



Durante o Fórum Soja Brasil Cotricampo, realizado em Campo Novo, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (19), o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, destacou que o Rio Grande do Sul tem enfrentado um calor intenso, com chuvas escassas, o que resultou em restrição hídrica em várias lavouras. Apesar de algumas chuvas no último final de semana, o mapa de umidade do solo indica que ainda há áreas, especialmente na região Oeste, com níveis abaixo de 40%, necessitando de mais precipitação.

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Veja como fica o tempo nas lavouras de soja

Nos próximos cinco dias, a tendência é de tempo firme, com chuvas moderadas previstas para a região Norte, incluindo a Noroeste, mas sem grandes volumes. Entre 24 e 28 de fevereiro, a chuva deve retornar gradualmente, com acumulados que podem ultrapassar os 80 mm em cinco dias. Essa precipitação ajudará a repor a umidade do solo, especialmente em Campo Novo, onde se espera mais de 100 mm de chuva nos próximos dias, permitindo a recuperação do solo para a semeadura.

Com o retorno das chuvas, a previsão é de que a temperatura se normalize, evitando os extremos de calor que chegaram a atingir 34°C e 35°C recentemente. Para março, a expectativa é de um clima mais chuvoso, com acumulados superiores a 100 mm em 30 dias, beneficiando tanto a umidade do solo quanto a semeadura das lavouras de inverno. A temperatura deve se manter em patamares mais agradáveis, com máximas entre 23°C e 25°C.

La Niña

A tendência é que o fenômeno La Niña, que está perdendo força, contribua para um outono e inverno mais quentes do que a média, embora ainda seja possível ocorrerem pulsos de frio, especialmente no final de junho e início de julho. Nesses períodos, as temperaturas podem cair abaixo de 10°C, mas sem grandes quedas.

Para junho, a previsão é de chuvas abaixo da média, com acumulados entre 70 mm e 80 mm em 30 dias, o que não deverá impactar a colheita da safra de verão, cujas perdas já foram consolidadas devido à onda de calor. Já para a próxima safra, a projeção é de neutralidade no fenômeno El Niño-La Niña, o que deve garantir uma primavera tranquila e chuvas dentro da normalidade, oferecendo boas condições para o produtor gaúcho.



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Novo presidente da Comissão de Agricultura do Senado quer acelerar regularização fundiária



O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) foi eleito presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado para o biênio 2025-2026 nesta quarta-feira (19).

Ainda não foi definido o vice-presidente da comissão. O cargo seguirá vago até que os blocos partidários entrem em acordo para a indicação dessa vaga. 

Durante seu primeiro discurso como presidente da CRA, Zequinha reforçou seu compromisso com o avanço de pautas que incentivem a agricultura sustentável, a regularização fundiária, o licenciamento ambiental e a desburocratização do acesso ao crédito rural.

COP30 em Belém

O senador lembrou que Belém, capital do estado que ele representa, será a sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro deste ano.

Ele afirmou que o evento é uma oportunidade para mostrar ao mundo não somente a potência da agricultura brasileira, que garante ao Brasil ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas também os avanços feitos pelo país para alcançar bases produtivas mais sustentáveis.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) enfatizou que a CRA deve assumir papel fundamental nessa articulação, mostrando que o Brasil “não é só campeão na agricultura, mas também na proteção do meio ambiente.”

“A nossa agricultura é a mais sustentável do mundo. Pode ser que tenha alguém que chegue perto, mas não tem como a nossa. Há 50 anos nós transformamos nossa agricultura e fomos para o caminho de uma agricultura sustentável, tropical, com tecnologias próprias do Brasil”, enfatizou.

PIB do agro

Zequinha destacou pesquisa da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) que projeta, para o PIB do Agronegócio, um crescimento de até 5% em 2025. Essa alta será impulsionada, segundo a CNA, pelo aumento da produção primária agrícola (com destaque para os grãos) e pela expansão da indústria de insumos e da agroindústria exportadora.

Assim, de acordo com a pesquisa, o Valor Bruto da Produção está estimado em R$ 1,34 trilhão para este ano.

Apesar disso, o senador aponta um cenário desafiador para o país, em razão da política fiscal, do câmbio, da inflação, da taxa Selic e de fatores externos, o que exige uma atuação eficiente da comissão, conforme ele.

Regularização fundiária e licenciamento

Existem 75 projetos tramitando na CRA que tratam, basicamente, de regularização fundiária. De acordo com Zequinha, trata-se de assunto que precisa avançar no país. “Não dá para passar a vida toda falando disso sem tomar medidas para que a regularização fundiária aconteça efetivamente, principalmente na região Norte.”

Isso porque, segundo o presidente da CRA, a agricultura familiar é um sucesso “do meio do Brasil até o Sul, mas para o Norte ainda é muito carente. E nós vamos trabalhar para que isso aconteça. O crédito rural nem sempre é suficiente e às vezes é ‘burocrático’ também, o que impede o acesso de muita gente [a esse financiamento]. O licenciamento ambiental precisa andar; temos de avançar, temos de modernizar, agilizar, porque certamente ele mexe com a economia do país, não só do agro, mas de todos os setores produtivos do país”, declarou Zequinha.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) também defendeu a ampliação da discussão sobre a regularização fundiária, assim como a sua votação. Ele apontou a reforma agrária como uma política pública fundamental para o desenvolvimento regional, principalmente do Norte do país.

“O que a gente está vendo hoje, especialmente no sul do Pará, é que houve incentivo para as pessoas irem para aquela região. E agora elas estão tendo suas casas queimadas, estão sendo expulsas. Não tem aonde ir. Foram pessoas que acreditaram no governo da época”, considera.

Tereza Cristina, por sua vez, pediu atenção especial para que se avance nos diálogos e na votação do PL 2.159/2021, projeto que trata da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Essa matéria tramita simultaneamente em dois colegiados do Senado, com dois relatores diferentes: ela mesma na CRA e Confúcio Moura (MDB-RO) na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Crédito rural

O senador Alan Rick (União-AC), que deixou a presidência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), disse que os bancos de fomento precisam entender o cenário de crise que há no país. 

Ele ressaltou que o Brasil vem enfrentando uma série de eventos climáticos gravíssimos, que este é um momento difícil para o setor e que, por essa razão, é necessário que o processo de liberação de recursos para investimentos na agropecuária seja menos burocrático. 

“Vamos chamar os presidentes dos bancos de fomento para falar sobre o crédito rural. Os bancos querem emprestar dinheiro para custeio, que você tem de pagar com um ano. Mas no [crédito] de investimento, em que você tem mais carência, em que você tem mais tempo para pagar, para poder investir na sua lavoura, comprar equipamento, fazer os investimentos para aumentar a sua produção, há uma enorme dificuldade para a liberação de recursos.”

Áreas degradadas

Zequinha Marinho informou que apresentou nesta semana um projeto de lei — o PL 514/2025 — que altera a política agrícola brasileira e estabelece, entre suas diretrizes, o estímulo à conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis.

A proposta, que integra a lista de prioridades do presidente da CRA, também prevê que o crédito rural terá condições favorecidas para projetos de recomposição de áreas degradadas.



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Como os auditores agropecuários fiscalizarão ovos a partir de 5 de março?



Os ovos comercializados no Brasil deverão cumprir novas exigências de rotulagem a partir de 4 de março deste ano [Nova portaria do Mapa divulgada após a publicação desta reportagem adiou o prazo para 4 de setembro]. Assim, informações como prazo de validade e classificação do produto deverão ser carimbadas diretamente em suas cascas.

Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a regulamentação faz parte de um conjunto de medidas para aumentar a segurança, garantir a rastreabilidade e oferecer informações claras aos consumidores.

As novas regras de classificação dos ovos constam na Portaria nº 1.179, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 5 de setembro do ano passado.

O documento determina que, além da data de validade e da classificação por peso e qualidade, cada unidade deve conter: identificação do produto, com nome e razão social; e o número de registro do estabelecimento no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisb) e no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Trabalho dos auditores na inspeção de ovos

Os auditores fiscais federais agropecuários atuam, entre outras atividades, na fiscalização nos estabelecimentos classificados como granjas avícolas e como unidades de beneficiamento de ovos e derivados.

O Anffa Sindical esclarece que essa fiscalização é periódica e depende do volume da produção, da natureza dos produtos fabricados e do desempenho de cada estabelecimento em auditorias anteriores.

De acordo com os profissionais da carreira, o mais importante é garantir que o fluxo produtivo esteja adequado, de modo que não sejam aproveitados ovos sujos, trincados ou quebrados.

Por isso, o foco da fiscalização se dirigem aos programas de autocontrole, que envolvem a manutenção de instalações, equipamentos e utensílios, além de procedimentos sanitários. São verificadas balanças e máquinas utilizadas na ovoscopia eletrônica, que também é inspecionada. Nesta operação de pré-seleção, são removidos os ovos impróprios para consumo.

O Sindicato destaca que também há um controle integrado de pragas e da matéria-prima. Neste caso, é verificado o uso de medicamentos na granja para evitar que ovos de aves em tratamento sejam destinados ao consumo humano.

Os auditores fiscais federais agropecuários fiscalizam, ainda, os procedimentos de classificação dos ovos por peso, as embalagens e a rotulagem, que não podem causar dúvidas ao consumidor. Os locais de armazenamento também são inspecionados.

Transparência ao consumidor

O Anffa Sindical destaca que a rastreabilidade permitirá ao consumidor identificar a origem do produto com mais facilidade, promovendo maior transparência no mercado.

Para o Sindicato, trata-se de uma oportunidade de abrir novas oportunidades de exportação ao alinhar os padrões de qualidade do Brasil aos exigidos por mercados internacionais.

“A implementação de novas regras para a rotulagem de ovos, incluindo a obrigatoriedade de indicação da data de validade e a classificação do produto, é uma medida essencial para aumentar a confiança do consumidor. Com essas informações claramente disponíveis, os consumidores poderão fazer escolhas mais informadas, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos que chegam às suas mesas”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

A produção de ovos no Brasil atingiu um marco histórico em 2024, com uma estimativa de 57,6 bilhões de unidades, representando um crescimento de 9,8% em relação a 2023. Esse aumento reflete o fortalecimento do setor avícola nacional e a crescente demanda por ovos no mercado interno.



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Justiça decide que exportação de bois vivos para abate não fere legislação brasileira



O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu, nesta quarta-feira (19), que a exportação de animais vivos para abate não viola a legislação brasileira. Por 3 votos a 0, os desembargadores da corte determinaram a reforma da sentença de primeiro grau que havia proibido a exportação em todos os portos do país.

A corte julgou um recurso da União, que alegou que o transporte de animais vivos não estaria “intrínseca e inerentemente” relacionado a maus-tratos. A procuradoria federal também apontou que a regulação existente já é suficiente para disciplinar o assunto.

O julgamento no TRF-3 começou em dezembro do ano passado, mas foi interrompido por um pedido de vista. Naquela ocasião, o desembargador Nery Júnior já havia votado favoravelmente às exportações.

“A decisão do TRF3 de reverter a sentença é acertada. Trata-se de uma discussão de questões estruturais, em que a mera proibição de exportação não seria capaz de atingir a solução pretendida e, também, causaria uma série de outros problemas na cadeia produtiva”, afirma o advogado Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, que representou a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) na ação.

“A exportação de animais vivos, além de ser uma demanda de mercado, já é fortemente regulamentada e está sujeita à fiscalização pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em todas as suas várias etapas, além da vigilância sanitária dos países que recebem as cargas vivas”, acrescenta Diamantino, que sustentou oralmente no processo.

A ação foi aberta pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que em abril de 2023 conseguiu o veto à exportação. O juiz federal Djalma Moreira Gomes entendeu que os animais são titulares de direitos e que, por isso, merecem proteção jurídica.

O magistrado, entretanto, ressalvou que a sentença só seria colocada em prática se fosse confirmada pelo TRF3. “A presente sentença não produz efeitos até que a matéria seja apreciada pelo TRF da 3ª Região”, escreveu o magistrado na ocasião.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil fortalece comércio agropecuário com o Vietnã



Comércio Brasil-Vietnã pode chegar a US$ 10 bi até 2030




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu com êxito uma missão oficial ao Vietnã, realizada entre os dias 13 e 15 de março, para fortalecer laços comerciais e ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro.

A delegação foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira Pinto, e contou com a presença de representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de exportadores brasileiros.

Durante a estadia na capital Hanói, a equipe participou de reuniões estratégicas com autoridades vietnamitas, incluindo o primeiro-ministro Pham Minh Chính e representantes dos ministérios do Planejamento e Investimentos e da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MARD). Os encontros abordaram investimentos no setor agropecuário e avanços na abertura do mercado vietnamita para carnes bovina, suína e de frango do Brasil.

Além disso, a delegação teve encontros com representantes do setor privado, como a Associação Vietnamita de Varejistas (AVR), importadores e distribuidores, ampliando as oportunidades de negócios entre os dois países.

Nos últimos anos, as relações comerciais entre Brasil e Vietnã têm se fortalecido. Em 2023, o fluxo comercial alcançou US$ 6,8 bilhões, com a expectativa de atingir US$ 10 bilhões até 2030. O Vietnã já figura entre os cinco principais mercados do agronegócio brasileiro.

Outro avanço importante foi a recente autorização do governo vietnamita para a importação de alimentos para cães e gatos contendo ingredientes de origem animal brasileiros, impulsionando a expansão do setor de pet food no mercado asiático.

A missão ao Vietnã reforça a estratégia do Mapa de abrir novos mercados e consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro, garantindo novas oportunidades para produtores e exportadores do país.





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