segunda-feira, julho 6, 2026

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ABCZ comemora decisão do TRF-3 sobre exportação de animais vivos



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) disse, em nota, que a exportação de animais vivos, além de ser uma demanda de mercado, é fortemente regulamentada. A manifestação ocorreu após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que, por unanimidade, declarou que a exportação de bovinos vivos não infringe a legislação brasileira.

“A notícia trouxe satisfação para os criadores de todo o Brasil, que estavam impedidos de praticar esse tipo de exportações desde abril de 2023”, disse a ABCZ.

O advogado que representou a entidade na ação, Eduardo Diamantino, lembrou que a exportação de animais vivos está sujeita à fiscalização pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em todas as etapas, além da vigilância sanitária dos países que recebem as cargas vivas.

A corte julgou um recurso da União, que alegou que o transporte de animais vivos não estaria “intrínseca e inerentemente” relacionado a maus tratos.



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Consultoria aponta recorde na produção de soja no Brasil, mas alerta para os desafios climáticos



O mercado global de soja enfrenta um ano de grandes expectativas e desafios, com fatores climáticos e econômicos desempenhando papéis importantes na dinâmica de oferta e demanda. A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica uma queda na inflação global de 4,2% para 3,5% em 2025.

Por outro lado, a dinâmica da política monetária e comercial nos Estados Unidos, Europa e principais mercados emergentes segue como fator de volatilidade para os mercados financeiros e de commodities.

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Cenário americano e política monetária

Nos Estados Unidos, preocupações com a persistência da inflação e possíveis impactos da nova administração de Donald Trump levaram o índice do dólar a novas máximas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa de safra em 118,8 milhões de toneladas, permitindo crescimento nas exportações e esmagamento. Estima-se que os estoques americanos aumentem em relação à temporada anterior, chegando a 10,3 milhões de toneladas.

Após três cortes consecutivos, o Federal Reserve decidiu manter as taxas de juros inalteradas, sinalizando que é improvável um aumento em 2025. O real brasileiro, por sua vez, fechou 2024 desvalorizado devido ao fortalecimento do dólar e ao quadro fiscal do país.

A elevação da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) pode atrair mais capital para o Brasil, mas incertezas fiscais continuam a restringir uma valorização mais expressiva da moeda.

Mercados globais

O ressurgimento de disputas comerciais também adiciona incerteza ao cenário global. A imposição de tarifas pelos EUA sobre produtos de diversos países, incluindo China, México e Canadá, tem gerado reações e retaliações. Entre os produtos que entraram na mira das tarifas de Donald Trump estão commodities agrícolas como café e etanol.

O risco de uma escalada na guerra comercial pode afetar a demanda chinesa por soja, como ocorreu em 2018, quando a China reduziu as compras dos EUA devido à imposição de tarifas por ambos os países.

Soja: produção recorde no Brasil

A consultoria Hedgepoint Global Markets elevou sua estimativa para a produção brasileira de soja em 2025 para 171,5 milhões de toneladas, impulsionada por altos rendimentos em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia. Isso deve levar a um volume recorde de exportações, apesar das incertezas sobre o consumo doméstico de óleo de soja após a manutenção da mistura de biodiesel B14.

Nos Estados Unidos, a safra foi mantida em 118,8 milhões de toneladas pelo USDA, enquanto o esmagamento e as exportações devem crescer em 2024/25. No entanto, estoques também tendem a aumentar, adicionando pressão sobre os preços.

Na Argentina, o USDA reduziu a estimativa de produção, e novos cortes podem ocorrer caso as condições climáticas não melhorem. Com a produção menor, o país pode reduzir exportações e esmagamento, beneficiando subprodutos do Brasil e dos EUA.

Expectativas para a soja

Após neutralidade recente, os especuladores voltaram a assumir posições “vendidas” nos contratos futuros de soja, farelo e óleo de soja na Chicago Board of Trade (CBOT), refletindo expectativas de maior oferta. Apesar disso, alguns fatores podem oferecer suporte aos preços no médio prazo, como os riscos climáticos na Argentina e a possibilidade de que o USDA esteja superestimando a produção do país.

No curto prazo, boas perspectivas para a oferta global e uma redução do apetite de compra da China são fatores baixistas, enquanto questões políticas e climáticas adicionam volatilidade ao mercado. Além disso, devido ao cenário atual de preços de soja e milho na Bolsa de Chicago, é provável que o USDA indique uma área de soja menor nos EUA em 2025/26, o que pode trazer volatilidade extra para o mercado.

Condições climáticas

A influência climática também segue no radar para o mercado global de soja. O fenômeno La Niña está ativo e deve persistir entre fevereiro e abril de 2025, com uma transição para condições neutras entre março e maio. Esse movimento pode afetar a produção e logística de importantes regiões produtoras.

Em relação à produção argentina, o clima ainda é o grande ponto de atenção, levando em consideração que o USDA pode estar superestimando a produção dos argentinos.



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Onda de calor ainda vai ‘derreter’ 10 estados nos próximo dias; veja áreas atingidas


Os meteorologistas da Climatempo realizaram nesta quinta-feira (20) uma atualização sobre a onda de calor que vem atingindo o Brasil há mais de uma semana e que deve seguir até a próxima segunda-feira (24).

O mapa elaborado pela empresa (veja abaixo) mostra que dez estados, além do Distrito Federal, ainda vão enfrentar uma onda de temperaturas bem acima da média para o período. Lembrando que o “normal” para o mês de fevereiro já são temperaturas bem altas.

A onda de calor, que ocorre quando os termômetros marcam de 5 °C a 7 °C acima da média, permanece em áreas de Paraná, São Paulo e Minas Gerais, todo Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, parte de Goiás, faixa oeste da Bahia, áreas do Piauí e oeste de Pernambuco, além do Distrito Federal.

O mapa da Climatempo ainda mostra que outras regiões do país tecnicamente não estarão sob a influência dessa onda, mas enfrentarão calorão de 3 °C a 5 °C acima da média.

Estão incluídas nessa situação uma pequena faixa no noroeste de Santa Catarina, sul do Paraná, sul e litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e áreas do Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Ceará, Piauí e Tocantins, assim como norte de Goiás, boa parte de Mato Grosso e sudeste de Rondônia.

Onda de calor e chuva

Apesar do calor intenso, os meteorologistas informam que a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. As pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor. Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas. Dessa forma, os dias tendem a ser mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.

Ainda falta pouco mais de um mês para o fim do verão. De acordo com a Climatempo, a tendência é de que o período de chuva retorne, amenizando o calor mais forte, a partir do dia 24. Mas ainda poderá haver alguns novos episódios de onda de calor até o término da estação.



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Com Jorginho Mello presente, Itaipu Rural Show foca em pesquisa e tecnologia



A Itaipu Rural Show traz o que há de mais recente na área de pesquisa científica, inovações tecnológicas e práticas sustentáveis para o produtor rural. No primeiro dia do evento, o sistema CNA/Faesc/ Senar selou um termo de cooperação técnica com a Cooperitaipu para investimento em cursos de inseminação artificial na área de bovinocultura.

A entidade trouxe para a feira a Carreta Agro, uma estrutura itinerante projetada para ser multiuso que oferece imersões em tecnologia, inovação e conhecimento. À repórter Valéria Burbello, o vice-presidente da Faesc, Clemerson José Pedrozo, falou que a feira é uma oportunidade para debater e buscar soluções sobre os desafios enfrentados pelos produtores catarinenses.

Agro mais sustentável

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) trouxe para feira uma unidade demonstrativa do sistema de plantio direto de hortaliças e outra unidade portátil de biofertilizante aeróbico, que oferecem soluções inovadoras para o setor

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador do estado, Jorginho Mello (PL). Durante entrevista coletiva, ele ressaltou os esforços para garantir a rentabilidade dos produtores, por meio de políticas públicas e destacou a importância do cooperativismo catarinense como pilar para o desenvolvimento do agronegócio no estado.

“O agronegócio de Santa Catarina é um dos carros chefes do estado. O sistema cooperativista é um dos melhores do Brasil. O governo do estado está fazendo todas as políticas públicas que nós podemos fazer”, discursou.

Conflitos

Outro tema abordado pelo governador durante a coletiva foi sobre as disputas entre indígenas e produtores rurais da região. Mello afirmou que existem dificuldades para resolver o problema.

“Recebi um pedido sobre Cunha Porã, sobre a reserva indígena. Depende do Incra, do governo federal… enfim, uma série de dificuldades para que a gente possa fazer os cadastros”, disse Jorginho.

A 26° edição da Itaipu Rural Show é uma realização da Cooperativa Regional Itaipu e segue até o dia 22 na cidade de Pinhalzinho.



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Tecnoshow Comigo espera atingir R$ 10 bilhões em negócios e atrair 150 mil visitantes



A 22ª edição da Tecnoshow Comigo será realizada entre os dias 7 a 11 de abril, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Os organizadores esperam cerca de 150 mil visitantes e 695 expositores.

Este ano, a feira tem como mote a difusão da sucessão familiar no agronegócio e, por conta disso, busca atingir um público de novos produtores rurais.

A expectativa é que o evento gere R$ 10 bilhões em receita de negócios. Caso o número se confirme, o faturamento será 7% superior ao evento de 2024, mas ainda aquém do atingido em 2023, quando R$ 11 bilhões foram gerados, o recorde da feira.

De acordo com o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral da Tecnoshow, Claudio Teoro, a área de exposição conta com 130 hectares, destinados aos experimentos agropecuários.

Feira sustentável

Além disso, a edição terá como meta zerar a sua emissão de carbono. “Em parceria com a Eccaplan, a cooperativa neutralizará as emissões de carbono da estruturação do evento, assegurando o Selo Evento Neutro, fazendo a compensação com créditos de carbono”, afirmou Teoro.

Além disso, também será permitindo que os visitantes calculem sua pegada de carbono por meio de totens interativos e QR Codes na feira.

Além destas ações, o diretor ressalta que a Tecnoshow prevê que a coleta seletiva de resíduos gerados atinja 100 toneladas. Desse total, 70% serão reciclados pela Coop-Recicla, enquanto os 30% restantes serão encaminhados ao aterro sanitário.

Serviço

Data: 7 a 11 de abril de 2025 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico Comigo (CTC) – Rio Verde – GO (Rodovia GO 174 S/N área rural de Rio Verde)
Horário: 8h às 18h
Preço: entrada gratuita
Mais informações aqui.



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Decida o seu produtor (a) favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!


A votação para decidir o vencedor do Prêmio Personagem Soja Brasil já está aberta! E você, já decidiu em qual produtor (a) votar? Confira os três candidatos que disputam nesta categoria e faça parte da escolha.

Alberto Schlatter

Homem segurando a soja Homem segurando a soja
Foto: Soja Brasil

Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de imigrantes suíços que desbravaram o Brasil em 1921, seus pais escolheram Presidente Venceslau para iniciar a produção agrícola da família, marcando o início de uma longa trajetória no campo.

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Claudia D’Agostini

Mulher em meio à lavoura de sojaMulher em meio à lavoura de soja
Foto: Soja Brasil

Claudia D’Agostini é produtora rural em Sabáudia, Paraná. A fazenda familiar, que foi cuidada por seu pai, agora é conduzida por Claudia e sua irmã, que juntas lideram o processo de sucessão familiar e continuam a tradição de excelência na produção rural.

Oliverio Alves de Melo

Foto de homem segurando a soja de cima para baixo Foto de homem segurando a soja de cima para baixo
Foto: Soja Brasil

Oliverio de Melo é produtor rural em Balsas, Maranhão. Formado em técnico agropecuária e administração de empresas, chegou ao Maranhão em 1995, quando se integrou ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, contribuindo para o avanço da agricultura na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura 4.0, inovação e tecnologia impulsionam o futuro do Campo no Rio Grande do Sul


A tecnologia e a inovação são fundamentais para o desenvolvimento da agricultura gaúcha. Entre outros fatores, elas podem impulsionar a produtividade com, por exemplo, o uso de tratores autônomos e drones, que permitem um cultivo mais eficiente; promovem a sustentabilidade ao adotar técnicas de biotecnologia no desenvolvimento de sementes mais resistentes a pragas e ao clima; reduzem a necessidade de defensivos químicos; enquanto tecnologias de monitoramento e irrigação inteligente ajudam os agricultores a se anteciparem aos efeitos de mudanças climáticas que impactam a produção. E é para divulgar essas possibilidades de aperfeiçoamento para o setor agrícola que a Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas – que está sendo realizada em Capão do Leão (RS) – promove a segunda edição da Arena Digital.

A abertura oficial das atividades, que ocorreu na tarde desta terça-feira, 18 de fevereiro, contou com representantes de entidades do setor agrícola e de esferas governamentais de âmbito estadual e federal. As autoridades saudaram a retomada da iniciativa, que se propõe a ser um hub de compartilhamento de informações por meio de painéis e palestras sobre temas como meio ambiente, sustentabilidade, tributação e finanças, proporcionando debates enriquecedores para o setor. “É um ambiente que reúne startups, onde se trabalha práticas de cocriação, de conectividade, um ecossistema de inovação. As informações estão aí, muitas vezes dispersas, e o público não sabe, não tem um alcance. Se temos a informação e não conseguimos disponibilizá-la para que chegue onde deveria chegar, ela perde o sentido”, valorizou o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Leonardo Dutra.

O chefe de Gabinete, Inteligência e Novos Mercados da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, Joel Maraschin, lembrou que foi o emprego de novas tecnologias que permitiram ao setor agropecuário responder por 40% do PIB do Estado. Ele acredita que iniciativas como a Arena Digital são fundamentais para novos saltos de crescimento, produtividade e competitividade no campo.

Andréia Dullius, diretora do Departamento de Ambientes de Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, por sua vez, destacou que a palavra “inovação”, muitas vezes evoca nos produtores rurais uma ideia de complexidade que nem sempre é verdadeira. “Na verdade, inovar é simplesmente tentar ajudar as pessoas com conhecimentos que, às vezes, estão muito próximos delas, com ferramentas, formas mais simples. O que importa é realmente chegar a um resultado positivo para elas no campo, conseguir mostrar esse desenvolvimento econômico acontecendo na ponta de uma cadeia que é extremamente complexa”, comentou.

O diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, destacou que inovar é fazer as coisas de uma forma diferente do que vinha sido feito, e acrescentou que só os produtores rurais com capacidade de encarar as mudanças necessárias poderão sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e exigente. “Nossa vida mudou muito mais nos últimos 70 anos do que nos últimos 2000. Se o produtor não se atentar, não vai seguir o caminho da agricultura 4.0. Vai quebrar”, disse “Eu vou precisar de mais comida nos próximos 70 anos do que nos últimos 8 mil, porque aumentou a renda, porque aumentou a população e as pessoas estão vivendo mais. A nossa vida mudou e a agricultura tem que acompanhar”.

A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas segue até a próxima quinta-feira, dia 20, na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O evento é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) com correalização da Embrapa e Senar e patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A Arena Digital tem o patrocínio de ATM/Affectum, Canoa Mirim, TIM, BRDE e Irga e apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia. Para conferir a programação completa acesse o site colheitadoarroz.com.br.





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Consumo nos lares brasileiros cresce 2,22% em janeiro, mostra Abras



O consumo nos lares brasileiros registrou alta de 2,22% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2024. Contudo, em comparação com dezembro do ano passado, o consumo registrou queda de 11,51%, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Para o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, a recuperação do mercado de trabalho e a ampliação dos rendimentos reais dos consumidores ainda sustenta a alta do consumo nos lares.

Porém, o mês de dezembro conta com uma forte base de comparação, uma vez que registrou alta de 3,72% ante o mesmo mês de 2023, ajudado pela ampliação dos rendimentos reais dos consumidores.

“Os últimos meses de 2024 tiveram baixas expressivas das taxas de desemprego e ainda contaram com recursos injetados, como pagamento do Bolsa Família, do 3º lote residual do Imposto de Renda e da liberação em requisições de pequeno valor (RPVs) do INSS”, disse Milan, em coletiva de imprensa.

Embora os dados sejam de crescimentos consecutivos do consumo nos lares e a projeção para este ano seja de uma alta anual de 2,7%, Milan destaca que o avanço da inflação não passa desapercebido, atingindo o grupo de alimentos e bebidas pelo quinto mês consecutivo.

Preço da cesta básica

De acordo com o AbrasMercado, indicador que mede a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta anual de 9,29% em janeiro.

Os preços passaram de R$ 732,69 no primeiro mês de 2024 para R$ 800,75 no mesmo mês deste ano, na média nacional.

Já no recorte da cesta de alimentos básicos com 12 produtos houve alta de 12,89%, passando de R$ 306,11 em janeiro de 2024 para R$ 345,56 em janeiro de 2025, na média nacional.



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ApexBrasil e Sebrae incentivam pequenos produtores a exportar



O volume de exportações brasileiras do agronegócio aumentou 87% em dez anos. Os dados compreendem o período de 2014 a 2024 e foram divulgados pelo Agrostat,  Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

De acordo com o levantamento, o Brasil exportou 140,8 bilhões de toneladas em 2014. Já no ano passado, o montante chegou a 264,2 bilhões. As somas podem aumentar nos próximos anos com uma maior entrada de pequenos produtores rurais no circuito de exportação. 

Para facilitar o acesso, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Sebrae, tem promovido iniciativas com direcionamentos e facilidades aos micro e pequenos empreendedores que se interessarem pelo mercado. 

Entre as ações está o programa Exporta Mais Brasil e o lançamento do Mapa de Eventos 2025, digital e interativo, que promete facilitar o acesso a eventos internacionais e viabilizar contatos. 

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, falou ao Porteira Aberta Empreender sobre a amplitude e acessibilidade das ferramentas. Segundo o executivo, as iniciativas oferecem a oportunidade em se obter inteligência de mercado, capacitação e suporte estratégico para que os produtores possam identificar oportunidades em mercados internacionais e ampliar sua competitividade.

“Além disso, aproximam o produtor do mercado internacional ao promover encontros com compradores estrangeiros no Brasil, em diversas localidades”, disse Viana. 

Exporta Mais Brasil

Realizado pela ApexBrasil, o programa Exporta Mais Brasil tem o objetivo de conectar o comércio exterior a empreendedores de todo o país, buscando uma aproximação ativa com todas as regiões brasileiras para potencializar suas exportações. 

Somente em 2024, o programa gerou R$ 277,6 milhões em expectativa de negócios. A soma foi resultado de quase três mil reuniões entre 388 empresas brasileiras e 162 compradores internacionais de 50 países.

Novas edições já estão programadas para Brasília (DF) e Aracaju (SE), com rodadas de negócio para empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Healthy Foods (comidas saudáveis, em português), respectivamente.

A novidade fica por conta da parceria com o Sebrae, beneficiando micro e pequenos empreendedores que podem receber passagens nacionais para estar nos eventos realizados fora dos estados de origem. 

“Ajudar os pequenos produtores rurais a exportar é uma das prioridades para a ApexBrasil. O custo para participar de uma feira internacional ou uma rodada de negócios em outro país não é baixo, é um investimento significativo que muitas vezes não cabe no orçamento do micro, pequeno produtor”, declarou Jorge Viana.

Rodada de negócios

A edição Healthy Foods do programa é destinada ao setor de alimentos e bebidas saudáveis e ocorre nos dias 7 e 8 de abril, em Aracaju (SE). 

São 20 vagas, com possibilidade de custeio de passagem aérea e hospedagem para até 15 empresas selecionadas, conforme critérios estabelecidos no regulamento. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 19 de fevereiro, pelo site da ApexBrasil. 

A edição Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) será em Brasília (DF), entre os dias 9 e 11 de abril. 

O evento acontece paralelo ao Inova 2025, organizado pelo Sebrae. São 20 vagas abertas até o dia 19 de fevereiro. Empresas do Norte e Nordeste e lideradas por mulheres terão pontuação extra. A participação é gratuita.

A Plataforma Brasil Exportação, da ApexBrasil, reúne mais de 800 serviços de exportação, incluindo estudos de mercado, capacitações, apoio no exterior, serviços logísticos, financeiros, conectando empresas brasileiras à prestadores de serviços. 

De acordo com a Agência, o foco é facilitar o acesso a informações estratégicas e oportunidades de negócios mundo afora. Dentre os serviços, está o Mapa de Eventos 2025, ferramenta digital e interativa com  mais de 100 eventos relativos à comercialização em outros países. 

Além da ApexBrasil, o mapa digital conta com eventos apoiados por entidades como Ministério das Relações Exteriores (MRE), Mapa, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Sebrae. 

“Com o apoio de parceiros como o Sebrae, buscamos democratizar o acesso ao comércio exterior, garantindo que pequenos negócios do setor agropecuário tenham condições de expandir sua atuação globalmente, agregar valor aos produtores, diversificar mercados e fortalecer a economia local”, afirmou Viana.

Na próxima quarta (26), às 10h, a ApexBrasil vai realizar webinar para apresentar o novo mapa digital.  As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente na Plataforma Brasil Exportação.



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Chuvas dificultam colheita de soja no Paraná



A colheita de soja nas regiões de atuação da Coopavel, cooperativa localizada no oeste e sudoeste do Paraná, está sendo severamente impactada pelas chuvas recorrentes. De acordo com informações fornecidas pela Safras & Mercado, a intensa precipitação tem dificultado o andamento das atividades no campo, fazendo com que a colheita se arraste por mais tempo do que o previsto.

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Até o momento, uma grande parte das lavouras já foi colhida, restando apenas uma pequena área em fase de maturação, o que ainda garante um bom potencial de produção. A alta umidade do solo, no entanto, representa um risco para a continuidade dos trabalhos. A expectativa é que a previsão de tempo mais firme nos próximos dias contribua para a normalização das condições climáticas, facilitando a retomada da colheita e permitindo o avanço das atividades no campo.

O rendimento médio de soja nesta safra 2024/25 está estimado em 3.600 quilos por hectare, apresentando uma leve redução em relação à previsão inicial de 4.000 quilos por hectare. Mesmo com essa diminuição na produtividade, a área plantada teve um crescimento, passando de 405 mil hectares para 411,6 mil hectares em comparação com a safra anterior.



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