segunda-feira, julho 6, 2026

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Inscrições para o prêmio da CNA de melhor geleia terminam neste domingo



Os produtores rurais interessados em participar do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia têm até este domingo (23) para realizar suas inscrições. (Ital/SAA-SP) e o Sebrae. O concurso visa promover e reconhecer os melhores produtores de geleia artesanal do país. Ele é destinado aos produtores com uma produção anual de até 50 toneladas.

O prêmio é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e o Sebrae. Clique aqui e se inscreva!

Funcionamento e reconhecimento de geleias

O concurso do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia oferece duas categorias para inscrição: as geleias simples, feitas com uma única fruta ou hortaliça, e as geleias mistas, que combinam diferentes frutas, especiarias, condimentos e hortaliças. Essa divisão permite que produtores com diferentes tipos de produção possam participar, o que destaca a diversidade e a criatividade no processo de elaboração de geleias artesanais.

O processo de avaliação das amostras será realizado em quatro etapas distintas. Inicialmente, um júri técnico composto por especialistas avaliará os produtos com base em critérios técnicos de qualidade e sabor. Além disso, será realizada uma degustação pública promovida pelo júri popular, proporcionando uma interação direta com o público e a inclusão de diferentes paladares no processo.

Outro critério será a análise da história do produto, valorizando as tradições e a identidade de cada geleia. Um bônus de 10% será concedido aos produtores que cultivem as matérias-primas utilizadas na fabricação das geleias, incentivando a sustentabilidade e a produção local.

As dez melhores amostras, cinco de cada categoria, serão selecionadas e premiadas com certificados de reconhecimento. Os três primeiros colocados de cada categoria ainda receberão o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze, o que demonstra maior visibilidade e reconhecimento ao trabalho desses produtores, além de ajudar na promoção de seus trabalhos.

Para mais informações sobre o concurso e para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o site do Sistema CNA/Senar, onde estarão disponíveis o regulamento completo, além do formulário de inscrição.



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Drones auxiliam no plantio de mudas nativas em região devastada por chuvas


Após as fortes chuvas que causaram uma tragédia no Litoral Norte de São Paulo durante o Carnaval de 2023, o governo paulista investiu em novas tecnologias para acelerar o processo de reflorestamento das áreas de encosta atingidas pela tempestade. Na ocasião, 64 pessoas morreram, principalmente, por causa do deslizamento de terra.

Técnicas como a implementação de hidrossemeadura, biomantas e o uso de drones espalharam 134 milhões de sementes na região. O projeto, chamado Restaura Litoral Norte,
abrange cerca de 203 hectares, o equivalente a mais de 280 campos de futebol, ao longo da Costa Sul de São Sebastião, com meta de restaurar pelo menos mais 160 hectares nos próximos três anos, promovendo a regeneração natural da área.

O trabalho é realizado pela Fundação Florestal e, segundo o governo, o investimento, de R$ 908 mil, para estabilizar encostas e conter erosão é importante para evitar novos acidentes com deslizamento de terras.

Recuperação

Foram 683 milímetros de chuva em apenas 24 horas, e mais de 800 pontos de deslizamento em diferentes regiões de São Sebastião no Carnaval de 2023. As chamadas “cicatrizes” dos deslizamentos ainda são visíveis nas encostas da Vila Sahy, em São Sebastião, a mais afetada pelos temporais, mas estão bem menores. A redução dessas marcas refletem o trabalho conjunto da Fundação Florestal e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), da Defesa Civil e outros órgãos.

Cicatrizes morro Vila Sahy, São Sebastião/SPCicatrizes morro Vila Sahy, São Sebastião/SP
Deslizamentos na vegetação nativa provocaram a tragédia Foto: Sergio Barzaghi/Governo de SP.

As biomantas e biorretentores foram aplicadas em 3 hectares das encostas do município. As equipes da Fundação Florestal estão utilizando semeadores que lançam biocápsulas biodegradáveis contendo sementes de espécies nativas da Mata Atlântica. Desta forma, a germinação alcança áreas de difícil acesso, como as encostas íngremes afetadas pelas chuvas.

Voos

Durante o processo, mais de 2 mil voos de drones foram realizados, lançando quase 1,5 tonelada de biocápsulas em 850 áreas afetadas pelos deslizamentos, com dispersão de cerca de 134 milhões de sementes. O projeto se estendeu por mais de dez meses e entra em sua fase de monitoramento para avaliar a resposta da natureza e o desenvolvimento das espécies plantadas.

Drone com biocapsulas, Fundação Florestal Ambipar Drone com biocapsulas, Fundação Florestal Ambipar
Drones ajudam na dispersão de sementes Foto: Sergio Barzaghi/Governo de SP.

De acordo com o governo, as espécies pioneiras, como guapuruvu, embaúba e crindiúva, foram priorizadas, pois são adaptadas ao ecossistema local e contribuem para a rápida regeneração da vegetação. Desde 2023, após as chuvas que causaram estragos no litoral, a dispersão de sementes tem demonstrado efetividade na recuperação da cobertura vegetal nas cicatrizes.

Já foram reflorestados 203 hectares em nove campanhas de semeadura já concluídas. A expectativa é que, até 2026, 60% da área afetada pelos deslizamentos esteja recoberta por vegetação nativa. A tecnologia é inovadora, 100% brasileira e promove o reaproveitamento de recursos.

Tecnologia

As biocápsulas foram desenvolvidas pela Ambipar, multinacional brasileira que atua na área de gestão ambiental, utilizando sobras de colágeno que seriam descartadas por indústrias farmacêuticas e ecosolo, um condicionador de solo feito com resíduos orgânicos provenientes das indústrias de celulose. O adubo orgânico utilizado tem alta concentração de matéria orgânica funcional, derivado de resíduos de Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) do processo produtivo da indústria de celulose e sobras de biomassa.

Essa inovação contribui para o sucesso da regeneração da vegetação, garantindo que as sementes tenham maior chance de brotar e se estabelecer na área afetada. O projeto Restaura Litoral Norte é realizado com o patrocínio da concessionária Tamoios, a Gerando Falcões e uma rede de patrocinadores privados, além do apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Fundação Florestal e Prefeitura de São Sebastião.

O IPA oferece suporte técnico para a restauração das áreas impactadas pelos escorregamentos. O Atlas de Risco, desenvolvido pelo IPA, reúne informações detalhadas sobre os riscos geodinâmicos para a formulação de políticas públicas voltadas à gestão costeira.

O governo também tem incentivado a adoção de práticas sustentáveis na região, como a Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira, com o programa Guardiões das Florestas, que incentiva a preservação ambiental e o fortalecimento da cultura indígena. O programa, que envolve o pagamento por serviços ambientais (PSA), capacita agentes ambientais indígenas para atuar na restauração florestal e monitoramento da biodiversidade.



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A exportação de farinhas e gorduras de peixes para a Bolívia



O governo brasileiro anunciou que as autoridades sanitárias da Bolívia aceitaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de farinhas e gorduras de peixes.

Segundo divulgação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão reflete o elevado nível de confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro e deverá fortalecer as relações comerciais com o país.

Exportações à Bolívia e os impactos no agro

Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para a Bolívia alcançaram aproximadamente US$ 399 milhões. O valor evidência a relevância das relações comerciais entre os dois países, além de destacar os principais produtos exportados, como bebidas, produtos florestais e rações para animais.

A abertura deste novo mercado para farinhas e gorduras de peixes reforça a posição do Brasil no comércio internacional. Esta ação é uma novidade importante para o agronegócio brasileiro que, em 2025, comemora sua 28ª abertura de mercado. A expansão da exportação de produtos do setor pesqueiro é uma oportunidade estratégica para diversificar ainda mais a pauta exportadora do país.

A colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) tem sido uma porta que abre novos mercados e fortalece as exportações brasileiras. Desde o início de 2023, o Brasil conquistou 328 novas oportunidades comerciais, refletindo o empenho do governo e do setor privado em diversificar os destinos para os produtos agropecuários.



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Produtores do Sudeste transformam o palmito pupunha em referência de sustentabilidade


Esta história começa com a Jaqueline Moreira, produtora rural e secretária da Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba, que entrou em contato pelo WhatsApp do Porteira Aberta Empreender depois que leu no site a reportagem: Banana ganha valor e mercado e resolveu compartilhar os detalhes da produção diferenciada do palmito pupunha na região de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 

O local fica em Mambucaba, uma cidade litorânea onde o mar se mistura com o rio Mambucaba – que faz parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) -, e conta com uma paisagem de tirar o fôlego.

Pequenos produtores rurais do Vale do Mambucaba se uniram para buscar apoio e para conseguirem o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) por Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).Para isso, os agricultores buscaram apoio e orientação junto ao Sebrae e Embrapa.

Com 18 membros, a Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba busca o selo de IG/DO como uma estratégia para aumentar a visibilidade do produto e mostrar a qualidade do que é produzido.

“Com maciez e uma coloração mais clara, em relação aos outros palmitos produzidos na região, o palmito pupunha tem ganhado cada vez mais destaque aqui em Mambucaba”, afirma Moreira.

Os associados têm investido pesado em infraestrutura para transformar o palmito pupunha em diversos produtos como macarrão, palmito em conserva, entre outros.

“A gente está querendo agregar valor e levar o palmito para fora. Isso vai ser melhor para todo mundo”, diz Paulo Barbeito, produtor rural.

O processo para obter a certificação envolve várias etapas até o reconhecimento.

“O que vimos de mais significativo foi o engajamento dos produtores em torno dessa causa, que é obter uma certificação de qualidade para o palmito da região do Vale de Mambucaba”, diz Marcos Fonseca, Engenheiro Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Corte de palmito pulpunhaCorte de palmito pulpunha
Foto: Divulgação | Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba

O palmito pupunha e as condições perfeitas para o cultivo

Tradicionalmente cultivado no Norte e no Centro-Oeste, o palmito pupunha tem se adaptado bem ao Sudeste. 

E as condições não poderiam ser melhores: temperaturas médias entre 22°C e 28°C, chuvas regulares e solo bem drenado. Ou seja, o clima litorâneo de Mambucaba é praticamente perfeito para o desenvolvimento da palmeira.

Outro grande diferencial do palmito pupunha da região é sua sustentabilidade.

“Ao contrário do palmito juçara, que leva anos para se regenerar, a pupunha tem um ciclo produtivo renovável. Isso significa cortes sucessivos sem prejudicar a planta, o que a torna uma opção mais viável tanto ambiental quanto economicamente” afirma Moreira.

Além disso, os agricultores têm se dedicado ao manejo agroecológico, com adubação orgânica. Tudo para contribuir na qualidade do produto e fortalecer a imagem da iguaria como uma opção saudável e sustentável.

O futuro está em boas mãos

Com a Indicação Geográfica de Denominação de Origem em andamento, o apoio de instituições como o Sebrae e Embrapa, tem sido fundamental para que o palmito pupunha se torne um grande destaque no mercado.

 “Nós realizamos diversos diagnósticos para que o palmito pupunha [possa] receber a Indicação Geográfica, e foi aí, que [identificamos] que a  região do Vale do Mambucaba tem um produto diferenciado. Então, o Sebrae iniciou esse trabalho de reconhecimento”, explica Aline Barreto, analista do Sebrae RJ e gestora do projeto de Indicações Geográficas.

O processo de obtenção do selo envolve uma série de etapas, incluindo estudos técnicos, comprovação da tradição local e padronização da produção.

A previsão é que a entrada formal do reconhecimento no Inpi aconteça ainda este ano, após a conclusão dos levantamentos necessários. E a certificação não só pode valorizar ainda mais o produto, como também abrir muitas portas para novos mercados.

“Ter um palmito referenciado, posicionado no mercado e sabendo-se que ele tem qualidade, é original da região e que vai ter o seu reconhecimento, possivelmente haverá um valor adicionado na sua comercialização”, afirma Fonseca.

A produção de palmito pupunha tem tudo para crescer no Sudeste, fortalecendo a economia, o turismo e o empreendedorismo, tornando o Vale de Mambucaba uma referência, quem sabe, na expansão nacional e até internacional em agricultura sustentável.

“O palmito daqui é muito bom, às vezes chega até três cortes por ano”, afirma Barbeito, com orgulho do que planta e colhe.

 Se você tem uma história bacana para contar sobre empreendedorismo, capacitação e inovação no campo, envie para nós e faça parte deste canal que está de Porteiras Abertas para receber suas histórias, assim como fez a produtora Jaqueline Moreira.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Você também pode acessar o site Canal Rural, Empreendedorismo, e ficar por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo estabiliza após dias de queda



Boi gordo encerra semana com cotações estáveis




Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, após três dias consecutivos de queda, o mercado do boi gordo encerrou a semana com cotações estáveis em São Paulo. As escalas de abate atendem, em média, nove dias, garantindo previsibilidade para os frigoríficos.

No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram inalterados nas principais regiões produtoras, como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.

Já no oeste do Maranhão, o aumento da oferta de fêmeas pressionou os preços para baixo, com quedas de R$ 3,00/@ para vaca e novilha. No entanto, a arroba do boi gordo manteve-se estável. As escalas de abate atendem oito dias na região.

No Acre, o mercado registrou queda de R$ 5,00/@ para o boi gordo, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita da batata rosa atinge 80%



Estiagem impacta produção de batata-doce




Foto: Pixabay

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a colheita da batata branca foi concluída na região de Passo Fundo (RS), enquanto a batata rosa já atinge 80% da área colhida. O produto apresenta ótima qualidade, mas o escoamento enfrenta dificuldades devido à grande oferta nacional. O preço pago aos produtores está em R$ 20,00 por saca de 50 kg para ambas as variedades.

Já a batata-doce enfrenta desafios diferentes. Em Bagé e Uruguaiana, apenas pequenas áreas irrigadas foram colhidas no final de janeiro, enquanto as lavouras sem irrigação tiveram um plantio mais tardio, devido à estiagem. Nos próximos dias, a colheita será retomada, mas alguns produtores optam por aguardar o crescimento dos tubérculos antes da colheita.

Na região de Lajeado, em Feliz, a colheita está em andamento. Entretanto, houve uma redução de 28% da área cultivada este ano, devido à perda de mudas em áreas baixas. Apesar disso, não há relatos de problemas fitossanitários. O quilo da batata-doce é comercializado entre R$ 1,30 e R$ 2,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

Banco vê expansão da área plantada de milho nos EUA



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%
Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6% – Foto: USDA

A área plantada com milho nos Estados Unidos deve crescer 4,2% na primavera de 2025, alcançando 94,6 milhões de acres, segundo um relatório do CoBank divulgado em 20 de fevereiro. O aumento ocorre em meio à valorização do cereal, impulsionada por estoques globais apertados, forte demanda de exportação e produção recorde de etanol. Além disso, as margens lucrativas na alimentação de gado e aves estão sustentando o consumo interno.  

Tanner Ehmke, economista de grãos e oleaginosas do CoBank, destacou que, apesar da tendência dos produtores de manterem rotações tradicionais de culturas, o cenário de preços favorece uma grande mudança na área cultivada. A expectativa é que a colheita de milho para grãos aumente 5%, atingindo 87 milhões de acres, à medida que os preços baixos do feno incentivam a conversão de áreas de milho para silagem. No entanto, o relatório alerta para possíveis impactos negativos de disputas comerciais com Canadá e México, que podem reduzir a demanda externa pelo cereal.  

Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%, para 84 milhões de acres. O efeito dessa redução pode ser parcialmente compensado pelo crescimento da área de trigo de inverno, que atingiu 34,12 milhões de acres, alta de 2,1%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além disso, possíveis tarifas sobre óleo de cozinha chinês e óleo de canola canadense poderiam estimular a demanda por óleo de soja, amenizando a perda de área. Já o trigo de primavera deve sofrer uma redução de 5,9%, totalizando 10 milhões de acres, impactado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento da oferta interna.  





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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná exporta 71 mil toneladas de feijão em 2024



Venezuela e México impulsionam vendas de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná, maior produtor de feijão do Brasil desde os anos 1990, também se destaca como o maior importador da leguminosa.

Embora o estado seja referência na produção nacional, historicamente as empresas paranaenses importam mais feijão do que exportam. Em 2024, as importações caíram 71%, passando de 65 mil para 19 mil toneladas, mas o Paraná ainda responde por 86% das compras externas do Brasil. Os principais fornecedores do grão ao longo dos anos têm sido Argentina e China.

Nos últimos dez anos, o Paraná manteve mais de 80% das importações brasileiras de feijão seco. No entanto, um novo movimento vem ganhando força: as exportações. Em 2024, o estado exportou 71 mil toneladas, um crescimento de mais de 5 vezes em relação a 2023, quando foram embarcadas apenas 10 mil toneladas.

Entre os destinos do feijão paranaense, Índia, Venezuela e México se destacam. Enquanto a Índia recebeu 4 mil toneladas, o maior volume exportado foi para a Venezuela (25 mil toneladas) e para o México (21 mil toneladas). Apesar desse crescimento, o Mato Grosso lidera as exportações nacionais, com 128 mil toneladas enviadas ao exterior.





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Chuva irregular e intensa afeta regiões do país; veja a previsão de hoje



O Sudeste do Brasil terá tempo firme após dias de muita chuva. O mesmo ocorre com parte do Sul do país. Já no Norte, precipitações generalizadas em todos os estados. Confira a previsão deste sábado para todas as regiões:

Sul

Pouca chuva no Rio Grande do Sul neste sábado. A circulação de ventos estimula pancadas mais localizadas no norte e litoral do estado. Dia de sol, calor e condições de pancadas mais fortes entre Santa Catarina e Paraná durante a tarde de sábado. O tempo fica mais instável no leste e litoral paranaense.

Sudeste

Fim de semana de muito sol e calorão na Região. Chance de pouca chuva na capital paulista, durante à tarde e pancadas mais isoladas no centro-oeste do estado de São Paulo. O tempo segue firme e mais seco entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Chove de forma mais isolada no norte do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Tempo firme no centro-oeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Pancadas de verão, associadas a calor e umidade no centro-leste do território sul-matogrossense e no norte goiano. Chuva mais forte no noroeste de Mato Grosso com risco de alguns temporais.

Nordeste

Pancadas mais irregulares no Nordeste, concentrada entre os estados do Maranhão, Piauí e Ceará. Previsão de sol, calor e chuva moderada na costa leste da Região, desde Alagoas até o Rio Grande do Norte. Não chove na maior parte da Bahia e o ar continua mais seco no interior do estado.

Norte

O tempo continua instável e chove sobre todos os estados da Região, com risco de temporais no Amazonas, Acre e no norte de Rondônia. No Tocantins, a chuva continua concentrada na metade norte do estado, enquanto as pancadas são mais passageiras e isoladas na região metropolitana.



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AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar valoriza no exterior, mas cai no mercado interno



O etanol hidratado também apresentou desvalorização




Foto: Pixabay

De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), a forte seca que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua impactando a produção da commodity e impulsionando as cotações internacionais.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou a 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 17 pontos em relação ao dia anterior. Já o contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb. Os demais lotes tiveram valorização entre 8 e 21 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 547,60 a tonelada, um aumento de 1,1%. Já o contrato agosto/25 fechou a US$ 528,70 a tonelada, uma elevação de 5,50 dólares.

Por outro lado, no mercado interno, os preços do açúcar seguiram em queda pelo sétimo dia consecutivo. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,24, representando uma retração de 2,01% em relação ao dia anterior.

O etanol hidratado também apresentou desvalorização. No Indicador Diário Paulínia, o biocombustível caiu 0,34%, sendo negociado a R$ 2.942,00/m³ contra R$ 2.952,00/m³ do dia anterior.





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