segunda-feira, julho 6, 2026

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Comercialização lenta no Brasil e alta nos preços; confira o resumo



A semana foi marcada por um cenário de preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja disponível. O ritmo das negociações continua lento, com muitos produtores aproveitando as condições climáticas favoráveis para dar prioridade à colheita, em detrimento da comercialização.

Segundo a Safras & Mercado, nos Estados Unidos, a cotação da soja teve leve alta, embora insuficiente para animar os agentes do mercado. O dólar permanece próximo de R$ 5,70.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): A saca recuou de R$ 137,00 para R$ 130,50
  • Cascavel (PR): Preço se manteve em R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): Cotação caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • de Paranaguá: Preço estabilizado em R$ 132,00

Chicago

Em Chicago, os contratos da soja com vencimento em março registraram uma alta de 0,97% no acumulado da semana, sendo cotados a US$ 19,46 por bushel na manhã da sexta-feira, 21. A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que indicou estar aberto a negociações comerciais com a China, ajudou a sustentar as cotações.

Esse movimento inicial de Trump traz uma sinalização de que a tão temida guerra comercial com a China pode estar distante de ser declarada. Caso a China responda com retaliações a tarifas americanas, a demanda chinesa por produtos agrícolas dos Estados Unidos poderia se deslocar ainda mais para outros mercados, especialmente Brasil e Argentina.

A soja na América do Sul

A situação climática na América do Sul também continua a influenciar o mercado. No Rio Grande do Sul, chuvas trazidas pela semana ajudaram a minimizar as perdas produtivas nas lavouras. No Mato Grosso, o tempo seco predominou, favorecendo o andamento da colheita.

Na Argentina, a preocupação com o potencial produtivo persiste, já que a recente estiagem prejudicou o rendimento das lavouras. Embora tenha chovido nesta semana, os boletins meteorológicos apontam para uma nova onda de calor, o que gera incertezas quanto à recuperação das plantações.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizará seu Fórum Anual nos dias 27 e 28 de fevereiro. Durante o evento, serão apresentadas as primeiras estimativas sobre o plantio de 2025. Com uma oferta e demanda mais apertada e o bom ritmo das exportações, o mercado está projetando um possível aumento na área de plantio de milho, em detrimento da soja.



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Brasil fortalece presença no mercado árabe



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu uma missão bem-sucedida aos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 17 e 19 de fevereiro, consolidando a presença do agronegócio do Brasil no mercado árabe. A agenda incluiu a participação na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas da região, além de visitas técnicas e reuniões bilaterais com autoridades locais.

Durante a feira, o Brasil inaugurou sete pavilhões temáticos organizados pela ApexBrasil, reunindo mais de 120 empresas nacionais. Entre os destaques, estavam os pavilhões Brazilian Beef, Superfoods e projetos voltados para carnes de frango, ovos e patos, evidenciando a diversidade e qualidade da produção agropecuária brasileira.

A missão também incluiu visitas às plantas industriais da BRF e da Seara Brasil, localizadas nos Emirados Árabes Unidos. A delegação conheceu de perto as operações dessas empresas e acompanhou as linhas de produção que abastecem a região, destacando a capacidade do Brasil em atender à crescente demanda por proteínas no Oriente Médio.

Os encontros reforçaram a importância da presença industrial brasileira na região, garantindo mais eficiência e competitividade para as exportações nacionais. Além das visitas técnicas, foram realizadas reuniões bilaterais estratégicas com autoridades locais para discutir temas essenciais ao comércio entre os países. Entre os principais pontos abordados estavam as certificações sanitárias exigidas para exportação, o avanço do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Emirados Árabes e a reabilitação de estabelecimentos brasileiros com SIFs suspensos.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Cotações do milho na B3 recuam nesta segunda-feira


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A segunda-feira (17) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,75 e R$ 80,40. 

Sem a referência de Chicago, os vencimentos do milho brasileiro registraram pequenos recuos nesta segunda-feira. 

Apesar dessas quedas, a análise da Agrinvest aponta suporte para as cotações devido às preocupações com o atraso no plantio do milho safrinha. 

“A demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo aumento do processamento em usinas de etanol. Com mais volume absorvido no mercado interno, o volume destinado à exportação é reduzido”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o Brasil exportou 827 mil toneladas de milho até aqui em fevereiro, contra 1,713 milhão de todo fevereiro de 2024. Sendo assim, a média diária de embarques de milho está 8,3% menor do que a registrada no segundo mês do ano passado. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registra preços firmes em todas as regiões do País.  

“A alta é mais consistente e constante em São Paulo, por conta da pouca oferta. A colheita da safra de verão está lenta, a logística complicada por conta da soja e a falta de interesse de vende pelo produtor, além dos baixos estoques nas mãos dos consumidores, deixam os preços firmes”, assinalou o analista da Consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,40 com queda de 0,35%, o maio/25 valia R$ 76,91 com perda de 0,35%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,80 com desvalorização e o setembro/25 teve valor de R$ 72,75 com baixa de 0,34%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve avanços neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Palma Sola/SC. 





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Governo retoma financiamento rural com crédito subsidiado no Plano Safra



A governo anunciou, nesta sexta-feira (21), a retomada das contratações de financiamentos rurais subvencionados no âmbito do Plano Safra 2024/2025. A decisão revoga a suspensão temporária das novas operações, determinada pelo Ofício Circular SEI nº 282/2025/MF, de 20 de fevereiro de 2025, e entra em vigor imediatamente.

De acordo com o novo Ofício Circular SEI nº 297/2025/MF, a retomada das contratações ocorre diante da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias referentes às subvenções econômicas do Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva das operações está condicionada à publicação dessa Medida Provisória no Diário Oficial da União.

A autorização para a retomada das contratações ocorre em razão da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias relacionadas às subvenções econômicas vinculadas ao Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva dessas operações está condicionada à publicação da referida Medida Provisória no Diário Oficial da União.

O Tesouro Nacional reforça que seguirá monitorando a execução dos financiamentos para garantir a conformidade fiscal e orçamentária. Além disso, foi determinado que as instituições financeiras devem adotar as providências necessárias para normalizar os processos de contratação, observando os limites estabelecidos para os financiamentos subvencionados.

O documento também destaca que o crédito extraordinário será destinado exclusivamente ao pagamento da equalização de taxas de juros das operações que tiveram suas contratações suspensas pelo Ofício Circular SEI 282/2025/MF.



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AgroNewsPolítica & Agro

Restrição ao crédito rural preocupa entidades



“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo”



“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores"
“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores” – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com a suspensão das novas contratações de crédito rural subsidiado pelo Plano Safra 2024/25, em vigor desde 21 de fevereiro. A entidade alerta que a medida trará mais incertezas ao setor, responsável por 22% do PIB nacional, impactando a segurança alimentar e energética do país.  

Segundo a ABAG, a restrição ao crédito afeta não apenas os agricultores, mas também a indústria, tecnologia e logística, setores diretamente ligados ao dinamismo do agronegócio. A entidade destaca que a falta de financiamento pode comprometer a produtividade em um ano de safras recordes, pressionando os preços dos alimentos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado global.  

“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores em mais um ano de safras recordes, pois acarretará uma perda de produtividade no campo e consequentemente um aumento no preço dos alimentos, que serão repassados aos consumidores, além de provocar uma perda da competitividade no mercado internacional”, diz.

Além de prejudicar pequenos, médios e grandes produtores, a interrupção dos recursos ameaça investimentos essenciais em inovação, maquinário e infraestrutura, podendo gerar desemprego e elevar os custos de produção. A ABAG defende que o Plano Safra não pode ser reduzido por questões orçamentárias e cobra uma solução urgente do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Agricultura e da Fazenda.  

“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo para reverter essa decisão e garantir previsibilidade ao setor agropecuário, que desempenha um papel central na economia do país e no abastecimento global. O Brasil tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade atrelada à eficiência produtiva, e a continuidade do Plano Safra é fundamental para manter esse protagonismo”, comenta.

 





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Crianças conhecem o agro ‘de perto’ em MT



Em 2025, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebra 20 anos de história. Entre os programas que fazem parte dessa trajetória existe o Futuro em Campo, que leva crianças e jovens estudantes ao campo, proporcionando uma experiência prática sobre a produção agrícola e a importância do setor para a economia local, nacional e global.

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O programa, que iniciou de forma simples, tem crescido desde a sua criação. Em 2024, mais de 2.200 crianças participaram da iniciativa, ampliando a compreensão das novas gerações sobre o agronegócio. O projeto nasceu a partir da ideia de um jovem que, interessado em compartilhar a rotina da fazenda com seus colegas, ajudou a transformar essa vontade em uma ação que hoje beneficia crianças de várias regiões de Mato Grosso.

A Aprosoja MT viu o potencial do programa e o expandiu, alcançando diversos núcleos no estado. O Futuro em Campo vai além das visitas às propriedades rurais, incorporando palestras, atividades educativas e até visitas a escolas.

O impacto do programa é visível no aprendizado das crianças. Elas descobrem a relevância da soja e do milho para a economia, aprendem sobre práticas sustentáveis e a tecnologia aplicada no agronegócio. Além disso, entendem que o milho vai muito além da pipoca, sendo utilizado na produção de ração animal e, também, etanol.

Os produtores que recebem os estudantes destacam a importância de mostrar a realidade do campo e a conexão com a natureza. O projeto contribui para desmistificar a imagem do agronegócio, reforçando o respeito dos agricultores pelo meio ambiente.

Além do impacto educacional, o programa gera resultados concretos nas escolas. Muitas delas criaram projetos de hortas, inspiradas pelos ensinamentos adquiridos durante as visitas ao campo. Essas iniciativas reforçam o aprendizado sobre sustentabilidade e preservação ambiental.



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Nova tecnologia da Embrapa reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade das frutas


O Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de frutas do mundo, enfrenta desafios com perdas pós-colheita que podem chegar a 80% em algumas variedades. Para mitigar esse problema, a Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveu um dispositivo inovador que permite monitorar, em tempo real, a distribuição do calor dentro das frutas durante o tratamento hidrotérmico.

Essa técnica, essencial para garantir a sanidade dos produtos, atende às exigências de mercados internacionais e preserva a qualidade das frutas.

Monitoramento térmico para evitar desperdício

De acordo com o pesquisador Daniel Terao, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, o tratamento térmico atua na eliminação de microrganismos e fortalece as defesas naturais das frutas.

“O calor provoca mudanças bioquímicas que protegem os frutos, como o fechamento de microferidas na camada de cera, evitando a entrada de fungos oportunistas”, afirma.

O dispositivo criado pela Embrapa promete validar o tratamento hidrotérmico em larga escala, garantindo que a temperatura aplicada seja eficiente na eliminação de patógenos sem comprometer a qualidade da fruta. “Sem um monitoramento adequado, há risco de danos na textura e no sabor dos frutos”, alerta Terao.

A tecnologia utiliza sensores de temperatura conectados a um registrador eletrônico de dados, permitindo acompanhar a distribuição térmica dentro da fruta durante a aplicação da água quente. Isso possibilita ajustes precisos para garantir que o calor alcance o interior do fruto sem comprometer sua integridade.

Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel TeraoDispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao
Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao/Embrapa

Impacto nas exportações de frutas

Maior exportador mundial de suco de laranja e referência na produção de frutas como manga, melão e mamão, o Brasil enfrenta perdas expressivas devido a problemas no transporte, refrigeração inadequada e tratamentos sanitários ineficientes.

Entre os principais desafios estão doenças como mofo verde nos citros e podridões causadas pelo fungo Neofusicoccum parvum e pelo Fusarium pallidoroseum. Esses patógenos afetam diretamente a qualidade e a quantidade das frutas disponíveis, impactando a economia e a competitividade do agronegócio brasileiro.

 Foto: Daniel Terao/Embrapa

De acordo com Embrapa, a solução desenvolvida por seus pesquisadores é uma alternativa sustentável ao uso intensivo de defensivos químicos. Com as crescentes restrições a resíduos de pesticidas em mercados como União Europeia e Estados Unidos, o tratamento hidrotérmico se apresenta como uma técnica eficaz e alinhada às exigências ambientais.

Além disso, muitos dos microrganismos que atacam as frutas produzem micotoxinas, substâncias que podem tornar os alimentos impróprios para o consumo humano. Frutas mais suculentas, como mamão e melão, são particularmente vulneráveis a esses agentes, reforçando a importância de soluções alternativas de controle sanitário, reforça a Embrapa.

Parceria para comercialização

A Embrapa já solicitou a patente do dispositivo e busca parcerias para viabilizar sua aplicação comercial e ampliar sua adaptação para diferentes tipos de frutas. Empresas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].

A expectativa dos pesquisadores é que essa tecnologia ajude a reduzir significativamente as perdas pós-colheita, tornando a produção frutícola brasileira mais eficiente e sustentável. Além disso, a inovação contribui para o fortalecimento da competitividade do Brasil no mercado internacional, garantindo que suas frutas atendam aos padrões sanitários globais sem comprometer a qualidade.



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Calor extremo aumenta danos às lavouras de soja, afirma especialista



O calor intenso dos últimos dias tem prejudicado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil e também plantações de café e de frutas na Região Sudeste. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, ano após ano os impactos causados pelas mudanças climáticas sobre a produção de alimentos aumentam.

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A climatologista Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, afirma que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos de calor mais frequentes e severos, impactando a agricultura. Segundo ela, práticas agroecológicas, como o consórcio de culturas, podem ajudar a mitigar esses efeitos. Assim, as árvores e leguminosas são plantadas juntas, criando um ambiente de proteção contra a radiação solar excessiva e promovendo melhor uso da água e fertilidade do solo.

Com a intensificação das mudanças climáticas, os agricultores têm enfrentado dificuldades com a imprevisibilidade do clima. Para a soja, as janelas de plantio e colheita têm se alterado, comprometendo a produção. Além disso, as ondas de calor favorecem o aumento de insetos, fungos e bactérias que danificam as lavouras.

Francis defende políticas públicas que incentivem tecnologias para captação e armazenamento de água e para a geração independente de energia, diminuindo a vulnerabilidade das comunidades agrícolas aos efeitos do clima extremo.

Ela também destaca que algumas espécies adaptadas a climas quentes e secos, como o umbuzeiro, estão desaparecendo devido às novas variáveis climáticas.

A climatologista sugere que práticas sustentáveis, como o cultivo de alimentos em quintais e espaços urbanos, podem ser adotadas, mas ressalta que é necessário apoio governamental para essas iniciativas.

“Garantir a segurança hídrica, energética e alimentar, tanto no campo quanto nas cidades, exige políticas públicas que financiem e orientem essas práticas”, conclui.



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Mapa entrega maquinários agrícolas a municípios capixabas



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES), realizou a entrega de maquinários agrícolas a nove municípios do estado, com o intuito de apoiar a produção agrícola e a manutenção de estradas rurais.

A cerimônia, que ocorreu no Pavilhão de Carapina, em Serra, na última sexta-feira (21), contou com a entrega de escavadeiras hidráulicas, tratores e uma motoniveladora, com um total de R$ 4,6 milhões investidos.

Os municípios contemplados com os equipamentos foram: Venda Nova do Imigrante, Vila Pavão, Ibiraçu, Ecoporanga, Pedro Canário, Itaguaçu, Mimoso do Sul, São Mateus e Rio Bananal. O objetivo da entrega é impulsionar a agricultura local e garantir melhores condições para o escoamento da produção agrícola.

A aquisição aconteceu pelas emendas parlamentares da bancada federal capixaba, com recursos liberados pelo Mapa. Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes de Souza, essa entrega direta e ágil de maquinário é uma das principais ações de apoio à agropecuária no estado.

Autoridades locais, como o prefeito de Rio Bananal, Bruno Pella, e o secretário de Agricultura de Ibiraçu, Carlos Peixoto, destacaram a importância das novas máquinas para o desenvolvimento das atividades agrícolas e a melhoria das estradas rurais, essenciais para o escoamento da produção e o atendimento ao agricultor familiar.

A cerimônia também contou com a presença de parlamentares, representantes do Mapa e outros gestores públicos, que reforçaram a importância das parcerias entre o governo federal e os municípios capixabas para o crescimento sustentável da agricultura no Espírito Santo.



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Movimentação brasileira de trigo no 1º bimestre de 2025 é recorde



O primeiro bimestre de 2025 deve representar um recorde na movimentação do trigo (soma das importações e exportações) no país, com 2,43 milhões de toneladas. O número é 3,8% superior ao mesmo período do ano passado e 1,2% maior do que 2022, ano que, até então, detinha a maior marca, com 2,40 milhões de toneladas.

Assim, nos primeiros dois meses deste ano, o Brasil comprou 1,24 milhão de toneladas do cereal e vendeu ao exterior 1,19 milhão de toneladas, de acordo com dados da Comex/Stat, ferramenta da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, lembra que o país ainda não é autossuficiente na produção de trigo. Nos últimos anos, tem importado cerca de seis milhões de toneladas, com um consumo interno que gira em torno de 12 milhões de toneladas ao ano. A colheita interna, por sua vez, tem sido de, aproximadamente, nove milhões de toneladas por safra nos últimos anos.

Para a atual safra, planejada entre fevereiro e março, a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a área semeada seja semelhante à da safra passada, com três milhões de hectares. A produção estimada para este ano é de 9,2 milhões de toneladas.

“Importante lembrar que, quando falamos de trigo, não tratamos apenas de volume, mas também de qualidade, algo que é impactado diretamente pelo clima. A depender da qualidade dessas 9 milhões de toneladas, podemos diminuir as importações. Se a qualidade deixar a desejar, aumentamos as compras, mas também as vendas, visto que o trigo que não tem qualidade para pão acaba sendo destinado para ração e é exportado”, avalia Ferreira.



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