segunda-feira, julho 6, 2026

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Colheita concentrada sobrecarrega portos e fretes



A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica



A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica
A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica – Foto: Arquivo Agrolink

A safra recorde de 2025 ocorre em meio a um colapso logístico agravado, destaca Felipe Jordy, gerente de inteligência e assessoria comercial da Biond Agro. O Brasil enfrenta gargalos estruturais históricos, com transporte ineficiente, baixa capacidade de armazenagem e uma colheita excessivamente concentrada. Esse cenário gera um efeito cascata em toda a cadeia, sobrecarregando portos e elevando custos de demurrage, que chegam a US$ 35.000 por dia de espera, especialmente em Santos e Barcarena.

“O ritmo de colheita é o mais lento e o mais concentrado dos últimos anos. Essa concentração gera um acúmulo de volumes na ponta de transbordo, armazenagem e exportação”, comenta.

A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica, com o problema do “take or pay” reduzindo a flexibilidade do escoamento ferroviário. O incêndio no terminal de Rondonópolis (TRO) agravou a situação, aumentando a dependência do transporte rodoviário e impulsionando os fretes. Segundo bases do IMEA, esses custos crescentes já impactam os preços da soja, pressionados também pela cotação do dólar abaixo de R$ 6,00, reduzindo margens para exportadores e produtores.

Jordy ressalta que 2025 será um teste de resiliência para o agro brasileiro. Na Biond Agro, medidas de gestão de risco foram tomadas para mitigar os impactos desse cenário desafiador. “2025 será um teste de resiliência para toda a cadeia agro. Aqui na Biond Agro, alertamos nossos clientes de todo esses caos logístico sendo agravado, com fundamentos de mercado e gestão de risco tomamos posições de segurança, efetivando uma comercialização de grãos justamente no olho do furação”, conclui.

 





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Chuvas aliviam, mas não salvam safra argentina



Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas



Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas
Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas – Foto: Divulgação

O clima seco e quente já causou grandes danos às lavouras de soja e milho na Argentina, mas as chuvas da semana passada trouxeram um alívio parcial, segundo informações da Veeries. No entanto, o volume de precipitação não foi suficiente para reverter todas as perdas na parte da safra que ainda está em desenvolvimento. Agora, a grande dúvida do mercado é sobre a real extensão do prejuízo e se ainda há risco de agravamento nos próximos dias.  

Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conforme os números divulgados no último relatório global de oferta e demanda (WASDE). Ainda assim, há incerteza sobre o tamanho exato da quebra da safra e suas consequências para o mercado internacional. Uma safra menor pode reduzir a oferta global de grãos, impactando preços e exportações, especialmente em um momento de incerteza climática também no Brasil e nos Estados Unidos.  

Para entender melhor a situação, Fabio Meneghin, fundador da Veeries, está participando nesta semana de um crop tour nas regiões produtoras da Argentina. As primeiras impressões do campo indicam que o potencial produtivo da safra já foi bastante prejudicado, mas a quebra, até o momento, não parece tão severa quanto a registrada na safra 2022/23. No entanto, ainda há áreas vulneráveis, e o clima nas próximas semanas será determinante para definir a produtividade final.  

O mercado segue atento às atualizações do crop tour e às previsões climáticas. Caso o cenário adverso persista, é possível que os preços da soja e do milho reajam, refletindo preocupações com a oferta sul-americana. Além disso, investidores e tradings monitoram os impactos sobre a competitividade argentina no mercado global, o que pode influenciar as decisões comerciais e os fluxos de exportação nos próximos meses.

 





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Negociações EUA-Rússia e os impactos  Ucrânia



Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro



Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro
Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro – Foto: Divulgação

Representantes dos governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram, nesta terça-feira (18/02), em restabelecer a normalidade das missões diplomáticas em Moscou e Washington, segundo informações da Veeries. Esse movimento pode ser o primeiro passo para negociações mais amplas visando o fim da guerra na Ucrânia, que se aproxima de três anos de duração. No entanto, o processo ainda enfrenta desafios significativos, incluindo a ausência de líderes europeus e ucranianos nas conversas até o momento.  

Os Estados Unidos, atualmente o maior fornecedor de apoio financeiro e militar à Ucrânia, têm interesse em uma solução para o conflito. O presidente americano, Donald Trump, já defendia essa postura desde sua campanha eleitoral. Caso essas tratativas avancem e resultem em um acordo, será essencial analisar os impactos na agricultura, setor crucial para a economia ucraniana.  

Um dos pontos principais será a definição sobre quais áreas agrícolas, que antes pertenciam à Ucrânia, permanecerão sob controle russo. Além disso, será necessário avaliar quanto tempo levará para que essas terras retomem níveis normais de produção, considerando fatores como acesso a crédito, insumos agrícolas e disponibilidade de mão de obra. A Ucrânia é um dos maiores exportadores globais de milho, trigo e girassol, e qualquer demora na recuperação pode afetar o mercado internacional.  

Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro. A garantia de segurança para embarcações e a redução dos custos de seguro serão fatores determinantes para a retomada do fluxo comercial. Caso um cessar-fogo seja alcançado, a reestruturação do setor agrícola ucraniano e a recuperação logística serão acompanhadas de perto pelo mercado global de commodities.

 





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Safra 2025/26 terá menos etanol de cana e mais de milho



Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos



Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos
Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos – Foto: Pixabay

De acordo com o Itaú BBA, o preço do etanol hidratado subiu 6,4% em janeiro, encerrando o mês a R$ 2,94/L em Paulínia-SP. A alta reflete o fim da safra canavieira e a expectativa é de preços ainda mais elevados no primeiro trimestre de 2025, devido a um mercado mais apertado no período de entressafra. Além disso, a produção total de etanol no Centro-Sul deve cair 3,2% na safra 2025/26, com um aumento de 19% na produção de etanol de milho, que chegará a 9,6 bilhões de litros, enquanto a produção de etanol de cana deve recuar 10%, para 23,8 bilhões de litros.  

Do lado da demanda, o consumo do Ciclo Otto deve crescer 2,3% na próxima safra, mas a restrição na oferta do biocombustível levará a uma queda de 5,6% no consumo total de etanol. O consumo de etanol hidratado deve recuar 13%, enquanto o anidro deve subir 7%, mesmo com a mistura em 27% na gasolina. Os estoques reduzidos também influenciam a menor disponibilidade do biocombustível no mercado.  

Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos. A expectativa é que o preço relativo do etanol frente à gasolina nas bombas do estado de São Paulo suba dos atuais 67% para 72% na safra 2025/26. Esse aumento pode impactar a competitividade do biocombustível frente ao combustível fóssil, reduzindo ainda mais sua participação na matriz de transportes.   O cenário reflete mudanças estruturais no setor, com o avanço do etanol de milho e um menor mix de etanol na produção das usinas de cana. A evolução desses fatores será determinante para o comportamento do mercado nos próximos ciclos.

 





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Boi gordo inicia ano com preços firmes


O mercado do boi gordo iniciou 2025 com preços firmes, sem grandes quedas nas carcaças no atacado e mantendo bons spreads da indústria no mercado interno, conforme análise do Itaú BBA. Além disso, as exportações registraram volumes expressivos, com preços de embarque em alta. Em janeiro, o indicador Cepea para o boi gordo teve valorização de 1,4% em relação a dezembro de 2024, refletindo uma oferta controlada de gado terminado e condições favoráveis das pastagens, que permitiram aos produtores espaçarem as entregas. No setor de carne, a carcaça casada apresentou recuo de 1,1%, reduzindo o spread da indústria de 11% para 8,4%, ainda assim um dos melhores níveis para o período nos últimos anos.  

No entanto, fevereiro começou com um novo recuo no spread, já que os preços do boi se estabilizaram no fim de janeiro, enquanto a carne apresentou maior enfraquecimento. As exportações de carne bovina in natura totalizaram 180,5 mil toneladas no primeiro mês do ano, uma queda de 0,6% em relação a janeiro de 2024 e de 10,9% sobre dezembro. Entretanto, o preço médio dos embarques subiu 1,7% frente ao mês anterior, o que moderou a alta do custo do boi gordo em dólares (2,5%). Assim, o spread cedeu 1 ponto percentual, para 8%, ligeiramente abaixo da média histórica de 10%.  

No segmento de reposição, o preço do bezerro no Mato Grosso do Sul, medido pelo Cepea, desvalorizou 6,1% em janeiro. Contudo, a partir da segunda quinzena do mês, a tendência de queda foi interrompida. Apesar disso, a relação de troca entre boi gordo em São Paulo e bezerro no MS melhorou para a recria e engorda. O ágio do bezerro sobre o boi gordo caiu de 24% em dezembro de 2024 para 15% em janeiro de 2025, tornando a reposição mais favorável aos pecuaristas.

“Nos próximos meses pode haver uma elevação da oferta para abate um pouco acima do normal de fêmeas não emprenhadas, em função da longa seca do ano passado, que deve ter interferido negativamente nas taxas de prenhez. Por outro lado, isto seria, mais adiante, ainda mais altista para o bezerro, com menos nascimentos previstos para 2026. Para os recriadores, vale reforçar a atenção com as oportunidades de realizarem uma boa reposição, após esta recente acomodação da cria”, comenta.

 





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Exportações do Agronegócio Paulista Caem 15% em Janeiro


De acordo com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o agronegócio paulista registrou uma queda de 15,0% nas exportações em janeiro de 2025, totalizando US$ 2,16 bilhões. Já as importações cresceram 6,1%, atingindo US$ 0,52 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do setor permaneceu superavitário em US$ 1,64 bilhão, embora tenha sido 20,0% inferior ao do ano anterior. O desempenho do setor agropecuário foi essencial para reduzir o déficit comercial paulista, que chegou a US$ 3,59 bilhões nos demais setores.  

Os cinco principais grupos exportados representaram 76,8% do total: complexo sucroalcooleiro (US$ 599,47 milhões), sucos (US$ 334,41 milhões), produtos florestais (US$ 282,39 milhões), carnes (US$ 274,09 milhões) e café (US$ 166,43 milhões). Na comparação com janeiro de 2024, destacaram-se os aumentos nas exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%), enquanto o complexo sucroalcooleiro (-52,0%) e o complexo soja (-32,5%) tiveram retração.  

As importações do setor agropecuário paulista totalizaram US$ 515,28 milhões, com destaque para salmão (US$ 46,51 milhões), papel (US$ 40,32 milhões) e trigo (US$ 30,48 milhões). No Brasil, São Paulo liderou as exportações do agronegócio, com 19,6% de participação, seguido por Mato Grosso (13,2%) e Minas Gerais (12,3%).  

No cenário nacional, as exportações do agronegócio somaram US$ 11,00 bilhões, uma queda de 5,3% em relação a 2024. O saldo comercial do setor foi de US$ 9,16 bilhões, reforçando a importância do agro para a economia brasileira.

 





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Leitura de cocho: Estratégia para eficiência



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca
Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca – Foto: Pixabay

O confinamento é uma técnica amplamente utilizada na terminação de bovinos de corte, garantindo maior eficiência produtiva. Com manejo nutricional adequado, essa prática reduz a idade ao abate, melhora a qualidade da carne e aumenta o peso dos animais. Além disso, contribui para a sustentabilidade ao diluir custos de manutenção, aliviar áreas de pastagem e possibilitar a produção de adubo orgânico.  

Nesse contexto, a leitura de cocho se destaca como ferramenta essencial para otimizar o manejo alimentar. A prática consiste em avaliar a quantidade de alimento não consumido pelos bovinos, permitindo ajustes na oferta de ração. Segundo Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, essa análise melhora a eficiência alimentar e evita desperdícios, garantindo consumo equilibrado e segurança ruminal. “A leitura de cocho permite identificar excessos ou faltas na alimentação, ajustando as quantidades conforme a necessidade dos animais”, explica o especialista.  

Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca (CMS), garantindo uma curva de alimentação mais estável. Isso impacta diretamente no ganho de peso diário (GPD) e na conversão alimentar. Fonseca destaca que, além dos ajustes nutricionais, a prática ajuda a detectar falhas no manejo, como erros na formulação da dieta ou problemas de saúde no rebanho. Se os cochos apresentarem sobras excessivas ou estiverem constantemente vazios, pode haver inconsistências operacionais que exigem correção.  

A leitura deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã, antes da primeira alimentação. Quando possível, uma análise noturna complementa o diagnóstico. Além da quantidade, é essencial diferenciar sobra (alimento ainda consumível) de resto (impróprio para consumo). 

 





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Comercialização lenta no Brasil e alta nos preços; confira o resumo



A semana foi marcada por um cenário de preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja disponível. O ritmo das negociações continua lento, com muitos produtores aproveitando as condições climáticas favoráveis para dar prioridade à colheita, em detrimento da comercialização.

Segundo a Safras & Mercado, nos Estados Unidos, a cotação da soja teve leve alta, embora insuficiente para animar os agentes do mercado. O dólar permanece próximo de R$ 5,70.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): A saca recuou de R$ 137,00 para R$ 130,50
  • Cascavel (PR): Preço se manteve em R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): Cotação caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • de Paranaguá: Preço estabilizado em R$ 132,00

Chicago

Em Chicago, os contratos da soja com vencimento em março registraram uma alta de 0,97% no acumulado da semana, sendo cotados a US$ 19,46 por bushel na manhã da sexta-feira, 21. A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que indicou estar aberto a negociações comerciais com a China, ajudou a sustentar as cotações.

Esse movimento inicial de Trump traz uma sinalização de que a tão temida guerra comercial com a China pode estar distante de ser declarada. Caso a China responda com retaliações a tarifas americanas, a demanda chinesa por produtos agrícolas dos Estados Unidos poderia se deslocar ainda mais para outros mercados, especialmente Brasil e Argentina.

A soja na América do Sul

A situação climática na América do Sul também continua a influenciar o mercado. No Rio Grande do Sul, chuvas trazidas pela semana ajudaram a minimizar as perdas produtivas nas lavouras. No Mato Grosso, o tempo seco predominou, favorecendo o andamento da colheita.

Na Argentina, a preocupação com o potencial produtivo persiste, já que a recente estiagem prejudicou o rendimento das lavouras. Embora tenha chovido nesta semana, os boletins meteorológicos apontam para uma nova onda de calor, o que gera incertezas quanto à recuperação das plantações.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizará seu Fórum Anual nos dias 27 e 28 de fevereiro. Durante o evento, serão apresentadas as primeiras estimativas sobre o plantio de 2025. Com uma oferta e demanda mais apertada e o bom ritmo das exportações, o mercado está projetando um possível aumento na área de plantio de milho, em detrimento da soja.



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Brasil fortalece presença no mercado árabe



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu uma missão bem-sucedida aos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 17 e 19 de fevereiro, consolidando a presença do agronegócio do Brasil no mercado árabe. A agenda incluiu a participação na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas da região, além de visitas técnicas e reuniões bilaterais com autoridades locais.

Durante a feira, o Brasil inaugurou sete pavilhões temáticos organizados pela ApexBrasil, reunindo mais de 120 empresas nacionais. Entre os destaques, estavam os pavilhões Brazilian Beef, Superfoods e projetos voltados para carnes de frango, ovos e patos, evidenciando a diversidade e qualidade da produção agropecuária brasileira.

A missão também incluiu visitas às plantas industriais da BRF e da Seara Brasil, localizadas nos Emirados Árabes Unidos. A delegação conheceu de perto as operações dessas empresas e acompanhou as linhas de produção que abastecem a região, destacando a capacidade do Brasil em atender à crescente demanda por proteínas no Oriente Médio.

Os encontros reforçaram a importância da presença industrial brasileira na região, garantindo mais eficiência e competitividade para as exportações nacionais. Além das visitas técnicas, foram realizadas reuniões bilaterais estratégicas com autoridades locais para discutir temas essenciais ao comércio entre os países. Entre os principais pontos abordados estavam as certificações sanitárias exigidas para exportação, o avanço do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Emirados Árabes e a reabilitação de estabelecimentos brasileiros com SIFs suspensos.



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Cotações do milho na B3 recuam nesta segunda-feira


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A segunda-feira (17) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,75 e R$ 80,40. 

Sem a referência de Chicago, os vencimentos do milho brasileiro registraram pequenos recuos nesta segunda-feira. 

Apesar dessas quedas, a análise da Agrinvest aponta suporte para as cotações devido às preocupações com o atraso no plantio do milho safrinha. 

“A demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo aumento do processamento em usinas de etanol. Com mais volume absorvido no mercado interno, o volume destinado à exportação é reduzido”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o Brasil exportou 827 mil toneladas de milho até aqui em fevereiro, contra 1,713 milhão de todo fevereiro de 2024. Sendo assim, a média diária de embarques de milho está 8,3% menor do que a registrada no segundo mês do ano passado. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registra preços firmes em todas as regiões do País.  

“A alta é mais consistente e constante em São Paulo, por conta da pouca oferta. A colheita da safra de verão está lenta, a logística complicada por conta da soja e a falta de interesse de vende pelo produtor, além dos baixos estoques nas mãos dos consumidores, deixam os preços firmes”, assinalou o analista da Consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,40 com queda de 0,35%, o maio/25 valia R$ 76,91 com perda de 0,35%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,80 com desvalorização e o setembro/25 teve valor de R$ 72,75 com baixa de 0,34%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve avanços neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Palma Sola/SC. 





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