segunda-feira, julho 6, 2026

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Taxas de juros futuros têm baixas firmes após IBC-Br reforçar cenário de…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em baixa firme após dados do Banco Central mostrarem queda da atividade em dezembro, em mais um indício de desaceleração da economia brasileira.

O feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos manteve o mercado de Treasuries fechado, o que também reduziu a liquidez na renda fixa brasileira.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,67%, ante o ajuste de 14,794% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,575%, ante o ajuste de 14,791%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,29%, em queda de 26 pontos-base ante 14,553% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,25%, ante 14,514%.

Sem a referência dos Treasuries, o mercado brasileiro se voltou para a agenda doméstica, que tinha o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) como destaque.

Considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador caiu 0,7% em dezembro ante novembro, em dado dessazonalizado. O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,4%.

Foi o resultado mensal mais fraco desde maio de 2023 (-1,72%), levando o índice a fechar o quarto trimestre com estagnação na comparação com os três meses anteriores, em dado dessazonalizado. Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,4%, segundo números observados.

O IBC-Br pior que o esperado se juntou a outros dados recentes que sugerem desaceleração da economia no Brasil. Na semana passada o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia revelado dados de serviços, varejo e núcleos de inflação mais favoráveis ao controle da inflação.

“A economia brasileira está desacelerando, não tem maiores dúvidas em relação a isso. Resta ver que tamanho de desaceleração é esta”, disse o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, ao analisar o resultado do IBC-Br.

“O BC está obviamente olhando todos estes dados e tentando ver como é esta tendência de desaceleração, se é mesmo tendência, se não é só ruído, mas o fato é que a curva de juros tem reagido com uma queda forte”, destacou Gala. “O juro longo está caindo bastante, com esta visão de que, crescendo menos, o Brasil desacelera e a pressão inflacionária cai.”

Às 14h59, a taxa do DI para janeiro de 2033 — um dos mais líquidos na ponta longa — atingiu a mínima de 14,22%, em baixa de 29 pontos-base ante o ajuste da sexta-feira.

Embora a curva comece a precificar juros menores nos próximos anos, o relatório Focus do Banco Central, divulgado pela manhã, mostrou que as projeções de economistas do mercado para a inflação seguem piorando. A mediana para o IPCA — o índice oficial de inflação — em 2025 passou de 5,58% para 5,60% e em 2026 foi de 4,30% para 4,35%, conforme o Focus. Em ambos os casos os percentuais estão bem acima do centro da meta contínua perseguida pelo BC, de 3%.

A Selic projetada no Focus para o fim de 2025 está em 15,00% e para o final de 2026, em 12,50%. Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 está em 2,01% e em 2026 é de 1,70%.

Durante evento pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo tem percebido uma desaceleração da economia e acrescentou que é “natural” que 2025 tenha crescimento um pouco inferior do que os dois anos anteriores.

Mesmo como o fechamento mais recente da curva de juros brasileira, autoridades do Banco Central seguem cautelosas ao avaliar a possível desaceleração econômica e seus efeitos sobre a inflação.

Na sexta-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, pediu “tempo” para que a instituição possa “consumir dados e ter clareza para ver se não estamos assistindo apenas uma volatilidade ou se estamos observando uma tendência”.

Nesta segunda-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse que o nível de segurança do aperto monetário precisa ser um pouco além do normal em meio ao nível elevado de incertezas na economia.

“A gente subiu 100 ‘bases points’ (da Selic em janeiro) e o cenário base é seguir por aí, porque temos o ‘forward guidance’ e também a nossa preocupação em ter um nível de segurança que tem que ser um pouquinho além do normal por conta dessa incerteza”, disse. Atualmente a Selic está em 13,25% ao ano.

Perto do fechamento desta segunda-feira a curva brasileira precificava 93% de probabilidade de alta de 100 pontos-base da Selic em março, como vem indicando o BC.

A principal dúvida, no entanto, é para o encontro seguinte, em maio. Na última sexta-feira o mercado de opções de Copom da B3 precificava 49,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio, 17,00% de chances de elevação de 75 pontos-base e apenas 11,00% de probabilidade de alta de 100 pontos-base. Nas últimas semanas, têm crescido as apostas em uma elevação menor de juros a partir de maio.





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Altas temperaturas marcam o início da semana; saiba até quando



Começamos a previsão do tempo com informações de São Paulo, onde o sol predomina na maior parte desta segunda-feira (24), com previsão de chuva na parte da tarde e da noite, com alerta para temporais. Acumulado esperado de 25 mm. A temperatura máxima será de 32ºC.

Sobre as altas temperaturas, informação importante

A onda de calor que começou no final de semana na região Sul ficará até o dia 27 de fevereiro. O fenômeno é originado por um sistema de alta pressão em médios níveis que intensifica a circulação dos ventos de cima para baixo, intensificando o calor. Veja como fica o clima no restante do país de acordo com a Climatempo:

Sul

A segunda-feira será de temperaturas altas no Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva em boa parte do estado, enquanto o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná terão ar mais seco. Destaque para faixa norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, sudoeste do Paraná e norte do Paraná, onde a chuva chega na forma de pancadas e que vem com moderada a forte intensidade.

Sudeste

A semana inicia com tempo instável na região e o fim da onda de calor, com áreas de instabilidade espalhando chuva forte no leste e nordeste de Minas Gerais, no Espírito Santo, no centro-norte e interior do Rio de Janeiro e em São Paulo. Alerta para temporais na faixa oeste e leste de São Paulo, para o restante das regiões, as pancadas chegam com moderada a forte intensidade.

Centro-Oeste

A formação de uma área de baixa pressão sobre a região favorecerá o aumento da nebulosidade em todos os estados. O sol aparece um pouco mais na faixa leste de Goiás e Distrito Federal. Alerta para temporais em toda a faixa centro-norte do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul do Mato Grosso e também na faixa nordeste. Para o restante das regiões, a chuva chega com moderada a forte intensidade.

Nordeste

A chuva se espalhará por toda a área e poderá vir com força entre Maranhão e Piauí, havendo também risco de pancadas fortes no leste e litoral do Ceará, chuva moderada no litoral do Rio Grande do Norte e no leste de Pernambuco, além de pancadas fortes e calor no sul da Bahia. Alerta para temporais entre o litoral do Maranhão e o litoral do Ceará, e sul do Maranhão e sul do Piauí.

Norte

A semana começa com chuva em boa parte da região. Alerta para temporais no Acre, Amazonas, Tocantins e Amapá. Para o restante das regiões, a chuva chega com moderada a forte intensidade.



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Essenciais para a microbiota vegetal



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos
Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos – Foto: Divulgação

As bactérias da ordem Xanthomonadales são componentes fundamentais da microbiota vegetal, adaptadas para sobreviver no solo e nas raízes das plantas. Segundo um estudo do Instituto Max Planck de Pesquisa sobre Melhoramento Vegetal, publicado na Nature Plants, essas bactérias têm a capacidade de modular as respostas imunes das plantas. Esse mecanismo não apenas garante sua permanência no ecossistema radicular, mas também contribui para a estabilidade da microbiota, reduzindo os impactos das defesas imunológicas das plantas.  

O sistema imunológico vegetal é altamente sensível e identifica ameaças com base em sinais moleculares, como a flagelina, uma proteína presente no flagelo bacteriano. Quando detectada pelo receptor FLS2 da planta, ativa respostas de defesa que redirecionam recursos do crescimento para a proteção contra microrganismos. Entretanto, a flagelina está presente tanto em bactérias patogênicas quanto em comensais, levantando uma questão-chave: como as bactérias benéficas conseguem colonizar as plantas sem serem eliminadas?  

Os cientistas, liderados por Ka-Wai Ma e Paul Schulze-Lefert, descobriram que cerca de 40% das bactérias encontradas em raízes saudáveis possuem mecanismos de imunossupressão. A pesquisadora Jana Ordon e sua equipe aprofundaram a investigação e confirmaram que essa característica é comum entre as Xanthomonadales. Um exemplo é a cepa R179, que reduz a ativação da defesa vegetal removendo flagelina e transportando moléculas imunossupressoras para o espaço entre a bactéria e a planta.  

Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos na estabilidade da microbiota. O entendimento desses mecanismos pode abrir caminho para novas estratégias no manejo biológico da agricultura, favorecendo a saúde das plantas e o equilíbrio do ecossistema radicular.

 





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Novo coronavírus na China e desaceleração dos EUA preocupam mercados; saiba o que esperar na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana passada foi marcada por aversão a risco nos mercados, impulsionada por preocupações com um novo coronavírus na China e desaceleração econômica nos EUA.

Nesta semana, destaque para o PCE nos EUA e, no Brasil, para o IPCA-15 e dados do mercado de trabalho.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Novo coronavírus na China e desaceleração dos EUA preocupam mercados; saiba o que esperar na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana passada foi marcada por aversão a risco nos mercados, impulsionada por preocupações com um novo coronavírus na China e desaceleração econômica nos EUA.

Nesta semana, destaque para o PCE nos EUA e, no Brasil, para o IPCA-15 e dados do mercado de trabalho.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
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Preço da arroba do boi caiu até 3,7% na semana; analista responde o que está por vir


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em baixa ao longo desta semana nas principais praças de produção e comercialização do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de fêmeas é decisivo nesse movimento de queda, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate.

“Esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e contribuiu para a queda que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes. Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais contundentes.”

Segundo o analista, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, somado ao comportamento dos preços da carne no atacado.

Iglesias aponta o enfraquecimento da demanda doméstica de carne bovina como parte das justificativas para este movimento. “O fato é que as indústrias seguem exercendo pressão sobre o mercado, estratégia que deve prevalecer, ao menos no curto prazo”, assinalou.

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 20 de fevereiro em comparação a uma semana antes (14):

  • São Paulo: R$ 315,33, contra R$ 318,15, queda de 0,88%
  • Goiás: R$ 298,57, ante R$ 300,18 (-0,53%)
  • Minas Gerais: R$ 305,59, frente R$ 307,35 (-1,12%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 304,43, contra R$ 309,77 (-1,72%)
  • Mato Grosso: R$ 305,07, ante R$ 316,92 (-3,73%).

Exportações de carne

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil, renderam US$ 494,078 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 49,407 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 99,848 mil toneladas, média diária de 9,984 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.948,30. Assim, em relação a janeiro de 2024, houve alta de 16,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 6,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,3% no preço médio.



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Produção de camarão longe do mar avança como alternativa rentável


O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está conduzindo uma pesquisa inovadora para viabilizar a produção de camarão marinho em regiões afastadas do litoral. O projeto “Viabilidade Técnica e Econômica da Produção de Camarão Marinho Longe do Mar” busca tornar o cultivo sustentável e economicamente viável para produtores aquícolas, utilizando água salinizada artificialmente.

Diferente de experimentos anteriores, o estudo é realizado em uma estrutura que simula as condições reais de cultivo do camarão, garantindo análises precisas do potencial produtivo, econômico e ambiental. A pesquisa acontece em Jaguariúna (SP), onde a produção é feita com água captada da chuva e sem descarte no meio ambiente, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

Água salinizada para a criação de camarão

O segredo da técnica está na composição química da água. A salinização artificial não busca imitar a salinidade do oceano, mas sim fornecer os seis sais essenciais para o desenvolvimento do camarão: cloreto, sódio, cálcio, potássio, sulfato e magnésio. Com esse controle, a criação pode ser levada para regiões interioranas sem prejuízo ao desempenho dos animais.

Criação camarão em cativeiro interior de SP_IICriação camarão em cativeiro interior de SP_II
Foto: Divulgação Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo

Alta produtividade e desafios do cultivo

O diferencial do projeto está na densidade de estocagem. Para viabilizar economicamente o sistema, o pesquisador Fábio Sussel trabalha com até 300 camarões por metro cúbico. Esse modelo permite maior produção por área, mas também exige estratégias para lidar com desafios sanitários, como doenças comuns na carcinicultura mundial.

“A convivência com patógenos é um dos principais desafios, mas buscamos protocolos específicos para garantir o equilíbrio do sistema”, explica Sussel.

Vantagens e perspectivas

A técnica oferece diversas vantagens, como a descentralização da produção, a redução da pressão sobre os ecossistemas costeiros e o aumento das oportunidades econômicas para pequenos e médios produtores. Além disso, o ambiente controlado possibilita um manejo mais eficiente da água e da alimentação, garantindo um camarão mais saudável e sustentável.

A pesquisa avança como um divisor de águas para a aquicultura brasileira, abrindo novos caminhos para o cultivo de camarão no interior e ampliando a oferta de um produto de alto valor agregado com menor impacto ambiental.



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Genética e passaporte equestre são temas de reunião entre o Mapa e CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença na última quinta-feira (20) de uma reunião da Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), onde foram discutidos temas cruciais para o setor equestre brasileiro.

Controle Genético e Clonagem em Foco

Um dos pontos centrais da discussão foi a Lei 15.021/2024, que estabelece diretrizes para o controle de material genético animal e a clonagem de animais domésticos de interesse zootécnico. Kalinka Koza, assessora técnica da CNA, ressaltou que, embora a lei abranja todas as espécies, as particularidades serão definidas por normas e portarias complementares.

“A participação da CNA junto ao Ministério é essencial para assegurar que a legislação reflita as necessidades do setor, especialmente na reprodução equina e em outras cadeias produtivas”, afirmou Koza.

Passaporte Equestre

Outro tema de destaque foi o passaporte equestre, previamente debatido na Comissão Nacional de Equideocultura da CNA. Segundo Kalinka Koza, essa ferramenta tem o potencial de simplificar o trânsito de equídeos, garantindo a rastreabilidade sanitária.

“Nosso objetivo é oferecer aos produtores um instrumento prático que facilite a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), mantendo a rastreabilidade. A implementação do passaporte equestre nos estados é o primeiro passo para sua adoção nacional e internacional, em consonância com o programa ‘High Health, High Performance’ do Mapa”, explicou.



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Os desafios climáticos nas lavouras de soja em MT



As chuvas intensas em Feliz Natal, no Mato Grosso, têm gerado sérios desafios para os produtores de soja, o que afeta tanto a colheita quanto o escoamento da safra 2024/25. Algumas propriedades já acumulam até 1.500 milímetros de precipitação em fevereiro, o que tem dificultado o trabalho no campo.

Além dos prejuízos nas lavouras, o volume de chuva tem danificado as rodovias estaduais, como as MT-130 e MT-255, impactando quem depende dessas vias para suas atividades diárias. O tráfego dessas estradas está mais lento, aumentando os riscos e dificultando o transporte da soja.

O agricultor Edemilson Pasqualotto da Paixão, que cultivou 1.405 hectares de soja na região, explica que o atraso na colheita é uma consequência das condições climáticas adversas. Segundo ele, a cada dia de atraso, a perda pode chegar a até dois sacos por hectare. Como o plantio foi realizado de forma concentrada em outubro, todas as lavouras atingiram o ponto de colheita simultaneamente, o que intensifica o impacto.

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Os desafios na colheita de soja

Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de soja em Mato Grosso, o maior produtor do grão no Brasil, alcançou 47,3% da área plantada. Isso representa um avanço de 19,8 pontos percentuais em relação à semana anterior (27,5%), mas ainda há um atraso significativo de 14 pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra 2023/24, quando 61,3% da produção já havia sido colhida.

Maicon Rech, outro agricultor local, destaca o esforço contínuo para colher a soja, aproveitando os raros períodos de sol. “Estamos trabalhando intensamente, com máquinas voltando a levantar poeira após a chuva, e conseguimos adiantar a colheita em alguns dias,” diz Maicon.

Além dos prejuízos nas lavouras, o excesso de chuvas tem afetado ainda mais as estradas não pavimentadas da região. As vias, como a MT-225, que já são difíceis de transitar, acabam se deteriorando rapidamente com o tráfego intenso de caminhões. Maicon também observa que a falta de infraestrutura nas rodovias tem gerado enormes dificuldades para o transporte da soja.

Em relação à situação das estradas, os caminhoneiros Marcelo Luiz dos Reis e Calil Koch relatam que percorrer 40 quilômetros pode levar até duas horas, devido às condições precárias das vias. Já os motoristas de ônibus enfrentam desafios ainda maiores, como destaca o motorista Roque Scheide, que chama a atenção para a necessidade de responsabilidade no trânsito.

De acordo com Antônio Carlos de Assis, gerente de produção da região, o escoamento dos grãos também é afetado pela péssima condição das estradas, piorando com a chuva constante. “A estrada está em péssimas condições e, com a chuva, fica ainda mais difícil”, comenta.

Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, enfatiza que quase 60% da produção de Feliz Natal depende de rotas não pavimentadas, e reforça a necessidade de pavimentação das vias para facilitar o escoamento. “Precisamos da pavimentação para garantir o fluxo da produção. A ajuda do governo tem sido importante, mas ainda há muito o que fazer”, conclui.

Em resposta a esses desafios, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) garantiu que está trabalhando na manutenção das rodovias e na correção dos pontos críticos.



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Você viu? Carreta perde o freio e atropela 13 cabeças de gado



Um motorista de uma carreta que trafegava pela rodovia MS-320, na pista sentido Três Lagoas, interior sul-mato-grossense, perdeu o sistema de frenagem atropelou uma boiada. Segundo o Boletim de Ocorrência, o caminhoneiro desviou de uma das faixas de rolamento da pista para não bater na fila de veículos parados, incluindo um outro caminhão, que esperavam a comitiva passar.

A carreta atingiu 13 cabeças de gado e parou somente na subida da via com a parte frontal do cavalo mecânico danificada.

O caso aconteceu no dia 15 e o próprio motorista da carreta foi ao Distrito Policial e relatou a ocorrência. O caso foi registrado como Preservação de Direito, pelo condutor do veículo.



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