segunda-feira, julho 6, 2026

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confira os preços da soja



O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucas novidades. Com as volatilidades de Chicago e do dólar, os preços no Brasil ficaram mistos nesta terça-feira (25). A indústria segue com as melhores indicações, mas os produtores esperam por novas altas, o que tem travado os negócios.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço ficou em R$ 131,00
  • Missões (RS): preço ficou em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço ficou em R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço ficou em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): R$ 112,00, sem alteração

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam mistos, com os preços pressionados pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil e pelas previsões de clima favoráveis na Argentina.

A atenção do mercado está voltada para o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que ocorrerá entre quinta e sexta-feira, onde serão divulgados os quadros de oferta e demanda para a temporada 2025/26, além da primeira sinalização de tendência de plantio nos EUA. O mercado aposta em aumento da área plantada com milho, em detrimento da soja.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão para março fecharam com alta de 0,21%, a US$ 10,31 1/4 por bushel, enquanto a posição para maio fechou em US$ 10,48 3/4 por bushel, com ganho de 0,11%.

O farelo de soja para março teve alta de 0,68%, fechando a US$ 293,80 por tonelada. O óleo de soja para março registrou uma leve queda de 0,53%, com o preço final de 45,44 centavos por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,7526 para venda e a R$ 5,7506 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7435 e a máxima de R$ 5,8135.



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safra recorde e aumento do PIB são os presentes do setor ao país



Hoje, 25 de fevereiro, é o Dia do Agronegócio. Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o setor deve ser responsável por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2024.

Neste ano, o Ministério da Fazenda projeta crescimento econômico em 2,3%, número impulsionado pelas atividades agropecuárias, visto que a indústria e os serviços tiveram queda nas projeções.

Tamanha relevância é sintetizada no termo Agribusiness, cunhado nos Estados Unidos e adotado no Brasil desde o início da década de 1990, com a criação da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Os números da produção nacional atestam a força do agro brasileiro: em 2025, a colheita da safra de grãos deve ser recorde e totalizar 325,7 milhões de toneladas, avanço de 9,4% em relação ao ciclo 2023/24, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mesmo diante de números positivos, o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, alerta para alguns pontos de atenção em 2025. “[…] é um ano para estar de olho no mercado, nos custos de produção e muita atenção ao Plano Safra que chega em junho próximo. […] Naturalmente, preocupação com os preços agrícolas, com os custos dos alimentos, fatores que podem trazer alguma preocupação […]. Vamos torcer para que tudo dê certo, que a gente consiga fazer uma atividade produtiva, rentável e chegar bem para o ano que vem.”



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Brasil deve embarcar 9,347 mi toneladas de soja em fevereiro



O Brasil está projetado para exportar 9,347 milhões de toneladas de soja em grão em fevereiro de 2025, segundo a mais recente previsão da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

De acordo com informações divulgadas pela consultoria Safras & Mercado, o volume, embora considerável, representa uma leve diminuição em comparação com o mesmo período do ano passado, quando as exportações totalizaram 9,608 milhões de toneladas. Em janeiro de 2025, o país exportou apenas 1,104 milhão de toneladas, devido a fatores sazonais que afetaram os embarques no início do ano.

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De acordo com o levantamento semanal da ANEC, entre 16 e 22 de fevereiro, o Brasil já embarcou 3,069 milhões de toneladas de soja. Para o período entre 23 de fevereiro e 1º de março, a previsão é de um aumento expressivo nas exportações, com um total de 4,306 milhões de toneladas de soja sendo enviadas para o mercado externo.

A ANEC também trouxe a previsão de exportações de farelo de soja, que devem totalizar 1,639 milhão de toneladas em fevereiro de 2025. Esse número representa um aumento em relação ao ano passado, quando o Brasil embarcou 1,455 milhão de toneladas de farelo de soja no mesmo mês. Em janeiro de 2025, o volume de farelo exportado foi de 1,639 milhão de toneladas, número que se manteve estável até agora.

Nos últimos dias, o Brasil tem mostrado um ritmo acelerado nas exportações, com 442,077 mil toneladas de farelo de soja exportadas entre 16 e 22 de fevereiro. Para a semana seguinte, a ANEC projeta que o país embarque 470,373 mil toneladas do produto, reforçando o bom desempenho do setor.

Esse desempenho do setor de soja brasileiro é fundamental para a economia nacional, uma vez que o país é um dos maiores produtores e exportadores globais dessa commodity. O aumento das exportações de soja e farelo reflete a crescente demanda internacional, especialmente por parte de países como China e outros mercados da Ásia, que seguem liderando as compras da soja brasileira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja com mais uma queda em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira em queda, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil e pela expectativa de um grande volume de grãos chegando ao mercado. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para março fechou em baixa de 1,01%, a US$ 10,29 por bushel, enquanto o vencimento para maio caiu 0,92%, a US$ 10,47. No complexo da oleaginosa, o farelo de soja para março recuou 1,02%, a US$ 291,80 por tonelada curta, e o óleo de soja desvalorizou 2,37%, a US$ 45,70 por libra-peso.

A queda foi impulsionada pelo ajuste de posições antes do Fórum Anual do USDA e pela redução dos atrasos na colheita brasileira. Dados da Conab indicam que 36,4% da área apta já foi colhida, contra 38% no mesmo período do ano passado, praticamente zerando o atraso. Além disso, a consultoria AgRural apontou que a colheita atingiu 39% da área plantada, contra 23% na semana anterior e 40% no mesmo período de 2024, com destaque para o Mato Grosso, que lidera os trabalhos.

Apesar do avanço na colheita, há um fator baixista relevante: a revisão da estimativa de produção de soja no Brasil. A AgRural reduziu sua projeção de 171 para 168,2 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, refletindo impactos climáticos e ajustes nos rendimentos esperados. Essa revisão pode influenciar a dinâmica de preços nas próximas semanas, especialmente se houver novas atualizações sobre a oferta global.

O cenário segue volátil, com operadores monitorando não apenas a entrada da safra brasileira, mas também as condições de demanda global. A proximidade do Fórum do USDA pode trazer novos elementos para o mercado, enquanto o comportamento do clima na América do Sul e os fluxos de exportação devem seguir no radar dos investidores.

 





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Copercampos deve movimentar R$ 400 milhões em negócios



Começou hoje (25), em Campos Novos, Santa Catarina, a 29° edição do Show Tecnológico Copercampos. A feira acontece no Parque Experimental da Copercampos, reunindo mais de 192 expositores, num espaço de 15 hectares e se destaca pela apresentação de novas tecnologias de produção.

No local os visitantes podem conhecer modelos de cultivares e máquinas. Há também opções para os produtores de outros setores como a pecuária e suinocultura. A repórter Eliza Maliszewski acompanhou o primeiro dia do evento.

O público que vier ao evento também poderá acompanhar palestras e debates. A expectativa dos organizadores da Copercampos é movimentar cerca de R$ 400 milhões em negócios.

A cidade de Campos Novos, onde ocorre o encontro, está localizada em uma das principais áreas produtoras de grãos catarinense. Grande parte da produção de soja, milho e cereais de inverno são produzidas na região e tecnologias para esse tipo de lavoura estão reunidas no evento.

O Show Tecnológico Copercampos acontece no Campo Demonstrativo Copercampos, na
BR-282, Km 347, em Campos Novos. O evento termina na quinta-feira (27).



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Colheita da soja ultrapassa 30% no Brasil; assista ao vídeo



A colheita da soja já alcançou 36,4% do total previsto para a safra 24/25, de acordo com os dados mais recentes da Companhia Nacional da Abastecimento (Conab). Embora o avanço seja expressivo, o número está abaixo do registrado no ciclo passado, onde, neste mesmo período, a colheita da safra 2023/24 já havia atingido 38%.

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Entre as regiões, o Centro-Oeste se destaca com grandes progressos. Mato Grosso, por exemplo, já ultrapassou 70% da colheita. O clima tem ajudado, com boas condições de tempo para o trabalho no campo. Já Tocantins, Goiás e Paraná estão com cerca de 40% da safra colhida, se aproximando da metade do total.

Os desafios da soja no Matopiba

Na comparação com o ciclo passado, algumas regiões do Matopiba apresentam avanços. O Maranhão, por exemplo, registra um avanço de 27%, o maior da região. No entanto, algumas áreas ainda enfrentam desafios. Mato Grosso segue com um pequeno atraso de 3%, enquanto Goiás também sofre com uma leve lentidão.

O maior atraso foi registrado em Mato Grosso do Sul, onde chuvas nas últimas semanas resultaram em um atraso de 15%, o mesmo índice que afeta São Paulo. Já em Minas Gerais, o atraso é de 11%, e em Santa Catarina, 7%.

O impacto do clima na soja

A previsão climática indica que, nos próximos 5 dias, o tempo vai continuar favorável para os trabalhos em campo, especialmente no Centro-Oeste e Matopiba. No entanto, o Norte de Mato Grosso e o Maranhão devem enfrentar chuvas volumosas de até 100mm, o que pode atrasar um pouco o andamento da colheita.

Em Mato Grosso do Sul, por outro lado, a previsão aponta uma janela de tempo firme até o dia 10 de março, o que deve acelerar as atividades de colheita, especialmente na região de São Gabriel do Oeste.

Nos próximos 10 dias, o Sul e o Sudeste também têm boas perspectivas de tempo firme, com exceção do Norte de Mato Grosso e Pará, que devem continuar com chuvas frequentes devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Muito calor e tempestades à vista!

Em relação às temperaturas, o calorão deve continuar até o dia 10-12 de março, com máximas que podem ultrapassar os 35°C em algumas áreas do Rio Grande do Sul e São Paulo. Já o restante do país verá máximas em torno de 30°C. Além disso, o risco de tempestades aumenta, com possibilidade de granizo e rajadas de vento intensas, especialmente no Centro-Sul, que Mato Grosso do Sul, Goiás, interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais.



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Valor Bruto da Produção deve crescer 9,1% neste ano, diz CNA



O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,46 trilhão em 2025, o que representa crescimento de 9,1% em relação ao valor registrado em 2024. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25), em comunicado técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país.

Para a agricultura, a CNA espera a recuperação na produção em razão das melhores condições climáticas previstas para este ano. A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (37,1%), deve registrar aumento expressivo na produção (12,4%). Assim, mesmo com a previsão de queda nos preços (- 4,5%), a projeção é de alta do VBP da oleaginosa, de 7,3% em 2025.

O milho, segunda cultura com maior participação na agricultura (15,6%), deverá registar crescimento na produção (5,46%) e também nos preços (11,6%). Com isso, o VBP do cereal deve aumentar 17,6% este ano.

O café arábica e o robusta também devem registrar avanço no VBP em 2025, de 42,6% e 81,1%, respectivamente. A variação será reflexo principalmente da continuidade da valorização do produto.

Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 966,5 bilhões em 2025, o que representa alta de 9% em relação ao registrado em 2024.

VBP da pecuária

Na pecuária bovina, a inversão do ciclo pecuário deve provocar redução na produção (-2,87%), dada a maior retenção de fêmeas e diminuição de oferta para abate, e aumentos nos preços da carne bovina (21,2%). Com isso, a carne bovina – que representa metade do VPB da pecuária (50,1%) – deve registrar aumento de 17,8% em seu faturamento, conforme o boletim.

Já a pecuária leitera, que representa 18,8% do VBP do segmento, deve registar alta de 3,9% na produção, mas queda de 2,1% nos preços, resultando em leve alta de 1,8% no seu VBP.

Nesse cenário, espera-se que o VBP do segmento pecuário atinja R$ 496,4 bilhões, 9,2% maior em comparação a 2024.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja ainda com pouco movimento no mercado


No momento, praticamente não há cotações para soja disponível nos portos do Rio Grande do Sul, sendo as indicações restritas apenas às indústrias processadoras locais, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja em Santa Catarina segue impactada por chuvas irregulares e altas temperaturas em janeiro, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita deve começar na segunda semana de março, com algumas regiões já iniciando de forma pontual. No porto de São Francisco, os preços da soja variam, com cotação de R$ 131,17 por saca em junho. Esse cenário reflete as incertezas climáticas e seus impactos na produção.

O Paraná lidera a colheita de soja no país, mas veranico impacta produtividade em áreas isoladas. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 131,00. Em Ponta Grossa foi de R$ 125,00 por saca CIF, Cascavel, o preço foi R$120,24, mas com baixa liquidez. Em Maringá, o preço foi de R$ 120,94 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 125,00 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 126,00”, indica.

A seca e as altas temperaturas continuam prejudicando a soja precoce em Mato Grosso do Sul, resultando em uma perda de 1,6 milhão de toneladas, segundo o Rally da Safra. A equipe do Rally da Safra confirmou os impactos, levando a uma redução de 1,1 milhão de toneladas na projeção nacional. Nos preços do dia, a soja spot ficou em R$ 115,12 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, enquanto em Chapadão do Sul a cotação foi de R$ 106,64.

No Mato Grosso, a colheita de soja no centro-oeste acelera graças a condições climáticas favoráveis. “Campo Verde: R$ 116,59, Lucas do Rio Verde: R$ 107,35. Nova Mutum: R$ 107,35. Primavera do Leste: R$ 116,59. Rondonópolis: R$ 116,59. Sorriso: R$ 107,35”, conclui.

 





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Para 68,9% das pessoas, aumento de preços está acentuado, e 41% culpam o governo



Pesquisa CNT divulgada nesta terça-feira (25), mostra que 68,9% dos brasileiros avaliam que o aumento de preços no Brasil ocorre de forma acentuada, acima dos índices de inflação.

Outros 14,9% dizem crer que o aumento ocorre de forma natural, de acordo com os índices de inflação, e para 12,3%, ocorre de forma lenta, abaixo dos índices de inflação, segundo o levantamento, feito no formato estimulado.

Para 41%, o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são os principais responsáveis pelo aumento de preços no Brasil. Outras pessoas atribuíram às seguintes questões:

  • 11,2% às questões climáticas;
  • 9,5% às políticas externas;
  • 8,6% aos produtores;
  • 5,3% aos comerciantes;
  • 3,7% aos governos estaduais;
  • 1,4% aos governos municipais;
  • 10,5% a todas as alternativas;
  • 1,2%, a nenhuma das alternativas; e
  • 7,6% não souberam ou não responderam

Para 72,4%, o café foi o produto que teve os maiores aumentos de preços entre os itens consumidos usualmente. O levantamento foi espontâneo e com respostas múltiplas. Outros 55,4% mencionaram a carne; 40,9% citaram os grãos; 21,8%, os ovos; 10%, as frutas e as verduras; 8,8%, os lácteos; 7,8%, o óleo; 3,3%, os pães, 2,6%, o azeite, e 2,2%, os produtos de limpeza. Outros 9,1% responderam outros itens.

Na avaliação de 53% dos entrevistados, raramente é possível substituir itens com preço alto por outro. Já 31,3% dizem que às vezes é possível fazer substituições, e 13,8% afirmam que sempre é possível substituir.

Segundo a pesquisa, 42,1% dizem que não deixaram de comprar algum item de seu consumo normal devido ao preço. Outros 31,1% dizem que sim, deixaram de comprar alguns itens, e 26,8% afirmam que deixaram de comprar vários itens.



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gestão vive colapso, diz ex-secretário de Política Agrícola do Mapa



O consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), José Carlos Vaz comentou a medida provisória (MP) que abre um valor extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

Vaz criticou o governo e disse que o problema foi causado pelo caos financeiro da área econômica do Executivo. Na visão do consultor, a edição da MP serve para resolver um ‘soluço’ antecipado do Plano Safra, um episódio infeliz da estrutura orçamentária.

“É um sinal de colapso do modelo de gestão brasileiro, que repercute no segmento que melhor tem capacidade de funcionamento sem a dependência do governo, que é o agronegócio”, afirmou.

De acordo com Vaz, todo ano, entre maio e junho, o governo fecha linhas de crédito do Plano Safra vigente e se prepara para o subsequente. Porém, no caso específico, o orçamento não foi aprovado pelo Parlamento e isso levou a uma antecipação da suspensão.

“Houve uma falha de comunicação do governo. Na área econômica, tanto o setor privado, como a população em geral estranharam esse rigor ‘legal’ por parte do Executivo com o setor que mais beneficia o Brasil que é o agronegócio”, destacou.

Vaz reiterou que para manter uma garantia de preços das commodities, o produtor tem que contar com um fundo rural pré-estabelecido, independentemente de um Plano Safra, para não ficar na dependência do governo se reorganizar.

José Carlos Vaz concedeu um depoimento ao jornalista do Canal Rural, Ricardo Araújo. A íntegra do conteúdo você pode conferir em nosso canal do YouTube.

Retomada Plano Safra

O governo federal publicou na noite desta segunda-feira (24), a MP 1.289/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

A medida visa atender as linhas de crédito subsidiado do Plano Safra, com taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, com contratações suspensas pelo Tesouro Nacional desde a última sexta-feira (21). A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor hoje e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.



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