domingo, julho 5, 2026

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Famílias colecionam legado e pioneirismo nas lavouras de soja



A tecnologia e a conectividade têm sido as principais aliadas na agricultura do Centro-Oeste, e a história de produtores de soja como os Sponchiado e os Stefanello são reflexos do processo de modernização no campo. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, essas famílias têm sido pioneiras na adoção de soluções tecnológicas que aumentam a produtividade e promovem um novo capítulo na história da agricultura brasileira.

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História com a soja

A história da Fazenda Santo Augusto, localizada em Campo Novo do Parecis (MT), exemplifica como tradição e inovação podem caminhar juntas. Marlei Sponchiado, patriarca da propriedade, foi um dos pioneiros no cultivo de soja na região. Na década de 1980, quando a soja ainda dava seus primeiros passos em Mato Grosso, ele apostou na cultura como a principal atividade econômica do estado. Desde então, a fazenda tem se renovado constantemente, sempre atenta às novas tecnologias do mercado.

Essa visão de Marlei é compartilhada por seu filho, Vinicius Sponchiado, de 25 anos, que vê na conectividade a chave para o futuro do Agro. “O campo está tão conectado quanto a cidade”, afirma, destacando que a adoção de tecnologias avançadas deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade para quem deseja prosperar no setor agrícola. Hoje, a Fazenda Santo Augusto conta com uma frota de máquinas, que representa 85% de seus equipamentos, garantindo precisão e eficiência nas operações.

Tecnologia no trabalhos

A parceria com fornecedores de máquinas e tecnologia tem sido essencial para a modernização da Fazenda Santo Augusto. A iniciativa de levar internet de alta qualidade ao campo tem impactado positivamente milhões de hectares no Centro-Oeste, beneficiando diversas famílias na região. Com essa conectividade, as propriedades rurais agora têm acesso a soluções digitais que melhoram a gestão da produção e a qualidade de vida no campo.

Especialistas destacam a importância de levar internet para o campo. “A conectividade no campo não beneficia apenas a produção agrícola, mas também transforma a vida das pessoas, proporcionando mais acesso à informação e melhores oportunidades”, afirmam, ressaltando que essa é uma das maiores contribuições para o avanço do Agro.

Com a conectividade, o Centro-Oeste vive uma revolução na forma de produzir. Máquinas agrícolas conectadas a centros de soluções aumentam em até 30% a eficiência operacional e permitem que grande parte das falhas sejam resolvidas remotamente. Ferramentas como o Planejador de Trabalho possibilitam o envio de documentos e atualizações em tempo real, otimizando ainda mais a disponibilidade dos equipamentos.

Outro avanço tecnológico importante são os sistemas de automação para otimização da colheita, que reduzem as perdas de grãos em até 13% e melhoram a qualidade em até 17%. Esses avanços são fundamentais para garantir uma gestão mais sustentável dos recursos agrícolas, assegurando que a produção seja tanto eficiente quanto ambientalmente responsável.

Legado e inovação

Em Mato Grosso do Sul, a inovação também marca a história da Fazenda Volta Grande, em Sidrolândia (MS). Fundada em 1970 pelos irmãos Paulo e Cláudio Stefanello, que se mudaram de Pejuçara (RS) em busca de novas oportunidades, a propriedade segue sob a gestão da família, com a inovação sempre sendo um dos pilares da produção.

Paulo Stefanello, um dos sucessores da propriedade, conta que o espírito inovador vem de antes de sua geração. Seu avô foi um dos primeiros agricultores do Rio Grande do Sul a adquirir um trator moderno, ainda na década de 60. “O Brasil tem uma grande vocação para produzir alimentos em abundância. Nada é mais importante e precioso que isso”, afirma Paulo, destacando o compromisso da família com a modernização constante.

Na Fazenda Volta Grande, a adoção de tecnologias como telemetria e análise de correção do solo tem permitido otimizar o uso de insumos e monitorar o desempenho das máquinas em tempo real. Isso garante maior eficiência e rentabilidade, além de um uso mais responsável dos recursos. “A tecnologia transformou a forma como trabalhamos no campo. Hoje, conseguimos monitorar cada detalhe e tomar decisões baseadas em dados, o que aumenta nossa eficiência e rentabilidade”, conclui Paulo Stefanello.



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Projeto prevê que estados sejam responsáveis pela regularização fundiária



Uma proposta para transferir aos estados a responsabilidade de regularizar a situação fundiária de assentamentos para reforma agrária está em análise na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 16/25, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), prevê que os estados poderão exercer esse poder se a área em questão tiver mais de cinco anos desde sua criação.

Conforme o projeto, a regularização fundiária do assentamento realizada pelo estado deverá ser homologada posteriormente pela União, alterando, dessa forma, a Lei da Reforma Agrária.

“A medida evita prejuízos financeiros sofridos por municípios e estados que, sem a emissão de notas fiscais sobre a produção dessas áreas, deixam de arrecadar impostos”, disse o deputado Evair Vieira de Melo.

Regularização fundiária

A reforma agrária, conforme definido pela Lei 4.504/64, também conhecida como Estatuto da Terra, é um conjunto de medidas voltadas para a melhor distribuição da terra. Para atender aos princípios de justiça social e aumento de produtividade, essa distribuição se faz mediante modificações no regime de posse e uso.

Segundo a Constituição Federal de 1988, a terra possui uma relevante função social e a reforma agrária deve estabelecer um sistema de relação entre o homem, a propriedade rural e o uso consciente da terra, promovendo justiça social, progresso, bem-estar do trabalhador rural e desenvolvimento econômico do país.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é a autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), responsável por administrar essa distribuição de terras.

Próximos passos da regularização

O projeto de transferência de responsabilidade para regularização fundiária tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho sobe 3,8% em MT e atinge R$ 61,08/sc, aponta Imea



A alta nos preços é impulsionada pela menor disponibilidade do cereal no estado




Foto: USDA

O preço do milho disponível em Mato Grosso registrou valorização na semana do dia 21 de fevereiro, atingindo R$ 61,08 por saca. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento foi de 3,8% em relação à semana anterior e de 14,15% na comparação com o mesmo período de janeiro de 2025.

A alta nos preços é impulsionada pela menor disponibilidade do cereal no estado, reflexo da redução na produção da safra 2023/24 e da comercialização mais acelerada, que está 5,33 pontos percentuais à frente do ritmo registrado na safra anterior. Com isso, o valor da saca já acumula alta de 64,11% em relação ao mesmo período de 2024.

Historicamente, os preços do milho tendem a se sustentar durante a entressafra, cenário que se confirma com a combinação de oferta reduzida e demanda aquecida. Diante desse contexto, o mercado deve seguir com cotações firmes no curto prazo.





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Parceiros do projeto Soja Brasil acompanham a colheita pelo país



O mês está chegando ao fim e, vale relembrar que, no dia 7 de fevereiro, aconteceu a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento realizado em Santa Carmem, Mato Grosso. Lá, estavam presentes nomes do setor, que contribuem para que o projeto Soja Brasil seja um sucesso e caminhe para um futuro de progresso.

O evento foi possível graças ao apoio de patrocinadores e parceiros, que desempenham um papel importante no sucesso da iniciativa, assim como a Aprosoja Brasil, que defende os interesses dos produtores de soja no país.

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Durante o evento, Marcos Fava Neves, mais conhecido como Dr. Agro e fundador da Harven Agribusiness School, abordou temas sobre a macroeconomia da soja, destacando a relevância do setor para o Brasil e o mundo. Ele falou sobre o papel da soja na economia global e as oportunidades que o Brasil tem para consolidar ainda mais sua posição no mercado.

A nova Triton, caminhonete da Mitsubishi Motors, esteve presente no evento, demonstrando seu apoio ao setor agropecuário. O automóvel, que percorre todo o Brasil acompanhando a safra e ouvindo os desafios dos produtores, continua sua jornada ao longo da colheita, reforçando seu compromisso com os profissionais do campo e com o fortalecimento do agronegócio nacional.

A Bayer, parceira do projeto, também marcou presença no evento, reforçando sua contribuição para o sucesso da iniciativa. Com a plataforma Intacta 2 Xtend, a empresa incorpora biotecnologia de ponta, oferecendo maior controle sobre plantas daninhas e proteção contra as seis principais lagartas da soja.

Outro parceiro, a Ihara, também esteve presente, reafirmando seu apoio ao agronegócio. A empresa tem apoiado o projeto há sete anos, contribuindo para o desenvolvimento e sucesso da iniciativa. Reconhecida pelo trabalho em inovação, a Ihara tem se dedicado a melhorar continuamente os processos produtivos no campo.

Além disso, a Campo Forte Fertilizantes, mais uma importante parceira do projeto, também esteve no evento, destacando seu papel no fortalecimento da agricultura brasileira. A empresa tem sido um aliado fundamental na busca por soluções que otimizem a produção e aumentam a sustentabilidade do setor.

A Embrapa, a Safras & Mercado e o Climatempo fazem parte do sucesso do projeto. A Embrapa garante a qualidade das informações técnicas, a Safras & Mercado oferece uma visão do mercado e das tendências da soja, e o Climatempo fornece atualizações em tempo real sobre as condições climáticas.



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Cade aprova aquisição de 50% da Mantiqueira pela JBS



A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de 50% da Mantiqueira Alimentos pela JBS. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A força da JBS

A aquisição foi anunciada no final de janeiro. A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e sua entrada no segmento de ovos reforça os planos da empresa de diversificação global, ampliando seu portfólio multi-proteína. A Mantiqueira Brasil é a maior produtora de ovos da América do Sul e o acordo prevê que a gestão da companhia será compartilhada com o fundador da companhia, Leandro Pinto.

Na época, o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse que o consumo de ovos no mundo tem apresentado crescimento consistente, por ser uma proteína acessível, versátil e saudável, que reforçando o propósito da JBS de alimentar o mundo. Leandro Pinto afirmou que a parceria com a JBS abre novas possibilidades para empresa.

“A operação proposta representa, para o Grupo J&F, uma oportunidade estratégica de ingresso em um novo setor. Para a Mantiqueira Alimentos, trata-se de uma boa oportunidade financeira para continuar investindo na ampliação de sua operação”, afirmaram as empresas durante o andamento do processo.

Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Justiça, e tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado, sendo a entidade responsável, no âmbito do Poder Executivo, não só por investigar e decidir, em última instância, sobre a matéria concorrencial, como também fomentar e disseminar a cultura da livre concorrência.



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AgroNewsPolítica & Agro

Óleo de algodão cai 0,78% com manutenção da mistura do biodiesel



Queda ocorreu após a decisão de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14%




Foto: Canva

A cotação do óleo de algodão recuou 0,78% na semana de 21 de fevereiro, ficando em R$ 5.250,00 por tonelada. Conforme o boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a queda ocorreu após a decisão de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14%, frustrando a expectativa de aumento para 15% em março de 2025. Esse cenário impactou a demanda pelo coproduto.

Enquanto isso, o caroço de algodão disponível apresentou valorização de 1,28% no comparativo semanal, atingindo R$ 1.229,95 por tonelada. O aumento é resultado da menor oferta do produto devido ao período de entressafra.

Apesar da retração no curto prazo, o mercado de coprodutos do algodão segue aquecido em relação ao ano passado. O preço do caroço está 76,39% acima do registrado em 2024, enquanto o óleo acumula alta de 42,07% no mesmo intervalo.





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Como membro da comunidade, você fica sabendo, por exemplo, da situação da colheita de soja no Rio Grande do Sul. O cenário está desigual devido às condições climáticas irregulares. Algumas lavouras estão se recuperando com o retorno da umidade, enquanto outras ainda enfrentam desafios que comprometem o rendimento.

Na última semana, a combinação de calor intenso e a falta de chuvas trouxe alívio para algumas lavouras, favorecendo aquelas em floração ou no processo de enchimento de grãos. Porém, o cenário varia de região para região. Áreas no final do ciclo da soja já não têm mais potencial de recuperação devido aos danos causados pelo clima severo.

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Em algumas propriedades, a colheita está sendo mais demorada, com máquinas levando mais de duas horas para encher um graneleiro, enquanto, em um ano normal, esse tempo seria de apenas 20 a 25 minutos. A produtividade nas áreas mais afetadas está bem abaixo do esperado, com médias de apenas 228 a 230 kg por hectare – três a quatro sacos por hectare, um rendimento muito abaixo do ideal.

O estado também enfrentou uma redução de 14% na área plantada de soja em terras baixas, com a previsão de que, para a safra 2024/25, sejam cultivados cerca de 364 mil hectares. Isso se deve à tendência dos produtores de optar pelo cultivo de arroz nessas áreas, já que o arroz é mais resistente à escassez de umidade comparado à soja.

Notícias de mercado

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas projeções para as exportações de soja em fevereiro. O volume projetado agora varia entre 8,4 milhões e 10,29 milhões de toneladas, com uma média de 9,35 milhões de toneladas. Esse volume é inferior ao teto de 11,03 milhões de toneladas estimado na semana passada. No mesmo mês de 2024, o Brasil exportou 9,61 milhões de toneladas de soja.

A Anec também reduziu a projeção para o farelo de soja, estimando agora 1,639 milhão de toneladas, abaixo das 1,908 milhões de toneladas estimadas anteriormente. Para o milho, a previsão foi ajustada para 1,287 milhão de toneladas, um crescimento de 77,8% comparado ao mesmo mês de 2024.

Na semana de 16 a 22 de fevereiro, o Brasil embarcou 3,069 milhões de toneladas de soja, 442,1 mil toneladas de farelo de soja, 235,3 mil toneladas de milho e 99,6 mil toneladas de trigo. Para a semana de 23 de fevereiro a 1º de março, estão programados embarques de 4,306 milhões de toneladas de soja, 470,4 mil toneladas de farelo de soja, 218,6 mil toneladas de milho e 85,5 mil toneladas de trigo.



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Boi gordo: cotações têm novas quedas


Os preços do boi registram novas baixas, conforme levantamentos do Cepea, em meio à “queda de braço” entre frigoríficos e pecuaristas. Dispondo de maior oferta de fêmeas, e recebendo pressão para reduzir o valor de venda da carne, pesquisas do Cepea apontam que frigoríficos tentam diariamente ajustar para baixo também as cotações do boi.

Na parcial de fevereiro – até o dia 25 -, o Indicador Cepea/Esalq recuou 3,81%, fechando a R$ 321,1 na terça-feira. No atacado da Grande São Paulo, referência de consumo no país, a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 2,9% no mês, a R$ 21,79/kg à vista.

Suínos: preços do vivo seguem firmes em SP, mas caem no PR

Os preços do suíno vivo vêm registrando comportamentos distintos neste encerramento de fevereiro. Segundo levantamentos do Cepea, em São Paulo, a firme demanda da indústria tem sustentado as cotações. Já no Paraná, os valores caíram, refletindo o enfraquecimento da procura.

suínos, circovirose, reprodução suínasuínos, circovirose, reprodução suína
Foto: Seara

Diante da maior resistência na ponta final, pesquisadores do Cepea explicam que frigoríficos reduziram as aquisições de novos lotes de animais nesta região. Em Minas Gerais, de forma geral, o mercado apresenta estabilidade diante do equilíbrio entre a oferta e a demanda locais.

Quanto à carne, agentes consultados pelo Cepea indicam ter dificuldades para comercializar o produto, o que, por sua vez, pode estar associado aos elevados patamares da proteína suína no atacado e às recentes desvalorizações da carne bovina.



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Confira o preço do leite projetado para fevereiro no RS



O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) projetou em R$ 2,5058 o valor de referência do leite em fevereiro no estado. O Conseleite também anunciou o valor consolidado para o mês de janeiro, de R$ 2,4718, 2,65% acima do consolidado de dezembro de 2024 (R$ 2,4081).

O cálculo é elaborado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês.

“As variações estão dentro do esperado para este período do ano, principalmente em um tempo de estiagem que atinge a região noroeste do Rio Grande do Sul, que concentra quase 60% da nossa produção”, disse, em nota, o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, lembrando ser esta época de entressafra.

Leite Brasil

Nesta semana, pesquisa do Cepea mostrou que o preço do leite captado em dezembro de 2024 fechou a R$ 2,5805/litro (“Média Brasil”), queda de 2,7% em relação ao mês anterior, mas elevação de 21% frente a dezembro de 2023, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro).

Em janeiro, as importações brasileiras de lácteos cresceram ligeiros 3,93% em relação a dezembro de 2024, porém caíram 2,18% frente ao mesmo período do ano passado (janeiro/24). Já as exportações recuaram 13,91% no comparativo mensal e expressivos 41,19% no anual.



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Saiba como funcionará o Pix por aproximação



A partir de amanhã (28), as instituições financeiras serão obrigadas a oferecer mais uma modalidade de transferência via Pix que dispensa a necessidade de digitar a senha bancária. A oferta do Pix por aproximação passa a ser obrigatória, neste momento, apenas para celulares Android.

Basta o cliente encostar o celular na maquininha de cartão e fazer o Pix por meio da tecnologia Near Field Communication (NFC). Nas compras pela internet, o Pix será concluído com apenas um clique, sem a necessidade de captar o Código QR ou usar a função Copia e Cola do Pix. O processo será executado dentro do site da empresa vendedora.

O valor máximo por transação será de R$ 500. O cliente poderá diminuir o limite por operação e criar um valor máximo por dia para essa modalidade do Pix.

O procedimento é semelhante ao utilizado com cartões de crédito e de débito, cujos pagamentos por aproximação têm se expandido no país. Em setembro do ano passado, 65% dos pagamentos presenciais foram feitos por aproximação, por cartões ou outros dispositivos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Pix por aproximação estava em fase de testes

Entre os bancos e instituições de pagamento que testavam a tecnologia estão Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, C6, Itaú, PicPay e Santander. Um total de 12 marcas de maquininhas firmaram parceria com o Google para estender o pagamento por aproximação ao Pix: Azulzinha, Bin, Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago, Pagbank, Rede (que pertence ao Itaú), Safra Pay, Sicredi, Stone e Sumup.

Com a obrigatoriedade da oferta, as instituições financeiras associadas ao open finance, que envolve o compartilhamento de dados entre elas, terão de estar no Google Pay (carteira digital do Google) e ofertar o Pix por aproximação. Até o momento, apenas o Google Pay está cadastrado no Banco Central (BC) como iniciadora de pagamento.

Como a Apple Pay e a Samsung Pay não estão registradas no BC, o Pix por aproximação estará disponível apenas para os dispositivos móveis do sistema Android, que usam o Google Pay. Pelo menos dois bancos, Bradesco e Banco do Brasil, oferecem a tecnologia dentro de seus aplicativos. A expectativa é que outros bancos passem a oferecer a funcionalidade em seus aplicativos a partir desta sexta.

Pix por aproximação

Como habilitar o celular e o Google Pay:

  • Habilitar a tecnologia NFC no celular, na abas “Configurações” e, em seguida, “Conexões” ou “Dispositivos conectados;
  • Abrir o aplicativo Carteira do Google;
  • Clicar em “Adicionar à carteira”, na parte inferior do aplicativo;
  • Clicar em “Cartão de pagamento”;
  • Clicar em “Novo cartão de débito ou de crédito”;
  • Seguir as demais instruções.

Como usar o Pix por aproximação com carteira digital:

  • Com a conta bancária associada ao Google Pay, pedir o pagamento via Pix ao estabelecimento com maquinhas que ofereçam a tecnologia;
  • Aproximar o celular desbloqueado do Código QR exibido na maquininha;
  • Confirmar a transação na tela do celular;
  • Confirmar a proteção cadastrada no celular – impressão digital, reconhecimento facial, senha do celular ou chave de segurança;
  • Transação concluída.

Como usar o Pix por aproximação no aplicativo do banco:

  • Abrir o aplicativo do banco e escolher a opção “Pix por aproximação”;
  • Aproximar o celular do Código QR exibido na maquininha;
  • Seguir as demais instruções do aplicativo;
  • Procedimento pode variar conforme a instituição financeira. No Banco do Brasil, o aplicativo pedirá a senha bancária para transações acima de R$ 200.



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