domingo, julho 5, 2026

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Guia mostra a importância do melhoramento genético para gado leiteiro



Foi lançado nesta quinta-feira (27) o guia “Acesso ao crédito para transferência de embriões”, uma ferramenta para agricultores e empreendedores familiares que buscam acessar as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com intuito de desenvolver e trabalhar com gado leiteiro.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o documento tem o objetivo de orientar produtores individuais, cooperativas, veterinários, laboratórios, sindicatos rurais e instâncias municipais de agricultura e pecuária, em apoio à produção de gado leiteiro no âmbito da agricultura familiar.

O guia mostra a importância do melhoramento genético para gados leiteiros através da transferência de embriões para o aumento de produtividade. Também esclarece como os produtores podem acessar o crédito do Pronaf Mais Alimentos, incluindo informações sobre as diversas linhas de crédito, documentação necessária, e como realizar projetos de crédito e submetê-los às instituições financeiras.

Além disso, a ferramenta apresenta pontos para a gestão adequada dos recursos, como assistência técnica, planejamento e educação financeira.

Gado leiteiro: crédito e prazo

Destinado aos trabalhadores que estão devidamente inscritos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), o crédito para aquisição de embriões, bem como os serviços necessários para a transferência destes para as receptoras, pode ser acessado em duas modalidades:

  • Individual: limite de crédito de R$250 mil por ano agrícola, com taxa efetiva de juros de 3% ao ano, e um prazo de reembolso de até 8 anos, incluindo período de carência de até 3 anos.
  • Coletiva (via cooperativa): limite de crédito de R$8 milhões por operação, respeitando o limite individual de R$ 30 mil por associado com CAF-Pronaf ativo. Nesta modalidade, é aplicada taxa efetiva de juros de 6% ao ano, com prazo de reembolso de até 8 anos, incluindo período de carência de até 3 anos.



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Desenrola Rural pode beneficiar mais de 360 mil agricultores do Nordeste



O Banco do Nordeste (BNB) está oferecendo descontos de até 80% para liquidação e até 65% para renegociação das dívidas rurais em situação de inadimplência. A medida abrange mais de 360 mil agricultores familiares. O benefício integra o programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, o Desenrola Rural, iniciado nesta semana pelo governo federal e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

No Banco do Nordeste, podem aderir ao programa os clientes que contrataram operações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022, e estejam com parcelas em situação de prejuízo.

“O Desenrola Rural oferece uma oportunidade muito especial para os produtores rurais regularizarem sua situação. É um passo fundamental para apoiar os agricultores, oferecendo condições adequadas de recuperação e a possibilidade de retomada de suas atividades produtivas”, disse o presidente do BNB, Paulo Câmara.

Como participar do Desenrola Rural

O agricultor familiar pode fazer uma consulta pela internet para saber se possui contrato enquadrado no programa Desenrola Rural. Basta acessar a página do programa Desenrola Rural no portal do Banco do Nordeste e informar o CPF e a data de nascimento.

A adesão dos agricultores ao Desenrola Rural é realizada nas agências do Banco do Nordeste ou nas unidades do Agroamigo. O prazo final é 31 de dezembro de 2025.

“Recomendamos que o cliente não deixe para fazer sua adesão nos últimos dias, pois há alguns documentos que precisam ser apresentados para formalização da regularização, e o agricultor pode perder o benefício por ausência de algum desses registros”, informa o superintendente de Agronegócios e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado.

“Dívidas até R$ 10 mil recebem abate de 80%. Se o produtor tiver uma dívida de R$ 5 mil, ele só vai pagar R$ 1 mil. Se a dívida for de R$ 10 mil, ele paga R$ 2 mil. O que nós recomendamos é que, na medida do possível, faça a liquidação da dívida porque os descontos são bem expressivos”, afirma Luiz Sérgio.

Mais sobre o Desenrola Rural

O agricultor familiar que tem interesse em participar do Desenrola Rural pode procurar uma agência bancária para renegociar as suas dívidas, que podem ter descontos de até 96%. A renegociação vale para aqueles que possuem dívidas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras, como cartões e empréstimos nas instituições financeiras, do Crédito de Instalação e dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros débitos federais, todas com inadimplência superior a 1 ano.



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preços dos ovos nos EUA podem subir 41% em 2025



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os preços de ovos no país podem subir 41% em 2025, refletindo o impacto do surto de gripe aviária. Neste mês, os preços alcançaram uma média recorde de US$ 4,95 a dúzia (R$ 28,85 cotação atual). O principal motivo para essa alta é o abate de mais de 166 milhões de aves desde que o surto da doença começou, em 2022.

Janeiro foi o pior mês até agora para produtores de ovos, com o abate de quase 19 milhões de galinhas poedeiras.

Apesar do preço médio de US$ 4,95 a dúzia, em algumas localidades consumidores estão pagando mais de US$ 1 por ovo.

Batalha contra a gripe aviária

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, apresentou na quarta-feira (26), um plano em cinco partes para combater a gripe aviária e o aumento dos preços dos ovos, que inclui um investimento US$ 1 bilhão e importação de ovos.

Apesar disso, Rollins reconheceu que pode levar algum tempo até que os consumidores percebam os efeitos das medidas.

Ela afirmou, ainda, que a administração espera que os preços subam mais até o feriado de Páscoa, período em que a demanda tem sido historicamente alta.

Segundo a secretária, a administração está em negociações para importar de 70 milhões a 100 milhões de ovos nos próximos meses.

Ações para combater a gripe aviária

O plano prevê ainda um investimento de US$ 500 milhões para ajudar as granjas a fortalecer medidas de biossegurança, US$ 400 milhões para produtores cujos plantéis foram afetados pela gripe aviária e US$ 100 milhões para pesquisa e, potencialmente, desenvolvimento de vacinas para as granjas.



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Programa ‘Bem Cultivar’ impulsiona a agricultura familiar no Sul do Brasil



O Sebrae, em parceria com o Instituto de Estudos e Assessoria ao Desenvolvimento (Ceades) e com apoio das Superintendências Federais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nos estados da Região Sul, lançou esta semana o Programa Bem Cultivar – Produção de Alimentos Saudáveis.

O programa tem como objetivo apoiar a agricultura familiar nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A duração inicial é de 12 meses e com execução pelo Ceades, tem como meta beneficiar 900 pequenas propriedades rurais, sendo 275 delas em Santa Catarina. 

O Bem Cultivar oferece capacitação para os produtores, apoio técnico, e incentiva a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando um futuro mais próspero e saudável para as famílias rurais. 

Além da qualificação e do suporte à transição agroecológica, a iniciativa também oferece recursos para a criação de projetos personalizados e visitas técnicas. 

Esse apoio ajudará os pequenos produtores a melhorar a qualidade de sua produção e a enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente, com foco na sustentabilidade e na produção de alimentos saudáveis.

Impulsionando a economia local e o acesso ao crédito

Décio Lima, presidente do Sebrae, anunciou durante o lançamento do programa a disponibilidade de R$ 1 bilhão em crédito pelo Sebrae para impulsionar as cooperativas de crédito e viabilizar projetos no setor.

“Sabemos que 88% das pequenas empresas não têm acesso ao crédito. O Sebrae tem um volume de crédito disponível 30% maior do que costumávamos ter historicamente. O pequeno negócio não busca crédito porque não tem aval, não tem garantias e, muitas vezes, tem medo do banco. Então, nós, do Sebrae, entramos com o maior fundo garantidor e, além disso, vamos oferecer um crédito assistido para quebrar esse ciclo e mostrar a esses empreendedores que é possível investir no seu sonho e no seu negócio”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae.

O programa conta com o apoio de importantes cooperativas de crédito e produção, como Cresol, CooperDotchi, CooperGadoSul e CrediSeara.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

O lançamento do Programa Bem Cultivar reafirma o compromisso do Sebrae e das entidades parceiras com o fortalecimento da agricultura familiar e a produção de alimentos saudáveis, promovendo inclusão, sustentabilidade e crescimento econômico para milhares de produtores rurais no Sul do Brasil.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Então, se você deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.



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Os impactos do mercado de trabalho e da inflação: ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos do mercado de trabalho e da inflação. A taxa de desemprego subiu para 6,5%, mas segue em patamar historicamente baixo. O IGP-M acelerou para 1,06% em fevereiro, pressionado por commodities e energia.

O dólar fechou em R$ 5,82, enquanto o Ibovespa teve leve alta de 0,03%, mesmo com a Petrobras recuando quase 5% após prejuízo bilionário. No exterior, atenção ao PCE nos EUA, que pode influenciar a política do Fed. No Brasil, foco na definição da bandeira tarifária de energia pela Aneel.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Colheita no Brasil e clima na argentino pressionam a soja


A soja fechou em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo o avanço da colheita no Brasil e as condições climáticas na Argentina, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março recuou 0,65%, cotado a US$ 1024,50/bushel, enquanto o contrato de maio caiu 0,72%, para US$ 1041,25/bushel. O farelo de soja também registrou leve queda de 0,10%, enquanto o óleo de soja recuou 1,03%, para US$ 44,97/libra-peso.  

A pressão da colheita na América do Sul contribuiu para o recuo das cotações. No Brasil, os atrasos na colheita foram praticamente eliminados, e os bons volumes registrados em algumas regiões compensam perdas em outras. Já na Argentina, chuvas recentes trouxeram alívio para áreas onde a produtividade ainda não estava definida, ajudando a reduzir preocupações sobre a safra.  

Outro fator que impactou o mercado foi a desvalorização do real frente ao dólar, próxima de 1%, o que melhora a competitividade das exportações brasileiras e incentiva vendas internas. Essa dinâmica é baixista para a CBOT, mas pode ser favorável para os produtores brasileiros, que recebem mais reais por suas vendas.  

Além disso, a possibilidade de novas tarifas impostas pelos EUA sobre a soja chinesa e europeia trouxe incertezas ao mercado. A decisão do ex-presidente Donald Trump sobre o tema segue imprevisível e pode influenciar os preços conforme eventuais sanções forem anunciadas, postergadas ou ampliadas.

“Por fim, em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu sua previsão para embarques de soja em fevereiro de 9,72 para 9,35 milhões de toneladas, ante 1,10 milhão em janeiro e 9,61 milhões em fevereiro do ano passado. Em relação ao farelo, a entidade ajustou sua estimativa de embarques para o mês atual de 1,91 para 1,64 milhão de toneladas, ante 1,64 milhão no mês passado e 1,45 milhão no segundo mês de 2024”, conclui.

 





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Último dia de fevereiro marca o início da 5ª onda de calor. Veja como fica o tempo



O último dia de fevereiro se encerra com tempo abafado, chuvas mal distribuídas e alto risco para temporais em algumas áreas. Meteorologistas apontam que a quinta onda de calor do ano deve se iniciar hoje. Veja a previsão do tempo para as cinco regiões do país:

Sul

O escoamento de ventos em baixos níveis da atmosfera deve estimular o fluxo de umidade e de calor sobre o Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, o sol aparece entre variações de nebulosidade e a chuva ganha força ao longo da tarde, com potencial para episódios de chuva forte e até mesmo temporais – especialmente entre as missões, fronteira oeste, campanha e extremo sul gaúcho.

Em Santa Catarina, o período da manhã deve seguir apresentando condições de céu aberto. No decorrer das horas, as instabilidades ganham força e se espalham pelas regiões centro e oeste catarinense, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com raios. No Paraná, o sol deve predominar entre nuvens em boa parte do dia, o que, por sua vez, contribui para a elevação das temperaturas. No decorrer da tarde e noite, as áreas de chuva começam a se espalhar pelo estado, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva localizadas, seguidas por raios e ventos.

Sudeste

A presença de uma área de alta pressão sobre o oceano, reforçada pela atuação de outro sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera, devem impedir o avanço de ar frio e manter o predomínio de ventos quentes sobre praticamente todos os estados da região.

Diante deste cenário, o calor intenso e a sensação de abafamento permanecem em praticamente toda região. Ainda assim, a combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera podem estimular a ocorrência de pancadas de chuva isoladas em São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais. No Espírito Santo, a entrada de ventos marítimos sobre o continente devem favorecer a ocorrência de pancadas mal distribuídas, sobretudo na região litorânea.

Centro-Oeste

O calor e a umidade presentes na atmosfera devem seguir favorecendo a formação de instabilidades em praticamente todos os estados do Centro-Oeste. Destaque para a chuva mais significativa entre Mato Grosso e Goiás, com alto risco para temporais.

Nordeste

A entrada de ventos marítimos sobre o continente deve seguir mantendo as chuvas na costa leste, entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. As áreas de precipitação começam a avançar sobre o sertão e agreste, no interior da Paraíba e de Pernambuco. Na costa norte, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as pancadas entre Maranhão e o Ceará.

Norte

A chuva continua volumosa e presente em todos os estados da Região. Pará, Rondônia e Acre seguem na rota dos temporais. No estado do Amazonas, atenção para chuva localmente forte e volumosa. A sensação é de tempo abafado, com máximas entre 30 e 32 graus.



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Milho voltou a subir na B3: Confira


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, o milho voltou a subir com Anec revisando para cima exportações brasileiras, segundo informações da TF Agroeconômica. “Com exceção de dois pequenos ajustes negativos e pontuais, o milho da B3 voltou a ganhar tração”, comenta.

“A alta do dólar nos últimos dias estimulou as vendas nos portos, onde os prêmios voltaram a ser cotados. A Anec também elevou a perspectiva ligeiramente as exportações do milho em fevereiro, de 1,28 para 1,29 milhão de toneladas, ante 3,15 milhões em janeiro e 724.065 toneladas no mesmo mês em 2024”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 86,36 apresentando alta de R$ 1,54 no dia, alta de R$ 5,53 na semana; maio/25 fechou a R$ 82,20, alta de R$ 1,45 no dia, alta e R$ 5,34 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,01 no dia e alta de R$ 1,76 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, as informações indicam que o milho fechou em baixa com o avanço da safra da América do Sul. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,31 % ou $ -1,50 cents/bushel a $ 478,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,15 % ou $ -0,75 cents/bushel a $ 493,50”, informa.

“Esta é a quarta sessão consecutiva em queda para o cereal, que chegou a testar pequenas altas ao longo da sessão, mas fechou o dia no vermelho. O mercado continua sob pressão devido à melhora das condições ambientais na Argentina, após as fortes chuvas recentes, com mais precipitações esperadas na próxima semana”, conclui.

 





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Milho apresenta ajustes nos estados


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado do milho no Rio Grande do Sul apresentou ajustes distintos entre indústria e exportação. Enquanto a indústria elevou a média de preços em R$ 1,00, a exportação reduziu no mesmo valor. As indústrias continuam comprando milho e aproveitando a modalidade “a fixar”, evitando grandes altas nos preços. Os valores de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 por saca, dependendo da localidade. 

A exportação indicou R$ 77,00 sobre rodas para entrega entre fevereiro e março, com pagamento final em março. No Porto de Rio Grande, já foram embarcadas 133,38 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de exportação total de 750 mil toneladas até março.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 29% da área apta colhida, ante 39% no mesmo período de 2024. Segundo a EPAGRI, os preços do milho registraram uma leve retração em janeiro de 2025, apesar de uma alta acumulada de 13% ao longo do ano na região Oeste, devido à demanda da indústria de aves e suínos. No mercado local, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto valores no porto variam entre R$ 72,50 e R$ 73,50, dependendo do período de entrega e pagamento.  

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (DERAL) informou que a colheita da primeira safra está em 42%, enquanto o plantio da segunda safra alcança 65%. O milho da segunda safra apresenta boas condições, com baixa incidência de pragas. A Conab corrigiu os dados de colheita da semana anterior, reduzindo de 60% para 21% a área colhida em 16 de fevereiro. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto de Paranaguá, os preços para entrega entre agosto e novembro variam de R$ 72,30 a R$ 74,50 por saca.  

No Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha está em 27% da área planejada, ainda abaixo dos 40% registrados no ano passado. As chuvas beneficiaram o desenvolvimento da lavoura, especialmente no norte do estado. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00/saca, mas registraram alta em outras regiões, como Chapadão do Sul (+7,81%), Dourados e Maracaju (+4,59%). A tendência de curto prazo dependerá das condições climáticas e da evolução da demanda nos portos.

 





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Confira como está o mercado de trigo


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul permanece estável, com compras para fevereiro já encerradas. O estado já comercializou 75% da safra, um recorde histórico. A moagem total prevista é de 1,9 milhão de toneladas, exigindo a importação de 500 mil toneladas. Até o momento, foram adquiridas 550 mil toneladas de trigo local e 180 mil toneladas importadas, restando ainda comprar 850 mil e 320 mil toneladas, respectivamente. No porto, o preço do trigo Milling para fevereiro chegou a R$ 1.340,00 por tonelada.

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à baixa demanda por farinha, dificultando reajustes de preços. Moinhos relatam que os custos de produção não fecham com os preços de venda. O trigo gaúcho é ofertado a R$ 1.300,00 FOB, enquanto no leste catarinense, o preço chega a R$ 1.600,00 por tonelada, incluindo frete e ICMS. O preço do farelo caiu para R$ 1.100,00 ensacado, refletindo a menor demanda. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando valorização futura. Os preços pagos aos produtores mantiveram-se estáveis em várias regiões do estado, exceto em Rio do Sul, onde subiram para R$ 80,00 a saca.

No Paraná, os moinhos reavaliam suas compras devido à oferta reduzida. Há um mês, havia 200 mil toneladas disponíveis, mas agora restam apenas 40 mil, elevando os preços para R$ 1.550,00/t FOB. O trigo branqueador tem poucas ofertas, todas acima de R$ 1.700,00/t. O comprador oferece R$ 1.500,00 posto no Centro-Sul, com entrega em março e pagamento em abril. Com a colheita de milho e soja em andamento, o trigo tem sido deixado de lado. O frete segue em alta, e o trigo importado chega a US$ 265/270 no Oeste e no porto de Paranaguá. A média estadual de preços subiu 0,49%, para R$ 73,24 a saca, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, aumentando o lucro médio dos produtores de 6,10% para 6,64%.

 





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