sábado, julho 4, 2026

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Exportações de carne de frango crescem 18% em volume e 23% em faturamento



As exportações brasileiras de carne de frango, in natura e processados, cresceram 17,9% em fevereiro, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 468,4 mil toneladas, contra 397,2 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. Trata-se do melhor desempenho já registrado no período.

Quanto à receita cambial, o resultado é ainda mais expressivo, com incremento de 23,1%, com US$ 870,4 milhões em fevereiro deste ano contra US$ 707 milhões ante o mesmo mês de 2024.

A soma das exportações deste ano (janeiro e fevereiro) chegaram a 911,4 mil toneladas, número 13,6% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 802,2 mil toneladas. Em faturamento, o crescimento obtido no primeiro bimestre chegou a US$ 1,696 bilhão, saldo 22% maior em relação ao total registrado no ano passado, com US$ 1,390 bilhão.

Principais destinos da carne de frango

Entre os destinos de exportação de fevereiro, a China segue na liderança, com 49,6 mil toneladas, volume 18,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em seguida, estão:

  • Emirados Árabes Unidos: 38,8 mil toneladas (-1,5%);
  • Arábia Saudita: 31,5 mil toneladas (-3,6%);
  • Japão: 27,7 mil toneladas (-24%);
  • África do Sul: 24,5 mil toneladas (+36,1%);
  • Filipinas: 23,2 mil toneladas (+2,1%);
  • México: 20,9 mil toneladas (+272,3%);
  • União Europeia: 20,6 mil toneladas (+11,5%);
  • Coreia do Sul: 18 mil toneladas (+23,3%); e
  • Iraque: 15,6 mil toneladas (-2,6%)

“O mercado internacional segue com alta demanda por carne de frango do Brasil, seja em consequência das rupturas de fluxo de comércio geradas entre nações com registros de H5N1, ou como resultado de medidas de apoio ao abastecimento interno de países com dificuldades. O comportamento dos embarques até aqui indicam que as projeções inicialmente estabelecidas para as exportações brasileiras deverão ser superadas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Estados exportadores

O Paraná segue como maior exportador de carne de frango do Brasil, com 186 mil toneladas embarcadas em fevereiro (+15,9% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido por:

  • Santa Catarina: 106,6 mil toneladas (+15,5%);
  • Rio Grande do Sul: 69,8 mil toneladas (+19,5%);
  • São Paulo: 27,1 mil toneladas (+40,3%); e
  • Goiás: 20,5 mil toneladas (+18,7%).



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Brasil importa menos de 1% da carne e tem preço 14% abaixo da média global


O Brasil é o segundo maior produtor de carne do mundo e está na liderança quando o assunto é exportação. Por conta desse protagonismo, o setor de proteína animal estranhou a medida anunciada pelo governo federal na última quinta-feira (6) de zerar a alíquota de importação do produto na tentativa de baratear o alimento.

A sócia-fundadora da Agrifatto, Lygia Pimentel, é uma das que vê com estranheza a ação, visto que o país compra de fora menos de 1% da carne que consome.

“E é importante entender que 96% desse pequeno volume importado vem do próprio Mercosul, que já tem acordos de isenção embutidos em si mesmo, já que o bloco serve, basicamente, para fazer esses acordos de cooperação mútua, de zerar alíquotas, de chegar a um denominador comum para todo mundo. Então, o que ficaria de fora seria mais ou menos 4% daquele menos de 1%, ou seja, no caso da carne, não é algo que faz muita diferença.”

Segundo Lygia, pela alta produção nacional da proteína animal, o Brasil é altamente competitivo no mercado. “Quando comparamos preços de carne com os maiores exportadores globais, o Brasil fica em uma média ponderada 14% mais barato do que a média de preços do globo. Então, para pagarmos uma carne importada mais barata, precisaríamos importar de nós mesmos”, considera.

Para ela, o mesmo conceito se aplica em relação a quase todas as commodities que o governo pretende zerar a alíquota de importação, casos do milho, café e açúcar.

“No meu ponto de vista, a isenção [da alíquota de importação] é bem-vinda, é positivo que a gente isente setores, principalmente os básicos da economia, porque o imposto vem em cascata ao chegar ao consumidor, então não se significa que a isenção não seja uma coisa positiva, significa apenas que a isenção não terá efeitos práticos nesse caso.”

De acordo com Lygia, isso acontece porque o Brasil precisaria importar aquilo que o país já é muito eficiente em produzir ou que já produz de forma muito barata. “Então, na verdade, os efeitos ao produtor rural não acontecerão. É uma medida paliativa com um efeito muito reduzido e extremamente limitado, para não falar zerado, mas que não traz efeitos práticos na hora de reduzir a pressão inflacionária”, afirma.

Assim, a especialista reforça que a medida do governo federal em zerar a alíquota de importação da carne não trará qualquer tipo de impacto nas cotações do boi gordo.

Perspetivas para o setor

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Foto: Governo de Mato Grosso

A respeito do mercado do boi gordo, Lygia destaca que o setor está saindo de um terceiro ano de liquidação de fêmeas, com os abates seguindo elevados entre janeiro e fevereiro.

“Estamos liquidando fêmeas em resposta à crise econômica que vivemos na pecuária de 2022 até agora. Tivemos uma recuperação no final do ano passado, mas ela não alcançou o criador, principalmente, e isso sugere que haverá muito em breve um esgotamento de oferta porque quando liquidamos as matrizes do rebanho, reduzimos a capacidade produtiva por consequência”, ressalta.

De acordo com ela, o setor já está diante da finalização do abate de fêmeas quando se enxerga o ciclo pecuário sobre o ponto de vista de preço de bezerro. “A margem da atividade de cria ainda não decolou, mas já saiu de um fundo que também é um sintoma dessa posição de virada de ciclo, de fase de alta para, logo mais, uma fase de baixa.”

Lygia reforça que a reação de preços no ano passado, quando a arroba passou a ultrapassar os R$ 300, foi estimulada, principalmente, pela alta demanda e não por queda na oferta. “Estamos às portas de uma fase de alta de ciclo pecuário, pensando no preço do boi gordo. Então as perspectivas são positivas, resta saber o quanto disso vai ter que ser equilibrado, ou seja, será que vamos ter que abater mais fêmeas ou apenas um pouco para a gente conseguir atender a demanda.”



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governadores reagem à proposta do governo federal



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (10), em entrevista à rádio CBN, que entende a resistência de governadores ao pedido do governo federal para que os estados zerem a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos da cesta básica. A proposta surgiu durante o anúncio de medidas para reduzir o preço dos alimentos, como a isenção da tarifa de importação para itens como milho, café e carnes.

Governadores de diferentes estados se manifestaram contra a medida, argumentando que muitos já aplicam a alíquota zero para produtos essenciais. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou em suas redes sociais que a cesta básica já é isenta de ICMS no estado. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, reforçou a mesma posição.
Governadores rebatem proposta

Em entrevista ao Canal Rural, Eduardo Leite afirmou que o Rio Grande do Sul já adota alíquota zero para diversos produtos da cesta básica, como ovos, leite, pão francês e hortifrutigranjeiros. Além disso, destacou o programa de devolução de ICMS para famílias de baixa renda.

“O Rio Grande do Sul já tem ICMS zerado para vários itens da cesta básica. Também implementamos um programa inovador de devolução do imposto, beneficiando 600 mil famílias, que recebem valores proporcionais às notas fiscais emitidas com CPF”, disse Leite. Segundo ele, o estado já devolveu mais de R$ 800 milhões aos contribuintes nos últimos três anos.

Outros governadores também reagiram à proposta do governo federal, alegando que a responsabilidade de zerar impostos sobre a cesta básica não pode ser transferida aos estados sem uma compensação adequada.

Impacto econômico do ICMS zerado

O economista Alessandro Azzoni, especialista em agronegócio, destacou em entrevista ao Canal Rural que a proposta poderia gerar um grande desequilíbrio fiscal, especialmente para estados que enfrentam dificuldades de arrecadação devido a crises econômicas e efeitos climáticos adversos.

“Não adianta transferir a responsabilidade para os estados, pois a medida deve ser estruturada pelo governo federal. Isso poderia comprometer as contas públicas estaduais, prejudicando ainda mais regiões que já sofrem com baixa arrecadação”, afirmou Azone.



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AgroNewsPolítica & Agro

Aumenta a anomalia das vagens em soja no Mato Grosso



O impacto econômico para os produtores é significativo



O impacto econômico para os produtores é significativo
O impacto econômico para os produtores é significativo – Foto: Showtec

A anomalia das vagens, causada pelo fungo Diaporthe phaseolorum var. sojae, tem se tornado uma preocupação crescente no estado de Mato Grosso, especialmente para os produtores de soja. Segundo Davi Prata da Silva, consultor técnico comercial na empresa Araguaia, essa doença manifesta-se principalmente pela abertura das vagens, o que resulta no apodrecimento dos grãos. Como consequência, os grãos se tornam avariados, comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade da colheita, o que pode afetar negativamente a viabilidade do produto.

O impacto econômico para os produtores é significativo, já que a redução tanto no volume quanto na qualidade da soja pode gerar perdas financeiras substanciais. Além disso, a doença pode prejudicar a comercialização da safra, visto que grãos avariados apresentam menor valor no mercado. Com isso, o controle eficaz da anomalia das vagens é essencial para garantir a saúde das lavouras e reduzir os danos.

Davi enfatiza a importância de um manejo adequado, que inclui o uso de fungicidas à base de Carboxamidas, produtos eficazes no combate ao fungo responsável pela doença. Além disso, o monitoramento constante das lavouras, aliado à incorporação de boas práticas de manejo de doenças, é fundamental para mitigar os efeitos dessa patologia. Tais práticas contribuem para a preservação da produtividade e qualidade da soja, assegurando o sucesso da safra e minimizando prejuízos aos produtores de Mato Grosso.

“O manejo adequado inclui práticas de controle com fungicidas principalmente a base de Carboxamidas, monitoramento e incorporação de boas práticas de manejos de doenças, são essenciais para mitigar os efeitos da anomalia das vagens e garantir a saúde das lavouras”, conclui.

 





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Frente fria, chuva de 80 mm e ventos acima de 100 km/h marcam a semana


A semana inicia com o deslocamento da frente fria do Sul para o Sudeste do país, chuva espalhada pelas cinco regiões e ventos superiores a 100 km/h, conforme o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Veja a previsão entre esta segunda-feira (10) e a próxima (17):

Sul

A semana se iniciacom tempo firme no centro-sul do Rio Grande do Sul. A tendência é de aumento de nebulosidade e pancadas de chuva a partir de quarta-feira (12) sobre o nordeste gaúcho, leste de Santa Catarina e centro-sul do Paraná, com acumulados que devem ultrapassar os 50 mm (tons de amarelos no mapa abaixo).

Sudeste

O avanço de uma frente fria favorece a ocorrência de chuvas intensas no início desta semana em partes do Rio de Janeiro, do sul de Minas Gerais e da região metropolitana de São Paulo. Chuvas acima de 60 mm são previstas ao longo da semana. No interior de São Paulo, centro e norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, a tendência é de tempo firme, porém em algumas localidades podem ser registrados volumes inferiores a 10 mm.

Centro-Oeste

mapa chuva 10 a 17 de marçomapa chuva 10 a 17 de março
Foto: Reprodução Inmet

A combinação de calor e umidade mantêm as áreas de instabilidade em Mato Grosso e noroeste de Goiás, com pancadas de chuvas ao longo da semana em acumulados que podem superar os 80 mm. No entanto, para o sul e leste de Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul, a tendência é de precipitações irregulares a partir de quarta-feira, com menores acumulados e valores abaixo de 20 mm.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorecerá a chuva no norte do Maranhão, do Piauí e litoral do Ceará, com previsão de volumes de chuva acima de 80 mm (tons em vermelho no mapa) e ventos de até 100 km/h. Na faixa leste da região, na faixa que vai desde o Rio Grande do Norte até Sergipe, além do sul do Ceará, as chuvas poderão ocorrer em pontos isolados na forma de pancadas, com acumulados inferiores a 30 mm. Tempo firme nos próximos dias, na parte central da Bahia, oeste de Pernambuco e de Alagoas, além do sudeste do Piauí.

Norte

As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade mantêm as pancadas de chuva ao longo da semana acima de 50 mm em grande parte da região. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 80 mm no Amapá e nordeste do Pará. Já no centro-sul do Pará e Tocantins são previstos menores volumes de chuva.

Como ficam as temperaturas

Para os próximos dias, temperaturas máximas permanecem elevadas no interior da Região Nordeste, noroeste de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, com valores acima de 34°C.

Já na Região Norte, no Maranhão e em Mato Grosso, as temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 32°C.

As temperaturas mínimas seguirão acima de 26°C na Região Norte, oeste e norte da Região Nordeste, Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste. Nas demais áreas, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 28°C ao longo da semana.

Na Região Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste, as mínimas ficarão acima de 24°C, exceto no leste de São Paulo, onde podem ocorrer temperaturas abaixo de 20°C. Na Região Sul, estão previstas mínimas abaixo de 18°C, exceto no norte do Paraná, onde podem ultrapassar os 22°C. Temperaturas entre 12°C e 16°C poderão ocorrer em regiões serranas dos três estados.



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Rápido aquecimento do Pacífico prenuncia a chegada do El Niño



Na semana passada, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um boletim mostrando que as águas do Oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru, tiveram um rápido aquecimento – a amplitude térmica ficou 1,5° C acima do normal. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, isso significa que a região já enfrenta o fenômeno El Niño Costeiro, um prenúncio da chegada do El Niño.

Na edição de hoje (10) do Mercado & Companhia, o meteorologista explicou que se o evento climático persistir, no Brasil, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial pode provocar seca no norte do Pará e Roraima e causar chuvas fortes no litoral do Equador e Peru a partir dos meses de abril e maio.

Arthur também informou que se o aquecimento das águas prosseguir, o El Niño estará efetivamente em vigor até o fim deste ano.

Ele relembrou que o fenômeno pode ocasionar problemas em áreas importantes do agronegócio brasileiro, com excesso de chuvas na região Sul do Brasil e a falta da mesma, principalmente, em estados que compõem o Matopiba (Centro- Oeste e Nordeste e Norte do país) e temperaturas acima da média no período.

O El Niño afeta a circulação atmosférica global, alterando o clima, não apenas na América do Sul, mas em várias regiões do planeta, podendo durar até dois anos ou mais.



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Chuvas melhoram cultivo de soja na Argentina


De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), nas últimas semanas, chuvas significativas ocorreram no centro e sul da região agrícola, melhorando as condições de cultivo da soja em todo o país. No entanto, o déficit hídrico e as altas temperaturas continuam a afetar o nordeste da Argentina e o norte de Santa Fe. Como resultado, a condição hídrica Adequada/Ótima aumentou em quase 9 pontos percentuais, enquanto a condição Normal/Excelente teve um crescimento de 6,4 pontos percentuais em comparação com o relatório anterior. 

A soja de primeira safra no Chaco e no norte de Santa Fe sofre com o estresse térmico e hídrico, que pode comprometer os rendimentos. No centro, a soja iniciou o enchimento dos grãos em condições ótimas de umidade, apesar de alguns casos de alagamento em Buenos Aires. Já a soja de segunda safra, que começou com perdas nas plantas, recupera-se sob condições ideais de umidade, o que pode mitigar parcialmente as perdas.

A colheita de milho avançou 1,3 pontos percentuais nos últimos sete dias, atingindo 6,7% da área prevista, com rendimento médio de 80,1 qq/Ha. No entanto, as chuvas dificultaram o acesso aos lotes, retardando o avanço das colheitadeiras. Mesmo assim, a colheita mantém um avanço de 4,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Os cultivos de semeadura tardia mostraram uma melhoria significativa, com a condição das plantas subindo 5,7 pontos percentuais em comparação com a semana anterior. 

A colheita de girassol avançou para 17,6% da área apta, com progresso semanal de 3,8 pontos percentuais, embora ainda apresente um atraso de 21,9 pontos percentuais em comparação à média dos últimos cinco anos. No NEA, onde não houve chuvas significativas, a colheita foi finalizada com rendimentos próximos aos três melhores históricos da região. Nas áreas centrais, os rendimentos superaram a média histórica, com alguns lotes chegando a resultados recordes. 

 





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prêmios de exportação atingem o maior valor desde 2022



Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que as negociações envolvendo soja foram intensificadas na última semana no spot nacional, ou seja, no mercado de transações em que a entrega da mercadoria é imediata e o pagamento é feito à vista.

Segundo o Centro de Pesquisas, isso se deve ao crescimento na oferta e à presença mais ativa de compradores, sobretudo externos.

Como reflexo, os prêmios de exportação já começaram a subir no país, de acordo com análises do Cepea. Com base no porto de Paranaguá (PR), o prêmio de exportação de soja está sendo ofertado em 85 centavos de dólar/bushel para embarque em março/25, o maior valor desde 2022.

A maior demanda internacional pela oleaginosa brasileira está atrelada ao agravamento no conflito comercial entre os Estados Unidos e a China – o governo chinês anunciou tarifas a produtos agropecuários norte-americanos; para a soja, a taxa adicional é de 10%.

Agora, pesquisadores do Cepea explicam que consumidores asiáticos devem se redirecionar à América do Sul, principalmente para o Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial de soja.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja segue em tendência de baixa


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja continua sem fundamentos altistas no curto, médio e longo prazo, com uma tendência claramente baixista. A consultoria recomenda a venda desde novembro, quando os preços estavam em R$ 145,00 por saca, e reforça que ainda é tempo de negociar, considerando os fatores que pressionam as cotações para baixo. 

Entre os principais fatores de baixa, destacam-se as incertezas em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos e a retaliação chinesa, que devem entrar em vigor na próxima semana. Além disso, há preocupações com possíveis impostos portuários que podem afetar a logística de exportação. No Brasil, o avanço da colheita em Mato Grosso já supera 91,84% da área, o que aumenta a oferta e contribui para a desvalorização. Na Argentina, recentes chuvas melhoraram as condições das lavouras, elevando a proporção de áreas em condições adequadas de 69% para 77%, reduzindo temores de quebra na produção.  

Outro fator relevante é a projeção da ANEC para exportações brasileiras em março, estimadas em 14,80 milhões de toneladas de soja e 2,05 milhões de toneladas de farelo, superando os volumes de fevereiro. Esse aumento nas exportações pode impulsionar o mercado brasileiro, mas exerce pressão negativa sobre os preços em Chicago. Além disso, o adiamento da implementação do B15 no Brasil deixará um excedente de 2,5 milhões de toneladas destinadas ao esmagamento, ampliando a oferta e mantendo os preços sob pressão.  

“Não há fundamentos altistas a curto, médio e longo prazos presentes hoje no mercado, como mostramos no texto acima, mas seis grandes motivos de baixa. Desde novembro, quando os preços da Pedra estavam a R$145,00/saca, estamos recomendando vender. Mas, ainda é tempo, dado que a tendência continua sendo baixista”, conclui.

 





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Cotações do milho seguem estáveis no Brasil



Os preços do milho permanecem estáveis na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a intensidade das altas tenha sido menor na última semana.

De acordo com o Centro de Pesquisas, compradores brasileiros seguem ativos, mas com dificuldades em adquirir novos lotes, tendo em vista que esbarram na baixa disponibilidade e nos maiores valores pedidos por vendedores.

Preços do milho

O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa, na última sexta-feira (7), fechou em R$ 88,71 a saca de 60 kg, à vista, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP – alta de 0,98% em relação o mesmo período do mês anterior.

Segundo o Cepea, esses agentes limitam a oferta do cereal na transação comercial com pagamento à vista e entrega imediata (spot), à espera de novas valorizações, fundamentados nas incertezas referentes à segunda safra, que, por enquanto, apresenta ritmo de semeadura abaixo do da temporada passada.

Importação de milho

Na tentativa de reduzir os preços, o governo brasileiro anunciou que retirará a taxa de importação de milho nos próximos dias.

Os pesquisadores do Cepea ressaltam que, na safra 2023/24, foram importadas 1,7 milhão de toneladas, representando apenas 1,4% da oferta (resultado da soma dos estoques iniciais, produção e importação, conforme dados da Conab).

Sobre o Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Analistas do Centro realizam pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo.

O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe Cepea calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.



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