sexta-feira, julho 3, 2026

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Investimentos em tecnologia batem recorde



A IA vem sendo aplicada na geotecnologia



Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia
Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia – Foto: Canva

O Brasil ampliou significativamente os investimentos em inovação. Em 2024, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinou quase R$ 13 bilhões para projetos de pesquisa e desenvolvimento, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O valor é um recorde e representa um aumento de R$ 10 bilhões em relação a 2023, quando os aportes somaram R$ 3 bilhões.  

Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia. Para Fernanda Braga, gerente da Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia (APAT), o investimento aquece o mercado e impulsiona o desenvolvimento do país. Segundo ela, novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), já melhoram a precisão e a eficiência no setor, facilitando análises e decisões.  

“Trata-se de um movimento importante para aquecer o mercado e estimular o desenvolvimento do país. O último ano trouxe avanços significativos ao setor e possibilitou a implementação de novos recursos tecnológicos no trabalho dos profissionais, como a inteligência artificial”, comenta.

A IA vem sendo aplicada na geotecnologia para análise de imagens de satélite e detecção de mudanças ambientais. Na topografia, auxilia na interpretação de dados e identificação de padrões, enquanto na agrimensura otimiza o planejamento territorial. Para capacitar profissionais nesse novo cenário, a APAT oferece treinamentos e parcerias com instituições tecnológicas, preparando o setor para os desafios da inovação. 

Para Fernanda, “as novas tecnologias, a exemplo da Inteligência Artificial, abrem oportunidades para aprimorar a qualidade e a eficiência dos serviços de topografia e agrimensura no Brasil por ampliarem a precisão de padronização de dados, facilitando análises e tomadas de decisões”.

 





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Conab revisa números e aponta maior exportação de soja


O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou uma revisão para cima na estimativa da produção de soja no Brasil. A projeção foi ajustada em 1,36 milhão de toneladas, elevando a safra esperada de 166,01 milhões para 167,37 milhões de toneladas.

O aumento na produção teve impacto direto nas exportações da oleaginosa para o ano comercial de 2025, que foram revisadas para cima em 300 mil toneladas, totalizando agora 105,75 milhões de toneladas. Segundo o relatório da Conab, os estoques finais da safra 2024/25 sofreram redução de 583 mil toneladas.

Entre os principais ajustes, a Conab aumentou o estoque inicial em 402 mil toneladas e revisou a produção de farelo de soja em 448 mil toneladas, passando de 43,3 milhões para 43,76 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado pelo aumento no volume de esmagamento. “As exportações foram ampliadas em 1,6 milhão de toneladas, chegando agora a 23,6 milhões de toneladas”, destaca o levantamento. A venda para o mercado interno, por outro lado, foi revisada para baixo, passando de 19 milhões para 16,5 milhões de toneladas, alinhando-se aos números da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Os ajustes também impactaram os estoques de passagem, que sofreram redução de 1,2 milhão de toneladas. A Conab destacou ainda um aumento de 9 mil toneladas no volume destinado a sementes e outros usos, além de um crescimento de 14 mil toneladas no esmagamento da safra 2023/24, o que resultou em uma redução equivalente nos estoques finais.

No mercado de óleo de soja, a produção da safra 2023/24 foi reduzida em 26 mil toneladas. Houve também queda de 7 mil toneladas na venda do produto no mercado interno e uma diminuição de 20 mil toneladas nos estoques de passagem.





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Estimativa da Conab é otimista na visão de Antônio Sartori



Consultor questiona projeção da Conab para safra gaúcha


Foto: United Soybean Board

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou a produção de soja no Rio Grande do Sul em cerca de 17 milhões de toneladas, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior. O estado permanece como o quarto maior produtor da oleaginosa no país, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. A área cultivada foi ampliada para 6,84 milhões de hectares, com um incremento de 74,4 mil hectares, um aumento de 1,1% na comparação com a safra 2023/24.

A falta de chuvas regulares e a ocorrência de duas ondas de calor em fevereiro agravaram o estresse das lavouras, impactando diretamente a produtividade. “É profundamente lamentável ler o relatório da Conab divulgado ontem, estimando uma safra gaúcha de soja de 17,41 milhões de toneladas. Da maneira como está o clima e com a previsão que tem pela frente, a pergunta é simples: será que nós vamos colher 14? Tomara que sim, se chover até a colheita”, afirmou Antônio Sartori, consultor e sócio-fundador da Brasoja Agro Corretora.

Apesar das condições climáticas adversas, algumas chuvas pontuais foram registradas em praticamente todas as regiões, e uma precipitação mais generalizada no meio de fevereiro trouxe uma melhora visual para parte das lavouras. No entanto, a irregularidade das chuvas, somada às diferentes datas de semeadura e aos pacotes tecnológicos adotados pelos produtores, resultou em um cenário de grande variação na qualidade das lavouras dentro de um mesmo município.

A Conab segue realizando o mapeamento da área cultivada com soja no estado para ajustar suas estimativas e refletir com maior precisão a realidade da produção no Rio Grande do Sul.





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cotações se firmam graças a aumento de 143% nas exportações de carne


O mercado físico do boi gordo apresentou uma semana de maior firmeza nas cotações em estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia, que passaram a trabalhar com escalas de abate mais curtas.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o escoamento da carne se mostrou positivo durante a primeira quinzena de março, com elevação dos preços do atacado.

Segundo ele, a dinâmica das exportações permanece amplamente favorável, com o Brasil apresentando bom ritmo de embarques na atual temporada. “É preciso lembrar das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que podem render ainda mais oportunidades ao mercado brasileiro”, avalia.

Embarques de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 295,515 milhões em março (3 dias úteis), com média diária de US$ 98,405 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 60,545 mil toneladas, com média diária de 20,181 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.876,00.

Em relação a março de 2024, houve alta de 161,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 142,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,7% no preço médio.

Preço médio da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 13 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, inalterado frente ao fechamento da última semana
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, alta de 1,72% perante os R$ 290 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, retração de 3,91% frente ao fechamento do período anterior, de R$ 307
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 295, avanço de 1,72% frente aos R$ 290 registrados anteriormente
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, estável frente à semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, valor inalterado

Mercado atacadista

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O mercado atacadista apresentou elevação em seus preços, diante de um bom escoamento da carne no decorrer da primeira quinzena de março, período pautado por maior apelo ao consumo.

Iglesias afirma que a expectativa é por menor espaço para elevação dos preços no decorrer da segunda quinzena do mês, período menos aquecido. “Soma-se a isso a preferência de parcela da população por proteínas de menor valor agregado”, acrescenta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25 o quilo, alta de 2,04% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada, de R$ 24,50. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, aumento de 2,72% frente aos R$ 18 por quilo registrados na semana anterior.



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Após enchentes, Serra Gaúcha pode levar 40 anos para recuperar o solo


Por causa das enchentes de abril e maio do ano passado, a Serra Gaúcha perdeu mais de 85% do estoque de carbono no solo de pomares da região. A reposição desse importante nutriente pode demorar de 14 a 40 anos.

As informações são resultados de um estudo divulgado pelo professor de agronomia Gustavo Brunetto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no seminário RS Resiliência e Sustentabilidade, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última sexta-feira (14).

O evento discutiu temas relativos aos impactos da enchente do ano passado, aspectos das mudanças climáticas e alternativas de soluções para encarar o cenário preocupante.

No caso do solo, o professor explicou que as inundações devem comprometer o trabalho do produtor rural para que busque fertilidade nas plantações. Ele contextualizou que as cidades da Serra Gaúcha ficaram entre as regiões mais afetadas pela chuva em curto espaço de tempo.

“Isso estimulou o escoamento da água na superfície, a transferência de solo de partes mais altas para partes mais baixas e, com isso, nós tivemos importantes consequências e danos”.

Ele explicou que o primeiro dano foi a perda de solo, especialmente da camada superficial, já que nem toda a água conseguiu infiltrar.

“Por isso, nós tivemos perda de nutrientes que normalmente estão no solo e que são fontes para as plantas, para que elas consigam crescer, produzir e ter um produto de qualidade”, contextualizou.

Parte da matéria orgânica e dos nutrientes foram para partes baixas do relevo e também, em alguns casos, em águas superficiais.

“No futuro, isso poderá gerar contaminação da água. Esse dano ocorreu em virtude do excesso de precipitação. Tivemos perda de solo em áreas não cultivadas e também em áreas cultivadas”.

Aumento de custos

Ele avaliou, pelo estudo feito na cidade de Bento Gonçalves, por exemplo, que houve também a diminuição dos teores de fósforo nas áreas de deslizamento.

“Se as áreas que foram degradadas pelo excesso de chuva forem incorporadas novamente à agricultura, o produtor vai ter que comprar mais fertilizante. Com isso ele vai ter um aumento, provavelmente, do seu custo na propriedade”.

A perda de fósforo, como observou Brunetto, pode gerar a contaminação da água. “Nós tivemos uma perda da matéria orgânica do solo. Com isso nós perdemos uma fonte importante que vai disponibilizar nutrientes para as plantas.”

Soluções para o retorno do cultivo

O professor da UFSM identifica que, para repor nutrientes, é necessário conhecimento e investimento. Ele disse que são necessárias estratégias para que, no futuro, quando isso acontecer novamente, haja possibilidade de minimizar esse problema. Inclusive, ele aponta ser necessário haver o nivelamento do solo para que o produtor consiga novamente cultivar a sua área.

O pesquisador reitera que o caminho é utilizar técnicas reconhecidas e aceitas na área da agronomia, como a calagem (prática para corrigir a acidez, neutralizar o alumínio e fornecer cálcio e magnésio) e adubação.

“É preciso executarmos o uso de plantas de cobertura que podem ser utilizadas”

Ele defendeu práticas de manejo chamadas de conservacionistas para recuperação dos estragos das enchentes. Além do uso de plantas de cobertura, uso de terraços em áreas, por exemplo, de culturas frutíferas perenes. “É uma forma de reter a água, estimular a infiltração da água, diminuir a perda de água e de solo.”

Impacto social das enchentes

enchentes Rio Grande do Sulenchentes Rio Grande do Sul
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Além do diagnóstico sobre o solo, o evento apontou outros impactos, como o social. O professor de economia Gibran Teixeira, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), explicou que as enchentes no estado deixaram um desastre que requer políticas públicas diante das perdas de postos de trabalho e queda de arrecadação.

Para se ter uma ideia, ele exemplificou que, nos municípios com apenas 10% da população afetada, houve uma perda de quatro empregos a cada mil habitantes, além de queda salarial e de assistência de saúde.

“Quanto maior for a exposição do município à área de inundação, mais há perdas de emprego formal, queda na arrecadação municipal, aumento de casos de leptospirose, redução de visitas e toda assistência básica em saúde”, diz o professor.

Nas cidades com maior nível de exposição (com mais de 50% da população afetada), houve o maior volume de queda de empregos formal, de admissões, e, por consequência, maior diminuição de ICMS.

“Paralisou praticamente a economia do estado e principalmente esses municípios que tiveram um maior nível de exposição à inundação”, ressaltou.



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Conab prevê safra recorde de algodão em 2025



Brasil mantém liderança na exportação global de algodão




Foto: Pixabay

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou que o Brasil deve alcançar um volume recorde de 3,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, um crescimento de 3,3% em relação à safra anterior. O aumento é impulsionado pela expansão de 5,1% na área plantada, que chegou a 2,04 milhões de hectares. Apesar do avanço, a produtividade média deve recuar 1,7%, ficando em 1,87 tonelada por hectare.

O país segue como o maior exportador mundial da fibra, posição garantida pela demanda crescente da Ásia. “O algodão brasileiro é muito bem-quisto no mundo. Devido ao preço e à qualidade apresentada, tem se mantido bastante competitivo e é vendido para vários países”, informou a Conab. A previsão é que as exportações cresçam 7,1% nesta safra, totalizando 2,97 milhões de toneladas.

No mercado interno, a expectativa é de um aumento no consumo de 2,16%, atingindo 710 mil toneladas em 2025. O setor se mostra otimista diante do crescimento econômico e da queda do desemprego no país, fatores que impulsionam a demanda por produtos têxteis.

Mesmo com o avanço das exportações e o crescimento do consumo doméstico, o estoque final de algodão deve aumentar 5,96% em relação à safra anterior, chegando a 2,5 milhões de toneladas. O volume recorde da safra e os estoques de passagem elevados contribuem para esse cenário.





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ovo traz benefícios às mulheres, diz nutricionista



Março é o mês da mulher, mas um alimento presente durante todo o ano – ainda que o preço esteja bastante elevado atualmente – traz grandes benefícios à nutrição feminina: o ovo.

Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais, ele contribui para a saúde hormonal, fortalecimento ósseo, manutenção da pele, cabelos e unhas, além de ser um aliado no bem-estar em todas as idades. É o que apontam as pesquisas do Instituto Ovos Brasil (IOB).

“A combinação de proteínas, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e minerais como ferro, zinco e selênio torna o ovo um alimento completo e acessível, ideal para apoiar as necessidades nutricionais da mulher ao longo da vida”, contextualiza a nutricionista da entidade, Lúcia Endriukaite.

O ovo e a saúde na gravidez

Muitas mulheres enfrentam alterações de humor e retenção de líquidos no período pré-menstrual. Segundo Lúcia, a presença de vitamina B6, zinco e magnésio no ovo auxilia na produção de serotonina, ajudando a regular o humor e a aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual.

Além disso, de acordo com ela, durante a gravidez, o alimento é um importante aliado para a saúde da mãe e do bebê. Rico em colina, nutriente essencial para o desenvolvimento cerebral fetal, e em ácido fólico, fundamental para a formação do tubo neural, o ovo contribui diretamente para uma gestação saudável.

Osteoporose e perda muscular

Com a chegada da menopausa, a redução dos níveis hormonais pode levar à perda de massa óssea e muscular. Neste aspecto, outro elemento do ovo pode ajudar.

“A vitamina D presente no ovo é essencial para a absorção de cálcio, ajudando a prevenir a osteoporose. Além disso, suas proteínas contribuem para a manutenção da força muscular, reduzindo o risco de quedas”, destaca a nutricionista.

No entanto, não são apenas benefícios para a saúde externa que o ovo é capaz de gerar. Também existem fatores positivos ligados à estética. Rico em biotina, ferro e aminoácidos essenciais, o alimento favorece a regeneração celular, promovendo pele saudável, cabelos brilhantes e unhas mais fortes.

Segunod Lúcia, o ovo pode ser consumido em diferentes momentos do dia. “No café da manhã, ele auxilia na manutenção dos níveis de energia e controle da glicemia. No lanche da tarde, promove saciedade e contribui para uma alimentação equilibrada.”

Riscos à saúde?

Mitos sobre o consumo de ovos e colesterol ainda geram dúvidas, mas a nutricionista do IOB ressalta que estudos científicos já comprovaram que o consumo de ovos dentro de uma dieta balanceada não aumenta os riscos de doenças cardiovasculares.

“O ovo é um alimento saudável e seguro para mulheres de todas as idades”, reforça.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), cada brasileiro consome, em média, 242 ovos. Em 2023, a produção nacional foi recorde, com 4,99 bilhões de dúzias. Entre os estados, São Paulo lidera, sendo responsável por quase 30% do total.



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Arroba do boi despencou em MG; o que explica a queda e quando ela deve parar?


As cotações médias da arroba do boi gordo em Minas Gerais despencaram 4% em apenas um dia nesta semana, indo de R$ 307,53 na terça-feira (11) para R$ 294,71 na quarta, conforme dados de Safras & Mercado.

Na quinta-feira, outra queda: precificada a R$ 290,29, atingiu o menor patamar desde outubro de 2024. Como se já não bastasse, fechou a sexta-feira (14) a R$ 285, queda acumulada de 7,3% em apenas cinco dias úteis, algo incomum no setor.

Em outras praças com volumes significativos de comercialização, como São Paulo e Goiás, houve pequena variação de preços no período. Então, o que explica a queda vertiginosa da remuneração do rebanho bovino em território mineiro?

Motivos da queda

Para o coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, a derrocada está relacionada à suspensão de exportação de carne bovina para a China do frigorífico Frisa, em Nanuque, município do nordeste mineiro.

No dia 3 de março, a Administração-Geral de Aduanas da China (Gacc) paralisou temporariamente as compras de carne bovina da unidade e de mais outras duas no Brasil (Bon-Mart Frigoríficos, em Presidente Prudente, São Paulo; e da JBS em Mozarlândia, Goiás).

Além desses estabelecimentos, também foram adiadas as importações de plantas na Argentina, no Uruguai e na Mongólia. O órgão asiático alegou “não conformidades” em relação aos “requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros”. Contudo, não detalhou quais seriam essas inconformidades.

“A redução de preços da arroba também pode ter relação com a suspensão da exportação de Mozarlândia e um redirecionamento dos abates para a região de Minas Gerais”, contextualiza Fabbri. “No entanto, antes mesmo desses fatores, o preço local da arroba já vinha mais pressionado, levando em conta que se trata de uma importante bacia leiteira e, por isso, também podemos ter uma pressão de oferta de gado mestiço”, completa.

Segundo o mais recente Censo Agropecuário do IBGE, Minas Gerais detém o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com cerca de 24 milhões de cabeças, atrás apenas de Mato Grosso, com mais de 30 milhões.

Portanto, quando as suspensões chinesas forem adiadas, a tendência é que a volatilidade da arroba em Minas Gerais entre em compasso com o restante do país. Em nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) logo após o anúncio da Gacc, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, ressaltou que as plantas frigoríficas nacionais foram notificadas e prontamente iniciaram as providências para reverter a decisão.

“Seguiremos em diálogo com o setor privado exportador e com as autoridades chinesas para solucionar os questionamentos apontados e retomar as exportações dessas unidades”, disse.

Comportamento do setor no 1º semestre

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Foto: Giro do Boi/ Reprodução

O coordenador da Scot não enxerga, porém, precificações da arroba pressionadas apenas em Minas Gerais. Segundo ele, outros estados também experimentaram volatilidade, ainda que com menor intensidade, algo comum no primeiro semestre de cada ano.

“Entre janeiro e março é o período de descarte de fêmeas da estação de monta do ano anterior, ou seja, as fêmeas que não emprenharam são, sazonalmente, descartadas nesses meses, o que leva a maior pressão de oferta e as cotações tendem a ser mais pressionadas para baixo”, detalha.

Por outro lado, de acordo com ele, entre abril e junho costuma haver maior oferta de gado de modo geral, o que o setor usualmente chama de “desova de fim de safra”. “Isso nada mais é do que um momento onde as pastagens no país perdem força e qualidade nutricional e, por conta disso, o pecuarista precisa vender mais, aumentando a oferta e pressionando o mercado.”

Oferta recorde em 2025?

Fabbri destaca que apesar de os meses de janeiro e fevereiro deste ano terem sido caracterizados por boa oferta de gado, a Scot não enxerga que os números romperão os índices recordes de 2024. “A demanda, porém, começou o ano firme, tanto para a exportação quanto, aparentemente, para o mercado interno, vide que o grupo carnes no IPCA não cedeu”, ressalta.

Por conta disso, o especialista considera que apesar de o mercado estar pressionado para baixo em março em relação ao primeiro bimestre, os preços da arroba bovina seguem muito acima do que o observado no início de 2024, quando a arroba raramente ultrapassava R$ 250 em média.



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Dólar recua 0,90% e fecha semana em queda no Brasil



Dólar recua e fecha semana em queda no Brasil


Foto: Pixabay

De acordo com dados da InfoMoney, dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (15) em queda no Brasil, refletindo o apetite global dos investidores por ativos de maior risco. A moeda norte-americana à vista recuou 0,90%, cotada a R$ 5,7451, atingindo o menor valor desde 26 de fevereiro, quando fechou a R$ 5,7450. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 0,76%.

No mercado futuro, o contrato do dólar para abril, atualmente o mais negociado na B3, caiu 1,01%, sendo cotado a R$ 5,7640 por volta das 17h05.

A movimentação do câmbio acompanha um cenário global de maior otimismo, em que os investidores buscam ativos mais arriscados, reduzindo a demanda pela moeda norte-americana.

No mercado de câmbio comercial, o dólar foi negociado a R$ 5,745 tanto para compra quanto para venda. Já no segmento turismo, a moeda foi comprada por R$ 5,808 e vendida a R$ 5,988.





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como inserir subprodutos na nutrição sem comprometer desempenho?



A nutrição animal é um dos principais componentes dos custos de produção da pecuária de leite e de corte. Em cenários adversos, com escassez de pastagens e insumos mais caros, conseguir bancar esse recurso é desafiador.

Porém, de acordo com a zootecnista e gerente nacional de Nutrição da Supremax, Mariana Lisboa, existem no mercado subprodutos com preços menores e que não deixam a desejar quando o assunto é qualidade da ração, a exemplo da casca de soja peletizada.

Contudo, estratégias assim devem estar incluídas em um planejamento robusto de nutrição animal. “O pecuarista deve estabelecer um manejo de pastagem eficiente de acordo com a sazonalidade e disponibilidade da forragem em sua propriedade. A partir daí, ele pode ter essa forragem como base, visto que ela é a que aprenseta o melhor custo benefício e gera melhoria na produção de arrobas por hectare, sendo a principal fonte de matéria seca, de fibra e energia.”

De acordo com Mariana, a partir de então o produtor pode lançar a mão de conservação por meio de silagem, mas tudo aliado a uma ótima suplementação conforme o crescimento do animal.

“Isso independentemente da categoria em que o pecuarista esteja trabalhando. Se for uma cria, que seja um bom suplemento que os bezerros possam utilizar com, de repente, outras alternativas, com fontes de farelado. Assim, se prepara esse animal para a próxima categoria e para um melhor desempenho”, afirma a zootecnista.

Monitoramento da nutrição

Mariana destaca, também, as ferramentas de manejo que auxiliam os pecuaristas na estratégia de nutrição animal. “Precisa-se conhecer o peso desses animais, ajustar a taxa de lotação, a unidade animal por hectare e, a partir de então, fornecer área de coxo correta, suplementos e produtos de forma a trabalhar os animais para o seu melhor desempenho e rendimento.”

De acordo com ela, os protocolos de linha crescente, falando-se de recria, incluem as opções de recria intensiva a pasto ou terminação intensiva a pasto, além de semiconfinamento ou até mesmo confinamento com dietas que substituem completamente a forragem.



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