sexta-feira, julho 3, 2026

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Frente fria e muita chuva vão marcar a semana; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para a semana entre 17 e 21 de março indica um cenário de contrastes climáticos no Brasil. Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam calor intenso, o Norte e o Nordeste seguem com chuvas volumosas, impactando o ritmo das atividades no campo. No Centro-Oeste, a instabilidade climática persiste, com pancadas de chuva e alívio na umidade do solo.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, na análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul: calor intenso e pouca chuva

A semana será marcada por altas temperaturas e baixa umidade no Rio Grande do Sul, especialmente no oeste e sudoeste do estado, onde os termômetros podem chegar a 37 °C. Santa Catarina e Paraná terão dias típicos de verão, com sol predominante e pancadas isoladas à tarde.

A falta de chuva pode prejudicar lavouras em fase final de desenvolvimento, mas beneficia a colheita da soja, do arroz e do milho primeira safra.

As precipitações mais significativas ocorrerão no litoral de Santa Catarina e Paraná, com acumulados de 20 a 30 mm, garantindo umidade relativa do ar mais elevada.

Sudeste: calor ainda predomina, mas chuva retorna

A frente fria que avança pelo Sudeste traz instabilidade, com chuvas previstas para São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e áreas do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A zona da mata mineira, o Rio de Janeiro e o centro-sul do Espírito Santo podem registrar acumulados superiores a 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e dificultando o trabalho no campo.

No interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no centro-norte do Espírito Santo, as chuvas devem variar entre 15 e 25 mm, mantendo a umidade do solo sem comprometer as operações agrícolas.

No norte de Minas Gerais, o clima segue quente e seco, intensificando o estresse hídrico nas lavouras.

Centro-Oeste: pancadas de chuva e tempo instável

A semana começa instável em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com risco de temporais isolados acompanhados de ventos moderados e raios.

Apesar disso, não há previsão de chuvas volumosas, o que favorece a colheita da soja e a semeadura do milho segunda safra.

Os acumulados de 20 a 40 mm manterão a umidade do solo e do ar em bons níveis. Goiás terá tempo mais seco no sul e leste do estado, enquanto pancadas isoladas podem ocorrer no norte goiano.

Nordeste: temporais no norte e seca persistente no interior

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando o clima na região, levando chuvas volumosas ao Maranhão, norte do Piauí e Ceará, onde os acumulados podem passar de 70 mm. A situação pode prejudicar o andamento das atividades agrícolas, mas garante umidade para o solo.

Na costa leste, incluindo Salvador (BA), Recife (PE) e Natal (RN), há previsão de pancadas isoladas. Já no interior, o tempo seco agrava a estiagem, afetando lavouras e pastagens.

A previsão indica que na próxima semana a chuva avance para essas áreas, revertendo o déficit hídrico com acumulados entre 40 e 80 mm.

Norte: temporais continuam e podem afetar estradas

O padrão de instabilidade continua, com chuvas fortes no Acre, Amazonas, Roraima e no norte e litoral do Pará. Os acumulados acima de 70 mm podem prejudicar o tráfego em estradas, especialmente com alagamentos e formação de lama.

Nos demais estados da região, os volumes variam entre 30 e 40 mm, favorecendo a manutenção das pastagens e das lavouras em desenvolvimento.

As águas do Pacífico Equatorial seguem aquecidas, e esse fenômeno pode reduzir as chuvas na região em abril, devido ao efeito do El Niño Costeiro.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ações europeias registram recorde de fechamento com impulso de papéis de defesa


Logotipo Reuters

 

Por Nikhil Sharma e Johann M Cherian

(Reuters) – As ações europeias registraram um recorde de fechamento nesta segunda-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de defesa, com investidores precificando a probabilidade de aumento dos gastos militares na região, após a crescente pressão dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,54%, a 555,42 pontos, seu maior nível de fechamento de todos os tempos, com o setor aeroespacial e de defesa na liderança dos ganhos setoriais com um salto de 4,6%, o maior avanço diário desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

As ações de empresas de defesa subiaram: a italiana Leonardo teve alta de 8,1%, a sueca Saab AB saltou 16,2% e a britânica BAE Systems avançou 8,9%. Já o conglomerado alemão Thyssenkrupp, que está buscando cindir sua divisão de navios de guerra TKMS, subiu 19,8%, atingindo seu maior nível em mais de um ano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que irá propor a isenção da defesa dos limites da União Europeia sobre os gastos do governo, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos membros europeus da Otan que financiem a própria defesa do continente contra um possível ataque russo.

Os líderes europeus se reuniram em Paris para uma cúpula de emergência sobre a Ucrânia, depois que as autoridades dos EUA sugeriram que a Europa não terá nenhum papel nas próximas negociações destinadas a encerrar o conflito com a Rússia.

“Os governos europeus estão prontos para ampliar ainda mais seus planos de gastos com defesa nos próximos anos, o que deve beneficiar os preços das ações das empresas europeias de defesa”, disse Jack Allen-Reynolds, economista-chefe adjunto para a zona do euro da Capital Economics.

O avanço dos rendimentos dos títulos de renda fixa impulsionaram a alta de 1% do setor bancário, que foi negociado próximo a um recorde em 17 anos, enquanto as ações imobiliárias sensíveis a juros perderam 0,7%.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,41%, a 8.768,01 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,26%, a 22.798,09 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,13%, a 8.189,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,92%, a 38.327,72 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,47%, a 13.016,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,46%, a 6.623,32 pontos.





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‘Tapa-buraco’, diz especialista sobre medida que zera tarifa de café importado



Começou a valer na última sexta-feira (14) a medida que isenta as tarifas de importação de alimentos, com a justificativa da necessidade de conter a inflação e reduzir o preço para o consumidor final. Entre os itens que tiveram a alíquota de importação reduzida pelo governo federal está o café, que antes contava com tarifa de 9%.  

Para o analista de mercado Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, essa estratégia é apenas um paliativo e não resolve os desafios estruturais do mercado. “O ideal seria um livre comércio, sem restrições para importação e exportação, permitindo maior competitividade no setor”, defende.

Sem impacto para o consumidor

Para Bonfá, a decisão de zerar a tarifa de importação não deve, na prática, reduzir o preço do café para o consumidor. Ele classifica a medida como um “tapa-buraco”, argumentando que o real fator de pressão sobre os preços está na oferta e demanda globais, e não na taxação de importação. 

Além disso, o especialista destaca que o Brasil importa volumes pequenos de café. Neste ano, o Brasil importou 970,47 sacas de café, considerando o grão torrado, extratos, essências e concentrados, conforme dados do portal Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

De acordo com Bonfá, o problema está na viabilidade econômica da importação, que depende de embalagens a vácuo para conservação, o que encarece o produto.

Competitividade do setor

Outro ponto levantado pelo analista é a competitividade do Brasil no mercado internacional. O país, maior produtor mundial de café, tem capacidade de ampliar sua presença global, mas enfrenta desafios. 

“O país já foi mais forte no mercado internacional, mas os altos custos de produção vêm reduzindo essa vantagem”, diz. 

Ele também afirma que, com a recente alta dos preços do café, impulsionada por fatores climáticos adversos e pela menor oferta no Vietnã, os valores praticados no mercado interno se tornaram elevados, reduzindo a atratividade do café brasileiro frente a outros países produtores.

Entretanto, Bonfá ressalta que essa fase pode ser temporária, com a safra de conilon prevista para abril e a de arábica para junho, o que deve normalizar os estoques e aliviar a pressão sobre os preços.

Impactos do clima adverso

Os preços internacionais do café tiveram sucessivos recordes nos últimos meses, fator que também pressionou as cotações aqui no Brasil. Segundo o indicador Cepea/Esalq, os preços do arábica saltaram de R$ 1.490 a saca de 60 kg em outubro de 2024 para mais de R$ 2.500 em março de 2025.

Para Bonfá, “cerca de 90% da alta se deve a fatores climáticos, enquanto apenas 10% está relacionado à valorização do dólar”. Ele lembra que a seca severa no Vietnã no início de 2024 reduziu a florada e impactou a oferta global.

“O preço interno no Vietnã dobrou, levando os produtores a exportar menos, o que fez com que o Brasil ampliasse suas exportações de conilon, passando de uma média de 2 a 3 milhões de sacas para 9 milhões”, afirma.

A elevação nos preços também gerou problemas financeiros para indústrias e traders, levando algumas empresas à quebra. Por outro lado, o produtor se beneficiou, especialmente no conilon. “Ele vendia uma saca por R$ 500 e viu os preços saltarem para R$ 800, depois R$ 1.000, o que trouxe uma oportunidade de ganhos que não era esperada”.

O que esperar daqui para frente?

Para os próximos meses, a expectativa do analista de café é que a normalização da oferta traga ajustes para os preços, trazendo alívio para o setor e para o consumidor. Bonfá também chama a atenção para ações que podem influenciar a percepção sobre o café brasileiro mundo afora.

“O Brasil tem um produto de alta qualidade, mas precisa comunicar melhor essa superioridade para agregar valor. Países como a Colômbia fazem um excelente trabalho de promoção de marca, destacando qualidade e tradição. Se o Brasil investir mais em diferenciação e certificação, pode conquistar melhores preços e maior fidelidade dos consumidores internacionais”, conclui.



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Nanotecnologia promete combater mosca-branca no tomateiro e reduzir 90% das aplicações


Cultura das mais sensíveis, o tomate cresceu mais de 70% em valor de produção desde 2018, também impulsionado por aumento nos índices de exportação.

No entanto, quem produz o fruto sabe: a mosca-branca (Bemisia tabaci) tem o potencial de danificar toda uma lavoura, causando o enfraquecimento das plantas.

A incidência do inseto é tamanha que, para combatê-lo, até 30% do custo de produção do tomateiro é voltado a pesticidas, conforme estudo da Bayer.

Pensando nisso, pesquisadores parceiros* do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) em colaboração com cientistas** dos Estados Unidos desenvolveram uma solução biodegradável baseada em nanotecnologia que potencializa a ação de defensivos contra a mosca-branca.

Aplicação no tomateiro

A solução consiste em um nanocarreador de proteína zeína biodegradável com o ingrediente ativo ciantraniliprol (CNAP), utilizado comercialmente para o controle de Bemisia tabaci em plantas de tomate.

Assim, ao combinar a zeína ao CNAP e pulverizar os tomateiros, os cientistas identificaram que a utilização do nanocarregador zeína, em uma dose que representa 1/10 do que comumente é utilizado para pulverizar as plantas, proporciona maior mortalidade de insetos em comparação à dose completa do produto disponibilizado comercialmente sem nanotecnologia.

Segundo o coordenador do INCT NanoAgro, Leonardo Fracetto, o ingrediente ativo ciantraniliprol foi selecionado para integrar a pesquisa devido a seu uso e eficácia generalizados, assim como a escolha da zeína deriva de estudos anteriores que demonstraram o potencial de controle aprimorado de nanoformulações à base da proteína em insetos

“O nanoinseticida desenvolvido com base na plataforma zeína e no ingrediente ativo CNAP tem potencial significativo para controlar B. tabaci em doses reduzidas e pode ser considerado seguro para plantas de tomate”, ressalta.

Segundo ele, este trabalho se soma a um crescente corpo de evidências que demonstram o potencial de carreadores em nanoescala para reduzir significativamente a carga ambiental associada ao uso de agroquímicos, mantendo, ao mesmo tempo, eficácia equivalente às estratégias convencionais.

Redução do uso de inseticidas

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Foto: Ministério da Agricultura

A nanoplataforma desenvolvida permitiu reduzir a dose necessária do inseticida Ciantraniliprole sem perder a eficácia no controle da mosca-branca.

Fracetto considera que, no futuro, essa tecnologia poderá ser adaptada para outros inseticidas e até para produtos naturais que, atualmente, não são viáveis comercialmente pela falta de formulações eficazes para uso comercial, entre outros entraves.

De acordo com ele, ainda não há previsão para lançamento comercial do produto comercial. “É um processo que, dentre várias etapas, depende de processo regulatório. Até o momento, temos a prova de conceito sobre a eficácia e a partir disso, temos uma melhor compreensão da dinâmica do funcionamento das nanoformulações combinadas com inseticidas no controle da mosca branca, o que está servindo de base para novas formulações ainda mais eficazes”, ressalta.

Por enquanto, os testes com a nanoplataforma foram realizados apenas em tomateiros, mas o grupo de pesquisas pretende, futuramente, fazer validações em outras culturas.

*Pesquisadores parceiros do INCT NanoAgro que participaram do estudo: Felipe Franco Oliveira, Vanessa Takeshita, Jhones Luiz Oliveira, Anderson Espírito Santo Pereira, Leonardo Fernandes Fraceto e Jorge Alberto Marques Rezende.

**Cientistas dos Estados Unidos: Núbia Zuverza-Mena, Juliana Milagres, Carlos Tamez, Washington Luiz da Silva, Christian O. Dimkpa e Jason C. White.



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AgroNewsPolítica & Agro

Investimentos em tecnologia batem recorde



A IA vem sendo aplicada na geotecnologia



Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia
Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia – Foto: Canva

O Brasil ampliou significativamente os investimentos em inovação. Em 2024, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinou quase R$ 13 bilhões para projetos de pesquisa e desenvolvimento, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O valor é um recorde e representa um aumento de R$ 10 bilhões em relação a 2023, quando os aportes somaram R$ 3 bilhões.  

Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia. Para Fernanda Braga, gerente da Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia (APAT), o investimento aquece o mercado e impulsiona o desenvolvimento do país. Segundo ela, novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), já melhoram a precisão e a eficiência no setor, facilitando análises e decisões.  

“Trata-se de um movimento importante para aquecer o mercado e estimular o desenvolvimento do país. O último ano trouxe avanços significativos ao setor e possibilitou a implementação de novos recursos tecnológicos no trabalho dos profissionais, como a inteligência artificial”, comenta.

A IA vem sendo aplicada na geotecnologia para análise de imagens de satélite e detecção de mudanças ambientais. Na topografia, auxilia na interpretação de dados e identificação de padrões, enquanto na agrimensura otimiza o planejamento territorial. Para capacitar profissionais nesse novo cenário, a APAT oferece treinamentos e parcerias com instituições tecnológicas, preparando o setor para os desafios da inovação. 

Para Fernanda, “as novas tecnologias, a exemplo da Inteligência Artificial, abrem oportunidades para aprimorar a qualidade e a eficiência dos serviços de topografia e agrimensura no Brasil por ampliarem a precisão de padronização de dados, facilitando análises e tomadas de decisões”.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Conab revisa números e aponta maior exportação de soja


O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou uma revisão para cima na estimativa da produção de soja no Brasil. A projeção foi ajustada em 1,36 milhão de toneladas, elevando a safra esperada de 166,01 milhões para 167,37 milhões de toneladas.

O aumento na produção teve impacto direto nas exportações da oleaginosa para o ano comercial de 2025, que foram revisadas para cima em 300 mil toneladas, totalizando agora 105,75 milhões de toneladas. Segundo o relatório da Conab, os estoques finais da safra 2024/25 sofreram redução de 583 mil toneladas.

Entre os principais ajustes, a Conab aumentou o estoque inicial em 402 mil toneladas e revisou a produção de farelo de soja em 448 mil toneladas, passando de 43,3 milhões para 43,76 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado pelo aumento no volume de esmagamento. “As exportações foram ampliadas em 1,6 milhão de toneladas, chegando agora a 23,6 milhões de toneladas”, destaca o levantamento. A venda para o mercado interno, por outro lado, foi revisada para baixo, passando de 19 milhões para 16,5 milhões de toneladas, alinhando-se aos números da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Os ajustes também impactaram os estoques de passagem, que sofreram redução de 1,2 milhão de toneladas. A Conab destacou ainda um aumento de 9 mil toneladas no volume destinado a sementes e outros usos, além de um crescimento de 14 mil toneladas no esmagamento da safra 2023/24, o que resultou em uma redução equivalente nos estoques finais.

No mercado de óleo de soja, a produção da safra 2023/24 foi reduzida em 26 mil toneladas. Houve também queda de 7 mil toneladas na venda do produto no mercado interno e uma diminuição de 20 mil toneladas nos estoques de passagem.





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AgroNewsPolítica & Agro

Estimativa da Conab é otimista na visão de Antônio Sartori



Consultor questiona projeção da Conab para safra gaúcha


Foto: United Soybean Board

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou a produção de soja no Rio Grande do Sul em cerca de 17 milhões de toneladas, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior. O estado permanece como o quarto maior produtor da oleaginosa no país, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. A área cultivada foi ampliada para 6,84 milhões de hectares, com um incremento de 74,4 mil hectares, um aumento de 1,1% na comparação com a safra 2023/24.

A falta de chuvas regulares e a ocorrência de duas ondas de calor em fevereiro agravaram o estresse das lavouras, impactando diretamente a produtividade. “É profundamente lamentável ler o relatório da Conab divulgado ontem, estimando uma safra gaúcha de soja de 17,41 milhões de toneladas. Da maneira como está o clima e com a previsão que tem pela frente, a pergunta é simples: será que nós vamos colher 14? Tomara que sim, se chover até a colheita”, afirmou Antônio Sartori, consultor e sócio-fundador da Brasoja Agro Corretora.

Apesar das condições climáticas adversas, algumas chuvas pontuais foram registradas em praticamente todas as regiões, e uma precipitação mais generalizada no meio de fevereiro trouxe uma melhora visual para parte das lavouras. No entanto, a irregularidade das chuvas, somada às diferentes datas de semeadura e aos pacotes tecnológicos adotados pelos produtores, resultou em um cenário de grande variação na qualidade das lavouras dentro de um mesmo município.

A Conab segue realizando o mapeamento da área cultivada com soja no estado para ajustar suas estimativas e refletir com maior precisão a realidade da produção no Rio Grande do Sul.





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cotações se firmam graças a aumento de 143% nas exportações de carne


O mercado físico do boi gordo apresentou uma semana de maior firmeza nas cotações em estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia, que passaram a trabalhar com escalas de abate mais curtas.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o escoamento da carne se mostrou positivo durante a primeira quinzena de março, com elevação dos preços do atacado.

Segundo ele, a dinâmica das exportações permanece amplamente favorável, com o Brasil apresentando bom ritmo de embarques na atual temporada. “É preciso lembrar das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que podem render ainda mais oportunidades ao mercado brasileiro”, avalia.

Embarques de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 295,515 milhões em março (3 dias úteis), com média diária de US$ 98,405 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 60,545 mil toneladas, com média diária de 20,181 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.876,00.

Em relação a março de 2024, houve alta de 161,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 142,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,7% no preço médio.

Preço médio da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 13 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, inalterado frente ao fechamento da última semana
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, alta de 1,72% perante os R$ 290 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, retração de 3,91% frente ao fechamento do período anterior, de R$ 307
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 295, avanço de 1,72% frente aos R$ 290 registrados anteriormente
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, estável frente à semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, valor inalterado

Mercado atacadista

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O mercado atacadista apresentou elevação em seus preços, diante de um bom escoamento da carne no decorrer da primeira quinzena de março, período pautado por maior apelo ao consumo.

Iglesias afirma que a expectativa é por menor espaço para elevação dos preços no decorrer da segunda quinzena do mês, período menos aquecido. “Soma-se a isso a preferência de parcela da população por proteínas de menor valor agregado”, acrescenta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25 o quilo, alta de 2,04% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada, de R$ 24,50. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, aumento de 2,72% frente aos R$ 18 por quilo registrados na semana anterior.



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Após enchentes, Serra Gaúcha pode levar 40 anos para recuperar o solo


Por causa das enchentes de abril e maio do ano passado, a Serra Gaúcha perdeu mais de 85% do estoque de carbono no solo de pomares da região. A reposição desse importante nutriente pode demorar de 14 a 40 anos.

As informações são resultados de um estudo divulgado pelo professor de agronomia Gustavo Brunetto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no seminário RS Resiliência e Sustentabilidade, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última sexta-feira (14).

O evento discutiu temas relativos aos impactos da enchente do ano passado, aspectos das mudanças climáticas e alternativas de soluções para encarar o cenário preocupante.

No caso do solo, o professor explicou que as inundações devem comprometer o trabalho do produtor rural para que busque fertilidade nas plantações. Ele contextualizou que as cidades da Serra Gaúcha ficaram entre as regiões mais afetadas pela chuva em curto espaço de tempo.

“Isso estimulou o escoamento da água na superfície, a transferência de solo de partes mais altas para partes mais baixas e, com isso, nós tivemos importantes consequências e danos”.

Ele explicou que o primeiro dano foi a perda de solo, especialmente da camada superficial, já que nem toda a água conseguiu infiltrar.

“Por isso, nós tivemos perda de nutrientes que normalmente estão no solo e que são fontes para as plantas, para que elas consigam crescer, produzir e ter um produto de qualidade”, contextualizou.

Parte da matéria orgânica e dos nutrientes foram para partes baixas do relevo e também, em alguns casos, em águas superficiais.

“No futuro, isso poderá gerar contaminação da água. Esse dano ocorreu em virtude do excesso de precipitação. Tivemos perda de solo em áreas não cultivadas e também em áreas cultivadas”.

Aumento de custos

Ele avaliou, pelo estudo feito na cidade de Bento Gonçalves, por exemplo, que houve também a diminuição dos teores de fósforo nas áreas de deslizamento.

“Se as áreas que foram degradadas pelo excesso de chuva forem incorporadas novamente à agricultura, o produtor vai ter que comprar mais fertilizante. Com isso ele vai ter um aumento, provavelmente, do seu custo na propriedade”.

A perda de fósforo, como observou Brunetto, pode gerar a contaminação da água. “Nós tivemos uma perda da matéria orgânica do solo. Com isso nós perdemos uma fonte importante que vai disponibilizar nutrientes para as plantas.”

Soluções para o retorno do cultivo

O professor da UFSM identifica que, para repor nutrientes, é necessário conhecimento e investimento. Ele disse que são necessárias estratégias para que, no futuro, quando isso acontecer novamente, haja possibilidade de minimizar esse problema. Inclusive, ele aponta ser necessário haver o nivelamento do solo para que o produtor consiga novamente cultivar a sua área.

O pesquisador reitera que o caminho é utilizar técnicas reconhecidas e aceitas na área da agronomia, como a calagem (prática para corrigir a acidez, neutralizar o alumínio e fornecer cálcio e magnésio) e adubação.

“É preciso executarmos o uso de plantas de cobertura que podem ser utilizadas”

Ele defendeu práticas de manejo chamadas de conservacionistas para recuperação dos estragos das enchentes. Além do uso de plantas de cobertura, uso de terraços em áreas, por exemplo, de culturas frutíferas perenes. “É uma forma de reter a água, estimular a infiltração da água, diminuir a perda de água e de solo.”

Impacto social das enchentes

enchentes Rio Grande do Sulenchentes Rio Grande do Sul
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Além do diagnóstico sobre o solo, o evento apontou outros impactos, como o social. O professor de economia Gibran Teixeira, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), explicou que as enchentes no estado deixaram um desastre que requer políticas públicas diante das perdas de postos de trabalho e queda de arrecadação.

Para se ter uma ideia, ele exemplificou que, nos municípios com apenas 10% da população afetada, houve uma perda de quatro empregos a cada mil habitantes, além de queda salarial e de assistência de saúde.

“Quanto maior for a exposição do município à área de inundação, mais há perdas de emprego formal, queda na arrecadação municipal, aumento de casos de leptospirose, redução de visitas e toda assistência básica em saúde”, diz o professor.

Nas cidades com maior nível de exposição (com mais de 50% da população afetada), houve o maior volume de queda de empregos formal, de admissões, e, por consequência, maior diminuição de ICMS.

“Paralisou praticamente a economia do estado e principalmente esses municípios que tiveram um maior nível de exposição à inundação”, ressaltou.



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Conab prevê safra recorde de algodão em 2025



Brasil mantém liderança na exportação global de algodão




Foto: Pixabay

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou que o Brasil deve alcançar um volume recorde de 3,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, um crescimento de 3,3% em relação à safra anterior. O aumento é impulsionado pela expansão de 5,1% na área plantada, que chegou a 2,04 milhões de hectares. Apesar do avanço, a produtividade média deve recuar 1,7%, ficando em 1,87 tonelada por hectare.

O país segue como o maior exportador mundial da fibra, posição garantida pela demanda crescente da Ásia. “O algodão brasileiro é muito bem-quisto no mundo. Devido ao preço e à qualidade apresentada, tem se mantido bastante competitivo e é vendido para vários países”, informou a Conab. A previsão é que as exportações cresçam 7,1% nesta safra, totalizando 2,97 milhões de toneladas.

No mercado interno, a expectativa é de um aumento no consumo de 2,16%, atingindo 710 mil toneladas em 2025. O setor se mostra otimista diante do crescimento econômico e da queda do desemprego no país, fatores que impulsionam a demanda por produtos têxteis.

Mesmo com o avanço das exportações e o crescimento do consumo doméstico, o estoque final de algodão deve aumentar 5,96% em relação à safra anterior, chegando a 2,5 milhões de toneladas. O volume recorde da safra e os estoques de passagem elevados contribuem para esse cenário.





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