Manejo reduz risco de tombamento em lavouras de algodão
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Foto: Canva
A doença conhecida como Damping-off, também chamada de mela ou tombamento, representa um desafio para a cotonicultura brasileira. Segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo publicado no Blog da Aegro, o problema afeta as plântulas do algodoeiro, provocando o tombamento das plantas ainda nas fases pré e pós-emergência. Esse processo leva à morte das mudas e compromete o estande final da lavoura.
A doença tem origem em diferentes patógenos, sendo os mais recorrentes Rhizoctonia solani e Colletotrichum gossypii, com ampla distribuição nas regiões produtoras do país. “Trata-se de um problema recorrente nas lavouras de algodão e que pode comprometer o desenvolvimento inicial das plantas”, explica Chinelato.
As condições ambientais desempenham papel decisivo no desenvolvimento do Damping-off. A combinação de alta umidade e temperaturas entre 18°C e 30°C favorece a proliferação dos fungos. “As sementes contaminadas funcionam como principal fonte de inóculo da doença, o que torna o manejo adequado essencial desde a semeadura”, destaca a agrônoma.
Para conter o avanço da doença, algumas práticas são recomendadas. Chinelato ressalta a importância de utilizar sementes sadias, quimicamente deslintadas e tratadas com fungicidas. Além disso, é fundamental garantir o espaçamento adequado entre as plantas e adotar a rotação de culturas como estratégia preventiva.
A presença do Damping-off nas lavouras pode resultar em prejuízos econômicos diretos, com a necessidade de replantio e redução no potencial produtivo. Por isso, medidas preventivas devem fazer parte do planejamento das áreas de algodão.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 77,6 milhões, por meio da linha Fundo Clima – modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos, para a implantação de um projeto de silvicultura de espécies nativas em região de Mata Atlântica, no sul da Bahia.
A silvicultura de espécies nativas é uma atividade de longo prazo, onde as árvores de diferentes espécies têm tempos de crescimento entre 12 e 36 anos em média, até chegar no tamanho para o corte e extração da madeira. Objetivo é o de ampliar oferta de madeira tropical de origem sustentável, livre de desmatamento.
O projeto, primeiro financiado pelo banco no setor, será conduzido pela Symbiosis Florestal S.A., empresa voltada à produção de madeira tropical de alto valor. Prevê o plantio de 1.500 hectares de florestas produtivas com espécies nativas da Mata Atlântica, bioma historicamente ameaçado e hoje reduzido a 12,5% de sua cobertura original na região. A área total da operação será de 3 mil hectares, com o plantio intercalado de espécies nativas e exóticas, sendo exclusivamente o componente nativo financiado pelo BNDES.
O modelo adotado pelo projeto financiado pelo BNDES combina o uso de espécies mistas com manejo florestal contínuo, garantindo não apenas a produção de madeira de alta qualidade – inclusive de espécies ameaçadas de extinção – como também a preservação da biodiversidade, com geração de créditos de carbono, promoção da biodiversidade e mitigação de riscos climáticos.
O financiamento de longo prazo do BNDES, através do Fundo Clima, se adequa ao perfil desse tipo de investimento, que apresenta um tempo de maturação muito mais longo que outros projetos de investimento.
Além do impacto ambiental positivo, o projeto deverá gerar 220 empregos diretos e indiretos ao longo da implantação e operação, contribuindo para o fortalecimento da economia verde no sul da Bahia.
“Esse projeto é um marco para a silvicultura de espécies nativas no Brasil e mostra como é possível aliar produção florestal, preservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono. Ao financiar o cultivo de espécies nativas na Mata Atlântica, o Governo Federal por meio do BNDES fortalece a economia verde, estimula a restauração de um bioma crítico e cria empregos de qualidade no sul da Bahia, em linha com as diretrizes de desenvolvimento formuladas pelo Presidente Lula”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Com o apoio do BNDES, conseguiremos ampliar a escala e o impacto do nosso projeto, que é pioneiro em viabilizar economicamente a silvicultura de espécies nativas com inclusão social de comunidades locais. A produção de madeira é a forma mais eficiente de viabilizar o reflorestamento em larga escala que o mundo precisa para enfrentar as atuais crises climática e de biodiversidade”, afirmou Bruno Mariani, CEO da Symbiosis.
Fundo Clima
O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem como finalidade de garantir recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.
O BNDES já aprovou R$ 262 milhões para projetos florestais com a linha de crédito modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos do Novo Fundo Clima.
A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS) realizou, nesta quinta-feira (29), o Workshop ABRASS, no Brasília Palace Hotel, reunindo associados, especialistas e autoridades para discutir os rumos da multiplicação de sementes de soja no Brasil.
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O evento destacou análises políticas, cenários de mercado e os principais desafios do setor, como a necessidade de atualização da Lei de Proteção de Cultivares, o combate à pirataria de sementes e os impactos da Reforma Tributária. A programação incluiu ainda debates sobre gestão financeira, longevidade e qualidade das sementes, além de projeções para a safra 2025/26, que pode ultrapassar 50 milhões de sacas certificadas, segundo o CEO da Céleres, Anderson Galvão.
Entre os destaques, o painel político contou com participação do deputado Pedro Lupion (FPA) e representantes do IPA e Aprosoja, além de uma análise aprofundada do consultor João Henrique Hummel sobre o atual cenário político nacional e seus reflexos no agronegócio.
A programação abordou temas estratégicos como a atualização da Lei de Proteção de Cultivares, os impactos da Reforma Tributária, gestão financeira dos negócios de sementes e projeções para a safra 2025/26, que pode ultrapassar 50 milhões de sacas certificadas.
Outro ponto de destaque foi o combate à pirataria de sementes, que ainda representa 11% do mercado nacional, com índices elevados em estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O debate também enfatizou a importância de preservar a longevidade e a qualidade das sementes, com base em práticas de manejo e controle de danos, além da necessidade de um posicionamento estratégico de marcas e gestão de riscos na cadeia produtiva.
O evento contou ainda com uma análise aprofundada do cenário político nacional e seu reflexo direto sobre o agronegócio, destacando pautas como crédito rural, Plano Safra e regulamentações ambientais. A ABRASS reforça seu compromisso com o desenvolvimento do setor e coloca o material completo do workshop à disposição para divulgação.
A previsão do tempo para o mês de junho indica chuva acima da média nas porções norte e leste da Região Nordeste, no Rio Grande do Sul e norte da Região Norte (tom em azul no mapa da Figura 1a, abaixo).
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
O balanço é no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que volumes de precipitação entre a média e abaixo para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, além do interior do Nordeste, sul da Amazônia, do Paraná e de Santa Catarina. Confira os detalhes:
Sul
A previsão é de chuvas próximas e abaixo da climatologia nos estados do Paraná e de Santa Catarina (tons em cinza e amarelo no mapa da Figura 1a), com volumes inferiores a180 mm.
Já no Rio Grande do Sul, são previstos acumulados de chuva próximos e acima da média histórica (tons em cinza e azul no mapa da Figura 1a), podendo ultrapassar os 140 mm ao longo do mês.
Sudeste e Centro-Oeste
Foto: Divulgação Inmet
A previsão indica chuvas próximas à média histórica (tons em cinza no mapa da Figura 1a), com volumes inferiores a 100 mm no mês. É possível que em algumas localidades ocorram dias consecutivos sem chuva. Nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, as precipitações variam entre 30 mm e 80 mm no mês. A tendência é de chuvas ligeiramente abaixo desta faixa (tons em amarelo no mapa da Figura 1a).
Nordeste
São previstas chuvas acima da média no norte do Maranhão, no Piauí e Ceará, assim como na faixa leste da Paraíba até Sergipe (tom em azul no mapa da esquerda), com volumes que podem ultrapassar os 80 mm.
No interior da região, normalmente tem-se redução das chuvas. No mês, a previsão indica volumes abaixo de 60 mm, principalmente no oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, onde podem haver dias consecutivos sem chuva (tom em amarelo no mapa).
Temperaturas mínimas e máximas
Quanto às temperaturas, a previsão indica que devem ficar acima da média em grande parte do país (tom em laranja no mapa da Figura 1b). Por outro lado, em áreas das regiões Norte e Nordeste, as temperaturas médias devem se manter próximas à climatologia, variando entre 25°C e 28°C.
Apesar da tendência de temperaturas acima da média no centro-sul do Brasil, os valores devem permanecer abaixo dos 20°C em áreas do centro-sul de Minas Gerais, leste de São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além disso, em localidades de maior altitude das regiões Sul e Sudeste, a incursão de massas de ar frio poderá provocar quedas acentuadas nas temperaturas, com valores que podem ficar abaixo dos 15°C.
Impactos nas lavouras
O prognóstico climático do Inmet para junho também considera os possíveis impactos nas principais culturas agrpicolas. Assim, a previsão de chuvas acima da média na parte leste do Nordeste poderá beneficiar os cultivos de feijão e milho terceiras safras na região do Sealba (que abrange os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia).
Entretanto, no Matopiba (áreas dos estadosd o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), há uma tendência de redução das chuvas, o que pode provocar restrição hídrica em parte das lavouras de milho segunda safra, especialmente durante a fase de floração, período em que a cultura demanda maior disponibilidade hídrica.
Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão do Inmet para junho indica volumes de chuva próximos e inferiores à média. Neste cenário, os acumulados previstos devem ser suficientes para favorecer a maturação e a colheita da canade-açúcar e do café.
“Em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso, as condições climáticas previstas não devem impactar negativamente as culturas de trigo e milho segunda safra”, diz o órgão.
Na Região Sul, o Instituto acrescenta que as condições de chuvas próximas e abaixo da média no Paraná e Santa Catarina serão favoráveis para finalização da colheita dos cultivos de primeira safra, bem como do feijão segunda safra.
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A colheita do milho foi oficialmente iniciada em Mato Grosso no dia 16 de maio, segundo informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim divulgado na segunda-feira (27). Até o dia 23, o avanço das máquinas no campo atingiu 0,31% da área estimada para a safra atual.
Esse percentual representa um atraso de 1,63 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado e de 0,66 ponto em relação à média dos últimos cinco anos. Apesar do início mais lento, o Imea considera que esse volume ainda não compromete o potencial da colheita do estado.
“O percentual colhido ainda é pequeno e não interfere nas projeções de produção. A expectativa permanece positiva”, afirmou o instituto. De acordo com os analistas, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do previsto, favorecido pela manutenção dos volumes de chuva em boa parte das regiões produtoras até meados de maio.
O Imea também observa que, nas próximas semanas, os modelos meteorológicos já apontam para uma redução nas chuvas, comportamento considerado típico para o período em Mato Grosso. A tendência de tempo mais seco deve acelerar o ritmo da colheita à medida que as lavouras avancem para a maturação e a umidade do solo diminua.
Ainda segundo o instituto, as atenções do setor se voltam agora para o desempenho das lavouras. “A expectativa é de que a produção supere a registrada no ciclo anterior”, informou o Imea, ao destacar que os rendimentos serão monitorados de perto nas próximas semanas.
O novo episódio do Soja Brasil já está no ar com os principais destaques que impactam a cadeia produtiva da commodity. Um dos temas do programa é a gripe aviária, que segue sendo investigada em diversas regiões do país e acendeu um sinal de alerta no mercado de soja. Como o farelo de soja é base da alimentação de aves, um eventual recuo na produção de frango pode gerar excedente e pressionar os preços para baixo.
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A análise do especialista Carlos Cogo reforça esse ponto, apontando que o impacto tende a ser pontual, caso o embargo às exportações brasileiras de carne de frango seja curto. Com o Brasil respondendo por 40% do mercado mundial e sem alternativa de fornecimento no curto prazo, o cenário ainda é de atenção. Ao mesmo tempo, o programa aborda o cenário internacional, incluindo a possibilidade de um novo acordo entre Estados Unidos e China, que pode afetar diretamente os prêmios da soja brasileira no próximo ano.
Outro destaque do programa é a Expedição Soja Brasil em São Paulo, onde a irrigação tem se mostrado essencial para alcançar altas produtividades, mesmo em áreas com menor extensão plantada. Em municípios como Capão Bonito, os rendimentos chegam a até 100 sacas por hectare, resultado do uso eficiente da água e da adoção de tecnologias sustentáveis. A reportagem também destaca a importância de programas que oferecem linhas de crédito com juros reduzidos para incentivar a irrigação no estado.
Além disso, o episódio traz também informações sobre o mercado de biodiesel, com impactos positivos esperados para a demanda de óleo de soja com a chegada do B15 no Brasil.
Aroma do café, o sabor único dos queijos e a tradição dos vinhos e cachaças fazem parte da 8ª edição do Connection Terroirs do Brasil, que acontece até sábado (31), em Gramado, na Serra Gaúcha.
Para micro e pequenos empreendedores, essa é uma oportunidade de firmar parcerias e conhecer produtos diferenciados, onde o terroir brasileiro é celebrado e valorizado.
E por falar em valorização, o Sebrae, correalizador do evento, convidou produtores que já receberam a Indicação Geográfica (IG) — selo que certifica produtos únicos, representativos de suas regiões, com sabores impossíveis de serem reproduzidos em qualquer outro lugar.
Eles participam do evento para mostrar a força e a identidade de seus produtos.
“A gente tem 16 Indicações Geográficas, são 16 territórios diferentes, e conseguimos apresentar essa potência para uma cidade turística como Gramado”, afirma Maíra Santana, gestora de IG do Sebrae Nacional.
Para quem gosta de explorar novos sabores, a Alameda Terroir, montada na Rua Coberta, no centro de Gramado, é parada obrigatória.
O público pode experimentar e comprar cafés, queijos, vinhos, mel, cachaças e outros produtos únicos, conhecendo de perto a história e o cuidado por trás de cada item.
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IGs: tradição que impulsiona o agro
As Indicações Geográficas são reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e garantem que produtos típicos de certas regiões tenham sua origem protegida. Além de manter vivas as tradições, elas ajudam os produtores a ganhar competitividade, agregar valor ao que produzem e fortalecer a economia local.
Aroma do café, o sabor único dos queijos e a tradição dos vinhos e cachaças fazem parte da 8ª edição do Connection Terroirs do Brasil, que acontece até sábado (31), em Gramado, na Serra Gaúcha.
Para micro e pequenos empreendedores, essa é uma oportunidade de firmar parcerias e conhecer produtos diferenciados, onde o terroir brasileiro é celebrado e valorizado.
E por falar em valorização, o Sebrae, correalizador do evento, convidou produtores que já receberam a Indicação Geográfica (IG) — selo que certifica produtos únicos, representativos de suas regiões, com sabores impossíveis de serem reproduzidos em qualquer outro lugar.
Eles participam do evento para mostrar a força e a identidade de seus produtos.
“A gente tem 16 Indicações Geográficas, são 16 territórios diferentes, e conseguimos apresentar essa potência para uma cidade turística como Gramado”, afirma Maíra Santana, gestora de IG do Sebrae Nacional.
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IGs: tradição que impulsiona o agro
As Indicações Geográficas são reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e garantem que produtos típicos de certas regiões tenham sua origem protegida. Além de manter vivas as tradições, elas ajudam os produtores a ganhar competitividade, agregar valor ao que produzem e fortalecer a economia local.
A ampliação das regiões aptas ao cultivo do trigo no Rio Grande do Sul, autorizada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) a partir de 21 de maio, impulsionou a semeadura no estado, conforme informou a Emater/RS-Ascar em boletim divulgado nesta quinta-feira (29). A medida resultou no aumento do número de propriedades envolvidas e na intensificação das atividades de plantio até o dia 24, quando as chuvas interromperam temporariamente os trabalhos no campo.
Segundo o boletim, os produtores devem retomar a semeadura assim que as condições de umidade do solo permitirem a operação mecanizada. Antes da paralisação, houve maior movimentação na dessecação das áreas destinadas à cultura, com aplicação de herbicidas sistêmicos voltados ao controle de plantas daninhas e resíduos da safra anterior. As lavouras já implantadas estão em fase de emergência, com germinação e vigor inicial considerados adequados.
Apesar do avanço inicial, a definição da área total a ser cultivada segue incerta. De acordo com a Emater, fatores como os prejuízos registrados na última safra de soja e a consequente descapitalização dos produtores têm influenciado na decisão sobre o plantio. “Os custos de financiamento e do seguro agrícola seguem elevados, o que limita o acesso ao crédito”, informou a entidade.
Dados do Banco Central apontam uma redução nas operações de custeio da cultura. Em maio de 2024, foram financiados cerca de 770 mil hectares. Já em 2025, esse número caiu para aproximadamente 380 mil hectares, uma retração de 50%. Embora novas contratações ainda possam ocorrer, a Emater considera o volume atual representativo, uma vez que, no ano passado, cerca de 90% das operações já estavam efetivadas até o fim de maio.
Diante da restrição ao crédito, parte dos produtores deve recorrer à utilização de sementes salvas, combinadas com redução no uso de fertilizantes, especialmente NPK e fontes nitrogenadas. Essa estratégia, segundo a Emater, pode comprometer o desempenho das lavouras. “A adoção de insumos menos tecnológicos tende a impactar negativamente o potencial produtivo”, alertou o órgão técnico.
Na safra de 2024, o Rio Grande do Sul cultivou 1.331.013 hectares de trigo, com produtividade média de 2.781 kg/ha, conforme dados do IBGE. A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento de intenção de plantio e as estimativas de produtividade para a safra 2025, que devem ser divulgados nas próximas semanas.
De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou recuo nos preços em São Paulo, com a cotação da arroba caindo R$ 2,00. O valor pago pelo chamado “boi China” também apresentou queda, de R$ 1,00 por arroba. As informações são da consultoria Scot Consultoria, que apontou a manutenção da pressão vendedora e o ritmo lento de escoamento da carne como fatores que limitaram o fôlego da arroba.
“Os frigoríficos seguem evitando alongar as escalas de abate, já que o consumo está fraco”, informou a consultoria. Apesar disso, a oferta de animais prontos para o abate segue elevada, com escalas programadas, em média, para sete dias. Para as categorias vaca e novilha, os preços se mantiveram estáveis no estado paulista.
Em Santa Catarina, o avanço da entressafra de capim reduziu a disponibilidade de pastagens, o que elevou a oferta de bovinos. Ainda assim, o mercado permaneceu estável, sem alterações nas cotações em nenhuma das categorias monitoradas. Segundo a Scot Consultoria, a oferta tem sido suficiente para atender à demanda, sem gerar pressão nos preços.
No Rio Grande do Sul, a situação variou entre as regiões. No Oeste do estado, o preço do boi gordo permaneceu estável, enquanto a cotação da vaca caiu R$ 0,05 por quilo e a da novilha teve recuo de R$ 0,10 por quilo. Já na região de Pelotas, os preços do boi gordo e da vaca não apresentaram variação, com a novilha registrando queda de R$ 0,05 por quilo.
A consultoria avalia que, com o consumo interno contido e a oferta de animais relativamente firme, o mercado segue atento ao comportamento da demanda nos próximos dias para definir os rumos das cotações.