A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou que, nos últimos três anos, consolidou uma política pública de apoio financeiro ao agro paulista por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista. Entre 2023 e 2025, “foram liberados R$ 829 milhões em crédito e subvenções”, beneficiando cerca de 42 mil produtores rurais em todas as regiões do Estado, com foco no fortalecimento da produção, na redução de riscos e na ampliação do acesso a investimentos.
Do total de recursos, a Secretaria detalha que “R$ 378 milhões foram destinados a linhas de crédito”, atendendo mais de 3 mil produtores, enquanto “R$ 451 milhões foram aplicados em subvenções”, alcançando mais de 39 mil produtores. Segundo a pasta, a estratégia combinou financiamento voltado ao desenvolvimento rural com subvenções econômicas direcionadas à mitigação de riscos, ao estímulo à sustentabilidade e aos investimentos produtivos.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, as linhas de crédito permitem que os produtores realizem investimentos diretos na atividade agropecuária, com juros subsidiados e prazos compatíveis com a realidade do campo. Já a subvenção, conforme o órgão, “representa o apoio financeiro direto do Estado, sem necessidade de devolução”, reduzindo custos, protegendo a renda e viabilizando investimentos que não seriam acessíveis apenas por meio de financiamento tradicional. A combinação das duas ferramentas ampliou o alcance da política agrícola paulista no período.
Em 2025, o FEAP registrou seu maior nível de diversificação. Segundo a Secretaria, “foram R$ 119 milhões em crédito”, distribuídos em dez linhas e 1.127 operações, que atenderam desde a produção sustentável e orgânica até a pecuária, o leite, a aquicultura e políticas específicas para mulheres e comunidades quilombolas. Os programas Desenvolvimento Rural Sustentável e Mulher Agro SP concentraram grande parte das operações, refletindo o foco na inclusão produtiva feminina e no fortalecimento da base da agricultura paulista.
No segmento de subvenções, o volume disponível chegou a R$ 206 milhões em 2025, com cerca de 17 mil operações e 12 mil produtores atendidos, abrangendo cinco programas. A Secretaria destaca que o Seguro Rural manteve papel central na proteção da atividade no campo, enquanto o Pró-Trator avançou na modernização da produção. O Pagamento por Serviços Ambientais reforçou o compromisso ambiental do Estado, e iniciativas como Irriga+ e Artesanal + Legal ampliaram o alcance da política pública para áreas como irrigação e regularização da produção artesanal.
Estudantes e professores do Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia desenvolveram uma “horta inteligente” que utiliza sensores, dados climáticos e automação para apoiar a tomada de decisão no campo.
A proposta é democratizar o acesso à agricultura de precisão, especialmente para pequenas propriedades rurais.
O sistema combina sensores de umidade do solo e uma estação meteorológica, capaz de medir índices de chuva, temperatura, umidade do ar, velocidade do vento e luminosidade. Os dados são coletados em tempo real e servem como base para soluções que podem ser replicadas em pequenas propriedades rurais.
O projeto teve início em 2020 com objetivo de permitir a introdução da tecnologia na agricultura de precisão.
“Para isso, nós criamos uma pequena horta, uma horta em pequena escala, mas que na qual nós pudéssemos introduzir tecnologias que poderiam depois serem reproduzidas em fazendas com maiores dimensões”, explica o professor e pesquisador do Instituto Mauá de Tecnologia, Wanderson Assis.
Conectividade e baixo custo
O grande diferencial do projeto é a conectividade de longo alcance e baixo custo. As informações coletadas pelos sensores são transmitidas por internet das coisas para uma central de controle.
Com essas informações disponíveis em servidores, o produtor pode acompanhar as condições do solo e do clima, entender o que acontece na lavoura e tomar decisões com mais precisão.
Expectativas
O projeto agora entra em uma nova fase, que inclui o uso de inteligência artificial e processamento de imagens. A ideia é identificar pragas, como o pulgão, e otimizar ainda mais o manejo da irrigação, aplicando água e defensivos apenas onde e quando necessário.
Embora os testes atuais sejam realizados com o trigo, a tecnologia é adaptável para qualquer cultura, prometendo democratizar a agricultura digital para o pequeno produtor.
“A tecnologia traz vários benefícios, como, por exemplo, redução de custos, uso mais eficiente da água, aumento a produtividade e mitigação de riscos climáticos”, Assis.
Segundo o pesquisador, a expectativa é que a “horta inteligente” contribua para uma produção mais sustentável e eficiente, ampliando o acesso à agricultura digital e fortalecendo a competitividade do pequeno produtor rural.
As lavouras de soja da safra 2025/26 em Guaíra, no nordeste do estado de São Paulo, apresentam bom aspecto vegetativo após o retorno das chuvas. A área cultivada no município soma cerca de 16 mil hectares.
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Até o período próximo ao Natal, as lavouras vinham sendo afetadas pela falta de chuvas e pelas altas temperaturas, o que gerava preocupação quanto ao desenvolvimento das plantas. No entanto, a ocorrência de 94 milímetros de precipitação em 20 de dezembro alterou o cenário, promovendo recuperação visual das áreas cultivadas e reduzindo o potencial de perdas decorrentes do período seco.
Novos volumes de chuva foram registrados no início de janeiro, com 6 mm no dia 2 e 26 mm no dia 5, contribuindo para a manutenção da umidade do solo e beneficiando o estágio atual das lavouras. A maior parte das áreas se encontra em fase de enchimento de vagens, enquanto uma parcela menor ainda permanece em florescimento.
A expectativa de produtividade média para a soja na região varia entre 3.600 e 3.720 quilos por hectare, refletindo o impacto positivo das chuvas recentes sobre o potencial produtivo da safra.
Soja em São Paulo
No cenário estadual, a estimativa mais recente aponta que a área cultivada com soja em São Paulo deve alcançar 1,455 milhão de hectares na safra 2025/26, avanço de 1% em relação à temporada anterior.
A produção está projetada em 5,472 milhões de toneladas, também com crescimento de 1%, enquanto a produtividade média deve se manter em torno de 3.780 quilos por hectare, nível semelhante ao registrado no ciclo anterior.
Resultado é impulsionado pela navegação interior e pela expansão da cabotagem, com destaque para o transporte de contêineres
Os portos da Região Norte do Brasil movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, volume 31,46% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando a movimentação somou 10,2 milhões de toneladas. Os números, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), confirmam a trajetória de crescimento da atividade portuária na região.
Segundo o levantamento feito pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o avanço foi impulsionado principalmente pela navegação interior, que respondeu por 7,4 milhões de toneladas, crescimento de 25,28% na comparação anual. A modalidade tem papel fundamental na integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.
A navegação de cabotagem também apresentou desempenho positivo, com alta de 26,71% em relação a outubro do ano anterior, totalizando 872 mil toneladas movimentadas. O principal destaque foi o transporte de contêineres, que registrou crescimento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística eficiente, sustentável e competitiva.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os dados demonstram que investimentos estratégicos na região são importantes também para a logística nacional. “O desempenho da Região Norte reflete os investimentos em infraestrutura portuária e logística e reforça o papel dos portos como vetores de desenvolvimento econômico, integração regional e ampliação da competitividade das exportações brasileiras”, afirmou.
Movimentação
A navegação de longo curso alcançou 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 19,22% na comparação com outubro de 2024, mantendo papel relevante no fluxo de exportações da Região Norte.
Entre as principais mercadorias movimentadas no período, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas, e pelos contêineres, que somaram aproximadamente 1 milhão de toneladas.
No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) registrou o maior volume movimentado em outubro, com 1,8 milhão de toneladas. Na sequência, o Porto de Santarém (PA) alcançou 1 milhão de toneladas movimentadas no período.
Crescimento nacional
O resultado da Região Norte acompanha o bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, os meses de setembro e outubro registraram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes da série histórica.
A forragem hidropônica (FVH) está sendo apontada como uma técnica revolucionária para a pecuária brasileira, permitindo a produção de até 100 toneladas de matéria verde por dia por hectare.
O segredo dessa produtividade extraordinária reside no sistema de cultivo vertical e indoor, que utiliza estruturas de alta densidade para transformar grãos em biomassa em apenas dez dias, independentemente de chuvas ou da qualidade do solo.
Em entrevista ao Giro do Boi, o consultor Reginaldo Rocha afirmou que o sistema otimiza o uso da terra e da água, com redução de até noventa e nove por cento no consumo hídrico. Rocha ressaltou que a forragem hidropônica entrega um alimento de altíssima digestibilidade, podendo reduzir os custos operacionais da fazenda em até cinquenta por cento.
A produção da forragem hidropônica funciona através da germinação controlada de grãos, como milho, aveia, cevada e trigo, criando um “tapete” verde rico em nutrientes. Diferente do grão seco ou da silagem, a forragem hidropônica oferece um alimento “vivo”, com benefícios diretos para a saúde do rebanho.
O investimento em forragem hidropônica apresenta um retorno financeiro (payback) menor que vinte e quatro meses. Além da economia com maquinário pesado e diesel, a técnica é uma solução estratégica para enfrentar períodos de seca extrema.
Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 25/26, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do estado.
A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração.
A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o estado.
No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.
O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.
Condições climáticas
De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.
A Bunge e a Mantiqueira Brasil firmaram um acordo comercial para o fornecimento de 12 mil toneladas de farelo de soja 100% rastreável e com menor pegada de carbono, em uma iniciativa voltada à promoção da agricultura regenerativa no Brasil.
O insumo será utilizado na produção de ração para as aves poedeiras das unidades produtivas da Mantiqueira, explicou a companhia em nota.
Segundo as empresas, o farelo é originado de fazendas que adotam práticas sustentáveis voltadas à melhoria da saúde do solo, da biodiversidade e ao aumento dos estoques de carbono.
A transação integra a estratégia da Bunge de conectar a produção sustentável de grãos à demanda de clientes que buscam reduzir emissões e ampliar a rastreabilidade de suas cadeias de suprimentos.
A parceria inclui o monitoramento da pegada de carbono do produto por meio de uma plataforma blockchain, que consolida informações desde a fazenda até o destino final. De acordo com a Bunge, a pegada de carbono do farelo fornecido é estimada entre 40% e 70% menor do que a média brasileira, considerando metodologias de mercado como EcoInvent, GFLI e AgriFootprint.
O indicador adotado é auditado por terceira parte e utiliza dados primários coletados nas fazendas participantes do Programa de Agricultura Regenerativa da companhia. Além do fornecimento do farelo, o acordo prevê um projeto piloto com o uso do fertilizante orgânico Solobom, produzido a partir de esterco de galinhas poedeiras da Mantiqueira Brasil.
Testes preliminares foram realizados em áreas de milho safrinha, com a aplicação de cerca de 100 toneladas do produto, e novos ensaios estão previstos para outras culturas.
O Brasil é, de longe, o maior produtor e exportador de soja do mundo. No entanto, chama atenção o fato de o país estar comprando — e muito — o grão do Paraguai, país que figura apenas na sexta posição entre os que mais colhem a oleaginosa, com cerca de 10 milhões de toneladas a cada safra.
Dados do sistema Agrostat, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que entre 2023 e 2025, as importações cresceram impressionantes 472%, indo de 176,1 mil toneladas para 1,007 milhão de toneladas.
Vale lembrar que as compras de soja paraguaia pelo Brasil aumentaram justamente nos momentos em que o preço interno se afastou da paridade internacional.
Esse aumento não aconteceu por falta de soja no Brasil, mas porque as esmagadoras passaram a buscar o grão fora, onde o custo de produção é mais baixo e a logística é mais eficiente. Mesmo pagando frete e custos de internalização, a soja importada chega mais barata do que a soja nacional em determinados momentos.
Esse movimento cria um obstáculo claro ao repasse de preços. Sempre que o mercado interno tenta sustentar valores mais elevados para cobrir custos, a importação entra como alternativa econômica para a indústria.
Isso porque países vizinhos, a exemplo de Paraguai e, às vezes, Argentina, conseguirem produzir soja com estrutura de custo mais enxuta e logística competitiva. Assim, a indústria brasileira utiliza a importação como válvula de contenção de preços.
Na prática, o produtor brasileiro fica espremido: de um lado, custos elevados e rígidos; do outro, um teto de preço imposto pela possibilidade de importação.
Preço alto não significa alta renda
Esse cenário de alta nas importações serve para provar um erro dito aos quatro ventos por quem não entende o agro brasileiro: a ideia de que o produtor está faturando alto por conta do aumento interno do preço da soja. Isso não corresponde à realidade do campo.
O que se observa hoje no Brasil é um cenário de pressão de custos, margens comprimidas e dificuldades financeiras crescentes, apesar dos preços nominais em determinados momentos parecerem melhores.
Produzir soja no Brasil ficou mais caro. Juros elevados encarecem o capital de giro e o financiamento da safra; a logística pesa no frete e na armazenagem; o câmbio influencia diretamente o custo dos insumos.
Soma-se a isso um fator estrutural decisivo: o peso dos arrendamentos de terra, que impõe custos fixos elevados e reduz drasticamente a capacidade de ajuste do produtor.
Arrendamento trava a margem do produtor
Uma parcela relevante dos produtores brasileiros cultivam em terras arrendadas. Nesse modelo, o custo do arrendamento precisa ser pago independentemente do preço da soja, do clima ou da produtividade. Na prática, isso cria um piso de custo rígido.
Quando juros, logística e arrendamento sobem ao mesmo tempo, o preço interno reage para cobrir custos, não para gerar ganho real. O resultado é um preço mais alto no papel, mas margem apertada na prática.
Afinal, se o produtor estivesse ganhando mais, o campo não estaria assistindo ao aumento da inadimplência nem ao crescimento dos pedidos de recuperação judicial. O que ocorre hoje é exatamente o contrário: muitos produtores estão financeiramente pressionados, com dificuldade de honrar compromissos e de renovar crédito.
Isso desmonta a tese simplista de que preço interno mais alto significa rentabilidade maior. Preço não é lucro. O que existe hoje é custo alto, margem apertada e arbitragem limitando preços. Não é contradição. Não é uma distorção. É economia funcionando, com o produtor pagando a conta.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
A colheita de soja teve início na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua no oeste e sudoeste do Paraná. O avanço dos trabalhos ainda é bastante pontual neste começo de ciclo, com percentual colhido considerado ínfimo até o momento.
Atualmente, cerca de 0,3% das lavouras já foram colhidas, enquanto a maior parte das áreas permanece em fases anteriores do desenvolvimento. Do total cultivado, 17% das lavouras estão em maturação, 65% seguem em enchimento de grãos e 18% ainda se encontram em fase de florescimento.
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As condições climáticas têm sido favoráveis na região, com predominância de sol nos últimos dias. Há previsão de retorno das chuvas a partir da noite de sexta-feira, o que tende a contribuir para a evolução do ciclo das lavouras e para o andamento dos trabalhos de campo.
Produtividade para soja
A produtividade média está estimada em 4.100 quilos por hectare, patamar considerado positivo para a região de atuação da Coopavel. Na safra 2025/26, a área cultivada com soja totaliza 435 mil hectares, reforçando a relevância da oleaginosa para o sistema produtivo local.
Resíduos na carne: veterinário alerta sobre carência de medicamentos no rebanho
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas, in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas, o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.
China lidera compras da carne bovina brasileira
Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.
Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.
“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.
Parceria público-privada sustenta avanço do setor
De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.
Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.
“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.
Desempenho de dezembro
Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas,in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas — o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.
China lidera compras da carne bovina brasileira
Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.
Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.
“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.
Parceria público-privada sustenta avanço do setor
De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.
Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.
“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.
Desempenho de dezembro
Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).
As exportações brasileiras de carne bovina encerraram 2025 com resultados históricos. O país embarcou 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024, movimentando US$ 18,03 bilhões, crescimento de 40,1% na receita. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas,in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas, o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.
China lidera compras da carne bovina brasileira
Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.
Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.
“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.
Parceria público-privada sustenta avanço do setor
De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.
Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.
“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.
Desempenho de dezembro
Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).