quinta-feira, março 19, 2026

News

News

Agro mineiro avança com alta de 15,7% nas exportações de ovos


classificação de ovos
Foto: Divulgação Anffa Sindical

As exportações de ovos de Minas Gerais registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses de 2026, totalizando 1,1 mil toneladas. No mesmo período, a receita avançou 4,4%, somando US$ 1,5 milhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda do Chile, responsável por cerca de 70% das compras. A abertura do mercado chileno em 2023, por meio do modelo de pre-listing, contribuiu para facilitar o acesso dos exportadores brasileiros e fortalecer a posição do país como principal destino dos ovos mineiros.

Além do Chile, os embarques também alcançaram mercados como Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão, reforçando a diversificação geográfica da produção.

De forma geral, Minas Gerais exportou US$ 2,4 bilhões no acumulado de janeiro a fevereiro, com embarque de 1,5 milhão de toneladas. Apesar da queda de 5,2% no valor, houve leve alta de 0,3% no volume, indicando que a retração esteve mais relacionada à queda de preços e mudanças no mix exportador do que à redução física dos embarques.

Outros produtos

No recorte por produtos, o café segue como principal item da pauta, com US$ 1,6 bilhão exportados (-8,8%) e 3,6 milhões de sacas (-28,1%). O setor de carnes (bovina, suína e frango) apresentou desempenho positivo, com receita de US$ 274,7 milhões (+11,4%) e 76,2 mil toneladas (+3%), desempenhando papel relevante na sustentação das exportações.

O segmento sucroalcooleiro somou 535,6 mil toneladas exportadas e US$ 191 milhões em receita, com queda de 3,3% no valor, mas crescimento de 27% no volume. Já o complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 130,3 milhões e 289,5 mil toneladas embarcadas, com altas de 41,7% em valor e 31,2% em volume, acompanhadas pela valorização do preço médio.

Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros foram exportados para 148 países, com destaque para mercados como China, Estados Unidos, Alemanha e Itália, consolidando a diversidade e a capilaridade internacional da pauta exportadora do estado.

O post Agro mineiro avança com alta de 15,7% nas exportações de ovos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Produção de peixes cresce, ganha tecnologia e gera mais renda no Espírito Santo


tilápia é destaque na criação de peixes no Espírito Santo
Foto: Incaper/divulgação

A aquicultura do Espírito Santo vem consolidando um movimento de retomada e expansão, com a produção de peixes cultivados, alcançando cerca de 7,1 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 73% em relação ao menor patamar registrado pelo setor, quando a atividade somou 3,73 mil toneladas, e mostra uma recuperação importante da piscicultura capixaba nos últimos anos.

O avanço também aparece no valor gerado pela atividade. A produção estadual chegou a R$ 68,4 milhões, mais que o dobro do registrado em 2020, quando o setor movimentou R$ 26,3 milhões. Os números reforçam o peso crescente da aquicultura na diversificação do agronegócio capixaba e sinalizam um ambiente mais favorável para a expansão da atividade.

A tilápia segue como protagonista absoluta desse cenário. A espécie responde por 99,46% de toda a piscicultura estadual, com produção de 7,03 mil toneladas, o que evidencia a forte especialização dos sistemas produtivos no Espírito Santo. Os demais peixes cultivados, somados, representam menos de 1% da produção, confirmando a centralidade da tilapicultura no desempenho do setor.

A liderança da produção está concentrada em municípios que já possuem tradição e estrutura técnica. Linhares ocupa a primeira posição, com 3,2 mil toneladas, equivalente a 45,5% do total estadual. Em seguida aparecem Domingos Martins, com 1,4 mil toneladas e participação de 20,05%, e Marechal Floriano, com 550 toneladas, o que corresponde a 7,82% da produção. Também ganham destaque municípios como Guarapari, Muniz Freire e Alegre, que vêm ampliando seus sistemas produtivos com tecnologias adaptadas às condições locais.

A recuperação recente da atividade está associada à modernização dos sistemas de cultivo, com adoção de boas práticas de manejo, melhoria genética, uso de aeradores, alimentação balanceada e maior controle sanitário. Ao mesmo tempo, a tilápia mantém forte alinhamento com o mercado por oferecer um produto regular, competitivo e com ampla aceitação no varejo e na indústria.

O post Produção de peixes cresce, ganha tecnologia e gera mais renda no Espírito Santo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘Vai chegar ao consumidor’, diz produtor de café sobre alta do diesel e dos fertilizantes


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os produtores de café de Minas Gerais já começam a sentir os efeitos da guerra no Oriente Médio. O aumento nos preços de fertilizantes, diesel e frete tem pressionado os custos de produção e pode, em breve, chegar ao consumidor final.

Segundo Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas Gerais, o impacto ocorre em cadeia e já é percebido mesmo antes do início da colheita.

De acordo com o produtor, a alta nos insumos já atinge diretamente o manejo do cafezal, especialmente na fase de adubação.

Parte dos fertilizantes utilizados na cultura, como a ureia, depende de importações ligadas a regiões afetadas pelo conflito, o que tem elevado os preços.

“Já adquirimos insumos com aumento. A questão do conflito e das rotas logísticas impacta diretamente o custo da nutrição do café”, explica.

Diesel e frete ampliam pressão sobre o produtor

Além dos fertilizantes, o aumento do petróleo também tem reflexo direto no diesel, essencial para todas as etapas da produção.

O encarecimento do combustível impacta desde o transporte de insumos até a operação de máquinas e a colheita.

Segundo Barbosa, o frete já apresenta alta, o que agrava ainda mais o cenário. “A logística encarece tanto para levar os insumos quanto para escoar a produção. Isso já está acontecendo agora, antes mesmo da colheita”, afirma.

Ainda de acordo com Barbosa , a projeção no campo é de um aumento significativo nos custos ao longo da safra 2025/26. Ele projeta uma alta entre 20% e 30%, impulsionada principalmente pelo encarecimento dos insumos e da logística.

Colheita se aproxima em meio a cenário de incerteza

No sudoeste de Minas Gerais, algumas áreas devem iniciar a colheita entre o fim de abril e o começo de maio, enquanto o pico ocorre entre junho e setembro.

Mesmo com uma safra promissora, favorecida por boas condições climáticas e enchimento de grãos, o cenário de custos elevados preocupa. “Era um ano para aliviar o custo de produção, mas estamos vendo o contrário”, destaca o produtor.

Impacto deve chegar ao consumidor

Com a elevação dos custos no campo e na logística, a tendência é de repasse ao longo da cadeia. Segundo Barbosa, o aumento inevitavelmente deve impactar o preço final do café.

“Tudo isso vai chegar ao bolso do consumidor. Não tem como absorver esse custo sozinho”, afirma.

Dependência do petróleo

O produtor também chama atenção para a dependência do setor em relação aos combustíveis fósseis. Mesmo com avanços tecnológicos, grande parte das operações agrícolas ainda depende de diesel e gasolina.

“Não temos máquinas totalmente elétricas no campo. Toda a operação depende do petróleo, desde o transporte até a colheita”, ressalta.

O post ‘Vai chegar ao consumidor’, diz produtor de café sobre alta do diesel e dos fertilizantes apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode ter mais de 100 mm de chuva até o fim do verão


O Meteored informou que os últimos dias do verão no Brasil serão marcados por chuvas irregulares no centro-sul, enquanto a porção norte do país deve concentrar os maiores volumes de precipitação, com acumulados pontuais próximos de 100 milímetros.

Segundo a previsão, “nos últimos dias do verão astronômico no Brasil, teremos um padrão irregular de chuvas pelo centro-sul do país, enquanto na porção mais ao norte as chuvas acontecem de forma mais abrangente e homogênea”. O levantamento aponta que áreas do leste do Nordeste do Brasil terão tempo seco, enquanto no Sul os volumes devem ser reduzidos, entre 10 e 20 mm. Já na Região Norte, os acumulados devem superar 60 mm em grande parte da área, podendo alcançar 100 mm entre Amazonas e Pará.

De acordo com o Meteored, a quarta-feira (18) começa com tempo estável e nebulosidade em áreas do Sudeste do Brasil, Nordeste do Brasil e em grande parte da Região Sul do Brasil. Há previsão de pancadas isoladas no Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas da Região Norte e do Rio Grande do Sul.

Ainda conforme o boletim, “à tarde, poucas nuvens e baixo potencial para chuvas no leste do Nordeste e na Bahia, e no leste da Região Sudeste”. Nas demais áreas, as instabilidades aumentam, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas, embora de forma irregular no centro-sul.

Durante a noite, a previsão indica ocorrência de pancadas isoladas em diferentes pontos do país. “À noite, ainda podem ocorrer pancadas de chuva isoladas no Acre, sul do Amazonas, norte do Pará, em Rondônia, Mato Grosso, norte do Maranhão e do Piauí, centro-oeste de São Paulo, sul de Minas Gerais e leste do Paraná e de Santa Catarina”, informa o Meteored.

Na quinta-feira, o padrão se mantém, com tempo estável em grande parte do território nacional e aumento das instabilidades ao longo do dia. “A partir da tarde, as instabilidades aumentam em boa parte do Brasil, enquanto as condições para chuvas significativas diminuem no Sul e no leste do Nordeste”, aponta o relatório.

O Meteored indica ainda que há previsão de variação de nebulosidade e chuva fraca no Rio Grande do Sul, além de pancadas e temporais isolados no leste do Paraná e de Santa Catarina. Já as regiões Sudeste do Brasil, Centro-Oeste do Brasil, Região Norte do Brasil e interior do Nordeste devem registrar chuvas localmente intensas entre a tarde e o início da noite.

Para sexta-feira (20), início do outono astronômico, o cenário segue semelhante. “As condições do tempo serão semelhantes às dos dias anteriores”, com registros de chuvas moderadas e mal distribuídas em áreas centrais e do Sudeste.

Entre a tarde e a noite, as precipitações mais intensas devem se concentrar no sul da Região Norte, no Centro-Oeste, no Sudeste e no interior do Nordeste. Já o norte da Região Norte, o leste do Nordeste, incluindo a Bahia, além do centro-oeste de São Paulo e a Região Sul, devem apresentar tempo mais estável.

O Meteored ressalta que “as chuvas ao longo dessa semana serão mais irregulares e sem acumulados expressivos em boa parte do Brasil”. Ainda assim, os maiores volumes podem ocorrer entre Amazonas e Pará, com acumulados entre 90 e 100 mm.

Nas demais áreas da Região Norte, além do Centro-Oeste, Sudeste do Brasil e parte do Rio Grande do Sul, os acumulados devem ficar entre 30 e 50 mm até sexta-feira (20). Já no leste do Nordeste e na Bahia, os volumes não devem ultrapassar 10 mm, enquanto Santa Catarina, Paraná e grande parte de São Paulo devem registrar até 30 mm.





Source link

News

Comissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário


Foto: Reprodução

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou na quarta-feira (18) a redução de tributos incidentes sobre o calcário para uso agrícola. A intenção é incentivar a extração nacional e diminuir a dependência externa de fertilizantes. 

Agora, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) da casa.

O PL 3.591/2019, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), reduz de 1% para 0,2% a alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) incidente sobre o calcário para uso agrícola. Para isso, altera a Lei 8.001, de 1990, que define os percentuais de distribuição CFEM. 

Segundo Heinze, o Plano Nacional de Mineração projeta aumento expressivo no consumo do agromineral, chegando a 94,1 milhões de toneladas até o fim da década, o que exige estímulos à produção interna.

“Quanto mais calcário nós usarmos (o que nós temos em qualquer canto do Brasil), vai diminuir a quantidade de fertilizantes caros que o Brasil importa”, defendeu. Na avaliação dele, essa é uma forma de reduzir a importação, além de potencializar os minerais em solo brasileiro.

No parecer favorável à proposta, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) afirmou que a falta de planejamento, a insuficiência de estoques e os efeitos da guerra na Ucrânia provocaram impactos imediatos na produção agropecuária brasileira. Segundo o senador, o país importa entre 60% e 85% dos fertilizantes que consome.

“A redução da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral incidente sobre o calcário para uso agrícola vai fomentar a produção no Brasil, gerar emprego e contribuir com o barateamento do custo de produção agrícola, merecendo, portanto, ser aprovada pelo Senado”, recomendou Rodrigues.

Alíquota

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), presidente da comissão, ressaltou que o calcário é essencial para a agricultura no Brasil, já que os solos são ácidos e precisam ser corrigidos antes da adubação. Para ele, o ideal seria zerar a alíquota.

“A agricultura está sempre pagando. Em países lá fora, principalmente na Europa, se o governo não aportar subsídio, subsídio, subsídio, não há produção”, argumentou Marinho.

Além disso, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lembrou que, além do custo dos tributos, há o custo do frete, que chega a custar quatro vezes o valor do mineral, dependendo da região.

O post Comissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Conheça Dario Durigan, anunciado por Lula para assumir Fazenda no lugar de Haddad


Dario Durigan assume ministério da Fazenda
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.

O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.

“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.

A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.

Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.

Saída de Haddad confirmada

Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.

Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.

A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.

Balanço econômico

Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.

Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.

“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”

O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

Quem é Dario Durigan?

Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo.

Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.

Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

O post Conheça Dario Durigan, anunciado por Lula para assumir Fazenda no lugar de Haddad apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Exportações de café solúvel do Brasil crescem e atingem melhor resultado em cinco anos


café solúvel
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café solúvel somaram 7,409 mil toneladas em fevereiro de 2026, o equivalente a 321.129 sacas de 60 kg, registrando alta de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita cambial também avançou, atingindo US$ 90,289 milhões, um crescimento de 10,8%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abics).

O desempenho é considerado o melhor para meses de fevereiro nos últimos cinco anos, mesmo em um contexto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O aumento das compras norte-americanas contribuiu para sustentar a demanda pelo produto brasileiro no período.

Apesar do bom resultado mensal, o acumulado do primeiro bimestre de 2026 apresentou retração. Os embarques totalizaram 13,235 mil toneladas, uma queda de 11,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A receita também recuou, somando US$ 161,059 milhões, refletindo um início de ano mais fraco em comparação com 2025.

De acordo com a entidade, possíveis reduções tarifárias por parte dos Estados Unidos podem favorecer os embarques nos próximos meses. Além disso, o acordo entre o Mercosul-UE tende a reduzir gradualmente as tarifas atualmente aplicadas ao café solúvel brasileiro, ampliando oportunidades no mercado externo.

No ranking dos principais destinos no bimestre, os Estados Unidos lideraram as importações, com 1,769 mil toneladas, seguidos por Rússia, com 1,161 mil toneladas, e Argentina, com 1,090 mil toneladas.

No mercado interno, o consumo de café solúvel também apresentou crescimento, com alta de 15,1% no primeiro bimestre, totalizando 4,146 mil toneladas. O avanço reflete a maior demanda doméstica e os investimentos da indústria em qualidade e diversificação de produtos.

O post Exportações de café solúvel do Brasil crescem e atingem melhor resultado em cinco anos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná bate recordes em frangos, suínos, leite, ovos, peixes e couro


A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

BACIA LEITEIRA E OVOS – Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

PEIXES – O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas. 

PESQUISAS DO IBGE – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

 





Source link

News

São Paulo tem programa que paga mais pelo leite que média nacional


leite - produção leiteira
Foto: Pixabay

A produção de leite em São Paulo tem ganhado impulso com políticas públicas voltadas à comercialização, assistência técnica e crédito. Um dos principais efeitos aparece no bolso do produtor, por meio de programas estaduais, que pagam acima da média nacional pelo litro.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço médio do leite no Brasil ficou em R$ 2,0216 por litro no fechamento de janeiro. Em São Paulo, dentro do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), o valor médio chegou a R$ 4,26 por litro em 2025.

A diferença está ligada ao modelo de compras institucionais, que garante mercado para a produção da agricultura familiar.

Compras públicas puxam remuneração

O PPAIS conecta cooperativas e associações a órgãos públicos estaduais, como escolas e outras instituições, que passam a comprar alimentos diretamente dos produtores.

Dentro do programa, o leite tem ganhado espaço. Em 2025, movimentou R$ 29,7 milhões, dentro de um total de R$ 53,8 milhões. A cadeia leiteira responde por uma fatia relevante dessas aquisições.

Para o secretário de Agricultura de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o conjunto de ações ajuda a estruturar a atividade. “São iniciativas complementares que ajudam os produtores a melhorar a produção, agregar valor e ampliar as oportunidades de mercado”, diz.

Na prática, o programa amplia a previsibilidade de venda, o que reduz a exposição às oscilações de preço no mercado.

Cooperativas organizam a oferta

O modelo também passa pelas cooperativas. Em Andradina, o produtor Valdir de Souza fornece leite in natura para a Coapar, que processa o produto e destina ao programa na forma de leite em pó.

A organização coletiva facilita o acesso ao mercado institucional e melhora a escala de produção.

“É um programa que vem fortalecendo a renda das famílias e a vida no campo”, afirma o presidente da cooperativa, Valdecir Pereira de Aquino.

Produtor rural Valdir de Souza integra cadeia de fornecimento do PPAIS por meio de cooperativa. Foto: Divulgação

Assistência técnica eleva produtividade

Além da comercialização, o estado atua na assistência técnica. O projeto CATI Leite acompanha propriedades com foco em manejo, gestão e produtividade.

Hoje, cerca de 100 propriedades participam, com previsão de chegar a 300 até 2026.

Em Urupês, a família Duarte saiu de uma produção de 60 litros por dia, em 2017, para cerca de 250 litros atualmente. Parte do volume passou a ser destinada à fabricação de queijos.

“Poder contar com o apoio técnico foi determinante para que conseguíssemos nos estabelecer como produtores”, afirma Eliete Roman Duarte.

Crédito viabiliza investimento

O acesso ao crédito é outro ponto da política. Em 2025, a linha Leite Agro SP, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), somou mais de 70 operações, totalizando R$ 6 milhões.

Os recursos são usados para estrutura, equipamentos e tecnologia.

Em Cerqueira César, a produtora Fernanda Torres da Silva investiu R$ 25 mil em um sistema de ordenha mecânica. A modernização reduziu o tempo de trabalho e melhorou o controle sanitário do rebanho.

A produção, que era de cerca de 80 litros por dia, pode chegar a 350 litros diários no segundo ano após o investimento.

O post São Paulo tem programa que paga mais pelo leite que média nacional apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Europa e Japão declaram ajuda aos EUA para abrir Estreito de Ormuz


Estreito de Ormuz - guerra Israel Irã EUA - impactos ao agro brasileiro
Imagem gerada com IA a partir de mapa original

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta manifestando disposição para abrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início da guerra.

“Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório”, diz o comunicado conjunto.

A declaração não detalha como seria essa abertura do Estreito e ocorre quatro dias após países da Europa, além do Japão, terem se negado a participar dos esforços dos Estados Unidos e de Israel para abrir o Estreito. A negativa irritou o presidente Donald Trump, que passou a dizer que não precisaria de “ninguém” para liberar a área.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões econômicas importantes em todo o mundo.

Na nota publicada hoje, esses países europeus e o Japão condenam os recentes ataques do Irã contra embarcações no Golfo e os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás.

“Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada do conflito. Exigimos que o Irã cesse imediatamente suas ameaças, o lançamento de minas, os ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial”, diz o comunicado conjunto.

Os países ainda afirmam que a liberdade de navegação é um princípio do direito internacional. “Os efeitos das ações do Irã serão sentidos por pessoas em todas as partes do mundo, especialmente pelas mais vulneráveis”, completa a nota.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques militares dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o país persa iniciada em 28 de fevereiro. O governo iraniano tem informado que a passagem segue fechada para EUA, Israel e seus aliados, o que inclui os países europeus. As principais potências europeias têm apoiado politicamente os ataques ao Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra.

Nessa quarta-feira (18), a guerra escalou depois que Israel bombardeou o campo de gás South Pars, do Irã, levando a retaliações contra a indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Os ataques contra a infraestrutura energética de importantes produtores de petróleo e gás tem aumentado as incertezas econômicas do conflito.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa

A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais.

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear.

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

O post Europa e Japão declaram ajuda aos EUA para abrir Estreito de Ormuz apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link