quarta-feira, março 25, 2026

News

News

Dois estados registram primeiros focos de ferrugem asiática da soja na safra 25/26; saiba quais



Os primeiros casos de ferrugem asiática da soja da safra 2025/26 foram identificados nas cidades de Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), segundo o Consórcio Antiferrugem. O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, alerta que o registro exige atenção dos produtores, que devem intensificar o monitoramento das lavouras e adotar medidas preventivas de acordo com a fenologia das plantas.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

As condições climáticas atuais, com chuvas frequentes, favorecem o desenvolvimento do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem, inclusive em outras regiões, como o Sul do país e o Cerrado. A doença representa alto risco à produtividade, podendo reduzir significativamente a produção se não for controlada a tempo.

Além disso, as previsões indicam volumes elevados de precipitação para áreas do Cerrado, o que aumenta o risco de proliferação da ferrugem. Segundo o agrônomo, esse cenário coincide com um momento de alta demanda e menor disponibilidade de insumos estratégicos para o manejo da doença, o que reforça a necessidade de monitoramento rigoroso das lavouras.

A ferrugem asiática e práticas de controle

Segundo a Embrapa Soja, em junho de 2024, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria Nº 1.124, instituindo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). Entre as medidas previstas estão o vazio sanitário e o calendário de semeadura, que ajudam a reduzir a pressão da doença e racionalizar o número de aplicações de controle.

O monitoramento contínuo é essencial. A inspeção deve ser feita desde a emergência das plantas, com atenção especial a áreas mais úmidas e a primeiras semeaduras. Para identificar a ferrugem, recomenda-se observar folhas do terço médio e inferior das plantas, procurando pontuações escuras contra a luz, principalmente próximo ao florescimento ou fechamento das ruas de semeadura.

A ferrugem asiática da soja pode destruir até 90% de uma lavoura se não forem adotadas práticas preventivas e de monitoramento, tornando essencial a vigilância constante para garantir a sustentabilidade da produção.



Source link

News

Carga de 48 kg de barbatanas de tubarão que seguiria para Hong Kong é interceptada em Guarulhos



Uma ação realizada na última quarta-feira (19), em Guarulhos, São Paulo, resultou na apreensão de aproximadamente 48 kg de barbatanas de tubarão, secas e desidratadas. As partes dos peixes estavam em quatro malas despachadas por uma cidadã chinesa, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Carga estava em malas despachadas por uma cidadã chinesa e seguiria para Hong Kong; operação também reteve mais 14 kg de barbatanas e 70 kg de carcaças de celulares.

A fiscalização foi deflagrada de forma conjunta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Receita Federal do Brasil (RFB), no âmbito da Operação Hermes.

A mulher, que reside legalmente no Brasil, iria com a carga ilegal para Hong Kong. As barbatanas estavam em sacos plásticos, com cerca de 1 kg cada, sem que houvesse qualquer vestuário nas bagagens.

O produto apreendido tem alto valor comercial, derivado de espécies marinhas e especialmente visado pelo tráfico internacional para fins alimentícios e medicinais.

No mesmo dia e no mesmo local, agentes do Ibama apreenderam 14 kg de barbatanas de tubarão e 70 kg de carcaças de celulares, ambos produtos irregulares. As duas apreensões resultaram em novos autos de infração. No total, as multas aplicadas somam R$ 84,7 mil.

Controle ambiental

As barbatanas apreendidas serão destruídas, mas antes disso, técnicos vão coletar fragmentos para identificar as espécies envolvidas e reunir informações que auxiliem o trabalho de fiscalização.

A Operação Hermes tem como foco reforçar o controle sobre importações e exportações de cargas que dependem de autorização ambiental. A ação busca impedir o envio ilegal de material genético brasileiro ao exterior, além de combater o transporte irregular de resíduos e o tráfico de animais, produtos e subprodutos da fauna e flora nativas.



Source link

News

Alface registra queda de preço no atacado pelo 3º mês seguido em outubro, diz Conab



Os preços da alface registraram queda no atacado das principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, na média ponderada, pelo terceiro mês consecutivo, em outubro.

Em agosto, o declínio foi de 8,77%. Já em setembro, a queda foi maior (16,01%), enquanto no mês passado, a redução foi de 7,27% em relação à média de setembro. Isso é o que mostra o 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (25).

“A oferta da folhosa em níveis elevados é um dos fatores que pressionam os preços para baixo. Outro motivo que explica a diminuição das cotações é a menor demanda pelo alimento, como verificado na Central de Curitiba diante do clima mais frio”, disse a Conab no boletim.

Detalhes da pesquisa

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

Já os preços da cenoura registraram queda nos primeiros 15 dias de novembro. “A redução tende a refletir os maiores envios de Minas Gerais, principal produtor nacional, às principais Ceasas do País”, comentou a estatal. De acordo com o Boletim, em outubro as cotações registraram comportamento distinto nas Ceasas.

Em Curitiba, por exemplo, a Conab verificou alta de 39,02% na média ponderada. De modo inverso, com porcentuais negativos elevados, apareceram as Ceasas do Rio de Janeiro (-17,01%) e de Rio Branco (-16,56%). No geral, os preços no último mês para a cenoura foram de estabilidade quando comparados com setembro.

Outros produtos

Já cebola, batata, tomate ficaram mais caras em outubro. Após um período de queda iniciado em junho, o preço da cebola voltou a subir. Na média ponderada, houve incremento de 12,24% em relação a setembro. O volume ofertado apresentou aumento de 2% ante setembro e não foi capaz de segurar a alta dos preços. “Demanda e qualidade do produto podem ter influenciado no comportamento dos preços”, acrescentou a Conab.

Para a batata, os preços apresentaram movimento ascendente, mesmo diante do aumento da oferta nas Ceasas. A média ponderada registrou alta de 19,35% em relação a setembro. O avanço ocorreu em todas as unidades, exceto na Ceasa de Santa Catarina, onde houve queda de 4,63%. Entre as demais Ceasas, o aumento de preços variou de 4,42%, em Fortaleza, a 41,66%, em Curitiba.

No caso do tomate, os preços apresentaram uma leve tendência de alta, com crescimento de 3,97% na média ponderada, revertendo um movimento de queda nos preços registrado nos últimos meses. A disponibilidade do alimento nas Ceasas em outubro foi maior do que a registrada em setembro, principalmente a partir da segunda quinzena do último mês, o que pode ter amortizado os valores mais altos do início do mês. Essa maior quantidade ofertada do produto tem refletido em cotações mais baixas no início de novembro.

Frutas

Segundo levantamento da Conab, banana e mamão registraram queda de preço na média ponderada em outubro, quando comparados com o valor de comercialização.

Para o mercado da banana, a queda na média ponderada das cotações foi de 4,14%, influenciada pela maior oferta da variedade prata, principalmente pela fruta proveniente do norte mineiro, do meio-oeste baiano, do Vale do Ribeira (SP) e também do Ceará, que ampliou seu fornecimento. Em compensação, a disponibilidade de banana nanica permaneceu, pelo segundo mês consecutivo, em níveis baixos nos principais polos produtores.

No caso do mamão, conforme a Conab, as cotações iniciaram o mês em alta, impulsionadas pela maior demanda pela fruta e oferta reduzida. No entanto, após a segunda quinzena, os preços recuaram em virtude da menor procura pelo produto e pelo aumento da quantidade da fruta encontrada nos mercados analisados, favorecido pela elevação das temperaturas. Com isso, a média ponderada de preços em outubro registrou uma redução de 5,05% em relação a setembro.

Já laranja, maçã e melancia ficaram mais caras em outubro. Os preços da laranja subiram 4,3% na média ponderada. O início de outubro foi marcado pela maior demanda e menor oferta. Já no fim do mês passado, foi verificado aumento da colheita e a queda da procura tradicional para o período.

O comportamento do mercado de maçã em outubro foi marcado pela oscilação da comercialização, além de pequenas altas de preços em boa parte das Ceasas. Esse movimento está em consonância com a diminuição dos estoques das frutas nas câmaras frias.

Para a melancia, o boletim aponta para uma troca dos principais Estados fornecedores da fruta. A colheita já está finalizada em Tocantins e entra em reta final em Goiás, e há aumento da melancia produzida em São Paulo e na Bahia, que serão as principais regiões a abastecer os mercados nos próximos meses. Com relação à demanda, o mês de outubro foi marcado por oscilações, uma vez que a procura pelo produto tradicionalmente reage negativamente à elevação das chuvas nos principais centros consumidores.

Exportação

A temporada de exportação de frutas frescas registrou boas vendas, até o momento, especialmente para a Europa e Ásia, com volumes e receitas superiores aos dos anos anteriores. De janeiro a outubro deste ano, o volume total exportado foi de 1,07 milhão de toneladas, alta de 31,5% em relação ao mesmo período de 2024.

O faturamento somou US$ 1,19 bilhão (FOB), alta de 13,47% frente ao registrado entre janeiro e outubro de 2024, como mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).



Source link

News

Rivalidade entre EUA e China é uma oportunidade para o Brasil, diz ex-diretor-geral da OMC



O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo afirmou que o momento entre Brasil e Estados Unidos é de oportunidade, mas com uma janela “efêmera”, que precisa ser aproveitada idealmente nos próximos três meses. As declarações foram dadas no Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Segundo Azevêdo, o governo do presidente Donald Trump deseja baixar os juros dos Estados Unidos, mas para isso precisa reduzir as pressões inflacionárias na economia. Além disso, precisa melhorar sua posição política antes das eleições legislativas do ano que vem, em particular diante da possibilidade de derrota nos questionamentos judiciais às tarifas de importação americanas.

“O tema precisa ser resolvido, sob a perspectiva americana, antes de o processo eleitoral ganhar ímpeto”, disse Azevedo. “O horizonte de tempo é curto. A ideia é que encontremos soluções no curto prazo, nos próximos três meses. Seis meses vai depender, tem muita coisa no caminho”, afirmou.

Além de capitalizar as vulnerabilidades internas dos Estados Unidos, o Brasil também pode explorar o interesse geoestratégico do país, disse Azevêdo, mencionando a oferta de terras raras e minerais críticos. “O Brasil se posiciona como um parceiro preferencial seguro. Temos boas condições de negociar acordo com os EUA nesta área, inclusive com investimentos em processamento no Brasil”, avaliou.

Para ele, o Brasil deve adotar postura pragmática e transacional nas tratativas com Washington, ciente de que componentes políticos podem comprometer negociações em curso ou novas, citando como exemplo possíveis desdobramentos relacionados à Venezuela. As conversas não seguirão o roteiro tradicional de “pedidos e ofertas”, e tendem a se parecer mais a um “jogo de sedução interesseira”, disse Azevêdo.

Segundo o ex-diretor da OMC, a rivalidade entre China e EUA é uma das maiores oportunidades para o Brasil no cenário atual. Os países são respectivamente, o primeiro e o segundo maiores parceiros comerciais do país, com características distintas: a China é o principal destino das exportações brasileiras, vitais para o equilíbrio das contas correntes, e fonte crucial de investimentos em infraestrutura.

Os Estados Unidos, por sua vez, fazem investimentos sólidos, volumosos e orientados a setores de maior valor agregado no Brasil, e a parceria com os norte-americanos alavanca a credibilidade do país. Para Azevêdo, perder a conexão com qualquer um dos dois polos teria custos altíssimos ao Brasil. “Um não substitui o outro.”



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

maior oferta pressiona cotações da raiz



Chuvas limitam o avanço da colheita de raiz de mandioca


Foto: Canva

O início da semana passada foi marcado por chuvas intensas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, contexto que limitou o avanço da colheita de raiz de mandioca.

No entanto, nos dias seguintes, a colheita e a comercialização foram retomadas e intensificadas, sobretudo entre produtores com necessidade de capitalização. Esse cenário acabou ampliando a disponibilidade e gerando pressão sobre os preços da raiz.

Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 562,82 (R$ 0,9788/grama de amido) na semana passada, com queda de 0,5% frente à do período anterior. Em termos reais (IGP-DI), houve retração de 18,8% ao longo de 12 meses. 





Source link

News

Casquinha ou farelo de soja? Confira o uso correto de cada subproduto no rebanho



O uso correto dos subprodutos da soja, como a casquinha e o farelo, é fundamental para a eficiência nutricional e a rentabilidade da fazenda.

O engenheiro agrônomo Marcius Gracco explica que, em termos bromatológicos e de função, esses produtos são totalmente diferentes e devem ser utilizados com objetivos específicos na dieta do gado de corte e de leite.

Segundo ele, enquanto o farelo de soja é a fonte primária de proteína, a casquinha de soja é uma fonte valiosa de fibra e energia que atua de forma específica no metabolismo do rúmen.

Confira:

Função de cada subproduto na nutrição animal

A principal distinção entre os subprodutos da soja reside no teor de proteína e na função da fibra:

Farelo de soja (Alto teor de proteína)

A principal função do farelo de soja é elevar os níveis de proteína da dieta.

  • Pecuária de leite: é amplamente utilizado para otimizar a produção de leite, onde a demanda proteica é alta.
  • Pecuária de corte: é mais comum em proteinados e suplementos para a fase de recria. Seu uso excessivo em sistemas de confinamento total pode aumentar a proteína de forma desnecessária, tornando a dieta mais cara e menos eficiente.

Casquinha de Soja (Fibra de alta digestibilidade)

A casquinha é valorizada pela forma como age no rúmen, aumentando a taxa de passagem do alimento e otimizando o metabolismo.

  • Nutrientes: possui baixo teor de proteína (em torno de 13% a 14%. No entanto, em softwares de nutrição, pode ser colocada com 82% de Nutrientes Digestíveis Totais (NDT), devido à sua capacidade de acelerar o metabolismo.
  • Fibra: é muito útil em dietas de alto desafio ou alto concentrado, pois ajuda a ajustar a inclusão de fibra e manter a saúde ruminal e o pH estável.

Alerta de formulação e precisão na dieta

Apesar da versatilidade, o uso de coprodutos da soja exige cautela, especialmente com a varredura e os grãos avariados, cuja qualidade nutricional não é fixa. A inclusão excessiva de grãos avariados, acima de 2,5 kg a 3 kg por animal ao dia, pode causar distúrbios digestivos.

A conclusão do especialista é que não existe “receita de bolo”. A dieta deve ser totalmente dependente da estratégia de produção (cocho fechado, semiconfinamento, recria a pasto) e do objetivo final.

O produtor deve fechar a dieta com um nutricionista especializado, que considerará os insumos disponíveis, o preço regional e a necessidade específica do animal para garantir o desempenho e a rentabilidade desejados.



Source link

News

Governo tem pressa em terminar de reverter tarifaço, diz secretária de comércio exterior



A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse nesta terça-feira (25) que o governo federal tem pressa para reverter as alíquotas máximas cobradas pelo governo norte-americano, que ainda recaem sobre mais de um quinto dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

Após participar de encontro empresarial promovido pela Amcham na capital paulista, a secretária frisou que o governo brasileiro segue empenhado na negociação com os Estados Unidos, após a ordem executiva que, na última quinta-feira (20), eliminou a sobretaxa de 40% sobre mais de 200 produtos, como carne bovina, frutas e café.

“Ainda 22% das exportações brasileiras estão sujeitas ao tarifaço de 40% ou 40% mais 10%. Nosso empenho é exatamente atacar esses produtos que ainda estão sujeitos a tarifas adicionais”, comentou Tatiana Prazeres em entrevista a jornalistas na saída do evento na Amcham.

Ela informou que segue em curso o diálogo com o governo americano em torno desse grupo de produtos, que inclui, sobretudo, exportações da indústria, como máquinas e equipamentos. “Já houve várias reuniões, estamos empenhados exatamente em buscar um entendimento com os Estados Unidos. Temos interesse em resolver essa questão o quanto antes, temos pressa.”

Conforme a secretária, o Brasil está aberto a tratar de qualquer tema econômico nas negociações com a equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo a situação das big techs.

“Nosso objetivo é avançar o quanto antes e fazer com que a situação discriminatória a qual o Brasil está submetido hoje seja eliminada, e que as barreiras na existência do nosso comércio sejam superadas”, assinalou ela.

Brasil Soberano

A secretária de Comércio Exterior reforçou o apelo pela apreciação no Congresso da medida provisória do programa Brasil Soberano, que apoia exportadores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.

Dentro do pacote de medidas em socorro a exportadores afetados pelo tarifaço, a secretária disse ser também importante a votação do projeto que prevê a devolução de 3% a 6%, a depender do porte, dos resíduos tributários de empresas que exportam aos Estados Unidos.

“A aprovação dessas duas peças é algo, na nossa visão, muito importante para mitigar, em parte, os efeitos do tarifaço”, declarou Prazeres durante a participação em encontro empresarial promovido pela Amcham.

Na segunda-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, disse que o governo pode editar uma nova medida provisória com as mesmas regras do Brasil Soberano caso a MP que está no Congresso perca a vigência em 11 de dezembro.



Source link

News

Governo tem pressa em terminar de reverter tarifaço, diz secretária de comércio exterior



A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse nesta terça-feira (25) que o governo federal tem pressa para reverter as alíquotas máximas cobradas pelo governo norte-americano, que ainda recaem sobre mais de um quinto dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

Após participar de encontro empresarial promovido pela Amcham na capital paulista, a secretária frisou que o governo brasileiro segue empenhado na negociação com os Estados Unidos, após a ordem executiva que, na última quinta-feira (20), eliminou a sobretaxa de 40% sobre mais de 200 produtos, como carne bovina, frutas e café.

“Ainda 22% das exportações brasileiras estão sujeitas ao tarifaço de 40% ou 40% mais 10%. Nosso empenho é exatamente atacar esses produtos que ainda estão sujeitos a tarifas adicionais”, comentou Tatiana Prazeres em entrevista a jornalistas na saída do evento na Amcham.

Ela informou que segue em curso o diálogo com o governo americano em torno desse grupo de produtos, que inclui, sobretudo, exportações da indústria, como máquinas e equipamentos. “Já houve várias reuniões, estamos empenhados exatamente em buscar um entendimento com os Estados Unidos. Temos interesse em resolver essa questão o quanto antes, temos pressa.”

Conforme a secretária, o Brasil está aberto a tratar de qualquer tema econômico nas negociações com a equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo a situação das big techs.

“Nosso objetivo é avançar o quanto antes e fazer com que a situação discriminatória a qual o Brasil está submetido hoje seja eliminada, e que as barreiras na existência do nosso comércio sejam superadas”, assinalou ela.

Brasil Soberano

A secretária de Comércio Exterior reforçou o apelo pela apreciação no Congresso da medida provisória do programa Brasil Soberano, que apoia exportadores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.

Dentro do pacote de medidas em socorro a exportadores afetados pelo tarifaço, a secretária disse ser também importante a votação do projeto que prevê a devolução de 3% a 6%, a depender do porte, dos resíduos tributários de empresas que exportam aos Estados Unidos.

“A aprovação dessas duas peças é algo, na nossa visão, muito importante para mitigar, em parte, os efeitos do tarifaço”, declarou Prazeres durante a participação em encontro empresarial promovido pela Amcham.

Na segunda-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, disse que o governo pode editar uma nova medida provisória com as mesmas regras do Brasil Soberano caso a MP que está no Congresso perca a vigência em 11 de dezembro.



Source link

News

Mercado global de bioestimulantes chega a US$ 4,47 bi e sinaliza maturidade



O mercado global de bioestimulantes atingiu US$ 4,47 bilhões, de acordo com o novo Relatório do Mercado Global de Bioestimulantes 2025 da DunhamTrimmer.

O documento será apresentado no Congresso Mundial de Bioestimulantes em Barcelona, na Espanha, de 1 a 4 de dezembro de 2025.

A análise projeta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9,9% até 2030. Essa é a primeira vez que as projeções de crescimento futuro caíram abaixo dos índices de referência de dois dígitos historicamente associados ao setor mais amplo de biológicos. No entanto, em vez de fraqueza, a consultoria enfatiza que isso reflete a evolução natural de um mercado forte.

O sócio-diretor da DunhamTrimmer, Manel Cervera, afirma que “dois fatores explicam fundamentalmente esse resultado: vários dos maiores mercados estão mostrando sinais precoces de maturidade enquanto, ao mesmo tempo, a massa crítica do mercado aumentou substancialmente. Assim, mesmo quando o crescimento absoluto permanece forte, as taxas de crescimento relativo declinam.”

O relatório ainda revela que os valores absolutos do mercado aumentarão em mais de meio bilhão de dólares anualmente até o final da década, ressaltando a expansão robusta, mesmo que moderada, do segmento.

América Latina lidera

A América Latina consolidou sua posição como o mercado líder tanto em valor quanto em crescimento, com o Brasil contribuindo com metade da receita da região.

Já os Estados Unidos mantêm seu status como o maior mercado individual do mundo, com a DunhamTrimmer citando o impacto significativo dos principais distribuidores norte-americanos que evoluíram para potências de formulação.

A classificação em quarto lugar da Europa pode surpreender os observadores, dado a liderança histórica das empresas europeias no desenvolvimento do mercado internacional.

Embora os mercados mediterrâneos tenham criado importantes líderes da indústria, a consultoria destaca que o crescimento em outras partes da região não atingiu a massa crítica para elevar as trajetórias gerais. No entanto, o crescente interesse na certificação CE poderia revigorar o mercado unificado da UE de 27 países.

A África permanece relativamente pequena no geral, com restrições estruturais, incluindo o desenvolvimento de canais comerciais e a fragmentação do sistema agrícola, limitando a adoção generalizada, embora a DunhamTrimmer antecipe uma emergência acelerada como polo de crescimento no início da próxima década.

Inovação de produtos e tendências

Os aminoácidos reafirmam sua posição de liderança entre as substâncias bioestimulantes, valorizados pela versatilidade nas formulações e forte alinhamento com os princípios de circularidade.

Os extratos de algas também mantêm um posicionamento premium como o segundo maior segmento, enquanto os ácidos húmicos e fúlvicos permanecem relevantes, particularmente à medida que a área irrigada se expande.

Como um potencial divisor de águas para o futuro, a DunhamTrimmer destaca o emergente mercado de Moléculas Bioestimulantes Únicas (SBM, na sigla em inglês), que está trazendo produtos que oferecem maior especificidade e eficácia mais consistente (com menor dependência das condições agronômicas) — potencialmente desbloqueando a adoção em larga escala em culturas anuais e cereais.

Pela primeira vez, o novo Relatório Global de Bioestimulantes subdivide o mercado por uso do produto. Impulsionado pela segmentação alinhada com o Regulamento UE 2019/1009 (Regulamento de Produtos Fertilizantes, ou FPR), a eficiência no uso de nutrientes (NUE) representa a maior categoria de aplicação de bioestimulantes, seguida de perto pela resistência ao estresse abiótico, que está capturando uma participação de mercado crescente em meio aos desafios climáticos em todas as geografias.

Culturas mais representativas

Frutas e hortaliças permanecem como o segmento de cultura primário, representando mais da metade da demanda total, embora as culturas anuais e cereais estejam se expandindo mais rapidamente — posicionadas para se tornarem o próximo grande motor de crescimento.

Apesar do crescimento percentual moderado, a DunhamTrimmer conclui que a resiliência comprovada do setor através de interrupções pandêmicas e pressões inflacionárias, combinada com oportunidades tecnológicas emergentes, reforça fortemente o otimismo sobre o papel dos bioestimulantes em enfrentar os desafios agrícolas enquanto avançam os objetivos de sustentabilidade global.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão apresentam movimentos distintos



Negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual


Foto: Canva

As negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual. Segundo pesquisadores do Cepea, no geral, a fraca liquidez foi parcialmente influenciada pelo feriado dessa quinta-feira, 20, do Dia da Consciência Negra.

Quanto aos preços, os do feijão carioca de notas acima de 9,0 e/ou peneira 12 foram pressionados na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que as colheitas no sudoeste do estado de São Paulo garantiram novas ofertas de lotes de melhor qualidade. Contudo, a maior disponibilidade fez com que os preços cedessem, e vendedores de outras regiões também tiveram de reajustar negativamente os valores pedidos.

Já para o feijão carioca notas de 8 e 8,5, o maior interesse do comprador e a oferta um pouco mais restrita elevaram os preços médios na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. Quanto ao feijão preto, diante da necessidade financeira e da liberação de armazéns, as cotações foram pressionadas, sobretudo nas regiões do Sul do País. No campo, dados da Conab apontaram que 39,5% da área destinada ao feijão de 1ª safra 2025/26 havia sido cultivada no Brasil até o dia 17 de novembro.





Source link