quinta-feira, março 26, 2026

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Ciclone deve provocar chuva forte e ventos de 100 km/h nos próximos dias, alerta meteorologista



Um ciclone extratropical deve se formar próximo à costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo no início da próxima semana e provocar chuva volumosa, ventos fortes e possibilidade de granizo em áreas do Sudeste. O alerta é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, que destaca que o sistema começa a se organizar já no domingo (24), após a passagem de uma baixa pressão pelo Brasil Central.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, o fenômeno pode provocar rajadas de vento de até 100 km/h, aumentando o risco de quedas de árvores, danos estruturais e transtornos no campo, especialmente em cafezais em fase de florada, mais sensíveis à queda de granizo.

“Esse ciclone vai se formar próximo ao litoral durante a segunda-feira e deve gerar chuva intensa, risco de alagamentos e deslizamentos, principalmente no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira”, explica o meteorologista.

Ciclone chega após novo período de chuva extrema no Nordeste

A formação do ciclone acontece justamente quando o Nordeste enfrenta volumes excepcionais de chuva provocados por uma frente fria que avançou pela região.

Nas últimas 24 horas:

  • Capim Grosso (BA) ultrapassou 100 mm;
  • Salvador registrou 80 mm em apenas uma hora, o equivalente a 75% da chuva de todo o mês de novembro.
  • Os temporais causaram alagamentos, deslizamentos e queda de árvores, segundo a Defesa Civil.

Apesar dos danos urbanos, o cenário de chuva é positivo para áreas produtoras do Nordeste e do Matopiba. “A umidade do solo melhorou bastante em partes da Bahia, Piauí e Maranhão. A chuva chegou onde o produtor precisava”, afirma Müller.

Com a formação do ciclone extratropical, o meteorologista prevê aumento significativo dos acumulados em áreas do Sudeste.

Regiões sob maior risco:

  • Litoral do Rio de Janeiro
  • Zona da Mata Mineira
  • Região Serrana do RJ
  • Leste de Minas Gerais
  • Sul do Espírito Santo

Principais impactos esperados

  • Ventos fortes entre 70 e 100 km/h
  • Enxurradas e alagamentos
  • Risco de deslizamentos de terra
  • Possibilidade de granizo, especialmente em MG

Interrupção de atividades agrícolas e danos a lavouras

“Os acumulados podem superar 100 mm em pouco tempo, e o granizo pode prejudicar culturas sensíveis, como café”, reforça Müller.

Sul e Centro-Oeste também sentem efeitos da instabilidade

Antes da atuação direta do ciclone, uma segunda frente fria deve organizar chuva no Sul e Centro-Oeste:

  • Mato Grosso pode registrar temporais no sábado, com ventos intensos.
  • São Paulo terá calor de 33°C na sexta, seguido de chuva generalizada no domingo.
  • O Rio Grande do Sul será a única área do país com tempo firme no domingo.
  • Nordeste segue com chuva forte até sábado; Salvador permanece em alerta

Enquanto isso, a frente fria que atua no Nordeste continua provocando instabilidade até sábado (23). Salvador permanece em alerta para acumulados que ainda podem ultrapassar 100 mm em 48 horas.

A partir de domingo, a tendência é de melhora gradual do tempo na capital baiana. Produtor deve redobrar atenção no campo

O meteorologista reforça que o período é crítico para produtores rurais:

  • Chuva volumosa pode atrasar plantio e colheita
  • Vento forte e granizo ameaçam áreas com culturas sensíveis
  • Estradas rurais podem ser afetadas, dificultando logística

“É uma semana que exige atenção redobrada, principalmente no Sudeste. Temos risco elevado para eventos severos”, afirma Müller.



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CNA destaca avanço do agro na discussão climática e aponta frustrações na COP30



A participação do agronegócio brasileiro na COP30 foi um dos pontos fortes da conferência, segundo Muni Lourenço, vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Comissão de Meio Ambiente da entidade. Em entrevista à COP TV do Agro desta sexta-feira (21), ele avaliou a presença do setor e os possíveis legados do encontro para o país.

Lourenço diz que o legado pode ser analisado em dois eixos: o que o agro deixa para a COP e o que a COP deixa para o agro.

Força do agro brasileiro na conferência

Para o dirigente, o agronegócio teve uma participação “contundente” e “robusta” na COP30. Ele destacou a atuação da AgriZone — a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa instalada na conferência — como peça central para apresentar dados científicos atualizados sobre a produção brasileira.

Lourenço citou a divulgação da nova edição do estudo de uso da terra da Embrapa Territorial, apresentada no primeiro dia da conferência. Segundo o levantamento, 65,6% do território nacional mantém cobertura vegetal nativa, e 29% dessa área está preservada dentro de propriedades privadas, o que reforça, afirmou, a contribuição direta dos produtores rurais.

Para ele, trazer a produção de alimentos ao centro das discussões foi um ganho importante da participação brasileira.

Expectativas não atendidas

Porém, o segundo eixo — o legado da COP para o agro — ainda não se concretizou. Neste sentido, o representante da CNA apontou dois pontos considerados fundamentais no posicionamento oficial da entidade, mas que não avançaram até o último dia de debates.

O primeiro é o financiamento climático, que enfrenta impasses entre países e, segundo ele, um travamento por parte das nações desenvolvidas, que teriam responsabilidade ampliada pelo Acordo de Paris.

O segundo ponto é a criação de um mandato específico para a agricultura tropical, proposta defendida pela CNA para que a produção em clima tropical seja tratada com métricas próprias. Lourenço afirmou que não há indicações de que esse mandato sairá de Belém.

Ele explicou que muitos parâmetros globais são baseados em modelos de agricultura de clima temperado, o que distorce a compreensão sobre a produção brasileira.

Cooperação internacional e papel do Brasil

Com a Turquia confirmada como sede da COP31, também localizada em região de agricultura tropical, Lourenço afirma que cresce o espaço para o Brasil compartilhar experiências. Durante a conferência, representantes de diversos países e organizações procuraram a CNA e a Embrapa para discutir cooperação internacional.

Além disso, o dirigente reforçou que o Brasil, mesmo sendo um país em desenvolvimento, é uma “potência agroambiental e energética” e parte da solução global para as mudanças climáticas. Também destacou o papel estratégico do país na segurança alimentar mundial.



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custo de produção de suínos aumenta 1,09% em outubro ante setembro



Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos distintos em outubro, segundo levantamento da Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa Suínos e Aves.

Enquanto a produção de suínos ficou 1,09% mais cara ante setembro, a de frangos de corte ficou 1,71% mais barata. Os dados consideram Santa Catarina e Paraná, maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte foi de R$ 4,55 em outubro, com o ICPFrango atingindo 352,48 pontos. No acumulado de 2025, a variação é negativa, de 4,90%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: 2,74%. “A ração, que representa 63,10% do custo total, baixou 3,01% no mês”, informou a Embrapa.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,35 em outubro, com o ICPSuíno chegando aos 363,01 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (2,23%). Em 12 meses, a variação é de 2,03%. “A ração, responsável por 70,72% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,28% no mês.”



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Pessoas precisam estar no centro das negociações, defende analista do Sebrae



Ao apresentar projetos que integram bioeconomia e produção sustentável, o Sebrae destacou na COP30 o potencial do Baixo Amazonas para gerar negócios sem desmatamento e defendeu que o agronegócio brasileiro precisa priorizar as pessoas por trás dos números.

Segundo o analista de competitividade do Sebrae, Joaci Medeiros, o agronegócio representa cerca de 25% do PIB brasileiro e mais de 50% das exportações do país. Mas, segundo ele, os números não contam toda a história. “A gente precisa inserir as pessoas nesses indicadores econômicos. Os números são importantes, mas as pessoas devem estar na pauta principal das negociações”, destacou.

Experiência sensorial

Na região do Baixo Amazonas, o Sebrae desenvolve um trabalho que envolve desde a bioeconomia e o agronegócio até a agricultura familiar e a produção de biojoias. “É um conjunto de ações que trouxemos para cá”, afirmou Medeiros.

O objetivo é mostrar que é possível manter a floresta em pé e, ao mesmo tempo, gerar negócios. Durante a participação na Agrizone, o Sebrae levou um viveiro florestal, um empreendimento atendido pela instituição no processo de regularização. O espaço apresenta mudas nativas como açaí, cumaru e andiroba, disponíveis para que os visitantes possam tocar, observar e conhecer de perto.

Além das sementes, o estande oferece uma imersão sensorial, permitindo que o público visualize diferentes fases do desenvolvimento das mudas e até mesmo áreas que remetem à floresta. “O visitante percebe a floresta dentro do nosso espaço”, explicou o analista.

O ambiente também conecta iniciativas de bioeconomia apoiadas pelo Sebrae, como o setor de madeira e móveis, reforçando o papel da instituição na promoção de empreendimentos sustentáveis na região.

COP30

Para Medeiros, a COP30 deixa um legado importante para o Brasil e para as próximas conferências do clima. O encontro em Belém marca um novo momento, no qual os países precisam apresentar, de forma concreta, o que estão fazendo em termos de agricultura sustentável e como pretendem alinhar produção e preservação.



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Brasil bate 2º maior volume da história e exportação dispara em outubro


A exportação brasileira de carne suína segue com forte desempenho, sendo fator-chave para o quadro enxuto da disponibilidade doméstica neste 2025, o que favorece a sustentação dos preços ao longo da cadeia. Em outubro, o Brasil exportou 140,722 mil toneladas (somando in natura e industrializado), registrando o segundo maior resultado da história, atrás apenas das 147,676 mil toneladas de setembro. A receita total do mês foi de US$ 340,531 milhões e o preço médio da tonelada ficou em US$ 2.419,89.

Um ponto que merece atenção é a queda no preço médio, que vem ocorrendo nos últimos meses após ter atingido o pico do ano entre junho e julho, quando superou ligeiramente os US$ 2.500.

Sem grande surpresa, as Filipinas foram o maior importador do mês, com 44,825 mil toneladas, correspondendo a 31,85% do total. Vale destacar que, desde setembro, o país passou a importar volumes mais expressivos do Brasil, saindo da faixa de 30/32 mil para 44/47 mil toneladas. Contudo, o preço médio pago pelo país asiático desacelerou: em agosto, US$ 2.463, e em outubro, US$ 2.353.

As expectativas seguem favoráveis em relação às Filipinas, considerando que o país ainda sofre com a peste suína africana e a demanda continua avançando.

Depois das Filipinas aparecem vários mercados com importação na casa das 10 mil toneladas. O Japão foi o segundo maior destino da carne suína brasileira em outubro, com 10,762 mil toneladas e participação de 7,65%, pagando em média US$ 3.396, maior preço entre os principais compradores.

Na terceira colocação apareceu o México, surpresa do mês, com 10,054 mil toneladas de carne suína congelada e participação de 7,14%. O preço médio da tonelada enviada para os mexicanos ficou em US$ 2.485.

A China apareceu na quarta colocação na lista de maiores importadores, com 10,036 mil toneladas e participação de 7,13%. O fato que chamou a atenção foi o preço médio da tonelada paga pelos chineses, que ficou em US$ 2.688, salto de US$ 300 em relação ao mês passado. De qualquer modo, vale destacar que a oferta de carne suína no interior da China continua elevada para a dinâmica atual, onde a confiança dos consumidores está abalada devido à desaceleração da atividade econômica, tanto que os futuros do suíno vivo listados em Dalian estão girando nas mínimas do ano.

O número de matrizes suínas na China continua acima do que o governo aponta como ideal para equilíbrio do mercado, ou seja, 40,350 milhões de cabeças contra 39 milhões de cabeças. Deste modo, a China tende a não ampliar o volume de compras ao longo dos próximos meses.

Com os dados de outubro, no consolidado dos dez primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 1,228 milhão de toneladas, aumento de 14,01% em relação às 1,077 milhão de toneladas registradas entre janeiro-outubro/24. Quanto à receita, o avanço no mesmo período foi de 22,62%, passando de US$ 2,442 bilhões para US$ 2,994 bilhões.

Entre janeiro e outubro/25, as Filipinas importaram 313,099 mil toneladas, crescimento de 63,32% na comparação com as 191,073 mil toneladas registradas em igual período do ano passado. Outro destaque é o Japão, que importou até outubro 95,277 mil toneladas, avanço de 26,07% em relação às 75,576 mil toneladas do mesmo período de 2024.

Como destaque negativo fica a China, com retração de 28,70%, passando de importação de 199,299 mil toneladas no acumulado janeiro-outubro/24 para 142,098 mil toneladas nos primeiros dez meses deste ano.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil faz ‘golaço’ com a Agrizone e reposiciona agro na pauta global, diz pesquisadora da Embrapa



A presença da Agrizone na COP30 marcou um divisor de águas para a imagem da agropecuária brasileira no debate climático internacional. A avaliação é da pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Maria Aragão, que destacou o papel do espaço em aproximar a produção de alimentos das discussões globais sobre preservação ambiental e justiça climática.

Segundo Aragão, a Agrizone ampliou temas que dificilmente teriam ganhado tanta visibilidade em um evento internacional sem a presença organizada do setor. “Vimos aqui inúmeros debates com indígenas, discussões sobre justiça racial e movimentos que talvez não estivessem tão fortemente presentes se não fosse a Agrizone. Colocamos a produção de alimentos e a preservação dentro da pauta global”, afirmou.

“A agropecuária brasileira é parte do problema, mas também parte da solução”

Para a pesquisadora, o espaço mostrou ao mundo a capacidade do agro brasileiro de contribuir para a redução de emissões, ao mesmo tempo em que reforçou a importância socioeconômica do setor.

“A Agrizone foi um marco. Nós fizemos um golaço ao colocar a agropecuária brasileira na pauta mundial sobre meio ambiente. O setor contribui com as emissões, mas tem grande potencial de ser também parte da solução”, disse.

Aragão destacou a apresentação do documento da Pecuária Brasileira Sustentável, que reúne princípios sobre nutrição, sustentabilidade e economia da cadeia da carne. “Falamos de segurança alimentar, do valor nutricional da carne, uma proteína de alto padrão biológico , mas também da importância socioeconômica da pecuária, que gera emprego, renda e pode reduzir emissões.”

Segundo ela, tecnologias já disponíveis permitem que a pecuária tenha um balanço positivo de carbono. “Mostramos o Protocolo de Baixo Carbono, evidenciando como a pecuária pode emitir menos e sequestrar mais carbono.”

Tecnologias existem; o desafio é fazer chegar ao produtor

A pesquisadora reforçou que o Brasil possui um vasto portfólio de soluções para tornar a pecuária mais eficiente, porém muitas ainda não chegam com força às propriedades rurais.

“Temos tecnologias disponíveis há muitos anos, mas às vezes falta levar esse conhecimento da academia e dos centros de pesquisa para os produtores. Não adianta desenvolver tecnologia que não chega na ponta”, destacou.

Entre as soluções citadas estão:

  • melhoramento genético de pastagens;
  • cultivares adaptadas a diferentes biomas;
  • genética animal aprimorada;
  • suplementação mineral;
  • manejo de parasitas, como carrapatos;

Solo saudável é peça-chave na pecuária de baixo carbono

Maria Aragão lembrou que o solo funciona como um ecossistema complexo e essencial para o equilíbrio ambiental. “Toda biomassa que vemos para cima existe também para baixo. Hoje incentivamos produtores a olhar a qualidade biológica do solo, porque a quantidade de microrganismos ali é enorme e há muitas técnicas para aumentar essa riqueza.”

Segundo ela, pastagens bem manejadas são fundamentais, especialmente diante do cenário de degradação no país. “No Brasil, temos cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. Por isso, a recuperação dessas áreas é urgente.”

A degradação gera uma série de impactos:

  • o solo passa a emitir carbono em vez de sequestrar;
  • o animal leva mais tempo para atingir o peso ideal, aumentando emissões;
  • a produtividade cai;
  • o solo perde qualidade, afetando todo o sistema.

O Programa Caminho Verde, citado por Aragão, atua justamente na reabilitação dessas áreas.

Produtividade, sustentabilidade e ciência integradas

Para a pesquisadora, o ponto central é mostrar que a agropecuária brasileira pode aumentar produção, melhorar o bem-estar animal e reduzir impactos ambientais ao mesmo tempo.

“A pecuária brasileira tem um potencial enorme para produzir mais carne com menos recursos, recuperar solos, melhorar pastagens e sequestrar carbono. Tecnologias existem, mas precisamos avançar para que cheguem a cada propriedade.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de café recua com oferta e tarifas, aponta análise


A semana foi marcada por forte oscilação nos preços internacionais do café, refletindo tensões comerciais e o avanço das colheitas em importantes origens produtoras, segundo informações que foram divulgadas pela StoneX. Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica recuou 3,1%, equivalente a 1185 pontos, e terminou cotado a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o robusta registrou queda ainda mais intensa, de 9,1%, fechando a USD 4.223 por tonelada.

A movimentação no robusta esteve ligada à combinação entre mudanças na política comercial e ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, fatores que ampliaram a pressão baixista ao longo dos últimos dias. A sensibilidade do mercado a qualquer sinal sobre oferta se manteve elevada, em meio à expectativa de entrada de novos volumes no circuito global.

No Brasil, o movimento externo encontrou eco no comportamento das cotações internas. Segundo indicador do Cepea, o arábica caiu 3,8% e encerrou a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta teve baixa de 6,6%, para R$ 1.316,18 por saca. A volatilidade refletiu tanto o ajuste às referências internacionais quanto a leitura dos agentes sobre a evolução da produção nacional. Com oferta crescente e incertezas na política comercial, operadores mantiveram postura cautelosa, aguardando sinais mais claros sobre o ritmo de chegada da safra vietnamita e o comportamento da produção brasileira nas próximas semanas.

“Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica encerrou a semana com queda de 3,1%, equivalente a 1185 pontos, fechando a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o Robusta registrou recuo mais acentuado, de 9,1%, terminando a USD 4.223 por tonelada. A pressão sobre o Robusta esteve relacionada tanto à política comercial quanto ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade. No mercado interno brasileiro, o indicador Cepea para o arábica caiu 3,8%, encerrando a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta recuou 6,6%, cotado a R$ 1.316,18 por saca”, escreveu.

 





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Tarifa sobre café solúvel contrasta com progresso da negociação, diz Abics



A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) disse, em comunicado nesta sexta-feira (21), lamentar que o café solúvel brasileiro tenha sido mantido na lista de produtos sujeitos à taxa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos em agosto deste ano.

Na quinta-feira (20), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a isenção da tarifa de 40% para produtos agrícolas do Brasil. “Celebramos a reversão das tarifas; as taxas sobre o café solúvel contrastam com o progresso geral nas negociações bilaterais e representam um desafio contínuo para o setor”, disse a Abics, em nota.

A associação destacou que celebra a reversão das tarifas para outras categorias agrícolas, mas a manutenção da tarifa sobre o café solúvel segue afetando o setor de forma “severa”.

“Os embarques de café solúvel do Brasil para os EUA sofreram uma redução de mais de 52% em volume desde agosto”, disse a Abics na nota.

Além disso, a entidade reforçou que as taxas inviabilizam a competitividade do produto brasileiro, favorecendo outras origens. “O mercado americano representa cerca de 20% do volume total das exportações brasileiras de solúvel, gerando receitas anuais de aproximadamente US$ 200 milhões. Agora, pela primeira vez, a Rússia assume a posição de principal destino do produto brasileiro.”

A Abics ainda chamou atenção para o risco iminente de que o café solúvel brasileiro seja permanentemente substituído por produtos de outros destinos nas prateleiras dos supermercados americanos. “Uma vez perdida essa fatia de mercado e a lealdade do consumidor, a recuperação futura será uma missão extremamente difícil, com perdas duradouras para toda a cadeia produtiva nacional”, afirmou.

A entidade disse que seguirá mobilizada para buscar a isenção completa do café solúvel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Motores remanufaturados ganham espaço com foco verde



“O Original Reman traz um conceito atual e necessário”


“O Original Reman traz um conceito atual e necessário"
“O Original Reman traz um conceito atual e necessário” – Foto: Pixxabay

A busca por soluções que ampliam a vida útil de equipamentos e reduzem o consumo de recursos impulsiona a adoção de práticas ligadas à economia circular. Entre essas alternativas está a remanufatura de motores oferecida pelo programa Original Reman, da FPT Industrial, disponibilizado pela Bamaq Máquinas em diferentes regiões do país.

A proposta devolve a performance de um motor novo a componentes já utilizados, com potencial de economia operacional próxima de 30% e contribuição direta para metas de menor impacto ambiental no setor de máquinas e energia. Técnicos da operação destacam que a iniciativa preserva desempenho e confiabilidade, atendendo atividades que não podem sofrer interrupções, em contexto de manutenção mais rápida e segura.

“O Original Reman traz um conceito atual e necessário: manter a performance e a confiabilidade do equipamento, reduzindo custos e impacto ambiental. Com essa solução, conseguimos atender clientes que não podem parar suas operações, com agilidade e segurança”, explica Eduardo Santos, engenheiro de aplicação da FPT na Bamaq Máquinas.

O processo inclui retirada do motor, desmontagem completa, análise detalhada, substituição de peças desgastadas por itens novos e remontagem com testes em bancada, mantendo padrão de fábrica. Há ainda a opção do Long Block, formato compacto indicado para manutenções planejadas que exigem agilidade.

A remanufatura reduz custos, evita descarte prematuro e diminui o consumo de matéria-prima e energia, fortalecendo ações alinhadas a compromissos globais de carbono zero e integrando distribuidores à oferta de alternativas sustentáveis com suporte técnico. “Essa abordagem está alinhada ao compromisso global da FPT Industrial de alcançar carbono zero até 2040, e reforça o papel de distribuidores, como a Bamaq, na conexão entre tecnologia e campo. Nosso foco é oferecer soluções sustentáveis, regionalizadas e com respaldo técnico”, ressalta o engenheiro.





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Presidente da COP30 pede consenso na reta final das negociações



O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçou nesta sexta-feira (21) que os países precisam construir consenso para avançar nas negociações climáticas na fase decisiva da conferência. Ao abrir a plenária informal no espaço oficial do evento, em Belém, o embaixador afirmou que a cooperação internacional é fundamental para destravar pontos sensíveis do texto final.

Corrêa do Lago disse que o processo multilateral exige acordos coletivos e ressaltou que a busca por convergência não deve ser encarada como disputa entre vencedores e vencidos. Segundo ele, o fortalecimento desse entendimento é essencial para manter a credibilidade das decisões adotadas no âmbito da Convenção do Clima.

Multilateralismo e conexão com a sociedade

Ao detalhar as prioridades da presidência brasileira, o embaixador afirmou que três metas estão próximas de ser cumpridas: reforçar o multilateralismo, aproximar o debate climático do cotidiano das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris. O tratado internacional, firmado em 2015, prevê metas de redução de gases de efeito estufa e o limite de aquecimento global de 1,5°C.

Corrêa do Lago também destacou o simbolismo de sediar a conferência em Belém. Para ele, realizar a COP no coração da Amazônia ajuda a evidenciar os desafios de conservação do bioma e a relação direta entre floresta e clima. O embaixador afirmou que a presença de delegações na região contribuiu para ampliar a compreensão sobre a importância da proteção das áreas naturais.

Incêndio e mensagem de solidariedade

Durante o discurso, o presidente da COP30 mencionou o incêndio que atingiu parte dos pavilhões do evento na quinta-feira (20). Ele reconheceu os prejuízos, mas afirmou que a resposta conjunta das equipes de segurança e dos participantes demonstrou espírito de colaboração.

Corrêa do Lago disse que essa reação rápida reforça a ideia de vulnerabilidade compartilhada e pode servir de inspiração para as tratativas finais da conferência. O embaixador agradeceu as manifestações de apoio recebidas após o incidente e afirmou que o episódio mostrou a capacidade de atuação conjunta diante de situações de risco.

A COP30 segue em Belém com expectativa de conclusão do texto final nos próximos dias, reunindo negociações sobre financiamento climático, mitigação e adaptação.



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