sexta-feira, março 20, 2026

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Agro puxa alta do PIB no terceiro trimestre com crescimento de 10,1% em relação a 2024



O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou estabilidade de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 frente ao segundo trimestre, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira. Apesar do desempenho moderado da economia como um todo, o setor agropecuário voltou a ser o principal destaque, sustentando o crescimento do país.

Agro cresce 0,4% no trimestre e dispara 10,1% na comparação anual

Pela ótica da produção, a Agropecuária apresentou alta de 0,4% ante o trimestre anterior, ritmo superior ao dos Serviços (0,1%) e atrás apenas da Indústria (0,8%).

Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço do agro foi ainda mais significativo: crescimento de 10,1%, impulsionado por ganhos de produtividade e expansão das principais culturas do trimestre. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) apontou aumentos expressivos em:

  • Milho: +23,5%
  • Laranja: +13,5%
  • Algodão: +10,6%
  • Trigo: +4,5%

A única queda relevante foi na cana-de-açúcar (-1,0%), cuja safra também tem peso na análise trimestral.

Exportações do agro contribuem para o PIB

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Entre os destaques, o agro aparece ao lado de veículos automotores, celulose e do segmento de petróleo e gás.

Agro impulsiona resultados acumulados

O desempenho robusto da produção rural tem sustentado o crescimento agregado da economia ao longo do ano. No acumulado de quatro trimestres terminados em setembro:

  • Agropecuária cresce 9,6%, muito acima da Indústria (1,8%) e dos Serviços (2,2%).
  • O PIB acumulado avança 2,7% frente aos quatro trimestres anteriores.

De janeiro a setembro, a agropecuária também lidera: alta de 11,6%, contra 1,7% da Indústria e 1,8% dos Serviços.

PIB chega a R$ 3,2 trilhões no trimestre

O PIB totalizou R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre de 2025. A taxa de investimento ficou em 17,3%, ligeiramente abaixo do nível de 2024 (17,4%), enquanto a taxa de poupança se manteve em 14,5%.

Embora o crescimento geral da economia tenha sido modesto, o setor agropecuário segue desempenhando papel central na expansão do PIB e no dinamismo das exportações brasileiras.



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Carne bovina: demandas interna e externa aquecidas



Com a entrada de dezembro, o mercado pecuário se volta ao pico de consumo doméstico, impulsionado pelas festividades e pelo 13º salário. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

No front externo, China e Estados Unidos dão sinais de demandas também firmes para este mês que se inicia. Para atender a essas vendas, pesquisadores explicam que parte dos frigoríficos já está com escalas adiantadas e com programação de férias coletivas nos últimos dias do mês. Outra parte das indústrias, no entanto, ainda precisa adquirir boa quantidade de animais e isso pode manter o mercado aquecido principalmente até meados da próxima semana.

Historicamente, conforme o centro de pesquisas, a primeira quinzena do mês costuma ser marcada por forte escoamento de carne no atacado e varejo, o que dá suporte aos preços também da arroba.

No entanto, é comum que, na segunda quinzena, haja uma redução no volume de negócios, paradas técnicas e recessos de final de ano nos frigoríficos. Mesmo assim, com a oferta de animais já ajustada e a exportação em ritmo recorde, os preços de toda a pecuária podem atravessar dezembro sustentados, sem pressão significativa de baixa.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre



A economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 2,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta trimestral de 0,1% é considerada pelo IBGE como estabilidade, ou seja, não significativa. No entanto o resultado representa a 17ª expansão trimestral seguida. De acordo com o instituto, o PIB chega a R$ 3,2 trilhões.

Setores

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a indústria apresentou o maior crescimento (0,8%), seguida pela agropecuária (0,4%). O desempenho dos serviços, que representam o maior peso no PIB, ficou praticamente estável 0,1%.

Observando o comportamento das atividades dentro dos serviços, os destaques foram:

  • Transporte, armazenagem e correio: + 2,7%
  • Informação e comunicação: +1,5%
  • Atividades imobiliárias: +0,8%

A analista das Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, explica que o desempenho da atividade de transportes é resultado do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária. No trimestre, o comércio, que também está no grupo de serviços, avançou 0,4%.

Na Indústria, houve alta nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e nas indústrias de transformação (0,3%). Já o segmento eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos recuou (-1,0%).

Pelo lado das despesas, o consumo das famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o consumo do governo avançou 1,3%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o aumento da capacidade produtiva de um país por meio de investimentos, subiu 0,9%.

O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.



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o Brasil está entrando em um ciclo perigoso de preços baixos


A redução de 3,04% no IC-Br divulgada pelo Banco Central não é um problema estatístico: é um aviso. O principal indicador de preços das commodities exportadas pelo Brasil mostra que a remuneração internacional está caindo justamente quando o custo interno está subindo.

Para um país que depende do agro, da mineração e da energia para gerar renda e superávit comercial, isso é perigoso. No agronegócio, o segmento mais sensível ao movimento, o índice agropecuário despencou 5,43% em novembro. É um recuo forte, que pega o produtor descapitalizado, endividado e enfrentando juros altos.

O alerta está dado.

A história nos ensina o caminho do prejuízo
Os ciclos de commodities sempre seguem a mesma lógica:

Quando os preços sobem, aumentam a renda, investimento e capacidade de pagamento.

Quando caem, os custos permanecem, as dívidas crescem e a margem some.

O comportamento das commodities segue um padrão recorrente observado há mais de 125 anos (analisados): ciclos de baixa comprimem margens, aumentam o peso do crédito e promovem uma transferência estrutural de renda do produtor para o sistema financeiro. O movimento recente do mercado sugere que esse mecanismo histórico pode estar sendo reativado.

A conta já não fecha, e se nada for feito, 2026 pode ser um ano de forte aperto.

Por que a queda do IC-Br preocupa agora
Diferente de anos anteriores, o produtor entra nessa fase com:

  • endividamento recorde,
  • inadimplência em alta,
  • Selic a 15%,
  • câmbio menos favorável,
  • mercado internacional desaquecido,
  • supersafras pressionando preços em dólar,
  • e custos internos ainda elevados.

É a combinação mais perigosa possível: preços caindo + crédito caro + renda comprimida.

Esse é o tipo de movimento que historicamente empurra produtores para renegociação de dívidas, venda de ativos e descapitalização generalizada.

Pode surgir uma crise de preços? Sim, e o risco é crescente
A queda do índice pode ser o início de um fenômeno maior, alimentado por:

  • Desaceleração global (China, Europa e EUA).
  • Alta oferta de alimentos e minerais no mundo.
  • Dólar fraco, que reduz a receita em reais.
  • Tensões geopolíticas e instabilidade comercial.
  • Incerteza fiscal no Brasil, que mantém juros nas alturas.

Nada disso é rápido de resolver. Por isso o IC-Br funciona como termômetro adiantado.
E ele está esfriando.

O que fazer agora para amenizar os efeitos, ações urgentes e práticas

  1. Para o produtor rural e exportador
    a) Travar preços enquanto há liquidez
    Usar mecanismos de hedge, barter e contratos antecipados para fixar margens antes que o ciclo se deteriore mais.

b) Reavaliar custos fixos e operacionais
Cortar despesas que não geram retorno imediato e renegociar contratos de insumos, frete e armazenagem.

c) Alongar e reestruturar dívidas enquanto ainda é possível
Antes do pico da crise, as instituições financeiras negociam melhor.
Depois, a taxa piora.

d) Priorizar fluxo de caixa em vez de expansão
Momento é de proteção, não de alavancagem.

e) Apostar em agregação de valor e processamento
Que transforma grão em proteína, fruto em polpa, leite em derivados…
…sofre menos com preços internacionais.

2- Para o setor público
a) Criar linhas emergenciais anticíclicas de crédito
Taxas abaixo da Selic, carência estendida e foco no custeio da nova safra.

b) Reforçar o seguro rural e ampliar subvenção
Menor dependência de renegociação e maior estabilidade de renda.

c) Estabelecer instrumentos de garantia de preços mínimos
Gatilhos automáticos para proteger pequenos e médios produtores.

d) Destravar logística e armazenagem
Quanto mais o Brasil depende de exportar na “janela”, mais vulnerável fica ao preço internacional.

e) Previsibilidade tributária
Evitar novos impostos sobre exportação, sobre LCAs ou sobre insumos.

  1. Para cooperativas e setor privado
    a) Criar programas coletivos de hedge
    Facilitam acesso para pequenos e médios produtores.

b) Ampliar serviços financeiros próprios
Cooperativas fortes reduzem a dependência dos grandes bancos.

c) Investir em marketing e nichos de exportação
Prêmios de qualidade geram proteção contra volatilidade.

Ainda dá tempo de evitar o pior
A queda do IC-Br é um aviso claro: está começando um novo ciclo de pressão sobre os preços. E como sempre aconteceu na história, se nenhum movimento for feito, quem paga a conta é o produtor rural, enquanto o sistema financeiro protege sua margem, ou seja, renda saindo do campo e indo para o sistema financeiro,

Mas, ao contrário de crises anteriores, hoje sabemos o que fazer:

  • proteger caixa,
  • travar preços,
  • reduzir risco financeiro,
  • e exigir políticas anticíclicas que não deixem o setor produtivo sozinho.

O Brasil não pode repetir a velha fórmula de “lucro na alta, prejuízo na baixa”.
É hora de agir, antes que a queda das commodities vire uma crise de renda no campo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Queda nas commodities agropecuárias puxa IC-Br para baixo em novembro



O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), medido em reais, registrou queda de 3,04% em novembro frente a outubro, segundo dados divulgados pela autarquia. O recuo foi influenciado principalmente pela forte baixa das commodities agropecuárias, que caíram 5,43% no período.

Enquanto o agro pressionou o indicador para baixo, outros grupos avançaram: as commodities metálicas subiram 1,29%, e o segmento de energia teve alta de 2,51%.

Agro pesa mais no indicador

O IC-Br acompanha mensalmente o comportamento de um conjunto de commodities relevantes para a inflação brasileira. O setor agropecuário tem o maior peso no índice, aproximadamente 67%, seguido por energia (17%) e metais (16%).

Desempenho em dólares

Em dólares, o índice agregado também recuou, mas de forma mais moderada: queda de 2,22% em novembro. Nesse cenário, houve recuo de 4,63% nas commodities agropecuárias, alta de 2,15% nas metálicas e queda de 3,35% no grupo de energia.

Acumulado do ano segue negativo

No acumulado de janeiro a novembro, o IC-Br em reais apresenta baixa de 13,22% e queda de 7,37% nos últimos 12 meses.

  • Agropecuárias: -18,11% no ano e -11,30% em 12 meses
  • Energia: -14,78% no ano e -11,82% em 12 meses
  • Metálicas: +9,27% no ano e +13,28% em 12 meses

O desempenho reforça a trajetória de preços mais baixos no mercado internacional de commodities agrícolas ao longo de 2024, enquanto metais mostram recuperação consistente.



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Calagem no início do período chuvoso é segura, afirma especialista



A dúvida do pecuarista Antonio Carlos Zuntini, do Norte de Mato Grosso, sobre a segurança de realizar a calagem no início do período chuvoso é pertinente.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, o produtor está totalmente em tempo de fazer a calagem na área de pastagem, mesmo com as chuvas já consolidadas na região.

A calagem é crucial para a saúde do pasto, pois o ideal é que o solo mantenha um pH entre 6,0 e 6,5, faixa onde a maioria dos nutrientes tem a sua absorção maximizada. A calagem neutraliza o alumínio e o hidrogênio em excesso, corrigindo a acidez do solo e melhorando o sistema radicular da planta.

Confira:

Importância da análise de solo

A decisão de fazer a calagem é sempre pautada pela análise de solo. Se o pH estiver abaixo de 6,0, a correção é recomendada. Embora a aplicação em superfície seja viável agora, Gracco ressalta que o método ideal é a calagem na reforma. Quando o produtor “reseta o solo”, é recomendado incorporar o calcário (até dobrar a dosagem) para levá-lo a 20-40 cm de profundidade, potencializando o resultado.

O principal benefício da calagem é a disponibilização de nutrientes que estavam indisponíveis para a planta devido à acidez do solo. Portanto, a ação agora garantirá que a pastagem da fazenda do produtor use o período de maior luz e calor de forma mais eficiente.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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por que a LDO 2026 se tornou decisiva para o PSR


O Brasil vive um ponto crítico na consolidação de uma política moderna de gestão de riscos agropecuários. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), principal instrumento para estabilização de renda e mitigação de perdas climáticas, nunca dispôs de proteção orçamentária estrutural. Desde sua criação, tem sido classificado como despesa discricionária, sujeito a contingenciamentos e à disputa constante por espaço fiscal no orçamento do Ministério da Agricultura, uma lógica incompatível com a necessidade de planejamento plurianual que caracteriza o seguro rural.

Essa condição impede o estabelecimento de uma política anticíclica robusta e perpetua o modelo reativo baseado em renegociações de dívidas, liberação de linhas emergenciais e outras medidas de caráter paliativo. Trata-se de um arranjo fiscalmente oneroso, ineficiente e incapaz de reduzir a volatilidade estrutural enfrentada pelo setor.

O impacto dessa instabilidade é evidente. Em 2021, o PSR permitiu a cobertura de 14 milhões de hectares. Com a retomada dos contingenciamentos a partir de 2023, a área segurada despencou para 2,5 milhões de hectares em 2025 — retração superior a 80% em período marcado pelo aumento da frequência e severidade de eventos climáticos extremos.

Esse recuo desloca novamente para o Estado — e, portanto, para a sociedade — o custo de parte das perdas, sem resolver os impactos recentes, por exemplo, no Rio Grande do Sul, onde produtores enfrentam erosão patrimonial, queda de capacidade produtiva e desestruturação socioeconômica. A recorrência desses episódios evidencia o limite das renegociações de dívidas como ferramenta de política agrícola.

O ideal seria a transformação do PSR em politica de Estado, classificando-o como despesa obrigatória, a exemplo do Proagro. No entanto, essa evolução institucional ainda não foi adotada pelo governo.

Diante disso, a LDO 2026 apresenta avanço relevante ao propor a inclusão do PSR no Anexo III, tornando-o não contingenciável. A medida amplia previsibilidade e cria condições para expansão contínua do seguro rural.

O processo, entretanto, depende de decisão política: mesmo aprovado, o texto pode sofrer veto presidencial. Para restaurá-lo, o Congresso precisa reunir 257 votos na Câmara e 41 no Senado, configurando maioria absoluta em sessão conjunta.

A definição da LDO 2026 indicará se o país avançará para uma política agrícola baseada em gestão de riscos ou se seguirá dependente do improviso. Um PSR estável e blindado é condição técnica para um futuro mais resiliente e sustentável no campo.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed


No morning call de desta quinta-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed e derrubaram o dólar global. Commodities subiram, com destaque para cobre e petróleo, e bolsas americanas avançaram.

No Brasil, o Ibovespa renovou recorde acima de 161 mil pontos e o dólar fechou no menor nível desde novembro. Hoje, atenção ao PIB do 3º trimestre, balança comercial e indicadores externos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Fenômeno climático leva temporais para três regiões do país



A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) tende a provocar temporais em estados de três regiões brasileiras nesta quinta-feira (4). Confira a previsão:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Tempo firme e com predomínio de sol no Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no Paraná. Somente no litoral catarinense e paranaense, além do litoral norte gaúcho, pode chover fraco, devido a circulação de umidade do oceano. As temperaturas vão seguir elevadas no interior dos três estados, principalmente no norte e noroeste paranaense, onde o calor é mais intenso.

Sudeste

A formação e o estabelecimento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantém o tempo instável em grande parte da região, favorecendo pancadas de chuva moderadas a fortes na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com risco de temporais. No norte, litoral e leste de São Paulo, além do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e metade sul de Minas, a presença de calor e umidade na atmosfera, além da influência marítima, mantém as instabilidades. Rajadas de vento moderadas a fortes podem ocorrer em toda a faixa costeira.

Centro-Oeste

A formação e o estabelecimento da ZCAS favorecem pancadas de chuva no centro-norte de Goiás, no Distrito Federal e em grande parte de Mato Grosso, com precipitações de moderada a forte intensidade e risco de temporais em algumas áreas. A presença de calor e umidade favorece instabilidades no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto no restante do estado o tempo segue mais firme. As temperaturas têm ligeira diminuição em Goiás, devido ao excesso de nebulosidade e à chuva mais frequente, enquanto nas demais áreas da região o calor segue predominando.

Nordeste

A chuva ganha força em parte da Bahia, devido ao estabelecimento da ZCAS, e pode chover forte na metade sul e oeste do estado. Na metade sul do Piauí e do Maranhão, ocorrem pancadas isoladas, mas que podem variar de moderadas a fortes devido à presença de calor e umidade. Nas demais áreas da região, o sol predomina entre poucas nuvens e o calor se faz presente.

Norte

Com o estabelecimento da ZCAS, o tempo segue instável, com pancadas de chuva em grande parte da região e risco de temporais no Amazonas, na metade sul e leste do Pará, além do Tocantins. No Acre, em Rondônia e em Roraima, as pancadas podem ser fortes, e não se descartam temporais isolados. No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo fica mais firme, com predomínio de sol. As temperaturas permanecem altas, com sensação de abafamento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa


Estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que usar a água de forma estratégica na irrigação do trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem perda de produtividade. O ponto de equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental encontrado pela pesquisa melhora o manejo do cereal em regiões tropicais em um cenário de mudanças climáticas.

Pense no solo como uma esponja gigante que guarda água para as plantas. Os cientistas descobriram que o momento perfeito para irrigar o trigo é quando essa esponja já usou 40% da água que tinha guardada.

Os pesquisadores testaram quatro estratégias de controle da irrigação, equivalentes a deixar o solo esgotar 20%, 40%, 60% e 80% da água disponível antes de irrigar novamente. O objetivo era encontrar o ponto de equilíbrio entre produtividade da lavoura, economia de água e impacto ambiental.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no artigo Sustainable irrigation management of winter wheat and effects on soil gas emissions (N2O and CH4) and enzymatic activity in the Brazilian savannah, publicado na revista Sustainability MDPI.

Após dois anos de experimentos, a equipe da Embrapa Cerrados concluiu que o momento ideal para irrigação do trigo ocorre quando as plantas utilizaram 40% da reserva da água do solo. “Esse é o ponto ideal, com resultado favorável entre produtividade e intensidade de emissão de gases de efeito estufa, alcançando o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global”, revela a pesquisadora Alexsandra Oliveira, uma das responsáveis pelo estudo. Esse potencial se refere às emissões de óxido nitroso (N2O) e metano (CH4).

Com a reposição da água após o uso de 40% da capacidade da água disponível (CAD) do solo, o trigo alcançou a maior produtividade – 6,8 toneladas por hectare, com o menor índice de emissão de óxido nitroso (em média, inferior a 3,0 kg por hectare), gás quase 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2).

Já o pico de emissão de óxido nitroso foi atingido quando a reposição de água foi feita após o uso de 60% da CAD (5,69 toneladas por hectare), resultando no maior Potencial de Aquecimento Global (PAG) —1.185,8 quilos de CO2 equivalente, (ver tabela abaixo). Em comparação, o tratamento de 40% emitiu quase metade GEEs (-41,3%), ao mesmo tempo em que registrou quase 20% a mais de produtividade.

“O que comprovamos com esse estudo é que um simples ajuste no momento da irrigação pode alterar radicalmente a emissão de gases de efeito estufa e seus efeitos sobre as mudanças climáticas”, justifica Oliveira.

A pesquisadora completa: “Quando o solo era irrigado tardiamente, com o esgotamento de 60% ou 80% da água do solo, as emissões aumentaram consideravelmente. No geral, manter uma umidade intermediária no solo, em torno de 40%, proporcionou o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental. Essa é uma estratégia climaticamente inteligente e eficiente em relação ao uso dos recursos naturais para a produção de trigo irrigado em sistemas tropicais”.

Segundo a pesquisa, os ciclos de reumidificação do solo são promotores de emissões de gases de efeito estufa. Ou seja, deixar o solo secar demais e depois irrigá-lo, causando grandes alterações em sua umidade, estimula a ação de microrganismos produtores desses gases.

Para entender o experimento, imagine que o solo é como uma caixa d’água subterrânea. Quando os cientistas falam em “depleção de 60%”, significa que essa caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água; irrigar de menos causa estresse nas plantas. Portanto, o segredo está em saber a hora certa de reabastecer.

“Quando a caixa d’água do solo fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, perdemos água e aumentamos as emissões de gases”, explica Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados e participante do estudo. Isso porque o reabastecimento intermitente estimula reações microbianas no solo, que geram especialmente óxido nitroso.

Os dados consolidados mostraram que é possível produzir a mesma quantidade de alimento com maior eficiência, considerando-se a relação emissão/produto. “Não se trata apenas de irrigar mais ou menos — e sim de irrigar com precisão. Esses achados mostram que é possível produzir trigo no Cerrado com alto rendimento e baixo impacto climático. Basta respeitar o limite do solo e saber o momento certo de irrigar. A agricultura tropical precisa trabalhar com precisão hídrica para ser produtiva e sustentável”, resume o pesquisador Jorge Antonini.

Portanto, manter a irrigação com o índice de uso da CAD em 40% é uma estratégia eficiente para os produtores do Cerrado: “Assim a produtividade se mantém alta, com quase 7 toneladas por hectare, e o impacto ambiental é o menor possível”, enfatiza.

Com as informações geradas pelo estudo, os produtores rurais podem aproveitar melhor a água da irrigação sem comprometer a rentabilidade da lavoura e com o mínimo impacto na condição climática do planeta.

Outra constatação importante foi quanto ao comportamento do metano (CH4). “Em vez de liberar esse gás, em condições ideais de irrigação, o solo do Cerrado atuou como um dreno, absorvendo metano da atmosfera, um achado em sistemas agrícolas irrigados”, ressalta Oliveira.

A explicação está nas características do solo tropical: boa drenagem, aeração e ausência de encharcamento. Essas condições favorecem a atuação de microrganismos que consomem metano, transformando um vilão climático em aliado.

O experimento foi realizado entre 2022 e 2024, na área da Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal. As parcelas foram plantadas em sistema de plantio direto, com sucessão soja-trigo. As cultivares usadas foram as BRS 4782 RR e BRS 264, respectivamente. O trigo plantado no inverno, após a colheita da soja, é uma combinação bastante adotada pelos produtores rurais da região.

“Para monitorar a umidade do solo em tempo real, foram instaladas sondas a 70 centímetros de profundidade, altura onde estão concentradas as raízes do trigo”, explica Artur Müller, também pesquisador e integrante da equipe.

Já para as emissões de gases de efeito estufa, foram usadas câmaras estáticas fechadas. Esse método é aceito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da produtividade e do óxido nitroso e metano, os cientistas analisaram a atividade enzimática do solo, como indicativo de sua saúde biológica. Os resultados não mostraram variações significativas em relação à atividade das enzimas, o que indica que pode não existir uma relação direta entre elas e o momento da irrigação do trigo em sucessão à soja.

Uma explicação possível, segundo Oliveira, pode ser a ausência de umidade em excesso, já que, no estudo, a irrigação apenas repôs a água até a capacidade de campo, sem excesso. Outro fator pode estar relacionado ao plantio direto, que mantém, na sucessão de cultivos, a palhada na lavoura, reduzindo a perda de umidade do solo.

O trigo irrigado do Cerrado ocupa mais de 30 mil hectares e é uma das apostas na expansão das lavouras para reduzir a dependência brasileira de importações. Esse estudo avaliou de forma inédita o sistema de trigo irrigado em sucessão, cultura estratégica para o Bioma e para uma intensificação agrícola sustentável nos trópicos. Seus resultados mostram que é possível alcançar o equilíbrio entre produtividade da cultura e a mitigação dos gases de efeito estufa, em especial do óxido nitroso.

“O estudo mostrou que a emissão de gases de efeito estufa é reduzida quando ajustamos o momento da irrigação, indicando um sistema de produção otimizado, que equilibra uso racional da água, ótimo rendimento da lavoura e baixo impacto ambiental. Com o nível de depleção de água no solo a 40%, o sistema converteu eficientemente insumos, como água e nitrogênio, em grãos de trigo, apontando para um manejo eficiente da irrigação”, esclarece Oliveira.

A partir desses resultados, a equipe planeja continuar os estudos com outros sistemas agrícolas que incluam milho, soja e café, para avaliar os efeitos de longo prazo da influência da irrigação na emissão de gases de efeito estufa. Com o avanço da mudança climática, os pesquisadores apostam no uso eficiente dos recursos naturais para tornar o País referência em agricultura de baixo carbono, conciliando segurança alimentar e conservação ambiental.

 





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