quarta-feira, março 18, 2026

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Preço da cesta básica de alimentos cai em 24 capitais, diz pesquisa


Cesta básica mercado
Foto: Ideme

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica caíram em 24 capitais brasileiras em novembro em relação ao mês anterior, conforme levantamento divulgado nesta terça (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“O Brasil está colhendo esse ano a maior safra agrícola da nossa história, com o consumidor indo ao supermercado com um produto mais barato de excelente qualidade”, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota divulgada pelo governo.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostrou que as maiores reduções foram nas seguintes cidades:

  • Macapá: -5,28%;
  • Porto Alegre: -4,10%;
  • Maceió: -3,51%;
  • Natal: -3,40%; e
  • Palmas: -3,28%

Por outro lado, houve elevações em Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%).

No mês passado, os menores valores médios registrados foram em:

  • Aracaju: R$ 538,10;
  • Maceió: R$ 571,47;
  • Natal: R$ 591,38;
  • João Pessoa: R$ 597,66; e
  • Salvador: R$ 598,19

Já o maior custo foi registrado em:

  • São Paulo: R$ 842,26;
  • Florianópolis: R$ 800,68;
  • Cuiabá: R$ 789,98;
  • Porto Alegre: R$ 789,77; e
  • Rio de Janeiro: R$ 783,96

Salário mínimo x cesta

Na cidade de São Paulo (SP), também é maior a porcentagem do salário mínimo líquido (59,91%) necessário para comprar uma cesta básica. É também maior na capital paulista o tempo de trabalho mensal para a aquisição do conjunto de alimentos (121 horas e 55 minutos).

De outra forma, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais barata (38,32% do salário mínimo) e há menor tempo de trabalho necessário para a compra dos alimentos (77 horas e 59 minutos).

Arroz, tomate e açúcar

As maiores variações negativas de preços entre outubro e novembro incluem produtos como o arroz agulhinha. No mês passado, esse alimento comum no hábito do brasileiro ficou, por exemplo, 10,27% mais barato em Brasília.

Outro produto que ficou mais em conta foi o tomate, em 26 capitais. Uma mostra disso é que o preço do alimento teve redução de 27,39% em Porto Alegre. Na avaliação dos pesquisadores, a maior oferta foi responsável por reduzir o preço no varejo.

Os valores médios do quilo do açúcar e do leite integral ficaram menores em 24 capitais. Para o açúcar, a queda no varejo ocorreu em função da redução de preços no mercado internacional, da maior oferta no período de safra e da menor demanda.

No caso do leite, o excesso de oferta no campo e a importação de derivados contribuíram para a redução dos preços no varejo. As quedas oscilaram entre -7,27%, em Porto Alegre, e -0,28%, em Rio Branco.

Cafezinho mais em conta

Outro produto que ficou mais barato, este em 20 cidades analisadas, foi o café em pó. Destacam-se as reduções em São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%).

Segundo avaliou o governo, a boa produtividade das lavouras e o lento processo de negociação das tarifas norte-americanas, somados aos altos preços praticados nos supermercados, tiveram relação com a diminuição nos preços.

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Preço do boi gordo mantém alta mesmo com pressão de compra em patamares mais baixos


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo passa a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares de preço mais baixos no Centro-Norte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse movimento acontece de forma mais destacada em Tocantins e em Rondônia, estados em que as escalas de abate estão mais confortáveis.

“Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás o mercado opera com poucas novidades, com a manutenção do padrão das negociações em grande parte das praças consultadas. A demanda permanece aquecida, com mercado interno em um ótimo momento de consumo, assim como exportações apresentando bom desempenho”, destaca.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 324,50 — ontem: R$ 322,33
  • Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,11
  • Minas Gerais: R$ 320,59 — R$ 317,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,09 — R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 302,04 — R$ 299,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta elevação em seus preços no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,25 por quilo, alta de R$ 0,25;
  • Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: segue a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4377 para venda e a R$ 5,4357 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4185 e a máxima de R$ 5,4952.

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Saiba como ficaram as cotações de soja em dia de relatório do USDA


grão de soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja operou praticamente zerado nesta terça-feira (9). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por ausência de ofertas e forte volatilidade entre Chicago e o câmbio.

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Segundo ele, o dólar chegou a subir forte e depois cedeu um pouco, enquanto a soja manteve movimento de queda. Silveira acrescenta que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe alterações para o quadro americano, e os prêmios subiram, segurando um pouco Chicago.

O comportamento geral foi de movimentos mistos, com algumas praças registrando indicações ligeiramente melhores, como no caso do Paraná, mas voltadas ao mercado interno, porém sem volume expressivo, mantendo a comercialização travada.

No mercado físico:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 121,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 130,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,00

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira (9) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar números sem novidades, o mercado se consolidou em território negativo, pressionado também pelas incertezas sobre as compras chinesas e pela situação favorável das lavouras na América do Sul.

O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre. Não houve alterações sobre as estimativas de novembro.

Já os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, repetindo a estimativa anterior, enquanto o mercado apostava em 309 milhões de bushels. O USDA também manteve o esmagamento em 2,555 bilhões de bushels e as exportações em 1,635 bilhão.

Para a temporada 2024/25, os estoques de passagem estão projetados em 316 milhões de bushels, com exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.

Safra mundial USDA

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas, e 427,15 milhões de toneladas para 2024/25. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 122,37 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 122,8 milhões, enquanto para 2024/25 foram estimados em 123,24 milhões, contra expectativa de 123,4 milhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,87 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,98 1/4 por bushel, com retração de 7,50 centavos de dólar ou 0,67%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5,00 ou 1,63% a US$ 301,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,02 centavos de dólar, com perda de 0,16 centavo ou 0,31%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4377 para venda e a R$ 5,4357 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4185 e a máxima de R$ 5,4952.

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Ano de 2025 deve ser o segundo mais quente da história, aponta relatório


onda de calor, altas temperaturas
Foto: Motion Array

O ano de 2025 já aparece empatado com 2023 como o segundo mais quente já registrado, segundo novos dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. Segundo o meteorologista, Arthur Müller, o cenário atual reforça a tendência de aquecimento global contínuo e o aumento de eventos extremos ao redor do mundo.

De acordo com Müller, as medições de temperatura ano a ano, desde a década de 1970, mostram uma curva que oscila, mas segue sempre em direção ao aquecimento.

“Lembrando que em 2024 a gente rompeu a barreira do 1,5 °C e estamos bem perto de manter mais um ano perto de 1,5 °C”, afirma o meteorologista. Agora, 2025 segue no mesmo patamar, com novembro e dezembro projetando anomalias acima dessa linha crítica.

Picos de calor

Apesar de produtores brasileiros perceberem um ano aparentemente “mais tranquilo” em relação às ondas de calor, os novos dados mostram que isso se explica pela atuação da La Niña.

De acordo com Müller, mapas indicam que a América do Sul ficou próxima da média histórica, mas outras regiões do planeta enfrentaram picos extremos. Estados Unidos, Ásia e Europa registraram áreas com até 4°C ou 5°C acima da média.

“A distribuição do calor não é homogênea. Quando olhamos a média global, chegamos ao 1,5°C, mas em algum ponto do planeta esse calor explode em extremos”, destacou Müller.

O meteorologista aponta que, após o retorno da neutralidade ao longo de 2025, há possibilidade de que um novo El Niño se forme na primavera do ano que vem. O fenômeno pode trazer novamente os mesmos impactos severos de 2023 e 2024, como temperaturas elevadas e ondas de calor persistentes.

Tragédia na Ásia e impacto das mudanças climáticas

Além do calor global, Müller também analisou as enchentes que devastaram países do Sul e Sudeste Asiático nos últimos dias. A tragédia já soma mais de 2.300 mortos e cerca de 22 milhões de pessoas afetadas por chuvas extremamente volumosas.

Segundo o meteorologista, o evento está diretamente relacionado ao aquecimento global, que não cria fenômenos novos, mas intensifica aqueles que já existem. Na região da Indonésia, três tempestades tropicais atuaram simultaneamente, algo considerado raro.

“No Vietnã choveu 1.700 mm em 24 horas, é o segundo maior volume já registrado. Lembrando que se pensarmos na Amazônia, durante o período chuvoso de dezembro até meados de maio, é isso que chove”, explica.

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Aumento de casos de raiva bovina geram alerta em Goiás


raiva, morcego, bovino
Foto: Divulgação

O Sistema Faeg/Senar/Ifag reforça o estado de atenção após a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmar, no último sábado (6), um caso de raiva bovina em uma propriedade rural de Turvelândia, em Goiás.

Além do foco positivo, outros dez bovinos da mesma propriedade apresentam suspeita de infecção.

O analista de mercado do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e médico veterinário, Marcelo Penha, explica que os registros mostram que a doença continua ativa e exige atenção constante.

“Os recentes casos de raiva bovina, confirmados em diferentes regiões de Goiás, incluindo o município de Turvelândia, acendem um sinal de alerta para os produtores, médicos-veterinários e autoridades. Nas últimas semanas, tivemos casos em Turvelândia, em Carmo do Rio Verde, Silvânia e outras regiões onde se encontram morcegos hematófagos.”

Segundo o médico veterinário, a raiva é causada por um vírus transmitido principalmente pelo morcego hematófago Desmodus rotundus.

Aumento de casos

Nos casos recentes, vários bovinos apresentaram sinais clínicos compatíveis com a doença. “Foram identificados vários bovinos com sintomas neurológicos como incoordenação, baba, o animal deita e depois vem a óbito. A raiva é uma doença sem cura e, uma vez que os sinais clínicos aparecem, o animal invariavelmente evolui para o óbito”, relata.

De acordo com a Agrodefesa, o laboratório confirmou a raiva após análises de amostras coletadas do bovino que apresentou sintomas neurológicos e morreu pouco depois.

A falta de comunicação imediata impediu investigações de mortes anteriores na propriedade rural, situação que reforça a necessidade de notificação rápida sempre que houver suspeita.

Marcelo Penha orienta que pessoas que lidam com animais suspeitos devem ter cautela.

“Toda vez que for trabalhar com animais com esses sintomas, é importante ter cuidado, principalmente com a baba do animal. Não mexer na boca, usar luvas, máscara e buscar pessoas capacitadas para identificar a doença.”

O analista também comenta possíveis fatores que contribuíram para o aumento dos casos: expansão de abrigos de morcegos hematófagos, especialmente aos períodos de seca, que favorecem seu deslocamento, além da época de início das águas, outro aspecto que provoca mudanças no hábito do animal.

Alerta para o mercado

Ele alerta ainda para a necessidade de vacinação obrigatória nas áreas afetadas. Para os agentes sanitários, a confirmação da doença e a identificação geográfica dos focos são essenciais para seu controle.

Penha destaca a importância do monitoramento nas propriedades. “É fundamental observar onde esses morcegos estão, se há cavernas ou abrigos na propriedade ou próximos das cidades, e conversar sempre com os agentes sanitários sobre locais mais atingidos.”

Por fim, o analista de mercado comenta sobre os impactos na cadeia produtiva.

“Um surto confirmado gera preocupação no mercado, principalmente pela possibilidade de redução de oferta em algumas regiões e pelo aumento nos custos de manejo e vacinação. Quanto mais rápida for a notificação, menor o impacto sobre o rebanho e a atividade pecuária”, informa.

Ações recomendadas

  • Vacinar imediatamente todo o rebanho em propriedades com suspeita ou casos confirmados;
  • Reforçar a vacinação em propriedades vizinhas em um raio de até 10 km;
  • Observar sinais clínicos, como isolamento, andar cambaleante, salivação excessiva, tremores e paralisia;
  • Evitar manipular animais doentes sem equipamentos de proteção;
  • Notificar a Agrodefesa imediatamente qualquer morte súbita ou sintomas suspeitos;
  • Monitorar abrigos de morcegos hematófagos, transmissores do vírus causador da raiva.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Exportações: custo do transporte e ineficiência dos portos são os maiores gargalos


Foto: Divulgação/Faeb

Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que dificuldades relacionadas à logística e infraestrutura representam os maiores obstáculos às exportações brasileiras.

Conforme a pesquisa, que apontou os principais desafios à competitividade dos produtos brasileiros no exterior, mais da metade dos exportadores (58,2%) vê no custo do transporte internacional o entrave de maior impacto nas exportações. Na sequência, aparece a ineficiência dos portos para manuseio e embarque de cargas, citada por 48,5% dos participantes da pesquisa.

Também são citadas, entre os principais problemas, as limitações de rotas de navegação marítima, de espaço ou de contêineres (47,7%) e as elevadas tarifas cobradas pelos portos (46,2%). No rol de obstáculos, entra ainda a volatilidade da taxa de câmbio, apontada por 41,8% dos exportadores.

“O Brasil não pode perder tempo. Precisamos eliminar gargalos internos com ação coordenada entre governo e setor privado. As reformas devem contemplar tanto a melhoria da competitividade quanto a ampliação do acesso a mercados”, comenta o presidente da CNI, Ricardo Alban, no material de divulgação da pesquisa, que é feita desde 2002.

Na edição anterior, divulgada em 2022, o custo do transporte internacional já tinha sido o maior entrave apontado. Contudo, a ineficiência dos portos, agora apontado como o segundo maior gargalo, aparecia apenas na 14ª posição na pesquisa de três anos atrás.

Custo do transporte doméstico e acordos comerciais

A pesquisa mostra uma melhora, considerada pontual, na percepção sobre o custo do transporte doméstico. Mas, por outro lado, os empresários apontaram piora dos entraves logísticos e institucionais, incluindo a ineficiência dos portos, além de queixa, de 38,8% dos exportadores, sobre os juros altos cobrados pelos bancos no financiamento da produção e da exportação.

A pesquisa mostra ainda que a ausência de acordos comerciais é o maior problema quando se trata de acesso a mercados externos, citado por um a cada quatro empresários (25,8%).

Em relação a questões tributárias, praticamente um a cada três entrevistados citou como crítica a alta tributação na importação de serviços utilizados para exportações. Outros entraves incluem a complexidade dos regimes especiais e as dificuldades para ressarcimento de créditos tributários.

A pesquisa contou com dados fornecidos por 392 empresas exportadoras. Elas indicaram qual foi o impacto de diversos entraves nos seus respectivos processos de exportação nos últimos dois anos.

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Grãos em alta: soja e milho competem por espaço nos portos


soja e milho
Fotos: Pixabay

As exportações de soja e milho aquecem a disputa por espaço nos portos brasileiros neste fim de ano. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionados principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas. O tema foi destaque no quadro Agroexport desta terça-feira (9).

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Soja e milho são os dois principais produtos da balança comercial brasileira em volume, em safras passadas, já houve momentos em que o Brasil exportou cerca de 150 milhões de toneladas de soja e milho juntos, o equivalente a metade da safra nacional.

Reprodução Canal Rural

Analisando a série histórica dos últimos cinco anos, o recorde foi em 2023, com quase 102 milhões de toneladas de soja e 56 milhões de toneladas de milho, totalizando cerca de 158 milhões de toneladas exportadas.

Números de 2024

Em 2024, devido a questões de oferta e clima, as exportações foram racionalizadas: a soja registrou quase 99 milhões de toneladas e o milho cerca de 40 milhões, somando 138,5 milhões de toneladas.

Em relação a 2025, o volume já superou o total do ano anterior, com 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de milho exportadas de janeiro a novembro, totalizando 142,3 milhões de toneladas.

Disputa entre soja e milho

A disputa nos portos brasileiros é reflexo da safra recorde de soja e milho. O desafio não está nos preços, que permanecem estáveis no mercado internacional, mas no volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26. A combinação de safra histórica e demanda elevada gera intensa pressão logística nos terminais portuários, especialmente entre dezembro e janeiro.

Projeção para 2025

As projeções indicam que o Brasil deve fechar 2025 com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. O milho, por sua vez, deve superar o desempenho de 2024, atingindo entre 40 e 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões no ano anterior.

As exportações de soja e milho no Brasil têm registrado números expressivos neste fim de ano, intensificando a disputa por espaço nos portos do país. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionado principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas.

A soma das exportações de soja e milho já superou o volume total de 2024. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas cerca de 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de toneladas de milho, totalizando 142,3 milhões de toneladas, acima dos 138,5 milhões de toneladas registrados durante todo o ano de 2024.

“A disputa nos portos é intensa porque estamos lidando com uma safra recorde tanto de soja quanto de milho”, explica Ferreira. “Não se trata de preços — que continuam estáveis no mercado internacional —, mas do volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26.”

O especialista estima que, ao final de 2025, o Brasil deve fechar o ano com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. Já o milho deve superar o desempenho de 2024, chegando a cerca de 40 a 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões do ano passado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de café do Brasil totaliza 36,9 milhões de sacas


Segundo o mais recente relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 3,582 milhões de sacas de 60 kg do produto em novembro, volume que representa queda de 26,7% em relação aos 4,889 milhões aferidos no mesmo mês em 2024. Em receita cambial, contudo, registra-se um incremento de 8,9% no mesmo intervalo comparativo, com os rendimentos saltando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão.

 

Com essa performance, o Brasil chega à exportação de 17,435 milhões de sacas nos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o que gerou ingressos de US$ 6,723 bilhões. Na comparação com o intervalo entre julho e novembro de 2024, registra-se declínio de 21,7% em volume, mas crescimento de 11,6% em receita.

 

ANO CIVIL

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 36,868 milhões de sacas de todos os tipos de café, montante que implica queda de 21% frente aos 46,658 milhões de sacas em idêntico período do ano passado. A receita cambial, entretanto, cresce 25,3% no mesmo intervalo comparativo, avançando de US$ 11,377 bilhões para os atuais US$ 14,253 bilhões.

 

“A maior entrada de dólares com os embarques de café do Brasil em novembro, na safra e no acumulado de 2025 reflete as cotações mais elevadas no mercado, com preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos antecedentes. Já o recuo no volume era esperado após números recordes em 2024 e menor disponibilidade do produto neste ano”, analisa o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

Ele completa que o impacto gerado pelos quase quatro meses de tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre a importação dos cafés do Brasil e a dificuldade para embarcar devido à defasagem da infraestrutura portuária no país foram fatores que também afetaram o desempenho do setor.

 

De agosto a novembro deste ano, período de vigência das taxas impostas pelos EUA — 6 de agosto a 21 de novembro, com retroatividade ao dia 13 —, as exportações dos cafés brasileiros aos norte-americanos despencaram 54,9% na comparação com os mesmos quatro meses de 2024, saindo de 2,917 milhões de sacas para 1,315 milhão de sacas.

 

“Após a retirada do tarifaço sobre os cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído, observamos a retomada dos negócios entre Brasil e EUA, o que implica que deveremos observar melhoras nos números a partir deste mês de dezembro. Contudo, é preciso recordar que o café solúvel, que representa 10% de nossas exportações aos americanos, ainda segue tarifado em 50%, por isso continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento da taxação”, comenta Ferreira.

 

Já a defasagem na infraestrutura dos portos brasileiros e os gargalos logísticos seguem gerando prejuízos milionários aos exportadores de café. De acordo com o levantamento mais recente realizado pelo Cecafé, os associados da entidade tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, somente em outubro de 2025, devido à impossibilidade de embarque de 2.065 contêineres — 681.590 sacas – do produto.

 

Isso se deu porque 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Conselho.

 

Somente no Porto de Santos, principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior, com representatividade de 79% dos embarques no acumulado do ano, o índice de atraso ou alteração de escalas de navios foi de 73% no mês retrasado, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres, sendo registrado tempo de espera de até 61 dias.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

Apesar do declínio motivado pela taxação, os Estados Unidos permanecem como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado de janeiro ao fim de novembro de 2025, com a importação de 5,042 milhões de sacas, aferindo queda de 32,2% na comparação com os 11 primeiros meses de 2024. Esse volume corresponde a 13,7% dos embarques totais no agregado deste ano.

 

Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil até novembro, aparecem Alemanha, com a importação de 5,003 milhões de sacas e queda de 31% em relação ao mesmo período do ano passado; Itália, com 2,912 milhões de sacas (-21,7%); Japão, com 2,413 milhões de sacas (+17,5%); e Bélgica, com 2,146 milhões de sacas (-47,5%).

 

TIPOS DE CAFÉ

Nos primeiros 11 meses de 2025, o café arábica permanece como a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 29,630 milhões de sacas ao exterior. Esse volume equivale a 80,4% do total, ainda que signifique queda de 13,1% em relação a idêntico intervalo antecedente.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,773 milhões de sacas (10,2% do total), seguida pelo segmento do café solúvel, com 3,411 milhões de sacas (9,3%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 53.832 sacas (0,1%).

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis, qualidade superior ou especiais respondem por 19,6% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2025, com a remessa de 7,221 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 11% inferior ao registrado no acumulado dos mesmos 11 meses do ano passado.

 

A um preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 3,122 bilhões, o que corresponde a 21,9% do total obtido com os embarques de janeiro a novembro deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 42,9% superior.

 

Os EUA lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 1,192 milhão de sacas no acumulado de 2025, o equivalente a 16,5% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,111 milhão de sacas e representatividade de 15,4%; Bélgica, com 729.675 sacas (10,1%); Holanda (Países Baixos), com 691.008 sacas (9,6%); e Itália, com 416.948 sacas (5,8%).

 

PORTOS

Apesar da infraestrutura defasada e a consequente geração de prejuízos aos exportadores com o não embarque de contêineres estufados em seus pátios, o Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o envio de 29,056 milhões de sacas ao exterior e representatividade de 78,8% nos 11 primeiros meses do ano.

 

Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 17,5% ao exportar 6,469 milhões de sacas, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 343.974 sacas e tem representatividade de 0,9%.

 





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Exportações de café do Brasil caem 26,7% em novembro, mas receita sobe 8,9%, aponta Cecafé


café Brasil agro brasileiro
Foto: Pixabay

O Brasil exportou 3,582 milhões de sacas de café em novembro de 2025, uma queda de 26,7% em relação às 4,889 milhões registradas no mesmo mês de 2024. Apesar do recuo no volume, a receita cambial aumentou 8,9%, passando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão, segundo o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Safra 2025/26 soma 17,4 milhões de sacas exportadas

Entre julho e novembro, que correspondem aos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o Brasil embarcou 17,435 milhões de sacas, queda de 21,7% ante o mesmo período de 2024. A receita, contudo, cresceu 11,6%, chegando a US$ 6,723 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações somaram 36,868 milhões de sacas, retração de 21% frente às 46,658 milhões do ano passado. A receita cambial, por outro lado, subiu 25,3%, saltando para US$ 14,253 bilhões.

“A maior entrada de dólares reflete preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos de 2024. Já o recuo no volume era esperado após os números recordes do ano passado e menor disponibilidade de produto.”, explica o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira

Impacto do tarifaço

Ferreira destaca ainda que dois fatores prejudicaram o desempenho das exportações: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos entre 6 de agosto e 21 de novembro (com retroatividade a 13 de agosto) e os gargalos logísticos e portuários no Brasil.

Durante os quatro meses de vigência das tarifas, os embarques brasileiros aos EUA despencaram 54,9%, caindo de 2,917 milhões para 1,315 milhão de sacas.

Com a retirada do tarifaço, exceto para o café solúvel, que segue com taxação de 50%, Ferreira prevê melhora nos próximos relatórios:

“O café solúvel responde por 10% das nossas exportações aos americanos. Continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento.”

Prejuízo logístico

A falta de regularidade nos portos brasileiros segue trazendo prejuízos aos exportadores. Em outubro, segundo o Cecafé, os associados acumularam R$ 8,719 milhões em custos extras com armazenagem, pré-stacking e detentions devido à impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas.

De acordo com a entidade, 52% dos navios previstos para os principais portos do país sofreram atrasos ou alterações de escala. No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques nacionais, o quadro foi ainda mais grave: 73% dos navios apresentaram alterações, com espera de até 61 dias.

Principais destinos do café brasileiro

Entre janeiro e novembro, mesmo com o efeito das tarifas, os Estados Unidos seguem como principal comprador do café brasileiro:

  • EUA: 5,042 milhões de sacas (-32,2%)
  • Alemanha: 5,003 milhões (-31%)
  • Itália: 2,912 milhões (-21,7%)
  • Japão: 2,413 milhões (+17,5%)
  • Bélgica: 2,146 milhões (-47,5%)

Arábica segue dominante; solúvel perde ritmo

Nos 11 primeiros meses do ano:

  • Arábica: 29,630 milhões de sacas (80,4% das exportações, -13,1%)
  • Canéfora (conilon + robusta): 3,773 milhões (10,2%)
  • Café solúvel: 3,411 milhões (9,3%)
  • Torrado e moído: 53.832 sacas (0,1%)
  • Cafés diferenciados representam 19,6% dos embarques

O Brasil exportou 7,221 milhões de sacas de cafés diferenciados entre janeiro e novembro, queda de 11%. Com preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita saltou para US$ 3,122 bilhões, alta de 42,9% em relação ao período anterior.

Principais compradores de cafés diferenciados:

  • EUA: 1,192 milhão de sacas (16,5%)
  • Alemanha: 1,111 milhão (15,4%)
  • Bélgica: 729.675 sacas (10,1%)
  • Holanda: 691.008 sacas (9,6%)
  • Itália: 416.948 sacas (5,8%)

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Preço do frete volta a aumentar após 3 meses consecutivos de queda


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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou alta de 1,11% em novembro na comparação com o mês anterior, mostra a última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados da plataforma Repom, divulgada nesta terça-feira (9).

Os dados mostram que o valor médio nacional passou de R$ 7,23 em outubro para R$ 7,31 no último mês, interrompendo, assim, uma sequência de três meses em queda.

O movimento de alta é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas que voltaram a pressionar os custos do transporte. O preço do diesel, principal insumo do setor, apresentou um discreto avanço no mês.

De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 ficou 0,16% mais caro em novembro, atingindo média de R$ 6,22, enquanto o diesel comum manteve o valor de R$ 6,19 registrado em outubro. “Mesmo discretas, essas variações costumam repercutir rapidamente na formação do frete”, destaca a análise.

Influência da Selic

Outro fator que contribuiu para a alta foi o ambiente macroeconômico, mostra o Índice. A taxa básica de juros (Selic) permanece no maior patamar em 19 anos, o que encarece o acesso a crédito, aumenta os custos financeiros da operação e diminui a margem de manobra das transportadoras.

“No agronegócio, a estratégia adotada por parte dos produtores de reter estoques de soja para comercialização no segundo semestre incrementou o volume de cargas em circulação, sustentando a demanda por fretes e pressionando preços em algumas rotas”, diz a Edenred Repom.

Segundo a análise, o período da Black Friday também exerceu influência sobre o mercado. A data, marcada por forte movimento no varejo, acelerou a demanda por fretes em algumas indústrias, especialmente no setor de bens de consumo e eletroeletrônicos, contribuindo para o aumento do volume de cargas e pressionando os preços em determinadas rotas.

Apesar da variação positiva no mês, o cenário segue de relativa estabilidade para o fim do ano, com ajustes pontuais.

“A alta do frete por quilômetro rodado observada em novembro é resultado de fatores conjunturais, como o leve aumento do diesel e a dinâmica do agronegócio neste período. Ainda assim, o mercado permanece equilibrado, sem grandes saltos de demanda ou custos. A expectativa é de estabilidade na virada para 2026”, analisa Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.

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