As previsões meteorológicas indicam uma semana marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com a atuação de uma nova frente fria e a formação de um corredor de umidade sobre a porção central do país. De acordo com informações do Meteored, “ao longo desta semana, chuvas se espalham pela porção central do país”, com possibilidade de mudança no padrão do tempo na semana do Natal.
Entre segunda-feira (15) e terça-feira (16), a frente fria avança pelo território nacional e provoca chuvas intensas e tempestades em praticamente todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o Meteored, o sistema traz “riscos de grandes transtornos para a população”, incluindo alagamentos, transbordamentos de rios, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de danos a plantações e queda de árvores.
Após a passagem inicial da frente fria, o sistema atmosférico deve organizar um corredor de umidade sobre o Brasil central, favorecendo a ocorrência de chuvas frequentes e volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso devem concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem se aproximar de 200 milímetros em diversos municípios ao longo da semana.
Para a semana seguinte, que inclui o período do Natal, os modelos indicam uma reorganização da circulação de ventos e umidade. A faixa de precipitação tende a se deslocar para a região Sul, associada à formação de um rio atmosférico que se estende desde o Sul da Amazônia, passando pelo Centro-Oeste e países vizinhos, até alcançar Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Com essa mudança, áreas que devem registrar volumes elevados de chuva nesta semana, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes de Goiás e São Paulo, passam a ter previsão de tempo mais firme e redução das precipitações durante a semana do Natal.
Apesar das chuvas, não há indicação de queda generalizada nas temperaturas. Conforme aponta o Meteored, os termômetros devem permanecer dentro ou acima da média em grande parte do país. A exceção ocorre em áreas do centro do Brasil, especialmente no Mato Grosso, onde a maior nebulosidade e as chuvas podem manter as temperaturas ligeiramente abaixo da média, sem provocar sensação de frio intenso.
O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, assina, nesta quinta-feira (18), às 10h, o contrato que viabiliza a implantação do repositório brasileiro de antígenos da febre aftosa.
A iniciativa tem como objetivo permitir que o país se antecipe aos desafios sanitários, com disponibilidade imediata de antígenos e vacinas de emergência.
“Com a assinatura do contrato, o Brasil reafirma seu compromisso com a sanidade animal e a segurança alimentar, fortalecendo a confiança internacional nos produtos pecuários brasileiros”, destaca a pasta, em nota.
Segundo o Ministério, o projeto é resultado de anos de trabalho e dedicação de técnicos, pesquisadores e servidores públicos do Mapa em parceria com outras instituições.
Serviço
Lançamento do repositório brasileiro de antígenos de febre aftosa Data: 18 de dezembro Horário: 10h Local: Auditório Moacir Micheletto, sede do Ministério da Agricultura e Pecuária – Esplanada dos Ministérios, Bloco D.
A atuação de uma nova frente fria e um corredor de umidade vindo do Norte do Brasil vão aumentar os riscos de tempestades, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo na Região Sudeste do país entre terça e quarta-feira.
A atuação conjunta de uma nova frente fria próximo à costa da Região Sudeste com um corredor de umidade vindo da região Amazônica vão reforçar as condições para chuvas intensas, tempestades, descargas elétricas (raios), rajadas de vento e até possível queda de granizo no Sudeste do país entre a terça-feira (16) e a quarta-feira (17).
Em ambos os dias, essas condições do tempo trazem riscos de transtornos à população, como alagamentos, enxurradas, destelhamentos e quedas de energia.
Não são esperados acumulados expressivos de chuva de forma generalizada, porém, por se tratarem de temporais isolados, recomenda-se bastante atenção em áreas mais vulneráveis. Veja abaixo mais detalhes da previsão do tempo.
A terça-feira (16) de manhã será de muitas nuvens e chuvas isoladas em todo o Sudeste. Nas áreas litorâneas, podem ocorrer pancadas de chuva isoladas e trovoadas.
Contudo, a partir da tarde, o céu continua com muita nebulosidade mas as instabilidades aumentam, como observamos no mapa abaixo.
No período da tarde, são esperadas chuvas de até forte intensidade e tempestades de forma mais generalizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte).
Durante a noite de terça (16), pancadas de chuva e tempestades ainda podem acontecer, mas de forma mais isolada, e especialmente nos estados mineiro e carioca.
Ao longo da terça-feira (16) são esperadas rajadas de vento moderadas entre 50 e 60 km/h no leste paulista e mineiro e no Rio de Janeiro, mas junto com as tempestades podem superar este valor.
Mas é na quarta-feira (17) que os ventos ficam mais abrangentes. As rajadas alcançam os 60 km/h em São Paulo, especialmente em áreas do interior, e no sudeste de Minas Gerais; e podem chegar aos 70 km/h no Rio de Janeiro.
Para a quarta-feira (17), permanecem as mesmas condições de tempo, contudo, a frente fria já vai estar localizada mais para norte e perde um pouco da sua influência sobre o estado de São Paulo.
A manhã de quarta-feira (17) começa com chuvas fracas e isoladas na faixa leste de São Paulo e centro-oeste de Minas Gerais, enquanto pancadas de chuva ocorrem no Rio de Janeiro e no leste do sul mineiro, regiões mais afetadas pelo sistema nesta quarta-feira (17).
Durante a tarde de quarta-feira (17), as instabilidades ganham força e aumentam as condições para chuvas de até forte intensidade e tempestades em grande parte de Minas Gerais (exceção do norte mineiro), no centro-norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.
Há possibilidade de queda de granizo em Minas Gerais, especialmente em áreas localizadas do leste, oeste e do Triângulo Mineiro.
Em São Paulo, a tarde da quarta-feira (17) deve registrar chuvas mais fracas em áreas litorâneas e pancadas de chuva em áreas do extremo norte e do noroeste.
Já no período da noite da quarta-feira (17), as chuvas reduzem e o tempo tende a ficar estável em grande parte do estado paulista, mas podem ocorrer chuviscos no litoral. E ainda são esperadas fortes pancadas de chuva e trovoadas bem isoladas em boa parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte), no norte do Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo.
“Os frigoríficos passam a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda são o grande destaque para o mercado no Brasil”, disse.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 322,10
Goiás: R$ 313,75 — R$ 314,64
Minas Gerais: R$ 307,94 — R$ 308,53
Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 — R$ 311,23
Mato Grosso: R$ 298,27 — R$ 298,48
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina, ainda em viés de alta no curtíssimo prazo, considerando o bom momento de consumo no mercado interno por conta da entrada do 13º na economia e as festas de fim de ano.
Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 18,20 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,5215 para venda e a R$ 5,5195 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4845 e a máxima de R$ 5,5305.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal concluiu o ano de 2025 com 28 propostas legislativas aprovadas entre projetos de lei e de decreto legislativo, além da deliberação sobre 54 requerimentos e a realização de 15 audiências públicas.
“O agronegócio é mais do que um segmento econômico, trata-se de um vetor estratégico de desenvolvimento nacional. Estamos falando de um dos setores mais dinâmicos da nossa economia”, destaca o deputado Zequinha Marinho, presidente da Comissão.
As estimativas para 2025 indicam que o agro deve representar cerca de 24% do PIB brasileiro, consolidando-se como um dos principais motores da economia. “Nessa perspectiva, a CRA tem buscado destravar o setor, tornando-o menos burocrático, mais produtivo e alinhado aos critérios de sustentabilidade”, afirmou o parlamentar.
De acordo com ele, vale lembrar que, nos últimos anos, investimentos em tecnologia, biotecnologia e práticas agrícolas modernas promoveram um salto de produtividade sem ampliar a área cultivada, preservando recursos naturais e reduzindo impactos ambientais.
Principais avanços no ano
Entre as matérias aprovadas pela CRA em 2025, o Novo Marco do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), transformado na Lei 15.190/2025 após mais de duas décadas de tramitação no Congresso, foi uma das vitórias mais comemoradas pela bancada.
Apesar de 63 vetos presidenciais, o Parlamento derrubou 52 deles. Na opinião de Marinho, o trabalho do Legislativo restituiu dispositivos que simplificam e desburocratizam o licenciamento ambiental.
Outro projeto relevante destacado pela CRA foi o PL 3.684/2024, que cria o Programa Nacional de Cooperativas de Crédito e Seguros para Agricultores Familiares, oferecendo suporte econômico e estrutural às cooperativas e ampliando o acesso ao crédito para pequenos produtores.
Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Medicilândia/PA
O município de Medicilândia, no oeste do Pará, pode receber o título de capital nacional do cacau. A proposta foi debatida nesta semana na Comissão de Agricultura do Senado e reconhece a importância da cidade, responsável por cerca de 50 mil toneladas do fruto por ano, quase metade da produção estadual.
Segundo dados da Fiesp, o Pará soma mais de 169 mil hectares de cacau em produção, com volume superior a 150 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 5,7 bilhões na economia.
A cultura se destaca não apenas pelo peso econômico, mas também pelo papel ambiental, já que o cacau é cultivado, em grande parte, em sistemas agroflorestais.
De acordo com representantes do setor, a legislação ambiental no estado exige a preservação de 80% das propriedades rurais, e os 20% destinados à sistemas agroflorestais utilizam sistemas que mantêm a floresta em pé. Por isso, o cacau é conhecido como uma “cultura que permanece”, conciliando produção e conservação ambiental.
Durante audiência no Senado, produtores e lideranças locais destacaram que a cacauicultura vai além da lavoura. A atividade impulsiona a economia regional, gera emprego e renda, fortalece a agroindústria e contribui para a preservação ambiental na região.
Medicilândia, que nas últimas duas décadas consolidou-se como a maior produtora de amêndoas secas de cacau do Brasil, também avança no processo de verticalização da cadeia. O município já conta com diversas mini indústrias de chocolate e uma unidade de maior porte voltada à moagem do cacau.
O trabalho de organização da produção e de melhoria da qualidade das amêndoas, realizado em conjunto com produtores e entidades representativas, tem permitido a ampliação da presença do cacau de Medicilândia nos mercados nacional e internacional.
“Os produtores de Medicilândia já têm conquistado prêmios nacionais e internacionais, sendo reconhecidos pela excelência das suas amêndoas. Isso comprova que o cacau da Transamazônica compete entre os melhores do mundo resultado de dedicação, trabalho familiar, inovação e pesquisa aplicada”, afirma a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau, Eunice Gutzeit.
O mercado brasileiro de soja manteve um ritmo lento nesta terça-feira (17), com poucas indicações de preços e negociações pontuais. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a maior parte das cotações segue apenas nominal, reflexo da baixa presença de compradores e vendedores no mercado.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou recuo moderado, o dólar registrou forte valorização e os prêmios permaneceram positivos. Ainda assim, o movimento combinado desses fatores resultou em um mercado misto, com variações limitadas, entre um real e um real e cinquenta centavos. O analista também destaca que há escassez de ofertas, ausência de demanda da indústria por soja disponível e que a exportação já não conta com janela ativa em dezembro.
Mercado de soja (preços):
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,50 para R$ 136,50
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,50 para R$ 137,50
Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 123,00
Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,50
Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142,50
Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Mesmo com a reação do petróleo e o anúncio de novas vendas de soja norte-americana, o mercado segue pressionado pela ampla oferta brasileira e pelas incertezas em relação à demanda da China pelos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou a venda de trezentas e vinte e três mil toneladas, sendo cento e noventa e oito mil destinadas à China e o restante para destinos não revelados. A notícia ajudou a limitar as perdas e chegou a provocar uma tentativa de recuperação técnica, mas o cenário fundamental permanece negativo, sustentado pelas boas condições das lavouras na América do Sul.
Contratos futuros de soja
Os contratos com vencimento em janeiro fecharam com recuo de quatro centavos e meio de dólar, enquanto a posição março também encerrou em baixa. Entre os subprodutos, o farelo apresentou queda mais acentuada, enquanto o óleo de soja fechou em leve alta.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em forte valorização frente ao real, refletindo o cenário externo e fatores domésticos. A moeda norte-americana oscilou entre mínima próxima de cinco reais e quarenta e oito centavos e máxima acima de cinco reais e cinquenta e três centavos, fechando a sessão com ganho superior a um por cento.
Presente no prato de milhões de brasileiros, o frango é uma das principais fontes de proteína animal da alimentação cotidiana. Além de acessível e versátil, o alimento se destaca pelo alto valor nutricional e pelos benefícios à saúde, especialmente na construção muscular e na manutenção do colágeno no organismo.
Segundo a nutricionista Fabiana Borrego, as proteínas de origem animal possuem uma vantagem importante em relação às vegetais: “Elas contêm os nove aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo corpo humano e precisam ser obtidos por meio da alimentação.”
Esses aminoácidos são fundamentais para o ganho de massa muscular, a recuperação dos tecidos e o bom funcionamento do organismo.
Benefícios do frango na alimentação
O frango é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, fornece todos os aminoácidos necessários para a construção muscular e para diversos processos metabólicos.
Segundo Fabiana, o colágeno é essencial não apenas para a firmeza da pele, mas também para a saúde das articulações, tendões e músculos. A partir dos 25 anos, a produção natural dessa proteína começa a diminuir, o que torna a alimentação ainda mais importante nesse processo.
De acordo com a nutricionista, o frango é rico em aminoácidos como glicina e prolina, diretamente ligados à síntese do colágeno. Partes como pele, cartilagens e tendões concentram ainda mais essa proteína e podem ser aproveitadas em preparações como caldos, sopas e fundos, que facilitam a absorção do nutriente pelo organismo.
Recomendações de consumo
A quantidade de proteína recomendada depende de fatores como idade, nível de atividade física e objetivos de saúde. Em geral, a ingestão pode variar de 1 a 3 gramas de proteína por quilo de peso corporal ao dia.
Contudo, pessoas que buscam hipertrofia muscular ou estão em processo de emagrecimento costumam precisar de uma ingestão maior, cerca de 3 gramas por quilo corporal, enquanto pessoas sedentárias podem consumir quantidades menores.
Combinações alimentares
Para potencializar os benefícios das proteínas, a especialista destaca a importância das combinações alimentares. A união de arroz, feijão e uma proteína de origem animal, como frango, carne, peixe ou ovos, garante um perfil completo de aminoácidos essenciais.
Além disso, o frango e o ovo são fontes de vitaminas do complexo B, que auxiliam na produção de colágeno e no metabolismo energético.
“A partir dos 25 anos, temos que se atentar para a perda natural de colágeno. Então, as pessoas que acabam não consumindo muitas proteínas de origem animal, em algum momento vão ter que fazer essa reposição”, conclui a nutricionista.
Com mais de R$ 2 bilhões em projetos aprovados apenas em 2025, o Fundo Amazônia atingiu o maior volume anual desde sua criação e consolidou uma nova fase de expansão, com impacto direto na proteção ambiental, no desenvolvimento sustentável e na inclusão social na Amazônia Legal, além da ampliação de ações para o Cerrado e o Pantanal. O desempenho reforça a retomada operacional do mecanismo e amplia sua capacidade de execução em escala inédita.
Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (17), durante a Reunião Anual de Doadores do Fundo Amazônia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizada no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes dos países apoiadores para a prestação de contas da execução dos projetos.
Gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa mundial voltada à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+) e um dos principais instrumentos da política ambiental e climática brasileira.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os números confirmam a relevância do Fundo como política pública estruturante. Para ele, a retomada permitiu acelerar análises, ampliar a cooperação internacional e transformar recursos em ações concretas no território. “O Fundo Amazônia demonstra que é possível combinar rigor na governança, escala de financiamento e resultados efetivos de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Retomada e crescimento acelerado
Entre 2023 e 2025, o Fundo Amazônia aprovou e contratou R$ 3,7 bilhões em projetos, o equivalente a 56% de todo o volume apoiado desde a criação do mecanismo. Para efeito de comparação, entre 2009 e 2018, período de uma década, foram aprovados R$ 2,9 bilhões, em valores atualizados pela inflação. O salto evidencia a ampliação da capacidade operacional e a reorganização da estrutura de gestão do fundo.
A retomada também impulsionou o apoio internacional. Desde 2023, o número de doadores passou de dois para nove países, incluindo Noruega, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Japão, Dinamarca, Irlanda e a União Europeia. No período, foram firmados US$ 309 milhões em novos contratos de doação, com US$ 212 milhões já internalizados, além de novos compromissos financeiros em negociação.
Esse avanço contribui diretamente para o cumprimento das metas brasileiras no âmbito do Acordo de Paris e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), liderado pelo MMA.
Redução do desmatamento e fortalecimento local
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que os resultados refletem a retomada da política ambiental no país. Segundo ela, houve redução superior a 50% do desmatamento na Amazônia em 2025, na comparação com 2022. “Essa queda viabiliza a captação de novos recursos e permite direcioná-los a quem protege a floresta: povos indígenas, comunidades tradicionais e locais”, afirmou.
Os projetos aprovados neste ciclo também reforçam a prevenção e o combate a incêndios florestais. O Fundo financia a estruturação de 30 bases operacionais, a capacitação de cerca de 5 mil profissionais e a distribuição de 500 veículos e 30 mil equipamentos, fortalecendo brigadas estaduais e os Corpos de Bombeiros. As ações abrangem os nove estados da Amazônia Legal e avançam para áreas do Cerrado e do Pantanal, como Minas Gerais, Goiás, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, em alinhamento com a política de Manejo Integrado do Fogo.
De acordo com o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, a parceria internacional tem potencializado compromissos assumidos pelo Brasil. Ele citou a redução de 39,5% na média nacional de incêndios entre 2017 e 2024, com quedas expressivas na Amazônia (-75,8%) e no Pantanal (-93,3%), além do avanço do programa União com os Municípios, que já reúne 70 dos 81 municípios prioritários no combate ao desmatamento.
Restauração e economia sustentável
Na agenda de restauração, o programa Restaura Amazônia destina R$ 450 milhões à recuperação de áreas degradadas. Já são 45 projetos selecionados, abrangendo 26 Terras Indígenas, 80 assentamentos e oito Unidades de Conservação, consolidando o Arco da Restauração como política pública estruturante.
O Fundo também investiu R$ 595 milhões em atividades produtivas sustentáveis, beneficiando mais de 20 mil famílias e fortalecendo mais de 60 organizações locais, com destaque para iniciativas lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais. Segundo o superintendente de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, a nova estratégia ampliou a capilaridade e colocou essas populações como protagonistas das ações.
Ao longo de 17 anos, o Fundo Amazônia aprovou mais de 140 projetos, apoiou 650 instituições, alcançou mais de 75% dos municípios da Amazônia Legal e beneficiou mais de 260 mil pessoas, consolidando-se como uma das principais referências globais em financiamento ambiental.
As informações detalhadas sobre projetos, doações e resultados estão disponíveis no site oficial do Fundo Amazônia.