Fertilizantes devem seguir em alta com guerra no Oriente Médio e incertezas globais, diz Itaú BBA

O mercado global de fertilizantes vive um novo ciclo de forte volatilidade, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário tem impactado diretamente a produção e a logística de insumos como amônia e ureia, além de elevar custos de frete, energia e seguros.
A interrupção parcial das exportações de países do Golfo Pérsico, responsáveis por parcela relevante do comércio global, já provoca reflexos nos preços internacionais. O movimento ocorre em um momento sensível, próximo ao pico de demanda do Hemisfério Norte e com o avanço do calendário de compras no Brasil.
Ureia sobe 40% e pressiona custos no campo
No mercado brasileiro, a ureia registrou alta de 40% em apenas duas semanas, atingindo US$ 660 por tonelada (CFR). A valorização reflete a combinação de oferta mais restrita, encarecimento do petróleo e do gás natural e aumento da aversão ao risco no mercado internacional.
De acordo com o Itaú BBA, o cenário deve manter os preços sustentados no curto prazo, enquanto persistirem as incertezas sobre a duração do conflito e a normalização das rotas logísticas globais.
Fosfatados também sobem com pressão no fornecimento
Os fertilizantes fosfatados também entram no radar de preocupação. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, insumo essencial na produção desses produtos.
No Brasil, os preços dos fosfatados subiram 7% nas últimas duas semanas, alcançando US$ 795 por tonelada (CFR). Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, o cenário de oferta ajustada e custos elevados tende a manter os preços firmes.
Potássicos mostram maior estabilidade
Diferentemente dos nitrogenados e fosfatados, o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade relativa. Ainda assim, o segmento não está imune às incertezas geopolíticas e ao aumento dos custos logísticos.
A oferta global segue mais equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado internacional, o que ajuda a conter oscilações mais bruscas nos preços.
O que esperar do mercado
Para o Itaú BBA, a tendência é de continuidade da volatilidade no curto prazo, com preços sustentados diante do cenário de incerteza global. A demanda deve avançar gradualmente, acompanhando o calendário agrícola do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil.
No campo, o movimento acende um alerta para os custos de produção, especialmente em um momento estratégico de planejamento e aquisição de insumos para as próximas safras.
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