terça-feira, março 17, 2026

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Petróleo volta a subir com escalada de ataques no Oriente Médio


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (17), impulsionados por novos ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos, que reacenderam as preocupações com o fornecimento global. Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz segue, em grande parte, fechado, ampliando a tensão no mercado.

O carregamento de petróleo no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias, que provocou um incêndio no terminal de exportação. A região é estratégica por estar localizada fora do Estreito de Ormuz, sendo uma das poucas alternativas para exportação sem a necessidade de passagem pela hidrovia.

Segundo analistas da Windward, embarcações que operam na região enfrentam maior risco. “Cerca de 45% dos navios visados haviam passado por portos dos Emirados Árabes Unidos, enquanto 20% tinham escalado recentemente no Iraque”, destacaram.

Para Tony Sycamore, analista da IG, o cenário permanece altamente volátil. “Os riscos continuam graves: basta que uma milícia iraniana dispare um míssil ou plante uma mina em um petroleiro para reacender toda a situação”, afirmou.

Já Zain Vawda, da Oanda, destaca que a valorização do petróleo está diretamente ligada à instabilidade no Estreito de Ormuz. “O movimento reflete a intensificação das preocupações com a região, além da hesitação de aliados dos Estados Unidos em enviar navios de guerra para escoltar petroleiros”, disse.

Na avaliação de Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, o mercado segue atento à duração do conflito e aos possíveis impactos na infraestrutura energética. “Os investidores monitoram o risco de interrupção prolongada no fornecimento e os danos potenciais à infraestrutura petrolífera no Golfo”, afirmou.

No campo geopolítico, aliados dos Estados Unidos rejeitaram, na segunda-feira, o pedido do presidente Donald Trump para o envio de navios de guerra à região, o que gerou críticas do governo americano.

Em entrevista à Reuters, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu uma solução diplomática para evitar uma escalada da crise. “Precisamos manter o Estreito de Ormuz aberto para evitar uma crise alimentar, de fertilizantes e energética”, afirmou.

Por volta das 9h13 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI para abril subia 2,43%, a US$ 95,75 o barril, na Nymex. Já o Brent para maio, negociado na ICE, recuava 2,16%, cotado a US$ 102,32 o barril.

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Após tombo, soja ensaia recuperação nesta terça-feira


Reprodução Aprosoja Brasil

Os contratos da soja em grão operam em alta na sessão eletrônica da Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (17). O mercado ensaia uma recuperação técnica após a forte queda registrada no pregão anterior, quando a oleaginosa recuou quase 6%.

O movimento também encontra suporte na valorização do petróleo em Nova York, que avança mais de 3% em meio às tensões no Oriente Médio.

Os contratos com vencimento em maio são cotados a US$ 11,61 1/4 por bushel, com alta de 6 centavos de dólar, ou 0,51%, em relação ao fechamento anterior.

Na sessão de segunda-feira (16), a soja fechou em forte baixa. Após atingir, na semana passada, o maior nível em dois anos, o mercado registrou perdas acentuadas, refletindo o possível adiamento do aguardado encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, pode ser postergada diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O adiamento também empurra para mais adiante a possibilidade de um acordo comercial entre os dois países, incluindo negociações envolvendo a soja.

De acordo com a Reuters, Trump afirmou no domingo que pode adiar a cúpula com o líder chinês enquanto pressiona Pequim a contribuir para a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz.

Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de alterar as normas de inspeção para carregamentos de soja com destino à China. A medida ocorre após a paralisação na originação da oleaginosa por parte da Cargill, uma das principais tradings globais, na semana passada.

Para o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, as incertezas envolvendo as exportações brasileiras continuam dando o tom do mercado.

Na segunda-feira, os contratos com entrega em maio encerraram o dia com queda de 70 centavos de dólar, ou 5,71%, a US$ 11,55 1/4 por bushel. Já a posição julho recuou 70 centavos de dólar, ou 5,65%, para US$ 11,67 1/2 por bushel.

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Soja: O mercado financeiro está vendo fantasmas onde não existem


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Foto: Arquivo/Agência Brasil

A forte queda da soja no início desta semana diz muito mais sobre o “humor” instável dos investidores do que sobre uma mudança real no apetite do mundo pelo grão. No mercado financeiro, a reação atual lembra muito uma criança em quarto escuro: começa a ver fantasma em tudo que é canto, assustando-se com sombras que, na luz do dia, não representam perigo nenhum.

As cotações na Bolsa de Chicago sentiram o golpe após os sinais de adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para abril. Como o gigante asiático é quem dita o ritmo do baile, qualquer ruído diplomático vira pressão imediata nos preços. Mas é preciso separar o que é pânico de tela do que é movimento real de porto.

O nó na fiscalização: Um “fantasma” criado em Brasília

Somado ao cenário global, o mercado interno enfrentou seu próprio gargalo. O Ministério da Agricultura (Mapa) apertou o rigor nas inspeções fitossanitárias para cumprir protocolos exigidos por Pequim, o que gerou um travamento logístico e fez grandes tradings suspenderem embarques temporariamente. A boa notícia é que o governo brasileiro, após a pressão do setor produtivo, já iniciou a flexibilização dessas normas para destravar as exportações. Ou seja: foi um ruído operacional interno, e não uma ruptura comercial com os chineses.

O veredito: o estômago do mundo não espera

No mundo das commodities, o preço costuma se mover primeiro pelo medo, mas a realidade sempre cobra a conta. Vamos ser racionais: absolutamente nada mudou na relação entre oferta e demanda global em apenas 24 horas para justificar um tombo desse tamanho. As pessoas não pararam de comer e as criações não pararam de consumir farelo de um dia para o outro.

Mesmo que o encontro diplomático entre as potências atrase, o cenário é matemático: a China continua precisando de volumes massivos de soja e terá que comprar de alguém. Se houver qualquer barreira ou demora com os americanos, a demanda simplesmente migra para o Brasil.

O que vimos foi pura especulação do capital nervoso tentando se antecipar a tragédias que não existem no mercado físico. Correção não é mudança de tendência. O mercado está apenas “limpando” os excessos antes de se dar conta de que, no fim do dia, a demanda continua firme e o grão continua sendo essencial.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Chegada de frente fria causa virada no tempo com chuva forte e temporais


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Foto: Freepik

A terça-feira (17) começa com tempo firme em boa parte do Sul do Brasil, mas a estabilidade perde força rapidamente ao longo do dia. Áreas de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina, combinadas com a chegada de uma frente fria, intensificam as instabilidades e elevam o risco de temporais, principalmente no Rio Grande do Sul.

Sul: temporais e ventos ganham força ao longo do dia

Já nas primeiras horas, a chuva atinge o sudoeste, oeste e a Campanha Gaúcha. Ao longo da manhã, as instabilidades se espalham pelo sul do Rio Grande do Sul e também alcançam o oeste e noroeste do Paraná.

Durante a tarde, a aproximação de uma frente fria reforça o cenário de alerta. A chuva ganha intensidade e pode ser moderada a forte no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e metade oeste do Paraná.

Há risco de temporais em grande parte do território gaúcho, incluindo regiões central, oeste, sul e litoral sul, além do oeste e noroeste do Paraná.

Enquanto isso, áreas mais a leste do Paraná e de Santa Catarina, incluindo o litoral, ainda registram períodos de sol entre nuvens.

As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, mas caem em pontos do sudoeste gaúcho. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas no RS e em áreas do oeste do PR e SC. A umidade do ar entra em atenção no leste e nordeste paranaense, com índices abaixo de 30%.

Sudeste: pancadas isoladas e risco de temporais em Minas

No Sudeste, o dia começa mais firme na maior parte da região. No entanto, a circulação de umidade mantém instabilidades no norte, nordeste e noroeste de Minas Gerais.

Entre o fim da manhã e a tarde, a atuação de um cavado meteorológico intensifica as chuvas no centro-norte mineiro, incluindo o Triângulo Mineiro, além do norte e oeste de São Paulo e metade norte do Espírito Santo.

Nessas áreas, há previsão de pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais, especialmente no Triângulo Mineiro, regiões central e oeste de Minas e extremo norte paulista.

No restante do Sudeste, o tempo segue firme, com aumento de temperatura ao longo do dia. A umidade relativa do ar fica em níveis de atenção no interior de São Paulo.

Centro-Oeste: calor e tempestades no radar

A terça-feira será marcada por calor e pancadas de chuva no Centro-Oeste. Desde cedo, há instabilidade em áreas de Mato Grosso, Goiás e oeste de Mato Grosso do Sul.

Ao longo do dia, o calor e a alta umidade favorecem o desenvolvimento de nuvens carregadas. Há risco de temporais em Goiás, no Distrito Federal e no centro-leste de Mato Grosso.

Em Mato Grosso do Sul, a influência da baixa pressão aumenta o risco de chuva forte, especialmente no sul, centro-oeste e nordeste do estado.

As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no sul de MS e sudoeste de MT.

Nordeste: ZCIT mantém chuva no norte da região

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue organizando a chuva no Norte e litoral do Nordeste. Desde cedo, há pancadas moderadas a fortes no litoral norte e em áreas mais ao norte da região.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Pernambuco. Também há chuva no oeste e extremo sul da Bahia.

Há risco de temporais entre o Maranhão e o Ceará, além do litoral do Rio Grande do Norte e extremo sudoeste baiano.

No litoral de Alagoas, a chuva ocorre de forma mais moderada. Já nas demais áreas do Nordeste, o tempo segue firme, com predomínio de calor.

Norte: chuva forte e sensação de abafamento

A terça-feira será marcada por pancadas de chuva em praticamente toda a Região Norte. Os volumes mais expressivos são esperados no Pará, Tocantins, Amazonas, Acre, Rondônia e Amapá.

A atuação da ZCIT e de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) reforça as instabilidades, principalmente no Amapá e no norte do Pará.

Há alerta para temporais no Acre, grande parte do Pará e Amapá, além do centro-norte de Rondônia e sul e leste do Amazonas.

As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento predominante. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer em Roraima e no extremo norte do Amazonas.

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Mercados reagem à redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, enquanto o petróleo recua


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a melhora do humor nos mercados com alívio geopolítico no Oriente Médio e redução do prêmio de risco. O petróleo caiu, mas segue elevado, enquanto bolsas de NY subiram e os juros americanos recuaram.

No Brasil, atuação do Tesouro e cenário externo favoreceram fechamento da curva, alta do Ibovespa a 179 mil pontos e dólar a R$ 5,22. Hoje, destaque para o IGP-10, IPC e dados de inflação.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Nova tecnologia da Embrapa facilita rastreabilidade no manejo de dejetos suínos


Santa Catarina - suino
Foto: Freepik

O GeoFert é uma solução tecnológica desenvolvida pela ciência agropecuária para ampliar a rastreabilidade na transformação de dejetos suínos em biofertilizantes. Trata-se de um sistema digital de gestão, informatizado e que utiliza georreferenciamento, capaz de organizar as atividades de coleta, transporte e aplicação desses resíduos.

Concebida no âmbito do projeto Modelo de Gestão Ambiental para áreas com produção intensiva de animais na região Sul do Brasil (Smart), a tecnologia está em fase de validação por parceiros privados para ser transferida com segurança e sustentabilidade à cadeia suinícola.

A produção intensiva de suínos, especialmente em regiões de elevada concentração animal, como o oeste de Santa Catarina, enfrenta um desafio persistente: o manejo adequado dos dejetos. Cerca de 95% dos resíduos gerados são líquidos e destinados à fertilização do solo.

Embora ricos em nutrientes e essenciais para a manutenção da fertilidade, o uso inadequado pode gerar impactos ambientais significativos, como riscos de contaminação hídrica e degradação do solo.

A sustentabilidade da atividade depende de uma gestão integrada que considere produção, meio ambiente e exigências regulatórias. Em Santa Catarina, o licenciamento ambiental de granjas suinícolas utiliza o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS), desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC), que permite estimar excreção animal, oferta de nutrientes, dimensionamento de estruturas e recomendação de adubação.

Destinação correta dos efluentes

Injetor de dejetos suínos
Foto: Divulgação

O sistema contribuiu para padronizar e tornar mais ágil o licenciamento no estado. Entretanto, a etapa de pós-licenciamento, quando o produtor deve comprovar a destinação correta dos efluentes prevista na Licença de Operação, permanece como um dos pontos mais críticos do processo.

O desafio se intensifica em granjas que utilizam áreas de terceiros (cedentes) ou que dependem de frotas públicas, geralmente de prefeituras, ou de associações de máquinas para realizar o transporte dos resíduos. Nesses casos, a necessidade de controle, transparência e rastreabilidade é ainda maior.

“Em muitos municípios, essa etapa ainda depende de registros manuais ou de controles fragmentados, o que dificulta a verificação e compromete a transparência do processo”, diz o pesquisador da Embrapa Cláudio Miranda.

O GeoFert foi criado para atender a essa demanda, uma vez que permite programar, registrar e verificar cada etapa da aplicação dos biofertilizantes. As informações armazenadas incluem:

  • Origem dos efluentes;
  • Propriedades receptoras;
  • Datas e horários das atividades; e
  • Coordenadas geográficas dos locais de aplicação.

GeoFert usa dados do Cadastro Ambiental Rural

Segundo Miranda, um dos diferenciais desse sistema é a integração de informações de rastreamento das máquinas e os estabelecimentos agrícolas, tendo por base os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Isso permitirá fortalecer a conformidade de prestadores de serviços agrícolas (prefeituras, associações de máquinas ou empresas privadas), bem como assegurar maior agilidade, transparência e economicidade no atendimento das solicitações dos serviços agrícolas demandado pelos agricultores”, ressalta.

Diferentemente de soluções comerciais de rastreamento de frotas, o GeoFert foi desenhado especificamente para atender às necessidades da cadeia suinícola e às exigências de comprovação ambiental pós-licenciamento, complementando as funcionalidades do SGAS no planejamento e execução das atividades.

Principais benefícios

  • Conformidade ambiental: atende às exigências legais relacionadas ao manejo de
    resíduos.
  • Evidências auditáveis: gera informações robustas para órgãos ambientais e de
    controle.
  • Transparência no uso de recursos públicos: fundamental para operações realizadas por frotas públicas ou conveniadas.
  • Gestão inteligente: oferece painéis com mapas, gráficos e tabelas para decisões rápidas e embasadas.

Público-alvo

O sistema pode ser utilizado por produtores rurais, órgãos ambientais, consultorias e empresas de assistência técnica, prefeituras, associações de máquinas e prestadores de serviços agrícolas.

Atualmente, o GeoFert encontra-se em fase de validação por meio de acordos de cooperação técnica. Em agosto de 2025, o município de Presidente Castello Branco (SC) tornou-se o primeiro a implementar oficialmente a ferramenta, com a automatização de solicitações de serviços e digitalização de informações antes registradas manualmente.

A validação tem a parceria da empresa Ekodata Tecnologia e Saneamento Ambiental, responsável pela implantação do sistema, treinamento dos usuários e acompanhamento dos testes, com possibilidade de sugerir customizações e melhorias

“A fase de validação tem sido fundamental para aprimorar o sistema. Cada município que adota o GeoFert nos permite ajustar fluxos, adequar interfaces e incorporar funcionalidades alinhadas às demandas reais dos operadores e dos gestores públicos”, acrescenta o pesquisador.

De acordo com ele, a expectativa é que a adoção do GeoFert represente um avanço expressivo para a sustentabilidade da suinocultura familiar, fortalecendo a rastreabilidade no uso de biofertilizantes, promovendo maior responsabilidade ambiental e ampliando a eficiência das políticas públicas de apoio à atividade.

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Trump pede adiamento de cúpula com Xi Jinping por causa da guerra com o Irã


China EUA trump xi jiping
Foto: Xinhua

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que solicitou à China o adiamento da cúpula prevista com o presidente chinês, Xi Jinping. Segundo Trump, o pedido foi motivado pela necessidade de permanecer em Washington para acompanhar de perto a guerra envolvendo o Irã.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (16) durante um evento na Casa Branca. Trump disse que as equipes seguem em diálogo com autoridades chinesas, mas que o momento exige atenção total do governo norte-americano ao conflito no Oriente Médio.

“Estamos trabalhando nisso agora. Estamos conversando com a China. Eu adoraria realizar o encontro, mas por causa da guerra quero estar aqui”, afirmou o presidente. Segundo ele, o pedido é para que a reunião seja adiada por cerca de um mês.

A cúpula entre os líderes das duas maiores economias do mundo estava prevista para ocorrer ainda neste mês e era considerada um marco importante nas relações entre os países. Delegações de ambos os governos chegaram a se reunir recentemente em Paris para discutir possíveis áreas de cooperação, incluindo investimentos chineses nos Estados Unidos e exportações de semicondutores avançados.

No entanto, o conflito no Oriente Médio ganhou protagonismo na agenda internacional, especialmente após o Irã bloquear o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo. A medida elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril e aumentou a preocupação com a segurança das cadeias de suprimento de energia.

Trump tem pressionado outras economias a contribuírem para garantir a segurança da rota marítima e permitir a passagem segura de petroleiros. Autoridades americanas afirmam que um eventual adiamento da cúpula com a China estaria ligado principalmente às prioridades do governo no conflito, embora também existam questões logísticas envolvendo o encontro. Segundo pessoas familiarizadas com as negociações, Pequim já havia sugerido anteriormente que a visita ocorresse no final de abril para permitir mais tempo de preparação.

Com informações da Bloomberg.

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Produzir bezerros pesados exige genética, nutrição e gestão do rebanho, dizem especialistas


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A abertura da Semana Especial sobre Bezerros no programa Giro do Boi trouxe um alerta econômico vital para os criadores: desmamar um animal abaixo do potencial genético é “deixar dinheiro na mesa”.

O zootecnista Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10, e o agrônomo Fábio Pereira destacaram que, enquanto a média nacional de desmame ainda patina abaixo dos 150 kg, a gestão profissional permite elevar esse índice para além dos 220 kg, transformando o bezerro no ativo mais rentável da propriedade.

Na pecuária de cria, a moeda de troca é o quilo vivo. Portanto, o peso ao desmame é o indicador que define o sucesso ou a falência da safra. Segundo Gennari, em um rebanho de setecentas matrizes, cada dez quilos adicionais na média de desmame representam um incremento de cerca de R$ 100 mil no faturamento líquido.

Atualmente, muitos criadores apartam fêmeas com 180 kg e machos com 200 kg, mas a realidade de grande parte do país ainda é de animais desmamados com menos de 150 kg, o que encarece o custo fixo por cabeça.

Confira:

Gestão eficiente na pecuária

Com gestão eficiente, como é o caso da Fazenda Marfim (MA), é possível reduzir o custo da arroba produzida de R$ 208,00 para R$ 158,00, dobrando a margem de lucro por animal. Para reverter o quadro de animais leves, o pecuarista precisa integrar cinco fatores fundamentais dentro da porteira. A gestão técnica só funciona com uma equipe engajada. O programa “Cada Bezerro Importa” demonstra que a capacitação dos vaqueiros em cuidados neonatais (cura de umbigo e colostragem) é decisiva.

Gennari afirma: “O pior bezerro da fazenda é aquele que não nasce, mas o segundo pior é o que desmama leve por falta de gestão”. Em 2026, a pecuária 6.0 exige que o criador troque o “achismo” por planilhas e o pasto degradado por lavoura de capim para garantir a competitividade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Cédulas de Produto Rural totalizam R$ 561 bilhões em fevereiro


seguro rural - cooperativas de crédito
Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, com dados sobre o desempenho dos principais títulos e fundos de financiamento privado do setor no mês de fevereiro.

As registradoras contabilizaram crescimento de 16% nos estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR) em fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano passado, com 402 mil cédulas registradas, totalizando R$ 561 bilhões.

Na atual safra, de julho de 2025 a fevereiro de 2026, as registradoras emitiram R$ 248 bilhões em CPR, valor ligeiramente menor que o verificado em igual período da safra passada, com queda de 8%.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que também desempenham um papel importante no funding de recursos direcionados ao setor, alcançaram o estoque de R$ 588 bilhões em fevereiro, valor 9% maior em comparação a um ano atrás.

Vale mencionar que, desse estoque de LCA, no mínimo 60% do valor deve obrigatoriamente ser reaplicado pelas instituições financeiras emissoras no financiamento rural. Em fevereiro, o valor total a ser reaplicado chegou a R$ 352 bilhões, indicando aumento significativo de 31% em comparação ao verificado no mesmo período de 2025.

Desempenho

O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) vem repetindo o bom desempenho observado ao longo do início de 2026, apresentando um crescimento de 15% no valor dos estoques em doze meses até fevereiro deste ano, atingindo o montante de R$ 176 bilhões. 

Já os estoques dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram retração de 8% em fevereiro, na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 32 bilhões. A queda ainda reflete o crescimento momentâneo e atípico ocorrido em agosto de 2024, revertido gradualmente ao longo dos meses seguintes.

A atualização dos dados sobre o desempenho dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) retornou em dezembro, após uma breve interrupção no ano passado.

Em janeiro, o patrimônio líquido dos Fiagro chegou a R$ 48 bilhões, crescimento de 10% nos últimos doze meses, com 220 fundos em operação, número 60% maior do que o verificado em idêntico período do ano passado.

Sobre o boletim

O boletim é desenvolvido mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa. Para informações mais detalhadas, acesse a publicação completa clicando aqui.

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Para cima: semana do boi gordo começa com tendência de alta nos preços


boi gordo
Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo continua registrando negócios acima das referências médias em diversas praças do país. O cenário é sustentado principalmente pela oferta limitada de animais terminados e pelas escalas de abate apertadas nos frigoríficos, que giram entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a disponibilidade restrita de gado pronto para o abate mantém a tendência de valorização da arroba no curto prazo.

“Em geral, temos um mercado que, na variável oferta, apresenta pouca disponibilidade de animais terminados prontos para o abate. Isso nos remete a uma tendência de alta nas referências médias, que podem chegar entre R$ 355 e R$ 360 por arroba em São Paulo ao longo desta semana, no auge do movimento”, afirmou.

Além da dinâmica interna de oferta e demanda, os agentes do mercado também acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos na logística global, especialmente nas rotas de exportação de carne bovina.

Confira o preço do boi gordo:

  • São Paulo: R$ 349,58 por arroba (referência média a prazo)
  • Goiás: R$ 335,54 por arroba
  • Minas Gerais: R$ 339,71 por arroba
  • Mato Grosso do Sul: R$ 336,59 por arroba
  • Mato Grosso: R$ 339,46 por arroba

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentam estabilidade, mas com sinais de enfraquecimento em alguns cortes. De acordo com Iglesias, mesmo a entrada dos salários na economia não tem sido suficiente para sustentar novos reajustes.

“A carne bovina já atingiu um patamar de preços que afasta parte dos consumidores brasileiros, principalmente famílias com renda entre um e dois salários mínimos. Nesse cenário, cresce a preferência por proteínas mais acessíveis, como carne de frango, embutidos e ovos”, explicou.

Segundo o analista, os cortes desossados, especialmente os nobres, têm registrado queda nas cotações.

Preços no atacado

  • Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,62%, sendo negociado a R$ 5,23 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,22 e a máxima de R$ 5,28.

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