quarta-feira, março 11, 2026

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Safra brasileira de soja pode chegar a 177,6 milhões de toneladas



Clima ainda traz preocupação



Foto: Arquivo Agrolink

A produção brasileira de soja deve atingir um novo recorde na safra 2025/26, com projeção de 177,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela StoneX. O número representa uma leve alta de 0,2% em relação ao relatório anterior, de dezembro, mas um crescimento mais expressivo de 5,2% quando comparado à safra 2024/25.

O avanço foi puxado principalmente pelo ajuste na produtividade do Mato Grosso, maior produtor nacional. A consultoria revisou para cima as expectativas no estado, que agora deve colher 46,9 milhões de toneladas, aumento de 0,8% em relação à estimativa anterior. Ainda assim, o volume representa uma queda de 7,1% frente à safra anterior, impactada pelas adversidades climáticas.

Apesar da previsão otimista, o comportamento do clima segue como fator de risco. As condições meteorológicas foram favoráveis em dezembro, mas a irregularidade das chuvas e o calor intenso nas últimas semanas exigem monitoramento constante, especialmente nas áreas de plantio tardio.

Segundo a StoneX, a colheita já começou em algumas regiões, mas permanece limitada a áreas irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico. A maior parte das lavouras depende de chuvas regulares até meados de março para garantir o potencial produtivo.

Com um consumo interno relativamente estável e leve alta na produção, os estoques finais de soja da temporada 2025/26 foram ajustados para cima, atingindo 4,6 milhões de toneladas.





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México impõe limites à importação de carnes e fixa cotas isentas de tarifas


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Foto: Agência Brasil/arquivo

O governo do México publicou na segunda-feira (5) as cotas de importação de carne bovina e carne suína que ficarão isentas de impostos. A medida complementa decisão adotada no fim de dezembro, quando ambas as proteínas foram retiradas do Paquete Contra la Inflación y la Carestia (Pacic), programa criado para conter a alta dos preços dos alimentos por meio da redução de tributos.

Para a carne suína, o volume liberado sem cobrança de imposto será de 51 mil toneladas. Já para a carne bovina, a cota isenta será de 70 mil toneladas. A validade das cotas vai até 31 de dezembro de 2026. Os volumes não são destinados a um país específico, valendo para todos os exportadores que vendem ao México, com exceção daqueles que mantêm acordos comerciais com o país.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou para o México 74,3 mil toneladas de carne suína e 113,2 mil toneladas de carne bovina. Em receita, as vendas somaram R$ 181,4 milhões no caso da carne suína e R$ 618,9 milhões para a carne bovina.

O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, avalia que o cenário internacional caminha para uma nova fase de protecionismo. Segundo ele, diversos países tendem a aceitar pressões inflacionárias como forma de estimular a produção doméstica, recorrendo à definição de cotas para importações de carnes.

Após a China estabelecer limites e tarifas para a entrada de carne bovina, o México adotou estratégia semelhante ao fixar volumes máximos isentos de impostos para as importações de carne bovina e suína. Os volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas estarão sujeitos à cobrança de tarifas de 20% para a carne bovina e de 16% para a carne suína, percentuais oficialmente confirmados na segunda-feira.

Iglesias ressalta ainda que as cotas não são exclusivas para o Brasil e passam a valer para países que não possuem acordos de livre comércio com o México. Ele lembra que a expansão da produção de carnes, especialmente da carne bovina, não ocorre de forma imediata, o que pode gerar impactos relevantes no equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

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Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador do Brasil


Agência Brasil

O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela, assim como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores, no último sábado (3).

Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.

Segundo o diplomata, intervenções armadas anteriores no continente resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes, prisões políticas, tortura e desaparecimentos forçados.

“O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás e coloca em risco o esforço coletivo de preservar a região como uma zona de paz”, declarou Danese.

“Reafirmamos com plena determinação o compromisso com a paz e a não intervenção em nossa região”.

Linha inaceitável

Para o Brasil, os Estados Unidos cruzaram uma “linha inaceitável” do ponto de vista do direito internacional. Danese afirmou que a ação norte-americana viola frontalmente normas das Nações Unidas.

“A Carta da ONU estabelece como pilar da ordem internacional a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas. Essas normas não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de um governo”, disse Danese.

O representante brasileiro afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional.

“O mundo multipolar do século XXI, que promove a paz e a prosperidade, não deve ser confundido com esferas de influência. Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, disse Danese.

Colômbia e Cuba

Outros países sul-americanos adotaram argumentos semelhantes ao do Brasil, ao condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela no último final de semana. Entre eles Colômbia e Cuba, ameaçados recentemente pelo presidente Donald Trump como possíveis novos alvos de Washington.

A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres disse que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana.

“Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força nem para cometer um ato de agressão”, disse Torres.

A embaixadora alertou para os impactos humanitários e regionais da crise.

“Ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional e agravam as já complexas condições da população civil, com efeitos devastadores que transcenderão as fronteiras soberanas da Venezuela”, disse Torres.

“A Colômbia tem sido e continuará sendo um receptor solidário da população venezuelana, mas um fluxo migratório massivo exigiria um esforço significativo de recursos e capacidades”, complementou.

O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de terem como objetivo principal o controle da produção de petróleo venezuelano.

“O objetivo final dessa agressão não é a falsa narrativa de combate ao narcotráfico, mas o controle das terras e dos recursos naturais da Venezuela, como foi declarado aberta e descaradamente pelo presidente Trump e por seu secretário de Estado”, disse Guzmán.

“Falar em uma transição ‘segura e prudente’ significa, na visão dos Estados Unidos, impor um governo fantoche funcional a seus objetivos predatórios, particularmente o acesso irrestrito e a pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano”, complementou.

O diplomata também negou que o país atue de forma secreta no território venezuelano, como dito pelo governo estadunidense.

“Rejeitamos categoricamente as acusações de que Cuba mantém ativos de inteligência na Venezuela. Essas declarações não têm base factual e buscam desviar a atenção dos atos criminosos cometidos pelos Estados Unidos na região”, disse Guzmán.

Argentina

Um dos poucos países a se manifestar em defesa da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi a Argentina. O embaixador na ONU Francisco Fabián Tropepi classificou o sequestro de Nicolás Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia no país.

“A República Argentina confia que esses fatos representem um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abram uma etapa que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”, declarou o diplomata argentino.

Tropepi relembrou a concessão de asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana em março de 2024 e a expulsão de diplomatas argentinos da Venezuela, depois que o governo de Buenos Aires reconheceu Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

“Apesar das pressões, a República Argentina manteve sua convicção inabalável de continuar denunciando a situação na Venezuela e de atuar em todos os fóruns internacionais disponíveis”, disse Tropepi.

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Controle ou interferência? O risco institucional no caso Banco Master


Foto: Agência Brasil

A liquidação do Banco Master já é um fato consumado do ponto de vista regulatório. Trata-se de uma decisão técnica, tomada pela autoridade monetária após análise de riscos, solvência e preservação do sistema financeiro. O debate atual não gira mais em torno do mérito dessa decisão, mas de algo potencialmente mais grave: a tentativa de interferência institucional em um processo já em curso, sob o argumento de controle externo.

Fiscalização legítima não autoriza interferência técnica

O Tribunal de Contas da União tem, sim, competência constitucional para fiscalizar atos da administração pública, inclusive os do Banco Central do Brasil. Essa fiscalização é legítima, necessária e faz parte do equilíbrio institucional do Estado brasileiro. Questionar procedimentos, pedir documentos, realizar inspeções e analisar a legalidade formal dos atos é não apenas permitido, como desejável.

O problema surge quando o controle ameaça ultrapassar essa fronteira e se aproxima da interferência direta em decisões técnicas sensíveis, com efeitos imediatos sobre o mercado.

Uma cautelar pode gerar o próprio dano que diz evitar

A possibilidade de uma medida cautelar para interromper ou paralisar a liquidação do Banco Master não é um detalhe jurídico. É um movimento com potencial de gerar prejuízos concretos, insegurança jurídica e instabilidade financeira. Liquidação bancária não é um ato simbólico: envolve venda de ativos, preservação de valor, proteção de credores e, sobretudo, confiança no sistema.

Interromper esse processo no meio do caminho, ainda que sob o pretexto de cautela, levanta uma pergunta inevitável: quem se beneficia dessa paralisação?

O mercado financeiro funciona, acima de tudo, com base em previsibilidade. Quando uma decisão regulatória é questionada não por ilegalidade comprovada, mas por disputas de competência ou protagonismo institucional, o dano deixa de ser pontual e passa a ser sistêmico. Não se trata apenas de um banco, mas da percepção de que decisões técnicas podem ser revistas ou travadas por pressões externas.

Autonomia institucional é pilar de estabilidade, não privilégio

O Banco Central brasileiro construiu sua credibilidade ao longo de décadas, atravessando crises, hiperinflação, planos econômicos fracassados, choques cambiais e colapsos internacionais. Sua autonomia não é um capricho institucional; é um pilar de estabilidade. Colocá-la em xeque por meio de uma cautelar inoportuna é lançar dúvidas sobre o próprio desenho que sustenta o sistema financeiro nacional.

É importante frisar: ninguém defende a ausência de controle. A investigação é legítima. O acompanhamento é correto. A transparência é necessária. O que não se pode aceitar é o uso do instrumento de controle de forma a gerar ruído institucional, paralisar decisões já tomadas e produzir insegurança desnecessária.

Medidas cautelares existem para evitar danos irreversíveis. Mas, neste caso, a cautelar pode ser o próprio dano.

Se houver indícios concretos de ilegalidade, o caminho é claro: apuração, relatório e responsabilização posterior, se for o caso. O que não parece razoável é suspender uma liquidação bancária já em andamento, com efeitos sistêmicos, sem consenso institucional e extrema fundamentação técnica.

O Brasil é maior do que disputas entre órgãos. A estabilidade financeira é maior do que qualquer embate de poder. E a credibilidade das instituições precisa ser preservada com responsabilidade.

Transformar uma investigação legítima em instrumento de pressão ou paralisação não fortalece o Estado, fragiliza o país.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Milho inicia safra 25/26 com corte na produção



Estimativas apontam queda de 0,5% no milho primeira safra



Foto: Canva

A produção brasileira de milho da safra 2025/26 começa com ajustes negativos, segundo dados divulgados pela StoneX. A consultoria reduziu a estimativa da primeira safra (milho verão) para 26 milhões de toneladas, uma queda de 0,5% em relação ao relatório anterior. O principal motivo foi a baixa de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina.

Apesar da revisão, Santa Catarina ainda deve colher 2,27 milhões de toneladas, mantendo papel relevante no abastecimento interno, principalmente na produção de ração animal. O milho verão é essencial para o consumo doméstico e, por isso, as instabilidades climáticas acendem um sinal de alerta para o setor.

A safrinha 2025/26, que representa a maior parte da produção nacional de milho, permanece projetada em 105,8 milhões de toneladas, número 5,2% inferior ao registrado na temporada anterior. A janela de plantio será determinante para garantir os volumes, especialmente diante do atraso na colheita da soja em algumas regiões.

Somadas as três safras, a produção total de milho está estimada em 134,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX. O número representa estabilidade frente à previsão anterior, mas ainda depende de fatores climáticos e da logística de plantio para se confirmar.

No mercado, o corte na produção afeta diretamente os estoques finais. As exportações aceleradas da temporada atual, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, também reduziram os estoques iniciais da próxima safra, o que pode pressionar a oferta interna.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil deve ampliar produção de café em 2026/27


A Hedgepoint Global Markets divulgou estimativa preliminar para a safra brasileira de café 2026/27, indicando recuperação relevante na produção de arábica e manutenção de volumes elevados de conilon, embora abaixo do pico registrado em 2025/26. Segundo a companhia, as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a produção de arábica está inicialmente projetada entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões colhidas na safra 2025/26. Para o conilon, a estimativa varia de 24,6 a 25,4 milhões de sacas, frente a 27,0 milhões no ciclo anterior. Com esses volumes, a produção total brasileira pode alcançar entre 71,0 e 74,4 milhões de sacas em 2026/27.

A companhia aponta que o avanço do arábica representa crescimento entre 23,3% e 30,0% em relação à safra passada, impulsionado pela entrada de novas áreas, pelo manejo e pela bienalidade positiva em parte das lavouras, além da melhora das condições climáticas após meados de outubro. Ainda assim, a produtividade segue desigual entre as regiões produtoras. No caso do conilon, a projeção indica recuo entre 5,9% e 8,9% na comparação anual, após um ciclo considerado excepcional, com parte dessa queda sendo compensada pela expansão e renovação de áreas iniciadas a partir de 2023.

No campo climático, a Hedgepoint Global Markets observa que o período entre agosto e o início de outubro foi marcado por seca, o que atrasou a floração e provocou perdas nas primeiras floradas em algumas áreas. Com o retorno das chuvas a partir da segunda quinzena de outubro, especialmente nas regiões produtoras de arábica, houve uma segunda floração, que contribuiu para a recuperação das expectativas para a safra 2026/27.

Segundo a analista de café da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, o cenário atual também reflete ajustes no manejo das lavouras. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirma. Ela destaca ainda que houve aumento das podas em áreas com plantas danificadas que não haviam passado por esse processo na última temporada, em função dos preços elevados à época.

Para o conilon, a analista aponta que a regularidade das precipitações e os bons níveis dos reservatórios no Espírito Santo e na Bahia vêm favorecendo a floração e o enchimento dos grãos. De acordo com a Hedgepoint Global Markets, essas condições ajudam a sustentar um volume ainda elevado da produção, mesmo após o pico do ciclo anterior.

No mercado, a companhia avalia que a recuperação do arábica, combinada a uma produção significativa de conilon, tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais. No entanto, a Hedgepoint ressalta que estimativas mais precisas dependerão da conclusão da fase de enchimento dos grãos, entre dezembro e março, período em que o mercado permanece sensível a eventuais adversidades climáticas. “O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, diz.

Segundo Laleska Moda, as lavouras encontram-se atualmente na fase de enchimento dos grãos, e novas revisões das estimativas devem ser divulgadas entre março e abril, quando será possível avaliar os rendimentos de processamento com maior precisão. “A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Vemos o arábica entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas e o conilon entre 24,6 e 25,4 milhões. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode gerar janelas de volatilidade e oportunidades”, explica.





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Fenômeno climático traz pancadas de chuva para grande parte do país


previsão chuva Brasil
Foto: Pixabay

Um corredor de umidade que se estende do Acre ao Espírito Santo motivado pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) deve trazer pancadas de chuva e até temporais para grande parte do país. Confira a previsão desta terça-feira (6):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo deve seguir mais firme durante a madrugada e há chance de chuva mais fraca em áreas do leste, norte e do litoral do Paraná, principalmente pela manhã devido à influência marítima. No norte da Região, a atuação de um sistema de alta pressão garante um tempo mais estável e as temperaturas voltam a se elevar mais pelos estados, enquanto em algumas áreas do leste de Santa Catarina e do Paraná, além da serra gaúcha e catarinense, seguem mais amenas durante o dia.

Sudeste

Há previsão de chuva mais fraca ao longo do litoral paulista desde o começo do dia. Já no restante da região, o tempo deve ficar mais firme pela manhã, com sol aparecendo entre nuvens. A partir da tarde, as pancadas de chuva aumentam no norte do estado de São Paulo e pode chover de maneira moderada e pontualmente mais forte. Em áreas do leste e do interior paulista também chove de maneira mais fraca. Chove de maneira moderada a forte intensidade desde o começo do dia em grande parte de Minas Gerais, metade norte do Rio de Janeiro e também do Espírito Santo, com risco de temporais em algumas áreas. As temperaturas seguem mais amenas em grande parte da região, enquanto na metade oeste de São Paulo, além do Triângulo Mineiro, os termômetros ficam mais elevados, ocasionando sensação de calor ao longo da tarde.

Centro-Oeste

A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) segue favorecendo as pancadas de chuva em grande parte de Mato Grosso e em Goiás desde a madrugada. Ao longo do dia, as instabilidades seguem ocorrendo e ganham força pela região, onde pode chover de maneira moderada a forte intensidade, com risco de temporais em algumas áreas. Já em Mato Grosso do Sul, a circulação de umidade favorece pancadas de chuva moderadas a fortes em áreas do norte e leste do estado, enquanto no restante do estado o tempo deve seguir mais firme, com sol aparecendo mais. As temperaturas continuam mais elevadas pela região, enquanto em Goiás ainda seguem mais agradáveis ao longo do dia.

Nordeste

Há chance de pancadas de chuva mais fortes em áreas do oeste e sul da Bahia desde o começo do dia devido à influência da ZCAS. Ao longo da manhã, também pode chover em áreas do interior do Maranhão e do Piauí de maneira mais fraca, e à tarde as instabilidades aumentam nessas áreas, onde há chance de temporais. Enquanto isso, nas demais áreas, o tempo deve ficar mais firme e as temperaturas seguem elevadas pela região.

Norte

No Norte, a atuação da ZCAS segue favorecendo as pancadas de chuva em áreas do oeste e sul do Amazonas, Acre, Rondônia e sul do Pará, onde chove de maneira moderada a forte intensidade e há risco de temporais. No Tocantins, as instabilidades diminuem, e no Amapá chove ao longo do dia.

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AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens mantêm desenvolvimento compatível com o período



Manejo ajustado impulsiona crescimento das pastagens



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que o período recente foi marcado por ajustes no manejo das pastagens no Rio Grande do Sul, principalmente em relação à entrada dos animais e ao tempo de permanência nos piquetes. As decisões foram influenciadas pela resposta das forrageiras às condições de umidade e temperatura observadas nas diferentes regiões. De forma geral, houve recuperação do campo nativo, com manutenção do crescimento, e o desenvolvimento das pastagens cultivadas e naturais manteve-se compatível com a época do ano. Segundo o levantamento, os produtores deram continuidade às adubações de cobertura conforme a disponibilidade de umidade no solo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas semeadas na primeira quinzena de novembro atingiram altura adequada para a entrada dos animais. O informativo registra rebrote expressivo nas áreas de campo nativo manejadas de forma apropriada, com aumento da capacidade de suporte animal, acompanhado por melhora na disponibilidade e no valor nutritivo da forragem.

Em Caxias do Sul, parte das pastagens cultivadas implantadas de forma antecipada alcançou altura considerada adequada para o pastejo. As pastagens perenes, especialmente de tifton, apresentaram oferta de matéria seca associada à rebrota. Nos campos nativos e nos campos nativos melhorados, a qualidade da forragem favoreceu o desempenho dos animais, enquanto áreas melhoradas com introdução de espécies exóticas, como trevos, permitiram maior produção de massa verde e suportaram lotações superiores às observadas nos campos nativos.

Nas regiões administrativas de Erechim, Frederico Westphalen e Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão apresentaram desenvolvimento compatível com o período, possibilitando a realização de pastejos. Já em Santa Rosa, o desenvolvimento vegetativo foi impulsionado pela umidade do solo, resultado de chuvas mais frequentes e bem distribuídas, o que favoreceu a emissão de novas folhas e de perfilhos, com maior densidade e uniformidade da cobertura vegetal.

De acordo com o informativo, os produtores também adotaram estratégias de manejo do rebanho, com ajustes nas alturas de entrada e saída dos animais nos piquetes, com o objetivo de evitar o sobrepastejo e estimular a rebrota uniforme das gramíneas.





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AgroNewsPolítica & Agro

IAC se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca



Pesquisador responsável pelo feijão Carioca, Luiz D’Artagnan, faleceu



Foto: Divulgação

Com pesar, o Instituto Agronômico (IAC) comunica o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, ocorrido em 2 de janeiro de 2026. Ele foi o responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, que revolucionou a mesa dos brasileiros.

D’Artagnan, como era conhecido, ingressou em 1967 no IAC, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde trabalhou até a aposentadoria, em 2002. O pesquisador atuou na antiga Seção de Leguminosas.

Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), enviou grãos listrados de feijão, que viriam a ser popularmente conhecidos como feijão Carioca. O material foi analisado pelos pesquisadores D’Artagnan, Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Eles foram os responsáveis pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material.

Em 1969, a variedade Carioca foi oficialmente lançada, sob a responsabilidade direta do pesquisador D’Artagnan, sendo incluída no projeto de produção de sementes básicas da CATI.

 Na década de 1970, iniciou-se o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca tornou-se a preferida pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional. Esse resultado do IAC revolucionou o mercado de feijão em qualidade e produtividade.

Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha” e recebeu diversas homenagens.





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Lula diz que premiê da Itália pediu mais tempo para aprovar acordo UE-Mercosul


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira, e ouviu que o governo italiano não é contrário ao acordo entre União Europeia e Mercosul, mas precisa de um tempo para convencer os agricultores de seu país.

“Na conversa com a primeira-ministra Meloni, ela ponderou para mim que não é contra o acordo, ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza que é capaz de convencê-los a aceitar o acordo”, disse Lula em entrevista coletiva, em Brasília.

Na quarta-feira, o governo italiano se uniu à França e pediu um adiamento da votação do acordo no Conselho Europeu, marcada para esta quinta, e praticamente inviabilizou a assinatura do acordo no próximo sábado, em Foz do Iguaçu, como estava previsto.

“Ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer.”

De acordo com uma fonte presente ao telefonema, a primeira-ministra italiana deixou claro a Lula que a posição italiana é diferente da francesa, e a Itália apoia o acordo, e garantiu que deve conseguir apaziguar as questões locais.

Na quarta-feira, em discurso na reunião ministerial, o presidente mostrou irritação com mais um adiamento e ameaçou não assinar o acordo enquanto estiver no cargo.

“Está difícil, porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos”, disse.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo”, afirmou. “Eu vou a Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas também, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder.”

Depois dessa fala, contou a fonte, assessores de Meloni passaram a fazer contatos com o Palácio do Planalto para amenizar a situação e decidiu-se pelo contato direto entre os dois presidentes. Há, agora, uma expectativa concreta do governo brasileiro de que o acordo possa de fato ser assinado em janeiro.

Depois da fala do presidente, Meloni afirmou, em uma nota oficial, que a Itália está pronta para apoiar o acordo assim que as questões relacionadas com a agricultura fossem resolvidas, o que poderia ser feito em pouco tempo.

Por causa das regras da UE, é necessária a aprovação do acordo por pelo menos 15 países e representação de pelo menos 65% da população do bloco. Sem a Itália, França, Polônia e Hungria, países contrários ao acordo, o mínimo necessário não é atingido, o que torna os italianos fiéis da balança.

Os europeus pretendiam colocar o acordo em votação esta semana, e estava prevista a vinda a Foz do Iguaçu da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ambos ainda não confirmaram que não virão, mas não são mais esperados pelo governo brasileiro, que preside o bloco até o sábado.





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