quarta-feira, março 18, 2026

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BNDES libera R$ 384 milhões para projeto inovador de captura de CO₂


FS Indústria de Biocombustíveis
Foto: FS Indústria de Biocombustíveis/divulgação

A transição energética brasileira ganha um marco histórico. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 384,3 milhões para viabilizar o primeiro projeto de captura e estocagem geológica de CO₂ do país, desenvolvido pela FS Indústria de Biocombustíveis em Lucas do Rio Verde (MT).

O investimento faz parte do programa BNDES Mais Inovação e permitirá à companhia construir uma unidade pioneira capaz de comprimir, injetar e armazenar dióxido de carbono em grandes profundidades nos reservatórios sedimentares salinos da Bacia dos Parecis.

A iniciativa utiliza a tecnologia Bioenergy with Carbon Capture and Storage (BECCS), versão aplicada a biocombustíveis do já conhecido processo de Carbon Capture and Storage (CCS). Com o sistema em operação, a FS pretende capturar e remover 100% de suas emissões de CO₂, o equivalente a 423 mil toneladas por ano na planta de Lucas do Rio Verde.

A empresa projeta, ainda, tornar-se produtora do combustível com a menor pegada de carbono do mundo, combinando captura geológica com o uso de milho de 2ª safra e biomassa renovável.

BNDES destaca papel na descarbonização

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento reforça a estratégia nacional de combater as emissões e fortalecer o mercado brasileiro de carbono.

“A remoção de 423 mil toneladas de CO₂ por ano contribui diretamente para o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris. O projeto está totalmente alinhado à agenda de transição energética do governo Lula”, afirmou.

O CEO da FS, Rafael Abud, afirma que a implantação do BECCS representa um passo estratégico para o futuro da companhia e para o protagonismo do país.

“O BECCS é decisivo para alcançarmos a referência global em combustível de pegada de carbono negativa. A tecnologia abre mercados, como o de créditos de carbono, e coloca o Brasil na vanguarda da transição energética”, declarou.

FS: pioneirismo no etanol de milho

A FS é a primeira indústria brasileira a produzir etanol 100% a partir de milho. A companhia opera três unidades em Mato Grosso — Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste — com capacidade instalada superior a 2,6 bilhões de litros por ano. Além do biocombustível, a empresa produz coprodutos para nutrição animal, óleo de milho, bioeletricidade e mantém estruturas para comercialização de milho e etanol.

A agenda de sustentabilidade guia as decisões estratégicas da companhia. A FS mantém cinco compromissos de longo prazo até 2030, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e ao Acordo de Paris.

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Safra de laranja 2025/26 em SP e MG é revisada para 294,8 milhões de caixas, aponta Fundecitrus


Laranja pera
Foto: Orlando Passos/Embrapa

A produção de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi revisada para baixo na safra 2025/26. A nova projeção indica 294,81 milhões de caixas de 40,8 quilos, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

O volume representa queda frente às estimativas anteriores divulgadas em maio e setembro. O ajuste reflete, principalmente, o menor tamanho dos frutos e o aumento da taxa de queda ao longo do ciclo.

A segunda reestimativa foi divulgada nesta quarta-feira (10). O cenário climático adverso e o avanço do greening seguem como os principais fatores de pressão sobre a produtividade dos pomares.

Impacto do clima no desenvolvimento dos frutos

A falta de chuvas ao longo de boa parte do ciclo prejudicou o enchimento dos frutos. Entre maio e novembro, o volume médio de precipitação ficou abaixo do padrão histórico em grande parte do cinturão citrícola.

Em São Paulo, apenas a região de Porto Ferreira registrou chuvas levemente acima da média. No Triângulo Mineiro e em Bebedouro, os déficits foram mais intensos, limitando o desenvolvimento das laranjas.

A expectativa inicial era de que parte relevante da colheita ocorresse após a volta das chuvas de primavera. No entanto, setembro foi marcado por precipitações reduzidas e outubro só apresentou melhora mais consistente na segunda quinzena.

Com isso, os frutos chegaram à colheita com peso inferior ao projetado anteriormente. Na média geral, cada laranja ficou cerca de 4 gramas mais leve. Esse ajuste aumenta o número de frutos necessários para completar uma caixa padrão.

As alterações variam entre variedades precoces, Pera, Valência, Folha Murcha e Natal, sempre refletindo frutos menores e maior quantidade por caixa colhida.

Greening amplia perdas no campo

Outro fator decisivo para a revisão da safra foi o aumento da taxa de queda de frutos, agora estimada em 23%. A principal explicação está na maior severidade do greening nos pomares.

Dados do Fundecitrus indicam que a severidade média da doença avançou em relação ao ano anterior, reduzindo significativamente o potencial produtivo do parque citrícola. Parte expressiva das plantas apresenta sintomas em grande parte da copa.

Segundo o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o clima seco potencializa os efeitos da doença. Ele explica que, quando o estresse hídrico se soma ao greening mais severo, a tendência é de maior queda de frutos.

Além disso, ventos fortes registrados em setembro e o maior tempo dos frutos nas árvores, em busca do ponto ideal de maturação, também contribuíram para o aumento das perdas.

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Chuvas retornam às lavouras de soja do RS após mais de 20 dias; ventos fortes causam estragos


Reprodução Canal Rural

No Rio Grande do Sul, a tão esperada chuva retornou após mais de 20 dias de estiagem, trazendo alívio para produtores de soja de várias regiões. No entanto, com a mudança no tempo, vieram também os ventos fortes que derrubaram estruturas na Serra Gaúcha, deixando um rastro de prejuízos.

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A chuva, aguardada há semanas pelos agricultores, chegou na noite passada e já registra altos volumes em diferentes municípios. Alguns ultrapassaram os 70 mm até o meio-dia de hoje. O retorno da umidade anima especialmente os produtores de soja recém-implantada, que dependem desse suporte hídrico para garantir um bom desenvolvimento inicial.

Já as lavouras de milho, espalhadas por todo o estado e bastante prejudicadas pelo longo período de seca, também podem apresentar algum grau de recuperação. Apesar disso, os produtores permanecem atentos aos alertas de temporais, temendo a ocorrência de granizo ou ventos ainda mais intensos, como os registrados na Serra Gaúcha, onde estruturas foram derrubadas pela força das rajadas.

Situação difícil no RS

Embora a previsão aponte para dias seguidos de chuva, agricultores da metade norte do estado reforçam que a estiagem ultrapassou 20 dias, causando prejuízos, sobretudo no milho em fase de floração e na soja recém-implantada.

Em muitas localidades, algumas lavouras já apresentam perdas consolidadas, repetindo um cenário que se arrasta por seis safras consecutivas. Imagens registradas mostram áreas severamente comprometidas, evidenciando o agravamento da situação no campo.

Em Sarandi, o produtor Lauri Cescon relata que a última chuva significativa ocorreu entre os dias 15 e 16 de novembro. Segundo ele, o milho que está em fase de floração já apresenta forte comprometimento, e as áreas que passaram dessa fase sofreram ainda mais.

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IBGE: Abate de bovinos, suínos e frangos registra recorde no 3º trimestre


Embarque de bovinos do sítio Shofar para o abate. Foto: Matheus Roz
Embarque de bovinos do sítio Shofar para o abate. Foto: Matheus Roz

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10), mostram que a produção pecuária brasileira avançou no 3º trimestre de 2025 e registrou resultados recordes em diferentes segmentos.

O abate de bovinos, suínos e frangos cresceu no período, assim como a aquisição de leite e de couro. A produção de ovos também superou o volume do mesmo período de 2024, apesar de leve recuo frente ao trimestre imediatamente anterior.

Abate de bovinos mantém ritmo de crescimento

O abate de bovinos somou cerca de 11,28 milhões de cabeças no 3º trimestre de 2025. O volume representou alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e crescimento de 7,1% em relação ao 2º trimestre do ano. O avanço ocorreu mesmo com comportamentos distintos entre categorias, como bois, vacas, novilhos e novilhas.

A produção de carcaças bovinas acompanhou esse movimento. O peso total chegou a aproximadamente 2,97 milhões de toneladas, com aumento de 6,5% na comparação anual e avanço de 11,2% frente ao trimestre anterior. O resultado reflete tanto o maior número de animais abatidos quanto a elevação no rendimento médio das carcaças.

Suínos e frangos também registram expansão

O abate de suínos alcançou 15,81 milhões de cabeças no 3º trimestre. O número indica crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024 e de 4,8% frente ao trimestre anterior. O peso total das carcaças somou cerca de 1,49 milhão de toneladas, mantendo variação positiva nas duas bases de comparação.

No segmento de aves, foram abatidas aproximadamente 1,69 bilhão de cabeças de frango no período. O resultado ficou 2,9% acima do registrado no 3º trimestre de 2024 e 3,0% superior ao observado no trimestre imediatamente anterior. A produção de carcaças totalizou cerca de 3,60 milhões de toneladas.

Leite e couro puxam recordes na indústria

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária somou 7,01 bilhões de litros no 3º trimestre de 2025. O volume cresceu 10,2% em relação ao mesmo período de 2024 e 7,9% na comparação trimestral. O leite efetivamente industrializado acompanhou esse avanço.

No mercado de couro, os curtumes receberam 11,42 milhões de peças de couro cru bovino no período. O volume representa aumento de 8,2% frente ao 3º trimestre de 2024 e de 6,2% na comparação com o trimestre anterior.

Produção de ovos segue elevada

A produção de ovos de galinha alcançou aproximadamente 1,24 bilhão de dúzias no 3º trimestre de 2025. O resultado ficou 2,6% acima do volume registrado no mesmo período de 2024, embora tenha recuado 0,5% em relação ao 2º trimestre do ano.

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Exportações de algodão podem atingir novo recorde


Algodão Mato Grosso pluma
Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

Os preços domésticos do algodão em pluma estão oscilando neste início de dezembro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os momentos de baixa vêm sendo influenciados pela necessidade de alguns vendedores de captar recursos e/ou de liquidar certos lotes. Por outro lado, as altas estão atreladas à firmeza de vendedores, especialmente aqueles capitalizados e/ou com lotes de qualidade superior.

Do lado comprador, pesquisadores do Cepea explicam que indústrias se preparam para o recesso de fim de ano e realizam aquisições pontuais. Preocupações logísticas também entram no radar de agentes neste período, o que reforça a lentidão dos negócios. Além de cumprir contratos a termo, players têm realizado novas programações, sobretudo para o primeiro semestre de 2026.

Quanto às exportações, o setor nacional deve alcançar uma nova marca histórica em 2025. Até então, o recorde anual fica com 2024, de 2,77 milhões de toneladas, conforme dados da Secex.

Em novembro, os envios somaram 402,5 mil toneladas, o maior volume para o período, além de superar em 36,9% o de outubro/25 e em 34,4% o de novembro/24. No ano, já acumulam 2,57 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Comércio exterior soma US$ 12,9 bilhões no início de dezembro


A balança comercial brasileira iniciou dezembro de 2025 com superávit de US$ 1,9 bilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta segunda-feira (8). De acordo com o órgão, a corrente de comércio da primeira semana do mês alcançou US$ 12,9 bilhões, resultado de US$ 7,4 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

A Secex informou que, no acumulado do ano, “as exportações totalizam US$ 325,3 bilhões e as importações, US$ 265,5 bilhões”, o que gera saldo positivo de US$ 59,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 590,7 bilhões.

Nas vendas externas, a comparação entre a média diária da primeira semana de dezembro de 2025 e a de dezembro de 2024 mostra alta de 25,4%, passando de US$ 1,184 bilhão para US$ 1,486 bilhão. As importações também cresceram: “houve aumento de 14,3%”, com a média diária subindo de US$ 964,06 milhões para US$ 1,101 bilhão.

Até a primeira semana do mês, a média diária da corrente de comércio somou US$ 2,587 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 384,67 milhões. Na comparação com dezembro de 2024, “houve crescimento de 20,4% na corrente de comércio”, aponta o informe.

No desempenho por setores, as exportações mostram avanço em todas as áreas. A Secex destacou que, até a primeira semana de dezembro de 2025, houve crescimento de 58,9% na Agropecuária, equivalente a US$ 111,59 milhões na média diária. A Indústria Extrativa registrou alta de 42,8% (US$ 103,3 milhões), enquanto a Indústria de Transformação aumentou 11,3% (US$ 84,28 milhões).

Nas importações, também houve expansão. A Agropecuária cresceu 13,3% (US$ 3,01 milhões), a Indústria Extrativa avançou 33,3% (US$ 12,88 milhões) e os produtos da Indústria de Transformação tiveram alta de 14,1% (US$ 126,07 milhões) na média diária.





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Queda no preço dos alimentos ajuda a desacelerar inflação em novembro


alimentos alta inflação
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

A inflação oficial medida pelo IPCA registrou alta de 0,18% em novembro. O resultado ficou acima do índice de outubro, que havia sido de 0,09%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

Com isso, a inflação acumulada no ano chegou a 3,92%. Em 12 meses, o indicador ficou em 4,46%, abaixo dos 4,68% registrados no período imediatamente anterior.

O desempenho de novembro foi influenciado, principalmente, pelo avanço nos preços de serviços e pela alta da energia elétrica. Em novembro de 2024, a inflação havia sido maior, com variação de 0,39%.

Pressões vieram de despesas pessoais e habitação

Cinco dos nove grupos pesquisados apresentaram aumento de preços em novembro. As maiores pressões vieram de despesas pessoais e habitação, ambos com alta de 0,77% e 0,52%, respectivamente.

Em despesas pessoais, o principal impacto veio do item hospedagem. A alta de 4,09% refletiu aumentos expressivos em Belém, que sediou a COP30 no mês. Esse movimento respondeu por 0,03 ponto percentual do IPCA.

No grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 1,27% e teve impacto relevante no índice. A vigência da bandeira tarifária vermelha patamar um manteve cobranças adicionais na conta de luz, somadas a reajustes regionais aplicados em capitais como Goiânia, Brasília, São Paulo e Porto Alegre.

A energia elétrica acumula alta de 15,08% no ano e de 11,41% em 12 meses. Esse item é o principal impacto individual do IPCA nos dois períodos.

Transportes e alimentos ajudaram a conter o índice

O grupo transportes avançou 0,22% em novembro, pressionado pela alta de 11,90% das passagens aéreas. Em sentido oposto, os combustíveis recuaram 0,32%, com quedas na gasolina, no diesel e no gás veicular. O etanol subiu 0,39%, mas em ritmo menor que em outubro.

Já alimentação e bebidas registrou variação negativa de 0,01%. A alimentação no domicílio caiu pelo sexto mês seguido, com destaque para reduções nos preços do tomate, leite longa vida e arroz. As carnes e o óleo de soja tiveram alta no período.

Entre as regiões, Goiânia apresentou a maior variação mensal, com 0,44%. Aracaju teve o menor resultado, com deflação de 0,10%, influenciada pela queda em serviços e combustíveis.

INPC tem alta mais moderada

O INPC, que mede a inflação para famílias de menor renda, avançou 0,03% em novembro. No ano, o índice acumula 3,68% e, em 12 meses, 4,18%, também abaixo do período anterior.

Assim como no IPCA, a energia elétrica e os preços de alimentos influenciaram os resultados regionais do indicador.

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Chuvas trazem otimismo para produtores de café


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os bons volumes de chuvas registrados em muitas regiões produtoras de café arábica vêm trazendo otimismo ao setor, à medida que favorecem o potencial produtivo da nova safra. Isso é o que explicam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o robusta, segundo o instituto, apesar de um período mais seco que prejudicou o início da temporada, chuvas no norte do Espírito Santo, onde se concentra a maior parte da área da variedade, têm ocorrido em quantidades ainda maiores. Para esta semana, a Climatempo prevê novas precipitações no cinturão cafeeiro, o que, conforme análise do Cepea, intensifica as expectativas positivas entre os agentes.

Dados divulgados neste mês pela Conab apontam que a produção da safra 2025/26 alcançou 56,5 milhões de sacas, aumentos de 4,3% em relação a 2024 e de 2,5% frente a 2023, mas ainda abaixo do necessário para que os estoques voltem a ficar confortáveis. Para a temporada 2026/27, estimativas da Conab devem ser divulgadas em janeiro/26. 

Além de se tratar de uma safra de bienalidade alta, agentes consultados pelo Cepea indicam que as condições climáticas, mesmo com alguns dias com menor volume de chuva em novembro, estão melhores que as observadas em safras anteriores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Agro diz que ajuda de US$ 12 bilhões de Trump não cobre prejuízos causados por tarifas


Donald Trump, irã
Foto: Joyce N. Boghosian/ The White House

O novo pacote de US$ 12 bilhões anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com alívio, mas também com forte ceticismo pelos agricultores norte-americanos. Apesar do apoio emergencial vir em um momento de margens apertadas, com preços baixos, custos elevados e exportações em queda devido às disputas comerciais, lideranças do setor afirmam que o valor é insuficiente para compensar as perdas.

Economistas, produtores e instituições financeiras estimam que o impacto financeiro das tarifas aplicadas pelo governo norte-americano esteja entre US$ 34 bilhões e US$ 44 bilhões, muito acima do montante anunciado. Ainda assim, reconhecem que o pacote ajudará a viabilizar a próxima temporada de plantio, aliviando pressões de curto prazo.

Nova lei agrícola de Trump

A Casa Branca justifica que o pacote é apenas uma medida transitória até que entre em vigor a One Big Beautiful Bill, proposta de legislação tributária e de gastos defendida por Trump. A nova lei promete aumentar os pagamentos agrícolas ao elevar os preços de referência para culturas como milho e soja, reduzindo a dependência de auxílios emergenciais a partir de 2026.

Mesmo com a expectativa de mudanças estruturais, produtores e analistas afirmam que os ajustes previstos são insuficientes para conter o aumento das dívidas e os altos custos de produção no país.

Pesquisas recentes revelam que mais da metade dos agricultores pretende usar a nova ajuda apenas para pagar dívidas existentes, e não para investir ou expandir atividades. Credores agrícolas também projetam que menos da metade dos produtores será lucrativa em 2026, reforçando sinais de deterioração da economia rural americana.

Soja é o setor mais afetado

Entre as culturas, os sojicultores são os que enfrentam o maior impacto. A suspensão das importações americanas pela China, durante a crise comercial, eliminou bilhões de dólares em vendas, perdas que não devem ser revertidas.

Associações do setor afirmam que o pacote federal cobrirá apenas um quarto dos prejuízos da soja. Já produtores de frutas e vegetais estão em situação ainda mais delicada, porque receberão apenas uma parcela reduzida dos recursos.

Setor agrícola segue vulnerável

Mesmo antes da nova rodada de ajuda, os pagamentos governamentais ao setor já se aproximavam de um recorde histórico. Apesar disso, especialistas destacam que a agricultura norte-americana continua exposta a:

  • altos riscos climáticos e de mercado,
  • demanda global enfraquecida,
  • custos operacionais crescentes,
  • endividamento estrutural.

Assim, embora o pacote de US$ 12 bilhões seja visto como necessário, analistas o classificam como uma “ponte temporária”, capaz de desacelerar as perdas, mas longe de resolver os problemas estruturais enfrentados pelos agricultores dos Estados Unidos.

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Agro ocupa 32% do território do Brasil e segunda safra dispara com 14,7 milhões de hectares de milho


Gado ilegal no Maranhão
Gado ilegal estava em território indígena no estado do Maranhão Foto: divulgação/ Casa Civil

As atividades agropecuárias já ocupam 32% do território brasileiro, segundo novo levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pelo MapBiomas. Do total, 56,7% correspondem a pastagens plantadas e 23% às áreas agrícolas, ambas com sinais claros de intensificação do uso do solo observados via satélite.

Entre as lavouras temporárias, como soja, milho e algodão, quase dois terços (64%), ou 31,4 milhões de hectares, apresentaram mais de um ciclo de cultivo, incluindo soja seguida de milho ou algodão, ou ainda o uso de plantas de cobertura. Já 78% das pastagens (121,4 milhões de hectares) registram médio ou alto vigor, indicador diretamente relacionado à capacidade de suporte animal por hectare.

Os dados fazem parte da nova plataforma aberta do MapBiomas, que acaba de lançar o primeiro mapa nacional da agricultura de segunda safra, ainda em versão beta, cobrindo o período de 2000 a 2024.

Segunda safra: milho domina mais de 14,7 milhões de hectares em 2024

O novo mapeamento revela que o milho é a principal cultura da segunda safra no Brasil. Em 2024, foram identificados:

  • 14,7 milhões de hectares de milho
  • 2,5 milhões de hectares de algodão
  • 6,5 milhões de hectares de outras culturas temporárias ou coberturas vegetais

Cerca de 95% do milho safrinha foi implantado após a colheita da soja, reforçando a importância das rotações e do plantio direto no sistema tropical brasileiro.

“A segunda safra é um trunfo da agricultura tropical. Ela aumenta a produção sem abrir novas áreas, melhora o retorno econômico e ajuda no sequestro de carbono”, destaca o pesquisador Eliseu Weber, coordenador do tema de agricultura do MapBiomas.

O especialista alerta, porém, para desafios crescentes: degradação do solo pelo uso intensivo, mudança climática e redução das chuvas, fatores que podem ameaçar a viabilidade da segunda safra, especialmente do milho, nas próximas décadas.

Mato Grosso lidera a segunda safra

O levantamento mostra forte concentração geográfica:

  • Mato Grosso: 7,1 milhões de ha de milho (48% do total mapeado) e 1,6 milhão de ha de algodão
  • Paraná: 5 milhões de ha de segunda safra (2,2 milhões de milho; 2,8 milhões de outras culturas)
  • Mato Grosso do Sul: 2 milhões de ha, sendo 1,9 milhão de milho
  • Goiás: 2 milhões de ha (1,7 milhão de milho; 300 mil de algodão)

Na safra de verão, a soja segue dominante, saltando de 4,5 milhões de hectares em 1985 para 40,7 milhões de hectares em 2024. Mais de dois terços (65%) da soja apresentam dois ciclos de cultivo por ano.

Pastagens: 155 milhões de hectares, com maioria em médio e alto vigor

O monitoramento identificou 155 milhões de hectares de pastagens no país. Apesar de quase 22% das áreas apresentarem baixo vigor, cerca de 34 milhões de hectares com sinais de degradação, a maior parte demonstra boa capacidade forrageira:

  • Médio vigor: 43%
  • Alto vigor: 35,4%

Entre 2000 e 2024, houve ganho líquido de vigor em 6,2 milhões de hectares. A Amazônia concentra as pastagens com maior biomassa (acima de 25 t/ha/ano).

“Essas áreas de baixo vigor representam uma enorme oportunidade para conversão produtiva, alinhada ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas”, afirma Laerte Guimarães Ferreira, coordenador no MapBiomas.

Os estados com mais pastagens são:

  • Pará – 21,7 milhões ha
  • Mato Grosso – 20,2 milhões ha
  • Minas Gerais – 19,3 milhões ha
  • Bahia – 14,6 milhões ha
  • Mato Grosso do Sul – 12,2 milhões ha
  • Goiás – 12 milhões ha

Juntos, representam quase 70% do total nacional.

Expansão agrícola avança sobre pastagens, que, por sua vez, avançam sobre vegetação nativa

O MapBiomas confirma que a expansão agrícola ocorreu principalmente sobre áreas de pastagens, enquanto as pastagens avançaram sobretudo sobre vegetação nativa, primeiro sobre formações florestais e depois savânicas.

Ainda assim, uma parte relevante das pastagens voltou a ser vegetação nativa ao longo das décadas, movimento observado em todas as séries analisadas.

Culturas permanentes também crescem

Entre 1985 e 2024, houve expansão consistente em cultivos permanentes:

  • Cana-de-açúcar: 2,2 para 10,1 milhões ha
  • Arroz: 390 mil para 1,1 milhão ha
  • Citrus: 100 mil para 400 mil ha
  • Dendê: 10 mil para 240 mil ha (forte concentração no Pará)
  • Silvicultura: 1,56 para 9 milhões ha

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