Foto: Edinan Ferreira/ Agência Cora Coralina de Notícias
A economia em Goiás foi a segunda que mais cresceu no país, registrando alta de 4,8% no acumulado deste ano, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBCR), medido pelo Banco Central (BC) e analisado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB).
O número só está abaixo do registrado pelo Pará e representa o dobro da média nacional para o período, correspondente a 2,4%.
O cenário também é favorável no acumulado em 12 meses, quando Goiás atingiu 4,6% e ocupou a terceira posição no ranking nacional, enquanto o Brasil alcançou o índice de 2,5%.
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, afirma que os resultados se devem às políticas voltadas para o crescimento econômico.
“Os números refletem um conjunto de ações estratégicas adotadas pelo Governo de Goiás: responsabilidade fiscal, ambiente de negócios mais simples e seguro, incentivos ao setor produtivo. Também temos apostado fortemente em inovação, qualificação profissional e atração de novos empreendimentos”, destaca.
Na variação mensal interanual, que abrange a comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2024, Goiás cresceu 4,7%, enquanto o país registrou um crescimento tímido de 0,4%. No ranking nacional, o estado também ocupa o terceiro lugar.
Já quando se trata de variação mensal com ajuste sazonal entre outubro de 2025 e setembro de 2025, Goiás chega a 2,7%, enquanto o Brasil apresentou queda de 0,2%.
Sobre o IBCR
O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), medido pelo Banco Central, é divulgado mensalmente. De acordo com a instituição financeira, ele permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o PIB, de frequência trimestral, descreve o quadro abrangente da economia.
O IBCR é baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA), Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e Produção Agrícola Municipal (PAM), entre outros.
A partir de 1º de janeiro de 2026, o jeito de cobrar imposto no Brasil mudou de vez. Toda nota fiscal emitida, da padaria da esquina ao grande frigorífico, passa a cair dentro de um sistema único, totalmente digital, que calcula e distribui os tributos em tempo real.
Esse novo sistema não é qualquer programa. Ele é considerado o maior software tributário já criado no mundo, com capacidade de processamento dezenas de vezes superior à de qualquer sistema financeiro já utilizado no país.
Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, ele vai substituir impostos antigos e conhecidos do brasileiro, como PIS, Cofins, IPI e boa parte do ICMS. Para ter dimensão do tamanho da mudança, trata-se de uma infraestrutura digital capaz de analisar, calcular e distribuir tributos em cada operação de compra e venda, em tempo real, de forma automática e integrada em todo o território nacional.
Na prática, o imposto deixa de ser algo “para depois”. Ele passa a ser separado no exato momento do pagamento, no chamado split payment. Funciona assim: o cliente paga R$ 200 numa loja. A maior parte vai direto para o caixa da empresa e uma pequena fatia é automaticamente enviada para União, estado e município. Tudo sem guia, sem boleto e sem aquela correria no fim do mês.
Outra mudança importante está no crédito. Hoje, empresas e produtores pagam imposto na compra e podem levar meses — às vezes anos — para receber esse dinheiro de volta. Com o novo sistema, o crédito entra sozinho, de forma automática, poucos dias depois da operação.
No delivery acontece a mesma coisa. O aplicativo emite uma única nota fiscal e o sistema se encarrega de dividir o imposto entre o estado do restaurante, do entregador e do consumidor.
Nas exportações, o ganho é ainda mais claro: a nota já sai com imposto zero, sem necessidade de provar nada depois. A papelada simplesmente deixa de existir.
E no agro, o que muda?
Muita coisa melhora, e quase nada piora.
A agricultura e a pecuária entram no novo modelo com benefícios preservados. O produtor rural pessoa física continua vendendo a maior parte dos produtos da cesta básica — como arroz, feijão, leite in natura e carnes, com alíquota zero. Grãos como soja, milho e algodão destinados à exportação ou à indústria também seguem sem imposto na saída.
O grande avanço está no crédito. Fertilizantes, ração, diesel e máquinas passam a gerar crédito automático, devolvido em poucos dias. Antes, esse dinheiro ficava preso em processos que podiam levar até dois anos. Agora, ele volta rápido para o caixa, o que faz diferença antes da próxima safra.
Frigoríficos e laticínios também ganham previsibilidade. A velha guerra fiscal do ICMS perde força, porque passa a existir uma nota fiscal nacional, com o imposto dividido corretamente entre os estados de origem da produção e de destino do consumo. Menos briga política, mais clareza nas regras.
Durante todo o ano de 2026, o novo sistema entra em funcionamento como um grande teste nacional. É um período criado justamente para identificar falhas, fazer correções e ajustar o que for necessário antes da implantação definitiva.
E é importante deixar claro: todos serão atingidos por esse teste. Toda nota fiscal emitida já passará pelo novo sistema, será analisada, calculada e registrada. A diferença é que, nessa fase, a alíquota será simbólica — 0,9% de IBS e 0,1% de CBS — totalmente rebatível. Se houver algum erro no preenchimento, o sistema apenas avisa. Não há punição nem bloqueio. É um treino geral do país inteiro.
A partir de 2027, com os ajustes feitos, as alíquotas começam a subir de forma gradual, até que, em 2033, o sistema antigo seja desligado de vez.
No resumo da ópera, o recado é simples: a partir de 2026, tudo o que você vender ou comprar será visto, calculado e registrado na hora. A sonegação perde espaço, a burocracia diminui e o crédito chega mais rápido.
O ambiente de testes já está disponível aqui. Vale entrar, entender e se preparar. Porque, desta vez, o Leão não vai correr atrás de ninguém. Ele vai estar dentro da maquininha.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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O tabelamento de fretes rodoviários implementado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem provocado distorções no mercado logístico agrícola e tende a ampliar a pressão sobre o escoamento de grãos no início de 2026, segundo avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu Boletim Logístico de dezembro.
A medida passa a valer em um momento sensível do calendário agrícola, marcado por grandes estoques de milho, início da colheita da soja e necessidade de liberar capacidade dos armazéns.
De acordo com a Conab, o mercado de fretes apresentou comportamento relativamente estável em novembro, com variações moderadas nas principais regiões produtoras. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, a estatal observa que o tabelamento tem interferido na formação dos preços em período de entressafra, reduzindo a fluidez logística e afetando a alocação de caminhões.
“O tabelamento cria, na conjuntura vigente, maiores incentivos para determinadas rotas”, avalia o boletim, ao destacar a concentração do fluxo em trajetos mais curtos, como os que têm Rondonópolis (MT) como destino.
Esse rearranjo ocorre em um momento em que ainda há volume expressivo de milho a ser escoado no estado. A Conab alerta que grande parte desse produto deverá ser movimentada em janeiro e fevereiro, período em que a colheita da soja tende a se intensificar.
Segundo a estatal, a combinação entre grandes estoques remanescentes e o avanço da nova safra “agrava os gargalos logísticos” e eleva o risco de pressão adicional sobre os fretes no início de 2026.
A situação se repete em outros estados do Centro-Oeste. Em Goiás, apesar da queda pontual dos fretes ao longo de novembro, a Conab aponta que o atraso e a posterior concentração da colheita da soja devem comprimir a janela logística. “Essa dinâmica tende a forçar uma maior concentração da demanda por transporte em um curto espaço de tempo”, observa o relatório, indicando aumento da pressão sobre custos e disponibilidade de caminhões.
Apesar das distorções apontadas, a Conab avalia que não há risco de paralisações no setor. “Mesmo com o descontentamento de parcela dos transportadores, o setor como um todo entende que não haverá manifestações ou paralisações, uma vez que o tabelamento sempre foi uma demanda do setor”, informou a estatal, ressalvando deficiências no funcionamento prático da medida.
Segundo a companhia, o ambiente favorável ao escoamento, com demanda firme tanto do mercado interno quanto externo, tem contribuído para a continuidade das operações, em um contexto internacional ainda marcado por tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
No Distrito Federal, o boletim registra retração nos fretes no fim de 2025, mas projeta retomada gradual da demanda nos próximos meses. A expectativa da Conab é de que o avanço da safra 2025/26 gere um novo ciclo de contratação de transporte à medida que a produção seja colhida e destinada ao mercado interno e às exportações ao longo de 2026.
No Matopiba (que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), o comportamento foi heterogêneo. Na Bahia, os fretes permaneceram sustentados em rotas com destino aos portos, apoiados pelo fluxo de retorno associado à importação de fertilizantes. Já no Maranhão e no Piauí, a entressafra reduziu significativamente a oferta de cargas de soja e milho, pressionando as cotações para baixo em novembro, em linha com a menor movimentação logística observada no período.
No Sul, o Paraná apresentou demanda mais moderada por transporte, reflexo do elevado nível de comercialização da safra anterior, o que reduziu a necessidade imediata de escoamento. Ainda assim, a Conab avalia que o cenário logístico pode se alterar com o avanço do novo ciclo produtivo. Para a estatal, o pano de fundo ainda é a safra volumosa.
A primeira estimativa da Conab para 2025/26 aponta produção total de 354,4 milhões de toneladas de grãos. A soja deve atingir 177,1 milhões de toneladas, enquanto o milho somará 138,9 milhões de toneladas nas três safras.
Diante desse volume, da proximidade da colheita da soja e das distorções associadas ao tabelamento, a companhia avalia que “as cotações dos fretes rodoviários devem permanecer em nível relativamente elevado” no início de 2026, com pressão concentrada nos meses de janeiro e fevereiro.
A oferta de arroz no Brasil deve encolher no ciclo 2025/26, conforme revisão da consultoria Safras & Mercado. A nova estimativa indica redução de área plantada, menor produtividade média e impacto direto na produção nacional. O cenário reflete ajustes econômicos e a herança de estoques elevados da safra anterior.
Os dados foram atualizados pelo analista Evandro Oliveira e apontam um movimento estrutural no setor, com recuo mais forte fora das áreas tradicionais de cultivo irrigado. Mesmo com menor colheita, os estoques seguem influenciando a formação de preços.
A estimativa da Safras mostra que a área plantada com arroz deve cair 11,5%, passando de 1,709 milhão para 1,513 milhão de hectares. A produção recua em ritmo ainda mais intenso, com baixa de 13,7%, de 12,509 milhões para 10,794 milhões de toneladas.
Segundo Oliveira, a diferença entre os percentuais revela mais do que uma simples redução de área. “O produtor reduziu o plantio e também investiu menos, o que acaba afetando o rendimento das lavouras”, afirma. De acordo com o analista, a restrição de capital limitou o uso de tecnologia e manejo em parte das regiões produtoras.
Reconfiguração regional e produtividade
O corte de área é mais acentuado fora da Região Sul. Tocantins, Centro-Oeste e Mato Grosso lideram as retrações, todas acima de 22%. Esse movimento reforça a concentração da orizicultura em áreas irrigadas, consideradas mais eficientes do ponto de vista produtivo.
A produtividade média nacional deve cair 2,5%, de 7.318 para 7.133 quilos por hectare. Para Oliveira, a queda marca um retorno a patamares históricos após o desempenho elevado da safra passada. “O ajuste é essencialmente econômico, ligado à descapitalização do produtor, e não a fatores climáticos”, explica.
Estoques, comércio exterior e preços
Mesmo com oferta menor, os estoques finais de arroz continuam elevados. A projeção indica recuo de 10,22%, de 2,222 milhões para 2,016 milhões de toneladas. O volume ainda é considerado alto para provocar reação imediata nos preços.
“As sobras da safra anterior, somadas ao consumo interno mais lento, reduzem o impacto de uma produção menor sobre o mercado”, avalia o analista. Ele destaca que instrumentos como a flexibilização da Taxa CDO e mecanismos de apoio à comercialização podem acelerar o reequilíbrio ao longo do próximo ciclo.
No comércio exterior, as importações devem crescer 8%, puxadas principalmente pelo Paraguai, enquanto as exportações avançam 12,1%. Apesar disso, Oliveira pondera que o saldo positivo ainda não é suficiente para eliminar os excedentes. “O ajuste tende a ser gradual e depende do ritmo das exportações, do controle das importações em 2026 e, sobretudo, da recuperação do consumo interno”, conclui.
Uma equipe da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) resgatou dezenas de periquitos atropelados na noite de sexta-feira (26), na avenida Ephigênio Salles, no centro-sul de Manaus.
O atropelamento ocorreu após um veículo de grande porte trafegar em alta velocidade e desrespeitar a sinalização existente no local, que indica limite de velocidade, proíbe a circulação de veículos pesados na faixa esquerda da via e alerta para a presença frequente das aves na área.
Motoristas que passavam pelo local registraram o momento em que um caminhão, em alta velocidade, assustou os periquitos abrigados nas árvores às margens da pista e, em seguida, atropelou dezenas de aves, causando mortes e ferimentos graves.
Resgate
Um integrante da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), que passava pelo local no momento do ocorrido, presenciou a situação e, com o apoio de outros motoristas, resgatou os periquitos que ainda apresentavam sinais vitais e retirou da pista os animais mortos.
“É muito triste ver isso acontecendo, porque sinalização e informação não faltam sobre a permanência desses animais nesse local. E mesmo com tudo isso, esses periquitos, por imprudência desse condutor, pagaram com suas vidas. É uma situação lamentável, triste e revoltante”, afirmou a secretária da Sepet, Joana Darc.
Foto: Joedi Porto/Sepet
Atendimento
Os animais feridos foram encaminhados imediatamente ao Hospital Público Veterinário, onde receberam atendimento de emergência. Ao todo, mais de 15 periquitos deram entrada na unidade. A equipe médico-veterinária identificou fraturas, lesões múltiplas e traumatismos decorrentes do impacto.
Joana Darc destacou que a rápida atuação da equipe tanto no que se refere ao resgate quanto ao encaminhamento ao hospital foram essenciais para evitar danos maiores.
Foto: Joedi Porto/Sepet
Denúncia
A secretaria lamentou o ocorrido e reforçou ainda o pedido de colaboração da população para identificar o condutor.
“As pessoas que presenciaram a situação e têm informações sobre o veículo que ocasionou essas mortes e atropelamentos podem me enviar mensagens. Enquanto isso, estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance para aqueles que ainda estão lutando para sobreviver”, completou.
Para denunciar, entre em contato através do número (92) 98127-0070.
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Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia – Foto: Agrolink
O mercado de milho apresentou comportamento misto nas principais bolsas na retomada dos negócios após o feriado, refletindo um ambiente de baixa liquidez e cautela entre os agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é típico de final de ano, com negociações limitadas e pouca disposição para novas posições.
Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana com variações entre leves altas e baixas. A demanda reduzida mantém as cotações pressionadas e o mercado praticamente travado para grandes volumes, com produtores concentrados apenas na entrega de contratos já firmados. Compradores e vendedores aguardam o início do próximo ano para retomar negociações mais consistentes. O clima ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento do milho da primeira safra e com o plantio da segunda, embora ainda sejam necessárias mais chuvas para garantir um avanço mais tranquilo das lavouras.
Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,09, com recuo diário de R$ 0,74 e baixa semanal de R$ 1,08. O vencimento março de 2026 terminou cotado a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,95 na semana. Já o contrato maio de 2026 encerrou a R$ 73,84, acumulando baixa diária de R$ 0,36 e semanal de R$ 0,99.
Na Bolsa de Chicago, o milho teve fechamento misto no dia, mas acumulou alta na semana. Os contratos mais curtos passaram por realização de lucros, enquanto os prazos mais longos mantiveram leve sustentação, em um ambiente próximo da estabilidade. O contrato março fechou a US$ 4,50 por bushel, com leve baixa, e o maio encerrou a US$ 4,5825. No acumulado semanal, o mercado avançou 1,24%, sustentado pela combinação de grande oferta e demanda firme ao longo do ano.
O uso estratégico da cerca elétrica nas propriedades rurais tem crescido devido aos benefícios na proteção do gado, das lavouras e dos trabalhadores rurais contra ataques de animais selvagens.
Recentemente, um caso trágico chamou a atenção: um trabalhador rural morreu após ser atacado por uma onça no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Embora esse tipo de incidente seja raro, já que os felinos geralmente preferem presas silvestres ou gado, a cerca elétrica tem sido indicada como uma solução eficaz para evitar tais situações.
“O choque leve fornecido pela cerca impede que as onças entrem nas fazendas, protegendo não apenas os animais, mas também os trabalhadores que vivem no campo”, disse Ernesto Coser, médico-veterinário e especialista em tecnologia.
Confira:
Cerca elétrica como solução contra invasores
O especialista destacou que a cerca elétrica é eficiente não apenas contra onças, mas também contra a invasão de javalis e porcos nativos que causam destruição em lavouras em várias regiões do Brasil.
Um exemplo emblemático ocorreu no entorno do Parque Nacional das Emas, em Goiás, onde produtores enfrentavam grandes prejuízos devido à ação desses animais. “Através da instalação estratégica de cercas elétricas, conseguimos eliminar completamente esses ataques”, relatou Coser.
Para garantir o sucesso, Coser ressaltou a importância de dimensionar corretamente a cerca elétrica, adaptando altura, espaçamento e voltagem para cada tipo de animal. Ele explicou: “É preciso conhecer profundamente os hábitos dos animais invasores para definir a altura dos fios, a voltagem mínima eficaz e se é necessário intercalar fios com e sem choque.”
No caso das onças, um estudo do Instituto Homem Pantaneiro, em parceria com a Pantera Foundation, revelou que a instalação correta das cercas elétricas conseguiu evitar a perda anual de até mil bezerros em uma propriedade do Pantanal Sul-Mato-Grossense. “Descobrimos exatamente a altura e a voltagem ideais, garantindo a proteção do rebanho e uma redução drástica dos prejuízos”, declarou Coser.
Segundo ele, a cerca elétrica é uma solução prática, acessível e eficaz para fazendas em todas as regiões do país. Há exemplos de sucesso em estados como Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Pará. Coser reforçou: “Isso prova que a ferramenta é eficaz tanto na proteção contra ataques de animais silvestres quanto contra espécies invasoras como os javalis.”
Coexistência entre produção e fauna
Coser enfatiza que a cerca elétrica, além de proteger animais e lavouras, contribui para a coexistência harmoniosa entre a produção agropecuária e a fauna silvestre. “O Brasil pode se destacar mundialmente ao demonstrar que é possível produzir respeitando a fauna local”, pontuou. Apesar dos custos iniciais para instalação, o especialista afirma que o retorno econômico e a segurança proporcionados compensam rapidamente o investimento.
Ele concluiu: “Imagina o impacto financeiro de perder mil bezerros por ano ou ter suas lavouras devastadas por javalis. O custo da cerca elétrica é pequeno diante do prejuízo evitado. Sem dúvida, é uma ferramenta indispensável para quem quer produzir com segurança e eficiência.”
A movimentação de soja no Porto de Santana apresentou crescimento expressivo ao longo deste ano, consolidando o terminal como um dos principais corredores logísticos para o escoamento da produção agrícola nacional. O porto é administrado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), empresa responsável pela gestão e operação da infraestrutura portuária do estado.
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Na comparação com o ano anterior, a movimentação total de soja avançou 64,2%, considerando tanto a navegação de longo curso, com navios, quanto a navegação interior, realizada por meio de barcaças. O desempenho evidencia o fortalecimento da infraestrutura portuária e a maior eficiência das operações logísticas.
No recorte específico do descarregamento de soja em grãos, carga que apenas transitou pelo porto sob gestão da Companhia Docas de Santana (CDSA), os resultados também foram positivos. Ao longo do ano, o Porto de Santana recebeu 553 mil toneladas do produto, volume 66,8% superior ao registrado em 2024.
Os números refletem a ampliação da capacidade operacional do terminal, aliada ao aprimoramento contínuo dos processos logísticos. O resultado reforça o papel estratégico do Porto de Santana e da CDSA no apoio ao desenvolvimento econômico, além de consolidar o protagonismo dos portos da região amazônica na integração do estado aos mercados nacionais e internacionais.
A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira (29) em que volta a desmentir a existência de cobrança de imposto sobre transações financeiras acima de R$ 5 mil e uma suposta multa de 150% para quem não pagar o falso imposto. Notícias falsas similares já haviam sidos desmentidas pelo órgão no início de 2025, quando viralizou vídeo especulando que o Pix poderia ser taxado.
“A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, disse a Receita Federal. “Não existe nenhuma tributação de 27,5% em transações, é completamente falso; também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, continuou o órgão.
As notícias falsas que voltaram a circular nos últimos dias relacionam duas medidas completamente distintas: o monitoramento mais rígido de transações suspeitas via Pix e a isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovada pelo Congresso Nacional.
É o caso de um vídeo gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato a presidente. Na gravação, que reapareceu nas redes sociais recentemente, ele afirma que um decreto de Lula determinou que quem recebesse mais de R$ 5 mil em transferências via Pix em um único mês teria que pagar imposto de renda. Caso contrário, poderia ser multado.
“A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba. Não caia em fake news!”, reforçou a Receita.
A normativa da Receita Federal que serviu como base para a criação das notícias falsas tornou mais rígidas as regras para fintechs de monitorar transações suspeitas e aumentou o piso da movimentação monitorada de R$ 2 mil para R$ 5 mil para pessoas físicas, e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoa jurídica.
Após a repercussão negativa, o governo Lula recuou da medida, mas voltou a estabelecer regras mais rígidas em agosto, após a Operação Carbono Oculto revelar que facções criminosas utilizaram contas em fintechs para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes.
A nova instrução normativa da Receita deixou claro que o intuito da medida é combater o crime e apenas equiparou as regras das fintechs àquelas exigidas das instituições financeiras tradicionais, como os bancos.
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
A Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), alerta que a campanha de vacinação contra a brucelose referente ao segundo semestre termina nesta quarta-feira (31). Já a etapa do primeiro semestre de 2026 terá início na quinta-feira (1º), com prazo para imunização até 30 de junho.
Devem ser vacinadas bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, conforme determina o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
Por se tratar de uma vacina viva, que oferece risco de infecção a quem a manipula, a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária. Além de aplicar corretamente o imunizante, o profissional é responsável pela emissão do atestado de vacinação ao produtor.
A lista de médicos-veterinários habilitados para realizar a vacinação nos municípios paulistas está disponível nos canais oficiais da Defesa Agropecuária.
Declaração no sistema
Após a vacinação, o médico-veterinário responsável deve registrar o atestado no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em até quatro dias, contados a partir da data da imunização e dentro do período oficial da campanha. Esse procedimento é essencial para a validação da vacinação dos animais.
Caso haja divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema, o médico-veterinário e o proprietário serão notificados por e-mail. Nesses casos, a pendência deverá ser regularizada para que a declaração seja efetivada.
Identificação alternativa
A Defesa Agropecuária também reforça que o estado de São Paulo conta com um modelo alternativo de identificação de animais vacinados contra a brucelose, o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O método, de adesão opcional, substitui a marcação a fogo e contribui para o bem-estar animal, a segurança do produtor e do médico-veterinário, além de melhorar a produtividade e a qualidade do manejo.
Nesse sistema, o botton amarelo identifica os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o botton azul indica fêmeas imunizadas com a vacina RB51. Anteriormente, a identificação era feita por marcação a fogo, com o algarismo do ano ou a marca em “V”, conforme o tipo de vacina utilizada.
Em caso de perda, dano ou qualquer alteração que comprometa a identificação do animal, deverá ser solicitada uma nova aplicação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária. Caso não seja possível a aquisição do botton, a identificação deverá seguir as normas vigentes do PNCEBT.
A Defesa Agropecuária ressalta ainda que o uso do botton é válido apenas dentro do estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados por esse modelo alternativo para outros estados da federação.