sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Yellen diz que Fed está pronto para elevar juros a qualquer momento


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

A ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, afirmou nesta quinta-feira (23), em São Paulo, que o banco central americano está pronto para elevar os juros a qualquer momento. Segundo ela, a autoridade monetária mantém compasso de espera enquanto acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação nos Estados Unidos.

Durante participação no evento ExpertXP, Yellen disse que os dirigentes do Fed estão “prontos para elevar as taxas” e previu um aumento dos juros para conter a inflação decorrente da alta do petróleo. Segundo ela, os responsáveis pela política monetária estão dispostos a agir caso a pressão inflacionária continue a se intensificar.

Yellen afirmou que a postura atual dos bancos centrais representa uma inflexão em relação ao período posterior à crise financeira global de 2008. Na avaliação dela, naquele momento o ambiente era de inflação em queda e desemprego perto de dois dígitos, o que levou o Fed a reduzir os juros a zero em dezembro daquele ano.

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Ela lembrou que a dificuldade para reaquecer a economia se prolongou porque as taxas de juros já vinham caindo por décadas antes da crise, reduzindo o espaço para estímulos convencionais. Com os juros no piso, o Fed passou a buscar alternativas para estimular a atividade.

Segundo Yellen, a pandemia alterou esse quadro ao combinar choques de oferta com uma mudança abrupta no padrão de consumo. De acordo com a ex-presidente do Fed, as famílias reduziram gastos com serviços e passaram a demandar mais bens, em um cenário de escassez significativa. Para ela, esse movimento fez a inflação subir além do esperado.

Yellen acrescentou que o arrefecimento desses choques tende a contribuir para o processo de desinflação, mas avaliou que o cenário segue sujeito a riscos de uma segunda rodada inflacionária, especialmente em caso de nova pressão vinda da energia. Ela disse ainda que as expectativas de inflação estão sendo acompanhadas com atenção.

A avaliação de Yellen é de que o Fed permanece em pausa, mas com disposição para elevar os juros se a inflação voltar a ganhar força, em um ambiente ainda sensível ao comportamento dos preços de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lei autoriza até R$ 28,5 bilhões em crédito para exportadoras


Lei autoriza até R$ 28,5 bilhões em crédito para exportadoras

A Presidência da República sancionou a Lei 15.473/26, que autoriza linhas de financiamento para empresas exportadoras e setores industriais relevantes para o comércio exterior enfrentarem instabilidades internacionais, incluindo o aumento de tarifas comerciais. A norma foi publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União e integra o Plano Brasil Soberano.

A lei resulta da conversão da Medida Provisória 1.345/26 e dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O texto autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento. A norma também permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões, considerando recursos transferidos durante a vigência da MP 1.345/26 e que poderão retornar à União a partir das fontes usadas no financiamento das medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.

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Poderão acessar os recursos empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura, de recursos minerais e seus produtos, além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior.

Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão acessar o financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade a serem definidos em ato conjunto dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. A lei também permite financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.

Os recursos poderão vir do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda na mesma data e de outras fontes orçamentárias. O repasse será feito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações.

A Lei 15.473/26 também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto para micros, pequenas e médias empresas exportadoras.

Fonte: camara.leg.br

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Mapa mantém tratativas com União Europeia sobre antimicrobianos na produção animal


Mapa mantém tratativas com União Europeia sobre antimicrobianos na produção animal

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta quinta-feira (23) que seguem em andamento as tratativas técnicas com a União Europeia sobre os requisitos sanitários aplicáveis ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Até o momento, as autoridades europeias ainda não apresentaram manifestação conclusiva sobre a documentação técnica encaminhada pelo governo brasileiro.

Segundo o Mapa, o Brasil não solicitou flexibilização das normas sanitárias europeias e mantém o compromisso de atender integralmente aos requisitos estabelecidos pelos mercados importadores. A pasta afirmou que esse procedimento faz parte da atuação brasileira no comércio internacional de produtos de origem animal.

O ministério informou ainda que já encaminhou à Comissão Europeia documentação técnica com a descrição dos mecanismos oficiais de fiscalização e das garantias governamentais para as cadeias produtivas abrangidas pela regulamentação europeia. Entre os segmentos citados estão carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca.

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De acordo com o Mapa, o material apresentado demonstra como o sistema brasileiro realiza a verificação da implementação das exigências, a fiscalização, a rastreabilidade, o monitoramento e a certificação do atendimento aos requisitos sanitários definidos pela União Europeia.

Na nota, o ministério defende que as relações sanitárias internacionais devem ser estruturadas sobre confiança e transparência entre autoridades competentes. Também sustenta que o reconhecimento dos sistemas oficiais de controle sanitário depende da capacidade do país de estabelecer normas, fiscalizar o cumprimento, adotar medidas corretivas e certificar com credibilidade os produtos conformes.

O Brasil considera inaceitável a exigência de comprovação prévia da implementação integral de medidas cuja execução ocorre de forma progressiva ao longo dos ciclos produtivos. Para o Mapa, cabe aos sistemas oficiais de fiscalização e certificação verificar essa implementação e assegurar que apenas produtos plenamente conformes sejam certificados para exportação.

O ministério reafirmou o compromisso do Brasil com o atendimento integral dos requisitos sanitários da União Europeia e informou que o diálogo técnico continua com base em ciência, transparência e cooperação entre autoridades competentes.

Fonte: gov.br

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Município produtor de soja de MT deve manter área plantada, mas El Niño acende alerta para safra 2026/27


Plantação de soja
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Em um dos principais municípios produtores de soja de Mato Grosso, a expectativa para a safra 2026/27 é de manutenção da área cultivada. Em Querência (MT), os agricultores devem semear cerca de 450 mil hectares, mas o planejamento ocorre sob forte atenção às previsões climáticas, especialmente diante da possibilidade de atuação do fenômeno El Niño.

Segundo o presidente da Cooperativa dos Pioneiros de Querência (Coopquer), Osmar Frizzo, o clima é hoje o principal fator de preocupação para os produtores da região. “Todo mundo está segurando um pouco em função dessa previsão do El Niño. Se ela se confirmar, muda todo o cenário. Um atraso no plantio da soja compromete diretamente a janela da safrinha de milho”, afirma.

Apesar das incertezas, a expectativa inicial é de estabilidade na área destinada à soja, estimada em aproximadamente 450 mil hectares. No entanto, Frizzo destaca que a situação financeira dos produtores ainda pode influenciar as decisões até o início do plantio.

Segundo ele, houve aumento na oferta de áreas para arrendamento em Querência, reflexo das dificuldades enfrentadas principalmente pelos produtores que cultivam em terras arrendadas.

Além do clima, os custos elevados de produção e as restrições no acesso ao crédito continuam sendo desafios importantes para o planejamento da próxima safra.

Perspectiva para Mato Grosso

As perspectivas para o estado, porém, seguem positivas. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, Mato Grosso deve ampliar em cerca de 1,5% a área cultivada com soja, alcançando 13,18 milhões de hectares na safra 2026/27. O rendimento médio projetado é de 3.820 quilos por hectare.

No cenário nacional, a consultoria estima crescimento de aproximadamente 1,2% na área plantada, totalizando 49,107 milhões de hectares. A produção brasileira é projetada em 180,089 milhões de toneladas, acima das 178,3 milhões de toneladas da safra 2025/26, enquanto a produtividade média deve permanecer praticamente estável, em 3.686 quilos por hectare, o equivalente a 61,43 sacas por hectare.

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Mais de mil desabrigados no Rio Grande do Sul devido a temporais


No Rio Grande do Sul, mais de mil pessoas estão fora de casa devido às fortes chuvas que atingem o estado. A Defesa Civil emitiu alerta para inundação, mesmo com a diminuição das chuvas nas últimas horas.

Impacto nas lavouras

Culturas como canola e trigo foram severamente prejudicadas e devem passar por replantio, mas a avaliação dos danos ainda não foi possível em muitas regiões, onde a chuva persiste.

Níveis dos rios

  • O rio Jacuí, em Rio Pardo, continua subindo.
  • O rio Caí, em Montenegro, e o rio Taquari estão apresentando queda nos níveis.
  • O rio Taquari quase atingiu 24 metros antes de começar a baixar.

Preocupações futuras

Os municípios ainda se recuperam financeiramente de tragédias anteriores e enfrentam novos prejuízos. Em 2024, os danos causados pelas chuvas foram estimados em 89 bilhões de reais, afetando mais de 90% dos municípios do estado.

Projeções climáticas

Os próximos dias devem trazer alívio temporário, mas a previsão é de que novos temporais retornem a partir de domingo, com chuvas volumosas que podem ultrapassar 150 mm, especialmente na região metropolitana de Porto Alegre.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de feijão caem 65% no Paraná


As exportações de feijão do Paraná recuaram no primeiro semestre de 2026, em movimento contrário ao registrado no restante do país. Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (23).

Segundo o Deral, o Paraná embarcou 11,8 mil toneladas de feijão entre janeiro e junho deste ano, ante 33,7 mil toneladas no mesmo período de 2025. No cenário nacional, as exportações cresceram 10%, passando de 135,4 mil para 149,3 mil toneladas.

De acordo com o boletim, a diferença entre o desempenho paranaense e o nacional está relacionada às variedades exportadas por cada região. O feijão-mungo-preto (seco) ampliou os embarques em 27,2 mil toneladas, alcançando 78,2 mil toneladas no semestre. O Deral afirma que esse avanço foi impulsionado por Mato Grosso, principal produtor da variedade, que mantém um mercado consolidado com a Índia.

Em sentido oposto, o feijão-preto (seco) registrou queda de 22,6 mil toneladas, passando de 38,8 mil para 16,1 mil toneladas no período. Como o Paraná é o principal polo produtor dessa variedade no país, o recuo teve impacto direto sobre a receita estadual.

O boletim aponta que a redução das exportações paranaenses foi provocada pela retração das compras de Portugal e da Guatemala. Esses países haviam substituído, ainda que parcialmente, os mercados do México e da Venezuela, que anteriormente eram abastecidos pelo feijão produzido no estado.

O Deral destaca que a alternância frequente de compradores torna o setor mais vulnerável. Segundo o órgão, o Paraná demonstra capacidade de abrir novos mercados, mas enfrenta dificuldades para manter relações comerciais de longo prazo.

Enquanto as exportações caíram, as importações brasileiras de feijão avançaram de 4,9 mil para 22,3 mil toneladas no comparativo entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. Mais de 20 mil toneladas entraram no país pelo Paraná, com origem na Argentina.

Embora o volume importado ainda esteja abaixo dos níveis observados na década passada, o aumento foi suficiente para tornar negativo o saldo da balança comercial do produto no estado. Isso ocorreu mesmo com o valor médio da tonelada exportada pelo Paraná permanecendo superior ao do feijão importado.





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Petróleo sobe mais de 7% e Brent volta a fechar acima de US$ 100


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

O petróleo fechou em forte alta nesta quinta-feira (23), com o Brent voltando ao patamar de US$ 100 por barril. O movimento foi atribuído à restrição do fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz e à escalada das tensões entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, em um cenário de maior incerteza sobre o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro encerrou o dia em alta de 6,17%, com avanço de US$ 5,36, a US$ 92,19 por barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, subiu 7,04%, com ganho de US$ 6,62, para US$ 100,69 o barril.

As cotações avançavam desde a madrugada, depois de as forças dos Estados Unidos anunciarem a conclusão de mais uma rodada de ataques contra o Irã pela 12ª noite consecutiva. Ao mesmo tempo, Teerã manteve retaliações em países do Golfo Pérsico. Washington também informou o envio de mais tropas, equipes médicas e armamentos ao Oriente Médio para ampliar suas opções militares.

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O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu acentuadamente em relação aos níveis de junho. Dados de rastreamento de navios da Kpler mostram ainda que algumas embarcações alteraram suas rotas para evitar o Mar Vermelho.

Analistas do Deutsche Bank afirmaram que o conflito entre Estados Unidos e Irã não mostrou sinais de arrefecimento e que não há indicação de um acordo de paz emergindo.

Nesta quinta-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que considera seriamente retomar a guerra em grande escala contra o Irã. Segundo ele, um novo ataque seria maior do que a operação chamada "Epic Fury". Trump também ameaçou punir militarmente os houthis do Iêmen caso o grupo continue interferindo nas rotas comerciais da região do Golfo e afirmou que Washington também responsabilizará o Irã.

No mesmo dia, Trump afirmou ainda que o acordo civil nuclear com a Arábia Saudita será aprovado, mas condicionado à adesão saudita aos Acordos de Abraão. O avanço do petróleo ocorreu em meio à piora do quadro geopolítico e à redução do fluxo marítimo em rotas estratégicas para a commodity.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil se prepara para atender exigências da União Europeia na pecuária


O governo federal está implementando ações para adequar a pecuária brasileira às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na cadeia produtiva. As novas regras proíbem o uso de substâncias que promovam o crescimento dos animais ou que sejam reservadas para o tratamento de infecções em humanos. O prazo para que o Brasil comprove a conformidade com essas normas é até o dia 3 de setembro, caso contrário, o país poderá perder um mercado avaliado em quase 2 bilhões de dólares por ano.

Desafios e prazos

Segundo Aíes Torres, CEO da Scot Consultoria, o mercado não acredita que o governo conseguirá comprovar a adequação a tempo. Ele destaca que o problema está mais relacionado à burocracia do que à realidade das práticas adotadas no Brasil.

Impactos no mercado

  • A perda do mercado europeu é considerada um problema sério, pois a conquista desse espaço leva anos.
  • A União Europeia representa uma parte significativa das exportações de carne bovina brasileira, mesmo que não seja o maior mercado.
  • Além disso, a situação é agravada por tarifas impostas pela China e pela suspensão das exportações de carne bovina para a União Europeia.

Expectativas futuras

Em dezembro, novas exigências relacionadas a áreas desmatadas também devem ser discutidas, o que pode complicar ainda mais a situação. Para continuar atendendo o mercado europeu, o Brasil precisará se adaptar rapidamente às novas normas.

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Miguel Daú analisa liberação de R$ 18,5 bilhões a exportadores afetados por tarifas dos EUA


O economista Miguel Daú analisou a recente decisão do governo brasileiro de liberar R$ 18,5 bilhões para ajudar exportadores afetados por tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos. Em sua análise, Daú questionou a eficácia dessa medida e a necessidade de priorizar determinados setores em detrimento de outros.

Impactos da tarifa dos EUA

Daú destacou que a negociação com os Estados Unidos ainda está em aberto e que a tarifa pode ser revista. Ele levantou questões sobre a necessidade de socorrer apenas os setores mais afetados, deixando de lado aqueles que enfrentam tarifas menores.

Críticas ao plano de socorro

  • Daú considera injusto priorizar setores com tarifas de 25% em relação a outros com tarifas de 10% ou 15%.
  • Ele criticou a decisão de liberar crédito sem trabalhar na isenção de impostos, o que pode não resolver os problemas enfrentados pelos exportadores.
  • O economista ressaltou a dependência da indústria brasileira em relação ao governo e a necessidade de buscar novos mercados.

Visão sobre a situação econômica

Em sua análise, Daú comparou a situação a um incêndio, onde é necessário socorrer as vítimas antes de pensar em soluções a longo prazo. Ele enfatizou a importância de um debate político mais amplo e a necessidade de um plano que beneficie todos os setores da economia.

Por fim, Daú concluiu que a situação atual exige uma reflexão sobre a política econômica do país e a necessidade de um modelo que não dependa exclusivamente do governo para a sobrevivência dos setores produtivos.

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Feira de Agronegócios Cooabriel 2026 atrai milhares no Espírito Santo


Começou hoje, em São Gabriel da Palha, no noroeste do Espírito Santo, a Feira de Agronegócios Cooabriel 2026. O evento, considerado a maior feira agro do estado, promete atrair mais de 25 mil visitantes ao longo de três dias, com foco em inovações e oportunidades para o setor rural.

Expectativas e números da feira

Samuel Lopes, gerente corporativo da Cooabriel, destacou que a feira deste ano apresenta um crescimento significativo em relação ao ano anterior. Os números são impressionantes:

  • Mais de 25.000 visitantes esperados
  • Área de 25.000 m² para expositores
  • Mais de 150 estandes disponíveis
  • Expectativa de faturamento superior a R$ 1,2 bilhão, com crescimento de 20%

Oportunidades de crédito rural

A feira também oferece condições especiais de crédito rural, permitindo que os produtores financiem suas atividades de forma responsável. O crédito é disponibilizado na modalidade BTER, que já é utilizada pelos produtores. Lopes ressaltou que o recente anúncio do plano safra traz um fôlego adicional para os caficultores, respeitando as individualidades de cada produtor.

Programação e atrações

A Feira de Agronegócios Cooabriel 2026 segue até sábado, com diversas atividades programadas, incluindo um show da dupla César Menotti e Fabiano no último dia do evento. A cobertura completa pode ser acompanhada nos telejornais do Canal Rural.

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