segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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Dirigente do Fed diz que inflação segue alta e não vê pressão temporária


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta sexta-feira (29) que a inflação nos Estados Unidos continua alta e acima da meta há tempo prolongado, o que mantém o foco da autoridade monetária no controle dos preços. Em discurso preparado para a Reykjavik Economic Conference 2026, ele disse que não considera a recente alta inflacionária um movimento transitório em prazo aceitável e sinalizou que o Federal Reserve (Fed) pode avaliar uma postura monetária mais restritiva.

Schmid afirmou que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 3,8% em 12 meses até abril. Segundo ele, a alta da gasolina teve peso relevante nesse avanço, em meio à elevação dos preços de energia associada à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz. O dirigente observou, porém, que a inflação permanece elevada mesmo com a exclusão de energia, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de manter o compromisso com a estabilidade de preços.

De acordo com o presidente do Fed de Kansas City, a economia norte-americana mostra continuidade de crescimento estável, apesar do choque no comércio global e nos mercados de petróleo. Ele também afirmou que o mercado de trabalho está em equilíbrio, com suporte das contratações no setor de saúde. Sobre inteligência artificial, disse haver sinais de desaceleração no ritmo de admissões, mas sem indicação de demissões associadas diretamente à tecnologia.

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Para o agronegócio, o posicionamento do Fed é acompanhado porque juros mais altos nos Estados Unidos costumam influenciar o dólar, o custo do crédito e o fluxo para mercados de commodities. Além disso, petróleo mais caro pode afetar fretes, combustíveis, fertilizantes e outros insumos ligados à produção rural e à agroindústria. O discurso de Schmid não trouxe nova decisão de política monetária, mas reforçou a leitura de que o banco central ainda vê risco inflacionário persistente.

Sem indicação de corte de juros no curto prazo por parte de Schmid, o mercado deve seguir monitorando os próximos dados de inflação, atividade e energia nos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a trajetória do petróleo e da política monetária americana permanece como variável relevante para câmbio, custos e formação de preços, embora o discurso não detalhe efeitos específicos por cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ciclone e frente fria derrubam temperatura e provocam chuva forte no fim de semana


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

Um ciclone extratropical que avança pelo oceano deve influenciar o tempo no Sul do Brasil neste fim de semana, reforçando o ar frio e mantendo condições para chuva em diferentes áreas da região.

O sistema atua junto a uma nova frente fria, aumentando a nebulosidade e favorecendo pancadas principalmente entre sábado (30) e domingo (31). No Sudeste, a circulação marítima também mantém instabilidades, enquanto o interior do país continua sob influência do ar seco e do calor.

Sul

Sexta-feira

O retorno gradual das instabilidades provoca chuva moderada a forte no oeste, noroeste e interior do Rio Grande do Sul, com risco de temporais. As pancadas também avançam para o oeste de Santa Catarina e do Paraná ao longo do dia. Mesmo com a chuva, as temperaturas seguem agradáveis na maior parte da região.

Sábado

O tempo segue instável nos três estados do Sul. Há previsão de chuva moderada a forte em Santa Catarina, no sul e interior do Paraná e também em áreas do norte gaúcho, Serra e Região Metropolitana de Porto Alegre. As temperaturas permanecem mais amenas devido à nebulosidade e ao ar frio.

Domingo

A instabilidade perde força gradualmente, mas ainda há muita nebulosidade e possibilidade de chuva fraca em áreas litorâneas e serranas. Uma nova frente fria avança pelo oceano, acompanhada de um ciclone extratropical em alto-mar, reforçando o ar frio principalmente no Rio Grande do Sul.

Sudeste

Sexta-feira

O tempo permanece relativamente estável, mas a circulação marítima mantém chuva fraca no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Entre o litoral norte paulista e o sul fluminense, as pancadas podem ocorrer com moderada intensidade.

Sábado

O contraste entre o interior mais quente e seco e a faixa leste mais úmida marca o dia. A previsão indica chuva moderada a forte entre o interior paulista, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro, com possibilidade de trovoadas.

Domingo

O tempo continua mais úmido no litoral paulista e fluminense, onde ainda há risco de pancadas moderadas e temporais isolados. Em Minas Gerais, áreas da Zona da Mata e do sul do estado seguem com maior nebulosidade e chuva fraca a moderada.

Centro-Oeste

Sexta-feira

Predomínio de tempo firme e seco em grande parte da região. Apenas o sul de Mato Grosso do Sul pode registrar pancadas moderadas e trovoadas entre a tarde e a noite.

Sábado

O calor segue predominando no Centro-Oeste. Há chance de chuva fraca e isolada em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso devido ao fluxo de umidade e ao aquecimento diurno.

Domingo

O ar seco mantém o tempo firme na maior parte da região. Pancadas isoladas podem ocorrer no oeste e norte de Mato Grosso do Sul e em áreas de Mato Grosso e Goiás. A umidade relativa do ar continua baixa em várias cidades.

Nordeste

Sexta-feira

A chuva segue concentrada entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte. Há risco de temporais isolados no litoral potiguar, em Salvador e no litoral do Maranhão. No interior, o tempo continua quente e seco.

Sábado

A circulação marítima mantém chuva frequente entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, além da região de Salvador. A ZCIT continua favorecendo pancadas fortes no Maranhão, Piauí e Ceará.

Domingo

A chuva continua no litoral leste da região e também no Maranhão, Piauí e Ceará, onde há possibilidade de temporais isolados. Já o interior nordestino segue com calor e baixa umidade do ar.

Norte

Sexta-feira

O calor e a alta umidade mantêm condições para pancadas fortes de chuva em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará. Há alerta para temporais e rajadas de vento.

Sábado

A previsão indica chuva intensa e trovoadas principalmente em Roraima, Amazonas e Amapá. Em Tocantins, Acre e Rondônia, o tempo segue mais firme e abafado.

Domingo

O padrão de instabilidade continua forte no extremo norte do país, com risco de temporais em Roraima, Amazonas, Amapá e norte do Pará. Já no Tocantins e em Rondônia, o tempo segue mais seco.

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Dados fracos sobre o mercado de trabalho no Brasil surpreende mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (29), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Caged de abril surpreendeu negativamente com apenas 85 mil vagas, o resultado mais fraco desde 2020, aliviando a pressão sobre os juros futuros. O BC, porém, mantém postura cautelosa com a alta das expectativas de inflação para 2028.

No exterior, memorando preliminar entre EUA e Irã trouxe otimismo moderado, e Wall Street renovou máximas históricas. Dólar cedeu a R$ 5,03 e Ibovespa recuou 0,39%. Hoje, foco no PIB do 1º trimestre.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Bolsas da Europa sobem com expectativa de trégua maior entre EUA e Irã


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta sexta-feira (29), em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,51%, aos 628,27 pontos. O movimento foi acompanhado por queda de quase 2% no petróleo Brent, para cerca de US$ 91 por barril, diante da possibilidade de menor tensão no Estreito de Ormuz.

Segundo um funcionário do governo americano, negociadores dos dois países chegaram na quinta-feira (28) a um entendimento preliminar para prorrogar a trégua e abrir nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Irã ainda não confirmou publicamente o acordo, que também depende de aprovação final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O mercado acompanhava com atenção a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. De acordo com a mesma fonte, o acordo provisório prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações que cruzem a região, enquanto os Estados Unidos fariam redução gradual do bloqueio marítimo aos portos iranianos.

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Às 6h33, a Bolsa de Londres avançava 0,25%, Paris subia 1,12% e Frankfurt ganhava 0,32%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,55%, 0,74% e 0,09%, respectivamente. No setor de defesa, o subíndice europeu avançava 0,90%, estendendo o movimento da sessão anterior.

No campo macroeconômico, a revisão do Produto Interno Bruto da França mostrou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores. A leitura preliminar indicava estabilidade.

Para o agronegócio, o principal vetor de atenção está no comportamento do petróleo. Oscilações do Brent influenciam o custo do diesel, do transporte e de insumos ligados à energia e à petroquímica. Ainda assim, o efeito sobre o setor rural dependerá da duração da trégua, da normalização efetiva da rota marítima e do repasse aos mercados de combustíveis.

No curto prazo, a reação dos ativos segue condicionada às confirmações oficiais sobre o entendimento entre Estados Unidos e Irã e ao funcionamento do Estreito de Ormuz. Sem definições adicionais sobre a implementação do acordo, ainda não há base suficiente para projetar efeito duradouro sobre custos ao produtor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja dispara em Chicago e mexe com preços no Brasil


A soja encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado pela valorização dos derivados, pela demanda interna nos Estados Unidos e por sinais positivos no comércio internacional. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros acompanharam o avanço do óleo de soja, que ganhou força com o aumento do consumo para a mistura obrigatória de biodiesel nos EUA e com incentivos estaduais ao Combustível de Aviação Sustentável.

O contrato de soja para julho fechou em alta de 0,78%, a US$ 11,9450 por bushel, enquanto agosto avançou 0,95%, a US$ 11,9600. O farelo de soja para julho subiu 1,06%, a US$ 334,10 por tonelada curta, e o óleo de soja teve valorização de 1,91%, cotado a US$ 76,70 por libra-peso. O mercado também monitorou o clima nos Estados Unidos, onde 27% da área agrícola segue sob estresse hídrico, com preocupação sobre a falta de chuvas nos próximos sete dias.

No Brasil, o mercado físico apresentou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande subiu para R$ 131,00 por saca, enquanto Passo Fundo e Santa Rosa acompanharam a alta, com cotações de R$ 126,00 e R$ 127,00. Em Ijuí e Cruz Alta, os preços ficaram em R$ 124,00.

No Paraná, o Porto de Paranaguá avançou para R$ 130,00, em meio à safra 2025/26 totalmente concluída. A produção foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, alta de 3% sobre o ciclo anterior, com produtividade média de 3.796 kg por hectare. Em Cascavel, a saca ficou em R$ 120,00, enquanto Ponta Grossa marcou R$ 124,00.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado teve ajustes pontuais após altas recentes, com Dourados a R$ 115,00 e estabilidade em Campo Grande, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia. Já em Mato Grosso, as praças registraram recuperação parcial, com destaque para Rondonópolis a R$ 113,00 e Primavera do Leste a R$ 111,70. O estado também acompanha o início do vazio sanitário e as expectativas em torno da Ferrogrão, apontada como alternativa para reduzir custos logísticos.

 





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Bolsas da Europa avançam com expectativa de trégua prolongada entre EUA e Irã


Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta sexta-feira (29), em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,51%, aos 628,27 pontos. O mercado também monitorava a possível reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Segundo um funcionário do governo americano citado no noticiário internacional, negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram na quinta-feira (28) a um entendimento preliminar para prorrogar a trégua e abrir uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda dependia de confirmação pública do Irã e de aprovação final do presidente dos EUA, Donald Trump.

O foco dos investidores se voltou para o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. De acordo com a mesma fonte, o entendimento provisório prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações que cruzem a rota, enquanto os EUA reduziriam gradualmente o bloqueio marítimo aos portos iranianos. No começo da manhã, o petróleo Brent recuava quase 2%, para cerca de US$ 91 por barril.

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No mercado acionário, às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres avançava 0,25%, Paris subia 1,12% e Frankfurt ganhava 0,32%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,55%, 0,74% e 0,09%, respectivamente. O setor de defesa seguia em alta, com avanço de 0,90% do subíndice europeu, após novo episódio de tensão envolvendo a Romênia e a guerra na Ucrânia.

No campo macroeconômico, uma revisão do Produto Interno Bruto da França mostrou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores. A leitura preliminar indicava estabilidade.

Para o setor agropecuário, o principal ponto de atenção é o petróleo. Oscilações no Brent podem influenciar custos de diesel, frete e parte dos insumos ligados à energia e à logística. O efeito prático sobre produtores e cadeias agroindustriais, porém, depende da duração do movimento no mercado internacional e do repasse aos preços internos, o que ainda não estava quantificado nesta sexta-feira (29).

No curto prazo, o mercado seguirá condicionado à confirmação formal do acordo entre EUA e Irã e ao comportamento do petróleo. Sem definição final sobre a trégua e sobre a normalização plena da navegação no Estreito de Ormuz, ainda não há base técnica suficiente para estimar o impacto final sobre custos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia sobem com expectativa de trégua maior entre Estados Unidos e Irã


Bolsas da Ásia sobem com expectativa de trégua maior entre Estados Unidos e Irã

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (29), com recordes no Japão e na Coreia do Sul, em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. O movimento ocorreu após um entendimento preliminar entre negociadores dos dois países, segundo um funcionário do governo americano. No mercado de energia, o petróleo Brent operava em baixa marginal no fim da madrugada.

No Japão, o índice Nikkei avançou 2,53%, aos inéditos 66.329,50 pontos. Segundo os dados citados no mercado, a inflação subjacente de Tóquio em maio subiu em ritmo mais lento do que o esperado. No acumulado do mês, o Nikkei ganhou 12%.

Em Seul, o Kospi subiu 3,55%, para 8.476,15 pontos, também em nível recorde. O avanço foi puxado por ações de tecnologia ligadas ao ciclo global de inteligência artificial. A Samsung Electronics teve alta de 5,84%. Em maio, o índice sul-coreano acumulou valorização de 28%, liderada por papéis de semicondutores.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,70%, aos 25.182,39 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 2,51%, para 44.732,94 pontos. Na China continental, o desempenho foi negativo: o Xangai Composto caiu 0,73%, a 4.068,57 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 1,90%, a 2.805,62 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 1,62%, a 8.731,70 pontos.

O mercado acompanhou ainda a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. De acordo com a informação do governo dos Estados Unidos, o acordo preliminar prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações na rota, enquanto os EUA reduziriam gradualmente o bloqueio marítimo aos portos iranianos.

Para o setor agropecuário, a variável central é o petróleo. Oscilações no Brent podem influenciar diesel, frete e parte dos custos logísticos e operacionais das cadeias produtivas. O texto de origem, porém, não traz estimativas diretas para combustíveis no Brasil nem projeções específicas para o agro.

No curto prazo, o mercado deve continuar reagindo à confirmação ou não do entendimento entre Estados Unidos e Irã e aos desdobramentos no Estreito de Ormuz. Sem novos dados sobre petróleo, câmbio e combustíveis, não há base técnica suficiente para medir efeito direto sobre custos do setor rural.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Inflação surpreende e exige atenção de investidores e consumidores


O IPCA-15 de maio, divulgado nesta quarta-feira (27.05)  pelo IBGE, avançou 0,62%, acima da expectativa do mercado, de 0,53%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,64%, pressionado principalmente por alimentação e bebidas, o que mantém a inflação no radar de investidores, consumidores e do mercado financeiro.

Alimentação volta a pressionar o índice

A prévia da inflação oficial voltou a mostrar resistência nos preços. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, superando a projeção do mercado, que esperava avanço de 0,53%. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,64%.

De acordo com Gabriel Foglieni, parceiro e gestor de investimentos da Eleva Invest, o resultado também ficou acima da expectativa anual, que era de 4,55%.

“O IPCA-15 de maio veio em 0,62%, acima do que o mercado esperava, que era 0,53%. Na leitura anual, chegamos a 4,64%, também acima da expectativa de 4,55%”, afirma Foglieni.

Comida em casa pesa no bolso

A principal pressão sobre o indicador veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, segundo avaliação de Foglieni com base no dado divulgado pelo IBGE. O movimento foi puxado sobretudo pela comida em casa, item sensível para o orçamento das famílias.

“A principal pressão continuou vindo de alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, puxada sobretudo pela comida em casa”, diz o gestor.

Para os consumidores, o dado reforça a percepção de custo de vida elevado. Para investidores, a leitura acima do esperado amplia a atenção sobre os próximos passos da política monetária.

Transportes aliviam, mas inflação segue resistente

Apesar da pressão dos alimentos, o grupo transportes ajudou a conter uma alta ainda maior do índice. Segundo Foglieni, o segmento reverteu a alta forte registrada em abril e caiu 0,33% em maio, com recuo nos preços da gasolina e do etanol.

“A boa notícia ficou por conta de transportes, que reverteu a alta forte de abril e caiu 0,33%, com gasolina e etanol recuando no período”, afirma.

Banco Central deve manter cautela

No balanço geral, o IPCA-15 acima das expectativas reforça a leitura de que a inflação ainda não cedeu de forma consistente. Para Foglieni, esse cenário tende a manter o Banco Central cauteloso antes de qualquer movimento de afrouxamento monetário no curto prazo.

“No balanço geral, o dado veio pior do que o esperado e mostra que a inflação ainda resiste, o que mantém o Banco Central com cautela para qualquer afrouxamento monetário no curto prazo”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Pecuária impulsiona agro de mineiro em 2025


O agronegócio mineiro encerrou 2025 com crescimento impulsionado principalmente pela cadeia de carnes e pela cafeicultura. Dados do Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, elaborado pelo Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostram que a bovinocultura de corte alcançou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões, resultado 14% superior ao registrado no ano anterior.

O levantamento do Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento reúne informações sobre as principais cadeias produtivas do estado, incluindo café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, grãos, frutas, hortaliças, pecuária e silvicultura, considerando a participação de Minas Gerais na produção nacional e o volume total produzido.

Além da bovinocultura de corte, outras cadeias ligadas à produção de proteínas também apresentaram crescimento ao longo de 2025. “A suinocultura e a avicultura de corte também tiveram bom desempenho, acompanhando a demanda por proteínas e evidenciando a diversificação e a eficiência do setor. Esse conjunto de atividades reforça o papel estratégico da pecuária na geração de renda e na sustentação da dinâmica econômica do meio rural”, avalia a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Maíra Ferman.

O avanço da cadeia pecuária também teve reflexos nas exportações. Em 2025, as vendas externas de carne bovina somaram US$ 1,39 bilhão, alta de 22,4% em relação ao ano anterior. O crescimento ocorreu em um cenário marcado pela consolidação do Brasil como maior produtor mundial de carne bovina e pela abertura de 19 novos mercados internacionais para o produto e seus derivados.

A cafeicultura também apresentou forte desempenho econômico no período. O Valor Bruto da Produção do café alcançou R$ 58,7 bilhões em 2025, crescimento próximo de 47% na comparação anual. Segundo o relatório, o resultado foi impulsionado pela valorização do café no mercado internacional e pelo aumento da demanda global, fatores que elevaram os preços médios do produto em 60,8%.

O desempenho das cadeias produtivas contribuiu para que o Valor Bruto da Produção agropecuária mineira fechasse 2025 em R$ 167,8 bilhões, estabelecendo um recorde para o estado. O resultado representa crescimento de 13,5% frente a 2024.

O indicador, calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da Companhia Nacional de Abastecimento e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, estima o faturamento bruto obtido pelos produtores rurais com a comercialização de produtos agrícolas e pecuários.

De acordo com Maíra Ferman, o crescimento do agronegócio mineiro foi resultado de fatores estruturais e de mercado. “O resultado está associado à combinação entre ganhos de produtividade, diversificação das cadeias produtivas e a capacidade de adaptação às condições de mercado. Esses fatores têm permitido ao agronegócio mineiro manter trajetória de crescimento sustentável e ampliar sua relevância econômica no estado”, afirma.

Na área de crédito rural, Minas Gerais recebeu R$ 50,84 bilhões em desembolsos durante a safra 2024/2025. Apesar da retração de 4% em relação ao ciclo anterior, o estado manteve posição de destaque no cenário nacional, concentrando 14% do volume total liberado no país.





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Ouro Verde do Oeste recebe R$ 19,7 milhões para pavimentação rural


Paraná anuncia R$ 114,8 milhões para obras em Dois Vizinhos e inclui estradas rurais

O governo do Paraná anunciou nesta quinta-feira (28) a liberação de R$ 19,7 milhões para pavimentar cerca de 18 quilômetros de estradas rurais em Ouro Verde do Oeste, no Oeste do estado. Os recursos do programa Estrada Boa serão destinados às vias Linha Sol de Maio, Linha Gustavo e Linha João Cruz. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os trechos atendem áreas produtivas e rotas de circulação de estudantes e moradores.

O maior aporte será para a Estrada Rural Linha Sol de Maio, com R$ 11,4 milhões para pavimentação de 11,1 quilômetros. De acordo com o governo estadual, o trecho receberá Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material indicado para vias com tráfego mais intenso. Na região, há propriedades rurais e unidades ligadas à Primato Cooperativa Agroindustrial.

Outros R$ 7 milhões serão aplicados na Linha Gustavo, com 5,8 quilômetros de pavimentação, também em CBUQ. Já a Linha João Cruz terá 1 quilômetro asfaltado, com investimento de R$ 1,3 milhão. As obras nas três frentes, segundo o anúncio oficial, buscam melhorar a trafegabilidade em vias utilizadas para o escoamento da produção agropecuária e o deslocamento local.

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Além das estradas, o município recebeu R$ 4 milhões para renovação do parque de máquinas, com a entrega de três caminhões caçamba, uma retroescavadeira, uma escavadeira e uma motoniveladora. Os equipamentos devem ser usados na manutenção de acessos rurais.

A relevância econômica do município ajuda a dimensionar o investimento. Ouro Verde do Oeste tem produção de suínos, frango de corte, soja, milho, ovos e tilápia. Em 2024, a produção de tilápia somou 2,5 mil toneladas, enquanto o Valor Bruto de Produção (VBP) local alcançou R$ 707,5 milhões, colocando o município na 75ª posição entre os 399 paranaenses, conforme dados informados no anúncio oficial.

Lançado em 2025, o programa Estrada Boa prevê mais de R$ 3,6 bilhões para infraestrutura viária rural no Paraná, com cerca de 2.780 quilômetros distribuídos em mais de 450 trechos.

Do ponto de vista técnico, a pavimentação e a ampliação da frota municipal tendem a reduzir interrupções no transporte em períodos de chuva e a melhorar a ligação entre propriedades, cooperativas e a malha rodoviária regional. O impacto operacional efetivo sobre custos logísticos e fluxo da safra dependerá do andamento e da conclusão das obras nos prazos previstos.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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