sexta-feira, julho 24, 2026

Autor: Redação

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CMN regulamenta renegociação de dívidas rurais e fixa prazo até 12 de novembro


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (23), a resolução que regulamenta a Medida Provisória (MP) 1.376, de 2026, sobre a renegociação de dívidas rurais. O ato era aguardado para viabilizar a operação da linha de repactuação pelos bancos. A norma fixa 12 de novembro como data limite para as contratações e mantém as diretrizes já previstas para enquadramento dos produtores.

A resolução autoriza as instituições financeiras a operarem a linha de crédito rural destinada à renegociação das dívidas. A adesão, porém, fica a critério de cada banco, e o risco de crédito das operações permanece com as próprias instituições.

A norma preserva a divisão entre duas faixas de atendimento. Na categoria geral, entram produtores com perda de pelo menos 30% da renda bruta em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, em razão de intempéries climáticas ou redução nos preços de comercialização. Na faixa excepcional, o enquadramento exige perda mínima de 40% da renda bruta em três ou mais safras no mesmo período, desde que associada exclusivamente a intempéries climáticas.

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A comprovação das perdas deverá ser feita por laudo emitido por profissional habilitado e registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), no Conselho Federal ou Regional dos Técnicos Agrícolas, no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) ou no Conselho Regional de Biologia (CRBio). A resolução também prevê que os bancos poderão solicitar um segundo laudo em caso de irregularidades no documento apresentado. O laudo técnico deverá demonstrar relação direta entre as perdas e as operações inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas.

A reunião extraordinária do CMN também confirmou a inclusão das cooperativas de produção agropecuária na medida. Para esse público, foi estabelecido teto de R$ 50 milhões. Os juros podem variar entre 11% e 12%, conforme o nível de perda.

No caso das Cédulas de Produto Rural (CPRs), a resolução autoriza que novas emissões adquiridas pelos bancos para liquidar cédulas inadimplentes emitidas até 31 de dezembro de 2025 se enquadrem na exigibilidade do Manual de Crédito Rural. Poderão ser usados até 5% dos recursos captados por poupança rural e até 55% dos recursos provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

A regulamentação também confirmou o uso de fontes como os recursos obrigatórios para viabilizar as operações. Para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a medida provisória representou um acordo para atender a demanda imediata por renegociação e preservar o acesso de produtores ao crédito rural dentro do atual ciclo do Plano Safra.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Arroba do boi gordo: cotações seguem em alta com escalas de abate em baixa


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos em grande parte do país, com os frigoríficos ainda encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a programação da indústria atende entre quatro e sete dias úteis na média nacional.

“Durante a semana houve mais notícias de férias coletivas em diferentes estados brasileiros. Nesta quinta-feira, o mercado futuro também repercutiu a tarifação de 12,5% que deve ser imposta pelos Estados Unidos a diversos países, o que deve incluir a carne bovina nesse pacote.”

Além disso, o especialista lembra que o mercado ainda acompanha com proximidade as questões envolvendo o esgotamento precoce das cotas de exportação que foram disponibilizadas ao Brasil pela China.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 343,50 — ontem: R$ 343
  • Goiás: R$ 325,36 — ontem: R$ 321,79
  • Minas Gerais: R$ 320,29 — ontem: R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 332,39 — ontem: R$ 331,93
  • Mato Grosso: R$ 320,74 — ontem: R$ 321,62 

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com recuperação dos patamares. Em meio à escalada dos preços do boi gordo, a indústria tenta reajustar os valores da carne para manter as margens operacionais da atividade.

“A demanda doméstica apresenta evidentes limitações para absorver altas ainda mais expressivas da carne bovina, ainda mais em um ambiente de preços altamente competitivos das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que tende a receber a predileção entre as classes C, D e E”, detalha Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo, alta de R$ 1,00
  • Quarto dianteiro: R$ 20 por quilo, alta de R$ 1,00
  • Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo, alta de R$ 1,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,62%, sendo negociado a R$ 5,0838 para venda e a R$ 5,0818 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0698 e a máxima de R$ 5,0923.

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Câmara aprova anistia a multas de caminhoneiros e reforça piso do frete


Acordo para MP do Frete pode levar texto ao plenário do Senado nesta terça-feira

No primeiro semestre de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1343/26, que reforça a aplicação do piso mínimo do frete rodoviário de cargas, anistia multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios de rodovias no fim de 2022 e muda regras sobre excesso de carga. O texto ainda depende de sanção presidencial.

A proposta anistia multas aplicadas a transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas que participaram dos bloqueios registrados após a divulgação do resultado das eleições presidenciais de 2022. A anistia aprovada pelos deputados abrange multas impostas por decisões judiciais ou administrativas, além de sanções civis e administrativas, inclusive nos casos com valores inscritos em dívida ativa.

O texto também prevê anistia para descumprimento de normas do frete, como o pagamento abaixo do piso estabelecido pela Lei 13.703/18. Nesses casos, as punições administrativas aplicadas até a publicação da futura lei serão convertidas em advertência. Ao mesmo tempo, a medida provisória endurece as regras de cumprimento do frete mínimo e da definição de seu valor.

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Relatada pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), a proposta ainda amplia de 50 toneladas para 74 toneladas a exceção no método padrão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para aferição de excesso de peso em caminhões. Pela regra, o peso por eixo só será verificado quando o peso bruto total ultrapassar a tolerância de 5%. A tolerância por eixo permanece em 12,5% acima do peso regulamentar.

Outra conversão de multa em advertência valerá para infrações por descumprimento dos limites de peso bruto por eixo ocorridas até a publicação da lei. Segundo a legislação citada no texto, a aferição do excesso de peso por eixo tem como finalidade proteger a infraestrutura rodoviária, garantir a segurança no trânsito e preservar a vida útil dos caminhões.

Na área de transportes, a Câmara também aprovou no semestre um projeto de reformulação da política de transporte público coletivo urbano, regras de assistência a familiares de vítimas de acidentes aéreos e autorização para que empresas aéreas estrangeiras operem voos locais na Amazônia Legal, mediante autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Entre as votações do semestre na área de transportes, a medida provisória sobre frete rodoviário concentrou mudanças em piso mínimo, multas aplicadas a caminhoneiros e critérios de fiscalização de excesso de peso. O texto aprovado pela Câmara aguarda sanção presidencial.

Fonte: camara.leg.br

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Estados Unidos confirmam nova tarifa de 12,5% ao Brasil


Donald Trump
Foto: Divulgação Casa Branca

O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (23) que impôs ao Brasil e a outros 59 países tarifas de 12,5% em virtude da suposta ineficiência dessas nações no combate a trabalho forçado em transações internacionais, o que, na visão da Casa Branca, prejudica a economia norte-americana.

As novas alíquotas entram em vigor à 0h01 de sexta-feira (24), no horário de Washington. A penalidade deve se somar à cobrança de 25% que também será imposta a alguns produtos brasileiros no âmbito da Seção 301, caso do etanol, somando, assim, 37,5%.

O novo encargo consolida o Brasil como o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos, atrás somente da China.

Em relação à nova tarifa, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que “falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

Contudo, o relatório Global Slavery Index, apresentado em 2023 ao G20 pela fundação Walk Freeo Brasil, mostra que os Estados Unidos adquirem do exterior 30 vezes mais produtos sob risco de trabalho forçado que o Brasil. Isso porque os norte-americanos importam a cada ano US$ 169,6 bilhões de mercadorias com esse tipo de suspeita, enquanto o Brasil compra cerca de US$ 5,6 bilhões.

Entretanto, a Casa Branca anunciou que não serão todos os produtos que sofrerão a nova taxa, ficando de fora itens que atendam a critérios considerados estratégicos para a economia e para os objetivos da investigação, tais como:

  • Matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;
  • Produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;
  • Itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;
  • Produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; e
  • Produtos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

A investigação do USTR concluiu que a entrada de produtos originados com mão de obra forçada em mercados globais prejudica a lucratividade de empresas éticas e incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Especificamente em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos Estados Unidos para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento cita a Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada a cada seis meses pelo governo federal, mas destaca que ela não impede a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

O governo federal já esperava a aplicação da tarifa de 12,5%, como havia antecipado o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa.

Na tentativa de minimizar o impacto às empresas afetadas, o governo anunciou na quarta a terceira fase do plano Brasil Soberano. O programa terá R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e será direcionado a setores como aço, alumínio, automóveis e móveis, além de segmentos afetados pela investigação anterior de 25% de sobretaxa, como os segmentos de madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.

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Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído


preço soja cotação
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar um dia de preços firmes, embora os produtores continuem limitando as ofertas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação de uma nova alta na Bolsa de Chicago, prêmios fortalecidos e valorização do dólar manteve a sustentação das cotações.

Silveira destaca que, apesar do cenário favorável aos preços, não houve registro de negociações em grandes volumes. Segundo ele, o produtor continua segurando a soja, restringindo a oferta disponível no mercado.

O analista observa ainda que o mercado interno segue pressionando as cotações, com compradores elevando suas ofertas para competir com os portos. Ainda assim, a disponibilidade de soja permanece limitada diante da postura dos vendedores.

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No mercado físico, os preços foram os seguintes:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 130,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 128,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a saca em R$ 147,00, enquanto Rio Grande (RS) registrou alta de R$ 147,00 para R$ 148,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço foi sustentado pela forte valorização do petróleo, pela boa demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com o clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos. O movimento, porém, foi limitado por realização de lucros e vendas técnicas.

As renovadas tensões no Oriente Médio impulsionaram o petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril em Londres após alta superior a 8%. O movimento deu sustentação adicional ao complexo da soja, especialmente devido à relação entre o óleo de soja e a produção de biodiesel.

Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 126 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega na temporada 2026/27.

Já as exportações líquidas norte-americanas referentes à safra 2025/26 somaram 56,4 mil toneladas na semana encerrada em 16 de julho. Para a temporada 2026/27, o volume alcançou 1,537 milhão de toneladas. O mercado esperava embarques entre 1,1 milhão e 2,2 milhões de toneladas, considerando as duas temporadas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para agosto fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 12,37 1/2 por bushel. O vencimento novembro encerrou cotado a US$ 12,43 3/4 por bushel, avanço de 4,75 centavos, ou 0,38%.

Entre os subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 1,70, ou 0,51%, para US$ 329,90 por tonelada. O óleo de soja para agosto subiu 0,11 centavo, ou 0,14%, encerrando a 75,59 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com valorização de 0,62%, cotado a R$ 5,0838 para venda e R$ 5,0818 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0698 e a máxima de R$ 5,0923.

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John Deere começará a produzir componentes eletrônicos de máquinas no Brasil


trator com modelo autonômo 9RX da John Deere - máquinas autônomas
Trator autônomo 9RX, da John Deere. Fotos: Divulgação

A John Deere anunciou a ampliação de sua unidade industrial de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com a implantação de uma área dedicada à montagem de componentes eletrônicos para máquinas agrícolas e de construção.

A nova operação tem previsão de início em julho de 2027 e prevê investimento de R$ 75 milhões.

De acordo com a companhia,o projeto é voltado exclusivamente ao mercado brasileiro e formará uma nova linha para a montagem final de módulos de controle, receptores de sinal Sistema de Posicionamento Global (GPS) de alta precisão, monitores e equipamentos de orientação utilizados nas máquinas.

Segundo a empresa, a expansão integra sua estratégia de manufatura para otimizar a cadeia de suprimentos, ampliar a eficiência logística e aproveitar a capacidade técnica da unidade de Canoas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Carne vermelha volta ao debate sobre saúde



Outro ponto tratado é o papel da proteína na saciedade


Outro ponto tratado é o papel da proteína na saciedade
Outro ponto tratado é o papel da proteína na saciedade – Foto: Pixabay

A carne vermelha voltou ao centro das discussões sobre alimentação saudável, especialmente diante de revisões que questionam a ideia de que o alimento deve ser tratado como vilão. Fonte de proteínas e nutrientes, seu consumo precisa ser analisado de forma ampla, levando em conta o equilíbrio da dieta e as necessidades de cada pessoa.

O tema é abordado no segundo episódio do Nelore Podcast, que recebe o médico Wilson Rondó Jr., autor do livro “Sinal Verde para a carne vermelha”. Na conversa, ele apresenta argumentos sobre a importância da proteína para o organismo e contesta associações automáticas entre o consumo de carne bovina e o surgimento de doenças.

Rondó Jr. também comenta a atualização das diretrizes alimentares dos Estados Unidos, que revisaram a tradicional pirâmide alimentar. Com a mudança, proteínas de alto valor nutritivo, como ovos, peixes e carne vermelha, passaram a ocupar posição de maior destaque. Segundo a análise apresentada no programa, a revisão mostra uma mudança de entendimento sobre alimentos que, durante anos, foram avaliados de forma simplificada.

Outro ponto tratado é o papel da proteína na saciedade e no funcionamento do organismo. O médico reforça que recomendações alimentares não devem classificar um alimento apenas como bom ou ruim, pois hábitos, objetivos e condições individuais também precisam ser considerados. Ele também recorda o apoio da ACNB e da ABCZ aos estudos reunidos em seu livro.

O episódio ainda discute a influência de dietas da moda e a importância de informações confiáveis para escolhas mais conscientes. A entrevista já está disponível nas principais plataformas de áudio.





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Transporte ferroviário de grãos nos EUA sobe 2% na semana até 11 de julho


Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 26.952 vagões na semana encerrada em 11 de julho, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (23). O volume ficou 2% acima do registrado na semana anterior, mas recuou 2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados do USDA mostram também avanço no transporte de grãos por barcaças. Na semana encerrada em 18 de julho, o volume totalizou 691.198 toneladas, com alta de 3% ante a semana anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda de 5%.

No fluxo de embarques marítimos, 24 navios foram carregados com grãos nos terminais do Golfo dos Estados Unidos na semana encerrada em 16 de julho. O número representa aumento de 20% na comparação anual.

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Para os dez dias seguintes, a partir de 17 de julho, a expectativa era de carregamento de 42 navios. O volume projetado corresponde a alta de 17% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Os números reúnem indicadores de movimentação de grãos por diferentes modais nos Estados Unidos e mostram desempenho semanal positivo no transporte ferroviário e hidroviário, além de avanço nos embarques marítimos no Golfo.

Na atualização divulgada nesta quinta-feira (23), o USDA registrou 26.952 vagões de grãos transportados por ferrovia até 11 de julho, 691.198 toneladas movimentadas por barcaças até 18 de julho e 24 navios carregados no Golfo dos Estados Unidos até 16 de julho, com previsão de 42 embarques nos dez dias seguintes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Balança comercial marítima brasileira tem salto de 20% no primeiro trimestre


portos do Sul
Foto: Vosmar Rosa/Mpor

O superávit da balança comercial marítima brasileira cresceu 19,68% no primeiro semestre de 2026, alcançando US$ 56,3 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo avanço das exportações realizadas pelos terminais portuários do país.

Segundo dados do Comex Stat, do governo federal, as exportações por via marítima somaram US$ 160,7 bilhões entre janeiro e junho, alta de 11,01% em relação ao mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram US$ 104,4 bilhões, crescimento de 6,83%. Com isso, a corrente de comércio movimentada pelos portos brasileiros chegou a US$ 265,1 bilhões, avanço de 9,33% na comparação anual.

Em termos de volume, as exportações totalizaram 401,2 milhões de toneladas, aumento de 4,35% frente ao primeiro semestre do ano passado. Por outro lado, as importações somaram 78,6 milhões de toneladas, recuo de 3,81%.

A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) mostra que entre os produtos exportados com movimentação superior a 1 milhão de toneladas, o maior crescimento foi registrado pelo grupo de sal, enxofre, terras e pedras, gesso, cal e cimento, com alta de 22,57% e volume de 2,2 milhões de toneladas.

Também se destacaram o algodão, com crescimento de 21,70% e movimentação de 1,8 milhão de toneladas, e os cereais, que alcançaram 9,9 milhões de toneladas, avanço de 16,80%.

Nas importações, o maior aumento ocorreu em veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, com crescimento de 47,09% em volume e cerca de 1,6 milhão de toneladas. Também avançaram as compras de plásticos e suas obras (6,07%) e de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (3,52%).

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Yellen diz que tarifa dos EUA contra o Brasil reflete visão pessoal de Trump


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

A ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen afirmou nesta quinta-feira (23), em São Paulo, que a política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump contra o Brasil reflete visões pessoais de longa data do republicano, e não um diagnóstico econômico consolidado. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no evento ExpertXP, em resposta a uma pergunta sobre a relação comercial entre os dois países.

Segundo Yellen, há pouca ou nenhuma sustentação entre economistas para as tarifas impostas por Trump. Na avaliação dela, as medidas aplicadas ao Brasil e a outros parceiros comerciais estão prejudicando relações comerciais de longo prazo.

A economista também afirmou que as tarifas impõem custos relevantes às famílias americanas, embora gerem receita significativa ao governo dos Estados Unidos. Para ela, a política comercial adotada por Trump não apresentou evidências de correção do déficit comercial americano, argumento usado pelo presidente como justificativa central para a adoção das medidas.

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Durante a coletiva, Yellen foi questionada sobre uma possível relação entre desmatamento e a nova rodada de tarifas. Ela disse não entender essa justificativa e afirmou que os dados mostram queda no desmatamento no Brasil, e não aumento.

Yellen classificou a política tarifária como arbitrária e disse que ela sinaliza que os Estados Unidos se tornaram um parceiro comercial pouco confiável. A declaração foi feita ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, durante o evento realizado na capital paulista.

Na avaliação de Yellen, a tarifa dos Estados Unidos contra o Brasil está associada à posição pessoal de Trump sobre comércio e produz efeitos negativos sobre relações comerciais de longo prazo, sem evidências de correção do déficit comercial americano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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