terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Maior leilão do mercado gaúcho começa neste sábado


Começa neste sábado (30/05) o maior remate de gado de elite já realizado no mercado gaúcho. A liquidação Rincon 30 anos, promovida pela cabanha Rincon del Sarandy, de Uruguaiana (RS), abre 12 dias de vendas consecutivos com transmissão ao vivo direto do restaurante 20Barra9 do Pontal Shopping a partir das 16h. Com o comando do martelo, o leiloeiro Fábio Crespo lidera a equipe dessa verdadeira maratona. “Será um momento histórico para a pecuária gaúcha. São 2,5 mil animais de linhagens diferenciadas e de elite das raças Angus, Brangus, Ultrablack e equinos Crioulos. É uma oportunidade rara e imperdível de adquirir genética superior”, frisou o leiloeiro. Na mesa de leilões, atuarão os times da Parceria Leilões, Programa Leilões, Virtual e Panorama.  

A liquidação do rebanho Rincon del Sarandy ocorre exatamente no ano em que a propriedade completa 30 anos. Uma das mais tradicionais cabanhas do Rio Grande do Sul, a estância é comandada por Claudia Indarte Silva ao lado dos dois filhos Ignacio Tellechea e Martin Tellechea. “O ano de 2026 marca uma nova fase na Rincon del Sarandy, um momento em que liquidaremos o plantel para que possamos seguir caminhos diferentes”, salientou o pecuarista Ignacio Tellechea. A decisão, conta Martin Tellechea, veio do desejo de dedicar-se integralmente a seus próprios projetos. Sócio do Grupo Manda Brasa, dos restaurantes 20Barra9, com unidades em Porto Alegre (RS) e no Litoral, e do 1835 Carne e Brasa, em Canela (RS), o empresário conta que seguirá na “pecuária”, mas, desta vez, focado apenas na entrega da melhor experiência de carne à mesa do consumidor. “Foram três décadas de muitos sonhos e conquistas que me tornaram quem eu sou. Foi na Rincon que aprendi o valor do trabalho e carregarei isso comigo onde eu for”, frisou.   

O rebanho da Rincon del Sarandy será comercializado em 12 dias e a oferta será dividida por categoria. No primeiro leilão, neste sábado (30/5), será comercializado o time de pista da fazenda, animais premiados das raças Angus, Brangus e Ultrablack. Na sequência, a oferta segue com o Rincon Code Fêmeas (31/5) e Rincon Code Machos (01/6), ambos já realizados diretamente dos estúdios da Parceria Leilões, em Porto Alegre.

História

A Rincon del Sarandy foi fundada por Claudia Indarte Silva ao lado dos filhos Ignacio e Martin em 1996. O projeto foi construído em terras herdadas do marido, o também pecuarista Neco Tellechea, falecido em acidente de carro em 1989. Munida de coragem e muito amor por suas raízes, Claudia transformou as terras daquele “cantinho” no distrito do Sarandi em referência na raça Angus. Com o passar dos anos, Ignacio e Martin assumiram o projeto e expandiram o negócio. Em três décadas, a Rincon del Sarandy acumulou mais de 500 prêmios nas pistas de julgamento e mais de 50 grandes campeonatos. “Meus filhos aprenderam no campo que as grandes conquistas são fruto de paciência e muita dedicação. Essa sempre foi a essência da Rincon”, salientou Claudia.   

Agenda

30/5 – Rincon Show – Time de Pista

31/5 – Rincon Code – 300 ventres de alto mérito genético

01/6 – Rincon Code – 35 touros planteleiros

02/6 – Rincon Next – 250 receptoras de embrião prenhas e paridas

03/6 – Rincon Pack – 300 fêmeas Angus e Ultrablack

04/6 – Rincon Pack – 500 fêmeas Brangus 38

05/6 – Rincon Pack – 500 fêmeas Brangus 38B

06/6 – Rincon Baby Girls – 300 fêmeas geração 2025

07/6 – Rincon Baby Boys – 200 machos geração 2025

08/6 – Rincon Rocks – 35 touros Brangus e Ultrablack

09/6 – Rincon Rocks – 35 touros Angus

10/6 – Manada BT FAT – 30 ventres de famílias consagradas





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News

Cientistas desvendam estratégia do fungo que provoca mofo azul em frutas cítricas


Laranja - mofo azul

Só de ver um pontinho branco-azulado em laranjas, limões ou tangerinas, quase todo agricultor já sabe que o resultado será uma caixa inteira de frutas mofadas. Quando o fungo Penicillium italicum, responsável pelo mofo azul, se instala na casca da fruta, a planta rapidamente ativa um verdadeiro arsenal químico de defesa para tentar impedir a invasão.

Mas o trabalho é praticamente em vão, uma vez que o P. italicum libera moléculas químicas capazes de neutralizar não só as defesas naturais da fruta como também os microrganismos benéficos (endofíticos) que vivem na superfície desses vegetais.

Esse roteiro de ataque do patógeno foi desvendado pela primeira vez por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP) em estudos apoiados pela Fapesp. 

Publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, o trabalho detalhando essas descobertas foi selecionado pela revista americana como o melhor artigo científico de 2025.

De acordo com a professora do Instituto de Química (IQ) da Unicamp Taícia Pacheco Fill Brasil é o maior produtor de laranja e líder mundial na exportação de suco, mas enfrenta sérios prejuízos no pós-colheita causados por fungos.

“O mofo azul [P. italicum] é o segundo mais problemático, atrás apenas do mofo verde [P. digitatum], responsável por até 90% das perdas em regiões tropicais. Apesar disso, o mofo azul ainda recebe pouca atenção”, afirma.

Segundo a pesquisadora, por isso, compreender melhor as estratégias e o arsenal químico desses patógenos é fundamental para desenvolver formas de controle mais eficazes sem depender de defensivos.

Importância do mapeamento

Atualmente, o controle do mofo azul depende de fungicidas sintéticos como imazalil e tiabendazol, que apresentam resistência crescente e preocupações ambientais.

Para o mapeamento das moléculas que atacam os microrganismos benéficos, os pesquisadores estudaram o conjunto de substâncias químicas produzidas pelo patógeno durante a infecção no fruto, usando técnicas de metabolômica avançada (que analisa os produtos do metabolismo do organismo).

“Com isso, conseguimos identificar compostos essenciais para o desenvolvimento da infecção. Verificamos em laboratório que, sem essas substâncias químicas, o fungo P. italicum cresce só um pouquinho, o que abre espaço para novas estratégias de combate. Tanto que o nosso próximo passo é desenvolver inibidores específicos dessas vias metabólicas, capazes de desarmar o patógeno sem afetar o hospedeiro [o fruto]”, conta Taícia Pacheco Fill.

Passo a passo

A rápida disseminação do fungo nas caixas de frutas é um processo conhecido como nesting, responsável por até 50% das perdas da cultura na China, o terceiro maior produtor de laranja do mundo e um país de clima majoritariamente temperado, onde o mofo azul se desenvolve melhor.

Ao analisar diferentes dias de infecção, os pesquisadores identificaram que o fungo se instala na casca da fruta por meio de microlesões.

Segundo o pesquisador e primeiro autor do estudo, Evandro Silva, nos primeiros dias, o fungo desmonta a parede celular da fruta com enzimas, enquanto esta reage produzindo compostos naturais bioativos antifúngicos, como a naringenina e a diosmina. No entanto, o fungo contra-ataca produzindo também compostos naturais bioativos.

Os pesquisadores também utilizaram técnicas de imageamento por espectrometria de massa para mapear a distribuição das moléculas durante a infecção.

“O patógeno não luta apenas contra as defesas da fruta, mas também contra os microrganismos ‘do bem’ [endofíticos] que vivem na casca e tentam protegê-la. Ele usa esses compostos para modular a comunidade microbiana e se instalar, enquanto enfrenta as defesas da fruta. Acaba sendo um combate múltiplo em que ele consegue se sobrepor a esses outros microrganismos e prosperar”, explica Fill.

Os cientistas destacam que identificar as moléculas produzidas pelo patógeno é o primeiro passo para desenvolver estratégias de controle específicas.

“Nosso laboratório tem trabalhado com essa lógica de descrever como se dá o ataque de patógenos e reconhecer os metabólitos [produtos do metabolismo] usados por eles. Isso possibilita o desenvolvimento de inibidores mais seguros para o meio ambiente, menos nocivos à saúde humana e com menor risco à resistência fúngica ou bacteriana”, conta a pesquisadora.

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Junho deve ter temperaturas acima da média


O mês de junho deve exigir atenção redobrada do produtor rural brasileiro. Segundo previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o período será marcado por chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul, mas também por temperaturas elevadas em grande parte do país, principalmente na porção central. O cenário pode interferir no desenvolvimento de lavouras, nas operações de colheita e na oferta de pasto para os rebanhos.

De acordo com o prognóstico, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em praticamente todo o Pará, no sudoeste e centro-leste do Amazonas, em todo o Amapá e em áreas do Nordeste, como norte do Maranhão e do Piauí, além de grande parte do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. No Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul.

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Por outro lado, o INMET prevê volumes abaixo da média no sul de Minas Gerais, em grande parte de São Paulo, em praticamente todo o Paraná e no nordeste de Santa Catarina. No Centro-Oeste, apenas uma estreita área do sudoeste de Mato Grosso do Sul deve registrar chuva abaixo da média, enquanto o restante da região tende a ter volumes próximos à climatologia do mês.

A temperatura é um dos principais pontos de atenção para o campo. No Centro-Oeste, o prognóstico indica médias até 1 °C acima da climatologia em todos os estados. Em áreas como leste de Goiás, noroeste e sudoeste de Mato Grosso e grande parte de Mato Grosso do Sul, os desvios podem chegar a 1,5 °C em relação à média histórica de junho.

No Sudeste, todos os estados devem registrar temperaturas acima da média, com desvios de até 1,5 °C no norte de Minas Gerais e no oeste de São Paulo. No Sul, os termômetros também devem ficar acima do normal, com desvios de até 1,5 °C no norte do Paraná e no extremo oeste de Santa Catarina.

Na prática, o calor aumenta a evapotranspiração, processo em que há perda de água do solo e transpiração das plantas. Quando essa saída de água supera a reposição pelas chuvas, cresce o risco de deficiência hídrica nas lavouras.

No Centro-Oeste, a combinação de baixos acumulados de chuva e temperaturas mais altas tende a reduzir a umidade do solo ao longo do mês. Esse cenário pode resultar em déficit hídrico justamente em um período sensível para o milho segunda safra em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O risco é maior porque a implantação das culturas de segunda safra foi atrasada pelas chuvas mais frequentes em janeiro e fevereiro. Com isso, parte das lavouras deve atravessar junho ainda em período crítico de desenvolvimento.

A pecuária também pode sentir os efeitos do tempo mais seco. Segundo o material do INMET, a redução progressiva da umidade do solo tende a diminuir o vigor das pastagens, afetando o crescimento das forrageiras e a disponibilidade de alimento para os rebanhos.

Na Região Norte, a chuva próxima ou acima da média, associada às temperaturas elevadas, deve manter boa disponibilidade hídrica em áreas do nordeste do Pará, Amapá e sul do Amazonas. A condição tende a beneficiar lavouras de milho segunda safra ainda em enchimento de grãos.

Para áreas em colheita, porém, o excesso de umidade pode trazer problemas. O material aponta maior pressão de doenças fúngicas, aumento da umidade dos grãos, dificuldade no tráfego de máquinas e risco de perdas por acamamento. Já no sudeste do Pará e no Tocantins, a precipitação próxima da média, combinada ao calor, tende a favorecer a colheita do milho segunda safra e a secagem natural dos grãos.

No Nordeste, as chuvas dentro ou acima da média devem favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra no noroeste do Maranhão e o avanço da semeadura de feijão e milho terceira safra no SEALBA. A umidade na faixa litorânea também pode beneficiar a fruticultura, reduzindo a demanda por irrigação e os custos operacionais.

No interior da região, especialmente no MATOPIBA, a situação exige mais cautela. A previsão de chuvas próximas à média, associadas às temperaturas mais altas, aumenta a demanda por água das plantas e representa risco adicional para lavouras de milho segunda safra semeadas mais tarde, ainda em enchimento de grãos. Nas pastagens cultivadas, a entrada no período seco pode reduzir o crescimento das forrageiras e antecipar a necessidade de suplementação do rebanho.

No Sudeste, o calor deve favorecer a perda de água do solo e elevar o risco de deficiência hídrica. O impacto deve atingir principalmente a fase final das culturas de segunda safra, com destaque para o milho, que também teve atraso na semeadura em razão das condições de solo.

As culturas de citros, em sua maioria em fase de desenvolvimento e enchimento de frutos, podem registrar redução no crescimento dos frutos com o início do período seco e a elevação das temperaturas. Para o hortifruti, o cenário de temperaturas mais altas pode acelerar o crescimento das plantas.

Na Região Sul, a previsão preocupa áreas de milho no Paraná, principalmente no norte do estado, onde a semeadura foi mais tardia. Nessas lavouras, o período crítico da cultura se concentra entre o fim de maio e junho.

Em outras áreas da região, as condições previstas devem favorecer a semeadura e o desenvolvimento das principais culturas de inverno, como trigo e aveia. No Rio Grande do Sul, a chuva acima do normal, associada a temperaturas elevadas, tende a melhorar a disponibilidade hídrica do solo e favorecer o rápido desenvolvimento das culturas.

O excesso de chuva, no entanto, pode dificultar práticas de manejo em áreas de arroz irrigado, especialmente na metade sul gaúcha, onde a semeadura ocorre predominantemente durante a primavera.

 





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Podridão branca da espiga: quando o controle compensa?


 

 

A podridão branca da espiga do milho segue entre as principais preocupações dos produtores nas regiões de safra e safrinha, especialmente no período entre abril e setembro, quando avançam as colheitas da segunda safra e começa o planejamento do próximo ciclo. Apesar da frequência da doença em áreas produtoras, especialistas alertam que o investimento em controle nem sempre garante retorno econômico ao produtor.

A doença é causada principalmente por fungos do gênero Fusarium, como Fusarium verticillioides e Fusarium graminearum, que atacam os grãos e estruturas da espiga. A presença de micélio esbranquiçado, grãos chochos e perda de qualidade comercial estão entre os sintomas mais comuns. Além dos prejuízos produtivos, a doença também eleva o risco de contaminação por micotoxinas, como fumonisinas e zearalenona, fator que pode comprometer o uso do milho na alimentação animal.

A infecção costuma ocorrer em condições de alta umidade durante o florescimento e o enchimento de grãos, além de estar associada a ferimentos provocados por insetos, como lagarta-do-cartucho, broca-da-cana e percevejos. Restos culturais mal manejados e sementes contaminadas também contribuem para a disseminação do problema.

Segundo a análise técnica, o impacto econômico da podridão branca varia conforme a intensidade da infecção, o estádio da cultura e as condições climáticas. Em lavouras com infecção precoce, ainda na fase de enchimento de grãos, as perdas tendem a ser maiores, afetando diretamente o peso dos grãos e a produtividade. Já em infecções tardias, próximas à maturidade fisiológica, os danos costumam se concentrar na qualidade do produto e na classificação comercial.

Outro fator que pesa na tomada de decisão é o destino da produção. Em áreas destinadas à fabricação de ração, produção leiteira ou integração com cadeias de aves e suínos, a preocupação com micotoxinas aumenta. Em alguns casos, lotes podem sofrer desvalorização ou até rejeição.

O estudo destaca que a presença da doença, isoladamente, não é suficiente para justificar investimentos adicionais em controle. A recomendação é que o produtor avalie o percentual de espigas afetadas, a distribuição da doença no talhão, o potencial produtivo da área e os custos envolvidos nas medidas de manejo.

Em cenários de maior risco, como áreas com histórico recorrente da doença, híbridos suscetíveis, clima úmido e alto potencial produtivo, o manejo preventivo tende a apresentar melhor resultado econômico. Entre as estratégias mais indicadas estão o uso de híbridos tolerantes, rotação de culturas, manejo adequado da palhada e controle de insetos que provocam ferimentos nas espigas.

O conteúdo também alerta que aplicações de fungicidas, quando a doença já está instalada, costumam apresentar retorno limitado. “A eficiência é muito dependente de momento de aplicação (próximo ao florescimento), condições de clima, tecnologia de aplicação e suscetibilidade do híbrido”, informa o material técnico. Por isso, a decisão deve ser preventiva e baseada em histórico da área e avaliação agronômica.

Em situações de baixa incidência da doença, lavouras próximas da colheita ou áreas de baixo potencial produtivo, a tendência é de que o controle não compense financeiramente. Nesses casos, a recomendação é concentrar esforços na antecipação da colheita, na regulagem da colhedora, na secagem rápida dos grãos e no armazenamento adequado para evitar agravamento do problema.

O material ressalta ainda que a podridão branca deve ser analisada dentro do contexto do manejo integrado da lavoura, considerando fatores como população de plantas, equilíbrio nutricional, doenças foliares e controle de pragas.

Ao final, a orientação é para que qualquer decisão envolvendo produtos químicos siga as recomendações de um engenheiro agrônomo, respeitando rótulo, bula, uso de equipamentos de proteção individual e legislação vigente.

“A podridão branca da espiga do milho é uma doença importante, mas o controle só compensa economicamente em cenários onde o risco de perda de produtividade e qualidade é elevado, o potencial produtivo é alto e existem medidas eficazes disponíveis no momento certo”, conclui o documento técnico.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Adesão ao ZarcNM deve começar de imediato com análise de solo


Os sojicultores que pretendem acessar a subvenção diferenciada do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) por meio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) devem iniciar os preparativos agora. O ZarcNM estará disponível na próxima safra em uma segunda fase do projeto piloto para a cultura da soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

O primeiro passo para quem deseja entrar no programa é fazer a análise de solo em um dos laboratórios credenciados a operar o SiNM, plataforma desenvolvida pela Embrapa para indicação do nível de manejo. A análise para o ZarcNM mensura a saturação por bases, o teor de cálcio e a saturação por alumínio.

Após realizar a análise de solo, o agricultor deve procurar um operador de contrato de seguro rural, que pode ser uma cooperativa, banco, corretora ou outro. Caberá ao operador de contrato inserir no SiNM informações sobre o produtor e sobre o talhão a ser segurado. Também é o operador quem contrata avaliação por sensoriamento remoto para quantificar a área de cobertura do solo e conferir o histórico de culturas dos últimos três anos.

Com todas as informações inseridas no sistema, o SiNM  calcula o nível de manejo do talhão e o operador de contrato repassa as informações para o governo para que seja feita a subvenção conforme o nível de manejo (NM). Para NM 4 a subvenção na safra 2026/2027 de soja será de 40%. No NM3 será de 35%, 30% para NM2 e 20%, que é o padrão do PSR, para NM1.

“Os contratos de seguro da safra 2026/2027 já começaram a ser negociados. Por isso, o produtor, a cooperativa e a seguradora que quiserem participar da fase 2 do projeto piloto precisa se antecipar. Quanto antes o seguro for contratado, maior a possibilidade de acesso à subvenção e melhores condições de coberturas”, alerta Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária.

“O objetivo é que no momento da contratação do seguro da soja, o produtor já tenha a classificação do nível de manejo do talhão disponível no SiNM da Embrapa, pois isso permite que as seguradoras já utilizem a informação na precificação do risco e também que o produtor consiga acessar com antecedência os recursos do PSR com percentuais diferenciados de subvenção”, explica.

Além da cultura da soja, o projeto piloto do ZarcNM se ampliará para o milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesse caso, a subvenção será de 40% no NM1, 45% no NM2 e de 50% nos NM3 e NM4.

A lista com laboratórios de análise de solo, operadores de contrato e de sensoriamento remoto credenciados a utilizar o SiNM está disponível aqui. Na mesma página é possível encontrar as informações completas sobre o Zarc Níveis de Manejo.

Nesta fase de testes, o ZarcNM está sendo utilizado apenas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027 serão destinados R$ 1 milhão para subvenção no piloto na cultura da soja e R$ 1 milhão para o milho. De acordo com o Mapa, o valor pode ser ampliado, caso haja demanda. Na safra passada, quando o ZarcNM foi testado pela primeira vez apenas no Paraná, foram destinados R$ 8 milhões, mas somente R$ 206 mil foram contratados.





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Azeite brasileiro é reconhecido em Londres e na Grécia


A marca brasileira de azeites premium Sabiá está novamente entre os primeiros nos concursos internacionais London International Olive Oil Competition (London IOOC), na Inglaterra, e Athena International Olive Oil Competition (Athena IOOC), na Grécia.

Na premiação britânica, o rótulo extravirgem Blend de Terroir recebeu o prêmio máximo Platinum, enquanto a variedade Coratina ficou com a medalha de Ouro. 

Já no concurso grego, a marca celebrou o desempenho de seus produtos: todos os três exemplares enviados para avaliação — Koroneiki, Coratina e Blend de Terroir — os três conquistaram o selo de Ouro no Athena International Olive Oil Competition (AThena IOOC).

“Este reconhecimento reflete o nosso compromisso diário com a excelência, desde o manejo cuidadoso no olival até a extração de um produto de altíssima qualidade para os nossos consumidores. O resultado traduz a precisão técnica, mas também a força de um produto de origem brasileira, hoje consagrado no cenário global”, celebram Bia Pereira e Bob Costa, fundadores e produtores do Azeite Sabiá.

Estas conquistas consolidam o Azeite Sabiá no mercado mundial e nacional de azeites premium. Em apenas cinco anos de história, a marca já soma 182 prêmios internacionais, posicionando-se entre os melhores e mais premiados do mundo.

Disponibilidade no Brasil – Os azeites Sabiá estão disponíveis em todo o Brasil, tanto por meio de vendas online www.lojaazeitesabia.com.br quanto nos principais empórios e supermercados especializados.

Na Fazenda do Campo Alto, em Santo Antônio do Pinhal (SP), um dos locais de cultivo das oliveiras do Azeite Sabiá, abriga uma pizzaria própria da marca. O espaço, com uma vista espetacular da Serra da Mantiqueira, combina as pizzas de estilo napolitano com os azeites Sabiá e o espumante da Cave Sabiá.

As pizzas desenvolvidas pelo pizzaiolo Dani Branca, usam ingredientes artesanais e frescos de alta qualidade, sem a utilização de produtos ultraprocessados. O azeite extravirgem da marca entra como componente final na composição dos pratos.

Com projeto assinado pelo arquiteto Marcelo Alvarenga, do escritório Play Arquitetura, a edificação utiliza pedras locais, madeira e vidro, estruturada para integrar visualmente o salão à paisagem montanhosa da região.

 





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Aprendizes do Instituto Crescer Legal mostram protagonismo e conexão com suas comunidades


Os aprendizes das oito turmas de 2026 do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal já deram uma mostra de protagonismo, criatividade e conexão. Durante o mês de maio, os jovens realizaram seminários para apresentar aos familiares e às comunidades as atividades e os conhecimentos construídos nos primeiros meses do curso de Gestão Rural e Empreendedorismo. Os convidados puderam ver os resultados dos estudos desenvolvidos nos eixos 1 e 2 do curso: Estudo e Análise das Propriedades Rurais e Diagnóstico do Município e Região, com foco nos arranjos produtivos locais.

Os encontros – organizados pelas próprias turmas – ocorreram em Dom Feliciano, Boqueirão do Leão, Passa Sete, Sinimbu e Vera Cruz, no Rio Grande do Sul; Mafra e Canoinhas, em Santa Catarina; e São João do Triunfo, no Paraná. A atividade faz parte da metodologia do curso e das práticas dos aprendizes tem como objetivo despertar o protagonismo dos adolescentes na realização de eventos, no trabalho em equipe e nas habilidades de comunicação com a apresentação dos temas estudados por eles.

Com a presença de familiares, membros das comunidades, autoridades locais, equipe do Instituto e das empresas apoiadoras e parceiros do Programa de Aprendizagem, as apresentações evidenciaram o potencial dos jovens para analisar a realidade do campo, propor soluções e fortalecer o desenvolvimento das suas regiões. Conforme a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, mesmo com a caminhada das turmas de 2026 ainda no início, já foi possível presenciar uma grande riqueza de atividades e vivências. “São jovens que estão valorizando essa oportunidade de aprendizado e já fazem a diferença por terem assumido essa experiência com o privilégio de participar de um trabalho protegido, que os prepara para a gestão da própria vida”, diz.

Para o presidente do Instituto Crescer Legal, Valmor Thesing, o desenvolvimento das pessoas do meio rural é fundamental, e isso passa pela educação e prevenção do trabalho de menores de 18 anos na produção. “E o Instituto proporciona muito mais do que isso. Desenvolve nos jovens uma grande capacidade de crescimento pessoal e profissional, o que resulta em iniciativas empreendedoras, maior sucessão nas propriedades e formação de futuros líderes nas nossas comunidades”, afirma.

Lideranças enfatizam importância da presença do Instituto

Em todos os seminários realizados em maio, estiveram presentes autoridades municipais e lideranças regionais convidadas pelas turmas. Foram diversos os testemunhos sobre a importância do Instituto Crescer Legal para o desenvolvimento dos jovens e das localidades rurais. No município de Mafra, a diretora de Educação, Sandra Sabatke, falou sobre a importância do comprometimento com a educação e a formação que os jovens estão recebendo. “Isso é para vocês e é de vocês”, afirmou, dirigindo-se aos aprendizes.

Em São João do Triunfo, o prefeito Mário Cezar da Silva falou sobre a importância das ações do Instituto para a excelência da educação no município. “Como filho de produtores rurais, lembro das dificuldades de acesso à educação e precisei sair do interior e ir para a cidade em busca de condições de estudo”, contou. “Hoje é possível contar com projetos como esse, que vão até os alunos para reconhecer a realidade de cada um e suas perspectivas de crescimento pessoal e profissional”, disse. “Cada projeto apresentado aqui pelos aprendizes revela um pouco sobre como enxergam o mundo e a realidade, além de mostrar como podem contribuir com suas famílias por meio da capacitação”, acrescentou.

No seminário em Passa Sete, o prefeito Maurício Afonso Ruoso salientou que o Instituto Crescer Legal proporciona conhecimento, valorização e incentivo para que os jovens trilhem seus caminhos motivados a crescer. “Essa é a terceira turma em Passa Sete, formando os jovens que vão nos substituir, seja produzindo nas propriedades, na prefeitura, na universidade ou onde quiserem”, disse. “Tudo o que vocês fizerem, façam com amor e dedicação, valorizando as raízes, pois é isso que colherão no futuro”, aconselhou.

Presente ao evento em Boqueirão do Leão, a secretária de Educação, Verenice Bergonci Borges, enfatizou a evolução proporcionada aos aprendizes. “O prefeito nos cobra diariamente para que trabalhemos com o objetivo de fazer de Boqueirão um lugar melhor para cada um de nós. É isso que estamos fazendo com o auxílio do Crescer Legal, esperando sempre o melhor para cada um dos jovens aprendizes”, salientou.

Aprendizes rurais

O Programa de Aprendizagem Profissional Rural é um arranjo inovador por oferecer aprendizagem profissional sem que os jovens precisem sair do campo e da escola. Durante o período médio de um ano de curso (800 horas), os participantes são contratados como aprendizes por empresas do setor do tabaco associadas e apoiadoras do Instituto Crescer Legal. De acordo com a Lei da Aprendizagem, os jovens recebem salário proporcional e, ao final, são devidamente certificados. Além das empresas que contratam os aprendizes e custeiam as operações do Instituto, as prefeituras também são parceiras importantes, oferecendo estrutura, transporte e alimentação.





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Operação apreende 82 toneladas ligadas ao café



Café irregular é alvo de operação em seis estados



Foto: Divulgação

Uma operação coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e órgãos de defesa do consumidor identificou irregularidades na comercialização de produtos ligados à produção de café torrado em diferentes estados do país. A ação ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio e teve como foco o combate à distribuição de produtos com indícios de adulteração no setor cafeeiro.

As fiscalizações integraram operações conduzidas pelo Mapa em produtos de origem vegetal e ações de rotina dos Procons estaduais e municipais. Os trabalhos foram realizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

Segundo o balanço divulgado pelo ministério, foram realizadas 84 ações de fiscalização. Ao todo, 19 estabelecimentos foram interditados, o equivalente a 32,8% dos locais inspecionados. A operação também resultou na apreensão de mais de 82 mil quilos de produtos, sendo 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matérias-primas utilizadas na produção de café.

Além das inspeções em indústrias do setor cafeeiro conduzidas pelo Mapa, os Procons estaduais e municipais realizaram fiscalizações em supermercados no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo foi reforçar a proteção aos consumidores e retirar do mercado produtos com suspeita de irregularidade.

Em nota, o ministério destacou que os produtos apreendidos “não representam o café produzido no Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente por sua qualidade”. O comunicado ressalta ainda que “trata-se de produtos irregulares que podem causar prejuízos aos consumidores e comprometer a competitividade e a credibilidade do setor produtivo”.

A operação foi baseada em monitoramento de mercado, denúncias registradas na plataforma Fala.BR e apoio técnico da Associação Brasileira da Indústria de Café.





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Exportações do agro mineiro somam US$ 5,8 bilhões no quadrimestre


As exportações do agronegócio de Minas Gerais totalizaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, com embarques de 4,8 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e apontam retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com a queda, Minas Gerais permaneceu entre os três maiores exportadores do agronegócio brasileiro no período, respondendo por 10,6% do valor nacional exportado pelo setor.

Segundo a secretaria, o estado liderou as exportações brasileiras de diversos segmentos do agro. Minas respondeu por 71% das vendas externas de café, 30,5% dos produtos apícolas, 20,4% dos lácteos, 12,8% das rações para animais e 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos. Ao longo do quadrimestre, mais de 500 produtos diferentes foram enviados a 160 países.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agro mineiro. O segmento movimentou US$ 3,2 bilhões, com embarque de 7,4 milhões de sacas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve retração de 17,5% no valor e de 26% no volume exportado.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ocupou a segunda posição entre os principais grupos exportados. As vendas externas somaram US$ 1,14 bilhão, queda de 2,8%, enquanto o volume embarcado alcançou 2,71 milhões de toneladas, redução de 8,9%.

O setor de carnes foi o principal destaque positivo do período. As exportações de carne bovina, suína e de frango totalizaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, registrando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume frente ao primeiro quadrimestre de 2025. O avanço foi impulsionado pela valorização da carne bovina.

Já o complexo sucroalcooleiro exportou US$ 268,7 milhões, com retração de 22,9% no faturamento. O volume embarcado caiu 2,7%, refletindo a redução no valor médio da tonelada exportada.

A União Europeia permaneceu como principal destino do agronegócio mineiro no período. O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado, equivalente a 29,6% da pauta exportadora. O resultado representa queda de 2,9% em valor e de 2,5% em volume na comparação anual.

A pauta de exportação para o bloco europeu segue concentrada no café, responsável por 94,4% das vendas ao mercado europeu. Em contrapartida, os produtos florestais apresentaram crescimento de 42,8% em valor, enquanto as carnes mais que dobraram de volume, ainda que sobre uma base menor.

Segundo a secretaria, a União Europeia continua sendo estratégica para Minas Gerais pela capacidade de absorção de produtos de maior valor agregado e pelas exigências regulatórias do mercado.

No Mercosul, formado por Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, as exportações do agro mineiro somaram US$ 82 milhões, o equivalente a 1,4% da pauta estadual. O valor recuou 2,1%, mas o volume exportado cresceu 10,1%. A Argentina respondeu por 63,2% das compras realizadas pelo bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da pauta concentrada da União Europeia, o comércio com o Mercosul apresentou maior diversidade de produtos. O café respondeu por 38,3% do valor exportado, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortícolas, raízes, tubérculos e produtos florestais.





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Copa do Mundo deve elevar preços da arroba do boi gordo e do atacado em junho


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo registrou negócios mais aquecidos em maio, com o foco na Copa do Mundo na aposta dos frigoríficos por uma demanda interna mais firme.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve destaque também, ao longo do mês, para o bom volume de carne bovina direcionado aos Estados Unidos, país sede do evento esportivo.

“Os preços da arroba do boi gordo, contudo, se mostraram de estáveis a mais baixos na maior parte das praças de comercialização do Brasil ao longo de maio, em meio a um quadro de melhor disponibilidade de oferta”, esclarece.

De acordo com Iglesias, a exceção ficou por conta do Pará e de Rondônia, onde os preços da arroba subiram diante da maior retenção de oferta por parte dos pecuaristas, em meio às condições favoráveis das pastagens.

Ao longo do mês, Iglesias sinaliza que o setor monitorou os embarques direcionados à China, em meio à expectativa de que possa haver um esgotamento da cota direcionada ao Brasil entre os meses de junho e julho.

“Não houve, por enquanto, grandes avanços em torno do pedido feito pelo Brasil para uma ampliação das cotas na missão encerrada na última semana no país asiático”, sinaliza.

Variação da arroba do boi em um mês

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 29 de maio em comparação ao fechamento de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 355, inalterado frente ao final do mês passado
  • Goiás (Goiânia): R$ 330, queda de 2,94% ante aos R$ 340 registrados no término do mês anterior
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, baixa de 4,41% perante os R$ 340 praticados no fechamento do mês passado
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, recuo de 1,39% frente aos R$ 360 registrados no fechamento do mês passado
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, avanço de 1,52% perante os R$ 330 praticados no término de abril

Mercado atacadista

No mercado atacadista, Iglesias ressalta que os preços sinalizaram queda ao longo de maio, em meio à maior competitividade de proteínas concorrentes como a carne de frango e a suína.

A aposta do mercado é de que possa haver uma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho por conta, justamente, da Copa do Mundo, período que amplia a expectativa de demanda para a carne bovina.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 21,50 por quilo, recuo de 8,51% frente aos R$ 23,50 praticados no final de abril;
  • Cortes do traseiro do boi: cotados a R$ 27,00 por quilo, queda de 5,26% ante aos R$ 28,50 registrados no final do mês anterior.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,321 bilhão em maio até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 88,072 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 203,480 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.492,40.

Em relação a maio de 2025, houve alta de 63,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,8% no preço médio.

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