A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) informou nesta quinta-feira (16) que recebeu com serenidade a decisão dos Estados Unidos de incluir os pescados brasileiros na lista de exceções das novas tarifas de importação. Segundo a entidade, a medida preserva o acesso ao principal mercado externo do setor e mantém a expectativa de crescimento de aproximadamente 10% em 2026, na comparação com o desempenho de 2025.
De acordo com a Abipesca, a projeção de avanço nas exportações é sustentada principalmente pelo crescimento da tilapicultura e pelo embarque de produtos de maior valor agregado. Na avaliação da entidade, a isenção também demonstra a importância do pescado brasileiro para a economia americana.
A associação atribuiu a decisão ao trabalho conjunto realizado com o National Fisheries Institute (NFI), entidade que representa o setor pesqueiro nos Estados Unidos, além de empresas importadoras americanas. A Abipesca afirmou que seguirá atuando em cooperação com as indústrias e com o governo brasileiro.
Embora tenha destacado o alívio para o segmento de pescados, a entidade também manifestou preocupação com outros setores atingidos pelas novas tarifas. A associação lamentou a inclusão de outras cadeias produtivas nas medidas adotadas pelos Estados Unidos e informou que continuará participando das tratativas ligadas ao comércio bilateral.
Com a exclusão dos pescados brasileiros das novas tarifas de importação dos Estados Unidos, a Abipesca mantém a expectativa de expansão das exportações em 2026, apoiada no avanço da tilapicultura e na venda de itens de maior valor agregado.
Os Estados Unidos excluíram os principais produtos exportados pela cadeia brasileira do suco de laranja da lista de itens que serão atingidos pela sobretaxa de 25%, anunciada na madrugada desta quinta-feira (16).
A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e isenta da sobretaxa o suco de laranja concentrado congelado, concentrado não congelado, o suco não concentrado, além da polpa e dos óleos essenciais de laranja.
Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de interdependência no mercado de suco de laranja. O produto brasileiro é fundamental para complementar a oferta norte-americana e garantir o abastecimento do mercado, especialmente diante da forte redução na produção da Flórida.
“Os Estados Unidos são um mercado estratégico para o setor brasileiro. Essa relação beneficia produtores, indústrias e consumidores dos dois países”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.
Na safra 25/26, os Estados Unidos se consolidaram como o principal destino do suco de laranja brasileiro, com participação de 48% nas exportações. No período, o país importou 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, que geraram receita de US$ 1,08 bilhão.
“Vale lembrar que o Brasil já paga uma tarifa de US$ 415 por tonelada para acessar o mercado norte-americano. A exclusão desses produtos evita, neste momento, a incidência da tarifa adicional sobre importantes itens da pauta de exportações da cadeia citrícola brasileira”, pondera Netto.
Para o executivo, o diálogo, a cooperação e o respeito às regras do comércio internacional são os melhores caminhos para preservar a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou nesta quinta-feira (16) que a nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros mantém a indústria sob pressão, mesmo após a inclusão de 429 exceções na decisão final do governo norte-americano. Segundo a entidade, a sobretaxa atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2% do total, e passa a valer em 22 de julho.
Em nota, a CNI disse estar preocupada com a medida anunciada na quarta-feira (15). Entre as novas exceções incluídas pelos Estados Unidos estão ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo. A entidade informou que essas exclusões reduziram em US$ 2,3 milhões os possíveis prejuízos para a indústria brasileira.
De acordo com a confederação, o resultado reflete articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram de consultas e audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Ainda assim, a avaliação da entidade é de que os segmentos mantidos sob a sobretaxa continuarão sujeitos a perdas de competitividade no mercado norte-americano.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu o avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o foco deve se voltar aos setores que seguem atingidos e à construção de soluções para preservar a relação comercial entre os dois países.
A entidade destacou que 60,3% das exportações atingidas correspondem a bens intermediários usados pela indústria dos Estados Unidos. Também informou que o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos alcançados pela medida.
Na lista de setores afetados, alimentos têm 44,8% das exportações sujeitas à nova tarifa. Entre os produtos citados estão açúcar de cana bruto em forma sólida, sebo não comestível, açúcares especiais de cana ou beterraba, sacarose quimicamente pura e carne suína congelada. Máquinas e equipamentos aparecem com 12,5%, incluindo tratores de esteiras e pás-carregadoras.
Além da tarifa de 25%, os Estados Unidos conduzem uma segunda investigação que pode resultar em sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a carga total para até 37,5%.
O Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência de tempestades entre quinta-feira (16) e segunda-feira (20), com potencial para provocar impactos nas lavouras de inverno. De acordo com informações do Meteored, a previsão indica chuva volumosa, granizo e ventos intensos, com acumulados que podem superar 180 milímetros entre os dias 17 e 22. Em cenários extremos, os volumes podem se aproximar de 300 milímetros. As áreas mais suscetíveis são a Campanha, Fronteira Oeste, Missões, Região Central, Região Metropolitana e Planalto.
O cenário preocupa produtores em um momento importante para as culturas de inverno. Até 9 de julho, 87% da área prevista para o trigo no Estado já havia sido semeada. A canola ocupava 353.397 hectares e estava em desenvolvimento vegetativo, enquanto a cevada se encontrava entre as fases de emergência e perfilhamento.
Segundo a análise, a persistência das chuvas pode interromper a semeadura, dificultar a adubação nitrogenada e favorecer processos de erosão, lixiviação e encharcamento do solo. A situação é agravada pelo elevado teor de umidade já registrado em diversas regiões. Recentemente, a Emater havia informado dificuldades para a entrada de máquinas nas lavouras e para a realização de tratos culturais.
A quarta-feira (15) deve ser o último dia com tempo firme e representa a principal oportunidade para a execução das atividades no campo antes da mudança das condições meteorológicas. A partir de quinta-feira, uma área de baixa pressão sobre a Argentina, associada ao transporte de calor e umidade pelo Jato de Baixos Níveis, deve favorecer o avanço das primeiras tempestades sobre municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Borja, Santiago, Santa Maria, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Na sexta-feira (17), a instabilidade deve alcançar Ijuí, Passo Fundo e Porto Alegre.
Além da chuva, o calor previsto antes da chegada das tempestades deve aumentar o potencial para eventos severos. Na sexta-feira, as temperaturas poderão ficar entre 10°C e 13°C acima da média, com máximas superiores a 32°C. Entre sábado (18) e domingo (19), a expectativa é de que os núcleos mais intensos se espalhem por diferentes regiões do Estado, enquanto uma nova rodada de tempestades está prevista para segunda-feira. O risco de granizo deve ser mais elevado entre sábado e segunda.
O trigo aparece como a cultura mais vulnerável. Em São Borja, cerca de 90% dos 18 mil hectares previstos já haviam sido implantados, e aproximadamente 30% das áreas mais precoces entravam na fase de alongamento do colmo. Conforme a análise, volumes superiores a 50 milímetros podem impedir a circulação de máquinas em solos argilosos, enquanto acumulados acima de 100 milímetros elevam o risco de erosão, problemas de drenagem e acamamento das lavouras mais desenvolvidas.
Na canola, parte das áreas mais precoces já inicia o florescimento, fase considerada sensível aos efeitos do vento, do granizo e do excesso de umidade. Já na cevada predomina o desenvolvimento vegetativo inicial e o perfilhamento, etapas que também podem ser afetadas pelas condições climáticas previstas.
O Meteored orienta que, entre terça e quarta-feira, os produtores priorizem operações consideradas indispensáveis, como aplicações, adubação nitrogenada, limpeza de canais de drenagem, retirada de máquinas de áreas baixas e conclusão da semeadura apenas onde houver condições adequadas de solo. A análise também destaca que pulverizações devem considerar o aumento da intensidade dos ventos previsto para quinta-feira.
O alerta também se estende às estruturas das propriedades rurais. Silos, galpões, pivôs e construções leves devem ser vistoriados previamente, já que rajadas de vento e granizo podem provocar danos, mesmo em locais onde os volumes de chuva sejam menores.
Durante o período de maior instabilidade, entre quinta e segunda-feira, a recomendação é interromper as operações durante trovoadas, evitar o tráfego de máquinas sobre solos saturados e acompanhar os avisos relacionados ao risco de granizo e ventos fortes. Também é indicado garantir que os rebanhos tenham acesso a áreas mais altas e locais de abrigo. A previsão aponta uma redução temporária da instabilidade na terça-feira (21), mas novas tempestades podem voltar a atingir o Estado a partir da quarta-feira (22).
O petróleo encerrou esta quinta-feira (16) em queda, apesar da forte volatilidade observada ao longo do dia, à medida que investidores acompanharam os desdobramentos no Oriente Médio e as movimentações dos houthis do Iêmen no conflito. Os contratos oscilaram dentro de uma faixa estreita, em meio ao avanço das tensões geopolíticas na região.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em baixa de 0,82%, com recuo de US$ 0,65, a US$ 78,95 o barril.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para setembro encerrou o pregão com queda de 0,85%, ou US$ 0,72, a US$ 84,23 o barril.
Segundo fontes da mídia internacional, o Irã pediu aos houthis do Iêmen que estejam preparados para fechar a rota de transporte de petróleo no Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética iraniana. O grupo também poderá bloquear o estreito de Bab el-Mandeb em conjunto com o al-Shabab, grupo militante somali.
Os houthis também ameaçaram atacar instalações petrolíferas da Arábia Saudita caso Riad volte a participar de uma ofensiva militar em larga escala contra o país nesta quinta-feira (16). No Estreito de Ormuz, o Exército iraniano segue reivindicando controle da rota e afirma que ela permanecerá fechada enquanto Washington não aceitar o sistema jurídico de Teerã.
Para Roukaya Ibrahim, estrategista-chefe de commodities da BCA Research, a recuperação dos preços do petróleo nesta semana indica que o mercado vinha subestimando a fragilidade do cessar-fogo. Segundo a analista, o movimento reforça a manutenção de um prêmio de risco geopolítico nas próximas semanas ou meses. Ela acrescenta que, mesmo com eventual redução das tensões e das interrupções no fornecimento, os fundamentos devem sustentar o Brent em torno de um piso de US$ 70 por barril.
A Capital Economics avalia que, se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por um período prolongado, o mercado de petróleo pode atingir um ponto de inflexão e levar os preços a US$ 120 por barril ou mais.
O pregão desta quinta-feira (16) terminou com recuo do WTI e do Brent, em um mercado ainda marcado pela volatilidade e pelo monitoramento dos riscos geopolíticos sobre rotas estratégicas de transporte de petróleo.
A colheita da soja da safra 2025/26 na Argentina alcançou 99,9% da área cultivada, de acordo com levantamento semanal divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca.
Na semana anterior, os trabalhos estavam em 99,8% da área estimada em 16,224 milhões de hectares, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual no período.
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No mesmo intervalo do ano passado, a colheita já havia sido concluída, alcançando 100% dos 17,994 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25.
Com o avanço registrado nesta semana, os trabalhos de campo estão praticamente finalizados na Argentina, um dos principais produtores e exportadores mundiais de soja.
Foto: divulgação/
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)
A pesquisadora Kemilla Sarmento Rebelo, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi a vencedora do prêmio MZ Mustafa for Young Researcher in Meliponitherapy, concedido pela International Bee Research Association (Ibra).
O reconhecimento veio pela publicação do artigo “Suplementação com o samburá reduz a glicose de jejum e modula a microbiota intestinal em modelo animal de obesidade induzida” e pela avaliação da sua produção científica por uma comissão composta por um pesquisador representante de cada continente.
A cerimônia ocorreu no dia 18 de junho, durante o encerramento do ISSB IBRA 2026 – International Symposium on Stingless Bees, realizado online, na Grécia. O prêmio é concedido a jovens cientistas que se destacam pela excelência científica no estudo dos produtos das abelhas sem ferrão.
Sobre o estudo
O estudo pré-clínico é o primeiro a demonstrar que o samburá (o pólen das abelhas sem ferrão) produzido por uma espécie de abelha amazônica reduz a glicemia de jejum e modula bactérias específicas do intestino em modelo animal de obesidade.
“A modificação da microbiota intestinal foi associada à melhoria do metabolismo sistêmico da glicose, indicando grande potencial do samburá para uso por pessoas com diabetes”, explica Kemilla Sarmento.
Para a pesquisadora, o prêmio é um incentivo para ampliar os estudos sobre produtos de abelhas sem ferrão, ainda pouco explorados no Brasil e no mundo.
“Não tem muitas pesquisas sobre o samburá, embora a gente tenha mais de 500 espécies de abelhas sem ferrão no mundo todo. O potencial é enorme aqui na Amazônia. O Amazonas é o estado com a maior diversidade de abelhas sem ferrão, então ainda há muito a conhecer sobre o samburá de cada espécie. Me sinto muito feliz e honrada em receber esse prêmio”, comemorou.
O Inpa mantém uma coleção viva de abelhas sem ferrão e uma linha de pesquisa sobre produtos de abelhas nativas, com foco em nutrição, saúde e bioeconomia.
Trajetória
A pesquisadora Kemilla Rebelo ingressou no Inpa há cerca de um ano, trazendo uma carreira acadêmica consolidada como docente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
A pesquisa que resultou em sua premiação é fruto de sua trajetória e foi desenvolvida ao longo de sua formação doutoral na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), período em que realizou parte dos estudos na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.
Sua trajetória contou com o apoio de reconhecidas instituições de ciência e tecnologia, incluindo a concessão de bolsa pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (16), em Brasília, que os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros porque o Brasil não aceitou as condições apresentadas pela Casa Branca durante as negociações. Segundo o chanceler, houve exigência de abertura total e exclusiva de setores da economia brasileira, sem contrapartida para os produtos nacionais.
Em declaração a jornalistas no Palácio do Itamaraty, Vieira disse que o governo dos Estados Unidos se incomodou com o fato de o Brasil não ter se curvado a "pretensões desmedidas" e a "demandas irrazoáveis". De acordo com o ministro, a exigência foi de "capitulação" do país nas tratativas comerciais.
Vieira afirmou que, desde março de 2025, o governo brasileiro realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone com representantes da Casa Branca. Somente com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamierson Greer, foram feitos 11 contatos.
O chanceler também contestou os fundamentos da investigação com base na Seção 301, usada pelos Estados Unidos para anunciar a tarifa. Segundo ele, o instrumento foi adotado como forma de contornar decisão da Suprema Corte norte-americana que impedia a aplicação unilateral de tarifas, como a taxa de 50% imposta ao Brasil em julho do ano passado.
Vieira declarou ainda que as práticas comerciais brasileiras são legítimas e não prejudicam o comércio dos Estados Unidos. Ao rebater os argumentos apresentados por Washington, citou o Pix, que definiu como infraestrutura pública de pagamentos criada pelo Banco Central e disponível a todas as instituições que atuam no Brasil. Também rejeitou as acusações ligadas ao desmatamento e afirmou que houve redução significativa dos índices na Amazônia e no Cerrado desde 2022.
A posição do Brasil foi apresentada após o anúncio feito pelo governo americano na noite de quarta-feira (15). Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutem duas linhas de atuação: acionar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos ou manter as negociações diplomáticas iniciadas após a escalada do conflito em julho de 2025.
A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros abriu uma nova fase de tensão comercial entre os dois países, enquanto o governo brasileiro sustenta que as exigências feitas nas negociações foram inaceitáveis e mantém em discussão os próximos passos da resposta oficial.
Os exportadores dos Estados Unidos venderam 235,1 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 na semana encerrada em 9 de julho, informou nesta quinta-feira (16) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume recuou 25% em relação à semana anterior e 38% na comparação com a média das últimas quatro semanas. As vendas ficaram abaixo das estimativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.
No período, a soma das vendas das duas safras totalizou 235,1 mil toneladas. A faixa projetada pelos analistas ia de 275 mil a 600 mil toneladas.
As vendas foram direcionadas principalmente para Japão, com 66,6 mil toneladas, México, com 45,1 mil toneladas, Jamaica, com 39,3 mil toneladas, Peru, com 34 mil toneladas, e Guatemala, com 23,1 mil toneladas. Parte do volume foi compensada por cancelamentos para destinos desconhecidos, de 10 mil toneladas, e para a Costa Rica, de 400 toneladas.
Já as exportações, ou embarques, somaram 422,1 mil toneladas na semana. Segundo o USDA, o volume ficou acima do registrado na semana anterior e 25% superior à média das últimas quatro semanas.
Os principais destinos dos embarques foram o México, com 152,7 mil toneladas, Filipinas, com 79,1 mil toneladas, Japão, com 62,2 mil toneladas, Taiwan, com 54,3 mil toneladas, e Honduras, com 39,9 mil toneladas.
Os dados semanais do USDA mostram queda nas vendas externas de trigo dos Estados Unidos na safra 2026/27, enquanto os embarques avançaram no mesmo período, com concentração dos principais volumes em mercados da Ásia e da América Latina.
A venda de dois lotes da Água Mineral Mamba Water e de todos os energéticos da marca Mister Hemp foram suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta-feira (16).
Segundo a autarquia, a empresa HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., responsável pela marca Mamba Water, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da versão sem gás, de 350 ml, vendida em lata. Após testes, o fabricante revelou que foi identificada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto.
A bactéria é a mesma que, em maio deste ano, causou o recolhimento de determinados detergentes e sabões da marca Ypê e, no início de junho, da água mineral Crystal, da Coca-Cola.
Os lotes da Mamba Water suspensos foram o 13 e o 14, fabricados, respectivamente, em 3/4/2026 e 4/4/2026, com prazos de validade de 3/4/2027 e 4/4/2027. A Anvisa informa que os produtos não podem ser vendidos, distribuídos e utilizados.
Em seu site, a Mamba Water reitera que o recall voluntário dos lotes foi feito de forma preventiva. como medida preventiva e que não há registro de reclamações ou de qualquer impacto à saúde de consumidores (Leia a nota na íntegra no final do texto).
Energético suspenso
Outra resolução da Agência determinou o recolhimento, suspensão de venda, de fabricação, distribuição, a divulgação e o uso de todos os energéticos da marca Mister Hemp, produzido pela G. Freitas Alimentos.
A Anvisa informa que os produtos não passaram por estudos de estabilidade que garantem a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o final do prazo de validade. Além disso, o fabricante não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
A reportagem não encontrou canais de comunicação com a empresa para obter sua resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.
O que é a Pseudomonas aeruginosa?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria classificada como um microrganismo oportunista: em geral, não causa problemas em pessoas saudáveis, mas pode provocar infecções em quem tem o sistema imunológico comprometido, como idosos, crianças, pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados, pessoas com HIV sem controle adequado ou que usam medicamentos imunossupressores.
Nota da Mamba Water
A Mamba Water, comprometida com o cuidado, a segurança e a confiança do consumidor, informa o recall voluntário de lotes específicos de sua água mineral sem gás em lata, 350ml, como medida preventiva. A iniciativa ocorre após a identificação, em análises de controle de rotina, de um resultado fora do padrão microbiológico esperado, com a presença de bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto.
Trata-se de uma ocorrência pontual restrita aos lotes com final 13 e 14, fabricados em 3/4/2026 e 4/4/2026, e com validade em 3/4/2027 e 4/4/2027.
Não há registro de reclamações ou de qualquer impacto à saúde de consumidores em nossos canais de atendimento, nem de impacto em outros produtos da marca.
Até o momento, aproximadamente 82% (oitenta e dois por cento) do volume dos lotes envolvidos já foi preventivamente bloqueado, permanecendo fora de circulação comercial. Os produtos impactados foram envasados em unidade autorizada da Bebidas Poty S.A, e medidas corretivas já foram adotadas junto ao fornecedor.
Embora não tenha havido registros de efeitos à saúde associados a esses lotes, em casos específicos, o consumo do produto pode eventualmente representar risco à saúde. Em pessoas saudáveis, o risco é baixo, sem maiores complicações à saúde.
Em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, especialmente em pessoas imunossuprimidas e/ou com doenças preexistentes, há risco maior de agravo à saúde, demandando assistência médica.
Por isso, orientamos que consumidores que possuam unidades desses lotes não consumam o produto e entrem em contato para solicitar o respectivo reembolso.
Para isso, basta entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), a partir de 16 de julho de 2026, pelo e-mail contato@mambawater.com.br ou pelo telefone 0800 888 1090, de segunda a sábado, das 9h às 21h.
A Mamba Water afirma que este recall não representa qualquer custo ao consumidor e reitera o seu comprometimento com a saúde e segurança dos seus clientes.