quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Minas Gerais se destaca na produção de ovos em 2025


Minas Gerais vive um momento positivo na produção de ovos, destacando-se como o segundo maior produtor do Brasil, superando o Paraná. Os investimentos na atividade e a busca por práticas mais sustentáveis têm impulsionado o crescimento do setor.

Crescimento da produção

O estado registrou um aumento significativo na produção, com um crescimento de cerca de 8% em 2025, enquanto a média nacional foi de 5,6%. Isso demonstra a importância de Minas Gerais na agricultura de postura.

Exportações em alta

Minas Gerais também se destaca nas exportações, ocupando a terceira colocação no Brasil. Nos primeiros meses de 2025, as exportações de ovos cresceram 15,7%, totalizando 1.000 toneladas embarcadas.

Expectativas para o futuro

A expectativa para 2026 é de um crescimento de 2,5% na produção, conforme projeções da CONAB. O aumento no consumo de ovos, considerado um alimento saudável e completo, contribui para um mercado promissor.

  • Minas Gerais é o segundo maior produtor de ovos do Brasil.
  • Crescimento de 8% na produção em 2025.
  • Exportações de ovos aumentaram 15,7% nos primeiros meses do ano.
  • Expectativa de crescimento de 2,5% na produção para 2026.
  • Ovo é visto como um alimento saudável e completo.

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SRB discute regulamentação do mercado de carbono brasileiro


O comitê de sustentabilidade da Sociedade Rural Brasileira (SRB) promoveu, na manhã de hoje, um debate sobre a regulamentação do mercado de carbono brasileiro. O encontro teve como objetivo mapear as oportunidades e desafios desse mecanismo econômico que abrange diversos setores.

Resultados do debate

Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio, destacou que o saldo da reunião foi positivo, especialmente pela presença de representantes do Ministério da Fazenda e da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono. Ele enfatizou a importância de entender as próximas etapas do mercado regulado e a necessidade de integrar o agro à agenda ambiental.

Papel da SRB

Marissa Vilela, coordenadora do comitê de sustentabilidade da SRB, ressaltou que a construção do mercado regulado de carbono é complexa, exigindo metodologias reconhecidas para a medição e verificação das emissões. Ela mencionou que a Lei 15.042, que entra em vigor em 2024, estabelece prazos para a definição das normas necessárias até 2026.

Desafios e oportunidades

  • A velocidade da implementação de boas práticas agrícolas é um dos principais obstáculos.
  • O financiamento de práticas sustentáveis é vital para acelerar a transição no setor.
  • Práticas como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta podem gerar créditos de carbono.
  • A aproximação entre o Ministério da Fazenda e o setor agrícola é fundamental para trazer mais recursos.
  • O processo para gerar créditos de carbono traz benefícios como aumento de produtividade e acesso a mercados especiais.

O debate continuará, com o objetivo de trazer mais informações e promover a integração entre o setor agropecuário e as políticas ambientais.

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Câmara avança em projeto de política para minerais estratégicos


O plenário da Câmara dos Deputados está concentrado na discussão do projeto de lei que cria a política nacional de minerais críticos e estratégicos. A proposta, que é considerada sensível por envolver a política industrial e de mineração do país, inclui incentivos fiscais e benefícios para setores estratégicos.

Pontos principais do projeto

  • Inclusão do setor em regime especial de incentivos para desenvolvimento da infraestrutura.
  • Benefícios fiscais para reduzir custos em setores como energia, transporte, exportos, saneamento e irrigação.
  • Tratamento de substâncias como terras raras, essenciais para tecnologias como carros elétricos e turbinas eólicas.

Discussão no plenário

O deputado Arnaldo Jardim, relator da proposta, destacou a importância da inclusão de fertilizantes, como nitrogenados, fosfatados e potássicos, na lista de minerais críticos. Essa inclusão visa incrementar a produção desses insumos fundamentais para o setor agropecuário.

Próximos passos

A proposta será discutida no plenário da Câmara a partir das 14 horas, com a expectativa de que o governo apresente observações relevantes. O andamento do projeto é considerado crucial para o futuro da política mineral no Brasil.

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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo dispara em Chicago


O mercado internacional de trigo teve um dia de comportamento misto, refletindo fatores de curto prazo ligados ao ritmo dos embarques, à realização de lucros e às incertezas sobre a oferta global. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram a segunda-feira sem direção única, em meio a movimentos distintos entre as principais praças.

Em Chicago, o trigo brando SRW avançou tanto no contrato de maio quanto no de julho. O vencimento mais curto fechou a US$ 597,00 por bushel, com alta de 0,97%, enquanto julho terminou a US$ 606,00, ganho de 1,13%. O suporte veio do forte desempenho dos embarques semanais, que ficaram 90% acima da semana anterior e ajudaram a sustentar os preços.

Em Kansas, o trigo duro HRW recuou no contrato de maio, que fechou a US$ 635,00 por bushel, baixa de 0,27%. O movimento foi atribuído à realização de lucros, depois do rali de 7% registrado na semana passada. Já em Minneapolis, o trigo HRS subiu 0,31% no vencimento de maio, encerrando o dia a US$ 655,25.

Na Europa, o trigo para moagem negociado em Paris também terminou em alta. O contrato de maio da Euronext fechou a € 194,00 por tonelada, avanço de 1,44%.

No pano de fundo do mercado, seguem as preocupações com a qualidade das lavouras de inverno nos Estados Unidos, estimadas em apenas 33% entre boas e excelentes, além da menor área plantada no país desde 1919. Ao mesmo tempo, a abertura de uma cota de exportação de 2,5 milhões de toneladas pela Índia adicionou um novo componente ao quadro de oferta, em um cenário que continua sensível a qualquer mudança na produção e no fluxo global do cereal.

 





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Apex-Brasil anuncia investimento de 2 bilhões de euros no Nordeste


No estande da Apex-Brasil na Hannover Messe 2026, foi anunciada a assinatura de um investimento de 2 bilhões de euros, aproximadamente R$ 11 bilhões, destinado à produção de hidrogênio verde e amônia. Este aporte faz parte do projeto Morro Pintado, localizado no Rio Grande do Norte.

Detalhes do investimento

O financiamento é oriundo do Ministério da Economia e Energia da Alemanha, em parceria com a iniciativa Global Gateway. O projeto inclui também a implementação de energia eólica e solar, além da construção de um porto na região.

Expectativas do projeto

O consórcio responsável pelo projeto é formado por empresas do Brasil e da Alemanha. Na primeira etapa, a expectativa é de produzir 438.000 toneladas de amônia verde, que serão exportadas para a Alemanha.

Hannover Messe 2026

A Hannover Messe 2026, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação do mundo, segue até sexta-feira (24), reunindo líderes e empresas do setor.

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Lula destaca biocombustíveis em feira industrial na Alemanha


No evento Hannover Messe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos biocombustíveis brasileiros, enfatizando a parceria entre Brasil e Alemanha. Durante a visita, Lula conheceu estandes de empresas brasileiras que se destacam na indústria global.

Parceria Brasil-Alemanha

A visita do presidente Lula ocorreu em um contexto histórico, sendo a primeira vez que os dois governos participaram do evento separadamente. Apesar disso, os líderes demonstraram que Brasil e Alemanha estão unidos em diversas iniciativas.

Destaque para biocombustíveis

Um dos principais destaques do pavilhão brasileiro foi um caminhão produzido na Alemanha, que opera com biocombustível brasileiro. Essa tecnologia permitiu uma redução de 99% nas emissões de CO2 na atmosfera, representando um avanço significativo na descarbonização do transporte.

Preparação para o futuro

Em coletiva com a imprensa, Lula reafirmou o compromisso do Brasil em se tornar um líder global na produção de biocombustíveis, comparando o país à Arábia Saudita nesse setor. Ele ressaltou que o Brasil possui alternativas que podem contribuir para o desenvolvimento sustentável de várias nações ao redor do mundo.

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Presidente Lula destaca biocombustíveis em feira industrial na Al


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a relevância dos biocombustíveis durante sua participação na Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, que ocorre na Alemanha até esta sexta-feira. Em coletiva de imprensa, Lula enfatizou o potencial do Brasil nesse mercado e a importância de criar uma agenda de exportação para biocombustíveis.

Visita à Hannover Messe

Na Hannover Messe, o Brasil é parceiro do evento este ano. Lula visitou estandes de empresas brasileiras que se destacam na indústria global e participou da abertura do 42º Fórum Econômico Brasil-Alemanha ao lado do chanceler alemão Frederic Mers.

Biocombustíveis como destaque

Entre os principais pontos abordados por Lula, está o uso de biocombustíveis, um mercado no qual o Brasil se destaca globalmente. O presidente mencionou um caminhão produzido na Alemanha que utiliza biocombustível brasileiro, reduzindo em 99% a emissão de CO2 na atmosfera.

Perspectivas futuras

Lula afirmou que o Brasil se prepara para se tornar a “Arábia Saudita do Biocombustível”, destacando que a produção de combustíveis verdes não interfere na produção de alimentos. O Brasil possui 40 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser recuperadas para a produção de biocombustíveis.

  • Produção atual de biocombustíveis no Brasil: 43 bilhões de litros por ano.
  • Europa consome quatro vezes mais combustíveis fósseis que o Brasil.
  • Biocombustíveis podem ajudar no desenvolvimento de muitos países.


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SP pagará até R$ 36 mil a produtores que preservarem araucária; entenda


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Governo de São Paulo lançou um edital que prevê pagamento de até R$ 36 mil por produtor rural e até R$ 250 mil por organização para ações de conservação da araucária.

A medida integra o programa Pagamento por Serviços Ambientais Araucária (PSA Araucária), coordenado pela Fundação Florestal, ligada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

A iniciativa foi anunciada em Cunha, no Vale do Paraíba, e busca incentivar a preservação do pinheiro-brasileiro, espécie ameaçada por extração ilegal e mudanças climáticas.

Incentivo à conservação e produção

O programa prevê ações de restauração ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e apoio à cadeia produtiva do pinhão. Produtores rurais e organizações poderão receber recursos ao adotar práticas como conservação de árvores, plantio de mudas e recuperação de áreas.

Cunha concentra a maior parte da produção de pinhão no estado. Entre 2023 e 2025, produtores locais coletaram mais de 1,1 mil toneladas da semente, segundo dados da Semil. Para 2026, a estimativa é superar 368 toneladas.

Quem pode participar?

Segundo o edital, podem participar do projeto organizações provedoras de serviços ambientais, como associações, cooperativas, ONGs e outras organizações sociais, contanto que existam há pelo menos 12 meses antes da publicação do edital e atuem na conservação da araucária em Cunha.

No caso dos produtores rurais, podem se inscrever aqueles que, dentro do prazo do edital, apresentarem a seguinte documentação exigida:

  • Manifestação de interesse preenchida;
  • Documentos pessoais (RG e CPF);
  • Conta no Banco do Brasil em nome do inscrito;
  • Declaração da Gestão do PESM Núcleo Cunha;
  • Cadastro na Agricultura Familiar (CAF), se houver; 
  • Imóvel inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e comprovado vínculo documental com a área por meio de contrato, escritura ou matrícula do imóvel.

O processo de participação envolve realizar a inscrição dentro do prazo e reunir toda a documentação que comprove a identidade do participante e sua relação com o imóvel rural, além de atender aos critérios ambientais do programa.

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Polícia apreende arma e resgata galos em situação de maus-tratos


Fiscalização
Foto: divulgação/PRF

Uma ocorrência inusitada mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta terça-feira (21), no km 544 da BR-116, no interior da Bahia. Durante fiscalização de rotina, os policiais interceptaram um veículo Renault/Captur com duas pessoas que viajavam da Paraíba com destino ao Rio de Janeiro.

Durante a abordagem, um barulho vindo do porta-malas chamou a atenção da equipe. Ao abrirem o compartimento, os policiais encontraram quatro galos sendo transportados em evidente situação de maus-tratos, sem condições adequadas de ventilação e espaço.

Dando continuidade à fiscalização, os agentes realizaram buscas no veículo e localizaram uma pistola calibre 9 mm e 30 munições.

Questionado, o passageiro confessou que havia recebido o material ilícito na rodoviária de Feira de Santana (BA), caracterizando o transporte como uma “encomenda”. Segundo ele, o destino seria o Rio de Janeiro, e pelo serviço receberia uma quantia em dinheiro.

Diante dos fatos, os dois ocupantes, os animais resgatados, a arma, as munições e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Itaberaba (BA), onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

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O Brasil está preparado para ser potência alimentar global? 


Arroz e feijão - prato feito
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O Brasil já é reconhecido como uma potência agrícola. Com alta produtividade, tecnologia tropical avançada e capacidade de expansão, o país ocupa posição de destaque na produção mundial de alimentos. No entanto, há uma distinção essencial que precisa ser feita. Ser potência produtiva não significa automaticamente ser potência alimentar global.

A questão central deixou de ser quanto o Brasil produz. O ponto agora é como o país se posiciona dentro do sistema alimentar mundial.

Hoje, o Brasil atua majoritariamente como fornecedor de commodities agrícolas. Soja, milho e outras culturas seguem sendo pilares importantes da balança comercial. Esse modelo trouxe resultados relevantes, mas começa a mostrar limites diante de um cenário global em transformação.

Consumidores, governos e mercados estão cada vez mais atentos à qualidade dos alimentos, à sustentabilidade dos sistemas produtivos e aos impactos na saúde. Esse novo contexto abre uma oportunidade estratégica que o Brasil ainda explora pouco. Liderar o movimento de valorização dos alimentos de verdade.

Nesse ponto, entram culturas que historicamente foram tratadas como secundárias, mas que possuem enorme potencial de reposicionamento no mercado global. Feijões, grão-de-bico, pipoca, gergelim, chia e linhaça não são apenas alternativas produtivas. São alimentos alinhados com uma tendência mundial baseada em nutrição, funcionalidade e sustentabilidade.

Esses produtos carregam um diferencial que vai além do preço. Eles podem ser posicionados como alimentos regenerativos.

A agricultura regenerativa, cada vez mais debatida no mundo, não se limita à redução de impactos ambientais. Ela envolve a melhoria da saúde do solo, o aumento da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes. Quando esses conceitos são associados a culturas como Feijões e gergelim, o Brasil passa a oferecer não apenas volume, mas valor.

E valor é o que define as novas potências alimentares.

Outro ponto estratégico é a narrativa. O Brasil possui um dos modelos alimentares mais equilibrados do mundo, representado pelo prato com arroz, Feijão, proteína e salada. Esse padrão atende exatamente às demandas atuais por nutrição equilibrada, acessibilidade e sustentabilidade.

O problema é que o país ainda não transformou esse modelo em uma plataforma de comunicação global.

Enquanto outras nações constroem marcas fortes em torno de seus alimentos, o Brasil continua focado na exportação de matéria-prima. Isso limita o potencial de captura de valor e reduz a influência sobre os padrões de consumo internacional.

Há também desafios estruturais que precisam ser enfrentados. A falta de coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva compromete a capacidade de planejamento e negociação. A dependência de mercados específicos em determinadas culturas aumenta a vulnerabilidade. A infraestrutura, embora em evolução, ainda impacta a competitividade em momentos decisivos.

Superar esses desafios exige mudança de abordagem.

O Brasil precisa deixar de agir apenas como produtor eficiente e passar a atuar como estrategista do sistema alimentar. Isso implica organizar melhor a cadeia, investir em inteligência de mercado, ampliar a diversificação de destinos e construir um posicionamento claro.

Nesse contexto, o momento é oportuno para ajustar o foco da produção. Não se trata de abandonar commodities, mas de equilibrar o portfólio com alimentos que agregam valor e dialogam com as novas demandas globais.

Feijões, grão-de-bico, pipoca, gergelim, chia e linhaça representam uma fronteira estratégica. São culturas que permitem diversificação produtiva, ampliam oportunidades de exportação e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos sustentáveis e regenerativos.

Mas há um ponto adicional que pode acelerar esse processo e que ainda é pouco explorado.

As cadeias produtivas que vêm ganhando espaço no mercado internacional poderiam trabalhar sob uma mesma plataforma de comunicação. Em vez de esforços isolados, com narrativas fragmentadas, seria possível construir uma base comum de posicionamento, centrada na sustentabilidade, na rastreabilidade e no conceito de alimento regenerativo.

Grande parte dessas cadeias já possui atributos concretos que atendem aos mercados mais exigentes. Práticas sustentáveis, uso crescente de bioinsumos, respeito ambiental e avanços em rastreabilidade não são promessas. Já são realidade em muitos sistemas produtivos.

Ao organizar e comunicar esses atributos de forma integrada, cria-se um efeito multiplicador. Uma cadeia abre mercado, fortalece a narrativa e outras, que compartilham das mesmas condições, passam a se beneficiar dessa construção. O custo de posicionamento diminui, e a força coletiva aumenta.

Essa lógica exige coordenação e visão de longo prazo, mas pode ser determinante para que o Brasil deixe de competir apenas por preço e passe a competir por valor.

Essa transição não depende apenas de tecnologia. Depende de visão.

Se o Brasil conseguir alinhar produção, sustentabilidade, coordenação e narrativa, terá condições de ocupar um espaço diferenciado no mercado global. Caso contrário, continuará sendo um dos maiores produtores do mundo, mas sem exercer a liderança que sua capacidade permite.

O Brasil está preparado para ser potência alimentar global? Ainda não completamente.

Mas nunca esteve tão próximo, desde que compreenda que o futuro não será definido apenas por quem produz mais, e sim por quem entrega mais valor.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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