sexta-feira, julho 24, 2026

Autor: Redação

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Sistema CNA/Senar apresenta serviços e capacitações no Congresso de Olericultura


Sistema CNA/Senar apresenta serviços e capacitações no Congresso de Olericultura

O Sistema CNA/Senar participou, na sexta-feira (24), do 58º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília (DF). Promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH), o encontro reuniu apresentações sobre pesquisa, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento das cadeias produtivas de hortaliças.

Durante o evento, a coordenadora da área de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lenat, apresentou a estrutura do Sistema CNA/Senar e explicou as formas de acesso dos produtores aos serviços da instituição. Segundo ela, os sindicatos rurais são a principal porta de entrada para o público do campo acessar ações e programas.

Ana Lenat também destacou a atuação das diretorias Técnica e Internacional e das assessorias de Relações Institucionais e Jurídica da CNA, além das comissões nacionais da entidade. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Projeto Campo Futuro, voltado à realização de levantamentos e painéis de custos de produção.

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A assessora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ana Clara Souza, detalhou as ações de Formação Profissional Rural (FPR), os cursos técnicos, as capacitações e as iniciativas de educação a distância. Ela ressaltou a plataforma Senar Play, que reúne mais de 250 cursos gratuitos e já ultrapassou 830 mil matrículas. O acesso pode ser feito pela internet e por aplicativo.

Para a olericultura, o Senar oferece cursos sobre produção de hortaliças, implantação de hortas, produção de mudas e outras tecnologias voltadas ao setor. Os conteúdos também podem ser acessados pelo WhatsApp, com emissão de certificado ao fim da capacitação.

O assessor técnico do Senar Mauro Faria apresentou o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com acompanhamento contínuo nas propriedades rurais e resultados obtidos desde a implantação da metodologia, em 2017. Segundo ele, a olericultura tem papel estratégico para a segurança alimentar e reúne uma cadeia produtiva diversificada, com predominância de pequenos produtores e agricultores familiares.

A participação do Sistema CNA/Senar no congresso concentrou a apresentação de serviços, cursos e assistência técnica voltados à produção de hortaliças, com foco no acesso dos produtores às ações da instituição e na difusão de tecnologias para o setor.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Ibovespa recua com petróleo, tarifas dos EUA e expectativa por fala de Galípolo


Cautela com tarifas e exterior mantém Ibovespa sem reação

O Ibovespa operava em queda na manhã desta sexta-feira (24), pressionado pelo recuo do petróleo e do minério de ferro e pela repercussão da nova tarifa de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O mercado também acompanhava a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, na XP Expert, em São Paulo.

Às 11h17, o Índice Bovespa caía 0,83%, aos 175.254,19 pontos, depois de fechar a quinta-feira (23) em baixa de 0,46%, aos 176.723,62 pontos. Na semana, o índice acumulava alta de 1,73%. Vale recuava 0,66%, enquanto as ações da Petrobras caíam entre 0,37% e 0,68%.

No exterior, o Dow Jones acompanhava o movimento de fraqueza, enquanto os demais índices em Nova York também recuavam em meio à tensão com a guerra no Oriente Médio. Na Europa, as bolsas subiam.

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O petróleo Brent cedia cerca de 2,50%, a US$ 91,82 por barril, após ter alcançado US$ 100 na quinta-feira (23), pela primeira vez em dois meses. Segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Resarch, o ambiente geopolítico tem pressionado o petróleo e elevado as expectativas de inflação e juros no mundo. Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria de Investimentos, afirmou que a correção da commodity puxava Petrobras e empresas juniores.

No Brasil, investidores também digeriam a decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que anunciou tarifas de 10% ou 12,5% para 60 parceiros comerciais a partir desta sexta-feira (24), com uma lista de isenções por produto. Para o Brasil, a alíquota ficou em 12,5%, com exclusões de itens como carne bovina e café. O governo brasileiro informou que irá acionar a Lei da Reciprocidade.

Sem indicadores econômicos de maior peso no dia, o mercado voltou as atenções para sinais sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 4 e 5 de agosto. A expectativa em torno de um novo corte de 0,25 ponto porcentual na Selic perdeu força diante do cenário externo mais adverso.

O pregão desta sexta-feira (24) combinava pressão das commodities, cautela com a política comercial dos Estados Unidos e expectativa por indicações do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP abre consulta sobre novas regras para combustíveis de uso aquaviário


ANP abre consulta sobre novas regras para combustíveis de uso aquaviário

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta-feira (24) a realização de consulta pública, por 45 dias, e de audiência pública sobre a minuta que revisa a Resolução ANP nº 903, de 2022. A norma estabelece as especificações dos combustíveis de uso aquaviário comercializados no país, como óleo diesel marítimo e óleo combustível marítimo. A proposta atualiza a regulamentação brasileira com base em avanços tecnológicos e em padrões técnicos internacionais.

Segundo a ANP, a revisão busca alinhar as especificações nacionais à 7ª edição da norma ISO 8217, publicada em 2024, e acompanhar mudanças no mercado de combustíveis marítimos no contexto da transição energética e das metas internacionais de descarbonização do transporte marítimo estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Entre os pontos previstos na minuta estão a reestruturação das tabelas de especificação dos combustíveis aquaviários e a inclusão de classes destinadas a combustíveis com biodiesel. O texto também incorpora, de forma seletiva, limites e métodos de ensaio atualizados pela ISO 8217.

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A proposta reconhece o biodiesel em teores de até 100% para uso aquaviário regular, preservada a voluntariedade da adição de componentes renováveis. Também trata o diesel verde e os combustíveis sintéticos como componentes drop-in, definidos pela ANP como quimicamente similares aos combustíveis fósseis e passíveis de substituição sem necessidade de adaptação em motores e infraestrutura de distribuição.

A minuta ainda define os agentes autorizados a realizar misturas e prevê a possibilidade de comercialização de biodiesel B100 com usuários pessoa jurídica para consumo próprio em embarcações. Outro eixo da revisão é o aperfeiçoamento das regras de controle de qualidade, rastreabilidade documental, amostragem, certificação e identificação dos combustíveis fornecidos, em consonância com o Anexo VI da Convenção MARPOL.

O texto também prevê autorização prévia da ANP, em caráter experimental, para combustíveis alternativos ainda não contemplados pela ISO 8217, como etanol, metanol, amônia e hidrogênio. Além disso, inclui tratamento regulatório específico para o gás natural liquefeito (GNL), também mediante autorização prévia da Agência.

Antes de seguir para participação social, a proposta foi discutida com órgãos governamentais e representantes do setor. As contribuições recebidas foram incorporadas parcialmente à minuta, que também passou por manifestações das áreas técnicas da ANP e por análise da Procuradoria Federal junto à Agência.

Fonte: gov.br

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Coalizão apresenta 8 propostas do agro e do clima a presidenciáveis de 2026


Coalizão apresenta 8 propostas do agro e do clima a presidenciáveis de 2026

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura começou a apresentar aos presidenciáveis das eleições de 2026 um conjunto de oito propostas centrais para a agenda de desenvolvimento. Entre os pontos defendidos pelo grupo estão o condicionamento de instrumentos financeiros do setor agropecuário à implementação do Código Florestal e o estímulo a práticas produtivas sustentáveis.

A entidade afirma que a ampliação de linhas de financiamento sustentáveis e inclusivas pode reconhecer produtores que cumprem a legislação ou que avançam na regularização ambiental e fundiária. O grupo também relaciona os eventos climáticos extremos ao aumento da pressão sobre o endividamento e a inadimplência no campo. Nesse contexto, Iuri Cardoso, coordenador de Advocacy da Coalizão, defende o fortalecimento do seguro rural.

Com 10 anos de atuação e mais de 400 representantes do setor privado, do setor financeiro, da academia e da sociedade civil, a Coalizão direciona as propostas aos três mais bem colocados nas pesquisas: Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Já houve um encontro com a campanha de Lula, e a expectativa é de reuniões com os demais presidenciáveis ou seus representantes na próxima semana.

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As oito propostas incluem erradicação do desmatamento ilegal, fortalecimento do manejo integrado do fogo, ordenamento fundiário, aceleração da implementação do Código Florestal, rastreabilidade socioambiental, ampliação do financiamento rural, expansão de boas práticas agropecuárias, valorização das cadeias nacionais de biocombustíveis e da biomassa, instrumentos econômicos para a vegetação nativa e consolidação de uma nova economia florestal.

A Coalizão também defende o avanço na destinação de florestas públicas e na regularização fundiária. No entendimento do grupo, essas medidas são decisivas para reduzir conflitos, ampliar a segurança jurídica e destravar investimentos no campo. O relatório ainda coloca os biocombustíveis no centro da estratégia nacional, com prioridade para biodiesel, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diversificação de matérias-primas, como a macaúba.

Neste momento, a Coalizão apresenta os temas de forma geral e pretende, após a eleição, buscar a construção de uma agenda detalhada. Além do diálogo com os candidatos à Presidência da República, o grupo também atua junto aos entes federativos e ao Congresso Nacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lula edita MP que libera R$ 3,330 bilhões para subvenção a combustíveis


ICL cobra urgência para votação de projeto sobre orçamento das agências reguladoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a medida provisória 1.380 para liberar mais R$ 3,330 bilhões em crédito extraordinário destinado à subvenção da produção e da importação de combustíveis. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira (23).

A medida provisória autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 3,330 bilhões. Segundo o texto, os recursos serão usados para bancar a subvenção à produção e à importação de combustíveis.

A publicação ocorreu em edição extra do Diário Oficial da União na noite de quinta-feira (23). Com a edição da MP 1.380, o governo formaliza a liberação adicional de recursos para essa finalidade.

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O ato é uma medida orçamentária com foco no financiamento da subvenção prevista para o setor de combustíveis. O crédito extraordinário é o instrumento adotado no texto para viabilizar o repasse dos recursos.

Com a publicação da MP 1.380 no Diário Oficial da União, fica liberado mais R$ 3,330 bilhões em crédito extraordinário para a subvenção à produção e à importação de combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tarifa dos EUA exige revisão do caixa e do planejamento no campo, diz Fausto Ribeiro


planta de soja
Foto: Divulgação

As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já começam a exigir mudanças no planejamento financeiro de parte do agronegócio.

Para o colunista do Canal Rural e ex-presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, os impactos não serão iguais para todas as cadeias, mas produtores diretamente expostos ao mercado americano precisam agir desde já para preservar a saúde financeira dos negócios.

Segundo ele, as tarifas inicialmente anunciadas em 25% já representam um impacto estimado de R$ 4,6 bilhões para o agro brasileiro. A sobretaxa de 12,5%, entretanto, precisa ser analisada com mais calma.

Três medidas imediatas para o produtor

Na avaliação de Ribeiro, produtores inseridos nas cadeias afetadas devem adotar três medidas prioritárias.

A primeira é mapear com precisão o grau de exposição ao mercado americano. Isso inclui identificar quanto da receita depende, direta ou indiretamente, das exportações para os Estados Unidos, seja por meio de cooperativas ou tradings.

O especialista também recomenda verificar a existência de contratos de venda futura ou de Cédulas de Produto Rural (CPRs) firmados antes da imposição das tarifas, já que a nova realidade pode alterar significativamente as condições esperadas de comercialização.

Revisão do fluxo de caixa

A segunda orientação é revisar o fluxo de caixa dos próximos 12 meses considerando um cenário mais conservador.

Segundo Ribeiro, produtores das cadeias atingidas devem simular uma redução entre 10% e 15% nas cotações em relação ao planejamento inicial e avaliar se o nível atual de endividamento suporta esse cenário.

Caso a resposta seja negativa, a recomendação é buscar assessoria financeira antes que ocorram atrasos nos pagamentos.

Alternativas para reduzir impactos no campo

O especialista em crédito rural destaca que algumas alternativas já começam a surgir para reduzir os efeitos das tarifas.

Entre elas estão as negociações diplomáticas para buscar exceções em produtos como etanol e madeira. No mercado interno, ele cita a proposta de elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 27% para 35%, como uma forma de absorver parte da produção destinada aos Estados Unidos.

Outra possibilidade é ampliar o redirecionamento das exportações para outros mercados, especialmente a China, que já responde por uma parcela significativa das compras do agronegócio brasileiro.

Atenção para quem renegociou dívidas

Ribeiro faz um alerta específico aos produtores que renegociaram financiamentos recentemente com base em projeções de receita anteriores às tarifas.

Segundo ele, caso a queda nos preços comprometa o fluxo de caixa previsto, o ideal é procurar as instituições financeiras para reavaliar o plano de pagamento antes que ocorram inadimplências.

Impactos variam entre as cadeias

Na avaliação do colunista, nem todos os setores sentirão os efeitos da mesma forma.

Ele cita café, carnes e suco de laranja entre as cadeias menos afetadas ou isentas, recomendando que esses produtores concentrem esforços em preservar as margens atuais.

Já para os segmentos diretamente atingidos pelas tarifas, a orientação é reforçar o planejamento financeiro e acompanhar de perto os movimentos de compensação que podem surgir nos mercados interno e externo.

“O agro brasileiro tem escala, eficiência e capacidade de redirecionar sua produção. Mas essas qualidades só funcionam para quem age com segurança e informação”, conclui Ribeiro.

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Dia do Suinocultor destaca produção de 5,592 milhões de toneladas em 2025


Dia do Suinocultor destaca produção de 5,592 milhões de toneladas em 2025

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor marcou a participação dos produtores na evolução da suinocultura brasileira. Em 2025, o país produziu 5,592 milhões de toneladas de carne suína, com Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 63,1 bilhões. No mesmo período, as exportações somaram 1,510 milhão de toneladas para 94 países, com receita cambial de US$ 3,6 bilhões.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho consolidou o Brasil como o quarto maior produtor mundial e o terceiro maior exportador de carne suína. Do total produzido em 2025, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

O mercado brasileiro permaneceu como principal destino da produção nacional. O consumo per capita alcançou 19,1 quilos por habitante em 2025, em um cenário de maior presença da carne suína no varejo e na alimentação fora do lar, com ampliação da variedade de cortes e produtos.

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A ABPA atribui os resultados ao trabalho realizado dentro das propriedades, com uso de genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade para ganho de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos.

“Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

De acordo com a entidade, os suinocultores atuam em diferentes modelos de produção, como integração, cooperativismo e operação independente, com participação na dinâmica econômica do interior do país e na articulação de segmentos como grãos, genética, nutrição e saúde animal, transporte, cooperativas e agroindústria.

No balanço apresentado pela ABPA, a suinocultura brasileira encerrou 2025 com produção de 5,592 milhões de toneladas, exportações de 1,510 milhão de toneladas para 94 países, receita cambial de US$ 3,6 bilhões e consumo interno per capita de 19,1 quilos por habitante.

Fonte: abpa-br.org

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Juros futuros recuam com exterior mais calmo e queda do petróleo


Juros futuros sobem após EUA restringirem venda de petróleo do Irã

Os juros futuros operam em queda na manhã desta sexta-feira (24), em meio a um ambiente mais calmo no exterior. O movimento ocorre com recuo de mais de 2% no petróleo, baixa nos rendimentos das T-Notes e dólar perto da estabilidade ante o real. No mercado doméstico, os investidores também monitoram a agenda do Banco Central (BC).

Às 9h15, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 14,015%, ante 14,023% no ajuste anterior. No vencimento de janeiro de 2029, a taxa cedia para 14,605%, de 14,679%. Já o contrato para janeiro de 2031 caía para 14,780%, frente a 14,821% no fechamento de quinta-feira (23).

O recuo das taxas ocorre em um cenário externo mais tranquilo, apesar das incertezas ligadas à guerra entre Estados Unidos e Irã. Entre os ativos acompanhados pelo mercado, o petróleo registrava queda superior a 2%, enquanto os rendimentos das T-Notes também recuavam. No câmbio, o dólar rondava a estabilidade em relação ao real.

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No radar desta sexta-feira, está a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em painel da XP Expert, em São Paulo, às 11h25. A autoridade monetária também realiza reunião trimestral com economistas no Rio de Janeiro.

Outra referência para os agentes financeiros é a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, prevista para o dia.

Com o alívio externo e a queda do petróleo, a curva de juros abriu a sexta-feira em baixa nos principais vencimentos, enquanto o mercado acompanha os compromissos do Banco Central e a agenda fiscal do dia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Leite gaúcho sai do vermelho, mas setor pede mais equilíbrio na cadeia produtiva


Produtores de leite do Rio Grande do Sul comemoram a volta da margem positiva na atividade após um longo ciclo de preços apertados. Segundo informações divulgadas pela Gadolando, os valores hoje pagos aos produtores, entre R$ 2,50 e R$ 2,70 por litro, já cobrem com folga o custo de produção, estimado entre R$ 2,20 e R$ 2,30 — ainda assim, o setor considera a remuneração insuficiente para garantir investimentos e estabilidade a médio prazo.

“Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, resume o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, ao comentar a mudança de cenário na pecuária leiteira gaúcha.

A retomada tem respaldo nos números oficiais: o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou R$ 2,4281 por litro como valor de referência para junho. Esse índice baliza as tratativas comerciais entre produtores e laticínios, mas não é fixo — cada propriedade recebe um valor diferente, a depender da qualidade do leite entregue, do volume produzido e das bonificações oferecidas pela indústria compradora.

Apesar dos sinais positivos, Tang pondera que o setor ainda opera longe do ideal. Na conta da Gadolando, um preço de referência próximo a R$ 2,80 por litro seria o patamar necessário para dar fôlego real à atividade, sem que isso pressionasse excessivamente o preço final ao consumidor.

Um dos pontos mais sensíveis levantados pela entidade é a ausência do varejo nas discussões que definem os rumos do setor. Hoje, segundo Tang, o debate sobre preços fica restrito a produtores e indústria, deixando de fora um elo que também lucra com a comercialização do leite. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, diz o dirigente. Para a Gadolando, ampliar essa mesa de negociação é o caminho mais eficaz para proteger o produtor nos períodos de crise, sem abrir mão dos ganhos quando o mercado está aquecido. 





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Lei inclui cooperativas entre beneficiárias de fundos regionais


Plano Safra 2026/2027 destina R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial

A Lei Complementar 231/2026 ampliou o acesso das cooperativas brasileiras aos fundos federais de desenvolvimento regional. A mudança, consolidada com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, permite que essas organizações sejam beneficiárias do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Com a nova legislação, cooperativas passam a ter acesso a recursos voltados ao financiamento de projetos produtivos, infraestrutura, industrialização, armazenagem e expansão de atividades econômicas em municípios do interior do país.

A proposta recebeu apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que classificou a iniciativa como estratégica para o fortalecimento das cadeias produtivas e do desenvolvimento regional. Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) afirmou que a inclusão das cooperativas entre os beneficiários dos fundos representa um avanço para a economia do interior.

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Segundo Lupion, as cooperativas organizam produtores, movimentam a economia regional e contribuem para a geração de emprego e renda. O vice-presidente da FPA na Câmara dos Deputados, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), disse que a medida amplia a capacidade de estruturar projetos, agregar valor à produção e ampliar a presença das cooperativas nos mercados.

Para o deputado Evair de Melo (PP-ES), o acesso aos fundos reforça a competitividade de pequenos e médios produtores organizados por meio de cooperativas, especialmente em regiões com menor alcance do crédito tradicional.

Autor do projeto, o senador Flávio Arns (PSB-PR) afirmou que os fundos regionais têm papel estratégico no financiamento de iniciativas ligadas a infraestrutura, serviços públicos e empreendimentos produtivos. Na Câmara, a relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputada Bia Kicis (PL-DF), declarou que a legislação corrige uma restrição histórica à participação das cooperativas nesses mecanismos.

Na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) destacou o caráter normativo da proposta e afirmou que a medida não cria novas despesas públicas, mas amplia o alcance dos recursos já existentes.

A nova regra abre às cooperativas o acesso ao FDA, ao FDNE e ao FDCO, incorporando essas organizações aos instrumentos federais de desenvolvimento regional voltados ao financiamento de investimentos no interior do país.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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