terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.

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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

Projeção para a produção brasileira

As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.

EUA

Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.

As informações são da Safras & Mercado.

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Presença de búfalos em unidade de conservação é problema localizado, diz ABCB


Búfalos
Foto: Stéphany Franco/AgroEffective

A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) falou em nota publicada neste domingo (31) sobre a presença de búfalos na Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia.

Em nota oficial, a entidade afirmou que a situação deve ser tratada como um desafio ambiental específico e localizado, sem associação direta com a bubalinocultura brasileira conduzida com manejo técnico, controle sanitário e acompanhamento produtivo.

Segundo a ABCB, os animais existentes na região têm origem em iniciativas de introdução produtiva realizadas na década de 1950, quando búfalos foram levados ao estado com o objetivo de fomentar a produção de carne e leite.

Com a descontinuidade dessas ações, parte dos rebanhos passou a se reproduzir sem manejo, controle populacional, acompanhamento sanitário ou avaliação zootécnica, formando populações não manejadas em áreas que hoje integram unidades de conservação.

A entidade reconhece que a presença de animais sem controle reprodutivo ou sanitário, independentemente da espécie, pode provocar impactos ambientais e riscos à sanidade. “A situação registrada em Rondônia não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável”, destaca a entidade.

Por isso, a associação avalia que o enfrentamento do caso exige estudos técnicos, monitoramento ambiental e sanitário, critérios científicos, respeito à legislação e protocolos adequados de bem-estar animal. “O tema deve ser tratado como um desafio ambiental específico e localizado, com atuação coordenada dos órgãos competentes”, diz a nota.

Bubalinocultura regular

A ABCB também destaca que a bubalinocultura regular no Brasil segue práticas de manejo produtivo, bem-estar animal, eficiência econômica, controle zootécnico e sanidade dos rebanhos. A atividade é voltada à produção de carne, leite e derivados, com presença em diferentes regiões do país e participação na geração de renda no meio rural.

No entendimento da associação, a condução do caso em Rondônia deve considerar controle populacional e medidas de mitigação dos impactos identificados.

“A ABCB coloca-se à disposição para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos e apoio à construção de soluções viáveis, responsáveis e alinhadas ao interesse público”, informa o comunicado.

A entidade reforça que a situação registrada na Reserva Biológica do Guaporé não deve ser confundida com a bubalinocultura produtiva brasileira. Para a ABCB, o caso decorre da ausência de controle ao longo do tempo e exige atuação técnica, institucional e baseada em evidências.

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Petrobras reduzirá em R$ 0,3515 por litro preço do diesel A


Petrobras reduz preço do diesel A para distribuidoras a partir de domingo

A Petrobras informou neste sábado (31) que adotará, a partir da segunda-feira (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Com a medida, o valor médio de venda passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584.

Em nota, a Petrobras afirmou que o desconto equivalente ao valor da subvenção busca neutralizar a reoneração de PIS e Cofins prevista também para a segunda-feira (1º). A empresa informou que, para o consumidor final, a medida tende a compensar o efeito tributário decorrente da retomada da cobrança.

A estatal destacou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo federal. A medida provisória publicada neste sábado (31) criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível, em substituição a programas adotados desde março.

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O novo anúncio ocorre em um ambiente de volatilidade no mercado internacional de energia, citado no texto oficial em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Nesse contexto, a política de subvenção busca limitar o repasse imediato das oscilações externas ao mercado doméstico.

Para o setor agropecuário, o diesel é um item relevante na estrutura de custos, especialmente no transporte de insumos e da produção, além do abastecimento de tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. O efeito prático sobre fretes, operações no campo e custos logísticos, no entanto, depende do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da formação de preços nas bombas, etapa sobre a qual a Petrobras não detalhou projeções.

A companhia informou que qualquer decisão adicional sobre a nova subvenção será divulgada posteriormente ao mercado.

Até o momento, o dado confirmado é a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras a partir da segunda-feira (1º). O impacto final sobre o custo do combustível para transportadores, produtores rurais e demais consumidores dependerá do repasse efetivo da subvenção e da reoneração tributária nos próximos elos da cadeia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Carga com 41 toneladas de sebo bovino avaliada em R$ 207 mil é apreendida


sebo bovino
Foto: divulgação/Sefa

Na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Sudeste do estado foram apreendidas, neste sábado (30), cerca de 41 toneladas de sebo bovino, com origem em Santarém, no Pará e destino a Candeias, na Bahia. A carga estava avaliada em R$ 207.350,00.

A apreensão ocorreu no posto fiscal da Ponte do Rio Tocantins, no km 423 da rodovia BR-150 em Marabá.

“Após a análise dos documentos e consulta aos sistemas da Sefa foi constatado  que o contribuinte deixou de recolher o ICMS no prazo regulamentar, relativamente à mercadoria sujeita à antecipação na saída do tebrritório paraense”, informou o coordenador, Cicinato Oliveira.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 34.834,80, recolhido pelo contribuinte.

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AgroNewsPolítica & Agro

Leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril


O preço do leite UHT avançou em abril de 2026 e passou a liderar as maiores altas do varejo alimentar no país. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, o produto subiu 18,3% no mês, em um cenário marcado por menor produção nacional, sazonalidade e maior pressão sobre itens básicos da alimentação.

O leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril, conforme o levantamento da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que atua na gestão da cadeia de consumo. A variação colocou o produto no topo das altas do mês.

A pressão ocorre em um momento de redução da produção nacional. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), a coleta caiu 3,9% de fevereiro para março. No acumulado dos três primeiros meses do ano, a retração chegou a 11,1%. O movimento é atribuído a fatores sazonais, entre eles a menor disponibilidade de pastagens, além de uma postura mais cautelosa dos produtores depois de um 2025 marcado por margens apertadas.

A alta não ficou restrita ao leite UHT. Outros produtos de consumo frequente também subiram em abril. Os queijos passaram de R$ 63,61 para R$ 65,12, avanço de 2,4%. O feijão foi de R$ 7,51 para R$ 7,67, com alta de 2,1%. Legumes subiram 2%, e o pão registrou aumento de 1,8%.

Para Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, o comportamento dos preços mostra concentração em grupos sensíveis à oferta e ao período do ano.

“Os dados mostram uma pressão concentrada em categorias essenciais e mais sensíveis à sazonalidade, como lácteos e hortifruti, mantendo o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras”, explica Alves.

Quando o recorte é o acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como o principal destaque de alta. O preço passou de R$ 5,50 para R$ 6,89, variação de 25,3%. Na sequência aparecem o leite UHT, com alta acumulada de 21,7%; o feijão, com 20,5%; os ovos, com 13,4%; e a carne bovina, com 6,6%.

O conjunto de dados reforça a pressão sobre produtos essenciais da cesta básica e ajuda a explicar a atenção maior do consumidor na hora da compra.

A tendência apontada pela Neogrid é de continuidade da instabilidade em categorias mais vulneráveis ao clima e à oferta. A avaliação vale especialmente para lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. “Para os próximos meses a tendência é de continuidade da volatilidade em categorias mais sensíveis à oferta e ao clima, como lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. Ao mesmo tempo, categorias industrializadas e algumas proteínas devem seguir mais estáveis, sustentadas pela maior competitividade no varejo e acomodação de custos”, acrescenta Alves.

A fala indica que o movimento de alta não atinge todos os grupos da mesma forma. Enquanto alimentos dependentes de condições climáticas e oferta mais curta tendem a oscilar, categorias industrializadas e parte das proteínas podem apresentar comportamento mais estável.

Na região Sul, o levantamento mostra que a pressão também atingiu alimentos básicos. As maiores altas de abril foram registradas em farinha de mandioca, com 21,1%; leite UHT, com 18,5%; legumes, com 9,1%; feijão, com 5,7%; e queijos, com 3,8%.

Em sentido oposto, algumas categorias recuaram. A carne suína caiu 8,9%, os ovos tiveram baixa de 5,1%, o frango recuou 4,9%, o sal caiu 4% e o açúcar teve redução de 3,5%.

Esse contraste mostra que, mesmo dentro da cesta alimentar, o comportamento dos preços varia conforme oferta, categoria e dinâmica regional.

A alta do leite UHT em abril reforça a ligação direta entre produção no campo, disponibilidade de matéria-prima e preço ao consumidor. Para o setor agropecuário, o avanço dos lácteos ocorre em um momento de menor captação, pastagens menos disponíveis e cautela dos produtores. Nos próximos meses, a atenção deve permanecer sobre a oferta de leite, hortifruti e itens básicos. A volatilidade nessas categorias tende a seguir influenciando decisões de produtores, cooperativas, indústrias, varejistas e consumidores.





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Chuvas em Roraima mobilizam técnicos federais para resposta a desastres


Chuvas em Roraima mobilizam técnicos federais para resposta a desastres

Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram enviados a Roraima para apoiar a resposta aos desastres provocados pelas chuvas no estado. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 5,6 mil pessoas foram atingidas e não há registro de mortes. A atuação federal inclui apoio ao reconhecimento de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos.

As equipes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao MIDR, participaram neste sábado (30), em Boa Vista, de reuniões com representantes da Defesa Civil de Roraima para monitorar a situação e alinhar as ações de resposta.

De acordo com o ministério, a chuva acima da média histórica provocou alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, além de interrupções em rodovias e estradas vicinais. O cenário também levou ao isolamento de comunidades indígenas e rurais, com impacto sobre o deslocamento local e o acesso a serviços essenciais.

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Atualmente, o estado monitora 18 pontos críticos, entre eles cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados são Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis.

Entre os casos reportados, a região do Jacamim, em Bonfim, concentra cerca de 100 famílias isoladas. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido. Em Normandia, comunidades localizadas às margens do Rio Maú foram atingidas pelas cheias.

A previsão até a próxima terça-feira (2) indica acumulados entre 50 e 100 milímetros (mm) por dia em grande parte de Roraima. O centro-norte do estado deve registrar os maiores volumes, com risco mais elevado para Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista.

Nesse contexto, a orientação oficial é que a população acompanhe os alertas das defesas civis, evite áreas alagadas e deixe imediatamente locais com sinais de risco, como trincas em paredes ou elevação rápida do nível de rios.

O avanço das ações de assistência e restabelecimento dependerá da evolução das chuvas e da formalização dos pedidos de apoio federal. Até o momento, os órgãos oficiais informam monitoramento contínuo da situação, sem divulgação de estimativa consolidada sobre danos econômicos no estado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Startup oferece aluguel de abelhas para ajudar na polinização de cafezais


abelhas
Foto: AgroBee/divulgação

Voando de flor em flor, as abelhas são responsáveis pela polinização das diversas espécies vegetais e têm sido fundamentais ao longo da história para promover a variabilidade genética das plantas e a agricultura.

No Noroeste Fluminense, uma startup aposta na força da polinização natural para aumentar a produtividade dos cafezais. A Rent a Bee oferece aluguel de colmeias de abelhas da espécie Apis mellifera e acompanhamento técnico da atuação dos insetos nas lavouras. A iniciativa foi contemplada pela FAPERJ por meio do edital Doutor Empreendedor.

“A polinização é um trabalho que as abelhas realizam naturalmente há 125 milhões de anos. A grande virada evolutiva dos vegetais aconteceu a partir da polinização cruzada feita pelas abelhas, que é a transferência do gameta masculino para o feminino nas flores. A partir de então começou a existir a variabilidade genética das plantas na natureza”, explicou CEO da Rent a Bee, Paula de Sousa Barbosa.

A CEO justificou que sem as abelhas não existem alimentos. O açaí, por exemplo, depende 100% delas. Algumas culturas de café dependem até 90% das abelhas. A carne também, porque a soja depende das abelhas. De acordo com ela sem o polinizador não há soja, principal fonte proteica do animal.

Etapas

Médica Veterinária com Doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela explica as diferentes etapas do trabalho da Rent a Bee, que tem como público-alvo produtores especializados em cafés especiais.

Segundo Paula, o serviço oferecido pela startup inclui desde a avaliação técnica da propriedade até o monitoramento da polinização nos cafezais. Antes da instalação das colmeias, a equipe analisa fatores como disponibilidade de água para as abelhas, uso de pesticidas na área e nas propriedades vizinhas.

Cerca de dez dias antes da florada do café, as colmeias são levadas para a lavoura, com a instalação de sete a nove caixas por hectare, totalizando aproximadamente 700 mil abelhas na área cultivada. Paula, que também é professora auxiliar na Estácio de Sá, em Campos dos Goytacazes, explica que cada caixa mede 58 centímetros por 46 centímetros de altura e 41 centímetros de frente.

Transporte

Fascinada pelo universo das abelhas, Paula explica os cuidados durante o transporte dos insetos produtores de mel. “Transportamos as abelhas à noite porque elas costumam trabalhar de dia e voltar à noite para a colmeia. Elas são soltas no cafezal uns sete dias antes da floração, porque as flores do café abrem todas de uma vez”, afirma.

Paula explica que, após o período de florada, as abelhas retornam naturalmente às colmeias durante a noite, atraídas pelo odor da rainha, que permanece no ninho. Segundo ela, a retirada dos enxames exige experiência e manejo cuidadoso, realizado com equipamentos de proteção contra ferroadas e o uso do fumegador, aparelho utilizado na apicultura para produzir fumaça e facilitar o trabalho com as colmeias.

Expectativa

Paula espera que a Rent a Bee se torne um diferencial tecnológico para os produtores de cafés especiais no estado do Rio de Janeiro. “Nossa ideia é que esse conhecimento técnico se transforme em instrumento de organização e eficiência para fortalecer nossa cadeia agrária de uma maneira cada vez mais sustentável”, concluiu.

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Petrobras reduz preço do diesel A para distribuidoras a partir de domingo


Petrobras reduz preço do diesel A para distribuidoras a partir de domingo

A Petrobras informou neste sábado (31) que aplicará, a partir de domingo (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal por meio da Medida Provisória nº 1.358, do Decreto nº 12.984 e da Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584, ambos publicados em maio de 2026.

Com a medida, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro, queda nominal de R$ 0,35 por litro. A estatal informou ainda que esse valor é 37,4% inferior ao praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação acumulada no período.

De acordo com a empresa, o desconto equivalente ao valor da subvenção deve neutralizar, para o consumidor final, a reoneração de PIS e Cofins que também entra em vigor a partir de domingo (1º). O comunicado, no entanto, não detalha como ocorrerá o repasse integral ao preço final nos postos, etapa que depende das distribuidoras, da revenda e da composição tributária estadual.

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No campo regulatório, uma nova medida foi publicada na sexta-feira (30). A Medida Provisória nº 1.363/2026 autorizou a concessão de nova subvenção econômica a produtores e importadores de diesel rodoviário no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo declarado de estabilizar preço e oferta e garantir o abastecimento.

A Petrobras informou que ainda avalia os termos dessa nova subvenção e que eventual decisão será comunicada ao mercado. Até o momento, a companhia não apresentou cronograma, condições operacionais nem efeitos esperados dessa segunda medida.

Para o setor agropecuário, o diesel é um custo relevante em transporte, colheita, preparo de solo e movimentação de cargas. Por isso, alterações no preço do combustível tendem a ser acompanhadas por produtores, transportadores e cooperativas, sobretudo em períodos de escoamento de safra.

O efeito prático da redução sobre fretes, custos operacionais e preços ao consumidor dependerá do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da implementação da nova subvenção autorizada pela União. Até agora, não foram informados prazo de vigência nem alcance operacional detalhado da medida adicional.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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PMI industrial da China fica em 50,0 em maio com pressão de custos de energia


PMI industrial da China fica em 50,0 em maio com pressão de custos de energia

A atividade industrial da China ficou estável em maio, após dois meses consecutivos de expansão, segundo dados divulgados neste domingo (31) pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). O índice de gerentes de compras da indústria caiu de 50,3 em abril para 50,0 em maio. Pela metodologia do indicador, leituras acima de 50 apontam expansão, enquanto números abaixo desse nível indicam retração.

O resultado mostra perda de ritmo da manufatura chinesa em meio ao aumento dos custos de energia desde o início do conflito no Oriente Médio, segundo o conteúdo divulgado. Apesar da desaceleração no setor industrial, outros segmentos apresentaram melhora no mês.

O PMI composto, que reúne indústria e serviços, subiu de 50,1 em abril para 50,5 em maio. Já o PMI de serviços avançou de 49,4 para 50,1 no mesmo intervalo, retornando ao terreno de expansão.

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Os números ampliam a leitura sobre a economia chinesa após sinais de enfraquecimento observados no mês anterior. De acordo com o material da Dow Jones Newswires, os gastos dos consumidores desaceleraram em abril para o ritmo mais fraco desde 2022. Ao mesmo tempo, produção industrial, investimento e setor imobiliário continuaram em deterioração e ficaram abaixo das expectativas de economistas.

O cenário reforça a avaliação de que a recuperação da segunda maior economia do mundo segue desigual. O choque nos custos de energia, associado à guerra do Irã, é citado como fator adicional de pressão. Ainda assim, muitos economistas consideram improvável uma intervenção de curto prazo por parte de Pequim, diante do crescimento acima do esperado no primeiro trimestre e da resiliência das exportações.

Para o agronegócio, o dado é acompanhado porque a China tem peso central na demanda global por matérias-primas e alimentos. No entanto, o material disponível não detalha efeitos imediatos sobre compras chinesas de commodities agropecuárias específicas nem apresenta revisão de projeções para importações.

Sem dados setoriais adicionais sobre consumo industrial ou importações, a leitura técnica imediata é de estabilidade na manufatura chinesa, com melhora em serviços e no índice composto. Novos indicadores de atividade, comércio exterior e demanda interna serão necessários para medir eventuais reflexos sobre mercados ligados às exportações brasileiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aves raras nascem em São Paulo e reforçam estratégia global de preservação


araras-azuis-de-lear
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

O nascimento de duas araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari) no Zoológico de São Paulo representa mais do que um novo registro reprodutivo de uma espécie ameaçada. Os filhotes, nascidos em abril passam a integrar uma estratégia internacional de conservação genética considerada essencial para a sobrevivência da espécie no longo prazo.

Endêmica da caatinga baiana, a arara-azul-de-lear esteve próxima da extinção há cerca de três décadas. A combinação entre tráfico de animais silvestres, destruição do habitat e baixa distribuição geográfica reduziu drasticamente a população da espécie nos anos 1990.

Hoje, embora os números indiquem recuperação gradual, especialistas afirmam que a preservação ainda depende de ações integradas entre conservação em campo e manejo sob cuidados humanos.

Em 2015, o Zoológico de São Paulo tornou-se a primeira instituição da América Latina a reproduzir a espécie com sucesso. Desde então, contabiliza 23 filhotes nascidos em onze anos, resultado considerado expressivo para uma ave de reprodução complexa e elevada sensibilidade ambiental.

Os novos filhotes são descendentes do casal Maria Clara e Francisco, responsável por todos os nascimentos da espécie registrados no zoológico. Parte das aves nascidas na instituição já foram incorporadas ao programa de revigoramento populacional na região do Boqueirão da Onça, na Bahia, uma das áreas conhecidas de ocorrência natural da espécie.

araras-azuis-de-lear
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Segundo a bióloga responsável pelo setor de aves do Zoológico de São Paulo, Fernanda Guida, cada nascimento possui relevância estratégica para o manejo populacional global da espécie.

“A reprodução da arara-azul-de-lear exige condições bastante específicas. Cada filhote amplia a variabilidade genética da população sob cuidados humanos e fortalece as possibilidades de conservação futura”, afirma.

Os dois filhotes permanecem sob alimentação assistida e monitoramento veterinário. O exame genético que identificará o sexo das aves será realizado após o desenvolvimento das penas, utilizadas como amostra laboratorial.

Engenharia genética da conservação

Além da reprodução, um dos principais pilares do programa é o manejo genético internacional da população mantida sob cuidados humanos.

As aves nascidas no Zoológico de São Paulo passam a integrar o studbook internacional da espécie, banco de dados que reúne informações sobre origem, parentesco, reprodução e variabilidade genética dos indivíduos distribuídos em instituições de conservação.

araras-azuis-de-lear
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

A ferramenta funciona como um sistema de gestão populacional. Com base nesses dados, especialistas definem cruzamentos mais adequados, transferências entre zoológicos e estratégias para evitar consanguinidade, problema capaz de reduzir a resistência genética e comprometer a sobrevivência da espécie ao longo das gerações.

Como parte dessa articulação internacional, o zoológico paulista prepara o envio de dois machos para o Loro Parque, na Espanha. A expectativa é ampliar a formação de novos casais e diversificar geneticamente a população mantida em programas de conservação fora do Brasil.

Recuperação ainda exige vigilância

Dados do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) apontam crescimento gradual da população da arara-azul-de-lear na natureza. O censo contabilizou 2.273 indivíduos em 2022 e 2.548 em 2024.

Apesar da recuperação, pesquisadores alertam que a espécie ainda enfrenta elevada vulnerabilidade. A distribuição geográfica restrita, concentrada em áreas da caatinga baiana como o Raso da Catarina e o Boqueirão da Onça, torna a ave particularmente suscetível à degradação ambiental e às mudanças climáticas.

araras-azuis-de-lear
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Em 2019, apenas dois indivíduos foram avistados na região do Boqueirão da Onça, situação que acelerou iniciativas de reforço populacional e monitoramento intensivo da espécie.

A arara-azul-de-lear é classificada como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e como “vulnerável” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

arara-azul-de-lear
Foto: divulgação/Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística

A recuperação da espécie se tornou um dos exemplos mais emblemáticos da conservação integrada da fauna brasileira, modelo que combina pesquisa científica, reprodução assistida, cooperação internacional e preservação de habitat natural.

Funcionamento do Zoológico de São Paulo

Segunda a sexta-feira: das 9h às 16h (visitação até 17h)

Sábados, domingos e feriados: das 8h30 às 17h (visitação até 18h)

Endereço: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda, São Paulo – SP CEP 04301-905

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