terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Nobel aposta em inteligência de mercado para crescer no setor de insumos


Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).
Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).

Fundada em 2022, a Nobel Trading vem ganhando espaço no mercado de importação de insumos agrícolas ao adotar um modelo operacional enxuto e baseado em dados. Com sede em Florianópolis (SC), a empresa conecta fornecedores internacionais a cooperativas, indústrias e empresas do agronegócio brasileiro.

“A Nobel foi criada para trazer um pouco dessa informação de mercado, democratizar esse acesso à informação. Por tudo que nós fazemos, nós consideramos a Nobel uma empresa de inteligência de mercado”, afirma o fundador e CEO da companhia, Rafael Diegues.

O crescimento da Nobel ocorre em um cenário de alta demanda por fertilizantes no país. Em 2025, o Brasil importou cerca de 45,5 milhões de toneladas, reforçando a dependência externa e ampliando o papel de empresas que atuam na intermediação desse fluxo.

“O produtor vem investindo muito em tecnologia, mas ele não se atenta muito a essa janela de oportunidade dos insumos, que faz parte do custo dele e é fundamental para ter um resultado na safra”, destaca. 

Receita salta e empresa entra em ranking nacional

A trajetória recente da companhia é marcada por forte expansão. Após registrar faturamento de R$ 1,8 milhão em 2023, a Nobel alcançou R$ 30,6 milhões em receita operacional líquida em 2024, avanço de 1.530% em um ano.

Segundo Diegues, o crescimento está ligado ao controle das operações e ao uso intensivo de informações de mercado. “A operação foi estruturada para manter controle sobre todas as etapas, da negociação à entrega, o que permite maior previsibilidade mesmo em um mercado sujeito a variações de preço e câmbio”, afirma.

Ele também destaca a estratégia adotada desde o início da empresa. “Quem compra e vende, o dinheiro está na compra. Se você compra no momento correto e tem um pouco de previsibilidade na operação, consegue replicar isso e aos poucos você vai ganhando escala.”

Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).
Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).

Modelo integra operação do início ao fim

A Nobel atua de ponta a ponta na cadeia de importação. A operação inclui negociação direta com fornecedores internacionais, gestão cambial, acompanhamento de embarques e entrega ao cliente final.

A empresa utiliza a infraestrutura portuária de Santa Catarina, com acesso a terminais como Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Imbituba, por onde ocorre a entrada dos produtos no país.

O portfólio está dividido em duas frentes:

  • Agrícola: ureia granulada e perolada e cloreto de potássio, com origem em mercados como Rússia e Oriente Médio.
  • Nutrição animal: insumos como fosfato bicálcico, voltados à alimentação de ruminantes, com fornecimento internacional, incluindo a China.

Uso de dados orienta decisões de compra

Um dos pilares do modelo de negócio é o uso de tecnologia e inteligência de mercado. A empresa opera com um sistema interno que reúne histórico de preços dos últimos anos, permitindo monitorar oscilações e identificar oportunidades de compra.

“A base de tudo que a gente faz aqui é em cima de dados e não tanto de feeling. A gente conversa com produtores e traders lá fora, acessa informações desses fornecedores e compila tudo em um sistema interno”, diz Diegues.

Além disso, a Nobel produz um relatório semanal gratuito com dados sobre preços, câmbio e dinâmica do setor, distribuído a clientes e interessados.

De acordo com o executivo, a iniciativa busca reduzir a assimetria de informação no mercado. “Existem outros reports de mercado, mas muitos são caros e com uma linguagem muito técnica. A gente tenta traduzir isso de uma maneira mais prática e direta.”

Origem e estrutura enxuta marcam operação

A empresa foi criada a partir da experiência de Rafael Diegues no agronegócio e no mercado internacional. Engenheiro mecânico, ele atuou nos Estados Unidos antes de retornar ao Brasil e trabalhar com comercialização de grãos.

A Nobel iniciou as atividades focada na importação de ureia, em meio à volatilidade do mercado global de fertilizantes causada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O cenário limitou o avanço inicial, com retomada a partir de 2023.

“A Nobel foi criada praticamente do zero. Começamos pequenos, reinvestindo na operação e crescendo aos poucos”, afirma.

A operação começou com uma estrutura reduzida, formada pelo fundador e pela co-fundadora e sócia, Cynthia Moreira, que atua como diretora de operações. Atualmente, a empresa conta com cerca de 20 colaboradores e segue em expansão.

Mercado segue volátil e exige gestão integrada

O crescimento da Nobel ocorre em um ambiente marcado por volatilidade de preços, câmbio e logística. Nesse contexto, o modelo “asset-light”, com foco em dados e controle de processos, tem sido utilizado como estratégia para garantir previsibilidade nas operações.

“O mercado é globalizado. O que acontece na China, no Oriente Médio ou na Rússia pode ter impacto direto no produtor aqui”, afirma Diegues.

A empresa atua como intermediária na cadeia de importação de insumos, conectando mercados globais à demanda brasileira em um setor considerado estratégico para o agronegócio.

“A gente tenta trazer para o nosso cliente as informações que a gente mesmo tem e opera, e democratizar um pouco esse acesso à informação. O produtor investe muito na produção em si, mas muitas vezes não se atenta à janela de oportunidade dos insumos, que é fundamental para ele ter um resultado melhor na safra”, conclui. 

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Petrobras reduz preço do diesel a partir desta segunda-feira


Lula diz que governo atuará para conter alta de gasolina e diesel

A Petrobras anunciou no sábado (31) que adotará, a partir desta segunda-feira (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Com a medida, o valor médio de venda passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584.

Em nota, a Petrobras afirmou que o desconto equivalente ao valor da subvenção busca neutralizar a reoneração de PIS e Cofins prevista também para a segunda-feira (1º). A empresa informou que, para o consumidor final, a medida tende a compensar o efeito tributário decorrente da retomada da cobrança.

A estatal destacou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo federal. A medida provisória publicada neste sábado (31) criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível, em substituição a programas adotados desde março.

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O novo anúncio ocorre em um ambiente de volatilidade no mercado internacional de energia, citado no texto oficial em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Nesse contexto, a política de subvenção busca limitar o repasse imediato das oscilações externas ao mercado doméstico.

Para o setor agropecuário, o diesel é um item relevante na estrutura de custos, especialmente no transporte de insumos e da produção, além do abastecimento de tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. O efeito prático sobre fretes, operações no campo e custos logísticos, no entanto, depende do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da formação de preços nas bombas, etapa sobre a qual a Petrobras não detalhou projeções.

A companhia informou que qualquer decisão adicional sobre a nova subvenção será divulgada posteriormente ao mercado.

Até o momento, o dado confirmado é a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras a partir da segunda-feira (1º). O impacto final sobre o custo do combustível para transportadores, produtores rurais e demais consumidores dependerá do repasse efetivo da subvenção e da reoneração tributária nos próximos elos da cadeia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Atividade industrial da China desacelera em maio, mostra S&P Global


PMI industrial da China fica em 50,0 em maio com pressão de custos de energia

A atividade industrial da China perdeu ritmo em maio, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (1) pela S&P Global em parceria com a RatingDog. O índice de gerentes de compras do setor manufatureiro caiu de 52,2 em abril para 51,8 em maio. Apesar da desaceleração, o indicador permaneceu acima de 50 pontos, nível que sinaliza expansão da atividade.

O resultado ficou levemente acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam 51,7 para o período. Na leitura do mercado, o dado mostra continuidade do crescimento da manufatura chinesa, embora em intensidade menor do que a observada no mês anterior.

Segundo a RatingDog, o desempenho de maio ainda aponta para expansão sólida do setor industrial e ajuda a reduzir pressões inflacionárias. O material disponível, no entanto, não detalha quais segmentos da indústria contribuíram mais para o recuo do índice nem informa a abertura dos componentes do indicador, como produção, novos pedidos e emprego.

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O PMI industrial é acompanhado pelos agentes de mercado por funcionar como termômetro de curto prazo da atividade econômica. Leituras acima de 50 indicam avanço da manufatura, enquanto números abaixo desse patamar sugerem contração.

Para o agronegócio, o dado é acompanhado principalmente pelo peso da China no comércio global e nas compras de commodities. Embora o indicador se refira à indústria, e não diretamente ao consumo de alimentos ou matérias-primas agropecuárias, ele ajuda a compor a leitura sobre o ritmo da economia chinesa, fator relevante para exportadores, tradings e agentes do mercado de commodities.

Sem a divulgação de informações complementares sobre demanda interna, importações ou estoques, o alcance do dado para cadeias específicas do agro permanece limitado nesta etapa.

No curto prazo, o indicador reforça um cenário de expansão moderada da atividade chinesa. Uma avaliação mais precisa sobre possíveis reflexos para commodities e exportações brasileiras depende da combinação deste dado com outros indicadores, como comércio exterior, crédito, consumo e atividade do setor de serviços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Primeira semana de junho começa com frente fria e chuva em parte do país


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A segunda-feira (1º) será marcada por tempo estável em boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Apesar disso, a circulação de umidade e a atuação de sistemas atmosféricos ainda favorecem chuva fraca e isolada em áreas litorâneas e pontos do interior do país, segundo a previsão da Climatempo.

Sul

O destaque segue para o avanço de um ar frio pós-frontal, que mantém as temperaturas mais amenas durante a manhã, principalmente nas áreas de serra e no sul do Rio Grande do Sul e do Paraná. A circulação de umidade vinda do oceano provoca maior nebulosidade e chuva fraca entre o litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Já no interior da região, o tempo permanece firme, com sol entre nuvens. No Paraná, pancadas fracas podem ocorrer entre o norte e o interior do estado durante a tarde, mas sem acumulados expressivos. À noite, as instabilidades perdem força e ficam restritas ao litoral paranaense.

Sudeste

Uma frente fria posicionada sobre o oceano mantém o transporte de umidade para áreas do litoral e da faixa leste da região. Com isso, há previsão de chuva fraca no litoral e sul de São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro e do sul do Espírito Santo.

No interior paulista, especialmente nas regiões próximas à divisa com o Paraná, pancadas isoladas também podem ocorrer devido à atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera.

Em Minas Gerais, a circulação de umidade favorece chuva entre o leste, centro-sul, região de Belo Horizonte e nordeste do estado. Em alguns pontos, as pancadas podem ter forte intensidade.

Nas demais áreas do Sudeste, o tempo segue firme, com presença maior do sol. As temperaturas ficam mais agradáveis no sul e litoral paulista, além do sul mineiro.

Centro-Oeste

O ar seco mantém o predomínio de tempo firme na maior parte da região. O sol aparece entre poucas nuvens e as temperaturas seguem elevadas, principalmente em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e norte de Mato Grosso do Sul.

A umidade relativa do ar continua baixa durante a tarde em áreas do interior de Mato Grosso, norte e oeste de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul.

Mesmo assim, a combinação entre calor e umidade favorece pancadas isoladas com trovoadas em áreas do norte, leste e interior de Goiás e do Distrito Federal, além do sul e sudeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, também há previsão de chuva fraca e isolada entre o norte, leste e sudoeste do estado.

Nordeste

A circulação marítima continua estimulando chuva ao longo da costa leste da região. Entre o litoral da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, a previsão é de chuva fraca a moderada ao longo do dia.

No litoral da Bahia, principalmente entre Salvador e o sul do estado, o transporte de umidade aumenta o risco para chuva forte e temporais em alguns períodos.

Já entre o norte do Maranhão, norte do Piauí, litoral e interior do Ceará, as pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhadas de trovoadas e possibilidade de temporais isolados.

O interior nordestino segue com tempo seco e quente, além de baixos índices de umidade entre o norte e oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e sul do Piauí.

Norte

A combinação entre calor, elevada umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo bastante instável.

Há condições para pancadas fortes, temporais isolados, trovoadas e rajadas de vento em Roraima, Amapá e grande parte do Amazonas e do Pará.

Segundo a previsão, o calor ao longo do dia favorece o rápido desenvolvimento de nuvens carregadas, com potencial para chuva intensa em curto período, principalmente em Roraima e no extremo norte do Amazonas.

No Acre, a chuva ocorre de forma irregular, variando entre fraca e moderada, mas podendo ganhar força no oeste do estado.

Já em Rondônia, Tocantins e sul do Pará, o tempo permanece mais firme, com sol entre nuvens e baixos índices de umidade relativa do ar durante a tarde, especialmente em Tocantins.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de sementes entra em nova fase



Aumento da área plantada foi decisivo


Aumento da área plantada foi decisivo
Aumento da área plantada foi decisivo – Foto: Divulgação

O mercado de sementes de soja no Brasil avançou com a expansão da oleaginosa, a adaptação de cultivares às diferentes regiões produtoras e a melhora das práticas agrícolas. A avaliação é do Rabobank, que aponta que esses fatores ajudaram a elevar o potencial produtivo da cultura no país e sustentaram o crescimento do setor nos últimos anos.

Segundo o banco, o aumento da área plantada também foi decisivo para o desenvolvimento desse mercado. A combinação entre demanda crescente e boas margens operacionais na produção de grãos, especialmente no início da década, atraiu novos participantes para a atividade. Muitos deles investiram na instalação de unidades de beneficiamento, ampliando a oferta de sementes no mercado nacional.

Esse fluxo de novos entrantes, porém, aumentou a fragmentação do setor. Na análise do Rabobank, a elevação da oferta é hoje um dos principais fatores por trás dos desafios enfrentados pelas empresas de sementes de soja. A maior presença de players intensificou a competição e passou a exigir mais eficiência comercial, operacional e regional.

O banco também cita a experiência recente do setor de revendas como um ponto de atenção. A tentativa de consolidação nacional sob uma mesma bandeira mostrou que esse tipo de movimento pode encontrar obstáculos quando a atividade depende de conhecimento local, relacionamento com produtores e atuação próxima das regiões atendidas.

Para o Rabobank, a evolução do mercado de sementes tende a seguir caminho semelhante ao das revendas agropecuárias. Em uma primeira etapa, a consolidação deve ocorrer em nível regional, envolvendo empresas mais eficientes. Só depois o setor poderia avançar para uma consolidação com participantes de alcance nacional.

Apesar dos desafios, a perspectiva é de continuidade no desenvolvimento do mercado brasileiro de sementes de soja. Entre os temas que devem influenciar essa trajetória estão acesso ao crédito, pirataria, edição gênica e mudanças climáticas.

 





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PIB forte não garante corte maior da Selic; confira análise da especialista do PicPay 


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre, puxado por agro e indústria extrativa, mas sem reaceleração da demanda doméstica.

O mercado segue esperando corte de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom.

Lá fora, inflação persistente nos EUA mantém o Fed cauteloso e o Payroll de sexta será o grande teste da semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Powell diz que Fed politizado reduziria confiança na política monetária


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

Jerome Powell, diretor e ex-presidente do Federal Reserve, afirmou neste sábado (31) que um banco central politizado nos Estados Unidos comprometeria a confiança pública na política monetária. A declaração foi feita durante o discurso de aceitação do Prêmio John F. Kennedy Perfil em Coragem de 2026. Segundo ele, as decisões do Fed não devem considerar interesses de partidos ou de políticos.

No discurso, Powell disse que a independência do Federal Reserve é condição para que o público confie em decisões tomadas com base no interesse da economia norte-americana. Segundo ele, sem essa autonomia, a credibilidade da instituição seria perdida.

A premiação foi concedida pela família Kennedy em reconhecimento à atuação de Powell na defesa da independência do banco central dos Estados Unidos, mesmo diante de pressões políticas e ataques públicos dirigidos à instituição. Os organizadores afirmaram que ele manteve o compromisso com a estabilidade econômica do país apesar de críticas partidárias e tentativas de influência sobre a condução da política monetária.

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A fala tem relevância para o mercado porque o Federal Reserve define a taxa básica de juros da maior economia do mundo, referência para o custo global do crédito, para o comportamento do dólar e para a precificação de ativos. Esses fatores têm relação direta com o ambiente de financiamento, câmbio e formação de preços de commodities agrícolas negociadas internacionalmente.

O conteúdo divulgado, no entanto, não trouxe nova decisão de juros, indicação formal sobre o próximo passo da política monetária nem detalhes adicionais sobre calendário de cortes ou manutenção das taxas. Assim, o efeito imediato sobre mercados, exportações do agro e custos financeiros depende das próximas sinalizações oficiais do banco central e da reação dos investidores.

Do ponto de vista técnico, a declaração reforça a defesa institucional da autonomia do Federal Reserve, mas não altera, por si só, o cenário monetário dos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a leitura prática seguirá concentrada nas próximas decisões de juros, no comportamento do dólar e nos reflexos sobre crédito e commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.

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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

Projeção para a produção brasileira

As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.

EUA

Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.

As informações são da Safras & Mercado.

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Presença de búfalos em unidade de conservação é problema localizado, diz ABCB


Búfalos
Foto: Stéphany Franco/AgroEffective

A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) falou em nota publicada neste domingo (31) sobre a presença de búfalos na Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia.

Em nota oficial, a entidade afirmou que a situação deve ser tratada como um desafio ambiental específico e localizado, sem associação direta com a bubalinocultura brasileira conduzida com manejo técnico, controle sanitário e acompanhamento produtivo.

Segundo a ABCB, os animais existentes na região têm origem em iniciativas de introdução produtiva realizadas na década de 1950, quando búfalos foram levados ao estado com o objetivo de fomentar a produção de carne e leite.

Com a descontinuidade dessas ações, parte dos rebanhos passou a se reproduzir sem manejo, controle populacional, acompanhamento sanitário ou avaliação zootécnica, formando populações não manejadas em áreas que hoje integram unidades de conservação.

A entidade reconhece que a presença de animais sem controle reprodutivo ou sanitário, independentemente da espécie, pode provocar impactos ambientais e riscos à sanidade. “A situação registrada em Rondônia não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável”, destaca a entidade.

Por isso, a associação avalia que o enfrentamento do caso exige estudos técnicos, monitoramento ambiental e sanitário, critérios científicos, respeito à legislação e protocolos adequados de bem-estar animal. “O tema deve ser tratado como um desafio ambiental específico e localizado, com atuação coordenada dos órgãos competentes”, diz a nota.

Bubalinocultura regular

A ABCB também destaca que a bubalinocultura regular no Brasil segue práticas de manejo produtivo, bem-estar animal, eficiência econômica, controle zootécnico e sanidade dos rebanhos. A atividade é voltada à produção de carne, leite e derivados, com presença em diferentes regiões do país e participação na geração de renda no meio rural.

No entendimento da associação, a condução do caso em Rondônia deve considerar controle populacional e medidas de mitigação dos impactos identificados.

“A ABCB coloca-se à disposição para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos e apoio à construção de soluções viáveis, responsáveis e alinhadas ao interesse público”, informa o comunicado.

A entidade reforça que a situação registrada na Reserva Biológica do Guaporé não deve ser confundida com a bubalinocultura produtiva brasileira. Para a ABCB, o caso decorre da ausência de controle ao longo do tempo e exige atuação técnica, institucional e baseada em evidências.

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Petrobras reduzirá em R$ 0,3515 por litro preço do diesel A


Petrobras reduz preço do diesel A para distribuidoras a partir de domingo

A Petrobras informou neste sábado (31) que adotará, a partir da segunda-feira (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Com a medida, o valor médio de venda passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584.

Em nota, a Petrobras afirmou que o desconto equivalente ao valor da subvenção busca neutralizar a reoneração de PIS e Cofins prevista também para a segunda-feira (1º). A empresa informou que, para o consumidor final, a medida tende a compensar o efeito tributário decorrente da retomada da cobrança.

A estatal destacou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo federal. A medida provisória publicada neste sábado (31) criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível, em substituição a programas adotados desde março.

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Para o setor agropecuário, o diesel é um item relevante na estrutura de custos, especialmente no transporte de insumos e da produção, além do abastecimento de tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. O efeito prático sobre fretes, operações no campo e custos logísticos, no entanto, depende do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da formação de preços nas bombas, etapa sobre a qual a Petrobras não detalhou projeções.

A companhia informou que qualquer decisão adicional sobre a nova subvenção será divulgada posteriormente ao mercado.

Até o momento, o dado confirmado é a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras a partir da segunda-feira (1º). O impacto final sobre o custo do combustível para transportadores, produtores rurais e demais consumidores dependerá do repasse efetivo da subvenção e da reoneração tributária nos próximos elos da cadeia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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