domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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USDA informa venda de 706,6 mil toneladas de soja dos EUA


USDA informa venda de 190 mil toneladas de farelo de soja dos EUA para as Filipinas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (17) que exportadores norte-americanos relataram vendas de 706,6 mil toneladas de soja. O volume foi negociado para China, México e destinos desconhecidos. Toda a carga tem entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Do total anunciado, 340 mil toneladas foram comercializadas para a China, 256,6 mil toneladas para o México e 110 mil toneladas para destinos desconhecidos.

O comunicado do USDA registra operações enquadradas nas regras de reporte obrigatório de vendas externas pelos exportadores dos Estados Unidos. Pela legislação do país, deve ser informada qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou negociações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia seguinte.

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A divulgação dessas operações coloca no mercado um novo registro de demanda internacional por soja norte-americana para a temporada 2026/27. Entre os compradores informados, China e México concentram 596,6 mil toneladas do total anunciado.

A operação reportada ao USDA soma 706,6 mil toneladas de soja, com embarques programados para 2026/27 e divisão entre China, México e destinos desconhecidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MP da renegociação rural alcança cerca de R$ 100 bilhões em dívidas


Senado aprova PL sobre renegociação de dívidas rurais e texto volta à Câmara

A medida provisória 1376/26, voltada à renegociação de dívidas rurais, deve alcançar cerca de R$ 100 bilhões em débitos, segundo estimativa do Ministério da Fazenda. O impacto anual previsto nas contas públicas é inferior a R$ 4 bilhões. Nesta sexta-feira (17), o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que o texto ficou abaixo da proposta defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária, mas foi o acordo possível na negociação com o governo.

Segundo Alceu Moreira, a medida permite que produtores atingidos por perdas climáticas renegociem dívidas e mantenham o planejamento da próxima safra. O deputado afirmou que a construção do texto envolveu governo, representantes do setor e parlamentares, com mediação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

De acordo com o parlamentar, as negociações sobre um socorro aos produtores vinham sendo conduzidas desde 2023, após perdas provocadas por secas e enchentes nos últimos anos. O Projeto de Lei 5122/23 era debatido no Congresso, mas não houve acordo com a equipe econômica sobre os termos da proposta.

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Na comparação apresentada por Moreira, a medida provisória trouxe condições melhores que a proposta inicial do governo, embora abaixo do que o setor pretendia. O texto prevê oito anos para reembolso, com dois anos de carência, totalizando 10 anos. Segundo o deputado, a proposta defendida pelo setor era de 10 anos para reembolso e três de carência.

Nos juros, Moreira afirmou que a negociação reduziu as faixas inicialmente discutidas de 6%, 9% e 12% para 5%, 8% e 11%. Também houve mudança nos critérios de enquadramento. Pela fórmula mencionada pelo deputado, poderão acessar a renegociação produtores com perda igual ou superior a 30% em duas safras entre 2019 e 2025. Para quem teve três safras com perda superior a 40%, a condição prevista é de juro menor e prazo maior.

A medida provisória já está em vigor e precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Segundo Alceu Moreira, a Frente Parlamentar da Agropecuária pretende continuar negociando alterações no relatório durante a tramitação.

Fonte: camara.leg.br

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ApexBrasil destaca abertura de 651 mercados ao agro desde 2023


Tarifa dos EUA atinge US$ 7,2 bilhões das exportações brasileiras, diz ApexBrasil

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, afirmou que o Brasil é visto no exterior como um país estável para o comércio e aberto a negociações. Segundo ele, 651 mercados foram abertos para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023. A declaração foi dada em entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Müller disse que o cenário internacional tem criado novas oportunidades para o Brasil. Ao tratar desse movimento, citou o acordo Mercosul-União Europeia desde 1º de março, o acordo com o Efta e o início da negociação com o Japão. Também afirmou que países asiáticos têm ampliado a demanda por negociações com o Brasil.

Diante da nova sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil afirmou que o país buscará ampliar exportações para destinos onde ainda não atua. Segundo ele, a estratégia de diversificação envolverá todos os setores afetados pelo tarifaço, com atenção especial aos segmentos atingidos de forma exclusiva no Brasil.

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Entre os setores mais afetados pela tarifa de 25%, Müller citou móveis, cosméticos, plástico, calçados, material elétrico e máquinas. Ele acrescentou que o governo brasileiro trabalha na avaliação do impacto e do diferencial de competitividade de cada setor, considerando também a magnitude da tarifa. Segundo o dirigente, em alguns casos a medida pode inviabilizar o negócio, como ocorria com o setor de pescados, agora isento.

Müller também afirmou que os Estados Unidos têm dificuldade para diversificar a compra de alguns produtos importados do Brasil. Como exemplos, mencionou café, atualmente isento, e mel. Na avaliação dele, o efeito da tarifa passa por renegociação de contratos, restrições comerciais e impacto inflacionário no mercado americano.

Sobre as negociações com os Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil disse que o trabalho continuará em conjunto com o setor privado. Ele ressaltou que a ruptura de relações comerciais pode gerar prejuízo ao exportador quando empresas brasileiras são substituídas por fornecedores de outros países.

A ApexBrasil defende que a resposta ao novo cenário passa pela preservação das negociações com os Estados Unidos e pela ampliação de destinos para as exportações brasileiras, incluindo produtos do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Faltam dois meses para a Abertura Nacional do Plantio de Soja 2026/27!


plantio soja - Mapa
Foto: Mapa/divulgação

Faltam dois meses para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, que será realizada no dia 17 de setembro, às 8h (horário de Mato Grosso), em Ipiranga do Norte (MT). O município receberá produtores, especialistas, autoridades e representantes do agronegócio para marcar o início oficial da nova safra de soja no Brasil.

Referência na produção de grãos e consolidado como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso, Ipiranga do Norte está localizado em uma das regiões mais produtivas do país. Para o prefeito Leandro Berticelli, sediar o evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.

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“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.

O prefeito também convidou produtores, lideranças e profissionais do setor para participarem da abertura oficial da safra. “Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.

Nesta edição, o tema central será “A verticalização na produção de soja: produzindo alimentos e energia”. A proposta é discutir alternativas e destacar a importância estratégica de ampliar a atuação da propriedade rural para além do cultivo e da comercialização dos grãos, agregando valor à produção.

A programação contará com palestras técnicas, debates, demonstrações de máquinas em campo e a tradicional solenidade que simboliza o início da semeadura da soja em todo o território nacional. “São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.

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AgroNewsPolítica & Agro

Governo espera mais tarifas: E agora?



A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%


A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%
A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% – Foto: Pixabay

O governo brasileiro espera para sexta-feira (24) uma nova decisão dos Estados Unidos que poderá ampliar a pressão tarifária sobre produtos nacionais. Durante coletiva de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a medida em análise prevê uma cobrança adicional de 12,5%.

A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% já confirmada ou se haverá exclusão entre as duas medidas. Segundo Elias Rosa, somente com o encerramento da investigação será possível conhecer o formato da cobrança. Caso ambas incidam sobre as mesmas mercadorias, a sobretaxa poderá alcançar 37,5%.

O novo processo é diferente da investigação que resultou na tarifa de 25%. A apuração envolve 60 economias e avalia se esses mercados possuem regras para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o governo norte-americano, o Brasil não dispõe de uma proibição efetiva para barrar essas mercadorias, apesar dos compromissos assumidos no combate ao trabalho análogo à escravidão.

Elias Rosa informou que a expectativa brasileira é de aplicação da medida a todos os países enquadrados no mesmo grupo. Na avaliação do ministro, os Estados Unidos pretendem substituir a tarifa global temporária de 10%, que termina na próxima semana, por cobranças de 10% ou 12,5%, conforme a situação de cada parceiro comercial.

A eventual soma não atingiria necessariamente toda a pauta exportadora. O alcance dependerá das listas de produtos submetidos a cada processo e das exceções estabelecidas. A tarifa de 25% entra em vigor no dia 22 e já exclui itens importantes para o agronegócio, como carne bovina, café e suco de laranja.

 





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Cana e café puxam queda dos preços ao produtor em junho


Cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

Em junho, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) caiu 0,58% na comparação com maio.

O resultado foi influenciado principalmente pela forte queda de 4,71% no grupo de cana e café, que mais do que compensou as altas registradas nos hortifrutícolas (1,16%), nos grãos (0,08%) e na pecuária (0,08%). No mesmo período, o IPA-OG-DI recuou 1,66%, indicando que os preços agropecuários tiveram um desempenho melhor do que os industriais.

No mercado internacional, os preços dos alimentos em dólar recuaram 0,34%. Porém, a desvalorização de 2,89% do real frente à moeda norte-americana fez com que esses mesmos preços apresentassem alta de 2,54% quando convertidos para a moeda brasileira.

No acumulado do primeiro semestre, o IPPA/Cepea registra queda de 9,52%. Todos os grupos pesquisados encerraram o período em baixa: cana e café (-22,51%), grãos (-8,60%), hortifrutícolas (-4,65%) e pecuária (-4,34%). Em contrapartida, o IPA-OG-DI acumula alta de 0,69%.

Já os preços internacionais dos alimentos caíram 10,64% em reais e praticamente ficaram estáveis em dólares, com leve recuo de 0,03%, movimento que também reflete a valorização de 10,51% do real frente à moeda norte-americana entre janeiro e junho.

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ApexBrasil anuncia plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados após tarifa dos EUA


Ministro alemão defende avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, informou nesta sexta-feira (17) que a instituição vai anunciar, nos primeiros dias de agosto, um plano de diversificação de mercados para produtos brasileiros atingidos pela nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos na quarta-feira (15). Segundo ele, a ApexBrasil reservou R$ 130 milhões para a iniciativa.

Em entrevista coletiva sobre o tarifaço, Müller afirmou que o trabalho será conduzido em parceria com 57 entidades do setor privado. A proposta, segundo ele, é construir uma estratégia específica para ampliar destinos de exportação dos produtos afetados pela medida americana.

O presidente da ApexBrasil também avaliou que as tarifas têm efeito sobre o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos e sobre os preços no mercado americano. Como exemplo, citou o mel orgânico. De acordo com Müller, 85% do mel importado pelos Estados Unidos tem origem no Brasil, fator que levou à isenção do produto.

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Outros segmentos mencionados foram o de granito e o de madeira. Segundo ele, o Brasil responde por 36% do granito comprado pelos Estados Unidos e por 30% da madeira importada pelo país. Na avaliação apresentada por Müller, a substituição desse suprimento por outros fornecedores não ocorre de forma imediata, especialmente no caso da madeira usada na construção.

Müller acrescentou que, na primeira manifestação do governo americano, cerca de US$ 20 bilhões das exportações brasileiras estariam isentas. Depois, esse valor foi ampliado para US$ 23 bilhões.

Segundo o presidente da ApexBrasil, o trabalho continuará em conjunto com empresas e entidades brasileiras para a diversificação de mercados, além da articulação com empresas e entidades americanas para ampliar a lista de isenções nos Estados Unidos.

A estratégia de diversificação de mercados será detalhada pela ApexBrasil em agosto, com orçamento de R$ 130 milhões e atuação conjunta com 57 entidades do setor privado diante da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Morre Fausto Pereira Lima, uma das maiores referências da pecuária brasileira


Foto: Divulgação.

Morreu nesta sexta-feira (17) aos 96 anos o pesquisador e zootecnista Fausto Pereira Lima, referência no melhoramento genético bovino e na seleção da raça nelore. Lima dedicou mais de sete décadas à pesquisa e ao desenvolvimento da bovinocultura de corte.

Ao longo da carreira, ele atuou no Instituto de Zootecnia (IZ), onde participou de estudos voltados ao aprimoramento genético dos bovinos. Seu trabalho contribuiu para o desenvolvimento de critérios de seleção utilizados por criadores, pesquisadores, médicos-veterinários e zootecnistas em diferentes programas de melhoramento.

Trajetória na pesquisa

Reconhecido pelos estudos sobre morfologia, funcionalidade e comportamento animal, Fausto Pereira Lima participou da construção de métodos de avaliação da raça nelore, que passaram a integrar a base técnica da seleção genética no país.

Sua atuação aproximou pesquisa e campo, com foco na aplicação prática do conhecimento para a pecuária de corte.

Livro registra a história da seleção do nelore

Entre as contribuições deixadas por Fausto Pereira Lima está o livro “Seleção Genética do Nelore na Essência”, que reúne estudos e experiências sobre a evolução da seleção da raça.

A publicação aborda critérios de seleção, características morfológicas e funcionais dos animais e registra a participação de criadores e pesquisadores na formação da genética do nelore brasileiro.

A obra é utilizada como referência por profissionais do setor e por estudantes interessados na história e nos fundamentos do melhoramento genético da principal raça de corte do país.

O velório acontecerá neste sábado (18), das 09h às 13h, no Memorial Parque dos Girassóis (Av. Afonso Valera, 350 – Recreio das Acacias, Ribeirão Preto – SP).

Entrevista ao Giro do Boi registrou parte de seu legado

Em abril de 2021, Fausto Pereira Lima concedeu uma entrevista ao Giro do Boi, na qual relembrou momentos de sua trajetória e compartilhou conhecimentos sobre seleção genética, avaliação visual, manejo e bem-estar animal (clique aqui para conferir).

Na ocasião, apresentou o livro Nelore e outros Zebuínos: Avaliação visual, criação e manejo, escrito em parceria com a filha, Maria Lúcia Pereira Lima, e defendeu a importância de aliar a avaliação morfológica às ferramentas de melhoramento genético na seleção dos rebanhos.

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Tarifaço dos Estados Unidos eleva taxa sobre uva brasileira a 35%


uva
Foto: divulgação/prefeitura de Jundiaí

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir em cheio as exportações de uva, principal fruta nacional embarcada para o mercado norte-americano.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a cobrança elevará a tarifa total sobre a uva brasileira para 35%, reduzindo significativamente a competitividade do produto.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), a entidade afirmou que acompanha com preocupação a decisão do governo norte-americano e já orienta produtores e exportadores sobre os procedimentos necessários diante do novo cenário.

Melão e melancia também foram taxadas

De acordo com a Abrafrutas, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas para os Estados Unidos em 2025, volume equivalente a 14 mil toneladas. Além da uva, melão e melancia também foram incluídos na medida tarifária, mas a entidade avalia que o impacto sobre essas frutas tende a ser menor em razão do perfil e do volume das exportações destinadas ao mercado norte-americano.

A associação informou que trabalha para reduzir os prejuízos ao setor por meio da diversificação de mercados e da adoção de novas estratégias comerciais. A entidade também ressaltou que a fruticultura brasileira já enfrentou situações semelhantes, citando as restrições tarifárias que afetaram as exportações de manga aos Estados Unidos no ano passado.

Na ocasião, segundo a Abrafrutas, produtores e exportadores conseguiram reorganizar as operações, ampliar mercados e minimizar os impactos econômicos. Agora, a expectativa é repetir essa estratégia para preservar a competitividade das frutas brasileiras e manter o ritmo das exportações.

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Tarifa dos EUA atinge US$ 7,2 bilhões das exportações brasileiras, diz ApexBrasil


Tarifa dos EUA atinge US$ 7,2 bilhões das exportações brasileiras, diz ApexBrasil

A sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir US$ 7,2 bilhões das exportações do Brasil ao mercado americano, de um total de US$ 38 bilhões, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O anúncio foi feito após a conclusão de uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e divulgado na noite da última quarta-feira (15).

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, classificou a medida como “absurda do ponto de vista comercial” durante entrevista coletiva sobre as tarifas. Segundo ele, a nova cobrança “não tem nenhuma lógica com quem trabalha com o comércio internacional”.

De acordo com Müller, São Paulo é o estado com maior impacto em termos absolutos. No caso paulista, 20% das exportações para os Estados Unidos foram atingidas, o equivalente a US$ 3 bilhões. Em Santa Catarina, 65% das exportações ao mercado americano foram afetadas.

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A ApexBrasil informou que empresas e entidades dos Estados Unidos que mantêm comércio com o Brasil atuaram pela exclusão de produtos brasileiros do tarifaço. A agência afirmou que vai manter e ampliar esse trabalho em conjunto com parceiros americanos para aumentar a lista de itens isentos.

Entre as exceções à nova tarifa estão celulose, petróleo bruto, gás natural, aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais. Müller também disse que a estratégia inclui ampliar a participação brasileira nos setores beneficiados pelas isenções.

No caso do setor siderúrgico, a medida não alterou o quadro atual. As exportações brasileiras para os Estados Unidos seguem com taxação de 50%, segundo a ApexBrasil.

Müller acrescentou que a intenção é ampliar as exportações de produtos que permaneceram fora da nova tarifa americana, como mel e pescados.

A nova rodada tarifária dos Estados Unidos alcança parte relevante das vendas brasileiras ao país, enquanto a ApexBrasil concentra a atuação na ampliação de isenções e no avanço das exportações de itens que ficaram fora da sobretaxa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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