domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

News

Tarifa dos EUA alcança 31% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir 31% das exportações do Brasil destinadas ao mercado norte-americano, segundo levantamento da Integra Associados divulgado em 17 de julho de 2026. Pelos cálculos da consultoria, cerca de US$ 11,7 bilhões de um total de US$ 37,7 bilhões exportados em 2025 ficarão sujeitos à nova tributação.

A cobertura da medida é menor porque aproximadamente 1.700 produtos foram incluídos na lista de exceções e porque parte dos setores já estava submetida a outras medidas tarifárias, como as tarifas da Seção 232, que abrangem aço, alumínio, cobre, automóveis e autopeças.

Segundo a Integra Associados, o impacto direto deve se concentrar na indústria de transformação, responsável por 94,1% do valor exportado que ficará sujeito à tarifa adicional. Entre os segmentos mais expostos estão máquinas e equipamentos, que concentram o maior volume financeiro potencialmente afetado, além de manufaturados de madeira, armamentos, motores e itens químicos.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

O estudo aponta ainda que a nova rodada tem foco em bens manufaturados de maior valor agregado e intensidade tecnológica. Dos itens atingidos, 54% estão nos segmentos de média-alta e alta tecnologia.

Na avaliação macroeconômica da consultoria, os efeitos agregados tendem a ser limitados. Em 2025, os Estados Unidos responderam por 10,8% das exportações brasileiras, enquanto a corrente de comércio equivaleu a cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Ainda assim, o relatório indica efeitos potencialmente relevantes para empresas e cadeias produtivas com maior dependência do mercado norte-americano, diante da elevação do preço final dos produtos brasileiros nos EUA.

Regionalmente, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram o maior volume de exportações potencialmente afetadas. São Paulo lidera a exposição, com US$ 5,28 bilhões sujeitos à nova alíquota, o equivalente a 39,8% das exportações do estado para os EUA. No estado, aparecem entre os destaques máquinas e equipamentos, pneus, motores, especialmente elétricos, e produtos químicos.

A consultoria também destaca que itens como petróleo, café, carne bovina, celulose e suco de laranja ficaram fora da nova rodada tarifária. O relatório acrescenta que os efeitos indiretos podem alcançar atividades ligadas às cadeias exportadoras, como logística, transporte e operações portuárias, caso haja redução no volume embarcado para os Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Tarifa dos EUA alcança 31% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Tarifa dos EUA atinge com mais força a uva brasileira, diz Abrafrutas


Exportações de frutas somam US$ 1,57 bilhão em 2025

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) informou nesta sexta-feira (17) que a uva deve ser a fruta brasileira mais afetada pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. Segundo a entidade, a medida elevará para 35% a taxação incidente sobre a uva brasileira, com perda de competitividade no mercado norte-americano.

Em nota, a Abrafrutas afirmou que já trabalha para reduzir os impactos da medida por meio da diversificação de mercados e da adoção de novas estratégias comerciais. A entidade informou que mantém contato com produtores e exportadores para orientar o setor diante do novo cenário e identificar alternativas para preservar as exportações.

De acordo com a associação, o objetivo é reduzir os prejuízos aos produtores com ações comerciais e reposicionamento das vendas externas. A entidade também informou que continuará atuando com produtores, exportadores e órgãos governamentais para defender a competitividade das frutas brasileiras.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas para os Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente 14 mil toneladas. Esse desempenho coloca a uva como o principal foco de preocupação dentro da lista de frutas atingidas pela tarifa adicional.

Melão e melancia também foram incluídos entre os produtos tarifados. Segundo a Abrafrutas, o efeito sobre essas frutas tende a ser menor em razão do perfil e do volume das vendas ao mercado norte-americano.

A associação citou ainda a experiência recente das restrições que afetaram as exportações brasileiras de manga para os Estados Unidos no ano passado. Na avaliação da entidade, naquele episódio os produtores reorganizaram operações, ampliaram mercados e adotaram estratégias que reduziram os efeitos econômicos.

Com a nova tarifa, a Abrafrutas concentra a atuação na orientação ao setor e na busca de alternativas comerciais para manter a presença das frutas brasileiras no mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Tarifa dos EUA atinge com mais força a uva brasileira, diz Abrafrutas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setor de carne bovina movimenta R$ 1,1 trilhão e enfrenta desafios


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) lançou em Brasília o Beef Report, um anuário que apresenta um panorama detalhado do mercado de carne bovina no Brasil. O documento destaca a importância do setor, que movimenta mais de R$ 1,1 trilhão e representa cerca de 9% do PIB nacional.

Desempenho do setor em 2022

O Beef Report revela que o ano passado foi marcado por recordes significativos:

  • Recorde de exportações de 1,7 milhão de toneladas;
  • 42 milhões de abates, um aumento de 30 milhões para 42 milhões nos últimos cinco anos;
  • Geração de mais de 10 milhões de empregos.

Desafios atuais

Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta desafios em 2023, especialmente com a China, seu principal parceiro comercial, que impôs uma salvaguarda que reduz a cota de importação de carne brasileira de 1,7 milhão para 1,1 milhão de toneladas, uma queda de 35%.

Roberto Perosa, presidente executivo da ABIEC, destacou a necessidade de redirecionar a produção para outros mercados, já que a China não possui substitutos diretos. Isso pode impactar os preços no mercado interno e a produção de carne.

Negociações com a União Europeia

A ABIEC também está em diálogo com a União Europeia, que representa 5% das exportações brasileiras. O objetivo é garantir que o fluxo comercial não seja interrompido e que a reputação da carne brasileira seja mantida.

Expectativas para o segundo semestre

O segundo semestre de 2023 deve ser marcado por atenção e cautela, com uma expectativa de queda na demanda e nos preços, especialmente no mercado interno. O setor se prepara para mitigar os impactos dessa nova realidade.

O post Setor de carne bovina movimenta R$ 1,1 trilhão e enfrenta desafios apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Agroleite 2026: inovação e tecnologia na cadeia do leite em Castro


Entre os dias 3 e 7 de agosto, Castro, nos Campos Gerais do Paraná, receberá a Agroleite 2026, uma das principais feiras do agronegócio brasileiro e a maior vitrine da cadeia de leite na América Latina. O evento reunirá tecnologia, inovação e oportunidades de novos negócios, além de indicar as tendências e o ritmo de investimentos no campo.

Ampliação e investimentos

Nesta edição, a feira chega ampliada, com investimentos robustos no Parque Tecnológico, totalizando cerca de R$ 11 milhões. O gerente do Agroleite, Gustavo Viganó, destacou que esses recursos visam atrair novas empresas para o parque e melhorar a experiência dos visitantes e expositores.

Novidades do evento

  • O evento terá cinco dias de programação, de 3 a 7 de agosto.
  • Uma campanha comemorativa de 75 anos da Cooperativa Castrolanda será lançada.
  • Palestras e painelistas de todo o Brasil trarão conhecimento sobre o setor.
  • Haverá lançamento de produtos por fornecedores e julgamento de gado com genética avançada.

Desafios do setor

O Agroleite 2026 ocorre em um momento desafiador para os produtores, com restrições de crédito e aumento da inadimplência. A cooperativa Castrolanda enfatiza a importância de estar atualizado em tecnologia e inovação para enfrentar esses desafios e melhorar a competitividade na produção de leite.

O post Agroleite 2026: inovação e tecnologia na cadeia do leite em Castro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Tecnologias nacionais buscam reduzir dependência de fertilizantes importados


A dependência dos fertilizantes importados continua sendo um dos grandes desafios do agro brasileiro. Enquanto o país busca reduzir essa vulnerabilidade, produtores e pesquisadores investem em tecnologias nacionais para ganhar eficiência no campo.

Importação de fertilizantes

O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. No primeiro semestre deste ano, as importações somaram 18,3 milhões de toneladas, cerca de 6% a menos do que no mesmo período de 2022. Contudo, a cotação média subiu 17%, reflexo das tensões geopolíticas e dos custos logísticos.

Alternativas nacionais

Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas que reduzam a dependência dos insumos importados e aumentem a eficiência no uso dos fertilizantes. Entre as inovações, destacam-se:

  • Uso de cama de aviário na composição de fertilizantes organominerais.
  • Aplicação de colágeno bovino proveniente de resíduos da indústria do couro.

Essas alternativas não apenas diminuem o impacto da importação, mas também potencializam a produtividade agrícola.

Resultados práticos

O produtor Douglas Rigon, de Campoerê, decidiu aplicar uma nova tecnologia em sua lavoura de trigo, comparando-a com o sistema tradicional de adubação. Os resultados mostraram um incremento de sete sacos por hectare em relação ao fertilizante químico. Rigon destacou que a adoção do fertilizante organomineral trouxe confiança para ampliar seu uso em outras culturas.

Impacto na produtividade

Na propriedade, a adoção de tecnologias como agricultura de precisão e o uso de cama de aviário têm melhorado a biologia do solo e a produtividade. Rigon relatou que, neste ano, obteve produtividades superiores a 100 sacos de milho por hectare, com ganhos significativos atribuídos ao uso do fertilizante organomineral.

Essas inovações demonstram que a melhoria na microbiologia do solo pode resultar em uma melhor absorção de nutrientes e, consequentemente, em uma maior produtividade nas lavouras.

O post Tecnologias nacionais buscam reduzir dependência de fertilizantes importados apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de trigo chega a 92% da área projetada


A campanha de grãos de inverno avança na Argentina, ao mesmo tempo em que a colheita de milho e sorgo mantém ritmo desigual entre as regiões produtoras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o plantio de trigo alcançou 92% dos 6,5 milhões de hectares projetados para o ciclo 2026/27, com avanço semanal de 4 pontos percentuais.

Apesar do progresso, áreas do centro e do sul da zona agrícola seguem com atrasos por falta de sustentação do solo. Toda a área implantada apresenta condição entre normal e excelente, favorecida pelo fato de 96% das lavouras se desenvolverem sob umidade adequada ou ótima. No estágio fenológico, 56,2% das áreas estão em expansão foliar e 9,5% iniciaram o perfilhamento. O maior avanço ocorre no Noroeste Argentino, onde 49% da superfície já perfilha e surgem os primeiros lotes em alongamento do colmo.

A colheita de milho para grão comercial chegou a 62,2% da área apta, com rendimento médio de 80,6 sacas por hectare. Os trabalhos têm atraso anual de 8,2 pontos percentuais, devido à alta umidade dos grãos e às condições ambientais das últimas semanas. No sul de Buenos Aires, o excesso de água ainda restringe a retirada dos lotes restantes. Os melhores rendimentos foram registrados no Núcleo Norte, com 97,2 sacas por hectare, seguido pelo Núcleo Sul, com 96, e pelo norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires, com 90,7. A projeção nacional foi mantida em 64 milhões de toneladas, alta de 30,6% sobre as 49 milhões de toneladas do ciclo anterior.

No sorgo granífero, a colheita cobre 80,8% da área apta, com média de 42,1 sacas por hectare. O centro-norte de Córdoba lidera, com 56,8, enquanto os Núcleos Norte e Sul registram 53,3 e 54 sacas por hectare. A estimativa de produção permanece em 2,9 milhões de toneladas.

 





Source link

News

Petróleo sobe mais de 4% com escalada de tensões no Oriente Médio


Tesouro dos EUA revoga licença para venda de petróleo e petroquímicos do Irã

O petróleo fechou em alta acima de 4% nesta sexta-feira (17), em meio à continuidade dos ataques entre Estados e Irã no Golfo Pérsico e à manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz. O avanço das cotações ganhou força após o Kuwait acusar Teerã de atingir uma usina de energia e dessalinização de água, elevando a tensão na região.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para setembro subiu 4,47% (US$ 3,50), a US$ 81,78 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para setembro avançou 4,59% (US$ 3,87), a US$ 88,10 o barril.

No acumulado da semana, o WTI registrou alta de 14,5%, enquanto o Brent avançou 15,9%.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Segundo o governo do Kuwait, o bombardeio iraniano atingiu uma estação de geração de energia e dessalinização de água, provocando incêndio e danos a unidades de produção elétrica. O país afirmou que os ataques representam violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Em outro movimento no conflito, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que forças americanas destruíram na quinta-feira (16) a torre de vigilância do Porto de Chah Bahar Shahid Kalantari. De acordo com o comando, a estrutura integrava uma rede de vigilância marítima ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã, usada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Para a Capital Economics, a escalada da guerra reforça a avaliação de que a recuperação dos fluxos de petróleo tende a ser irregular e marcada por novos surtos de tensão. A consultoria afirmou que os eventos recentes elevaram de forma significativa a probabilidade de um cenário mais adverso, com restrição prolongada nos fluxos da commodity.

Segundo a Axios, o governo Trump notificou Israel de que está enviando dezenas de aviões de reabastecimento adicionais ao país antes de uma potencial expansão das operações militares contra o Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que, enquanto os Estados Unidos mantiverem ataques contra alvos iranianos, não haverá exportação de petróleo e gás da região. O grupo também afirmou que o controle total do Estreito de Ormuz permanece nas mãos de Teerã.

Com novas ações militares, acusações cruzadas e ameaça direta ao escoamento de petróleo e gás, o mercado encerrou a semana com forte valorização do WTI e do Brent.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Petróleo sobe mais de 4% com escalada de tensões no Oriente Médio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

ANP aponta estabilidade nos preços dos combustíveis na semana


Preço médio do gás de cozinha sobe para R$ 114,66, aponta ANP

Os preços médios dos combustíveis ficaram praticamente estáveis na semana de 12 a 18 de julho, na comparação com a semana anterior, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (17). A principal variação foi a queda de 0,4% no diesel S-10.

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina permaneceu em R$ 6,58 por litro. Já o gás de cozinha passou de R$ 114,41 para R$ 114,48 no botijão de 13 quilos, alta de 0,06% no período.

No caso do diesel S-10, o valor médio caiu de R$ 6,97 para R$ 6,94 por litro. Entre os combustíveis acompanhados pela agência, foi a única queda na comparação direta com a semana anterior.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Na relação com a primeira quinzena de julho, os três combustíveis registraram recuo na semana de 12 a 18 de julho. A gasolina teve queda de 0,45%, o gás de cozinha recuou 0,15% e o diesel S-10 cedeu 1,1%.

O levantamento também mostrou os maiores preços encontrados no país. A gasolina mais cara foi novamente registrada em Guarujá, em São Paulo, a R$ 9,79 por litro. No mesmo município, o diesel S-10 atingiu R$ 9,99 por litro. O botijão de gás de cozinha mais caro foi comercializado, mais uma vez, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

O levantamento semanal da ANP indicou estabilidade nos preços médios dos combustíveis no país, com manutenção da gasolina, leve alta do gás de cozinha e recuo do diesel S-10.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post ANP aponta estabilidade nos preços dos combustíveis na semana apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

MP abre R$ 13,3 bilhões e inclui recursos para o setor agropecuário


MP abre R$ 13,3 bilhões e inclui recursos para o setor agropecuário

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1377/26, que abre crédito extraordinário de R$ 13,3 bilhões no Orçamento de 2026. Entre os pontos da medida estão recursos voltados ao setor agropecuário, com foco em projetos de desenvolvimento tecnológico e subvenção econômica a produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. A proposta também destina verbas ao programa Desenrola Adimplentes e ao Fies.

Segundo o texto, a medida provisória foi editada porque o conteúdo estava concentrado quase integralmente no Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 17/26. Embora o projeto tenha sido aprovado pela Comissão Mista de Orçamento, ainda dependeria de votação no Plenário do Congresso Nacional. Com a entrada do recesso parlamentar, a opção foi pela edição da MP.

No setor agropecuário, a medida prevê subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste que tiveram prejuízos econômicos decorrentes da tributação adicional sobre exportações brasileiras imposta pelos Estados Unidos ou de eventos climáticos extremos.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

A MP também autoriza o financiamento de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), na forma de empréstimos de longo prazo.

Outro eixo do texto é o financiamento a beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes, o Desenrola Adimplentes. Há ainda previsão de financiamento a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies, o Fies Empreendedor.

O governo informou que cerca de R$ 9 bilhões dos recursos sairão do superávit financeiro de 2025 e outros R$ 4 bilhões do excesso de arrecadação. No PLN 17/26, consta ainda a destinação de R$ 1,3 milhão para contribuição voluntária do país à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Já a MP inclui contribuição voluntária de R$ 15 milhões da Advocacia-Geral da União (AGU) à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

A Medida Provisória 1377/26 será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, na sequência, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Fonte: camara.leg.br

O post MP abre R$ 13,3 bilhões e inclui recursos para o setor agropecuário apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Controle populacional de javalis ganha incentivo financeiro de R$ 100 por animal abatido


javalis, javali
Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ Divulgação

O Plenário da Alesc aprovou nesta quarta-feira (15) o PL 287/2026 que oferece incentivo financeiro ao controle populacional de javalis (Sus scrofa) em Santa Catarina.

O projeto prevê o pagamento de R$ 100 por animal abatido para pessoas físicas ou jurídicas cadastradas nos órgãos ambientais competentes e devidamente autorizadas para o manejo e controle da espécie, observadas as exigências legais.

Para receber o incentivo, os interessados deverão comprovar que o abate ocorreu de forma regular e, quando realizado em propriedade privada, apresentar autorização do proprietário.

A aprovação da proposta ocorre em meio ao avanço da população de javalis em Santa Catarina. A proliferação descontrolada da espécie tornou-se uma das mais graves pragas do agronegócio.

Causa

Estima-se que mais de 200 mil javalis estejam espalhados por 236 municípios, cerca de 80% do total catarinense. Com a escassez de alimento nas matas, varas de até 50 animais avançam sobre propriedades, cidades e rodovias.

A incidência é maior na Serra, no Meio-Oeste e no Oeste, com forte presença em Lages, Campos Novos, Capão Alto, São Joaquim, Campo Belo do Sul, Água Doce, Bom Jardim da Serra e no entorno do Parque Nacional das Araucárias, entre Ponte Serrada e Passos Maia.

Danos causados

Os javalis destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e expõem trabalhadores a risco de morte. São frequentes os relatos de pessoas acuadas ou perseguidas e de cães mortos durante ações de controle. Machos adultos podem alcançar 200 quilos e investem com ferocidade quando ameaçados.

Os danos atingem lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortaliças e criatórios de aves e suínos. A reprodução acelerada agrava o problema: as fêmeas têm, em média, duas ninhadas por ano, com cerca de oito filhotes cada.

Sem predadores naturais e com elevada capacidade de adaptação, essa espécie exótica invasora também cruza com porcos domésticos, originando os chamados javaporcos, o que dificulta ainda mais o controle.

Sanidade animal

Javalis podem disseminar peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. Santa Catarina ocupa apenas 1,12% do território nacional, mas lidera a produção e a exportação brasileira de carne suína, é o segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite.

Desde 2007 o estado possui reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação e também é livre de peste suína clássica. Uma eventual contaminação dos plantéis comerciais causaria perdas significativas aos produtores, às agroindústrias e à economia estadual.

Desafios

Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos em Santa Catarina, sem redução suficiente da população estimada. O manejo é permitido por lei, mas depende de controladores registrados, equipes preparadas e regras específicas.

A escassez de profissionais, a burocracia e o risco das operações dificultam o controle. O Instituto do Meio Ambiente mantém ações nos parques estaduais Fritz Plaumann e das Araucárias, enquanto o Ibama e o Ministério da Agricultura conduzem pesquisas e monitoramentos nacionais.

Medidas necessárias

Para a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a desburocratização do manejo, o fortalecimento das equipes autorizadas e a integração entre poder público e setor produtivo são medidas necessárias para conter o avanço da espécie.

A entidade avalia que o problema ultrapassa o agronegócio e envolve a proteção da biodiversidade, da saúde pública, da segurança sanitária e da economia do estado.

O post Controle populacional de javalis ganha incentivo financeiro de R$ 100 por animal abatido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link