terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Vigilância sanitária recolhe 200 kg de produtos estragados durante fiscalização


produtos estragados
Foto: divulgação/Vigilância Sanitária de Maceió

Na manhã desta segunda-feira (1°), a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) realizou uma fiscalização no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. Na ocasião foram identificados irregularidades em estabelecimentos e um frigorífico da região, resultando na apreensão dos produtos estragados. 

Ao identificar os produtos com prazo de validade expirados, foram recolhidos para descarte. De acordo com o órgão, foram apreendidos carnes, presunto, manteiga e laticínios. Na ocasião foram 200 kg de alimentos estragados apreendidos. 

De acordo com o chefe especial da Visa, Airton Santos, os estabelecimentos foram autuados e deverão responder a processo administrativo, cuja penalidade inclui multa no valor de R$180 a R$38 mil, no caso de reincidência de infração.

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AgroNewsPolítica & Agro

Megaleite leva técnica de campo para criação de búfalas leiteiras


As dinâmicas práticas com bezerras de búfala estarão entre os focos da programação técnica da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB) na Megaleite 2026. A 21ª edição do evento será realizada de 2 a 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG).

A entidade estará no estande P-34, no Galpão B-1, onde também ocorrerão atividades técnicas, degustação de produtos de origem bubalina e recepção a criadores, técnicos e visitantes. De 3 a 6 de junho, a programação contará com palestras na Sala Belo Horizonte e demonstrações práticas no Galpão dos Búfalos.

As palestrantes Mariana Jordão e Ester Barbosa darão início à parte técnica na quarta-feira (3), com o tema “Cuidados Essenciais com Bezerros, O Que Todo Produtor Precisa Saber”. A atividade ocorrerá novamente na sexta-feira (5), às 14h. De acordo com Mariana, o manejo com os animais faz toda a diferença na criação. “O acesso ao conhecimento técnico atualizado ajuda produtores e criadores a adotarem novas tecnologias, a melhorarem o manejo e a aumentarem a produtividade, sempre com atenção à qualidade, ao bem-estar animal e à sustentabilidade”, destaca.

Mariana afirma que a troca entre produtores, técnicos e pesquisadores torna o conhecimento mais prático e útil, ajudando a transformar teoria em soluções que realmente funcionam. “É importante estar próximo de quem está no campo, entendendo a realidade e os desafios de cada propriedade. E a bubalinocultura merece mais atenção”, salienta, colocando que apesar do grande potencial produtivo e da qualidade dos seus produtos, ainda é um segmento que precisa ganhar mais visibilidade e espaço dentro do agro.

O técnico Renato Amaral dará sequência às atividades práticas com o tema “Morfologia Bubalina”, na quinta-feira (4), a partir das 10h. A demonstração será repetida no sábado (6), no mesmo horário.

A agenda na Sala Belo Horizonte começa na quarta-feira (3). Às 16h, a palestrante Juliana Santos falará sobre “Ordenhabilidade e seus impactos na qualidade do leite de búfalas”. Na sequência, às 17h, Frederico Garcia abordará o tema “Como a gestão, nutrição e indicadores transformam o resultado de uma fazenda?”.

Na sexta-feira (5), as palestras seguem com Alessandro Esteves, às 10h, sobre “IATF e FIV em Búfalas: Da Teoria à Prática”. Às 11h, Eduardo Bastianetto falará sobre “Touro em Central, Sêmen Legal: O que é preciso saber”.





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Criado para deixar o leite, ele contrariou as apostas e hoje produz quase 40 mil litros por dia


Produtor de leite de Três Corações (MG) diz ter sido criado para não seguir os passos da família. Agora, a fazenda dele figura entre as mais produtivas do país
Júlio César Pereira é produtor de leite em Três Corações (MG)

O produtor de leite Júlio César Pereira, de Três Corações (MG), diz ter sido criado para não seguir os passos da família. Formado em engenharia e trabalhando na capital mineira, o campo parecia cada vez mais distante.

“Eu sou da quarta geração, então eu nasci vendo vacas, né? Mas eu cresci numa época em que a produção de leite era muito difícil”, conta.

Embora as chances apontassem para outros caminhos, o produtor acabou sendo puxado de volta para a pecuária leiteira há 10 anos. Segundo ele, a baixa produtividade da fazenda, tocada pelo pai, Adilson Levindo Pereira, despertou um interesse que estava adormecido até então.

“No decorrer da minha profissão, eu fui vendo que nós tínhamos uma possibilidade de um crescimento muito grande devido à baixa produtividade que a fazenda tinha”, afirma.

Projeção de futuro com resultado no presente

Hoje, a Fazenda Fazendinha figura no ranking dos maiores produtores de leite do país, com quase 12 milhões de litros comercializados em 2025. Mas nem sempre foi assim.

A história da propriedade começa em 1936 com a produção de café, gado de corte e leite. Porém, foi somente em 2011 que a pecuária leiteira ganhou protagonismo e passou a ser a fonte de renda principal da família. Nesse processo, o acompanhamento de indicadores reprodutivos, produtivos e financeiros foi decisivo para a transformação da fazenda ao longo dos anos.

Mas foi ao olhar para as grandes fazendas do Brasil que Júlio César mudou a sua percepção do setor. “Isso me deu uma projeção de futuro muito grande”, afirma.

Agora, ele relata uma situação completamente diferente: “Nós começamos com 4 mil litros de leite, então tivemos um aumento considerável em 10 anos”, diz, com orgulho da quantidade produzida atualmente. O resultado desse trabalho aparece na evolução da Fazenda Fazendinha no mapeamento das maiores propriedades de leite do país.

Segundo o Levantamento TOP 100, realizado pela MilkPoint em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), a fazenda produziu mais de 32 mil litros de leite por dia em 2025, resultado que a fez avançar da 53ª para a 41ª colocação no ranking.

Neste ano, a produtividade da propriedade em Três Corações está em 38 mil litros por dia.

Lideranças do leite se juntam para trocar experiências

Estar entre as principais propriedades produtoras do Brasil, contudo, não significa que o sucesso está garantido e que o trabalho chegou ao fim.

É nesse contexto que surgiu o Dairy Club, uma iniciativa que reúne pecuaristas com o objetivo de ampliar a rede de contatos e a troca de experiências no dia a dia das fazendas. O segundo encontro do grupo antecedeu a divulgação do TOP 100, em um evento realizado em Atibaia (SP), na semana passada.

“A elite da produção de leite do Brasil está aqui. Então, é uma chance muito grande de desenvolvimento e de troca de ideias com grandes produtores”, afirma o responsável pela Fazenda Fazendinha.

O Dairy Club é uma iniciativa da MSD Saúde Animal voltada à troca de experiências entre produtores de leite. Segundo Laura Villarreal, diretora da unidade de negócio de Ruminantes da empresa, o grupo busca estimular o compartilhamento de conhecimento e a discussão de tendências para o setor.

Para ela, as discussões geram um efeito cascata. “O conhecimento debatido ali se transforma em prática na fazenda e, naturalmente, inspira e eleva a régua de toda a vizinhança produtiva e da cadeia de fornecedores”, diz. Villarreal também complementa que o principal interesse do Dairy Club é democratizar e acelerar o conhecimento na cadeia leiteira.

“Os produtores tornam-se embaixadores da pecuária de leite do futuro, com tecnologia de ponta, inteligência artificial e decisões estratégicas e assertivas ditadas por análises preditivas e precisas”, conclui.

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Fiap 2026 debate avanço do etanol de milho na transição energética e na descarbonização global


Foto: imagem gerada por IA.
Foto: imagem gerada por IA.

A cidade de Campo Grande (MS) receberá, no próximo dia 18 de junho, representantes do agronegócio, especialistas, embaixadores, adidos internacionais e autoridades para os debates do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026).

Com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia” e contará com transmissão ao vivo pela TV e pelo YouTube do Canal Rural.

Etanol de milho na agenda internacional

Entre os painéis da programação está “O etanol na agenda de transição energética e a inserção internacional do Brasil”, que discutirá o papel dos biocombustíveis na redução das emissões de carbono, a expansão do etanol de milho e a participação brasileira no fornecimento de energia e alimentos para o mercado global.

O encontro será comandado pela diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Andréa Veríssimo. Segundo ela, o evento é uma oportunidade para apresentar a evolução da cadeia do etanol de milho e sua contribuição para a agenda energética e alimentar.

“Participar do Fiap 2026 é uma oportunidade extraordinária para consolidarmos o protagonismo do agronegócio brasileiro diante de autoridades de 12 países e da União Europeia. Nosso grande objetivo é destacar o papel revolucionário e a rápida evolução do etanol de milho na descarbonização global”, afirmou.

Produção de energia e coprodutos

Na avaliação de Andréa Veríssimo, o Brasil desenvolveu um modelo de produção que integra a geração de biocombustíveis e de coprodutos destinados à alimentação animal.

“Impulsionados pelo amadurecimento do projeto da Unem com a ApexBrasil, estamos mostrando ao mercado internacional a força desse círculo virtuoso: uma cadeia que, ao mesmo tempo em que expande a oferta de energia limpa, gera para a segurança alimentar global mais de 4,85 milhões de toneladas de coprodutos de alto valor nutricional (DDG/DDGS) nesta safra”, destacou.

A representante da Unem afirmou ainda que a expansão do setor reforça a participação do país nos debates sobre energia e segurança alimentar. “É a prova definitiva de que o etanol de milho brasileiro é sinônimo de sustentabilidade, inovação e previsibilidade para o planeta”, completou.

Participação internacional

O Fiap 2026 também terá a presença do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, da senadora Tereza Cristina, do conselheiro da Embaixada da União Europeia no Brasil, Damian Lluna, e do representante da FAO no Brasil, Jorge Meza.

A organização do evento afirma que o objetivo é ampliar o diálogo entre setor produtivo, pesquisadores e autoridades sobre produção de alimentos, energia e sustentabilidade.

A realização do Fiap 2026 é da BR IN Eventos e Canal Rural, com correalização da Famasul. Patrocinam o evento ApexBrasilSebraeCNA/Senar e Friboi, com apoio de AbiecGoverno de Mato Grosso do Sul Massey Ferguson. Linha aérea oficial: Azul.  

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural.

Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

7h • Recepção

8h • Abertura Oficial — Autoridades

• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS

Painel 1

BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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Painel 2

DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

BRASIL NO MERCADO GLOBAL

• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

• Camila Estevam — pesquisadora FGV

O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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Painel 3

O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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Painel 4

A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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Painel 5

A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

Painel 6

ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora

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Painel 7

A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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Painel 8

BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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Painel 9

ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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Painel 10

O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos

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Painel 11

A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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Premiação Personagem Soja Brasil

• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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Vazio sanitário da soja começa hoje (1º) em São Paulo; confira as datas por região


vazio sanitário soja
Foto: Divulgação Aiba

A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) iniciou nesta segunda-feira (1º) o primeiro dos três períodos do vazio sanitário da soja no estado de São Paulo. A medida tem como objetivo prevenir e combater a ferrugem asiática, considerada uma das principais doenças que afetam a cultura da soja no país.

As ações são divididas em três regiões. A região 1 começou a cumprir o período de vazio sanitário nesta segunda-feira, enquanto as regiões 2 e 3 terão início nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente. A relação completa dos municípios que compõem cada região está disponível no portal da Defesa Agropecuária.

De acordo com a engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, os produtores precisam estar atentos às mudanças no calendário e às exigências estabelecidas para suas áreas de produção.

“O produtor deve ficar atento à mudança, procurando saber o período de vazio sanitário correspondente às suas áreas de produção, de forma a mantê-las livres de plantas voluntárias de soja durante todo o período de vazio sanitário”, destaca.

Confira as informações por região do estado.

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Período do vazio sanitário

Durante o período, fica proibida a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento. Exceções são permitidas apenas para produção de sementes ou fins experimentais, mediante autorização prévia da Defesa Agropecuária.

A gerente também ressalta que a responsabilidade pelo cumprimento da medida não é exclusiva dos produtores rurais.

“Importante frisar que as instituições concessionárias ou administradoras de áreas públicas também são responsáveis pela manutenção de suas áreas livres de plantas vivas de soja durante esse período”, afirma.

O vazio sanitário é uma das principais estratégias fitossanitárias para o controle da ferrugem asiática, pois promove a interrupção do ciclo do fungo causador da doença durante a entressafra. Com isso, reduz-se a quantidade de inóculo presente no ambiente e diminui-se o risco de ocorrência da doença nos estágios iniciais da próxima safra.

Cadastro de áreas é obrigatório

Além de respeitar o período de vazio sanitário, os produtores paulistas devem realizar o cadastro obrigatório das áreas produtoras de soja. Conforme estabelece a Resolução SAA 87/2024, o registro deve ser feito em até 15 dias após o término do calendário de semeadura.

O procedimento pode ser realizado por meio de celular ou diretamente em uma das unidades da Defesa Agropecuária espalhadas pelo estado. A medida visa fortalecer o monitoramento fitossanitário e contribuir para a proteção da produção paulista de soja.

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Colheita acelerada, geadas e dólar: o que esperar do mercado do milho?


preços do milho
Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot na Bolsa de Chicago encerrou a semana com queda expressiva de 3,66%. A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, mostra que no Brasil, o contrato da B3 com referência em julho fechou a R$ 65,42 por saca (-2,65%) na semana.

Já o mercado físico se descolou da bolsa e, na região do noroeste de Minas Gerais, as cotações encerraram a última sexta-feira (29) com referência de R$ 54,75 (+0,50%) por saca, no mercado disponível.

E agora, o que esperar do mercado?

  • Colheita acelera a oferta: nas próximas semanas de junho, a colheita do milho safrinha deve ganhar ritmo, principalmente em Mato Grosso e Goiás. Com previsão de tempo seco, os trabalhos no campo devem avançar sem grandes interrupções, aumentando a oferta de milho no mercado. A Grainsights aponta que esse volume maior de produto disponível tende a pressionar os preços nas principais regiões produtoras do país.
  • Armazenagem volta ao debate: a falta de espaço para armazenar grãos deve voltar a ser um desafio importante para os produtores brasileiros. Com a chegada do milho safrinha e significativo volume de soja estocado, a disputa por silos tende a aumentar. “Em muitas regiões, produtores podem se ver obrigados a vender o milho logo após a colheita para evitar perdas de qualidade”, pontua a Grainsights.
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  • Geadas entram no radar: apesar do clima mais quente no Centro-Oeste, o mercado continuará atento às previsões para a Região Sul. A possibilidade de frentes frias e geadas em áreas produtoras do Paraná e de Santa Catarina liga um alerta ao mercado. “Caso o frio afete as lavouras de milho mais tardias, os preços poderão reagir com altas devido ao aumento do risco para a produção”, destaca a plataforma.
  • Monitoramento da safra dos EUA: no mercado internacional, as atenções estarão voltadas para os relatórios semanais de acompanhamento da safra norte-americana. Os investidores observarão principalmente as condições das lavouras de milho classificadas como “boas” ou “excelentes”. Segundo a Grainsights, caso o clima adverso, com excesso de chuvas ou frio intenso, prejudique o desenvolvimento das plantações no Corn Belt (cinturão do milho), os preços poderão subir diante das preocupações com a produção.
  • Macroeconomia e oportunidades: o cenário econômico global e doméstico continua favorecendo um dólar mais firme e sujeito a oscilações. Com a inflação ainda pressionada no Brasil e os juros permanecendo elevados tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a moeda norte-americana tende a seguir em patamares sustentados. Para o agronegócio, esse movimento ajuda a compensar parte da pressão dos preços internacionais.

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Embrapa elege Guilherme Coelho para presidir Conselho de Administração


Embrapa elege Guilherme Coelho para presidir Conselho de Administração

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) elegeu o engenheiro agrônomo Guilherme Cruz de Souza Coelho para a presidência do Conselho de Administração (Consad) na quinta-feira (29), durante a 274ª reunião do colegiado, em Maceió (AL). A mudança marca uma nova etapa na governança da estatal de pesquisa agropecuária, responsável por definir diretrizes e acompanhar ações estratégicas da empresa.

Segundo a Embrapa, Guilherme Coelho passou a integrar o Consad após indicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na mesma reunião, Adriana Vilela Toledo também tomou posse como conselheira. O colegiado tem papel central no acompanhamento da gestão, na definição de orientações institucionais e na supervisão de temas ligados a planejamento, inovação e resultados da empresa.

Durante o encontro, Coelho afirmou que a prioridade será fortalecer o papel estratégico da Embrapa na geração e na disseminação de conhecimento para a agropecuária. Em seu pronunciamento, ele destacou a necessidade de ampliar a chegada das tecnologias da pesquisa aos diferentes perfis de produtores.

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A reunião também marcou a transição na presidência do Conselho. Carlos Ernesto Augustin deixou o comando do Consad após ter se desligado do cargo em 23 de abril. Nesse intervalo, a função foi exercida temporariamente pelo conselheiro Celso Armando Fugolin.

Ainda de acordo com a Embrapa, o encontro teve apresentações de unidades da região Nordeste, entre elas Embrapa Semiárido, Embrapa Algodão e Embrapa Alimentos e Territórios, com balanço de resultados, desafios operacionais e perspectivas de atuação. A presidente da empresa, Silvia Massruhá, participou da reunião ao lado dos demais conselheiros.

A mudança na composição do Consad ocorre em uma instituição que, ao longo de mais de cinco décadas, se consolidou como uma das principais bases técnicas da agricultura tropical brasileira. Decisões de governança na Embrapa têm relação direta com pesquisa aplicada, transferência de tecnologia e articulação de projetos que atendem cadeias produtivas do campo.

Até o momento, a Embrapa não detalhou novas medidas administrativas vinculadas à troca no comando do Conselho. O efeito prático da mudança deverá ser observado nas próximas deliberações do colegiado sobre prioridades de pesquisa, inovação e articulação institucional da empresa.

Fonte: embrapa.br

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BNDES aprova R$ 690,7 milhões para obras viárias e projeto científico na Paraíba


BNDES aprova R$ 690,7 milhões para obras viárias e projeto científico na Paraíba

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 690,7 milhões em financiamentos para o Estado da Paraíba, com foco em infraestrutura viária e um equipamento científico-cultural no Sertão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º), em João Pessoa. Do total, R$ 450 milhões serão destinados ao Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, R$ 185 milhões ao Arco Metropolitano e R$ 55,7 milhões à implantação da Cidade da Astronomia, em Carrapateiras.

Segundo o BNDES, os três projetos integram um plano de investimentos de R$ 800 milhões apresentado no âmbito do Programa BNDES Invest Impacto. Somados aos R$ 150 milhões da iniciativa Sertão Vivo, o volume anunciado para a Paraíba nesta segunda-feira (1º) supera R$ 840 milhões.

Na área viária, o maior aporte será direcionado ao Complexo Rodoviário Ponte do Futuro. A obra terá cerca de 30 quilômetros de extensão e prevê a ligação entre as rodovias federais BR-101 e BR-230 e as estaduais PB-011, PB-019 e PB-025. De acordo com as informações divulgadas, a estrutura deve atender diretamente João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Lucena.

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Já o Arco Metropolitano de João Pessoa receberá R$ 185 milhões. O projeto conecta BR-101 e BR-230 e busca retirar parte do tráfego pesado da área urbana, além de melhorar a ligação entre Pernambuco, Rio Grande do Norte e o interior paraibano.

No Sertão, a Cidade da Astronomia contará com R$ 55,7 milhões. O equipamento deverá reunir planetário, auditório e áreas expositivas, em articulação com outros projetos científicos em implantação na região.

Para o setor agropecuário, a relação mais direta está na infraestrutura logística e no anúncio adicional do Sertão Vivo. As obras rodoviárias podem favorecer o transporte de insumos e o escoamento de mercadorias ao reduzir gargalos entre o interior e a região metropolitana, embora o material divulgado não detalhe prazos de execução nem estimativas específicas para cadeias agropecuárias. Já o Sertão Vivo destina R$ 150 milhões ao fortalecimento da agricultura familiar e à adaptação às mudanças climáticas no semiárido, com previsão de atendimento a mais de 37,6 mil famílias rurais em 157 municípios.

Os efeitos econômicos e logísticos para o agro dependerão da execução das obras, dos prazos de implantação e da capacidade de integração com rotas de produção e abastecimento. No caso do Sertão Vivo, o dado disponível indica foco direto em agricultura familiar e resiliência climática, mas o detalhamento operacional das ações ainda não foi informado no material divulgado.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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PMI industrial global fica estável em maio, em 52,6


PMI industrial dos Estados Unidos sobe para 54 em maio, informa ISM

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial global ficou em 52,6 em maio, sem variação em relação a abril, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (1º) pela S&P Global em parceria com o JPMorgan. O indicador permaneceu acima da marca de 50 pelo décimo mês consecutivo, sinalizando expansão da atividade manufatureira no período. O relatório também informou que o crescimento da produção global acelerou para um nível próximo ao mais alto em cinco anos.

O PMI é um dos principais termômetros da atividade industrial e sintetiza informações sobre produção, novos pedidos, emprego, estoques e prazos de entrega. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto números abaixo desse patamar apontam contração.

Segundo a S&P Global e o JPMorgan, a estabilidade do índice em 52,6 mostra continuidade da recuperação do setor manufatureiro global. Ao mesmo tempo, o relatório destaca incertezas sobre a consistência desse movimento. Entre os fatores citados estão relatos de clientes antecipando compras para se proteger de aumentos de preços esperados e de possíveis interrupções na cadeia de suprimentos.

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Esse comportamento pode distorcer a leitura da demanda corrente, ao concentrar pedidos em um intervalo curto sem garantir continuidade no ritmo de compras nos meses seguintes. O material divulgado não detalha, no trecho disponível, quais regiões ou segmentos industriais puxaram o resultado de maio.

Para o agronegócio, o indicador é acompanhado porque a atividade industrial global influencia cadeias ligadas a fertilizantes, defensivos, máquinas, embalagens, energia e transporte. Também pode afetar o ritmo de consumo de matérias-primas e alimentos processados em diferentes mercados. No entanto, o levantamento divulgado não traz recortes específicos para agroindústria, commodities agrícolas ou insumos do setor rural.

Com o PMI global ainda em terreno de expansão, o quadro imediato é de continuidade da atividade industrial, mas a avaliação sobre a força dessa recuperação dependerá dos próximos dados de demanda, produção e normalização das cadeias de suprimentos. Sem detalhamento setorial adicional no relatório divulgado, não é possível medir de forma específica os efeitos sobre o agro neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, maior nível da série trimestral da Serasa


Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, maior nível da série trimestral da Serasa

A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 no maior patamar da série trimestral da Serasa Experian. Segundo o Boletim Agro divulgado nesta segunda-feira (1º), o índice chegou a 8,2% da população rural no quarto trimestre, acima dos 7,2% registrados no mesmo período de 2024 e dos 8% verificados no terceiro trimestre de 2025. O levantamento considera dívidas de pessoas físicas do meio rural vencidas há mais de 180 dias, de pelo menos R$ 1 mil, ligadas ao financiamento e às atividades do setor.

Pela série apresentada pela empresa, a inadimplência subiu de 7,2% no quarto trimestre de 2024 para 7,6% no primeiro trimestre de 2025, 7,9% no segundo, 8% no terceiro e 8,2% no fechamento do ano. Apesar da desaceleração no ritmo de alta entre o terceiro e o quarto trimestre, o movimento ainda não indica reversão do quadro.

Em nota, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, afirmou que produtores seguem enfrentando margens apertadas, custos elevados, volatilidade de preços e crédito mais seletivo. Segundo ele, esses fatores mantêm a pressão sobre o fluxo de caixa no campo.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A abertura por perfil mostra maior inadimplência entre produtores sem informação de registro rural, com 9,9%. Na sequência aparecem grandes proprietários, com 9,8%, produtores médios, com 8,3%, e pequenos, com 7,8%.

As dívidas em atraso continuam concentradas em instituições financeiras, categoria que reúne bancos, fundos de investimento e cooperativas de crédito, com incidência de 7,2% da população rural no quarto trimestre. Débitos com credores diretamente ligados ao agronegócio responderam por 0,3%, enquanto outros setores da cadeia, como transporte, armazenagem e seguros, representaram 0,2%.

Mesmo com menor incidência, as dívidas com credores do setor agropecuário apresentaram o maior valor médio entre inadimplentes: R$ 138,2 mil, ante R$ 115,5 mil nas instituições financeiras e R$ 32,6 mil em outros segmentos relacionados.

Regionalmente, o Sul teve a menor taxa, com 5,7%, seguido pelo Sudeste, com 7%. Os maiores índices foram observados no Norte, com 12,5%, no Centro-Oeste, com 9,6%, e no Nordeste, com 9,4%. Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou 5,3%, enquanto o Amapá teve 19,9%. Entre os principais produtores, Mato Grosso marcou 10,8%, Goiás 9,1% e Mato Grosso do Sul 8,2%.

A Serasa Experian também informou que a pontuação média do Agro Score caiu de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e o de 2025. Segundo a empresa, o dado reforça um ambiente mais cauteloso para concessão de crédito e avaliação de risco. A companhia ressalta ainda que, com a atualização do mapeamento de 11,3 milhões de pessoas físicas da população rural, as estatísticas históricas foram refeitas e não são comparáveis com divulgações anteriores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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